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do preconceito fácil e da glória da bloga

4 Dezembro 2007 | por Fernanda Câncio

sou uma pessoa muito preconceituosa. sei disso — e saber disso ajuda-me a tentar identificar os meus preconceitos e lidar com eles. para saber disso, e para o reconhecer, vários acontecimentos contribuiram. um deles é muito recente — a minha entrada na blogosfera. entrei tarde, em 2005, e levei algum tempo a perceber como isto funcionava. ao princípio, quando a ana (sá lopes) e o joão pedro (henriques) me diziam ‘olha, o não sei quantos meteu-se contigo’, eu nem sabia do que eles estavam a falar. depois fui coleccionando ‘favoritos’ (embora alguns muito pouco apreciados) e aprendendo a aquilatar as pessoas exclusivamente pelo que escreviam, já que de muitas delas não sabia nem a idade nem o sexo e muito menos as filiações políticas e o tipo de sapatos que calçam (muito importante, isto dos sapatos).

isto tudo para dizer que fui simpatizando e antipatizando com escritas e estados de espírito e declarações de intenções. fui dando idades e rostos a pessoas que nunca vi — até as ver.  e, quando fiz parte do blogue sim no referendo, para o qual o daniel oliveira, pai da belíssima ideia, teve a amabilidade de me convidar, passei a conhecer em carne e osso muitas das pessoas que só conhecia de assinatura. e outras que conhecia da tv e dos jornais, como o vasco rato, com quem nunca me ocorreria poder ter afinidades, quanto mais amizade. estava muito enganada — sobre elas e sobre mim.

é bom saber que se podem descobrir coisas destas relativamente tarde na vida. que, por exemplo, aquele gajo que escreve no diário económico e que nunca me ocorreria ler — eu não leio cenas sobre economia, sou preguiçosa de mais para isso — é um puto que vive em oxford com quem ao fim de cinco mails descubro ter cem mil coisas em comum. que aquele gajo empresário ’de direita’ que escreve no 31 da armada e no atlântico e que conheci numa boleia a caminho do prós e contras sobre o aborto é uma das pessoas mais espantosas que conheci na vida (ok, isto é piroso, mas não me ocorre outra fórmula).

que uma pessoa que gosto tanto de ler e com cujas opiniões me identifico tão amiúde, como o adolfo mesquita nunes, é, imagine-se, do pp — coisa que só descobri meses e meses depois de o ler.

que o daniel oliveira, de quem tinha a ideia de um aparachik (sorry, não te zangues, daniel) é uma das pessoas mais liberais que conheço.

enfim, podia continuar on and on.

e podia falar também do quanto a blogosfera serve de revelador e lupa, não só para o melhor como para o pior das pessoas. de como percebi que há torquemadas de 20 e 30 anos e ainda por cima com orgulho de o serem e cérebro para conseguirem escrever duas linhas seguidas e descaramento para chamarem intolerantes aos que os combatem e para ainda se apresentarem como vítimas (e serem vistos como tal por tanta gente, deus). mas isso agora não interessa — fica para outro post, ou melhor, fica para a vida toda, porque isto é, como diz o outro, um combate rua a rua e porta a porta. agora só me apetece dizer o que disse.

e que tenho muito orgulho de ser amiga do tiago mendes e do pedro marques lopes e do vasco rato — e de que eles sejam meus amigos. e tenho orgulho em mim, por ter sido capaz de perceber o quanto os meus preconceitos – estes e todos os outros, os que tive e os que ainda tenho –, são ridículos.

Comentários

Comentário de Ricardo
Data: 4 Dezembro 2007, 19:37

Amen.

Comentário de Adolfo Mesquita Nunes
Data: 4 Dezembro 2007, 20:10

:)
Obrigado Fernanda. O amiúde não me preocupa absolutamente nada.
Um beijinho cheio de causas,
a.

Comentário de MP-S
Data: 4 Dezembro 2007, 21:14

Bom post!

Comentário de A.Silva
Data: 4 Dezembro 2007, 22:01

Não temos que ter preconceitos acerca das posições politicas dos nossos amigos.Eu na maior parte das vezes nem sei muito bem quais as inclinações eleitorais de muitos dos meus amigos e isso não me incomoda nada

Comentário de alx
Data: 5 Dezembro 2007, 0:58

Gosto de a ler. Apesar de, quase sempre, não concordar com a perspectiva com o que escreve. E tenho consciência que não sou um grande blogger. Mas uma coisa a vida já me tinha ensinado. E a Fernanda escreveu-a muito bem… E isso não me faz nem maior nem mais pequeno: apenas alguém. E a blogosfera, como a vida, está cheia deles: “alguéns” que na sua imensa diversidade, nada lhes falta para merecerem o nosso respeito humano visceral.
E se a velha máxima nos diz que podemos escolher os amigos mas não os irmãos, ouso acrescentar, perguntando, quantos de nós usamos “efectivamente” critérios na escolha dos amigos?
Possivelmente até os amigos não se escolhem: tornam-se. Porquê? -Porque há/houve encontros e desencontros, tão somente!

Passe bem

Comentário de joliveira
Data: 5 Dezembro 2007, 1:14

tá bem f., até que é verdade isso, mas no fim, que não se acanhem os que escrevem de dizer quando a coisa mete nojo!
faz pena que na direita acaba sempre a ganhar o lado da beatice e do preconceito.

Comentário de Gonçalo Moita
Data: 5 Dezembro 2007, 1:17

Boa confissão… Sou forçado a reconhecê-lo e a dizer-lhe que não o esperava de si. Uma boa surpresa, portanto… Vá por aqui. Mais vezes. Ganhará com a experiência e a blogosfera também com textos assim.

Comentário de Fernanda Câncio
Data: 5 Dezembro 2007, 2:18

a shyz (outra conquista da bloglosfera — com a diferença de que se nos tivessemos conhecido noutro sítio qualquer perceberiamos logo que somos da mesma tribo, whatever that means) sobre o tiago:
http://womenageatrois.blogspot.com/2007/12/tem-sido-um-prazer-cruzar-me-contigo.html

Comentário de pedro oliveira
Data: 5 Dezembro 2007, 10:44

Essa questão dos preconceitos em relação ás pessoas é questão interessante, sou um humilde blogger de um blog que fala de uma vila pequena(Porto de Mós), mas costumo fazer um “zapping” pela blogosfera e muitas vezes(quase sempre) sem saber se são de direita ou de esquerda, leio, concordo ou não com as ideias e lá vou associando um nome ou outro através da comunicação social.
Povavelmente, se soubesse de antemão a que partido as pessoas que escrevem alguns dos textos que leio pertencem, nem os lia.Por isso é bom reconhecer que somos preconceituosos e que muitas das vezes merecemos umas lições de “abre mentes” para vermos o mundo de forma diferente, sem gavetas .

Comentário de Luís Lavoura
Data: 5 Dezembro 2007, 11:06

Numa coisa estou de acordo com a Fernanda: que os sapatos são muito importantes.

Comentário de luis eme
Data: 5 Dezembro 2007, 12:22

As palavras na blogosfera saiem mais livres e expontâneas, acabando por fazer mais “comichão” e até algumas “feridas”, que o que se escreve nos jornais, por exemplo.

Até porque grande parte dos “blogueiros” usam pseudónimos (para puderem circular mais à vontade e dizer o que lhes apetece, permanecendo invisiveis, até um dia claro…) e dizem o que pensam, sem estarem a pensar na mossa que fazem.

Os juizos de valor são uma constante da vida, quantas vezes não confundimos timidez com arrogância, Fernanda…

Comentário de David Fernandes
Data: 5 Dezembro 2007, 13:04

Concordo totalmente mas surpreende-me (sinceramente) que só agora tenha descoberto isso, Fernanda.

O preconceito de que fala não é defeito mas tão só feitio, característica da espécie.

E acredito que será tanto mais forte quanto mais evoluído for o indivíduo. E digo evoluído no sentido trivial: inteligente, instruído, viajado, etc.

Acreditar muito no que se é e no que se sabe leva fatalmente ao preconceito. A evolução é incompatível com a dúvida e a dúvida é a essência da humildade.

Provávelmente o destino do Homem é ser cada vez mais só; cada vez mais evoluído, menos humilde, mais certo do que é; mais impossível.

Eu, rendido ao preconceito, tinha a certeza de que somos o que dizemos. Já não tenho, porque não acredito em quem acha que me conhece apenas pelo que eu digo; e a razão é que eu não sei sempre muito bem o que digo. Arrisco: ninguém sabe.

Mas saber isso (que não se sabe sempre muito bem o que se diz) é fundamental.

PS: Para ser coerente, mudem-se todos os “é”, todas as afirmações, para “suspeito que … mas é provável que não seja”.

Ou para ser totalmente coerente para: “suspeito que mas (suspeito que mas ( … ) provável que não seja) provável que não seja”.

Comentário de João José Fernandes Simões
Data: 5 Dezembro 2007, 13:15

Não percebo este post, ou melhor, não entendo o seu porquê…!
Acho que “não havia necessidade”…!

Comentário de Ana Matos Pires
Data: 5 Dezembro 2007, 13:41

E o orgulho que eu tenho em ti, e neles, e nelas, hum?

Comentário de tric
Data: 5 Dezembro 2007, 13:54

Mas eu sempre ouvi dizer que o Aborto era uma causa fracturante!!
e decerto não foram aqueles que você agora tanto critica, que levantaram tal bandeira…

Comentário de TJ
Data: 5 Dezembro 2007, 15:41

bolas!!! alem de muita gira, escreves bem (tb pode ser ao contrario, va’ la’!)!
ta’ mal!
sera que não… ressonas ou….. cheiras mal dos pe’s??qualquer coisita assim , para contrabalancar!??

Comentário de joséjosé
Data: 5 Dezembro 2007, 16:04

Sinceramente, nunca tinha pensado nisso!!! E como é que eu vou dizer ao meu burro César e ao meu cão Sacho que são os meus melhores amigos ? E serão de esquerda ou direita? E será que o Daniel e a Fernanda beberam ontem do mesmo copo? Há cada coisa…

Comentário de Pedro ML
Data: 5 Dezembro 2007, 17:49

Não te posso perdoar teres-te esquecido de salientar a minha espantosa beleza fisica. Adoro-te, querida amiga

Comentário de ezequiel
Data: 5 Dezembro 2007, 18:36

” Quem interpreta, nega a si, e àqueles com quem se mete, o ócio da paz e das tréguas.”

José Enes, A Porta do Sêr. p.13

Comentário de teresa
Data: 5 Dezembro 2007, 20:10

Ando neste mundo virtual há muitos anos e desde o princípio que arranjei não um preconceito, mas um critério, para escolher as pessoas com quem quereria trocar uma duzia de frases. Era simples. Como não podiam ser os sapatos ou a limpeza das unhas decidi, há muito, antes de qualquer corrector ortográfico, que não suportaria erros de português e gente que escrevesse mal. Alguma coisa tinha de ter como filtro e este era o mais primário. Quase sete anos depois continuo amiga do “sovim”, um dos poucos que resiste, e que ainda hoje escreve “máile” e dá 3 erros em 2 palavras que escreve…

Comentário de Nuno Sousa
Data: 5 Dezembro 2007, 20:27

epá, tanta gente espectacular!
caramba, que pessoas espectaculares! tudo espectacular! e os sapatos então… sim senhor, espectaculares, tudo mesmo espectacular. repito -

espectacular

e eu também só dou boleia a pessoas espectaculares, aliás,
que digo?,

espectaculares é favor,
para lá de espectaculares é que é,
sim, assim é que é.

Comentário de samuel
Data: 5 Dezembro 2007, 20:42

Cumprido o “serviço mínimo” que é para si o hábito de escrever bem, de vez em quando sai-se com um post destes…

Comentário de mariafrade
Data: 5 Dezembro 2007, 22:58

Com o tempo também fui perdendo a minha característica “de ser preconceituosa”. Encontro-me muitas vezes a concordar com o que pessoas consideradas de direita defendem. Há alguns princípios de que não abdico,mas posso encontrá-los quer em gente de esquerda quer de direita. Para algumas pessoas que me conhecem isto pode parecer estranho. Mas em relação aos sapatos ainda sou preconceituosa.

Comentário de Luísa
Data: 5 Dezembro 2007, 23:58

f., sem querer estar a chover no molhado, o preconceito é o resultado do desconhecimento; pré-noção=preconceito. parece tão simples, não é?

Comentário de Maria Marques
Data: 6 Dezembro 2007, 0:21

Os sapatos são meso muito importantes; nunca confio numa mulher que use sapatos apenas para cobrir os pés e não magoar os joanetes. E apesar de eu também apreciar uns flats muito de vez em quando, tenho alguma desconfiança de quem nunca usa saltos daqueles vertiginosos.

(Quanto ao cilício: claro que não lhe interessa nada, eu digo no comentário que não interessa mesmo a ninguém; só que - e pelo critério da Fernanda, não o meu - fazer humor com isso é de mau gosto, fácil e cobarde.)

Comentário de Alba
Data: 6 Dezembro 2007, 1:59

Uma análise muito lúcida, e simultaneamente emotiva, da vida que se vive dentro dos blogs e para lá dos blogs. Dos imaginários e dos códigos onde nos redescobrimos. Muito oportuno. Por todas as razões.

Comentário de Euroliberal
Data: 6 Dezembro 2007, 16:03

A forma de “debater” do lóbi gay, bem ilustrada na crise do Atlântico, é em tudo igual à dos nazi-sionistas e dos estalinistas. Trata-se de puro terrorismo verbal, destinado, não a debater, mas a contestar logo à partida a legitimidade de pontos de vista contrários. É um não-debate, pois assenta numa imputação por um mero processo de intenções de uma atitude “criminosa” (”homofobia”, “antisemitismo”, “inimigo do povo”) ao adversário, a fim de o inmtimidar e reduzir ao silêncio. Essa táctica só tem um defeito: é que a partir de um certo número de repetições com êxito, a eficácia começa a diminuir à medida que as pessoas se vão apercebendo de que não passa de chantagem intimidatória. É o caso.

Não há homofobia, onde apenas se rejeita que a homossexualidade possa ter na sociedade o mesmo estatuto que a norma heterossexual da maioria. As excepções à regra podem ser admitidas, desde que não anulem o valor normativo da regra, mas antes o confirmem. É simples, mas o Tiago não percebeu…

Comentário de Prakash
Data: 6 Dezembro 2007, 18:32

O preconceito é ridículo?…
Ridiculo é não ter preconceituos…..

Comentário de alice
Data: 7 Dezembro 2007, 15:37

se me permite a correcção, na frase: “é bom saber que se podem descobrir coisas destas relativamente tarde na vida”, deveria ter escrito: “é bom saber que podem descobrir-se coisas…” este é um dos erros de português mais vulgares na comunicação social, falada e escrita. a minha chamada de atenção é meramente uma tentativa de que tal seja reduzido. desculpe o atrevimento e muito obrigada.

Comentário de rb
Data: 8 Dezembro 2007, 1:37

Alice,

Desculpe o meu atrevimento, também, mas pode explicar porque é que não se pode escrever (ou talvez melhor dizendo, pode escrever-se) “se podem descobrir”. Já agora, “podem-se descobrir” pode-se escrever, digo, pode escrever-se.

PS: aqui não estamos propriamente “na comunicação social”.

Comentário de Daniel Oliveira
Data: 10 Dezembro 2007, 0:44

Só agora li. Nada zangado. Quando um gajo entra para um partido tem de contar com essa imagem. Tem desvantagens, mas também tem vantagens.

Comentário de josé quintas
Data: 10 Dezembro 2007, 23:27

cara blogger, não vou pedir-lhe desculpa nem a si nem às sopeiras por achar o tom deste post digno dessa injustiçada classe profissional. sem fazer ideia do que a terá levado a escrevê-lo, os evidentes paninhos quentes levam-me a pensar que uma água qualquer terá fervido mais do que vc desejaria. é certo que se trata de uma perda de tempo criar inimizades por causa de blogues, mas, se anda cá desde 2005, já deveria saber que não se pode agradar a todos. mais do que passar a imagem de que «até é muito democrática, até tem amigos em todos os quadrantes» (quem é que não tem?), ficaria melhor na fotografia se mantivesse as suas convicções acima de eventuais amizades, virtuais ou não.

Comentário de CARLOS CLARA
Data: 11 Dezembro 2007, 23:55

Sapatos? Sapatos há muitos… mas os sapatos por cá, transbordam a preconceito. Haverá coisa mais pirosa que os sapatos expostos nas nossas sapatarias? Sempre los baptizei de “sapatos para entalados”. Os comerciantes dizem que são os de maior saída e que os outros ficam em casa…

Comentário de Fernanda Câncio
Data: 12 Dezembro 2007, 1:22

ó carlos clara, homem. também há por aí uns sapatos decentes. dependendo do gosto, claro.

francamente, senhor josé quintas. nunca pensei que alguém me acusasse de querer agradar a todos. muito original.

Comentário de josé quintas
Data: 12 Dezembro 2007, 12:24

mui prezada senhora, foi exactamente por esperar mais de si do que este post-xarope que escrevi o comentário supra.

Comentário de alice
Data: 13 Dezembro 2007, 19:14

boa tarde. se me permite nova mensagem, desejo responder ao comentador “rb”. a razão pela qual eu não expliquei por que é que não deve, e repare que não deve não é o mesmo que não pode, escrever-se de uma forma e sim de outra, é porque eu acredito que a sr.a dr.a fernanda câncio sabe, logo, não precisa que eu lho explique, mas se v. ex.a me pede essa explicação, passo então a dizer: numa frase composta por um verbo auxiliar e um verbo principal, é sempre este que sofre transformação. e na frase “que podem descobrir-se”, o verbo “poder” é auxiliar do verbo “descobrir”. o mesmo acontece com os pronomes. por exemplo, na frase “eu quero explicar-lhe o meu comentário”, o pronome também é colocado no verbo principal “explicar”, e não no verbo auxiliar “querer”. isto acontece em ambas as situações, por forma a que o verbo auxiliar possa ser substituído por outro, se necessário ou desejável. por exemplo, em vez de “quero explicar-lhe”, eu poderia dizer “vou explicar-lhe”, ou “pretendo explicar-lhe”, ou “tenciono explicar-lhe”, etc. espero ter sido clara. qualquer dúvida, desde que eu possa ser util, disponha. e se um blog escrito por jornalistas não é comunicação social, é o quê?

cumprimentos.

Comentário de João José Fernandes Simões
Data: 14 Dezembro 2007, 12:31

A última intervenção da Fernanda Câncio nos “Cinco” (que há muito tempo que são apenas quase três…) foi num comentário aqui por de cima em 12 do corrente mês, ás 12:24.
Porque de posts já não há nada para ninguém desde 6 do corrente mês, não sabendo a que horas.
E não me apetece ir ter com o João Marcelino ao DN… Alto lá, que, afinal, hoje dá sinal de vida com o soberbo “LUÍS FILIPE MENEZES É LELÉ DA CUCA” (aqui entre nós, ainda nem sequer li o artigo, só o indo fazer depois de acabar este comentário).
E, Fernanda Câncio, mande-os foder, a alguns comentadores que por aqui andam, e a mim também quando eu estiver a ser mal-educado, como agora.
E agora, vou ler o “lélé da cuca”.

Comentário de João José Fernandes Simões
Data: 14 Dezembro 2007, 12:39

Eu tinha razão… o “lélé da cuca” é «soberbo».
Só não concordo quando escreve que «De tal forma longe que o próprio Santana Lopes, seu aparente braço-direito, fez questão de se demarcar, conseguindo, por contraste, parecer sensato e ligeiramente credível no seu “apelo à reflexão”.»
Porque são os dois “lélés”, ou melhor, são três “lélés”, porque passo a incluir no painel dos “lélés” o Professor Marcelo.
E, atenção, que a «demarcação» do “lélé” do PSL é antes cinismo político, puro e duro.

Comentário de maria
Data: 14 Dezembro 2007, 22:57

Vim cair neste blog por acaso, quando andava na net em busca de outra coisa. Ainda bem que vim cair aqui porque, parece-me, todos os senhores e senhoras que aqui escrevem são Importantes Pensadores e Opinion makers da nossa praça. Mas, e desculpem a ignorância não sei quem é nem um de vocês…O discurso de cada um dos posts e oco. Cada um de vocês tentou jogar com as palavras, ser irónico e inteligente….Quem são vocês ????Todos….quem são?

Comentário de TJ
Data: 15 Dezembro 2007, 23:57

maria: e’ depois do semáforo e antes da estátua, mas a direita, nao a esquerda! boa viagem.
já agora: maria e’ nome de bolacha.não e’?

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