<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?><rss version="2.0"
	xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"
	xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/"
	xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom"
	xmlns:sy="http://purl.org/rss/1.0/modules/syndication/"
		>
<channel>
	<title>Comentários em: eram só 30 mil, no mínimo, mas deixem lá isso, quem é que se lembra?</title>
	<atom:link href="http://5dias.net/2007/11/29/eram-so-30-mil-no-minimo-mas-deixem-la-isso-quem-e-que-se-lembra/feed/" rel="self" type="application/rss+xml" />
	<link>http://5dias.net/2007/11/29/eram-so-30-mil-no-minimo-mas-deixem-la-isso-quem-e-que-se-lembra/</link>
	<description></description>
	<lastBuildDate>Fri, 25 May 2012 22:13:08 +0000</lastBuildDate>
	<sy:updatePeriod>hourly</sy:updatePeriod>
	<sy:updateFrequency>1</sy:updateFrequency>
	<generator>http://wordpress.org/?v=3.3.2</generator>
	<item>
		<title>Por: Bernardo</title>
		<link>http://5dias.net/2007/11/29/eram-so-30-mil-no-minimo-mas-deixem-la-isso-quem-e-que-se-lembra/comment-page-1/#comment-22793</link>
		<dc:creator>Bernardo</dc:creator>
		<pubDate>Sat, 01 Dec 2007 12:54:09 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://5dias.net/2007/11/29/eram-so-30-mil-no-minimo-mas-deixem-la-isso-quem-e-que-se-lembra/#comment-22793</guid>
		<description>Caro A. Castanho,

«se é que ainda não percebeu, estamos de acordo em tudo consigo, nós os do SIM, excepto em duas pequenas-grandes coisas:»

Bom, eu não seria tão optimista...

«1ª - Um embrião com dez semanas TAMBÉM é constituído por “células reprodutivas humanas (que) não constituem vida humana, uma vez que sozinhas não dão origem a um ser vivo da espécie «Homo Sapiens»” (palavras suas)»

Note que, logo após a fusão dos núcleos, instantes após a fertilização, o óvulo e o espermatozóide deixam de existir de forma individual. Os seus materiais genéticos fundem-se no núcleo genético do novo ser vivo. Os restantes materiais são absorvidos pelo citoplasma do meio.

«- pois carecem ainda do útero da Mãe para sobreviverem, ou seja, estão ainda num estádio de desenvolvimento em que a própria Natureza ainda não consumou a respectiva viabilidade como Ser Humano (o que já não se passa após as dez-doze semanas); daí que interromper a gestação possa não ser considerado uma morte, mas sim uma não-permissão de poder vir a existir;»

Engraçado esse raciocínio. Um bebé recém-nascido consegue alimentar-se sozinho? É &quot;viável&quot; sem que alguém o alimente ou vista? É espantosa a ginástica mental que é necessária para negar que o aborto é, simplesmente, matar uma vida humana. É tudo uma questão de microscópio, não é? Longe da vista, longe do coração. Sendo algo (ainda) diminuto, faz menos impressão?
Esta forma sentimental de distorcer uma realidade objectiva faz-me impressão à razão. Eu costumo gostar de ver as coisas como elas são. É mais interessante.

«mas sim uma não-permissão de poder vir a existir»

Eu não entendo como é possível escrever-se esta asneira sem se reflectir um pouco nela, sem se dar conta de que é uma asneira. O embrião ou o feto que são abortados já existem. Escrever &quot;não-permissão de poder vir a existir&quot; é um disparate quando se fala de aborto. Usar um preservativo é uma forma eficaz de tentar evitar uma nova existência humana. Abortar não evita uma existência humana: destrói-a.

«2ª - Esta minha opinião, como as restantes, não tem força moral para criar um padrão ético, pois os padrões éticos, lamento desapontá-lo, são criados pelas Sociedades Humanas;»

Há aqui, de novo, uma confusão intelectual grande. Dou um exemplo: quando a comunidade científica chega a um acordo acerca de um modelo científico, fá-lo porque, em consenso, reconhecem que esse modelo se adapta às observações. A procura da verdade em ciência (em qualquer ciência) pressupõe que a verdade é externa ao observador. Quando procuramos compreender leis físicas, por exemplo, procuramos aqueles postulados, fora de nós mesmos, que regem a realidade física. Não chegamos lá por votação.
Os cientistas reconhecem um postulado como verdadeiro porque ele se adapta ao real. Não é a decisão dos cientistas que adapta o postulado ao real. É ao contrário. Por essa razão é que a ciência progride, porque é dinâmica e se vai adaptando ao real. O real não muda. A ciência é que muda.

O mesmo com a ética: ela não muda. Os intelectos (mais ou menos arruinados) é que a vão estudando, compreendendo, aceitando como ela é. A ética não é referendável.

«por isso é que a morte pode não ser um crime, nos Países onde vigora como pena máxima»

Para qualquer pessoa dotada de bom senso ético, o homicídio é sempre um crime, seja legal ou não em determinado quadro legal.

«ou que o adultério, por exemplo, pode ser punido, nos Países que o praticam (Portugal já foi um deles), seja qual for a convicção pessoal do adúltero, ou do condenado à morte…»

Estamos a falar de coisas diferentes. O direito a viver é um direito universal. Ninguém o deveria discutir. O meu caro fala-me do direito a ter um companheiro fiel... Esse tema já é discutível. Eu até defendo esse direito, mas não o colocaria em pé de igualdade com o direito à vida. É este tipo de comparações desproporcionadas que me faz pensar que o meu caro ainda não dedicou tempo suficiente a estas matérias. 
Tenho um texto bastante longo escrito sobre isto. Gostaria imenso de receber as suas observações acerca da forma como deduzo o erro ético de abortar.

«O “problema” é que, nas Sociedades democráticas, a decisão obtém-se por votação maioritária, ao contrário de outro tipo de Regimes, onde a decisão pode ser imposta por um déspota, ou uma Confissão religiosa, por exemplo.»

Decisões acerca da forma de reger a sociedade, certo? Decisões políticas, certo? Nunca decisões éticas... Não se vota, por exemplo, se violar uma pessoa é um acto errado ou não. Não se vota, por exemplo, se chacinar uma aldeia é um acto errado ou não. Há direitos fundamentais (o da vida está AINDA na nossa constituição) que não se votam. São inatacáveis.

«Ninguém, nem sequer a Lei, obriga ninguém a renunciar às suas convicções. Apenas permite não penalizar quem entenda de outro modo.»

Quem falou em penalizar? Eu não tenho qualquer interesse em meter as mulheres que abortam na cadeia. Só tenho interesse em evitar que se matem vidas humanas inocentes.

«Como resolveria o problema à sua maneira? Deixaria os critérios éticos ao cuidado de quem? E com que legitimidade? Alguma vez se interrogou seriamente sobre isso? Talvez seja agora a altura.»

Meu caro: repito-me. Não só já me interroguei (e me interrogo permanentemente) como escrevi um trabalho sobre o assunto. Seria interessante, como próximo patamar deste debate (se estiver interessado), ler o meu texto e tecer críticas objectivas à minha análise.
Afinal, se você pensa que eu estou errado, não deverá ser assim tão complicado encontrar a falha, ou falhas, no meu texto, certo?

Cumprimentos,

Bernardo</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Caro A. Castanho,</p>
<p>«se é que ainda não percebeu, estamos de acordo em tudo consigo, nós os do SIM, excepto em duas pequenas-grandes coisas:»</p>
<p>Bom, eu não seria tão optimista&#8230;</p>
<p>«1ª &#8211; Um embrião com dez semanas TAMBÉM é constituído por “células reprodutivas humanas (que) não constituem vida humana, uma vez que sozinhas não dão origem a um ser vivo da espécie «Homo Sapiens»” (palavras suas)»</p>
<p>Note que, logo após a fusão dos núcleos, instantes após a fertilização, o óvulo e o espermatozóide deixam de existir de forma individual. Os seus materiais genéticos fundem-se no núcleo genético do novo ser vivo. Os restantes materiais são absorvidos pelo citoplasma do meio.</p>
<p>«- pois carecem ainda do útero da Mãe para sobreviverem, ou seja, estão ainda num estádio de desenvolvimento em que a própria Natureza ainda não consumou a respectiva viabilidade como Ser Humano (o que já não se passa após as dez-doze semanas); daí que interromper a gestação possa não ser considerado uma morte, mas sim uma não-permissão de poder vir a existir;»</p>
<p>Engraçado esse raciocínio. Um bebé recém-nascido consegue alimentar-se sozinho? É &#8220;viável&#8221; sem que alguém o alimente ou vista? É espantosa a ginástica mental que é necessária para negar que o aborto é, simplesmente, matar uma vida humana. É tudo uma questão de microscópio, não é? Longe da vista, longe do coração. Sendo algo (ainda) diminuto, faz menos impressão?<br />
Esta forma sentimental de distorcer uma realidade objectiva faz-me impressão à razão. Eu costumo gostar de ver as coisas como elas são. É mais interessante.</p>
<p>«mas sim uma não-permissão de poder vir a existir»</p>
<p>Eu não entendo como é possível escrever-se esta asneira sem se reflectir um pouco nela, sem se dar conta de que é uma asneira. O embrião ou o feto que são abortados já existem. Escrever &#8220;não-permissão de poder vir a existir&#8221; é um disparate quando se fala de aborto. Usar um preservativo é uma forma eficaz de tentar evitar uma nova existência humana. Abortar não evita uma existência humana: destrói-a.</p>
<p>«2ª &#8211; Esta minha opinião, como as restantes, não tem força moral para criar um padrão ético, pois os padrões éticos, lamento desapontá-lo, são criados pelas Sociedades Humanas;»</p>
<p>Há aqui, de novo, uma confusão intelectual grande. Dou um exemplo: quando a comunidade científica chega a um acordo acerca de um modelo científico, fá-lo porque, em consenso, reconhecem que esse modelo se adapta às observações. A procura da verdade em ciência (em qualquer ciência) pressupõe que a verdade é externa ao observador. Quando procuramos compreender leis físicas, por exemplo, procuramos aqueles postulados, fora de nós mesmos, que regem a realidade física. Não chegamos lá por votação.<br />
Os cientistas reconhecem um postulado como verdadeiro porque ele se adapta ao real. Não é a decisão dos cientistas que adapta o postulado ao real. É ao contrário. Por essa razão é que a ciência progride, porque é dinâmica e se vai adaptando ao real. O real não muda. A ciência é que muda.</p>
<p>O mesmo com a ética: ela não muda. Os intelectos (mais ou menos arruinados) é que a vão estudando, compreendendo, aceitando como ela é. A ética não é referendável.</p>
<p>«por isso é que a morte pode não ser um crime, nos Países onde vigora como pena máxima»</p>
<p>Para qualquer pessoa dotada de bom senso ético, o homicídio é sempre um crime, seja legal ou não em determinado quadro legal.</p>
<p>«ou que o adultério, por exemplo, pode ser punido, nos Países que o praticam (Portugal já foi um deles), seja qual for a convicção pessoal do adúltero, ou do condenado à morte…»</p>
<p>Estamos a falar de coisas diferentes. O direito a viver é um direito universal. Ninguém o deveria discutir. O meu caro fala-me do direito a ter um companheiro fiel&#8230; Esse tema já é discutível. Eu até defendo esse direito, mas não o colocaria em pé de igualdade com o direito à vida. É este tipo de comparações desproporcionadas que me faz pensar que o meu caro ainda não dedicou tempo suficiente a estas matérias.<br />
Tenho um texto bastante longo escrito sobre isto. Gostaria imenso de receber as suas observações acerca da forma como deduzo o erro ético de abortar.</p>
<p>«O “problema” é que, nas Sociedades democráticas, a decisão obtém-se por votação maioritária, ao contrário de outro tipo de Regimes, onde a decisão pode ser imposta por um déspota, ou uma Confissão religiosa, por exemplo.»</p>
<p>Decisões acerca da forma de reger a sociedade, certo? Decisões políticas, certo? Nunca decisões éticas&#8230; Não se vota, por exemplo, se violar uma pessoa é um acto errado ou não. Não se vota, por exemplo, se chacinar uma aldeia é um acto errado ou não. Há direitos fundamentais (o da vida está AINDA na nossa constituição) que não se votam. São inatacáveis.</p>
<p>«Ninguém, nem sequer a Lei, obriga ninguém a renunciar às suas convicções. Apenas permite não penalizar quem entenda de outro modo.»</p>
<p>Quem falou em penalizar? Eu não tenho qualquer interesse em meter as mulheres que abortam na cadeia. Só tenho interesse em evitar que se matem vidas humanas inocentes.</p>
<p>«Como resolveria o problema à sua maneira? Deixaria os critérios éticos ao cuidado de quem? E com que legitimidade? Alguma vez se interrogou seriamente sobre isso? Talvez seja agora a altura.»</p>
<p>Meu caro: repito-me. Não só já me interroguei (e me interrogo permanentemente) como escrevi um trabalho sobre o assunto. Seria interessante, como próximo patamar deste debate (se estiver interessado), ler o meu texto e tecer críticas objectivas à minha análise.<br />
Afinal, se você pensa que eu estou errado, não deverá ser assim tão complicado encontrar a falha, ou falhas, no meu texto, certo?</p>
<p>Cumprimentos,</p>
<p>Bernardo</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: Fernanda Câncio</title>
		<link>http://5dias.net/2007/11/29/eram-so-30-mil-no-minimo-mas-deixem-la-isso-quem-e-que-se-lembra/comment-page-1/#comment-22792</link>
		<dc:creator>Fernanda Câncio</dc:creator>
		<pubDate>Sat, 01 Dec 2007 12:03:29 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://5dias.net/2007/11/29/eram-so-30-mil-no-minimo-mas-deixem-la-isso-quem-e-que-se-lembra/#comment-22792</guid>
		<description>cara cecília, a sua surpresa é um pouco, como dizer, surpreendente. há muito que os valores que refiro são conhecidos. são os do serviço nacional de saúde e foram centenas de vezes publicados em jornais e rfestantes media. o aborto medicamentoso, efectuado com ru486 e misoprostol, tem um protocolo que implica várias consultas, para além de uma ecografia (exigida em todas as interrupções de gravidez). o aborto cirúrgico implica a consulta inicial, a ecografia e o acto propriamente dito. mesmo na clínica dos arcos, que é, como se sabe, privada, os valores são muito semelhantes. nas clínicas da fronteira espanhola já o eram.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>cara cecília, a sua surpresa é um pouco, como dizer, surpreendente. há muito que os valores que refiro são conhecidos. são os do serviço nacional de saúde e foram centenas de vezes publicados em jornais e rfestantes media. o aborto medicamentoso, efectuado com ru486 e misoprostol, tem um protocolo que implica várias consultas, para além de uma ecografia (exigida em todas as interrupções de gravidez). o aborto cirúrgico implica a consulta inicial, a ecografia e o acto propriamente dito. mesmo na clínica dos arcos, que é, como se sabe, privada, os valores são muito semelhantes. nas clínicas da fronteira espanhola já o eram.</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: Cecília</title>
		<link>http://5dias.net/2007/11/29/eram-so-30-mil-no-minimo-mas-deixem-la-isso-quem-e-que-se-lembra/comment-page-1/#comment-22783</link>
		<dc:creator>Cecília</dc:creator>
		<pubDate>Sat, 01 Dec 2007 07:46:36 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://5dias.net/2007/11/29/eram-so-30-mil-no-minimo-mas-deixem-la-isso-quem-e-que-se-lembra/#comment-22783</guid>
		<description>Alguém me explica como se fazem as contas para chegar aos valores a que a f se refere? Os medicamentos custam 375€ ? Uma anestesia custa 475€ ?</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Alguém me explica como se fazem as contas para chegar aos valores a que a f se refere? Os medicamentos custam 375€ ? Uma anestesia custa 475€ ?</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: A. Castanho</title>
		<link>http://5dias.net/2007/11/29/eram-so-30-mil-no-minimo-mas-deixem-la-isso-quem-e-que-se-lembra/comment-page-1/#comment-22761</link>
		<dc:creator>A. Castanho</dc:creator>
		<pubDate>Fri, 30 Nov 2007 16:01:19 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://5dias.net/2007/11/29/eram-so-30-mil-no-minimo-mas-deixem-la-isso-quem-e-que-se-lembra/#comment-22761</guid>
		<description>Caro Bernardo S. da Motta (e obrigado pelas observações),


se é que ainda não percebeu, estamos de acordo em tudo consigo, nós os do SIM, excepto em duas pequenas-grandes coisas:


        1ª - Um embrião com dez semanas TAMBÉM é constituído por &quot;células reprodutivas humanas (que) não constituem vida humana, uma vez que sozinhas não dão origem a um ser vivo da espécie «Homo Sapiens»&quot; (palavras suas) - pois carecem ainda do útero da Mãe para sobreviverem, ou seja, estão ainda num estádio de desenvolvimento em que a própria Natureza ainda não consumou a respectiva viabilidade como Ser Humano (o que já não se passa após as dez-doze semanas); daí que interromper a gestação possa não ser considerado uma morte, mas sim uma não-permissão de poder vir a existir;


    2ª - Esta minha opinião, como as restantes, não tem força moral para criar um padrão ético, pois os padrões éticos, lamento desapontá-lo, são criados pelas Sociedades Humanas; por isso é que a morte pode não ser um crime, nos Países onde vigora como pena máxima, ou que o adultério, por exemplo, pode ser punido, nos Países que o praticam (Portugal já foi um deles), seja qual for a convicção pessoal do adúltero, ou do condenado à morte...


      O &quot;problema&quot; é que, nas Sociedades democráticas, a decisão obtém-se por votação maioritária, ao contrário de outro tipo de Regimes, onde a decisão pode ser imposta por um déspota, ou uma Confissão religiosa, por exemplo.


       Ninguém, nem sequer a Lei, obriga ninguém a renunciar às suas convicções. Apenas permite não penalizar quem entenda de outro modo.


        Como resolveria o problema à sua maneira? Deixaria os critérios éticos ao cuidado de quem? E com que legitimidade? Alguma vez se interrogou seriamente sobre isso? Talvez seja agora a altura.


     Os meus cumprimentos.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Caro Bernardo S. da Motta (e obrigado pelas observações),</p>
<p>se é que ainda não percebeu, estamos de acordo em tudo consigo, nós os do SIM, excepto em duas pequenas-grandes coisas:</p>
<p>        1ª &#8211; Um embrião com dez semanas TAMBÉM é constituído por &#8220;células reprodutivas humanas (que) não constituem vida humana, uma vez que sozinhas não dão origem a um ser vivo da espécie «Homo Sapiens»&#8221; (palavras suas) &#8211; pois carecem ainda do útero da Mãe para sobreviverem, ou seja, estão ainda num estádio de desenvolvimento em que a própria Natureza ainda não consumou a respectiva viabilidade como Ser Humano (o que já não se passa após as dez-doze semanas); daí que interromper a gestação possa não ser considerado uma morte, mas sim uma não-permissão de poder vir a existir;</p>
<p>    2ª &#8211; Esta minha opinião, como as restantes, não tem força moral para criar um padrão ético, pois os padrões éticos, lamento desapontá-lo, são criados pelas Sociedades Humanas; por isso é que a morte pode não ser um crime, nos Países onde vigora como pena máxima, ou que o adultério, por exemplo, pode ser punido, nos Países que o praticam (Portugal já foi um deles), seja qual for a convicção pessoal do adúltero, ou do condenado à morte&#8230;</p>
<p>      O &#8220;problema&#8221; é que, nas Sociedades democráticas, a decisão obtém-se por votação maioritária, ao contrário de outro tipo de Regimes, onde a decisão pode ser imposta por um déspota, ou uma Confissão religiosa, por exemplo.</p>
<p>       Ninguém, nem sequer a Lei, obriga ninguém a renunciar às suas convicções. Apenas permite não penalizar quem entenda de outro modo.</p>
<p>        Como resolveria o problema à sua maneira? Deixaria os critérios éticos ao cuidado de quem? E com que legitimidade? Alguma vez se interrogou seriamente sobre isso? Talvez seja agora a altura.</p>
<p>     Os meus cumprimentos.</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: Euroliberal</title>
		<link>http://5dias.net/2007/11/29/eram-so-30-mil-no-minimo-mas-deixem-la-isso-quem-e-que-se-lembra/comment-page-1/#comment-22759</link>
		<dc:creator>Euroliberal</dc:creator>
		<pubDate>Fri, 30 Nov 2007 15:34:17 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://5dias.net/2007/11/29/eram-so-30-mil-no-minimo-mas-deixem-la-isso-quem-e-que-se-lembra/#comment-22759</guid>
		<description>Teste à censura do 5 dias...pois...</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Teste à censura do 5 dias&#8230;pois&#8230;</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: Bernardo</title>
		<link>http://5dias.net/2007/11/29/eram-so-30-mil-no-minimo-mas-deixem-la-isso-quem-e-que-se-lembra/comment-page-1/#comment-22757</link>
		<dc:creator>Bernardo</dc:creator>
		<pubDate>Fri, 30 Nov 2007 12:53:20 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://5dias.net/2007/11/29/eram-so-30-mil-no-minimo-mas-deixem-la-isso-quem-e-que-se-lembra/#comment-22757</guid>
		<description>Infelizmente, hoje em dia é preciso escavar para encontrar alguém que goste de debater temas intelectuais.
Nota-se, demasiado depressa, que os comentadores de pacotilha, daqueles de trazer por casa, abundam por todo o lado. Comentam anónimos, não dão a cara nem o nome. Assim podem fazer chacota, abandalhar, achincalhar, apalhaçar tudo, e gozarem o prato. Finalizada a piada, fecham o PC, e vão fazer outra porcaria qualquer na porcaria de vida que têm...

Eu dou a cara pelo que escrevo. Não faço como este comentador anónimo que goza com o meu nome sem ter coragem para dar o seu nome. Na altura do debate acerca do referendo, escrevi um longo trabalho acerca do tema, que ainda está disponível no meu blogue. A legalização (errada) do crime de aborto não torna o aborto legítimo do ponto de vista ético. 

A confusão entre o ético e o legal, pelos vistos, não existe apenas na cabeça dos Correias de Campos desta vida. 

Uma grande fatia de pessoas continua a confundir as coisas. Típico de um arruinado intelecto relativista: a ideia de que, por plebiscito, podemos decidir (em grupo) que um dado acto errado passa, a partir do dia tal, a ser um acto certo. Que o ilegítimo possa ser votado legítimo, é a ideia nas mentes dos iluminados dos nossos tempos.

Acerca do eterno pseudo-argumento das crianças indesejadas, limito-me a falar por mim: preferia um milhão de vezes não ser abortado, mesmo que tivesse o infortúnio de ser indesejado. Ser morto é infinitamente mais injusto do que ser abandonado. A parvoíce deste pseudo-argumento é esmagadora.

Acerca da referência feita por &quot;A. Castanho&quot; (um comentador bem educado e respeitador) à morte dos espermatozóides, apraz-me anotar que tais células reprodutivas humanas não constituem vida humana, uma vez que sozinhas não dão origem a um ser vivo da espécie Homo Sapiens.

Há alturas em que eu acho que seria indispensável voltar a fazer uma formação básica em biologia e em embriologia humana à população. Afinal, se as pessoas podem votar, deveriam receber a formação necessária para exercerem um voto elucidado.

Após a fertilização, se nada o interromper, o ser humano da espécie Homo Sapiens faz o seu trajecto biológico nesta vida.

O crime de matar um ser humano está, precisamente, em interromper bruscamente este trajecto.

Ninguém é condenado por este crime se queimar um cadáver, ou der um tiro a um morto. Ninguém também será alguma vez condenado por destruir células reprodutivas que, sozinhas, não são nem podem ser um indivíduo da espécie Homo Sapiens.

O grave de legalizar o aborto está na gravidade de matar um ser humano da espécie Homo Sapiens.

Caramba! É disso que estamos a falar, do direito elementar, que é base de todos os direitos: o direito a podermos viver a nossa vidinha sem que alguém, seja esse alguém um estranho, ou a mamã ou o papá, venha dizer que a nossa vida &quot;não é digna&quot; ou que não nos querem vivos!

O Estado, como garante de direitos fundamentais, não devia alienar essa responsabilidade social, e muito menos deveria patrocinar e financiar a &quot;interrupção&quot; (sem retorno) de uma vida humana que pertence apenas ao próprio embrião/feto e a mais ninguém!

E, restando dúvidas acerca de se o aborto é ou não matar um ser humano (que existam dúvidas, já é estranho, mas enfim...), não seria melhor jogar pelo seguro? Não fazemos campanhas pela abolição da pena de morte, alegando, entre outras boas razões, que é perigoso condenar alguém à morte, porque se existir erro no juízo, esse erro é irreversível?

Então, existindo a possibilidade de estarmos errados na avaliação negativa que fazemos ao direito da vida pré-natal, não seria mais sensato protegê-la?

Espantosas incoerências...
E, no entanto, todos temos as nossas sinapses em actividade, enquanto trocamos estas ideias. No entanto, parece que, para muita gente, tal actividade não se concretiza em nada de intelectualmente válido ou acertado...

Cumprimentos,

Bernardo Sanchez da Motta
(esperando não ofender mais ninguém com o meu nome de baptismo - ou de registo civil, para os laico-fanáticos)</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Infelizmente, hoje em dia é preciso escavar para encontrar alguém que goste de debater temas intelectuais.<br />
Nota-se, demasiado depressa, que os comentadores de pacotilha, daqueles de trazer por casa, abundam por todo o lado. Comentam anónimos, não dão a cara nem o nome. Assim podem fazer chacota, abandalhar, achincalhar, apalhaçar tudo, e gozarem o prato. Finalizada a piada, fecham o PC, e vão fazer outra porcaria qualquer na porcaria de vida que têm&#8230;</p>
<p>Eu dou a cara pelo que escrevo. Não faço como este comentador anónimo que goza com o meu nome sem ter coragem para dar o seu nome. Na altura do debate acerca do referendo, escrevi um longo trabalho acerca do tema, que ainda está disponível no meu blogue. A legalização (errada) do crime de aborto não torna o aborto legítimo do ponto de vista ético. </p>
<p>A confusão entre o ético e o legal, pelos vistos, não existe apenas na cabeça dos Correias de Campos desta vida. </p>
<p>Uma grande fatia de pessoas continua a confundir as coisas. Típico de um arruinado intelecto relativista: a ideia de que, por plebiscito, podemos decidir (em grupo) que um dado acto errado passa, a partir do dia tal, a ser um acto certo. Que o ilegítimo possa ser votado legítimo, é a ideia nas mentes dos iluminados dos nossos tempos.</p>
<p>Acerca do eterno pseudo-argumento das crianças indesejadas, limito-me a falar por mim: preferia um milhão de vezes não ser abortado, mesmo que tivesse o infortúnio de ser indesejado. Ser morto é infinitamente mais injusto do que ser abandonado. A parvoíce deste pseudo-argumento é esmagadora.</p>
<p>Acerca da referência feita por &#8220;A. Castanho&#8221; (um comentador bem educado e respeitador) à morte dos espermatozóides, apraz-me anotar que tais células reprodutivas humanas não constituem vida humana, uma vez que sozinhas não dão origem a um ser vivo da espécie Homo Sapiens.</p>
<p>Há alturas em que eu acho que seria indispensável voltar a fazer uma formação básica em biologia e em embriologia humana à população. Afinal, se as pessoas podem votar, deveriam receber a formação necessária para exercerem um voto elucidado.</p>
<p>Após a fertilização, se nada o interromper, o ser humano da espécie Homo Sapiens faz o seu trajecto biológico nesta vida.</p>
<p>O crime de matar um ser humano está, precisamente, em interromper bruscamente este trajecto.</p>
<p>Ninguém é condenado por este crime se queimar um cadáver, ou der um tiro a um morto. Ninguém também será alguma vez condenado por destruir células reprodutivas que, sozinhas, não são nem podem ser um indivíduo da espécie Homo Sapiens.</p>
<p>O grave de legalizar o aborto está na gravidade de matar um ser humano da espécie Homo Sapiens.</p>
<p>Caramba! É disso que estamos a falar, do direito elementar, que é base de todos os direitos: o direito a podermos viver a nossa vidinha sem que alguém, seja esse alguém um estranho, ou a mamã ou o papá, venha dizer que a nossa vida &#8220;não é digna&#8221; ou que não nos querem vivos!</p>
<p>O Estado, como garante de direitos fundamentais, não devia alienar essa responsabilidade social, e muito menos deveria patrocinar e financiar a &#8220;interrupção&#8221; (sem retorno) de uma vida humana que pertence apenas ao próprio embrião/feto e a mais ninguém!</p>
<p>E, restando dúvidas acerca de se o aborto é ou não matar um ser humano (que existam dúvidas, já é estranho, mas enfim&#8230;), não seria melhor jogar pelo seguro? Não fazemos campanhas pela abolição da pena de morte, alegando, entre outras boas razões, que é perigoso condenar alguém à morte, porque se existir erro no juízo, esse erro é irreversível?</p>
<p>Então, existindo a possibilidade de estarmos errados na avaliação negativa que fazemos ao direito da vida pré-natal, não seria mais sensato protegê-la?</p>
<p>Espantosas incoerências&#8230;<br />
E, no entanto, todos temos as nossas sinapses em actividade, enquanto trocamos estas ideias. No entanto, parece que, para muita gente, tal actividade não se concretiza em nada de intelectualmente válido ou acertado&#8230;</p>
<p>Cumprimentos,</p>
<p>Bernardo Sanchez da Motta<br />
(esperando não ofender mais ninguém com o meu nome de baptismo &#8211; ou de registo civil, para os laico-fanáticos)</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: A. Castanho</title>
		<link>http://5dias.net/2007/11/29/eram-so-30-mil-no-minimo-mas-deixem-la-isso-quem-e-que-se-lembra/comment-page-1/#comment-22730</link>
		<dc:creator>A. Castanho</dc:creator>
		<pubDate>Fri, 30 Nov 2007 11:06:50 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://5dias.net/2007/11/29/eram-so-30-mil-no-minimo-mas-deixem-la-isso-quem-e-que-se-lembra/#comment-22730</guid>
		<description>Compreendo o Bernardo. O que interessa é a Ética. Eu diria a Moral!


       Mas nesta perspectiva, digamos, bastante peculiar (em inglês, &quot;peculiar&quot;): se houver alguém que entenda ser imoral, por exemplo, usar preservativo (que implica uma morte atroz, por desnutrição, de milhões e milhões de esparmatozóides por ano), não interessa o que os outros pensem sobre o assunto. Se pensarem o oposto, mal deles, não deixa de ser uma prática anti-ética. A existência de um moralista iluminado, e basta um, claro, sobrepõe-se a tudo e a todos.


       Assim sendo, resta-me esperar que não haja ninguém pensando por aí que cortar o cabelo, ou as unhas dos pés, também é anti-ético, por condenar ao abandono e ao frio milhões de células humanas por ano. Apesar de já mortas (mas isso que importa?)...</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Compreendo o Bernardo. O que interessa é a Ética. Eu diria a Moral!</p>
<p>       Mas nesta perspectiva, digamos, bastante peculiar (em inglês, &#8220;peculiar&#8221;): se houver alguém que entenda ser imoral, por exemplo, usar preservativo (que implica uma morte atroz, por desnutrição, de milhões e milhões de esparmatozóides por ano), não interessa o que os outros pensem sobre o assunto. Se pensarem o oposto, mal deles, não deixa de ser uma prática anti-ética. A existência de um moralista iluminado, e basta um, claro, sobrepõe-se a tudo e a todos.</p>
<p>       Assim sendo, resta-me esperar que não haja ninguém pensando por aí que cortar o cabelo, ou as unhas dos pés, também é anti-ético, por condenar ao abandono e ao frio milhões de células humanas por ano. Apesar de já mortas (mas isso que importa?)&#8230;</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: Zaqueu Abelha</title>
		<link>http://5dias.net/2007/11/29/eram-so-30-mil-no-minimo-mas-deixem-la-isso-quem-e-que-se-lembra/comment-page-1/#comment-22723</link>
		<dc:creator>Zaqueu Abelha</dc:creator>
		<pubDate>Fri, 30 Nov 2007 10:38:09 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://5dias.net/2007/11/29/eram-so-30-mil-no-minimo-mas-deixem-la-isso-quem-e-que-se-lembra/#comment-22723</guid>
		<description>Está visto que é a Bibá quem decide o que é ou não BOA vida.
Quando posso passar lá pelo consultório??</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Está visto que é a Bibá quem decide o que é ou não BOA vida.<br />
Quando posso passar lá pelo consultório??</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: P N</title>
		<link>http://5dias.net/2007/11/29/eram-so-30-mil-no-minimo-mas-deixem-la-isso-quem-e-que-se-lembra/comment-page-1/#comment-22685</link>
		<dc:creator>P N</dc:creator>
		<pubDate>Fri, 30 Nov 2007 02:48:49 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://5dias.net/2007/11/29/eram-so-30-mil-no-minimo-mas-deixem-la-isso-quem-e-que-se-lembra/#comment-22685</guid>
		<description>Parece que são muitos os que chegam atrasados ao debates. O referendo foi há uns meses... Já não há cú para tanta ética.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Parece que são muitos os que chegam atrasados ao debates. O referendo foi há uns meses&#8230; Já não há cú para tanta ética.</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: Bibá Pizza da Motta</title>
		<link>http://5dias.net/2007/11/29/eram-so-30-mil-no-minimo-mas-deixem-la-isso-quem-e-que-se-lembra/comment-page-1/#comment-22682</link>
		<dc:creator>Bibá Pizza da Motta</dc:creator>
		<pubDate>Fri, 30 Nov 2007 02:27:10 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://5dias.net/2007/11/29/eram-so-30-mil-no-minimo-mas-deixem-la-isso-quem-e-que-se-lembra/#comment-22682</guid>
		<description>Caro Bernardo (será que te posso chamar Berny? Acho q te conheço do clube de golf),

A ética, como quase tudo neste Mundo, tem variadíssimas dimensões.

Há a dimensão social e a dimensão subjectiva.
A primeira é fictícia e no fundo tenta-nos orientar em conceitos como a diferença do bem/mal ou do que é senso-comum (nem sempre bom-senso) - estando a palavra-chave no &quot;orientar&quot;.

A dimensão subjectiva da coisa é sem dúvida a mais importante, porque é com ela que cada um tem de viver, cada dia, ao acordar, ao ir à casa de banho chapinhar a àguinha nos olhos turvos.

Para uns, uma vida é uma vida e é uma vida e é uma vida.

Para outros talvez seja mais importante dar continuidade a essas &quot;vidas&quot; quando há condições para o fazer. Estabilidade mais uma vez nas mais variadas vertentes do assunto. 
Para que a &quot;vida&quot;, com que toda a gente se parece preocupar tanto, possa ser uma BOA vida e não só mais uma vida. 
Mais uma criança para ser abandonado em ATLs de segunda, casas de acolhimento ou criada à custa de subsídios mínimos do estado.
Não uma criança que serve de joguete entre pais que já não se amam, só mais uma &quot;partida do destino&quot; que lixou a vida a alguém (tudo isto nunca admitido publicamente por causa dos &quot;problemas éticos&quot;).

Quantas crianças mal-amadas há por aí, fruto da falta de livre arbítreo? Da submissão aos desígnios do Destino/do Máior-lá-de-cima/do azar-do-caraças - riscar o que não interessa

Isso não é dilema ético para os &quot;Não! Cruz Credo!&quot;?</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Caro Bernardo (será que te posso chamar Berny? Acho q te conheço do clube de golf),</p>
<p>A ética, como quase tudo neste Mundo, tem variadíssimas dimensões.</p>
<p>Há a dimensão social e a dimensão subjectiva.<br />
A primeira é fictícia e no fundo tenta-nos orientar em conceitos como a diferença do bem/mal ou do que é senso-comum (nem sempre bom-senso) &#8211; estando a palavra-chave no &#8220;orientar&#8221;.</p>
<p>A dimensão subjectiva da coisa é sem dúvida a mais importante, porque é com ela que cada um tem de viver, cada dia, ao acordar, ao ir à casa de banho chapinhar a àguinha nos olhos turvos.</p>
<p>Para uns, uma vida é uma vida e é uma vida e é uma vida.</p>
<p>Para outros talvez seja mais importante dar continuidade a essas &#8220;vidas&#8221; quando há condições para o fazer. Estabilidade mais uma vez nas mais variadas vertentes do assunto.<br />
Para que a &#8220;vida&#8221;, com que toda a gente se parece preocupar tanto, possa ser uma BOA vida e não só mais uma vida.<br />
Mais uma criança para ser abandonado em ATLs de segunda, casas de acolhimento ou criada à custa de subsídios mínimos do estado.<br />
Não uma criança que serve de joguete entre pais que já não se amam, só mais uma &#8220;partida do destino&#8221; que lixou a vida a alguém (tudo isto nunca admitido publicamente por causa dos &#8220;problemas éticos&#8221;).</p>
<p>Quantas crianças mal-amadas há por aí, fruto da falta de livre arbítreo? Da submissão aos desígnios do Destino/do Máior-lá-de-cima/do azar-do-caraças &#8211; riscar o que não interessa</p>
<p>Isso não é dilema ético para os &#8220;Não! Cruz Credo!&#8221;?</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: Bernardo</title>
		<link>http://5dias.net/2007/11/29/eram-so-30-mil-no-minimo-mas-deixem-la-isso-quem-e-que-se-lembra/comment-page-1/#comment-22671</link>
		<dc:creator>Bernardo</dc:creator>
		<pubDate>Thu, 29 Nov 2007 22:49:36 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://5dias.net/2007/11/29/eram-so-30-mil-no-minimo-mas-deixem-la-isso-quem-e-que-se-lembra/#comment-22671</guid>
		<description>Cara Fernanda Câncio,

Sem quaisquer comentários face à qualidade das células de cada um (o assunto é demasiado sério para jogos florais), o que salta à vista é que estas contas, mais aborto, menos aborto, mais euro, menos euro, não tocam um cabelo no problema ético.

Para alguns, abortar é um grave erro ético, porque é matar.
Para outros, não é.
Esta questão ética divide logo as posições em dois campos incompatíveis. 

O que me parece certamente atirar areia aos olhos dos outros é insistir numa argumentação em torno das quantidades (de abortos ou de euros). Em Ética, os fins não justificam os meios.

O problema essencial é o de avaliar a ética do aborto. Ou seja, se tal acto é ou não lícito. Se é lícito sempre, se nunca é lícito. Se é lícito numas vezes e não é noutras. Este é que é o problema essencial do aborto.

Mesmo que o aborto legal e livre (como o temos hoje) reduzisse o número de abortos para um aborto por ano, sem dúvida um valor irrisório em termos estatísticos, esse único aborto, sendo uma terrível ilicitude ética, lá estaria para manchar a beleza do número e a eficácia legislativa.

Todos queremos baixar o número de abortos. Mas nunca à custa de os liberalizar. Nunca à custa de atropelos éticos como os que a actual lei promove abertamente. 

O raciocínio que a Fernanda nos propõe está totalmente errado. Basta um simples exemplo... Todos queremos baixar o número de roubos a lojas: não será, certamente, à custa de liberalizar o roubo até um certo montante, pois não?

A discussão eterna sobre o aborto deve ser uma discussão ética, e não estatística.
Será assim tão complicado de perceber?

Cumprimentos,

Bernardo Sanchez da Motta</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Cara Fernanda Câncio,</p>
<p>Sem quaisquer comentários face à qualidade das células de cada um (o assunto é demasiado sério para jogos florais), o que salta à vista é que estas contas, mais aborto, menos aborto, mais euro, menos euro, não tocam um cabelo no problema ético.</p>
<p>Para alguns, abortar é um grave erro ético, porque é matar.<br />
Para outros, não é.<br />
Esta questão ética divide logo as posições em dois campos incompatíveis. </p>
<p>O que me parece certamente atirar areia aos olhos dos outros é insistir numa argumentação em torno das quantidades (de abortos ou de euros). Em Ética, os fins não justificam os meios.</p>
<p>O problema essencial é o de avaliar a ética do aborto. Ou seja, se tal acto é ou não lícito. Se é lícito sempre, se nunca é lícito. Se é lícito numas vezes e não é noutras. Este é que é o problema essencial do aborto.</p>
<p>Mesmo que o aborto legal e livre (como o temos hoje) reduzisse o número de abortos para um aborto por ano, sem dúvida um valor irrisório em termos estatísticos, esse único aborto, sendo uma terrível ilicitude ética, lá estaria para manchar a beleza do número e a eficácia legislativa.</p>
<p>Todos queremos baixar o número de abortos. Mas nunca à custa de os liberalizar. Nunca à custa de atropelos éticos como os que a actual lei promove abertamente. </p>
<p>O raciocínio que a Fernanda nos propõe está totalmente errado. Basta um simples exemplo&#8230; Todos queremos baixar o número de roubos a lojas: não será, certamente, à custa de liberalizar o roubo até um certo montante, pois não?</p>
<p>A discussão eterna sobre o aborto deve ser uma discussão ética, e não estatística.<br />
Será assim tão complicado de perceber?</p>
<p>Cumprimentos,</p>
<p>Bernardo Sanchez da Motta</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: CARLOS CLARA</title>
		<link>http://5dias.net/2007/11/29/eram-so-30-mil-no-minimo-mas-deixem-la-isso-quem-e-que-se-lembra/comment-page-1/#comment-22670</link>
		<dc:creator>CARLOS CLARA</dc:creator>
		<pubDate>Thu, 29 Nov 2007 22:46:45 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://5dias.net/2007/11/29/eram-so-30-mil-no-minimo-mas-deixem-la-isso-quem-e-que-se-lembra/#comment-22670</guid>
		<description>Esses &quot;indignados&quot; nunca metem «... a violita no saco mais fundo que tiverem lá por casa.» 
Além de se utilizarem sempre de uma  dignidade impostora, mais grave ainda: nunca desmontam.
 Em toda aquela saga do não, até houve os que admitiram existir a lei que submetia a mulher à pena de prisão, mas também qual a importância da lei   se não havia casos onde a lei se tivesse aplicado. Fiquei sempre desconfiado se olhavam para todas as leis por tal prisma.  que existia a lei que</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Esses &#8220;indignados&#8221; nunca metem «&#8230; a violita no saco mais fundo que tiverem lá por casa.»<br />
Além de se utilizarem sempre de uma  dignidade impostora, mais grave ainda: nunca desmontam.<br />
 Em toda aquela saga do não, até houve os que admitiram existir a lei que submetia a mulher à pena de prisão, mas também qual a importância da lei   se não havia casos onde a lei se tivesse aplicado. Fiquei sempre desconfiado se olhavam para todas as leis por tal prisma.  que existia a lei que</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: blogue atlântico &#187; Blog Archive &#187; O mistério das células indignadas</title>
		<link>http://5dias.net/2007/11/29/eram-so-30-mil-no-minimo-mas-deixem-la-isso-quem-e-que-se-lembra/comment-page-1/#comment-22664</link>
		<dc:creator>blogue atlântico &#187; Blog Archive &#187; O mistério das células indignadas</dc:creator>
		<pubDate>Thu, 29 Nov 2007 17:52:28 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://5dias.net/2007/11/29/eram-so-30-mil-no-minimo-mas-deixem-la-isso-quem-e-que-se-lembra/#comment-22664</guid>
		<description>[...] Câncio, com as suas generalizações absurdas, esteja entre este último grupo, como comprova este poste. Tenho alguma pena que assim seja, mas o problema é dela e das suas células sempre tão [...]</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>[...] Câncio, com as suas generalizações absurdas, esteja entre este último grupo, como comprova este poste. Tenho alguma pena que assim seja, mas o problema é dela e das suas células sempre tão [...]</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: Queridos amigos, desculpem o enjoo &#171; Farmácia Central</title>
		<link>http://5dias.net/2007/11/29/eram-so-30-mil-no-minimo-mas-deixem-la-isso-quem-e-que-se-lembra/comment-page-1/#comment-22663</link>
		<dc:creator>Queridos amigos, desculpem o enjoo &#171; Farmácia Central</dc:creator>
		<pubDate>Thu, 29 Nov 2007 17:46:06 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://5dias.net/2007/11/29/eram-so-30-mil-no-minimo-mas-deixem-la-isso-quem-e-que-se-lembra/#comment-22663</guid>
		<description>[...] 29, 2007 Queridos amigos, desculpem o&#160;enjoo Posted by Carmex under Antiparasitários &#160;  A Fernanda Câncio respondeu ao oportuno e certíssimo [...]</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>[...] 29, 2007 Queridos amigos, desculpem o&nbsp;enjoo Posted by Carmex under Antiparasitários &nbsp;  A Fernanda Câncio respondeu ao oportuno e certíssimo [...]</p>
]]></content:encoded>
	</item>
</channel>
</rss>

