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	<title>Comentários em: senhor doutor, dá licença que o corpo seja meu?</title>
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	<description>cinco dias, cinco pessoas</description>
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		<title>Por: marta</title>
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		<dc:creator>marta</dc:creator>
		<pubDate>Thu, 22 Nov 2007 18:54:27 +0000</pubDate>
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		<description>sabe, eu tive há pouco tempo o quinto filho e a mim &quot;quase&quot; me impingiram a laqueação ... sem autorização, nem conversa nenhuma ... todos os dias que permaneci no hospital a médica que me assistia me perguntava se não queria uma laqueação... de regresso a casa a minha médica de família perguntou-me o mesmo. talvez no meu caso seja apenas uma questão de quantidade :)</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>sabe, eu tive há pouco tempo o quinto filho e a mim &#8220;quase&#8221; me impingiram a laqueação &#8230; sem autorização, nem conversa nenhuma &#8230; todos os dias que permaneci no hospital a médica que me assistia me perguntava se não queria uma laqueação&#8230; de regresso a casa a minha médica de família perguntou-me o mesmo. talvez no meu caso seja apenas uma questão de quantidade <img src='http://5dias.net/wp-includes/images/smilies/icon_smile.gif' alt=':)' class='wp-smiley' /> </p>
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		<title>Por: CARLOS CLARA</title>
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		<dc:creator>CARLOS CLARA</dc:creator>
		<pubDate>Wed, 21 Nov 2007 10:53:26 +0000</pubDate>
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		<description>OK... GANHOU A CONSERVADORA. SERÁ QUE GANHOU, OU OS PROGRESSISTAS ERAM FRACOS?</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>OK&#8230; GANHOU A CONSERVADORA. SERÁ QUE GANHOU, OU OS PROGRESSISTAS ERAM FRACOS?</p>
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		<title>Por: Ana Matos Pires</title>
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		<dc:creator>Ana Matos Pires</dc:creator>
		<pubDate>Wed, 21 Nov 2007 10:12:54 +0000</pubDate>
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		<description>eheheh João José, mas deixe-me dizer-lhe que é o meu herói! Fantástico esforço.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>eheheh João José, mas deixe-me dizer-lhe que é o meu herói! Fantástico esforço.</p>
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		<title>Por: João José Fernandes Simões</title>
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		<dc:creator>João José Fernandes Simões</dc:creator>
		<pubDate>Tue, 20 Nov 2007 22:07:04 +0000</pubDate>
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		<description>O Al, desculpe, mas que grande arrozoado...!
Você faz para aqui uma baralhação tão grande que eu... desisto.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>O Al, desculpe, mas que grande arrozoado&#8230;!<br />
Você faz para aqui uma baralhação tão grande que eu&#8230; desisto.</p>
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	</item>
	<item>
		<title>Por: Al</title>
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		<dc:creator>Al</dc:creator>
		<pubDate>Tue, 20 Nov 2007 19:40:50 +0000</pubDate>
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		<description>A ética é superior à lei - os médicos nazis deveriam obedecer às modificações introduzidas na lei? Tudo depende da substância da lei ( mesmo que seja uma lei de um país democrático ou semi - como Portugal).
Posto isto e no caso presente: o aborto é um crime punível em Portugal hoje, agora(cf. artº 140º Cod Penal). Um referendo acrecentou uma causa de exclusão de ilicitude para esse crime.
Mas, tal como está hoje e agora a legislação existente, um médico que não seja objector de consciência não poderá ser alvo de um processo disciplinar se efectuar um aborto ao abrigo da legislação nova, exactamente por causa da hierarquia da lei... Por isso, não há contradição, haverá uma omissão, sem consequências para ninguém -a não ser para a prepotência ministerial já que não poderá obter o que quer: a modificação do código deontológico. E assim o dirão os tribunais. E se não os portugueses, o Tribunal europeu dos direitos do homem, onde, por hábito o estado português e «a lei geral» e os pátrios tribunais são reduzidos à sua insignificância.
Espere e verá.
Grave, grave, são as listas de espera. Aí é que o ministro Campos devia empregar as suas energias, não em ninharias e legalices.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>A ética é superior à lei &#8211; os médicos nazis deveriam obedecer às modificações introduzidas na lei? Tudo depende da substância da lei ( mesmo que seja uma lei de um país democrático ou semi &#8211; como Portugal).<br />
Posto isto e no caso presente: o aborto é um crime punível em Portugal hoje, agora(cf. artº 140º Cod Penal). Um referendo acrecentou uma causa de exclusão de ilicitude para esse crime.<br />
Mas, tal como está hoje e agora a legislação existente, um médico que não seja objector de consciência não poderá ser alvo de um processo disciplinar se efectuar um aborto ao abrigo da legislação nova, exactamente por causa da hierarquia da lei&#8230; Por isso, não há contradição, haverá uma omissão, sem consequências para ninguém -a não ser para a prepotência ministerial já que não poderá obter o que quer: a modificação do código deontológico. E assim o dirão os tribunais. E se não os portugueses, o Tribunal europeu dos direitos do homem, onde, por hábito o estado português e «a lei geral» e os pátrios tribunais são reduzidos à sua insignificância.<br />
Espere e verá.<br />
Grave, grave, são as listas de espera. Aí é que o ministro Campos devia empregar as suas energias, não em ninharias e legalices.</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: Zé Pardal</title>
		<link>http://5dias.net/2007/11/16/senhor-doutor-da-licenca-que-o-corpo-seja-meu/comment-page-1/#comment-21915</link>
		<dc:creator>Zé Pardal</dc:creator>
		<pubDate>Tue, 20 Nov 2007 16:15:39 +0000</pubDate>
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		<description>Tou fartinho dos médcos. Ainda conseguem ser piores que os juizes e a malta do MP.
Porra, que malta?</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Tou fartinho dos médcos. Ainda conseguem ser piores que os juizes e a malta do MP.<br />
Porra, que malta?</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: João José Fernandes Simões</title>
		<link>http://5dias.net/2007/11/16/senhor-doutor-da-licenca-que-o-corpo-seja-meu/comment-page-1/#comment-21912</link>
		<dc:creator>João José Fernandes Simões</dc:creator>
		<pubDate>Tue, 20 Nov 2007 15:20:11 +0000</pubDate>
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		<description>Meu caro AL:
«A questão de fundo era, no entanto, a legitimidade do poder executivo interferir em questões de ética e obrigar à modificação do código deontológico dos médicos. Penso que não pode e a modificação parece-me totalmente desnecessária em termos legais, (como tentei demonstrar).»
A resposta é curta e directa: 
Nehum código deontológico pode ser contrário às leis que lhe são superiores. Aprendi no ensino secundário, não precisando dos meus conhecimentos superiores, que os tenho, para saber isto, há mais de 30 anos...! E assim continua a ser hoje. Felizmente...!

«Argumentos, argumentos mesmo, sobre estas questões, sem ataques pessoais descabelados, há?»
Não se chateie com a linguagem porque ninguém o quis nem quer ofender... É mera retórica da bloguice.
E se se sente ofendido, por exemplo, em relação aos meus comentários, bem me pode mandar foder, que é para o lado que eu durmo melhor. Com a certeza de continuarei a conversar consigo numa boa e sem qualquer intenção de ofender nem a si nem a ninguém.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Meu caro AL:<br />
«A questão de fundo era, no entanto, a legitimidade do poder executivo interferir em questões de ética e obrigar à modificação do código deontológico dos médicos. Penso que não pode e a modificação parece-me totalmente desnecessária em termos legais, (como tentei demonstrar).»<br />
A resposta é curta e directa:<br />
Nehum código deontológico pode ser contrário às leis que lhe são superiores. Aprendi no ensino secundário, não precisando dos meus conhecimentos superiores, que os tenho, para saber isto, há mais de 30 anos&#8230;! E assim continua a ser hoje. Felizmente&#8230;!</p>
<p>«Argumentos, argumentos mesmo, sobre estas questões, sem ataques pessoais descabelados, há?»<br />
Não se chateie com a linguagem porque ninguém o quis nem quer ofender&#8230; É mera retórica da bloguice.<br />
E se se sente ofendido, por exemplo, em relação aos meus comentários, bem me pode mandar foder, que é para o lado que eu durmo melhor. Com a certeza de continuarei a conversar consigo numa boa e sem qualquer intenção de ofender nem a si nem a ninguém.</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: Luís Lavoura</title>
		<link>http://5dias.net/2007/11/16/senhor-doutor-da-licenca-que-o-corpo-seja-meu/comment-page-1/#comment-21855</link>
		<dc:creator>Luís Lavoura</dc:creator>
		<pubDate>Mon, 19 Nov 2007 13:03:00 +0000</pubDate>
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		<description>Fernanda Câncio, eu não disse que a proibição do casamento de pessoas do mesmo sexo não é discriminatória. É discriminatória, e eu sou contra essa discriminação. Só disse que não é uma discriminação com base na orientação sexual. É uma discriminação com base no sexo, o que é diferente. Ou seja, também é ilegal (anti-constitucional), mas por outros motivos que não os argumentados.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Fernanda Câncio, eu não disse que a proibição do casamento de pessoas do mesmo sexo não é discriminatória. É discriminatória, e eu sou contra essa discriminação. Só disse que não é uma discriminação com base na orientação sexual. É uma discriminação com base no sexo, o que é diferente. Ou seja, também é ilegal (anti-constitucional), mas por outros motivos que não os argumentados.</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: Al</title>
		<link>http://5dias.net/2007/11/16/senhor-doutor-da-licenca-que-o-corpo-seja-meu/comment-page-1/#comment-21850</link>
		<dc:creator>Al</dc:creator>
		<pubDate>Mon, 19 Nov 2007 12:20:55 +0000</pubDate>
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		<description>JJFS: escrevi &quot;Não me parece lícita a exigência de consentimento do cônjuge&quot;. 
A questão de fundo era, no entanto, a legitimidade do poder executivo interferir em questões de ética e obrigar à modificação do código deontológico dos médicos. Penso que  não pode e a modificação parece-me totalmente desnecessária em termos legais, (como tentei demonstrar).
Argumentos, argumentos mesmo, sobre estas questões, sem ataques pessoais descabelados, há?</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>JJFS: escrevi &#8220;Não me parece lícita a exigência de consentimento do cônjuge&#8221;.<br />
A questão de fundo era, no entanto, a legitimidade do poder executivo interferir em questões de ética e obrigar à modificação do código deontológico dos médicos. Penso que  não pode e a modificação parece-me totalmente desnecessária em termos legais, (como tentei demonstrar).<br />
Argumentos, argumentos mesmo, sobre estas questões, sem ataques pessoais descabelados, há?</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: João José Fernandes Simões</title>
		<link>http://5dias.net/2007/11/16/senhor-doutor-da-licenca-que-o-corpo-seja-meu/comment-page-1/#comment-21764</link>
		<dc:creator>João José Fernandes Simões</dc:creator>
		<pubDate>Sun, 18 Nov 2007 23:45:52 +0000</pubDate>
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		<description>Gostei desta «Ouça lá Al, não quererá pedir a um médico que lhe ampute a cabeça, assim mesmo, mesmo, mesmo pela raiz do pescoço?»
Mas com um ressalva minha...
É que acho que um médico era mal empregue em tal serviço. 
Talvez o tipo do talho ou os gajos que fazem as autópsias com as rebarbadoras.

Há vinte e cinco anos a “minha” mulher laqueou as trompas (ou as trombas, tendo em conta o teor de alguns comentários...), devido a problemas de saúde.
Como já tínhamos dois filhos e tendo em conta os problemas de saúde, conversámos, eu e a “minha” mulher sobre o assunto.
E tive que me chatear com as “tromp(b)as do médico porque parecia ser mais “dono” da “minha” mulher do que eu próprio.

Obviamente, que um casal deve conversar sobre estas decisões, mas eu seria incapaz de impor uma decisão à ”minha” mulher.
E hoje constato que, passados vinte e quatro anos, há por aqui gente com cada tromp(b)a...</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Gostei desta «Ouça lá Al, não quererá pedir a um médico que lhe ampute a cabeça, assim mesmo, mesmo, mesmo pela raiz do pescoço?»<br />
Mas com um ressalva minha&#8230;<br />
É que acho que um médico era mal empregue em tal serviço.<br />
Talvez o tipo do talho ou os gajos que fazem as autópsias com as rebarbadoras.</p>
<p>Há vinte e cinco anos a “minha” mulher laqueou as trompas (ou as trombas, tendo em conta o teor de alguns comentários&#8230;), devido a problemas de saúde.<br />
Como já tínhamos dois filhos e tendo em conta os problemas de saúde, conversámos, eu e a “minha” mulher sobre o assunto.<br />
E tive que me chatear com as “tromp(b)as do médico porque parecia ser mais “dono” da “minha” mulher do que eu próprio.</p>
<p>Obviamente, que um casal deve conversar sobre estas decisões, mas eu seria incapaz de impor uma decisão à ”minha” mulher.<br />
E hoje constato que, passados vinte e quatro anos, há por aqui gente com cada tromp(b)a&#8230;</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: Al</title>
		<link>http://5dias.net/2007/11/16/senhor-doutor-da-licenca-que-o-corpo-seja-meu/comment-page-1/#comment-21758</link>
		<dc:creator>Al</dc:creator>
		<pubDate>Sun, 18 Nov 2007 22:35:50 +0000</pubDate>
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		<description>Que fazer perante a insídia, perante a má fé, usadas a frio? Repugnância, asco.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Que fazer perante a insídia, perante a má fé, usadas a frio? Repugnância, asco.</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: Ana Matos Pires</title>
		<link>http://5dias.net/2007/11/16/senhor-doutor-da-licenca-que-o-corpo-seja-meu/comment-page-1/#comment-21747</link>
		<dc:creator>Ana Matos Pires</dc:creator>
		<pubDate>Sun, 18 Nov 2007 20:59:59 +0000</pubDate>
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		<description>Você anda a ver coisas, com toda a certeza, Al, ou então é propositadamente desonesto, das duas três. Qual propaganda, qual stalinismo, qual quê, homem. Informe-se, pense, digira, elabore e, só depois, tente argumentar. Que inconsequência ideactiva e que reverberação discursiva, credo.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Você anda a ver coisas, com toda a certeza, Al, ou então é propositadamente desonesto, das duas três. Qual propaganda, qual stalinismo, qual quê, homem. Informe-se, pense, digira, elabore e, só depois, tente argumentar. Que inconsequência ideactiva e que reverberação discursiva, credo.</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: Fernanda Câncio</title>
		<link>http://5dias.net/2007/11/16/senhor-doutor-da-licenca-que-o-corpo-seja-meu/comment-page-1/#comment-21729</link>
		<dc:creator>Fernanda Câncio</dc:creator>
		<pubDate>Sun, 18 Nov 2007 19:56:01 +0000</pubDate>
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		<description>al, vá bugiar. onde não se vislumbra sombra de argumento é nas suas caças às bruxas. chega a inventar &#039;regras&#039; de funcionamento dos comentários do 5 dias só para nos conformar com as suas obsessões estalinistas. se foi de extrema esquerda totalitária na adolescência, como a maioria das pessoas com essas pancas que conheço -- e que toda a gente conhece -- experimente fazer a terapia redentora em privado, que a malta não tem culpa dos seus desvios de juventude. 

cris, parece que o código deontológico dos nossos médicos deve ser já uma espécie de raridade museológica. se calhar é por esse motivo que o dr pedro nunes deseja preservá-lo -- em formol, como se preservam as coisas mortas para não apodrecerem (mais).</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>al, vá bugiar. onde não se vislumbra sombra de argumento é nas suas caças às bruxas. chega a inventar &#8216;regras&#8217; de funcionamento dos comentários do 5 dias só para nos conformar com as suas obsessões estalinistas. se foi de extrema esquerda totalitária na adolescência, como a maioria das pessoas com essas pancas que conheço &#8212; e que toda a gente conhece &#8212; experimente fazer a terapia redentora em privado, que a malta não tem culpa dos seus desvios de juventude. </p>
<p>cris, parece que o código deontológico dos nossos médicos deve ser já uma espécie de raridade museológica. se calhar é por esse motivo que o dr pedro nunes deseja preservá-lo &#8212; em formol, como se preservam as coisas mortas para não apodrecerem (mais).</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: Al</title>
		<link>http://5dias.net/2007/11/16/senhor-doutor-da-licenca-que-o-corpo-seja-meu/comment-page-1/#comment-21695</link>
		<dc:creator>Al</dc:creator>
		<pubDate>Sun, 18 Nov 2007 15:42:36 +0000</pubDate>
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		<description>Ana Matos Pires produz propaganda de cariz autoritário e não apresenta sombra de um argumento. Percebe-se que está habituada a ser pouco contraditada e, por isso, gosta que rolem as cabeças dos que não se apressam a dizer-lhe que sim. A pedido das próprias «vítimas», se possível: como no stalinismo.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Ana Matos Pires produz propaganda de cariz autoritário e não apresenta sombra de um argumento. Percebe-se que está habituada a ser pouco contraditada e, por isso, gosta que rolem as cabeças dos que não se apressam a dizer-lhe que sim. A pedido das próprias «vítimas», se possível: como no stalinismo.</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: Cris</title>
		<link>http://5dias.net/2007/11/16/senhor-doutor-da-licenca-que-o-corpo-seja-meu/comment-page-1/#comment-21685</link>
		<dc:creator>Cris</dc:creator>
		<pubDate>Sun, 18 Nov 2007 14:55:15 +0000</pubDate>
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		<description>Fernanda, acabo de conversar com um medico guatemalteco que ficou estarrecido com esta &quot;particularidade&quot; do Codigo Deontologico Portugues. Eh que o mesmo acontecia na Guatemala - a necessidade de autorizacao do conjuge ou, no caso de mulheres adultas solteiras, dos seus pais ou maes. Sucede que na Guatemala o Codigo mudou ha mais de 5 anos e hoje em dia a decisao eh da pessoa...
Mais comentarios p&#039;ra que?</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Fernanda, acabo de conversar com um medico guatemalteco que ficou estarrecido com esta &#8220;particularidade&#8221; do Codigo Deontologico Portugues. Eh que o mesmo acontecia na Guatemala &#8211; a necessidade de autorizacao do conjuge ou, no caso de mulheres adultas solteiras, dos seus pais ou maes. Sucede que na Guatemala o Codigo mudou ha mais de 5 anos e hoje em dia a decisao eh da pessoa&#8230;<br />
Mais comentarios p&#8217;ra que?</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: Ana Matos Pires</title>
		<link>http://5dias.net/2007/11/16/senhor-doutor-da-licenca-que-o-corpo-seja-meu/comment-page-1/#comment-21677</link>
		<dc:creator>Ana Matos Pires</dc:creator>
		<pubDate>Sun, 18 Nov 2007 13:06:15 +0000</pubDate>
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		<description>Ou do actual bastonário, D. Tavares.

Ouça lá Al, não quererá pedir a um médico que lhe ampute a cabeça, assim mesmo, mesmo, mesmo pela raiz do pescoço?

Não vale a pena enrolar nem desviar a atenção da discussão com paralelos que não fazem sentido. A Fernanda levanta algumas questões importantes, sobre as quais me parece importante reflectir - (1) a existência de um CD anacrónico que, nalgumas áreas, roça o ridículo, (2) a prova objectiva de que os preceitos deontológicos não são cumpridos pelos clínicos, (3) o desconhecimento do CD por parte de muitos de nós, médicos, e a leviandade com que os assuntos são discutidos, apelando-se aos princípios deontológicos quando dá jeito e metendo-os debaixo do tapete quando são incómodos e (4) a existência de pressupostos “morais puros” na base daquilo que deveria ser um código de conduta – e termina com uma provocação licita: se não são capazes de resolver um assunto tão óbvio sujeitam-se a interferências externas, legalmente autorizadas.

Deixem-me só recordar que Jeremy Bentham, com a introdução do termo “deontologia”, pretendia conseguir uma alternativa mais liberal ao termo e ao conceito da palavra “ética”, tendo em conta que esta última, ao ocupar na forma qualitativa de conceito laico o lugar do termo religioso “moral”, se tinha moralizado. Não estará a acontecer o mesmo com a dita deontologia?</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Ou do actual bastonário, D. Tavares.</p>
<p>Ouça lá Al, não quererá pedir a um médico que lhe ampute a cabeça, assim mesmo, mesmo, mesmo pela raiz do pescoço?</p>
<p>Não vale a pena enrolar nem desviar a atenção da discussão com paralelos que não fazem sentido. A Fernanda levanta algumas questões importantes, sobre as quais me parece importante reflectir &#8211; (1) a existência de um CD anacrónico que, nalgumas áreas, roça o ridículo, (2) a prova objectiva de que os preceitos deontológicos não são cumpridos pelos clínicos, (3) o desconhecimento do CD por parte de muitos de nós, médicos, e a leviandade com que os assuntos são discutidos, apelando-se aos princípios deontológicos quando dá jeito e metendo-os debaixo do tapete quando são incómodos e (4) a existência de pressupostos “morais puros” na base daquilo que deveria ser um código de conduta – e termina com uma provocação licita: se não são capazes de resolver um assunto tão óbvio sujeitam-se a interferências externas, legalmente autorizadas.</p>
<p>Deixem-me só recordar que Jeremy Bentham, com a introdução do termo “deontologia”, pretendia conseguir uma alternativa mais liberal ao termo e ao conceito da palavra “ética”, tendo em conta que esta última, ao ocupar na forma qualitativa de conceito laico o lugar do termo religioso “moral”, se tinha moralizado. Não estará a acontecer o mesmo com a dita deontologia?</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: maria</title>
		<link>http://5dias.net/2007/11/16/senhor-doutor-da-licenca-que-o-corpo-seja-meu/comment-page-1/#comment-21675</link>
		<dc:creator>maria</dc:creator>
		<pubDate>Sun, 18 Nov 2007 12:31:37 +0000</pubDate>
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		<description>Sabía da existência desta cláusula há trinta aos. Mas nunca me passou pela cabeça que se mantivesse.
O que é que leva a que um  médico tenha que saber como foi tomada a minha decisão - se por consenso com o cônjuge ou não? Isso diz respeito aos dois e eles resolverão  a questão como entenderem ou for possível...</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Sabía da existência desta cláusula há trinta aos. Mas nunca me passou pela cabeça que se mantivesse.<br />
O que é que leva a que um  médico tenha que saber como foi tomada a minha decisão &#8211; se por consenso com o cônjuge ou não? Isso diz respeito aos dois e eles resolverão  a questão como entenderem ou for possível&#8230;</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: Pêndulo</title>
		<link>http://5dias.net/2007/11/16/senhor-doutor-da-licenca-que-o-corpo-seja-meu/comment-page-1/#comment-21577</link>
		<dc:creator>Pêndulo</dc:creator>
		<pubDate>Sat, 17 Nov 2007 19:21:48 +0000</pubDate>
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		<description>Os casamentos deviam poder ser dissolvidos com a menopausa. Eventualmente apenas nos casos em que esta ocorresse antes da idade média pelo motivo de o marido ter sido defraudado quando contratou uma parideira até aos 53 e ela deixa de fazer crias aos 48. 
Gosto muito desta deontologia de estábulo...</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Os casamentos deviam poder ser dissolvidos com a menopausa. Eventualmente apenas nos casos em que esta ocorresse antes da idade média pelo motivo de o marido ter sido defraudado quando contratou uma parideira até aos 53 e ela deixa de fazer crias aos 48.<br />
Gosto muito desta deontologia de estábulo&#8230;</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: joão</title>
		<link>http://5dias.net/2007/11/16/senhor-doutor-da-licenca-que-o-corpo-seja-meu/comment-page-1/#comment-21535</link>
		<dc:creator>joão</dc:creator>
		<pubDate>Sat, 17 Nov 2007 05:46:10 +0000</pubDate>
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		<description>Não sabia que ainda havia pessoas assim. Que acham que os médicos são os polícias  das nossas vontades. Reparem que não são eles que se recusam a fazer o acto médico apesar de poderem fazê-lo. Exigem consentimento do cônjuge. Podem-se rasgar os Códigos Civis uma hora mas precisamos de décadas para mudar as mentalidades. E já agora e a propósito das coisas que os médicos se recusam a fazer, apesar de estar previsto na lei, só há uma saída. A proibição de exercer medicina.
Era o que faltava é que fosse a Ordem dos médicos a dizer o que se pode fazer mesmo contra as leis do País.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Não sabia que ainda havia pessoas assim. Que acham que os médicos são os polícias  das nossas vontades. Reparem que não são eles que se recusam a fazer o acto médico apesar de poderem fazê-lo. Exigem consentimento do cônjuge. Podem-se rasgar os Códigos Civis uma hora mas precisamos de décadas para mudar as mentalidades. E já agora e a propósito das coisas que os médicos se recusam a fazer, apesar de estar previsto na lei, só há uma saída. A proibição de exercer medicina.<br />
Era o que faltava é que fosse a Ordem dos médicos a dizer o que se pode fazer mesmo contra as leis do País.</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: D.Tavares</title>
		<link>http://5dias.net/2007/11/16/senhor-doutor-da-licenca-que-o-corpo-seja-meu/comment-page-1/#comment-21499</link>
		<dc:creator>D.Tavares</dc:creator>
		<pubDate>Sat, 17 Nov 2007 00:12:43 +0000</pubDate>
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		<description>A pergunta não é para a Sra.Jornalista,é só uma dúvida que eu tenho  em relação ás boas intenções do Sr.Ministro</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>A pergunta não é para a Sra.Jornalista,é só uma dúvida que eu tenho  em relação ás boas intenções do Sr.Ministro</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: Al</title>
		<link>http://5dias.net/2007/11/16/senhor-doutor-da-licenca-que-o-corpo-seja-meu/comment-page-1/#comment-21484</link>
		<dc:creator>Al</dc:creator>
		<pubDate>Fri, 16 Nov 2007 23:11:24 +0000</pubDate>
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		<description>O que não é proíbido é permitido e lícito, não é preciso que haja leis que «claramente»  permitam cada acto ou tipo de actos. (Por enquanto... Não desanime!) A esmagadora maioria dos nossos actos é, por isso, perfeitamente lícita e para estes que sejam contrariados com uma recusa licita é preciso que lhes seja oponível um outro corpus jurídico que seja expressão de valores de igual ou superior natureza. A livre disposição do nosso corpo (maxime quando, para tal, é necessária a intervenção de um profissional médico) não pode ficar entregue, em qualquer caso, a uma casuística presidida por algo de tão fluído quanto o «bom senso», pelo menos numa democracia e estado de direito avançados. A casuística terá de ser ultrapassada através da apreensão, pelo direito, de  principios axiológicos basilares perceptiveis. Por isso, o médico que se recusa a amputar alguém pode fazê-lo sem recorrer à objecção de consciência, mas com recurso a normas objectivas que têm sobre aquela faculdade individual a vantajosa faculdade de poderem ser por todos de antemão conhecidas (importante quando estamos em sede de limitação de direitos)
A situação É A MESMA, no caso da amputação ou no caso do post: o sr. dr.  tem de dar mesmo licença para... Não por ele, mas pelos valores que se impõem a ele quanto a nós. 
A situação que descrevo não é inventada, mas muito real. Há pessoas que pedem com insistência aos médicoa para serem amputadas. Os casos são estudados e alguns acabam por conseguir a operação, já que não é raro que a tentem executá-la sozinhos (sic) ou se coloquem sobre os carris do caminho de ferro, para se amputarem. 
Quanto ao caso de que fala, da exigência do consentimento do cônjuge: creio que o valor que a norma pretende proteger (as expectativas de prole e a decisão em comum do casal sobre o assunto) não pode ser sindicada em sede de deontologia médica, já que não visa o acto clínico em si, nem a preservação da saúde e vida do consulente, antes pretendendo erigir-se como garantia de um compromisso que, a existir,  seria com terceiros e que, por isso, é exterior e estranho à medicina (Diferente é o aborto, já que da prática de tal acto médico podem, de per se, resultar consequências graves para a saúde de quem o solicita)
Ou seja e recapitulando este e anteriores comentários:
a) A deontologia profissional não tem de coincidir com a lei positiva, antes podendo constituir um limite legítimo e lícito à liberdade individual, porquanto receptáculo de valores juridicamente atendíveis.
b) Não me parece lícita a exigência de consentimento do cônjuge, podendo-se falar de uma verdadeira revogação de tal preceito pela sua não aplicação. A não ser assim, estaríamos perante uma inconstitucionalidade material e orgânica, por se tratar de liberdades e garantias.
c) A objecção de consciência pressupõe a existência de uma norma que se não cumpre em nome daquela, pelo que não tem sentido querer separar o assunto das amputaçoes daquele de que fala, como se um fosse tipicamente «regido» pela objecção de consciência e outro pela previsão normativa...
d) estou numa caixa de comentários a escrever por alíneas?</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>O que não é proíbido é permitido e lícito, não é preciso que haja leis que «claramente»  permitam cada acto ou tipo de actos. (Por enquanto&#8230; Não desanime!) A esmagadora maioria dos nossos actos é, por isso, perfeitamente lícita e para estes que sejam contrariados com uma recusa licita é preciso que lhes seja oponível um outro corpus jurídico que seja expressão de valores de igual ou superior natureza. A livre disposição do nosso corpo (maxime quando, para tal, é necessária a intervenção de um profissional médico) não pode ficar entregue, em qualquer caso, a uma casuística presidida por algo de tão fluído quanto o «bom senso», pelo menos numa democracia e estado de direito avançados. A casuística terá de ser ultrapassada através da apreensão, pelo direito, de  principios axiológicos basilares perceptiveis. Por isso, o médico que se recusa a amputar alguém pode fazê-lo sem recorrer à objecção de consciência, mas com recurso a normas objectivas que têm sobre aquela faculdade individual a vantajosa faculdade de poderem ser por todos de antemão conhecidas (importante quando estamos em sede de limitação de direitos)<br />
A situação É A MESMA, no caso da amputação ou no caso do post: o sr. dr.  tem de dar mesmo licença para&#8230; Não por ele, mas pelos valores que se impõem a ele quanto a nós.<br />
A situação que descrevo não é inventada, mas muito real. Há pessoas que pedem com insistência aos médicoa para serem amputadas. Os casos são estudados e alguns acabam por conseguir a operação, já que não é raro que a tentem executá-la sozinhos (sic) ou se coloquem sobre os carris do caminho de ferro, para se amputarem.<br />
Quanto ao caso de que fala, da exigência do consentimento do cônjuge: creio que o valor que a norma pretende proteger (as expectativas de prole e a decisão em comum do casal sobre o assunto) não pode ser sindicada em sede de deontologia médica, já que não visa o acto clínico em si, nem a preservação da saúde e vida do consulente, antes pretendendo erigir-se como garantia de um compromisso que, a existir,  seria com terceiros e que, por isso, é exterior e estranho à medicina (Diferente é o aborto, já que da prática de tal acto médico podem, de per se, resultar consequências graves para a saúde de quem o solicita)<br />
Ou seja e recapitulando este e anteriores comentários:<br />
a) A deontologia profissional não tem de coincidir com a lei positiva, antes podendo constituir um limite legítimo e lícito à liberdade individual, porquanto receptáculo de valores juridicamente atendíveis.<br />
b) Não me parece lícita a exigência de consentimento do cônjuge, podendo-se falar de uma verdadeira revogação de tal preceito pela sua não aplicação. A não ser assim, estaríamos perante uma inconstitucionalidade material e orgânica, por se tratar de liberdades e garantias.<br />
c) A objecção de consciência pressupõe a existência de uma norma que se não cumpre em nome daquela, pelo que não tem sentido querer separar o assunto das amputaçoes daquele de que fala, como se um fosse tipicamente «regido» pela objecção de consciência e outro pela previsão normativa&#8230;<br />
d) estou numa caixa de comentários a escrever por alíneas?</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: Fernanda Câncio</title>
		<link>http://5dias.net/2007/11/16/senhor-doutor-da-licenca-que-o-corpo-seja-meu/comment-page-1/#comment-21464</link>
		<dc:creator>Fernanda Câncio</dc:creator>
		<pubDate>Fri, 16 Nov 2007 20:33:52 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://5dias.net/2007/11/16/senhor-doutor-da-licenca-que-o-corpo-seja-meu/#comment-21464</guid>
		<description>tem graça, a ideia do al lembrou-m um filme mudo fantástico, com a joan crawford dos primeiros tempos, em que um homem apaixonado manda cortar os braços para agradar a uma mulher.

tirando isso, al, acho que podia esforçar-se por colocar questões que façam sentido. o médico, como é evidente, nunca pode ser obrigado a fazer nada que considere absurdo ou contra a sua consciência. isso nem depende do código deontológico, depende mesmo do bom senso. claro que uma pessoa pode cortar as suas ´próprias pernas, se lhe apetecer, diz q inclusivamente até pode mandar-se uma ponte bem alta e que nenhuma lei o impede, apesar de nenhuma lei o permitir claramente. ora a mesma lógica que preside a essa &#039;permissão&#039; legal, a de que cada um é dono de si a partir da maioridade, aplica-se aos médicos. aliás é por isso que a objecção de consciência é uma garantia constitucional. 

confundir isso com a condenação apriorística, e que portanto não depende da consciência individual, por parte de uma classe, de um acto como a interrupção da gravidez ou da vasectomia (caso não haja autorização do cônjuge), que só pode legalmente ser levado a cabo por um membro dessa classe, é mostrar uma enorme vontade de baralhar ou uma enorme incapacidade de perceber. escolha o al a que lhe assentar melhor.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>tem graça, a ideia do al lembrou-m um filme mudo fantástico, com a joan crawford dos primeiros tempos, em que um homem apaixonado manda cortar os braços para agradar a uma mulher.</p>
<p>tirando isso, al, acho que podia esforçar-se por colocar questões que façam sentido. o médico, como é evidente, nunca pode ser obrigado a fazer nada que considere absurdo ou contra a sua consciência. isso nem depende do código deontológico, depende mesmo do bom senso. claro que uma pessoa pode cortar as suas ´próprias pernas, se lhe apetecer, diz q inclusivamente até pode mandar-se uma ponte bem alta e que nenhuma lei o impede, apesar de nenhuma lei o permitir claramente. ora a mesma lógica que preside a essa &#8216;permissão&#8217; legal, a de que cada um é dono de si a partir da maioridade, aplica-se aos médicos. aliás é por isso que a objecção de consciência é uma garantia constitucional. </p>
<p>confundir isso com a condenação apriorística, e que portanto não depende da consciência individual, por parte de uma classe, de um acto como a interrupção da gravidez ou da vasectomia (caso não haja autorização do cônjuge), que só pode legalmente ser levado a cabo por um membro dessa classe, é mostrar uma enorme vontade de baralhar ou uma enorme incapacidade de perceber. escolha o al a que lhe assentar melhor.</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: Al</title>
		<link>http://5dias.net/2007/11/16/senhor-doutor-da-licenca-que-o-corpo-seja-meu/comment-page-1/#comment-21460</link>
		<dc:creator>Al</dc:creator>
		<pubDate>Fri, 16 Nov 2007 20:03:41 +0000</pubDate>
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		<description>Quanto à questão religiosa: apenas anotei
Quanto à questão que pus, a das perninhas... alguma coisa a dizer?</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Quanto à questão religiosa: apenas anotei<br />
Quanto à questão que pus, a das perninhas&#8230; alguma coisa a dizer?</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: Fernanda Câncio</title>
		<link>http://5dias.net/2007/11/16/senhor-doutor-da-licenca-que-o-corpo-seja-meu/comment-page-1/#comment-21459</link>
		<dc:creator>Fernanda Câncio</dc:creator>
		<pubDate>Fri, 16 Nov 2007 19:52:43 +0000</pubDate>
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		<description>a espampanante argúcia do al só é comparável à do luís lavoura. portanto, se bem entendi, o luís lavoura acha:

1. que quem casa, casa &#039;na maioria dos casos&#039; com &#039;objectivos reprodutores&#039;;
2. que o casamento &#039;não tem nada a ver com sexo&#039; (e, portanto, deve-se deduzir, não implica &#039;objectivos sexuais&#039;);
3. que disto se retira que a proibição, inscrita no código civil, de casamento de duas pessoas do mesmo sexo não é discriminatória;

eu acho que o luís lavoura, lavoura.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>a espampanante argúcia do al só é comparável à do luís lavoura. portanto, se bem entendi, o luís lavoura acha:</p>
<p>1. que quem casa, casa &#8216;na maioria dos casos&#8217; com &#8216;objectivos reprodutores&#8217;;<br />
2. que o casamento &#8216;não tem nada a ver com sexo&#8217; (e, portanto, deve-se deduzir, não implica &#8216;objectivos sexuais&#8217;);<br />
3. que disto se retira que a proibição, inscrita no código civil, de casamento de duas pessoas do mesmo sexo não é discriminatória;</p>
<p>eu acho que o luís lavoura, lavoura.</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: adultério</title>
		<link>http://5dias.net/2007/11/16/senhor-doutor-da-licenca-que-o-corpo-seja-meu/comment-page-1/#comment-21458</link>
		<dc:creator>adultério</dc:creator>
		<pubDate>Fri, 16 Nov 2007 19:46:23 +0000</pubDate>
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		<description>&quot;Sr. Dr. dá licença que eu me esterilize para ter sexo à vontade sem o meu conjuge saber é que sabe os abortos andam-me a custar os olhos da cara!&quot;</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>&#8220;Sr. Dr. dá licença que eu me esterilize para ter sexo à vontade sem o meu conjuge saber é que sabe os abortos andam-me a custar os olhos da cara!&#8221;</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: Fernanda Câncio</title>
		<link>http://5dias.net/2007/11/16/senhor-doutor-da-licenca-que-o-corpo-seja-meu/comment-page-1/#comment-21457</link>
		<dc:creator>Fernanda Câncio</dc:creator>
		<pubDate>Fri, 16 Nov 2007 19:41:07 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://5dias.net/2007/11/16/senhor-doutor-da-licenca-que-o-corpo-seja-meu/#comment-21457</guid>
		<description>como é arguto este al. nunca pensei que alguém conseguisse desmascarar esta estratégia tão secreta e tão sombriamente urdida pelos 5dias.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>como é arguto este al. nunca pensei que alguém conseguisse desmascarar esta estratégia tão secreta e tão sombriamente urdida pelos 5dias.</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: Al</title>
		<link>http://5dias.net/2007/11/16/senhor-doutor-da-licenca-que-o-corpo-seja-meu/comment-page-1/#comment-21453</link>
		<dc:creator>Al</dc:creator>
		<pubDate>Fri, 16 Nov 2007 19:03:10 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://5dias.net/2007/11/16/senhor-doutor-da-licenca-que-o-corpo-seja-meu/#comment-21453</guid>
		<description>A questão de fazer depender o acto médico de marido e mulher não parece ser hoje exequível. 
Há DEZENAS de artigos no mesmo caso na Constituição... da saúde à justiça - que praticamente já não funciona.
O que importa é que o caso nada tem a ver com o do aborto nem constitui qualquer argumento no sentido de o código deontológico andar a reboque dos governos...
Bem, e sobre as diferenças entre deontologia e lei: se alguém disser a um médico: «desejo que me ampute as pernas». Alguém cortar as suas próprias pernas é um acto lícito, segundo a lei ordinária ou constitucional. O médico deve aceitar ou recusar em nome da deontologia?
Ah, interessante o regime dos comentários: saído o post, há algumas horas de adoração, ao longe, do mesmo. Depois é aberta a porta, para a turba entrar, comentando.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>A questão de fazer depender o acto médico de marido e mulher não parece ser hoje exequível.<br />
Há DEZENAS de artigos no mesmo caso na Constituição&#8230; da saúde à justiça &#8211; que praticamente já não funciona.<br />
O que importa é que o caso nada tem a ver com o do aborto nem constitui qualquer argumento no sentido de o código deontológico andar a reboque dos governos&#8230;<br />
Bem, e sobre as diferenças entre deontologia e lei: se alguém disser a um médico: «desejo que me ampute as pernas». Alguém cortar as suas próprias pernas é um acto lícito, segundo a lei ordinária ou constitucional. O médico deve aceitar ou recusar em nome da deontologia?<br />
Ah, interessante o regime dos comentários: saído o post, há algumas horas de adoração, ao longe, do mesmo. Depois é aberta a porta, para a turba entrar, comentando.</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: Luís Lavoura</title>
		<link>http://5dias.net/2007/11/16/senhor-doutor-da-licenca-que-o-corpo-seja-meu/comment-page-1/#comment-21439</link>
		<dc:creator>Luís Lavoura</dc:creator>
		<pubDate>Fri, 16 Nov 2007 18:05:59 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://5dias.net/2007/11/16/senhor-doutor-da-licenca-que-o-corpo-seja-meu/#comment-21439</guid>
		<description>&quot;aliás, o código civil não exige que os cônjuges tenham sexo&quot;

Certo. Precisamente por este facto, eu acho ridículo e falso aquele argumento segundo o qual a proibição do casamento entre pessoas do mesmo sexo constitui uma discriminação em função da orientação sexual.

É que, de acordo com o código civil, casamento nada tem a ver com sexo.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>&#8220;aliás, o código civil não exige que os cônjuges tenham sexo&#8221;</p>
<p>Certo. Precisamente por este facto, eu acho ridículo e falso aquele argumento segundo o qual a proibição do casamento entre pessoas do mesmo sexo constitui uma discriminação em função da orientação sexual.</p>
<p>É que, de acordo com o código civil, casamento nada tem a ver com sexo.</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: Fernanda Câncio</title>
		<link>http://5dias.net/2007/11/16/senhor-doutor-da-licenca-que-o-corpo-seja-meu/comment-page-1/#comment-21437</link>
		<dc:creator>Fernanda Câncio</dc:creator>
		<pubDate>Fri, 16 Nov 2007 17:56:20 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://5dias.net/2007/11/16/senhor-doutor-da-licenca-que-o-corpo-seja-meu/#comment-21437</guid>
		<description>d.tavares, essa pergunta é para quem?</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>d.tavares, essa pergunta é para quem?</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: D.Tavares</title>
		<link>http://5dias.net/2007/11/16/senhor-doutor-da-licenca-que-o-corpo-seja-meu/comment-page-1/#comment-21436</link>
		<dc:creator>D.Tavares</dc:creator>
		<pubDate>Fri, 16 Nov 2007 17:52:39 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://5dias.net/2007/11/16/senhor-doutor-da-licenca-que-o-corpo-seja-meu/#comment-21436</guid>
		<description>Esta atenção de momento ao Código Deontológico dos Médicos tem alguma coisa a ver com as eleições para a Ordem a realizar daqui a um mes?Se não tiver peço desculpa</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Esta atenção de momento ao Código Deontológico dos Médicos tem alguma coisa a ver com as eleições para a Ordem a realizar daqui a um mes?Se não tiver peço desculpa</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: Dogma-Central</title>
		<link>http://5dias.net/2007/11/16/senhor-doutor-da-licenca-que-o-corpo-seja-meu/comment-page-1/#comment-21435</link>
		<dc:creator>Dogma-Central</dc:creator>
		<pubDate>Fri, 16 Nov 2007 17:48:54 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://5dias.net/2007/11/16/senhor-doutor-da-licenca-que-o-corpo-seja-meu/#comment-21435</guid>
		<description>Pois, eu não consigo simplesmente colocar esterilização e contracepção no mm prato.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Pois, eu não consigo simplesmente colocar esterilização e contracepção no mm prato.</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: MP-S</title>
		<link>http://5dias.net/2007/11/16/senhor-doutor-da-licenca-que-o-corpo-seja-meu/comment-page-1/#comment-21434</link>
		<dc:creator>MP-S</dc:creator>
		<pubDate>Fri, 16 Nov 2007 17:47:22 +0000</pubDate>
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		<description>Comentário de Luís Lavoura
Data: 16 Novembro 2007, 16:57

Luis, boa!, esse comentario e&#039; digno das tiradas mais inspiradas de um Joao Miranda.  :O)</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Comentário de Luís Lavoura<br />
Data: 16 Novembro 2007, 16:57</p>
<p>Luis, boa!, esse comentario e&#8217; digno das tiradas mais inspiradas de um Joao Miranda.  :O)</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: Fernanda Câncio</title>
		<link>http://5dias.net/2007/11/16/senhor-doutor-da-licenca-que-o-corpo-seja-meu/comment-page-1/#comment-21433</link>
		<dc:creator>Fernanda Câncio</dc:creator>
		<pubDate>Fri, 16 Nov 2007 17:45:36 +0000</pubDate>
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		<description>com a ajuda inestimável da minha amiga shyznogud, aqui estão os deveres dos cônjuges de acordo com o código civil:



ARTIGO 1672º

(Deveres dos cônjuges)

 

Os cônjuges estão reciprocamente vinculados pelos deveres de respeito, fidelidade, coabitação, cooperação e assistência.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>com a ajuda inestimável da minha amiga shyznogud, aqui estão os deveres dos cônjuges de acordo com o código civil:</p>
<p>ARTIGO 1672º</p>
<p>(Deveres dos cônjuges)</p>
<p>Os cônjuges estão reciprocamente vinculados pelos deveres de respeito, fidelidade, coabitação, cooperação e assistência.</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: Fernanda Câncio</title>
		<link>http://5dias.net/2007/11/16/senhor-doutor-da-licenca-que-o-corpo-seja-meu/comment-page-1/#comment-21432</link>
		<dc:creator>Fernanda Câncio</dc:creator>
		<pubDate>Fri, 16 Nov 2007 17:43:17 +0000</pubDate>
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		<description>o comentário anterior serve de resposta também ao meu muito querido tiago mendes, do blogue da atlântico.

note-se aliás que o código civil, que rege o casamento, não faz qualquer menção às obrigações &#039;reprodutivas&#039; dos cônjuges ou sequer às &#039;expectativas&#039; de reprodução. aliás, o código civil não exige que os cônjuges tenham sexo. resumindo, o código civil, com todas as suas limitações -- e são muitas -- demonstra ser muito mais liberal e respeitador da intimidade (e do bom senso) que muitos comentadores do 5 dias, para não falar das pessoas que elaboraram o código dos médicos.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>o comentário anterior serve de resposta também ao meu muito querido tiago mendes, do blogue da atlântico.</p>
<p>note-se aliás que o código civil, que rege o casamento, não faz qualquer menção às obrigações &#8216;reprodutivas&#8217; dos cônjuges ou sequer às &#8216;expectativas&#8217; de reprodução. aliás, o código civil não exige que os cônjuges tenham sexo. resumindo, o código civil, com todas as suas limitações &#8212; e são muitas &#8212; demonstra ser muito mais liberal e respeitador da intimidade (e do bom senso) que muitos comentadores do 5 dias, para não falar das pessoas que elaboraram o código dos médicos.</p>
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	</item>
	<item>
		<title>Por: Fernanda Câncio</title>
		<link>http://5dias.net/2007/11/16/senhor-doutor-da-licenca-que-o-corpo-seja-meu/comment-page-1/#comment-21431</link>
		<dc:creator>Fernanda Câncio</dc:creator>
		<pubDate>Fri, 16 Nov 2007 17:35:28 +0000</pubDate>
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		<description>dogma-central, por esse andar ainda vou ser obrigada a ter uma &#039;advisory&#039; aqui no blogue.

primeiro, o problema não se coloca só em relação às pacientes mulheres -- embora se possa suspeitar/inferir que era sobretudo elas que os autores do código tinham em mente; segundo, o que achamos ou deixamos de achar sobre o que é melhor ou mais razoável no contexto de uma relação não tem rigorosamente nada a ver com a questão colocada -- quem decide como reger a relação são as pessoas q têm a relação; se essa relação enforma um contrato, cabe aos próprios decidir se o contrato foi ou não violado e agir em conformidade; solicitar o procedimento-esterilização pode ser comparado à utilização de um contraceptivo sem conhecimento do cônjuge -- seguindo a linha de raciocínio do cd dos médicos, nenhum ginecologista ou obstetra poderia colocar um dispositivo intra uterino numa mulher casada sem consentimento do marido, ou até receitar-lhe a pílula; seguindo a mesma linha de raciocínio, mas por outro lado, uma pessoa não poderia fazer uma operação estética sem autorização do cônjuge ou talvez mesmo cortar o cabelo; por fim, e obviamente, nenhuma mulher casada poderia abortar sem o consentimento expresso do marido (mesmo q, obviamente, a gravidez não fosse devida ao dito). enfim. se precisarem de mais exemplos, eu arranjo.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>dogma-central, por esse andar ainda vou ser obrigada a ter uma &#8216;advisory&#8217; aqui no blogue.</p>
<p>primeiro, o problema não se coloca só em relação às pacientes mulheres &#8212; embora se possa suspeitar/inferir que era sobretudo elas que os autores do código tinham em mente; segundo, o que achamos ou deixamos de achar sobre o que é melhor ou mais razoável no contexto de uma relação não tem rigorosamente nada a ver com a questão colocada &#8212; quem decide como reger a relação são as pessoas q têm a relação; se essa relação enforma um contrato, cabe aos próprios decidir se o contrato foi ou não violado e agir em conformidade; solicitar o procedimento-esterilização pode ser comparado à utilização de um contraceptivo sem conhecimento do cônjuge &#8212; seguindo a linha de raciocínio do cd dos médicos, nenhum ginecologista ou obstetra poderia colocar um dispositivo intra uterino numa mulher casada sem consentimento do marido, ou até receitar-lhe a pílula; seguindo a mesma linha de raciocínio, mas por outro lado, uma pessoa não poderia fazer uma operação estética sem autorização do cônjuge ou talvez mesmo cortar o cabelo; por fim, e obviamente, nenhuma mulher casada poderia abortar sem o consentimento expresso do marido (mesmo q, obviamente, a gravidez não fosse devida ao dito). enfim. se precisarem de mais exemplos, eu arranjo.</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: Ana Matos Pires</title>
		<link>http://5dias.net/2007/11/16/senhor-doutor-da-licenca-que-o-corpo-seja-meu/comment-page-1/#comment-21429</link>
		<dc:creator>Ana Matos Pires</dc:creator>
		<pubDate>Fri, 16 Nov 2007 17:24:32 +0000</pubDate>
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		<description>pst, f., fala lá com o Presidente do Colégio de Urologia só para ver o que diz sobre assinaturas da esposas nas vasectomias.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>pst, f., fala lá com o Presidente do Colégio de Urologia só para ver o que diz sobre assinaturas da esposas nas vasectomias.</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: Dogma-Central</title>
		<link>http://5dias.net/2007/11/16/senhor-doutor-da-licenca-que-o-corpo-seja-meu/comment-page-1/#comment-21427</link>
		<dc:creator>Dogma-Central</dc:creator>
		<pubDate>Fri, 16 Nov 2007 17:12:44 +0000</pubDate>
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		<description>A Fernanda qualquer dia faz-me ter um aneurisma. Consegue sempre picar a minha faceta mais conservadora e a mais liberal (deixe tar, eu também não sabia que elas podiam coexistir).

Assim de impulso:

Está-me a fazer uma pequena confusão esta alínea estar associada à expressão &quot;esterilização reversível&quot;, mas adiante...

Não concordo com este artigo na medida em que o corpo é de facto da mulher e não tem nada que pedir autorização a quem quer que seja (parece-me que já é uma sorte o artigo não terminar com &quot;no caso de ser solteira, deverá a autorização ser concedida pelo Pai.&quot;)

Apesar de não ver no conjuge qualquer poder nesta decisão, não consigo deixar de achar que este deva ser, obrigatoriamente, informado.  

(o que mais uma vez é regrar para salvaguardar a pior das hipóteses, no plano ideal, logo na raiz este tipo de decisão seria tomada em conjunto pelo casal)</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>A Fernanda qualquer dia faz-me ter um aneurisma. Consegue sempre picar a minha faceta mais conservadora e a mais liberal (deixe tar, eu também não sabia que elas podiam coexistir).</p>
<p>Assim de impulso:</p>
<p>Está-me a fazer uma pequena confusão esta alínea estar associada à expressão &#8220;esterilização reversível&#8221;, mas adiante&#8230;</p>
<p>Não concordo com este artigo na medida em que o corpo é de facto da mulher e não tem nada que pedir autorização a quem quer que seja (parece-me que já é uma sorte o artigo não terminar com &#8220;no caso de ser solteira, deverá a autorização ser concedida pelo Pai.&#8221;)</p>
<p>Apesar de não ver no conjuge qualquer poder nesta decisão, não consigo deixar de achar que este deva ser, obrigatoriamente, informado.  </p>
<p>(o que mais uma vez é regrar para salvaguardar a pior das hipóteses, no plano ideal, logo na raiz este tipo de decisão seria tomada em conjunto pelo casal)</p>
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	</item>
	<item>
		<title>Por: Mr. Shankly</title>
		<link>http://5dias.net/2007/11/16/senhor-doutor-da-licenca-que-o-corpo-seja-meu/comment-page-1/#comment-21419</link>
		<dc:creator>Mr. Shankly</dc:creator>
		<pubDate>Fri, 16 Nov 2007 16:44:58 +0000</pubDate>
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		<description>&quot;Ninguém é obrigado a casar-se mas, casando-se, aceita perder uma parte da sua liberdade. É simples.&quot;
É simples, é. Se o homem se sente defraudado, divorcia-se e procura parceira com vontade de se reproduzir. Ou quer-me dizer que se eu quiser ter filhos e a minha mulher não sobrepõe-se a minha vontade?</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>&#8220;Ninguém é obrigado a casar-se mas, casando-se, aceita perder uma parte da sua liberdade. É simples.&#8221;<br />
É simples, é. Se o homem se sente defraudado, divorcia-se e procura parceira com vontade de se reproduzir. Ou quer-me dizer que se eu quiser ter filhos e a minha mulher não sobrepõe-se a minha vontade?</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: rvn</title>
		<link>http://5dias.net/2007/11/16/senhor-doutor-da-licenca-que-o-corpo-seja-meu/comment-page-1/#comment-21416</link>
		<dc:creator>rvn</dc:creator>
		<pubDate>Fri, 16 Nov 2007 16:31:05 +0000</pubDate>
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		<description>Luis Lavoura,
Fabuloso, esse seu raciocínio. Depreende-se então que &#039;parte da sua liberdade&#039; é mesmo a derradeira parte que quem casa aceita perder por decisão própria. Daí para a frente só perde partes de comum acordo? É de facto muito simples. Simplório.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Luis Lavoura,<br />
Fabuloso, esse seu raciocínio. Depreende-se então que &#8216;parte da sua liberdade&#8217; é mesmo a derradeira parte que quem casa aceita perder por decisão própria. Daí para a frente só perde partes de comum acordo? É de facto muito simples. Simplório.</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: Luís Lavoura</title>
		<link>http://5dias.net/2007/11/16/senhor-doutor-da-licenca-que-o-corpo-seja-meu/comment-page-1/#comment-21407</link>
		<dc:creator>Luís Lavoura</dc:creator>
		<pubDate>Fri, 16 Nov 2007 15:57:12 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://5dias.net/2007/11/16/senhor-doutor-da-licenca-que-o-corpo-seja-meu/#comment-21407</guid>
		<description>O Tiago Mendes escreveu no Blogue Atlântico uma contradição a este texto, com a qual eu estou plenamente de acordo.

Na nossa cultura, tipicamente e em grande parte dos casos, quem se casa fá-lo com objetivos reprodutores, entre outros. E não deve ser defraudado. Ninguém é obrigado a casar-se mas, casando-se, aceita perder uma parte da sua liberdade. É simples.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>O Tiago Mendes escreveu no Blogue Atlântico uma contradição a este texto, com a qual eu estou plenamente de acordo.</p>
<p>Na nossa cultura, tipicamente e em grande parte dos casos, quem se casa fá-lo com objetivos reprodutores, entre outros. E não deve ser defraudado. Ninguém é obrigado a casar-se mas, casando-se, aceita perder uma parte da sua liberdade. É simples.</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: Coelho</title>
		<link>http://5dias.net/2007/11/16/senhor-doutor-da-licenca-que-o-corpo-seja-meu/comment-page-1/#comment-21405</link>
		<dc:creator>Coelho</dc:creator>
		<pubDate>Fri, 16 Nov 2007 15:56:03 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://5dias.net/2007/11/16/senhor-doutor-da-licenca-que-o-corpo-seja-meu/#comment-21405</guid>
		<description>Aqui há uns anitos a mulher não podia sair de Portugal sem autorização do marido. Também ninguém é obrigado a casar, não é ?

Se um homem lhe der na maluqueira e quiser fazer castração química tem de ter um papel assinado pela esposa ?

Alguns destes conservadores oceânicos têm uma visão da mulher e da família que até me arrepiam os pelinhos do dito ...</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Aqui há uns anitos a mulher não podia sair de Portugal sem autorização do marido. Também ninguém é obrigado a casar, não é ?</p>
<p>Se um homem lhe der na maluqueira e quiser fazer castração química tem de ter um papel assinado pela esposa ?</p>
<p>Alguns destes conservadores oceânicos têm uma visão da mulher e da família que até me arrepiam os pelinhos do dito &#8230;</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: Carlos Fernandes</title>
		<link>http://5dias.net/2007/11/16/senhor-doutor-da-licenca-que-o-corpo-seja-meu/comment-page-1/#comment-21401</link>
		<dc:creator>Carlos Fernandes</dc:creator>
		<pubDate>Fri, 16 Nov 2007 15:46:46 +0000</pubDate>
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		<description>E, levando então esse raciocínio fracturante ( daqui a pouco as fracturas são tantas, e expostas, que o &quot;corpo ideológico&quot; já não se aguenta de pé...) até ao fim, então se um conjuge se decidir suicidar, deve também perguntar ao parceiro se não se importa, já que o corpo é dele(a)?
  Rídiculo!</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>E, levando então esse raciocínio fracturante ( daqui a pouco as fracturas são tantas, e expostas, que o &#8220;corpo ideológico&#8221; já não se aguenta de pé&#8230;) até ao fim, então se um conjuge se decidir suicidar, deve também perguntar ao parceiro se não se importa, já que o corpo é dele(a)?<br />
  Rídiculo!</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: A. Castanho</title>
		<link>http://5dias.net/2007/11/16/senhor-doutor-da-licenca-que-o-corpo-seja-meu/comment-page-1/#comment-21388</link>
		<dc:creator>A. Castanho</dc:creator>
		<pubDate>Fri, 16 Nov 2007 15:22:43 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://5dias.net/2007/11/16/senhor-doutor-da-licenca-que-o-corpo-seja-meu/#comment-21388</guid>
		<description>Se o Atlântico for pela rua, saltitando de nenúfar em nenúfar, e um médico mais alvoroçado o atropelar numa passadeira, ele dirá num último suspiro: &quot; - A culpa é toda minha, ninguém é obrigado a atravessar a rua!&quot;.


      Se houver um QI para os Oceanos, acho que o Atlântico até do congelado Glacial Ártico vai ficar atrás...</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Se o Atlântico for pela rua, saltitando de nenúfar em nenúfar, e um médico mais alvoroçado o atropelar numa passadeira, ele dirá num último suspiro: &#8221; &#8211; A culpa é toda minha, ninguém é obrigado a atravessar a rua!&#8221;.</p>
<p>      Se houver um QI para os Oceanos, acho que o Atlântico até do congelado Glacial Ártico vai ficar atrás&#8230;</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: blogue atlântico &#187; Blog Archive &#187; Ninguém é obrigado a casar</title>
		<link>http://5dias.net/2007/11/16/senhor-doutor-da-licenca-que-o-corpo-seja-meu/comment-page-1/#comment-21380</link>
		<dc:creator>blogue atlântico &#187; Blog Archive &#187; Ninguém é obrigado a casar</dc:creator>
		<pubDate>Fri, 16 Nov 2007 14:29:32 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://5dias.net/2007/11/16/senhor-doutor-da-licenca-que-o-corpo-seja-meu/#comment-21380</guid>
		<description>[...] que a Fernanda escreve hoje no DN. Isto não é um take two sobre procriação e deveres conjugais, mas quase. A [...]</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>[...] que a Fernanda escreve hoje no DN. Isto não é um take two sobre procriação e deveres conjugais, mas quase. A [...]</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: Nuno</title>
		<link>http://5dias.net/2007/11/16/senhor-doutor-da-licenca-que-o-corpo-seja-meu/comment-page-1/#comment-21368</link>
		<dc:creator>Nuno</dc:creator>
		<pubDate>Fri, 16 Nov 2007 12:09:12 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://5dias.net/2007/11/16/senhor-doutor-da-licenca-que-o-corpo-seja-meu/#comment-21368</guid>
		<description>A maioria das ordens profissionais tiram-me do sério!
Em relação à OM o que realmente interessa à ordem e à sua suposta ética é aquilo q se diz e se escreve e não o que se faz! Mas há bom remédio q é esvaziar ou diminuir a sua importância e poder. Resumido de forma certeira nos links abaixo.
http://blogoexisto.blogspot.com/2007/11/as-palavras-e-os-actos.html
http://blog.liberal-social.org/om</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>A maioria das ordens profissionais tiram-me do sério!<br />
Em relação à OM o que realmente interessa à ordem e à sua suposta ética é aquilo q se diz e se escreve e não o que se faz! Mas há bom remédio q é esvaziar ou diminuir a sua importância e poder. Resumido de forma certeira nos links abaixo.<br />
<a href="http://blogoexisto.blogspot.com/2007/11/as-palavras-e-os-actos.html" rel="nofollow">http://blogoexisto.blogspot.com/2007/11/as-palavras-e-os-actos.html</a><br />
<a href="http://blog.liberal-social.org/om" rel="nofollow">http://blog.liberal-social.org/om</a></p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: Alfredo Costa</title>
		<link>http://5dias.net/2007/11/16/senhor-doutor-da-licenca-que-o-corpo-seja-meu/comment-page-1/#comment-21367</link>
		<dc:creator>Alfredo Costa</dc:creator>
		<pubDate>Fri, 16 Nov 2007 12:07:44 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://5dias.net/2007/11/16/senhor-doutor-da-licenca-que-o-corpo-seja-meu/#comment-21367</guid>
		<description>Já ouviram falar em &quot;débito conjugal&quot;?</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Já ouviram falar em &#8220;débito conjugal&#8221;?</p>
]]></content:encoded>
	</item>
</channel>
</rss>
