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	<title>Comentários em: Às voltas com Rousseau</title>
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		<title>Por: cinco dias &#187; E</title>
		<link>http://5dias.net/2007/11/02/as-voltas-com-rousseau/comment-page-1/#comment-20544</link>
		<dc:creator>cinco dias &#187; E</dc:creator>
		<pubDate>Sat, 10 Nov 2007 15:48:40 +0000</pubDate>
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		<description>[...] Novembro 10, 2007 &#124; por António Figueira  Escreveu o Ezequiel, em comentário ao meu post &#8220;Às voltas com Rousseau&#8221;: &#8220;Existirá uma tensão irresolúvel entre o &#8216;liberalismo&#8217; de Émile e o conceito [...]</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>[...] Novembro 10, 2007 | por António Figueira  Escreveu o Ezequiel, em comentário ao meu post &#8220;Às voltas com Rousseau&#8221;: &#8220;Existirá uma tensão irresolúvel entre o &#8216;liberalismo&#8217; de Émile e o conceito [...]</p>
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		<title>Por: António Figueira</title>
		<link>http://5dias.net/2007/11/02/as-voltas-com-rousseau/comment-page-1/#comment-20009</link>
		<dc:creator>António Figueira</dc:creator>
		<pubDate>Mon, 05 Nov 2007 19:31:17 +0000</pubDate>
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		<description>Caros todos,
Obrigado pelos V. comentários, obrigado ao blog de hortênsias florido pelo simpático link http://acausafoimodificada.blogs.sapo.pt/10163.html e ao João Pinto e Castro pelo troco que lhe dá aqui http://blogoexisto.blogspot.com/2007/11/pela-paz-no-mundo.html e desculpem uma gralhita que escapou à minha revisão do texto, na sexta-feira passada, de que só agora me dei conta e que não vou dizer qual foi (aceitam-se palpites).
Ainda não tenho net em casa (parece que só na quarta-feira), mas antes disso queria só dizer:
- ao Ezequiel, que a observação dele parece pertinente mas não é, por razões que logo que tenha tempo tentarei explicar;
- ao Al, tenho a dizer que sim, que Berlim chegou a Inglaterra aos 12 anos, enquanto Conrad e Nabokov chegaram por volta dos 20, mas que isso não impede que a sua língua materna não fosse o inglês, que o tenha aprendido numa altura relativamente tardia e que tenha feito depois um uso literário da língua - porque é que a comparação então &quot;falece de morte natural&quot;, para utilizar a sua pitoresca expressão? (Além disso, Nabokov conta nas suas memórias que aprendeu inglês em criança, muito mais que Berlin.) E já agora, &quot;outros bálticos&quot; porquê? Nabokov era russo e grão-russo, Conrad era polaco numa altura em que a Polónia não tinha costa e Berlin, muito embora nascido em Riga, era judeu e russo, por esta ordem, agora letão é que não era de certeza. Quanto ao putativo &quot;determinismo&quot; (meu ou de JJRousseau?), confesso que não percebo a pergunta; e quanto à perversidade de Berlin, muito esquematicamente, a minha posição é esta: como não encontro em nada que Berlin tenha escrito o desmentido de que o seu &quot;value pluralism&quot; é na realidade uma forma de relativismo, eu julgo que ele põe em causa o princípio que para mim é particularmente caro de que há valores universalmente válidos e que se aplicam a todos os Homens por igual - até porque todos os Homens são iguais - e, pelo contrário, legitima o princípio oposto, que alguém resumiu divertidamente na fórmula &quot;liberalismo para os liberais e canibalismo para os canibais&quot;;
- Ao João Pinto e Castro: eu nunca ouvi Isaiah Berlin, confesso, mas já li algum, confesso também, e aprecio-lhe as qualidades literárias;
- ao Sérgio: o Dr. Espada não pensa nada, evidentemente.
Abraços para todos, AF</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Caros todos,<br />
Obrigado pelos V. comentários, obrigado ao blog de hortênsias florido pelo simpático link <a href="http://acausafoimodificada.blogs.sapo.pt/10163.html" rel="nofollow">http://acausafoimodificada.blogs.sapo.pt/10163.html</a> e ao João Pinto e Castro pelo troco que lhe dá aqui <a href="http://blogoexisto.blogspot.com/2007/11/pela-paz-no-mundo.html" rel="nofollow">http://blogoexisto.blogspot.com/2007/11/pela-paz-no-mundo.html</a> e desculpem uma gralhita que escapou à minha revisão do texto, na sexta-feira passada, de que só agora me dei conta e que não vou dizer qual foi (aceitam-se palpites).<br />
Ainda não tenho net em casa (parece que só na quarta-feira), mas antes disso queria só dizer:<br />
- ao Ezequiel, que a observação dele parece pertinente mas não é, por razões que logo que tenha tempo tentarei explicar;<br />
- ao Al, tenho a dizer que sim, que Berlim chegou a Inglaterra aos 12 anos, enquanto Conrad e Nabokov chegaram por volta dos 20, mas que isso não impede que a sua língua materna não fosse o inglês, que o tenha aprendido numa altura relativamente tardia e que tenha feito depois um uso literário da língua &#8211; porque é que a comparação então &#8220;falece de morte natural&#8221;, para utilizar a sua pitoresca expressão? (Além disso, Nabokov conta nas suas memórias que aprendeu inglês em criança, muito mais que Berlin.) E já agora, &#8220;outros bálticos&#8221; porquê? Nabokov era russo e grão-russo, Conrad era polaco numa altura em que a Polónia não tinha costa e Berlin, muito embora nascido em Riga, era judeu e russo, por esta ordem, agora letão é que não era de certeza. Quanto ao putativo &#8220;determinismo&#8221; (meu ou de JJRousseau?), confesso que não percebo a pergunta; e quanto à perversidade de Berlin, muito esquematicamente, a minha posição é esta: como não encontro em nada que Berlin tenha escrito o desmentido de que o seu &#8220;value pluralism&#8221; é na realidade uma forma de relativismo, eu julgo que ele põe em causa o princípio que para mim é particularmente caro de que há valores universalmente válidos e que se aplicam a todos os Homens por igual &#8211; até porque todos os Homens são iguais &#8211; e, pelo contrário, legitima o princípio oposto, que alguém resumiu divertidamente na fórmula &#8220;liberalismo para os liberais e canibalismo para os canibais&#8221;;<br />
- Ao João Pinto e Castro: eu nunca ouvi Isaiah Berlin, confesso, mas já li algum, confesso também, e aprecio-lhe as qualidades literárias;<br />
- ao Sérgio: o Dr. Espada não pensa nada, evidentemente.<br />
Abraços para todos, AF</p>
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	<item>
		<title>Por: Sérgio</title>
		<link>http://5dias.net/2007/11/02/as-voltas-com-rousseau/comment-page-1/#comment-19652</link>
		<dc:creator>Sérgio</dc:creator>
		<pubDate>Fri, 02 Nov 2007 18:09:42 +0000</pubDate>
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		<description>Humm... Mas... o mercado não é sinónimo de eficiência?</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Humm&#8230; Mas&#8230; o mercado não é sinónimo de eficiência?</p>
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		<title>Por: Nuno Ramos de Almeida</title>
		<link>http://5dias.net/2007/11/02/as-voltas-com-rousseau/comment-page-1/#comment-19649</link>
		<dc:creator>Nuno Ramos de Almeida</dc:creator>
		<pubDate>Fri, 02 Nov 2007 17:56:25 +0000</pubDate>
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		<description>Caríssimos comentadores,
O António Figueira pede-me para dizer que é vítima da modernidade na forma das empresas fornecedoras de internet. E só vai conseguir ter internet na segunda-feira, e isto, apenas se a Sonae (podia ser pior e ser a Netcabo) cumprir as promessas.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Caríssimos comentadores,<br />
O António Figueira pede-me para dizer que é vítima da modernidade na forma das empresas fornecedoras de internet. E só vai conseguir ter internet na segunda-feira, e isto, apenas se a Sonae (podia ser pior e ser a Netcabo) cumprir as promessas.</p>
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	<item>
		<title>Por: Sérgio</title>
		<link>http://5dias.net/2007/11/02/as-voltas-com-rousseau/comment-page-1/#comment-19642</link>
		<dc:creator>Sérgio</dc:creator>
		<pubDate>Fri, 02 Nov 2007 17:04:05 +0000</pubDate>
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		<description>Interessantíssimo, caro António.

Que pensará aliás, João Carlos Espada, ilustre defensor desta tese de Berlin, do conflito entre uma putativa pátria da liberdade (negativa, claro está!) e uma manifestação muito particular de religião civil)?
Será que vai mandar a malta ler outra vez o Tocqueville?

Cumprimentos.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Interessantíssimo, caro António.</p>
<p>Que pensará aliás, João Carlos Espada, ilustre defensor desta tese de Berlin, do conflito entre uma putativa pátria da liberdade (negativa, claro está!) e uma manifestação muito particular de religião civil)?<br />
Será que vai mandar a malta ler outra vez o Tocqueville?</p>
<p>Cumprimentos.</p>
]]></content:encoded>
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	<item>
		<title>Por: David Lourenço Mestre</title>
		<link>http://5dias.net/2007/11/02/as-voltas-com-rousseau/comment-page-1/#comment-19638</link>
		<dc:creator>David Lourenço Mestre</dc:creator>
		<pubDate>Fri, 02 Nov 2007 16:50:31 +0000</pubDate>
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		<description>Essa da perversao é linda, deve ser a liberdade negativa. O sacana era um capitalista... caramba, queria dizer egoista 

Parece me que o contrato social tem pouco do iluminismo britanico - e foi este que contaminou o continente - ou mesmo do iluminismo kantiano.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Essa da perversao é linda, deve ser a liberdade negativa. O sacana era um capitalista&#8230; caramba, queria dizer egoista </p>
<p>Parece me que o contrato social tem pouco do iluminismo britanico &#8211; e foi este que contaminou o continente &#8211; ou mesmo do iluminismo kantiano.</p>
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	<item>
		<title>Por: Al</title>
		<link>http://5dias.net/2007/11/02/as-voltas-com-rousseau/comment-page-1/#comment-19635</link>
		<dc:creator>Al</dc:creator>
		<pubDate>Fri, 02 Nov 2007 16:36:29 +0000</pubDate>
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		<description>Desagradáveis estas duplicações de que peço desculpa. Fico a aguardar a explicação da perversão de Sir Isahia Berlin.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Desagradáveis estas duplicações de que peço desculpa. Fico a aguardar a explicação da perversão de Sir Isahia Berlin.</p>
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	<item>
		<title>Por: João Pinto e Castro</title>
		<link>http://5dias.net/2007/11/02/as-voltas-com-rousseau/comment-page-1/#comment-19632</link>
		<dc:creator>João Pinto e Castro</dc:creator>
		<pubDate>Fri, 02 Nov 2007 16:16:23 +0000</pubDate>
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		<description>Parece-me bizarra essa opinião de que Berlin &quot;prosou magnificamente&quot;. Tenho lido, aliás, que ele era bem mais interessante a falar do que a escrever. E a verdade é que muitos dos seus escritos revelam certos defeitos que são qualidade num discurso, designadamente a repetição ad nauseam dos mesmos argumentos e das mesmas expressões sem qualquer variação que os justifique ou torne mais interessantes ou compreensíveis. Um pobre escritor, na minha modesta opinião, e também um autor fraquinho no que toca à substância, um propagandista imaginativo que fez o seu tempo e não merece ser reeditado.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Parece-me bizarra essa opinião de que Berlin &#8220;prosou magnificamente&#8221;. Tenho lido, aliás, que ele era bem mais interessante a falar do que a escrever. E a verdade é que muitos dos seus escritos revelam certos defeitos que são qualidade num discurso, designadamente a repetição ad nauseam dos mesmos argumentos e das mesmas expressões sem qualquer variação que os justifique ou torne mais interessantes ou compreensíveis. Um pobre escritor, na minha modesta opinião, e também um autor fraquinho no que toca à substância, um propagandista imaginativo que fez o seu tempo e não merece ser reeditado.</p>
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	<item>
		<title>Por: Al</title>
		<link>http://5dias.net/2007/11/02/as-voltas-com-rousseau/comment-page-1/#comment-19627</link>
		<dc:creator>Al</dc:creator>
		<pubDate>Fri, 02 Nov 2007 15:47:58 +0000</pubDate>
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		<description>Dizia eu,  mas desapareceu o que tinha escrito, que Berlin já vivia em Inglaterra aos 12 anos aí tendo estudado. Tão diferente dos outros bálticos que a comparação falece de morte natural.
De qualquer modo, era só para pedir que elucidasse os seus leitores, entre os quais me conto, para explicar em quê é, exactamente, Berlin um pensador perverso.
Ah, creio que a justificação - historicista - (&quot;mas Rousseau escreve no século XVIII&quot;) que quer dar ao Jean-Jacques  em nada afecta a raiz da «coisa» e que é a do determinismo que subjaz. É ou não é determinista?</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Dizia eu,  mas desapareceu o que tinha escrito, que Berlin já vivia em Inglaterra aos 12 anos aí tendo estudado. Tão diferente dos outros bálticos que a comparação falece de morte natural.<br />
De qualquer modo, era só para pedir que elucidasse os seus leitores, entre os quais me conto, para explicar em quê é, exactamente, Berlin um pensador perverso.<br />
Ah, creio que a justificação &#8211; historicista &#8211; (&#8220;mas Rousseau escreve no século XVIII&#8221;) que quer dar ao Jean-Jacques  em nada afecta a raiz da «coisa» e que é a do determinismo que subjaz. É ou não é determinista?</p>
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	<item>
		<title>Por: Al</title>
		<link>http://5dias.net/2007/11/02/as-voltas-com-rousseau/comment-page-1/#comment-19625</link>
		<dc:creator>Al</dc:creator>
		<pubDate>Fri, 02 Nov 2007 15:39:30 +0000</pubDate>
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		<description>Dizia eu,  mas desapareceu o que tinha escrito, que Berlin já vivia em Inglaterra aos 12 anos aí tendo estudado. Tão diferente dos outros bálticos que a comparação falece de morte natural.
De qualquer modo, era só para pedir que elucidasse os seus leitores, entre os quais me conto, para explicar em quê é, exactamente, Berlin um pensador perverso.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Dizia eu,  mas desapareceu o que tinha escrito, que Berlin já vivia em Inglaterra aos 12 anos aí tendo estudado. Tão diferente dos outros bálticos que a comparação falece de morte natural.<br />
De qualquer modo, era só para pedir que elucidasse os seus leitores, entre os quais me conto, para explicar em quê é, exactamente, Berlin um pensador perverso.</p>
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	<item>
		<title>Por: ezequiel</title>
		<link>http://5dias.net/2007/11/02/as-voltas-com-rousseau/comment-page-1/#comment-19624</link>
		<dc:creator>ezequiel</dc:creator>
		<pubDate>Fri, 02 Nov 2007 15:35:47 +0000</pubDate>
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		<description>Caro António

Muito a dizer quando o tempo é escasso.

Só isto, por enquanto.

Existirá uma tensão irresolúvel entre o &quot;liberalismo&quot; de  Émile e o conceito da vontade geral? Parece-me que sim.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Caro António</p>
<p>Muito a dizer quando o tempo é escasso.</p>
<p>Só isto, por enquanto.</p>
<p>Existirá uma tensão irresolúvel entre o &#8220;liberalismo&#8221; de  Émile e o conceito da vontade geral? Parece-me que sim.</p>
]]></content:encoded>
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