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	<title>Comentários em: Vasco M. Barreto: Por quem os sinos se tocam</title>
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	<description>cinco dias, cinco pessoas</description>
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		<title>Por: Vasco BArreto</title>
		<link>http://5dias.net/2007/10/22/por-quem-os-sinos-se-tocam/comment-page-1/#comment-18743</link>
		<dc:creator>Vasco BArreto</dc:creator>
		<pubDate>Thu, 25 Oct 2007 21:15:39 +0000</pubDate>
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		<description>Não vou entrar numa batalha de citações, mas peço-lhe que não queira passar por consensual na comunidade científica a ideia de que o Q.I. não é fortemente influenciado (de novo, 40-80%) pelos genes. Sobram (20-60%) para o meio, o debate será eterno.

Todos esses estudos que cita têm interesse, mas recomendo-lhe o pdf que cito no texto (do Board of Scientific Affairs of the American Psychological Association). Aliás, eu acho que o LOBOTOMIAS não leu o post nem leu a minha resposta e não estamos propriamente a discutir.

Quanto às pessoas que pareço admirar ou não, por acaso admiro mais o Jay Gould do que o Jensen e ambos estiveram envolvidos numa acesa polémica, não sei se se recorda. As posições do Gold (conhecidas do The Mismeasure of Man, que também recomendo) estão sumarizadas no livro The Bell Curve Wars. Também recomendei o livro do Jensen porque está bem escrito e o Jensen é a cientista que tem a reputação mais sólida entre os que defendem o primado da genética sobre o meio na construção da inteligência. Mas para ser ainda mais claro, mencionei aqueles dois livros porque são os únicos livros que aprofundam esta matéria que li com atenção. O resto aprendi de outras fontes secundárias sobre o The Bell Curve e de outros artigos sobre inteligênca. Não é a minha área.
</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Não vou entrar numa batalha de citações, mas peço-lhe que não queira passar por consensual na comunidade científica a ideia de que o Q.I. não é fortemente influenciado (de novo, 40-80%) pelos genes. Sobram (20-60%) para o meio, o debate será eterno.</p>
<p>Todos esses estudos que cita têm interesse, mas recomendo-lhe o pdf que cito no texto (do Board of Scientific Affairs of the American Psychological Association). Aliás, eu acho que o LOBOTOMIAS não leu o post nem leu a minha resposta e não estamos propriamente a discutir.</p>
<p>Quanto às pessoas que pareço admirar ou não, por acaso admiro mais o Jay Gould do que o Jensen e ambos estiveram envolvidos numa acesa polémica, não sei se se recorda. As posições do Gold (conhecidas do The Mismeasure of Man, que também recomendo) estão sumarizadas no livro The Bell Curve Wars. Também recomendei o livro do Jensen porque está bem escrito e o Jensen é a cientista que tem a reputação mais sólida entre os que defendem o primado da genética sobre o meio na construção da inteligência. Mas para ser ainda mais claro, mencionei aqueles dois livros porque são os únicos livros que aprofundam esta matéria que li com atenção. O resto aprendi de outras fontes secundárias sobre o The Bell Curve e de outros artigos sobre inteligênca. Não é a minha área.</p>
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	</item>
	<item>
		<title>Por: lobotomias</title>
		<link>http://5dias.net/2007/10/22/por-quem-os-sinos-se-tocam/comment-page-1/#comment-18720</link>
		<dc:creator>lobotomias</dc:creator>
		<pubDate>Thu, 25 Oct 2007 17:25:05 +0000</pubDate>
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		<description>Sem querer eternizar a discussão
&quot;pareceu-me mais interessante discutir o problema assumindo que o Q.I mede realmente um aspecto importante da inteligência, que é o que muita gente pensa (incluo-me no grupo), por oposição à sua visão mais confortável – mas também arrogante e, se me permite, irresponsável - de que não é assim e, consequentemente, discutir estas coisas é uma estupidez&quot;
Como já expliquei o QI não mede qualquer &quot;inteligência biológica&quot; mas apenas resultados sociais. Se quiser fazer exactamente a mesma discussão mas retirando a palavra QI e inteligência e substitui-las por resultados sociais estarei se calhar de acordo consigo em alguns pontos.  A questão é que fazer esta discussão utilizando os termos que utilizou apenas porque assume e pensa intuitivamente de determinada maneira não me parece correcto. Cristaliza os conceitos e as suas relações como se fossem científicos quando na realidade são apenas intuitivos para alguns como o Vasco e o jensen. 
Já agora, não quero ficar sozinho e fui à procura de amizades arrogantes e irresponsáveis na net, e numa pesquisa rápida até encontrei uma presidente da APA (parece boa companhia):
Anastasi, A. (1961). Psychological Testing, The Macmillan Company, New York. 
(President of the APA Division 1, General Psychology (1956-1957) 
President of the APA Division 5, Evaluation, Measurement and Statistics (1965-1966) 
President of the American Psychological Foundation (1965-1967) 
Third female president of the American Psychological Association (1972) )

McClelland, D. (1974). &quot;Testing for Competence Rather Than for &#039;Intelligence,&#039;&quot; in Gartner, Greer and Riessman, eds., The New Assault on Equality, Perennial Library, New York.

e acabei por encontrar algumas das coisas que disse aqui:
http://www.comnet.ca/~pballan/ReliabilityandValidityofIQ(Lawler,1978).htm

Talvez sejam mais responsáveis (do ponto de vista cientifico e ético) e tenham um bocadinho mais de credibilidade do que gente (como jensen que o vasco parece admirar) financiada por fundos ( the Pioneer Fund)  criado por pessoas como Drapper &quot;(who) wished to prove simply that Negroes were inferior.&quot; ou como Harry Laughlin (  the director of the Eugenics Record Office).

Quando os argumentos científicos não são compreendidos é preciso recorrer aos argumentos de autoridade cientifica e Ética (pena que tenha de ser assim).</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Sem querer eternizar a discussão<br />
&#8220;pareceu-me mais interessante discutir o problema assumindo que o Q.I mede realmente um aspecto importante da inteligência, que é o que muita gente pensa (incluo-me no grupo), por oposição à sua visão mais confortável – mas também arrogante e, se me permite, irresponsável &#8211; de que não é assim e, consequentemente, discutir estas coisas é uma estupidez&#8221;<br />
Como já expliquei o QI não mede qualquer &#8220;inteligência biológica&#8221; mas apenas resultados sociais. Se quiser fazer exactamente a mesma discussão mas retirando a palavra QI e inteligência e substitui-las por resultados sociais estarei se calhar de acordo consigo em alguns pontos.  A questão é que fazer esta discussão utilizando os termos que utilizou apenas porque assume e pensa intuitivamente de determinada maneira não me parece correcto. Cristaliza os conceitos e as suas relações como se fossem científicos quando na realidade são apenas intuitivos para alguns como o Vasco e o jensen.<br />
Já agora, não quero ficar sozinho e fui à procura de amizades arrogantes e irresponsáveis na net, e numa pesquisa rápida até encontrei uma presidente da APA (parece boa companhia):<br />
Anastasi, A. (1961). Psychological Testing, The Macmillan Company, New York.<br />
(President of the APA Division 1, General Psychology (1956-1957)<br />
President of the APA Division 5, Evaluation, Measurement and Statistics (1965-1966)<br />
President of the American Psychological Foundation (1965-1967)<br />
Third female president of the American Psychological Association (1972) )</p>
<p>McClelland, D. (1974). &#8220;Testing for Competence Rather Than for &#8216;Intelligence,&#8217;&#8221; in Gartner, Greer and Riessman, eds., The New Assault on Equality, Perennial Library, New York.</p>
<p>e acabei por encontrar algumas das coisas que disse aqui:<br />
<a href="http://www.comnet.ca/~pballan/ReliabilityandValidityofIQ(Lawler,1978).htm" rel="nofollow">http://www.comnet.ca/~pballan/ReliabilityandValidityofIQ(Lawler,1978).htm</a></p>
<p>Talvez sejam mais responsáveis (do ponto de vista cientifico e ético) e tenham um bocadinho mais de credibilidade do que gente (como jensen que o vasco parece admirar) financiada por fundos ( the Pioneer Fund)  criado por pessoas como Drapper &#8220;(who) wished to prove simply that Negroes were inferior.&#8221; ou como Harry Laughlin (  the director of the Eugenics Record Office).</p>
<p>Quando os argumentos científicos não são compreendidos é preciso recorrer aos argumentos de autoridade cientifica e Ética (pena que tenha de ser assim).</p>
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	</item>
	<item>
		<title>Por: Vasco</title>
		<link>http://5dias.net/2007/10/22/por-quem-os-sinos-se-tocam/comment-page-1/#comment-18692</link>
		<dc:creator>Vasco</dc:creator>
		<pubDate>Thu, 25 Oct 2007 12:38:03 +0000</pubDate>
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		<description>LOBOTOMIAS: eu não escrevi que me tinha tratado por “estúpido”, apenas que o tinha feito para muita gente (não estudo estas coisas). O Lobotomias só diz que estou mal informado, o que é muito mais simpático. Em todo o caso, apesar da sua irritação, não vale a pena azedar a discussão, até porque não estamos assim tão em desacordo. Aliás, se tivesse lido o texto sem ter a priori ideias muito próprias sobre o assunto, veria que é assim. Faz duas objecções como se não estivessem no texto: (1) que o Q.I. não mede aquilo que entendemos por inteligência; (2) que há inúmeros factores sociais que influenciam o Q.I. Curiosamente, refiro-me a ambas:

1.	Chuto para canto a discussão sobre o significado do Q.I. para simplificar – o texto procura contextualizar a forma como se instrumentaliza este tipo de dados, nada mais, e pareceu-me mais interessante discutir o problema assumindo que o Q.I mede realmente um aspecto importante da inteligência, que é o que muita gente pensa (incluo-me no grupo), por oposição à sua visão mais confortável – mas também arrogante e, se me permite, irresponsável - de que não é assim e, consequentemene, discutir estas coisas é uma estupidez. Não quero com isto dizer que não esteja a par da teoria das inteligências múltiplas (mencionada no post), de que o Q.I não mede características importantes, como a criatividade (mencionada no post) e que, por vezes, o que se está a medir é a capacidade de fazer testes, isto é, o saber funcionar sob pressão, a capacidade de concentração, etc (isto não vem mencionado no post).

2. Quando escrevo que 40-80% da variabilidade do Q.I é explicada pela genética, de onde pensa que vem esta estimativa? De estudos concebidos para avaliar a contribuição dos factores sociais, justamente (estudos com gémeos homozigóticos que cresceram em ambientes distintos, por exemplo). O seu parágrafo sobre a influência do meio nada acrescenta ao que já estava no post.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>LOBOTOMIAS: eu não escrevi que me tinha tratado por “estúpido”, apenas que o tinha feito para muita gente (não estudo estas coisas). O Lobotomias só diz que estou mal informado, o que é muito mais simpático. Em todo o caso, apesar da sua irritação, não vale a pena azedar a discussão, até porque não estamos assim tão em desacordo. Aliás, se tivesse lido o texto sem ter a priori ideias muito próprias sobre o assunto, veria que é assim. Faz duas objecções como se não estivessem no texto: (1) que o Q.I. não mede aquilo que entendemos por inteligência; (2) que há inúmeros factores sociais que influenciam o Q.I. Curiosamente, refiro-me a ambas:</p>
<p>1.	Chuto para canto a discussão sobre o significado do Q.I. para simplificar – o texto procura contextualizar a forma como se instrumentaliza este tipo de dados, nada mais, e pareceu-me mais interessante discutir o problema assumindo que o Q.I mede realmente um aspecto importante da inteligência, que é o que muita gente pensa (incluo-me no grupo), por oposição à sua visão mais confortável – mas também arrogante e, se me permite, irresponsável &#8211; de que não é assim e, consequentemene, discutir estas coisas é uma estupidez. Não quero com isto dizer que não esteja a par da teoria das inteligências múltiplas (mencionada no post), de que o Q.I não mede características importantes, como a criatividade (mencionada no post) e que, por vezes, o que se está a medir é a capacidade de fazer testes, isto é, o saber funcionar sob pressão, a capacidade de concentração, etc (isto não vem mencionado no post).</p>
<p>2. Quando escrevo que 40-80% da variabilidade do Q.I é explicada pela genética, de onde pensa que vem esta estimativa? De estudos concebidos para avaliar a contribuição dos factores sociais, justamente (estudos com gémeos homozigóticos que cresceram em ambientes distintos, por exemplo). O seu parágrafo sobre a influência do meio nada acrescenta ao que já estava no post.</p>
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	</item>
	<item>
		<title>Por: lobotomias</title>
		<link>http://5dias.net/2007/10/22/por-quem-os-sinos-se-tocam/comment-page-1/#comment-18656</link>
		<dc:creator>lobotomias</dc:creator>
		<pubDate>Thu, 25 Oct 2007 01:17:35 +0000</pubDate>
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		<description>AhOk só agora é que percebi- bolas estou cada vez mais perto de Africa:
lobotomias
&quot;Mas já que estamos nesta discusssão parva gostava de saber onde ?em que curvazinha é que gostavam de meter a identidade social ou “grupo etnico” os portugueses ou sei lá os ibericos ou lá o “grupo étnico” com que alguns quererão identificar-nos?
Entre a Africa e a Europa ficariamos atrás ou à frente dos ditos “hispanicos”?É que como todos os europeus que têm empregados portugueses sabem…..&quot;

Vasco
&quot;Lobotomias: está a chamar “estúpido” a muita gente.&quot;

Mas... Eh pá... os portugueses... não somos assim tantos....</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>AhOk só agora é que percebi- bolas estou cada vez mais perto de Africa:<br />
lobotomias<br />
&#8220;Mas já que estamos nesta discusssão parva gostava de saber onde ?em que curvazinha é que gostavam de meter a identidade social ou “grupo etnico” os portugueses ou sei lá os ibericos ou lá o “grupo étnico” com que alguns quererão identificar-nos?<br />
Entre a Africa e a Europa ficariamos atrás ou à frente dos ditos “hispanicos”?É que como todos os europeus que têm empregados portugueses sabem…..&#8221;</p>
<p>Vasco<br />
&#8220;Lobotomias: está a chamar “estúpido” a muita gente.&#8221;</p>
<p>Mas&#8230; Eh pá&#8230; os portugueses&#8230; não somos assim tantos&#8230;.</p>
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	<item>
		<title>Por: lobotomias</title>
		<link>http://5dias.net/2007/10/22/por-quem-os-sinos-se-tocam/comment-page-1/#comment-18655</link>
		<dc:creator>lobotomias</dc:creator>
		<pubDate>Thu, 25 Oct 2007 01:05:22 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://5dias.net/2007/10/22/por-quem-os-sinos-se-tocam/#comment-18655</guid>
		<description>Caro vasco
Um dos perigos da blogosfera (e não só também na ciência)é a analise pseudo-cientifica com um endeusamento de conceitos pseudo-cientificos, sem qualquer reflexão sobre a sua origem ou a sua possível validade.
Chamarei estúpidas (ou perversas) a muitas discussões enquanto forem utilizados constructos construídos e validados para a psicopatologia para fazer analise social (ou usando instrumentos de análise social para os validar- pervertendo-os). 
Será que as pessoas inteligentes podem ter discussões estúpidas, no entendimento que eu tenho do conceito de inteligência sim, na do Vasco pelos vistos não. será lá consigo.
Sem querer chama-lo estúpido, curvo-me alias perante a sua inteligência,  deixo aqui os &quot;gold standards&quot; (ironia porque não me parece que possam ser chamados isso) de validação de QI segundo a Wikipedia
scholarly work on IQ focuses to a large extent on IQ&#039;s validity, that is, the degree to which IQ correlates with outcomes such as job performance, social pathologies, or academic achievement. 
Estas variáveis para além de não serem simples de medir, estão longe de estar em relação directa com o conceito abstracto de inteligência que nós facilmente endeusamos e nos esquecemos de questionar. Estão além de tudo social, cultural e economicamente &quot;embedded&quot;. Assim quando falamos de inteligencia a partir testes de inteligencia estamos apenas a falar de &quot;job performance, social pathologies, or academic achievement&quot; nada mais que isso, porque o constructo em si é fraco o suficiente para não termos conseguido desenvolver nenhum gold standard válido. 
O mais parvo não me parece sequer isso, mas para além disso- se a validade é estudada  em relação com todas estas variáveis, não seria um non sense pedir que grupos sociais com (imagino) piores resultados nestas variáveis tivessem bons resultados nos testes que &quot;as medem&quot;.  (se são validados através da relação com estas variáveis é como se as medissem- vão sendo construídos de forma a se correlacionarem fortemente com elas).
Se quizessemos medir a inteligencia enquanto &quot;sinal&quot; biológico teriamos ao contrario que  &quot;corrigir&quot; os testes para as variações culturais, sociais e económicas (como fazemos aliás nas validações de testes em psicopatologia).
Por isso Vasco é que toda esta discussão me parece estúpida, não o Vasco(apenas mal informado) porque acredito que já deve ter compreendido o meu ponto de vista agora...
há uma certa arrogancia no meu post que tentei evitar sem sucesso(até porque não sou nenhum perito em estatistica) mas este assunto irrita-me um bocado, devo confessar....</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Caro vasco<br />
Um dos perigos da blogosfera (e não só também na ciência)é a analise pseudo-cientifica com um endeusamento de conceitos pseudo-cientificos, sem qualquer reflexão sobre a sua origem ou a sua possível validade.<br />
Chamarei estúpidas (ou perversas) a muitas discussões enquanto forem utilizados constructos construídos e validados para a psicopatologia para fazer analise social (ou usando instrumentos de análise social para os validar- pervertendo-os).<br />
Será que as pessoas inteligentes podem ter discussões estúpidas, no entendimento que eu tenho do conceito de inteligência sim, na do Vasco pelos vistos não. será lá consigo.<br />
Sem querer chama-lo estúpido, curvo-me alias perante a sua inteligência,  deixo aqui os &#8220;gold standards&#8221; (ironia porque não me parece que possam ser chamados isso) de validação de QI segundo a Wikipedia<br />
scholarly work on IQ focuses to a large extent on IQ&#8217;s validity, that is, the degree to which IQ correlates with outcomes such as job performance, social pathologies, or academic achievement.<br />
Estas variáveis para além de não serem simples de medir, estão longe de estar em relação directa com o conceito abstracto de inteligência que nós facilmente endeusamos e nos esquecemos de questionar. Estão além de tudo social, cultural e economicamente &#8220;embedded&#8221;. Assim quando falamos de inteligencia a partir testes de inteligencia estamos apenas a falar de &#8220;job performance, social pathologies, or academic achievement&#8221; nada mais que isso, porque o constructo em si é fraco o suficiente para não termos conseguido desenvolver nenhum gold standard válido.<br />
O mais parvo não me parece sequer isso, mas para além disso- se a validade é estudada  em relação com todas estas variáveis, não seria um non sense pedir que grupos sociais com (imagino) piores resultados nestas variáveis tivessem bons resultados nos testes que &#8220;as medem&#8221;.  (se são validados através da relação com estas variáveis é como se as medissem- vão sendo construídos de forma a se correlacionarem fortemente com elas).<br />
Se quizessemos medir a inteligencia enquanto &#8220;sinal&#8221; biológico teriamos ao contrario que  &#8220;corrigir&#8221; os testes para as variações culturais, sociais e económicas (como fazemos aliás nas validações de testes em psicopatologia).<br />
Por isso Vasco é que toda esta discussão me parece estúpida, não o Vasco(apenas mal informado) porque acredito que já deve ter compreendido o meu ponto de vista agora&#8230;<br />
há uma certa arrogancia no meu post que tentei evitar sem sucesso(até porque não sou nenhum perito em estatistica) mas este assunto irrita-me um bocado, devo confessar&#8230;.</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: Ana Matos Pires</title>
		<link>http://5dias.net/2007/10/22/por-quem-os-sinos-se-tocam/comment-page-1/#comment-18652</link>
		<dc:creator>Ana Matos Pires</dc:creator>
		<pubDate>Thu, 25 Oct 2007 00:42:41 +0000</pubDate>
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		<description>The Studio, que artigos? Quais estudos?

Vasco, percebo o que dizes, mas acarreta limitações na interpretação dos resultados.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>The Studio, que artigos? Quais estudos?</p>
<p>Vasco, percebo o que dizes, mas acarreta limitações na interpretação dos resultados.</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: Vasco</title>
		<link>http://5dias.net/2007/10/22/por-quem-os-sinos-se-tocam/comment-page-1/#comment-18632</link>
		<dc:creator>Vasco</dc:creator>
		<pubDate>Wed, 24 Oct 2007 19:59:07 +0000</pubDate>
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		<description>(comentário editado, a corrigir uma primeira resposta pouco elegante)

Olá a todos e desculpem a demora,

Filipe: sim, a polémica sobre o aquecimento global tem pontos de contacto, nomeadamente na lógica dos lobbies.

Luís: a grande questão é saber se a incerteza quanto à % de contributo genético e a sobreposição parcial das curvas são suficientes para cortar os impulsos segregacionistas.

Ana: obrigado pelo esclarecimento. Falei sobre isso en passant mas trata-se de uma outra polémica, que no caso presente poderia ser entendida como uma forma de negacionismo. Pareceu-me que seria mais persuasivo argumentar partindo do princípio que o Q.I. estima a inteligência. 

Lobotomias: está a chamar &quot;estúpido&quot; a muita gente.

The Studio: tem razão quanto à natureza fragmentada do texto. Aliás, quando o escrevi,  tinha separado a parte sobre a &quot;liberdade de investigação&quot; do resto. É, como reconheceu logo, um assunto distinto. Mas não há qualquer contradição, sugiro-lhe que releia o que eu escrevi.

Quanto aos conhecimentos de estatística, como o meu amigo não identifica os meus erros – tal como não identificou antes as frases sem sentido -, é complicado rebater o que diz. Mas, se reparar, o seu remate é justamente um dos argumentos do texto – também o de Desidério Murcho. Não podemos extrapolar da população para o indivíduo. As minhas desculpas se não me expliquei bem. Em todo o caso, não fica nada bem acusar alguém de uma análise de dados estatísticos que envergonharia qualquer caloiro e depois afirmar que as distribuições são normais porque se devem sobretudo a um único factor. Se me permite:

“The importance of the normal distribution as a model of quantitative phenomena in the natural and behavioral sciences is due to the central limit theorem. Many psychological measurements and physical phenomena (like noise) can be approximated well by the normal distribution. While the mechanisms underlying these phenomena are often unknown, the use of the normal model can be theoretically justified by assuming that many small, independent effects are additively contributing to each observation.”
http://en.wikipedia.org/wiki/Normal_distribution

O amigo confundiu certamente &quot;normalização de dados&quot; com &quot;distribuição normal&quot;. 

Obrigado pelo seu contributo e volte sempre, </description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>(comentário editado, a corrigir uma primeira resposta pouco elegante)</p>
<p>Olá a todos e desculpem a demora,</p>
<p>Filipe: sim, a polémica sobre o aquecimento global tem pontos de contacto, nomeadamente na lógica dos lobbies.</p>
<p>Luís: a grande questão é saber se a incerteza quanto à % de contributo genético e a sobreposição parcial das curvas são suficientes para cortar os impulsos segregacionistas.</p>
<p>Ana: obrigado pelo esclarecimento. Falei sobre isso en passant mas trata-se de uma outra polémica, que no caso presente poderia ser entendida como uma forma de negacionismo. Pareceu-me que seria mais persuasivo argumentar partindo do princípio que o Q.I. estima a inteligência. </p>
<p>Lobotomias: está a chamar &#8220;estúpido&#8221; a muita gente.</p>
<p>The Studio: tem razão quanto à natureza fragmentada do texto. Aliás, quando o escrevi,  tinha separado a parte sobre a &#8220;liberdade de investigação&#8221; do resto. É, como reconheceu logo, um assunto distinto. Mas não há qualquer contradição, sugiro-lhe que releia o que eu escrevi.</p>
<p>Quanto aos conhecimentos de estatística, como o meu amigo não identifica os meus erros – tal como não identificou antes as frases sem sentido -, é complicado rebater o que diz. Mas, se reparar, o seu remate é justamente um dos argumentos do texto – também o de Desidério Murcho. Não podemos extrapolar da população para o indivíduo. As minhas desculpas se não me expliquei bem. Em todo o caso, não fica nada bem acusar alguém de uma análise de dados estatísticos que envergonharia qualquer caloiro e depois afirmar que as distribuições são normais porque se devem sobretudo a um único factor. Se me permite:</p>
<p>“The importance of the normal distribution as a model of quantitative phenomena in the natural and behavioral sciences is due to the central limit theorem. Many psychological measurements and physical phenomena (like noise) can be approximated well by the normal distribution. While the mechanisms underlying these phenomena are often unknown, the use of the normal model can be theoretically justified by assuming that many small, independent effects are additively contributing to each observation.”<br />
<a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Normal_distribution" rel="nofollow">http://en.wikipedia.org/wiki/Normal_distribution</a></p>
<p>O amigo confundiu certamente &#8220;normalização de dados&#8221; com &#8220;distribuição normal&#8221;. </p>
<p>Obrigado pelo seu contributo e volte sempre,</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: The Studio</title>
		<link>http://5dias.net/2007/10/22/por-quem-os-sinos-se-tocam/comment-page-1/#comment-18604</link>
		<dc:creator>The Studio</dc:creator>
		<pubDate>Wed, 24 Oct 2007 14:49:58 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://5dias.net/2007/10/22/por-quem-os-sinos-se-tocam/#comment-18604</guid>
		<description>Ana Matos Pires:

A relação entre inteligência e QI encontra-se discutida em todos os artigos. O que a leva a concluir que quem realizou os estudos não tinha conhecimento das diferenças entre &quot;QI&quot; e &quot;inteligência&quot;?

Luis Marvão:

O que acontece na realidade é exactamente o oposto do que afirma. O facto destas funções de distibuição serem &quot;tão normais&quot; mostra que as diferenças se devem sobretudo a um único factor. O que aliás não surpreende, dado que os estudos foram realizados por forma a minimizar os impactos de outros factores.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Ana Matos Pires:</p>
<p>A relação entre inteligência e QI encontra-se discutida em todos os artigos. O que a leva a concluir que quem realizou os estudos não tinha conhecimento das diferenças entre &#8220;QI&#8221; e &#8220;inteligência&#8221;?</p>
<p>Luis Marvão:</p>
<p>O que acontece na realidade é exactamente o oposto do que afirma. O facto destas funções de distibuição serem &#8220;tão normais&#8221; mostra que as diferenças se devem sobretudo a um único factor. O que aliás não surpreende, dado que os estudos foram realizados por forma a minimizar os impactos de outros factores.</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: The Studio</title>
		<link>http://5dias.net/2007/10/22/por-quem-os-sinos-se-tocam/comment-page-1/#comment-18603</link>
		<dc:creator>The Studio</dc:creator>
		<pubDate>Wed, 24 Oct 2007 14:44:33 +0000</pubDate>
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		<description>Trata-se de um grande texto do Vasco, assinado por baixo, de cruz, pelo Filipe Moura. O texto não é exactamente de fácil leitura pois não tem verdadeiramente uma linha de raciocínio e é excessivamente fragmentado e salteado de frases Ezequielianas (em que para mostrar o seu talento na língua Lusa, o autor acaba por escrever coisas sem sentido).

No entanto, o texto tem algum interesse e merece alguns comentários. O primeiro prende-se logo com a primeira frase em que critica Henrique Raposo:

&quot;A ideia de que uma hipotética demonstração científica da inferioridade intelectual dos negros não teria qualquer implicação moral - e política - é um desejo e não uma previsão, caso contrário o Henrique Raposo&quot;


Apesar de se tratar da primeira frase de um longo texto, este é logo o cerne da questão, e deixa A pergunta à qual o Vasco não respondeu (afinal de que vale escrever um texto tão longo se não responde ao que deveria responder?). E a pergunta é:

Assumindo que  existe uma hipotética demonstração científica da inferioridade intelectual dos negros com implicações morais e políticas (como o Vasco afirma de forma categórica), que fazer? Permitir que essa demonstação seja efectuada com as nefastas consequências subsequentes, ou silenciar pura e simplesmente os cientistas?

O texto prossegue então a sua caminhada provando ao Henrique Raposo e ao Desidério Murcho que esta hipotética demonstração teria importantes consequências políticas. O Vasco segue por esta linha até ao ponto em que fala na liberdade de investigação, e aí passa a dizer o contrário do que disse até então: Toda a gente tem liberdade para investigar, mas apenas deve ser investigado o que tem consequências importantes, e portanto este assunto, tal como ovnis e fenómenos paranormais não deve ser investigado.

De permeio, o Vasco mostra ainda que as suas aptidões para a estatística estão muito longe das suas aptidões para insultar os outros. Termos como &quot;energúmeno&quot;, &quot;criatura&quot;, &quot;preconceituosos&quot;, &quot;iletrados&quot; e &quot;sem rudimentos&quot; saiem facilmente da sua pena (ou do seu teclado). Mas os seus erros na análise estatística que faz, envergonhariam qualquer caloiro.

Uma população é uma coisa distinta de um indivíduo. Uma população que obedece a uma distribuição normal caracteriza-se por um valor médio (neste caso de QI) e um desvio padrão (dispersão). Um indivíduo, caraceriza-se pelo seu QI. As populações comparam-se com populações e os indivíduos com indivíduos. Neste caso, a população que podemos designar por &quot;negros&quot; apresenta um parâmetro &quot;QI médio&quot; distinto da população que podemos designar por &quot;brancos&quot; e que podem ser comparados. Não há aqui nada para &quot;interpretar&quot;. É tão ridículo como medir o QI de dois indivíduos cujos valores sejam por exemplo 80 e 100 e em seguida afirmar: Agora vamos interpretar.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Trata-se de um grande texto do Vasco, assinado por baixo, de cruz, pelo Filipe Moura. O texto não é exactamente de fácil leitura pois não tem verdadeiramente uma linha de raciocínio e é excessivamente fragmentado e salteado de frases Ezequielianas (em que para mostrar o seu talento na língua Lusa, o autor acaba por escrever coisas sem sentido).</p>
<p>No entanto, o texto tem algum interesse e merece alguns comentários. O primeiro prende-se logo com a primeira frase em que critica Henrique Raposo:</p>
<p>&#8220;A ideia de que uma hipotética demonstração científica da inferioridade intelectual dos negros não teria qualquer implicação moral &#8211; e política &#8211; é um desejo e não uma previsão, caso contrário o Henrique Raposo&#8221;</p>
<p>Apesar de se tratar da primeira frase de um longo texto, este é logo o cerne da questão, e deixa A pergunta à qual o Vasco não respondeu (afinal de que vale escrever um texto tão longo se não responde ao que deveria responder?). E a pergunta é:</p>
<p>Assumindo que  existe uma hipotética demonstração científica da inferioridade intelectual dos negros com implicações morais e políticas (como o Vasco afirma de forma categórica), que fazer? Permitir que essa demonstação seja efectuada com as nefastas consequências subsequentes, ou silenciar pura e simplesmente os cientistas?</p>
<p>O texto prossegue então a sua caminhada provando ao Henrique Raposo e ao Desidério Murcho que esta hipotética demonstração teria importantes consequências políticas. O Vasco segue por esta linha até ao ponto em que fala na liberdade de investigação, e aí passa a dizer o contrário do que disse até então: Toda a gente tem liberdade para investigar, mas apenas deve ser investigado o que tem consequências importantes, e portanto este assunto, tal como ovnis e fenómenos paranormais não deve ser investigado.</p>
<p>De permeio, o Vasco mostra ainda que as suas aptidões para a estatística estão muito longe das suas aptidões para insultar os outros. Termos como &#8220;energúmeno&#8221;, &#8220;criatura&#8221;, &#8220;preconceituosos&#8221;, &#8220;iletrados&#8221; e &#8220;sem rudimentos&#8221; saiem facilmente da sua pena (ou do seu teclado). Mas os seus erros na análise estatística que faz, envergonhariam qualquer caloiro.</p>
<p>Uma população é uma coisa distinta de um indivíduo. Uma população que obedece a uma distribuição normal caracteriza-se por um valor médio (neste caso de QI) e um desvio padrão (dispersão). Um indivíduo, caraceriza-se pelo seu QI. As populações comparam-se com populações e os indivíduos com indivíduos. Neste caso, a população que podemos designar por &#8220;negros&#8221; apresenta um parâmetro &#8220;QI médio&#8221; distinto da população que podemos designar por &#8220;brancos&#8221; e que podem ser comparados. Não há aqui nada para &#8220;interpretar&#8221;. É tão ridículo como medir o QI de dois indivíduos cujos valores sejam por exemplo 80 e 100 e em seguida afirmar: Agora vamos interpretar.</p>
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	<item>
		<title>Por: lobotomias</title>
		<link>http://5dias.net/2007/10/22/por-quem-os-sinos-se-tocam/comment-page-1/#comment-18510</link>
		<dc:creator>lobotomias</dc:creator>
		<pubDate>Tue, 23 Oct 2007 23:14:04 +0000</pubDate>
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		<description>desculpa ana
acho que as minhas ascendencias norte-africanas me estão a dar cabo do juizo.
Será a segunda vez que posto isto?
Já nem sei...</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>desculpa ana<br />
acho que as minhas ascendencias norte-africanas me estão a dar cabo do juizo.<br />
Será a segunda vez que posto isto?<br />
Já nem sei&#8230;</p>
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		<title>Por: lobotomias</title>
		<link>http://5dias.net/2007/10/22/por-quem-os-sinos-se-tocam/comment-page-1/#comment-18494</link>
		<dc:creator>lobotomias</dc:creator>
		<pubDate>Tue, 23 Oct 2007 20:39:20 +0000</pubDate>
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		<description>Desculpa  Ana acho que as minhas ascendências norte-africanas estão a dar cabo de mim.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Desculpa  Ana acho que as minhas ascendências norte-africanas estão a dar cabo de mim.</p>
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	</item>
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		<title>Por: Ana Matos Pires</title>
		<link>http://5dias.net/2007/10/22/por-quem-os-sinos-se-tocam/comment-page-1/#comment-18493</link>
		<dc:creator>Ana Matos Pires</dc:creator>
		<pubDate>Tue, 23 Oct 2007 19:56:14 +0000</pubDate>
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		<description>Atão, Lobotomias, tás &quot;preto&quot;*? Claro que o curioso tinha H2O no bico.

*Ass: ana &quot;watson&quot;</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Atão, Lobotomias, tás &#8220;preto&#8221;*? Claro que o curioso tinha H2O no bico.</p>
<p>*Ass: ana &#8220;watson&#8221;</p>
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		<title>Por: lobotomias</title>
		<link>http://5dias.net/2007/10/22/por-quem-os-sinos-se-tocam/comment-page-1/#comment-18480</link>
		<dc:creator>lobotomias</dc:creator>
		<pubDate>Tue, 23 Oct 2007 18:47:47 +0000</pubDate>
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		<description>Ana 
Não acho nada curioso, pelo contrario,  só nas questões que dizem respeito a patologia é que qualquer teste de inteligencia pode ter alguma utilidade, porque só nestas questões é que pode ser avaliada a especificidade e a sensibilidade dos testes. Utilizar estes testes, como durante toda esta discussão, para fazer analise social é simplesmente estupido (desculpem a expressão), se não vejamos contra que Gold standard é que valores a partir dos 80 podem ser avaliados? como  podem ter especificidade ou sendsibilidade? não vejo nenhum gold standard possivel.
Mas já que estamos nesta discusssão parva gostava de saber onde ?em que curvazinha é que  gostavam de meter a identidade social  ou &quot;grupo etnico&quot; os portugueses ou sei lá os ibericos ou lá o &quot;grupo étnico&quot; com que alguns quererão identificar-nos?
Entre a Africa e a Europa ficariamos atrás ou à frente dos  ditos &quot;hispanicos&quot;?
É que como todos os europeus que têm empregados portugueses sabem.....</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Ana<br />
Não acho nada curioso, pelo contrario,  só nas questões que dizem respeito a patologia é que qualquer teste de inteligencia pode ter alguma utilidade, porque só nestas questões é que pode ser avaliada a especificidade e a sensibilidade dos testes. Utilizar estes testes, como durante toda esta discussão, para fazer analise social é simplesmente estupido (desculpem a expressão), se não vejamos contra que Gold standard é que valores a partir dos 80 podem ser avaliados? como  podem ter especificidade ou sendsibilidade? não vejo nenhum gold standard possivel.<br />
Mas já que estamos nesta discusssão parva gostava de saber onde ?em que curvazinha é que  gostavam de meter a identidade social  ou &#8220;grupo etnico&#8221; os portugueses ou sei lá os ibericos ou lá o &#8220;grupo étnico&#8221; com que alguns quererão identificar-nos?<br />
Entre a Africa e a Europa ficariamos atrás ou à frente dos  ditos &#8220;hispanicos&#8221;?<br />
É que como todos os europeus que têm empregados portugueses sabem&#8230;..</p>
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	</item>
	<item>
		<title>Por: Ana Matos Pires</title>
		<link>http://5dias.net/2007/10/22/por-quem-os-sinos-se-tocam/comment-page-1/#comment-18465</link>
		<dc:creator>Ana Matos Pires</dc:creator>
		<pubDate>Tue, 23 Oct 2007 17:18:07 +0000</pubDate>
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		<description>Vasco, este teu texto merece ser lido com olhos de pensar, de qualquer modo relembro os eventuais leitores que Inteligência e Quociente de Inteligência (QI) não são a mesma coisa. Em boa verdade o QI é o quociente entre a idade mental e a idade cronológica, obtida (a idade mental) por meio de testes cognitivas vários, em comparação com a medida média do grupo etário do sujeito. 

Já agora, só um apontamento histórico. Não deixa de ser curioso que o “New methods for the diagnosis of the intellectual level of subnormals”, o histórico artigo de Binet nestas lides do QI, tenha resultado de um trabalho em crianças com dificuldades de aprendizagem.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Vasco, este teu texto merece ser lido com olhos de pensar, de qualquer modo relembro os eventuais leitores que Inteligência e Quociente de Inteligência (QI) não são a mesma coisa. Em boa verdade o QI é o quociente entre a idade mental e a idade cronológica, obtida (a idade mental) por meio de testes cognitivas vários, em comparação com a medida média do grupo etário do sujeito. </p>
<p>Já agora, só um apontamento histórico. Não deixa de ser curioso que o “New methods for the diagnosis of the intellectual level of subnormals”, o histórico artigo de Binet nestas lides do QI, tenha resultado de um trabalho em crianças com dificuldades de aprendizagem.</p>
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	</item>
	<item>
		<title>Por: Luís Marvão</title>
		<link>http://5dias.net/2007/10/22/por-quem-os-sinos-se-tocam/comment-page-1/#comment-18462</link>
		<dc:creator>Luís Marvão</dc:creator>
		<pubDate>Tue, 23 Oct 2007 16:44:32 +0000</pubDate>
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		<description>É interessante a parte “do geneticamente determinado” porque ela demonstra que, mesmo no universo dos Q.I(s), a latitude de variação é muita, de 40 a 80%... Podemos assim dizer que há margem para os que advogam a importância ou o contributo das causas do meio na explicação de um determinado QI, ou de uma dada distribuição estatística destes (desagregada por classe social, grupo étnico ou racial, com toda a ambiguidade que tais categorias encerram sempre). 
Evidentemente que, fazendo apelo a um exemplo extremado,  uma teoria que comprove haver uma positiva relação entre riqueza e inteligência, sendo esta última apenas geneticamente determinada, seria dramática para a esquerda.  A esquerda acredita acima de tudo  na possibilidade de virem a ser corrigidas as desigualdades de partida. As suas políticas visam reduzir as assimetrias sociais, as desigualdades que têm a sua raiz numa miríade de factores, que não o mérito individual ou a inteligência (assumindo que está é geneticamente determinada,  coisa que não está por ora cientificamente provado). Em suma, a produção de ciência até pode ser neutra (porque dentro de regras de verificação inerentes ao  campo científico), mas suas  consequências não. A comprovar-se a tese de Watson, a “acção afirmativa”, com a afectação de fundos públicos e a imposição de um sistema de quotas no mercado de trabalho, poderia ser posta em causa. Ou pelo menos, veria a sua legitimidade mais enfraquecida. Já o mesmo poderia não suceder com as políticas. sociais mais genéricas, de  redistribuição, se  assentes no primado da dignidade humana. 
Este texto é assaz pedagógico, porque nos vem lembrar que estamos a falar de distribuições estatísticas. E basta, como aliás é referido, olhar para o grau de dispersão  destas curvas normais  para perceber como é redutor explicar as diferenças de aptidões/inteligência entre os indivíduos com base unicamente em    critérios de natureza  étnica ou racial.  Se tal se vier um dia  a verificar, poderíamos entrar num novo mundo de submissão e opressão</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>É interessante a parte “do geneticamente determinado” porque ela demonstra que, mesmo no universo dos Q.I(s), a latitude de variação é muita, de 40 a 80%&#8230; Podemos assim dizer que há margem para os que advogam a importância ou o contributo das causas do meio na explicação de um determinado QI, ou de uma dada distribuição estatística destes (desagregada por classe social, grupo étnico ou racial, com toda a ambiguidade que tais categorias encerram sempre).<br />
Evidentemente que, fazendo apelo a um exemplo extremado,  uma teoria que comprove haver uma positiva relação entre riqueza e inteligência, sendo esta última apenas geneticamente determinada, seria dramática para a esquerda.  A esquerda acredita acima de tudo  na possibilidade de virem a ser corrigidas as desigualdades de partida. As suas políticas visam reduzir as assimetrias sociais, as desigualdades que têm a sua raiz numa miríade de factores, que não o mérito individual ou a inteligência (assumindo que está é geneticamente determinada,  coisa que não está por ora cientificamente provado). Em suma, a produção de ciência até pode ser neutra (porque dentro de regras de verificação inerentes ao  campo científico), mas suas  consequências não. A comprovar-se a tese de Watson, a “acção afirmativa”, com a afectação de fundos públicos e a imposição de um sistema de quotas no mercado de trabalho, poderia ser posta em causa. Ou pelo menos, veria a sua legitimidade mais enfraquecida. Já o mesmo poderia não suceder com as políticas. sociais mais genéricas, de  redistribuição, se  assentes no primado da dignidade humana.<br />
Este texto é assaz pedagógico, porque nos vem lembrar que estamos a falar de distribuições estatísticas. E basta, como aliás é referido, olhar para o grau de dispersão  destas curvas normais  para perceber como é redutor explicar as diferenças de aptidões/inteligência entre os indivíduos com base unicamente em    critérios de natureza  étnica ou racial.  Se tal se vier um dia  a verificar, poderíamos entrar num novo mundo de submissão e opressão</p>
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	</item>
	<item>
		<title>Por: Filipe Moura</title>
		<link>http://5dias.net/2007/10/22/por-quem-os-sinos-se-tocam/comment-page-1/#comment-18321</link>
		<dc:creator>Filipe Moura</dc:creator>
		<pubDate>Mon, 22 Oct 2007 18:01:53 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://5dias.net/2007/10/22/por-quem-os-sinos-se-tocam/#comment-18321</guid>
		<description>Vasco, também a mim me apetecia escrever algo sobre este assunto, mas ando mais entusiasmado com o Kimi Raikkonen. Parabéns pelo texto, e principalmente pela parte em que abordas a liberdade de investigação, que tem sido discutida por tipos que não fazem ideia do que é ciência. De qualquer maneira não me parece descabido misturar isto com o aquecimento global, vê lá tu. Há argumentos semelhantes.
Há links - o do texto do Pedro Mexia, por exemplo - que não funcionam. A malta manda-lhes o texto com os links todos prontos, o html impecável, mas esta gente aqui só usa software alternativo e macs - sobretudo os macs... (suspiro)</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Vasco, também a mim me apetecia escrever algo sobre este assunto, mas ando mais entusiasmado com o Kimi Raikkonen. Parabéns pelo texto, e principalmente pela parte em que abordas a liberdade de investigação, que tem sido discutida por tipos que não fazem ideia do que é ciência. De qualquer maneira não me parece descabido misturar isto com o aquecimento global, vê lá tu. Há argumentos semelhantes.<br />
Há links &#8211; o do texto do Pedro Mexia, por exemplo &#8211; que não funcionam. A malta manda-lhes o texto com os links todos prontos, o html impecável, mas esta gente aqui só usa software alternativo e macs &#8211; sobretudo os macs&#8230; (suspiro)</p>
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