O Ratzinger é fixe!

bispos-com-o-ditador.JPG

Imagem de um grupo de santos tirada aqui

Adenda: Um bispo mais sensato do que o Papa (tirado deste site):

“El obispo de Sigüenza, actual presidente de la Comisión de Migraciones y exsecretario general de la Conferencia Episcopal Española (CEE), José Sánchez, se desmarcó ayer de la postura oficial de la jerarquía católica y defendió el derecho a reivindicar la memoria de los familiares fusilados y enterrados en fosas comunes durante la guerra civil y el franquismo. El prelado dijo que tiene amigos en su pueblo, Fuenteguinaldo (Salamanca), cuyos padres fueron ejecutados por el bando nacional y lucharon “lo indecible” hasta lograr que sus restos fueran trasladados de una fosa común al cementerio. “Es una injusticia histórica y hay que arreglarlo de alguna manera”, subrayó.
El obispo participó en un programa especial de la cadena Ser en Guadalajara antes de partir a la ceremonia de beatificación de 498 mártires de la guerra civil que tendrá lugar el domingo en Roma, y advirtió que antes de iniciarse la guerra “también hubo muertes por el otro lado”.

Sobre Nuno Ramos de Almeida

TERÇA | Nuno Ramos de Almeida
Este artigo foi publicado em cinco dias. Bookmark o permalink.

23 respostas a O Ratzinger é fixe!

  1. ezequiel diz:

    eine grosse Dickdarm

  2. Rui Vilela diz:

    Quanto ao papa e seus correlegionários, podem condenar a Opus Dei por se católica, e a Maçonaria ? Será que é mais santinha ?

    Como diz o outro “Vai de retro Santanás”

    Tão condenável é um católico ortodoxo como um ateu que despreza as crenças dos outros. É como a escolha sexual de cada um …

    “Quando apontas um dedo, lembra-te que têns três a apontar para ti”

  3. Zé Pardal diz:

    Fónix!!!

  4. Daniel Marques diz:

    A lista dos mortos pode ser vista aqui: http://newsaints.faithweb.com/martyrs/MSPC01.htm

    Foram mortas 7000 religiosos dos quais 283 mulheres. Todos foram mortos antes de Franco chegar ao poder. Certos ou errados foram mortos apenas pela sua fé.

    Numa altura em que se debate a lei da memoria o Vaticano de forma obrigatoriamente parcial lembra que há vitimas dos dois lados da história. A hierarquia da igreja estava do lado errado? Diz a historia que sim. Mas, iriam os republicanos promover um regime menos ditatorial que o Franquista? Ninguém sabe.

    70 anos depois debatem-se os mortos, e não as politicas e a igreja católica tem todo o direito de lembrar os seus.

  5. AAC diz:

    Caro Nuno Ramos de Almeida,

    Algum dos beatificados na cerimónia de ontem- e não canonizados, como se depreende da sua expressão “santos” – está nesta fotografia? Ou seriam cidadão anónimos, não muito diferentes de mim e de si, que por serem católicos foram martirizados?

    Já agora, qual a relevância para si desta liturgia? O que é que o incomoda? Não veja política ou ideologias extremistas onde elas não existem. Parece o D. Quixote: vê gigantes onde há apenas moinhos.

  6. Luis Fontes diz:

    Caro AAC, o seu comentário é estupendo

  7. Pêndulo diz:

    É tão, mas tão engraçada esta imputação de 7000 mortos “apenas pela sua fé”.
    É que, a ser verdadeira, implica que nas zonas controladas pelos “esquerdistas” mataram os católicos, daí se depreender que só havia 7000.
    Grande crise de fé havia em Espanha nesses tempos, ou será que os “esquerdistas” só existiam em Guernica ? Decidam-se, ou poucos católicos havia ou deixam de considerar estes 7000 mortos pela fé.

  8. Este é o tipo de coisa que não vai a favor nem do rigor histórico nem da paz entre as gerações que não viveram a guerra.

    A intolerância esquerdista dos anos 30 começou os massacres, a intolerância franquista vingou-os, uns por excesso, outros por defeito.

    Se se podem tirar lições da Guerra Civil de Espanha são sobretudo as que nos ensinam o que não fazer, de um lado e do outro. Em lugar disso optou por realçar as malfeitorias vingativas de uns esquecendo que elas tiveram origem nas malfeitorias dos outros. Francamente, caro NRA, estes sublinhados não trazem nada de novo e sobretudo não se entende o que possam trazer de bom.

    Ainda fico à espera que nos deixe por aqui um ‘Que Não se Repita Mais’, referente a todos – todos – os crimes e criminosos da Guerra Civil Espanhola.

  9. Nuno Ramos de Almeida diz:

    Paulo Porto,
    A República não era igual ao franquismo. A primeira é fruto de eleições a segunda veio ao colo de uma guerra com o activo contributo dos nazis e das tropas de Mussolini.
    Aquilo que eu contesto nas beatificações, não é que se condene os assassinatos de muitos religiosos por gentalha que combatia do lado da República, é que se esqueçam de beatificar os religiosos assassinados que estiveram ao lado da legalidade democrática e republicana.

  10. Daniel marques diz:

    Caro NRA: É certo que a Frente Popular ganhou as eleições mas digamos que os tempos limitam um pouco uma interpretação literal de “legalidade democrática”.

    Ver http://es.wikipedia.org/wiki/Segunda_Rep%C3%BAblica_Espa%C3%B1ola

    Destaco a tentativa de golpe em 1934 por parte da esquerda quando um governo “eleito democraticamente” de direita governava; a destruição de 160 igrejas e de 10 jornais de direita e 269 mortos (nos 4 meses após a esleiçoes) e o assassinio do lider de oposicao de direita Calvo Sotelo.

    Como disse anteriormente: não há mãos limpas.

    Quanto ao resto concordo consigo: O vaticano está a ser parcial e a enviar uma mensagem. Olhe, vingue-se: este domingo não vá à missa…

  11. Alfredo Costa diz:

    Uma das premissas fundamentais para que se seja beatificado como mártir é que se tenha morrido por ser cristão. O facto de se morrer por ser anti-republicano ou republicano (e estou a pensar por exemplo no tão propalado caso dos católicos republicanos do nacionalismo basco) é irrelevante.

  12. O Vaticano como sempre quer “reorganizar” o passado (vulgo revisionismo) para marcar posições no presente. Se alguém acredita que isto é inocente então realmente deve ser um “simples de espírito”.

  13. Nuno Ramos de Almeida diz:

    Caro Daniel Marques,
    Recorde-me, não foi o democrático governo da direita que massacrou os mineiros das Astúrias?
    Tem toda a razão vou baldar-me à missa.

    Caro Alfredo Costa,
    Os padres bascos morreram como tão cristãos como os falangistas. Simplesmente, foram assassinados por gente que tinha o beneplácito da hierarquia da Igreja. Coisa que o actual Papa faz recordar ao discriminar os mortos.

  14. AL diz:

    Ora vamos lá a ver se consigo explicar ao NRA: se A, padre, resolve apoiar o partido omnívoro e morre tragicamente assassinado pelos partidários do partido vegetariano o Vaticano não o pode beatificar: não há qualquer elo entre essa morte e a Igreja ou as Suas Verdades.
    Se o Sr. Padre B morre a defender um sacrário, ou porque não abjura a sua fé, aí há uma causa de beatificação.
    No caso dos sacerdotes bascos não existe tal causa de beatificação: morreram por motivos mundanos, não religiosos.

  15. Nuno Ramos de Almeida diz:

    AL,
    Você não percebeu. Grande parte dos beatos foram mortos não por ser cristãos, mas por serem anti-republicanos. Veja-se os 48 beatos assassinados por um pistoleiro anarquista. No meu ponto de vista, esses assassinatos foram crimes. Como foram crimes, a liquidação de padres republicanos pelos franquistas. Estranhamente, ou não, o Papa resolveu só homenagear os franquistas.
    Para ver a cumplicidade entre a hierarquia da Igreja e Franco, cá ficam estas instrutivas passagens retiradas do Esquerda Republicana:
    # «[A guerra é] a Cruzada mais elevada que os séculos já viram (…) uma cruzada onde a intervenção divina a nosso favor é bem patente» (bispo de Pamplona);
    # «A guerra é cem vezes mais importante e sagrada do que o foi a Reconquista» (bispo de Segóvia);
    # «A guerra foi pedida pelo Sagrado Coração de Jesus que deu forças aos braços dos bravos soldados de Franco» (arcebispo de Valência);
    # «A igreja, apesar do seu espírito de paz (…) não podia ficar indiferente na luta (…) Não havia em Espanha nenhum outro meio para reconquistar a a justiça e a paz e os bens que dela derivam que não fosse o Movimento Nacional» (carta pastoral dos bispos espanhóis);
    # «[O General Franco] é o instrumento dos planos de Deus sobre a Terra» (cardeal Goma)
    # «[A guerra é] uma luta entre a Espanha e a anti-Espanha, a religião e o ateísmo, a civilização cristã e a barbárie» (cardeal Goma);
    # «Judeus e maçãos envenaram a alma nacional com ideias absurdas» (cardeal Goma);
    # «Ninguém pode negar que o ‘deus ex machina’ de esta guerra foi o próprio Deus, a sua religião, os seus foros, a sua lei, a sua existência e a sua influência atávica na nossa história» (carta pastoral dos bispos espanhóis);
    # «Os galantes mouros (…) embora tenham retalhado o meu corpo apenas ontem, merecem hoje a gratidão da minha alma, pois estão a combater pela Espanha contra os espanhóis… Quero dizer os maus espanhóis… Estão a dar a sua vida em defesa da sagrada religião espanhola, como prova a sua presença no campo de batalha, escoltando o Caudillo e amontoando santos medalhões e corações sagrados nos seus albornozes» (General Millan Astray, fundador da Legião Estrangeira);
    # «Para milhões de espanhóis (…) o cristianismo e o fascismo misturaram-se e é impossível odiarem um sem odiarem o outro» (François Mauriac, em carta ao cunhado de Franco);
    # «[A guerra é] um teste de força entre o comunismo judeu e a nossa tradicional civilização ocidental» (Hilaire Belloc);
    # «Elevando a nossa alma a Deus, congratulamo-nos com Vossa Excelência pela vitória tão desejada da Espanha católica. Formulamos os nosso votos de que o vosso querido país, uma vez obtida a paz, retome com vigor acrescido as suas antigas tradições cristãs que lhe grangearam tanta grandeza. É animado por estes sentimentos que dirigimos a Vossa Excelência e a todo o nobre povo espanhol a Nossa benção apostólica» (Pio 12, papa da ICAR, em mensagem dirigida a Franco na véspera da conquista de Madrid).

  16. AL diz:

    Como sabe o motivo porque morreram eles? Como sabe que morreram não por serem serem católicos mas por serem «anti-republicanos»? E no caso em que ser católico implica necessariamente, opõr-se a leis «republicanas» como no caso de fecho de igrejas, etc, etc.?
    Leu a documentação da beatificação?
    Eu só li alguns artigos de jornal.

  17. Daniel Marques diz:

    Caro NRA: acho que ninguem tem duvidas, ou põe em causa que a hierarquia da igreja católica foi cumplice do franquismo. O que se põe em causa é se a grande maioria dos mártires em questão foram mortos por serem anti-republicanos ou apenas por serem cristãos/da igreja. Para mim, a conclusão mais razoável, visto que em algumas provincias 50% ou mais do clero foi morto e que mosteiros e igrejas foram arrasados é que haja uma relação mais forte com o facto de serem membros da igreja. Isto aconteceu provavelmente como retaliação à posição oficial da igreja. Mais uma razão para o vaticano os lembrar. Morreram pelos erros dos outros: haverá algo mais cristão?

    Nota: “papa da ICAR”? Há mais papas? Já oficializaram o titulo do Pinto da Costa?

  18. Caro AL,
    Lí o link da lista das beatificações. Sei que muitos foram barbaramente assassinados por serem contra a República. Basta ler alguns artigos da imprensa espanhola. O que contesto é que os padres que foram mortos por defenderem a República não tenham sido tidos nas beatificações. O que afirmo é que houve um critério político, esses padres defendiam que ser católico não implicava ser contra a República, contra uma hierarquia da Igreja com o Papa Pio XII à cabeça que tentou fazer da guerra civil uma “guerra santa” e apoiou activamente os fuzilamentos e massacres franquistas que, recorde-se, mataram centenas de milhares de pessoas.

  19. Nuno Ramos de Almeida diz:

    Caro Daniel Marques,
    Citei a Esquerda Republicana, o ICAR é deles. Para mim ele não passa de presidente da Santa Sé.
    A maioria dos mortos da Igreja foram políticos. Terríveis, criminosos, mas políticos.
    Já lhe citei em cima esta carta: «Para milhões de espanhóis (…) o cristianismo e o fascismo misturaram-se e é impossível odiarem um sem odiarem o outro» (François Mauriac, em carta ao cunhado de Franco).
    Junto-lhe o diário de um assassino anarquista responsável por 10 por cento dos beatos, matou 48 homens da Igreja. É um testemunho impressionante que serviu, tb de base à beatificação:

    Un pistolero y 46 beatos

    1. • Una décima parte de los religiosos que serán beatificados mañana fueron víctimas del patrullero anarquista José Serra El documentalista Miquel Mir publica su diario

    Doce años más tarde, el pistolero anarquista decidió contar lo que ocurrió aquella noche. En un cuaderno de tapas negras escribió que la madrugada del 9 de octubre participó en la masacre de 46 monjes maristas en las afueras del cementerio de Montcada, y recordó que para ejecutarlos les habían dicho que se pusieran de cara a la pared. Era 1936 y el pistolero anarquista formaba parte de las patrullas de control encargadas de barrer a los antirrevolucionarios de Barcelona.
    No era la primera vez que participaba en algo así, pero esa madrugada volvió a pensar que los verdaderos enemigos no estaban en la Iglesia sino en la oligarquía. “Matanzas como esta hicieron mucho daño a las patrullas de control”, escribió. Desde aquella noche han pasado más de seis décadas, y ahora los 46 frailes maristas forman parte del grupo de 498 religiosos mártires de la guerra que mañana serán beatificados en una multitudinaria ceremonia en el Vaticano. Cualquiera que sea mínimamente propenso a hacer cuentas no podrá obviar la evidencia: casi una décima parte de estos beatificados fueron víctimas del pistolero anarquista.

    Los documentos de la FAI
    Su nombre era José Serra y murió en 1974 en Londres, donde vivió exiliado casi media vida. Si su historia es ahora de dominio público es porque su diario cayó en 1998 en manos del documentalista Miquel Mir, que durante años ha investigado la violencia revolucionaria y hace unas semanas publicó un libro que se basa íntegramente en las 58 páginas manuscritas del cuaderno de tapas negras: Diario de un pistolero anarquista.
    “Hace unos años me encargaron ordenar la documentación de la FAI (Federación Anarquista Ibérica) que había sido hallada en Londres –explica–. Entre esos documentos, que habían permanecido varios años en el piso de Serra, había entre otras cosas 742 órdenes dirigidas a las patrullas de control, básicamente confiscaciones y detenciones de personas. Y también estaba el diario de este patrullero, donde explicaba su vida desde sus comienzos en el anarquismo hasta el exilio”.
    Nueve años ha estado el diario en poder del documentalista de Banyoles, que ha llevado a cabo, explica, “una larga labor de documentación y comprobación de datos” antes de decidirse a publicar la obra. Difícilmente podría haber hallado un momento más oportuno: en plena discusión sobre la ley de la memoria histórica y casi la víspera de la masiva beatificación. El relato crudo de Serra describe las atrocidades cometidas en la retaguardia republicana.

    Los 46 maristas formaban parte de un grupo de 200 que habían salido de sus escondites engañados por la FAI, que les había prometido llevarlos a la frontera a cambio de dinero. “En aquella noche sacamos al grupo de frailes de los calabozos de la primera galería para transportarlos en vehículos al cementerio de Montcada. Cuando llegamos les hicimos bajar de los vehículos y caminar hasta las paredes del cementerio y les obligamos a ponerse de cara a la pared para ejecutarlos”. Paradójicamente, el verdugo ha desempeñado un papel clave en la beatificación de sus víctimas: Mir facilitó una copia del diario que aceleró el proceso.

  20. Daniel Marques diz:

    Caro NRA, só me está a dar razão. Os republicanos associaram a igreja ao franquismo (o que seria verdade no caso da hierarquia) e mataram indiscriminadamente quaisquer membros da igreja só por ser da igreja.

    Os republicanos à epoca com certeza consideravam esta perseguição religiosa como sendo politica. Há distância de 70 anos cabe-nos ver que não.

    O anarquista matou 46 padres que estavam escondidos e ele proprio assume que: “pero esa madrugada volvió a pensar que los verdaderos enemigos no estaban en la Iglesia sino en la oligarquía”. Se os padres fossem mortos por serem franquistas concerteza não teria este tipo de pensamentos.

  21. ondevaisorioqueucanto diz:

    Que o Ratzinger é fascista, acho que não há margem para dúvidas. Que beatificar padres (ou já agora santas desvalidas) é anedota que ainda por cima rescende a fascismo, não me parece sequer contestável. Se quisermos ter um índice de fascismo de um papa é ver quem e quantos beatificou ele.
    Helas, o que o papa-formigas veio fazer não foi uma simples comemoraçãozinha para atiçar a veia sacral da santa madre. NÃO! Mil vezes não! O filha da puta (censurem, por favor, censurem, mas que hei-de eu chamar-lhe?) veio com a agenda beatífica no rescaldo da discussão da reabilitação da memória dos mortos republicanos pelo regime terrorista, fascista, assassino de Franco. É simples e não necessita de grandes malabarismos axiológicos: o papão está a reabilitar, por sua vez e expressa vontade, o regime franquista.

    Joana come o Papa, joana come o papa.

    O terceiro segredo de fátima, será que ainda se cumprirá?

  22. Caroline Liegel diz:

    Eu acho que Fidel Castro não é ruim só lhe falta amor e isso nosso papa pode-lhe mostrar!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!
    ………………
    ……………………………………….
    ………………………………………
    …………………..
    ………………………………………….
    ………………………………………
    …………………………………….
    ……………………..
    C@rolZinha…………………………..

Os comentários estão fechados.