pedro enoja
2 Novembro 2007 | por Fernanda Câncioquando em setembro de 2006, perante o anúncio da chegada de pedro arroja a blogosfera, via blasfémias, postei no glória fácil uma entrevista que lhe tinha feito em 1994 na grande reportagem, levantou-se uma tempestade blogosférica. no meio da qual houve muita gente a defender arroja, nomeadamente certificando que as suas afirmações sobre a escravatura dos negros nos eua e sobre os negros em geral não seriam racistas — eu e quem assim as achava é que não teriamos percebido bem, aliás seriamos mesmo incapazes de perceber, aprisionados que estamos na nossa visão ‘politicamente correcta’ (pois então, não podia faltar essa), a elevação de um espírito ‘livre’ como o de pedro arroja. sabemos todos o que aconteceu: pedro arroja escreveu no blasfémias durante uns meses, entre alguns daqueles que tanto tinham defendido o seu ‘espírito livre’, e saiu quando começou a dizer umas coisas um pouco racistas sobre os judeus (presumo que afinal há gente com desvios ‘politicamente correctos’ no blasfémias). e zás, ei-lo de freio nos dentes. ou seja — a fazer com os judeus o que tinha feito com os negros. engraçado que não se oiça na blogosfera portuguesa, como vasco m. barreto muito bem sublinha, um coro de gente ‘livre’ a defender o seu direito de ir arrojadamente ‘contra o politicamente correcto’ como se ouviu, ainda há 5 minutos, a propósito do dr. watson. e porque, porque? elementar.

Comentário de Joana ES
Data: 2 Novembro 2007, 15:50
Cara, caríssima Fernanda
o tempo não dá para tudo. Hoje, só hoje, tive tempo de espreitar o 5 Dias. Estou cilindrada: já tive o prazer de me cruzar com a Maria João Marques (aka Carmex) - mas que animação que a mulher dá a uma caixa de comentários, de estalo!- , agora tenho a oportunidade de conhecer a fundo o senhor pedro (tinha tido um glimpse pelo post do arrastão e fiquei com a pulga na orelha).
Eu, que antes de me dedicar a ter filhos tinha tempo para ler as Grandes Reportagens todas que e minha mesada dava para comprar, que morro de saudades da falecida revista (coitadinha, quando se passou já estava em mau estado, mas ainda assim),eu, enfim, só hoje descobri o que tenho andado a perder por não passar por aqui.
Ainda não deu (tempo!) para ler as duas páginas do DN sobre o aborto, mas lá irei. Pelo resumo que a Fernanda fez dá que pensar, embora também considere normal, ao fim de apenas 3 meses (já não considero normal que quem contava que o céu fosse invadido por hordas de anjinhos portugueses afinal venha sentir-se agora enaganado por quem fez campanha pelo Sim, mas aqui entram as tais batatas).
Bem haja