Rui Tavares: A medida de todas as coisas

Foi preciso chegar ao fim de uma entrevista congratulatória (ontem, ao DN e à TSF) para que Durão Barroso fosse questionado sobre a Guerra do Iraque e confessasse: “houve informações que me foram dadas, a mim e a outros, que não corresponderam à verdade”.

Ouvir estas as declarações, bem como as dos restantes protagonistas da Cimeira dos Açores, é como ouvir as contraditórias desculpas de um grupo de rapazolas sobre uma noitada que correu mal. Cada um se justifica com os outros. Durão diz agora que só organizou o encontroporque os espanhóis lho pediram. É curioso: na altura toda a gente viu as piruetas que deu para poder aparecer na fotografia.

É embaraçoso para Durão, e mesmo escusado. Nós sabemos hoje muito mais do que as suas justificações insinuam. O memorando de Downing Street, publicado pelo Times em 2005, demonstra que quase um ano antes da guerra George W. Bush já tinha decidido invadir o Iraque. As informações e os factos iriam ser “amanhados” (fixed around no original) para justificar a decisão. Os seus aliados britânicos sabiam. As actas da reunião de Crawford entre Bush e Aznar, que o El País publicou recentemente, demonstram que um mês antes da guerra Bush recusara a ideia de Saddam abdicar e exilar-se no Egipto. Aznar sabia.

Sabemos hoje que Saddam poderia ter sido contido de muitas formas, já desde os anos 80, e que esta guerra deveria ter sido evitada. Perante isto, Durão diz que “agora é fácil”. Pelo contrário, Sr. Durão: não foi fácil então ser contra a guerra e não é fácil ainda hoje – desde “fascistas” a “apoiantes de Saddam” e a “pró-terroristas” já fomos
chamados de tudo – mas foi demasiado fácil, isso sim, ir na onda e cuidar da carreira.

***

Se falo em carreira é porque Durão diz na mesma entrevista que não gosta da expressão “carreira política”. Declarações portentosas vindas de quem, sobre a Guerra do Iraque, diz ainda o seguinte:

“Não temos que estar de forma nenhuma arrependidos da posição que tomámos. Portugal não perdeu nada, também na Europa, com isso. Repare, depois das decisões que tomei, fui convidado a ser Presidente da Comissão Europeia e tive o consenso de todos os países europeus. O que demonstra que o facto de Portugal ter tomado naquela altura aquela posição não prejudicou em nada, em nada, a imagem de Portugal junto dos seus parceiros europeus.”

Durão Barroso pode não gostar da expressão, mas faz da sua carreira política a medida de todas as coisas. Aquelas frases sugerem bem como funciona a sua cabeça e a de tantos políticos como ele. Portugal não tem que estar arrependido do apoio à invasão do Iraque. Porquê? Porque “não perdeu nada com isso”. Não perdeu o quê: honestidade, credibilidade, autoridade moral? Nada de tais coisas; foi a nossa “imagem” não sofreu. E como sabemos que a nossa “imagem” não sofreu? Porque a carreira de Durão o “demonstra”.

Esta é a mais pura inversão moral. A carreira de um indivíduo é a medida da imagem de um país. A imagem de um país é mais importante do que o seu comportamento. E a opinião dos parceiros — em geral mais ricos, poderosos e brancos — é mais importante do que o destino de gente que é menos qualquer dessas três coisas.

Muitos anos, muitos jornais e muitas crónicas depois, pergunto-me se será demasiado ter uma palavra sobre os quinhentos mil mortos e quatro milhões de refugiados desta guerra. Mas afinal, os portugueses não devem preocupar-se com isso, porque Durão Barroso veio depois a ser nomeado para um cargo importante. Mais alguma coisa interessa?

Sobre Nuno Ramos de Almeida

TERÇA | Nuno Ramos de Almeida
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20 respostas a Rui Tavares: A medida de todas as coisas

  1. Luís Lavoura diz:

    “Mais alguma coisa interessa?”

    Para quem tem uma sólida formação maoista, nada mais interessa.

  2. M. Abrantes diz:

    É como ouvir as contraditórias desculpas de um grupo de rapazolas sobre uma noitada que … até não lhes correu nada mal: Bush foi reeleito, o Cherne seguiu para o alto-mar da política europeia, e os outros dois têm, a título vitalício, encontros marcados com bons tachos.

    E se o mexilhão não gosta, que saia da UE, ou que vá habitar Saturno. Podia acrescentar “ou que vá para o sítio para onde nos apetece mandar esta gente”, mas já lá estamos.

  3. CARLOS CLARA diz:

    Os outros, os que não estiveram e não estão de acordo são mais ou menos insultados, mas não vão viver para Saturno. Queixam-se , é certo, de tudo o que determinados Políticos são capazes de fazer, para agradar a uma maioria considerável, disposta a fazer outro tanto em função das mesmas miragens. Mas os que não estiveram de acordo, e não estão, também sabem da gravidade da crise de valores em que as sociedades se encontram e de toda a alucinação que isso provoca.

  4. “Bush foi reeleito, o Cherne seguiu para o alto-mar da política europeia, e os outros dois têm, a título vitalício, encontros marcados com bons tachos.”

    Parece que o futuro deu razão a quem tinha que dar.

    Já agora, um dos “outros”, Blair, parece que é ouvido pelos tais que. segundo alguns(!), eram inimigos dele e das suas decisões.

    E parece ainda que a Europa acabou por seguir todos os passos de Bush. Controlo de passageiros nos aviões, escutas telefónicas, etc, etc.

    … fez tudo o que antes considerava inadmissível.

    No fulcro da questão, quem se enganou?

    As ADMs eram a mínima coisa entre um rol de razões para terem invadido o Iraque. Tendo um pouco de memória, em relação ao Kosovo, já tinha havido o mesmo alarido.

    Em relação a ADMs, até Fidel foi mais inteligente.

    .

  5. Model 500 diz:

    Rui Tavares é pura e simplesmente brilhante. Obrigado.

  6. Model 500 diz:

    Há quem fale não em 500 mil de mortos mas sim em 1 milhão!! Muitos dirão: que mais faz!!!

  7. “Sabemos hoje que Saddam poderia ter sido contido de muitas formas, já desde os anos 80, e que esta guerra deveria ter sido evitada”

    Percebeu-se logo na altura. Foi o fim da picada obter acordo na ONU para correr com Sadam do Kwait e a coisa parou na fronteira iraquiana.

    Na altura, a esquerda berrava que só havia autorização para expulsar Sadam até à fronteira.

    Depois vieram as sanções, que também poderiam ter sido evitadas.

    A história das ADMs são para a esquerda, uma espécie de vitória de pirro. Uma espécie de slogan que mantém vivo o folclore.

    Lembro, ainda, Pezarat Correia a verberar a incompetência dos americanos no Kosovo. Ainda alguém se lembra dele?

    Depois deu-se a cena conhecida como “thank you mr. Clinton”. Mais recentemente, “tank you mr Bush”.

    Exceptuando Zapatero, eleito pela mão dos islâmicos paranóicos, todos os multilateralistas então de serviço foram substituidos por políticos mais ligados ao mundo da realidade.

    De certa forma as declarações de Durão dão a possibilidade à esquerda folclórica de arrumar de vez a consciência obtendo, em circuito fechado, a ‘vitória final’.

    O mundo continua a rodar por um órbita que não passa por aí.

    .

  8. Chama-se a isto PEDAGOGIA.

    Daqui por vinte anos, no máximo, se cá estivermos, colheremos os seus frutos…

    Até lá, vão-se rangendo os dentes e observando os que sobem muito… até à devida queda.

  9. Range-o-Dente diz:

    “Até lá, vão-se rangendo os dentes e observando os que sobem muito… até à devida queda.”

    Os erros pagam-se caro. Uns já caíram, outros a seu tempo. Só a morte é certa.

    .

  10. Lidador diz:

    Caro RT, o historiador deve tentar situar-se no passado, no exacto momento em que a história poderia não ter acontecido como aconteceu, E desde logo entender que os decisores da época não conheciam o futuro, tal como agora não conhecem.
    Este seu exercício vale apenas como um lavrar de protesto contra a história, reacção puramente emocional e ilógica, uma vez que na história não se deu ao trabalho de acontecer para que a julguemos ou sobre ela projectemos os nossos valores morais ou ideológicos.
    Mas vamos aos factos, tal como eles eram na altura, quando o RT não estava sentado sobre o conhecimento e os mitos ideológicos que o tempo depositou.
    Quanto às armas, até o Dr Louçã estava convencido que o Iraque tinha na altura armas de destruição massiva. Escreveu-o num livrinho que provavelmente o RT leu.
    No Relatório Blix, falava-se expressamente de “vários depósitos de ADM continuam unaccounted for, relativamente às declarações prestadas”.
    As presunções nesse sentido eram tais que o CS votou por unanimidade uma Resolução ( 1441) onde se exigia ao Iraque que provasse que já não tinha as armas.
    De facto era ao Iraque que competia provar que já não as tinha, e não à ONU provar que as tinha.
    Porque os factos são inescapáveis:
    1.O Iraque tinha ADM (de facto até as usou bastante contra os curdos e contra o Irão)
    2.O Iraque assinou a rendição em 1991 na qual se comprometeu a destruir as ADM e a desmantelar os programas.
    3.Em 1998 correu com os inspectores das NU a pontapé, e na altura, como consta das resoluções da ONU, ainda TINHA ADM.
    4.Segundo o Relatório Blix, nunca apresentou provas da sua destruição (e destruir várias toneladas de produtos químicos deixa testemunhas, documentos, resíduos, etc, etc)
    5. Estas premissas são sólidas, válidas e verdadeiras, pelo que não havia NENHUM decisor em 2001 que não acreditasse que Saddam tinha as armas. A polémica não era essa, mas sim se a guerra era a melhor maneira de as neutralizar.
    Ora no lado de cá da realidade, uma vez que Saddam TINHA inequivocamente ADM e elas não apareceram, várias possibilidades se levantam, umas mais lógicas que outras: ou se evaporaram, ou foram transferidas para outro país (como os jactos que foram para o Irão), ou foram escondidas, ou foram destruídas secretamente, às escondidas, para ninguém saber, e muito menos a AEIA.

    Dito isto, para situar a questão onde tem de ser situada e desfazer os bordões que acompanham sempre estas litanias “contra a guerra do Iraque” e o “Bush e o Blair” e patati patatá,foi esta a verdadeira causa da guerra?

    Não!
    Basta ler as entrelinhas do que dizem os estrategas americanos para o perceber.
    O petróleo, as armas de destruição maciça, o totalitarismo do regime iraquiano, o complexo industrial-militar, etc, etc, são meros adereços do ramalhete. Têm evidentemente alguma importância, quanto mais não seja para alimentar a boa consciência das multidões que anseiam por slogans de fácil compreensão e recitação, mas fazer deles “A Causa”, é tomar a nuvem por Juno.

    Durante o processo que desembocou na invasão do Iraque, Bush disse que ” um Iraque livre poderá mostrar o poder da liberdade para transformar aquela região vital”.
    Faz bastante sentido fundar uma estratégia na noção de que alargar o espaço democrático é do interesse dos EUA (e também nosso) e é racional que um país como os EUA, duramente golpeado em função do anterior “status quo” entenda que ele não lhe serve e tente aproveitar o poder que num determinado momento acredita possuir para o alterar.
    Nesta lógica geopolítica, a eventual democratização do Iraque é um movimento decisivo que, a obter sucesso, vibrará uma machadada no irredentismo islâmico que promove o terrorismo e um aviso claro aos apoiantes discretos e indiscretos da jihad ( Irão, Síria, Arábia Saudita, etc).
    Ao pretenderem expressamente democratizar o arco islâmico, os americanos não estão a ser motivados por românticos messianismos democráticos, mas a tentar levar à prática uma visão que, se bem sucedida, fará evoluir a região para paradigmas susceptíveis de secar as raízes culturais e políticas do terrorismo islâmico, contribuindo para um SI mais pacífico, o que é bom, acho eu.

    Porquê o Iraque e não outro país? Porque, como se costuma dizer, se pôs a jeito!
    Desafiou a ONU, desafiou os EUA, tinha um historial negro de ataques militares aos vizinhos, um ditador sanguinário, é um país rico, e…. fica no meio.
    E, apesar de muitos dos activistas “pacifistas”, (a maioria deles órfãos das ideologias que faleceram no séc. XX) serem fundamentalmente motivados por freudianas obsessões anti-liberais e antiamericanas , sabem que a concretização deste plano trará mais segurança ao Ocidente.
    Os que apontam a radicalização do mundo árabe colocam-se da gatas e demitem-se de agir.. É claro que muitos árabes e muçulmanos ficarão indignados e sentir-se-ão humilhados, coisa que aliás não precisa de grandes pretextos, mas isso não é importante contando que se logre estancar o financiamento e o apoio tecnológico às redes terroristas. Suicidas e fanáticos sempre os houve, em todas as sociedades, mas a sua acção é irrelevante desde que não seja sustentada por tecnologias e dinheiros em abundância.
    Neste ponto, os “intelectuais ” de esquerda costumam argumentar, contra toda as evidências, que não se pode impor a democracia à força e blá blá blá.
    Claro que pode! Foi imposta no Japão, na Coreia do Sul, na Alemanha, na Itália, na Bósnia e até em Portugal.
    Do lado dos defensores das boas causas, bate-se outro tipo de argumentos. Fala-se da necessidade de evitar o “choque de civilizações “ e enfatiza-se a natureza tolerante do Islão e até o Papa já veio a público pedir desculpa pelas cruzadas, sem, ao que conste, ter recebido idêntico pedido de desculpa pela conquista islâmica que a motivou.
    É tudo treta…patacoadas zapateirais que apenas conduzem a mais problemas e à abdicação.

    Continuando, a estratégia americana pode falhar. Os EUA são hiperpotentes, não omnipotentes e muito boa gente faz força e larga nota para que eles falhem.
    O que é uma estupidez.
    Quem larga bojardas sobre a necessidade de combater o fenómeno do islamismo principalmente no campo das ideias, não deve condenar como inadequadas as estratégias que visam exportar a ideia de “democracia” para que ela ocupe o lugar das ideias radicais islâmicas, porque não se pode combater uma ideia sem ser com outra ideia.
    Por isso, ainda bem que existe do lado de cá da barricada um país como a América que compreendeu o alcance da ameaça e tem uma estratégia, os meios e a vontade .
    Não é daquele lado do Atlântico que vem o perigo.
    Por isso, caro RT, se fica claro que o objectivo final da América não é democratizar o Iraque, é pelo menos um objectivo intermédio, necessário para a prossecução daquele, um efeito colateral que certamente tornará o mundo num lugar melhor para se viver.
    E digo-lho com toda a sinceridade, prefiro que os meus netos vivam num mundo racional, controlado pela “Pax Americana”, que sob a chantagem de fanáticos e prosélitos, religiosos ou ideológicos.
    Blair, Aznar, Durão Barroso e a MAIORIA ( sim, sim, o mito de que a Europa estava contra a guerra é mais uma bojarda falsa, que os crentes consomem sem mastigar) perceberam o que estava em jogo, porque há guerras que têm de ser feitas e não as fazer na devida altura é passar cheques em branco ao futuro

  11. carmo da rosa diz:

    À pergunta, porque razão as coisas ainda vão mal no Iraque, responde o membro do parlamento Jamal al Din:

    “Somos como pássaros que nascemos dentro de uma jaula.
    Dêmos graças aos Estados Unidos pelo pontapé que deu no Saddam, mandando-o para os confins de um calabouço.
    Dêmos graças aos Estados Unidos por ter dado uma boa bofetada no Mullah Omar…”

    E diz mais assim umas coisitas interessantes, que de certo modo respondem a este artigo…

    Ver o link do You tube: http://www.youtube.com/watch?v=vXjmMA0-0b0

  12. Antibalas diz:

    Lidador, Lidador!!!
    Só li o primeiro parágrafo do teu comentário. È mais do que suficiente para se poder afirmar que tu és mais básico do que a lei permite.

  13. MP-S diz:

    Hence, the apparent postwar mistakes were all part of the masterplan.
    “In terms of realpolitik, the invasion of Iraq is not a fiasco; it is a resounding success,” Holt concludes.

    Leitura aconselhada:

    http://www.ft.com/cms/s/0/bd59cda2-9190-11dc-9590-0000779fd2ac.html?nclick_check=1

  14. Notório diz:

    É notório q a maioria dos comentadores não podendo aplaudir democraticamente os seus lideres de opinião por não terem direito de a postar na respectivas caixas de comentários pra qui vêm postar nas das esquerdas e a inventarem factos.mormente em relação ao louçã,embora não tenha procuração,o mais q me vem à cabeça é chamar de mentiroso a um escriba verborreico.Já esta semana veio um anormal falar dos 24 000 mortos em simon bolivar(aeroporto de Caracas):Fosse isso verdade e seria mais ,mas muito mais que o milhão de iraquianos mortos trombeteado ao mundo sobre a grande ditadura da Venezuela.Conheci um Lidador,mas era um touro…

  15. mimi diz:

    Soube agora que Jaques Chirac tem à perna uns casos de amanhanço.Como é demonstrado até à exaustão,estes fdp vão para o Poder para melhor servir os seus patrões e roubarem à tripa -forra.É esta a merda de democarcioa a que temos direito pq esta é a LIBERAL.Até um dia…

  16. Pois é. A História… A Democracia… A Liberdade… Em suma: a disneilândia!

    Bem ao contrário do que diz o Lidador, a História existe para ser julgada. Bem como os que a fazem. Assim como nas boas empresas, ou nas administrações dos condomínios: o mérito avalia-se é pelos RESULTADOS. Não vale a pena ao gestor dizer “ah, mas na altura eu não sabia!”… Previsse. Arriscou e perdeu? Rua!

    Vejamos os resultados brilhantes desta saga dos tempos modernos: a Democracia instalou-se no Iraque, a Liberdade invadiu as suas ruas, o Progresso é uma inevitabilidade, a Civilização (e, quiçá, a própria Cristandade?) expandiu-se. Há provas! Há evidências disso! Há turistas no Iraque (como nunca houve no terrífico Vietname comuniiista!)! Há cultura! Há PAZ!!!

    Thank you, Mr. Bush! Gracias, Aznar! Thanks, Tony! Obrigadinho, ó Barroso!

    Até breve (já vou a caminho!…),

    Pai Natal.

  17. carmo da rosa diz:

    É provavelmente NOTÓRIO, mas não percebi a ponta dum corno?

  18. CARLOS CLARA diz:

    Tanta predestinação !!! então com tanta gratidão aos E.U.A., o Iraque a gora vai arrasar a Venezuela, à boa imagem do amigo americano, para salvar o povo venezuelano das garras do ditador. E por falar de “O Amigo Americano” vocês viram o filme com o mesmo nome? Vale a pena, já que se vê e lê tanta coisa.

  19. carmo da rosa diz:

    Caro A.Castanho,

    “Previsse. Arriscou e perdeu? Rua!”

    Grande frase, que Deus o oiça,

    mas também o Bin Laden, o Putin, o Hu Jintao, o Kim Jung Il, o Fidel Castro, o Kadaffi, o Robert Mugabe, o José Eduardo dos Santos, etc,

    mas creio que você se refere só a uma pessoa: ao George W. Bush, que previu, arriscou, perdeu… mas parece que já está a recuperar. Que azar do camandro…

  20. CARLOS CLARA diz:

    carmo da rosa

    a história ainda não está a ser escrita. parece-me que nenhum deles irá fazer boa figura, nem o Putin talvez. quanto ao Bush, esse parece que anda a encomendar “tónicos” para se recuperar, mas nenhum farmacêutico lhe vai valer, acredite.

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