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	<title>Comentários em: Rui Tavares: a cidade com asas</title>
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		<title>Por: A. Castanho</title>
		<link>http://5dias.net/2007/12/19/rui-tavares-a-cidade-com-asas/comment-page-1/#comment-23776</link>
		<dc:creator>A. Castanho</dc:creator>
		<pubDate>Thu, 20 Dec 2007 16:09:44 +0000</pubDate>
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		<description>Penso que a questão não será bem essa. Brasília difere das Cidades &quot;comuns&quot; (mas não tanto quanto se supõe...) sobretudo por ter sido integralmente planeada de raíz, não tendo &quot;crescido&quot; ao sabor de intervenções aditivas e consolidadas através de várias épocas.


       Parece-me a mim que o preconceito sobre Brasília radica mais no facto de ter por trás um &quot;conceito global&quot;, estatuído à nascença por uma decisão planeadora e directora, superior aos somatórios das habituais intervenções &quot;avulsas&quot; provenientes, casuísticamente, das iniciativas do tecido social e económico.


        No fundo, uma re-edição no plano do urbanismo da clássica oposição ideológica entre estatismo planificador e dinamismo &quot;liberal&quot;...


         Preconceitos à parte, sou dos que não têm uma opinião pré-formada sobre estas duas formas distintas de urbanismo, dado haver bons exemplos dos dois lados. Vejam-se os casos de Alfama e dos Olivais (bons exemplos dos dois conceitos opostos) e, como maus exemplos respectivos, Massamá e Chelas...</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Penso que a questão não será bem essa. Brasília difere das Cidades &#8220;comuns&#8221; (mas não tanto quanto se supõe&#8230;) sobretudo por ter sido integralmente planeada de raíz, não tendo &#8220;crescido&#8221; ao sabor de intervenções aditivas e consolidadas através de várias épocas.</p>
<p>       Parece-me a mim que o preconceito sobre Brasília radica mais no facto de ter por trás um &#8220;conceito global&#8221;, estatuído à nascença por uma decisão planeadora e directora, superior aos somatórios das habituais intervenções &#8220;avulsas&#8221; provenientes, casuísticamente, das iniciativas do tecido social e económico.</p>
<p>        No fundo, uma re-edição no plano do urbanismo da clássica oposição ideológica entre estatismo planificador e dinamismo &#8220;liberal&#8221;&#8230;</p>
<p>         Preconceitos à parte, sou dos que não têm uma opinião pré-formada sobre estas duas formas distintas de urbanismo, dado haver bons exemplos dos dois lados. Vejam-se os casos de Alfama e dos Olivais (bons exemplos dos dois conceitos opostos) e, como maus exemplos respectivos, Massamá e Chelas&#8230;</p>
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		<title>Por: CARLOS CLARA</title>
		<link>http://5dias.net/2007/12/19/rui-tavares-a-cidade-com-asas/comment-page-1/#comment-23748</link>
		<dc:creator>CARLOS CLARA</dc:creator>
		<pubDate>Wed, 19 Dec 2007 23:15:21 +0000</pubDate>
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		<description>Brasília mudou. As cidades hoje mudam muito rapidamente quando os países evoluem economicamente , na China por exemplo. Mas que Brasília nos finais dos anos 70 era um deserto, lá isso era. Era uma espécie de bienal de arquitectura. As pessoas como eu que tinham ido ver as obras de Niemeyer andavam quase sozinhas pelas ruas. Era a cidade dos ministérios e embaixadas. Durante o dia, estavam a trabalhar, há noite frequentavam as casas uns dos outros, disse-me um diplomata do Uruguay. Fui revisitar as fotos que ainda guardo, e na verdade não há quase verde, devia estar a crescer. O que vejo, sim, e ainda me recordo bem, é de bastantes esculturas em espaços livres. Belíssimas obras. Talvez por isso não achei Brasília desumana. Afinal não serão a arquitectura e a arte o melhor dos lados para a humanização de uma cidade? Tem razão Nuno, fala-se sempre de Niemeyer e nunca de Kubistchek quando se fala de Brasília, e muito menos de Lucio Costa de quem já não me recordava. Aquela ideia de Kubistchec de criar uma cidade de raiz, colocando serviços, com a a finalidade de desenvolver uma região, foi genial.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Brasília mudou. As cidades hoje mudam muito rapidamente quando os países evoluem economicamente , na China por exemplo. Mas que Brasília nos finais dos anos 70 era um deserto, lá isso era. Era uma espécie de bienal de arquitectura. As pessoas como eu que tinham ido ver as obras de Niemeyer andavam quase sozinhas pelas ruas. Era a cidade dos ministérios e embaixadas. Durante o dia, estavam a trabalhar, há noite frequentavam as casas uns dos outros, disse-me um diplomata do Uruguay. Fui revisitar as fotos que ainda guardo, e na verdade não há quase verde, devia estar a crescer. O que vejo, sim, e ainda me recordo bem, é de bastantes esculturas em espaços livres. Belíssimas obras. Talvez por isso não achei Brasília desumana. Afinal não serão a arquitectura e a arte o melhor dos lados para a humanização de uma cidade? Tem razão Nuno, fala-se sempre de Niemeyer e nunca de Kubistchek quando se fala de Brasília, e muito menos de Lucio Costa de quem já não me recordava. Aquela ideia de Kubistchec de criar uma cidade de raiz, colocando serviços, com a a finalidade de desenvolver uma região, foi genial.</p>
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