Filipe Moura: por falar em países desenvolvidos

Eu penso que, num país desenvolvido, as pessoas trabalham se querem enriquecer. O ganhar dinheiro é visto como recompensa de um esforço, de mérito. Sobretudo, o trabalho, o esforço, o mérito são reconhecidos pela sociedade. É da sociedade que estamos a falar. E é isso, essa vontade quotidiana das pessoas, que torna esses países desenvolvidos. Tentativas de ganhar dinheiro fácil, como todo o tipo de jogo, também existem, mas só nos países onde as pessoas não acreditam que com o seu esforço seja recompensado existe um enorme entusiasmo com as apostas mútuas. Como se o sorteio do totoloto ou do euromilhões fosse o momento mais interessante da semana. A conversa típica da classe média-baixa (de que eu faço parte, e conheço bem) roda sempre à volta dos planos sobre “o que eu faço se me sair o totoloto”.
Os portugueses lideram a tabela europeia no número de apostas per capita no euromilhões, noticiava esta segunda-feira o  Metro na primeira página. Ninguém fala nisto, ninguém comenta isto. Toda a gente parece achar isto muito normal. Eu acho este facto preocupante e sintomático.

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TERÇA | Nuno Ramos de Almeida
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34 respostas a Filipe Moura: por falar em países desenvolvidos

  1. luis eme diz:

    É preocupante e sintomático, sim senhor. Revela-nos o país onde vivemos, onde só se enriquece com jogos, boas heranças ou de forma ilicita.

  2. filipe, é um ângulo interessante. mas o que é que faz exactamente ‘a sociedade’? isto é, que é essa ‘sociedade de que estamos a falar’? quem a desenhou, quem a construiu, quem a vmantém? depois, a atracção pela ideia do sucesso e da fortuna liofilizados está em toda a parte. nos programas de tv onde se ganha não sei o quê a fazer n’importe quoi, nos concursos de canto/dança/modelo whatever que brotam em todas as tvs do mundo. essa ideia do trabalho e do mérito como caminho está em falência, parece-me, por todo o lado.

  3. Pedro diz:

    O comentário acima é esclarecedor sobre uma hipótese de “explicação”, por mais alucinante que seja — uma certa mentalidade pré-capitalista. Mas também há que meditar sobre a razão pela qual milhões de portugueses não se importaram, nos últimos cento e tal anos, de trabalhar no estrangeiro de sol a sol para poderem viver com um mínimo de dignidade. Uma hipótese mais verosímil parece-me ser a de as pessoas jogarem tanto mais quanto mais estão à rasca e sem perspectivas. Sobretudo num país cujas elites se divertem a culpar os seus compatriotas pelo subdesenvolvimento.

  4. rvn diz:

    Caro Filipe:

    Já li coisas suas muito interessantes, outras que nem tanto. Esta nem por isso chega às que nem tanto. Percebo e agarro a essência da coisa, creio, toda numa frase curta. É incrível, de facto, esta mania dos euromilhões da vida. E pronto. O resto da palha, melhor arrumadita ainda passava por salada e lá se tragava como meio pitéu. Assim, forçada e feita embrulho, enche muito e dá nas vistas. Mas deixa a gente com fome.
    Um abraço

    rvn

  5. toix diz:

    O tema é interessante e v. tem toda a razão, mas mais uma vez se confirma que toda a gente gosta de Portugal menos os portugueses.

  6. Essa ideia do trabalho e do mérito como caminho está em falência por todo o lado.
    Pois está. O problema é que em Portugal nem chega a estar em falência, porque nunca foi viável como programa de vida. E mesmo hoje há diferenças: no meu círculo de relações, mais de metade dos filhos dos meus amigos e colegas estão a trabalhar no estrangeiro porque são profissionais altamente qualificados e em Portugal pouco mais têm a esperar do que o salário mínimo. Quando estive na Suíça a ensinar filhos de portugueses, contactei com centenas de emigrantes, e o que eles me diziam é que lá era dado valor ao seu trabalho, em Portugal não.
    Muitos portugueses emigram – e agora já não são só os trabalhadores sem qualificações – porque lá fora não é preciso dizer de quem se é filho para obter uma boa posição social.
    Aqui, vamos jogando no Euromilhões. Pela minha parte, invisto 12 € por semana. Quem sabe, até pode ser que um dia possa deixar de trabalhar.

  7. ... diz:

    mil novecentos e oitenta e quatro

  8. pedro oliveira diz:

    É uma questão interessante, mas que é dificil de interpretar.Teno dificuldade em relacionar o dinheiro que se gasta no jogo com o estado de desenvolvimento do país.Penso é que se criou uma espectativa no país (inicio década de 90) que todos podíamos ser ricos, até se chegou ao cúmulo de a banca empretar dinheiro para a casa, e “agarrado” vinha o dinheiro para as férias,carro e até (pasme-se) para acções, e aí a culpa foi do poder politico que deixou a “coisa” chegar ao ponto a que chegou, sobre-endividamento das famílias, daí o recorrer entre outras coisas (mésinhas e afins), ao jogo. é a tentativa de chegar lá (pagar dívidas) de qualquer forma!

    http://vilaforte.blog.com/

  9. ana anselmo diz:

    como é que se explica então que na suécia, país de cumpridores e modelo quase-perfeito de sociedade (na cabeca de muitos, pelo menos), se encontrem mesas de póquer em cada canto, se batam recordes de jogo online, e se aprimorem estratégias para ganhar o tal dinheiro fácil?

    usar o euromilhões como comparacão pode viciar muitas conclusões. na suécia este sorteio não tem grande representacão, mas isso não significa que o jogo não exista nem seja preocupante. muito pelo contrário.

  10. carlos fonseca diz:

    Na minha opinião, existem motivações sociais distintas para justificar a adesão a ‘jogos de sorte e azar’, o que impede estabelecer paralelismos fáceis entre diferentes sociedades.
    Na Suécia, o póquer terá justificação num hábito histórico-social auxiliado pelo alto valor de liquidez das famílias. No Brasil, o sucesso do ‘jogo do bicho’ identifica-se, em grande parte, com a precariedade e consequente motivação de procura de riqueza fácil, as quais, por sua vez, também induzem muitos portugueses a procurar a felicidade no ‘euromilhões’.
    Em suma, comportamentos sociais similares podem fundar-se em razões dissonantes.
    Uma questão: porque será que, disfrutando de um nível de vida elevado, os suecos têm um índice de suícidios dos mais acentuados na Europa? Os humanos e os seus comportamentos são um vasto campo de complexidades. As inferências lineares e breves, nestas matérias, são sempre desaconselháveis. Infelizmente, para nós portugueses, a única certeza é a de que vivemos em patamares bastante inferiores, se comparados com suecos, noruegueses, dinamarqueses e finlandeses – estes últimos são apenas 5,5 milhões e estão lá muito à frente no desenvolvimento económico, social e científico.

  11. Para a Ana Anselmo:

    O monopólio dos jogos de azar atribuido à Misericórdia pelo estado criou nos portugueses uma certa desconfiança em relação a outras jogatinas. Mas essas reticências cedo ou tarde cairão por terra e ainda veremos como esta gente também perderá a cabeça pelos pokers e quejandos (o betandwin estará a dar resultado? confesso a minha ignorância).

    Um argumento mais cínico é que apostas em jogos que exijam algum ‘primor de estratégia’ despertem pouco entusiasmo em quem quer enriquecer sem trabalho.

  12. A estatística citada pelo jornal provavelmente não vale nada. O mais natural é que, nos outros países, as pessoas apostem mais noutros jogos de azar e menos no Euromilhões. O jornalismo contemporâneo parte do princípio, talvez correcto, de que para cada tolice há uma estatística conveniente.

  13. A.Silva diz:

    Eu já tenho alguns aninhos e lembro-me que na geração dos meus pais as familias faziam bastantes sacrificios para que os filhos pudessem estudar,na minha geração tentamos dar aos nossos filhos aquilo que não tivemos.Hoje em dia não noto que o estudo e o trabalho seja muito valorizado,é preciso que os pequenos tragam um canudo e depois é o porreirismo.Não me parece que se possa concluir que o jogo seja uma consequencia desta situação,mas parece-me que os diferentes canais de televisão com os concursos e outros programas do genero dão uma contribuição muito grande

  14. carmo da rosa diz:

    @ ana anselmo
    ‘como é que se explica então que na suécia, país de cumpridores e modelo quase-perfeito de sociedade (na cabeca de muitos, pelo menos), se encontrem mesas de póquer em cada canto (…)’

    Porque a contradição que o autor à viva força quer ver, entre jogatina e desenvolvimento, ou entre jogatina e ética (protestante) do trabalho, não existe! Veja-se o exemplo dos chineses – os maiores viciados ao jogo do mundo inteiro, mas a vergar a mola também são dos melhores…penso eu de que!

  15. Pedro diz:

    Comentário censurado? Estão no vosso direito, mas porquê?

  16. MP-S diz:

    “O ganhar dinheiro é visto como recompensa de um esforço, de mérito. Sobretudo, o trabalho, o esforço, o mérito são reconhecidos pela sociedade.”

    Sim, e’ verdade, mas parece-me que isso e’ apenas uma metade da questao.

    A outra e’ procurar fazer bem as tarefas pelo valor intrinseco que elas teem.

    Senao, como e’ que se mede o merito?

    Por outras palavras, atribui-se valor a uma certa actividade – cultural, cientifica, tecnologica, desportiva – que serve para calibrar as diversas actividades e a qualidade no seu desempenho. Julgo que so’ assim e’ possivel reconhecer o merito. Por fim, esse merito pode ser recompensado em dinheiro, em prestigio, ou de uma outra forma qualquer.

    Uma sociedade onde que essa hierarquia de valores nao existe e’ uma sociedade onde nao se reconhece o merito.

  17. carlos fonseca diz:

    Carmo da Rosa,

    Penso que o seu comentário segue a mesma linha de raciocínio do meu. De facto, entre os chineses e o jogo existe um compromisso indestrutível – e não obstante, … trabalham como loucos. Como a sociedades estão sujeitas a fenómenos diacrónicos, veremos o que sucederá no futuro.

  18. carmo da rosa diz:

    Carlos Fonseca,

    É, estas coisas são difíceis de explicar… Além disso não estou tão seguro que particularmente ‘os suecos tenham um índice de suícidios dos mais acentuados da Europa’.

    Segundo números do ‘Centraal Bureau voor de Statistiek’ em 25 países da Europa, é a Rússia quem comanda o pelotão, logo seguida da Hungria, com a Finlândia em terceiro lugar…

  19. carlos fonseca diz:

    Considerando o rearranjo geopolítico pós-União Soviética, é, de facto, a Rússia quem lidera. Porém, a Suécia, tal como a Finlândia que o Carmo Rosa menciona, tem, de facto, um indíce de suicídios elevado. Agora não disponho de tempo, mas poderei recorrer a estatísticas para confirmar se estou certo.

  20. ana anselmo diz:

    ainda acerca da suécia:

    em relacão ao jogo, na suécia está tudo muito controlado (no jogo como em tudo – ver em http://www.bettingmarket.com/sverige151172.htm). não sei analisar a situacão sociologicamente, politicamente ou noutros mentes do género, mas não consigo deixar de me surpreender com a quantidade de casas de jogo, de mesas de póquer, de publicidade a websites de apostas e eteceteras do género com que me deparo todos os dias por estas bandas.
    e, se pensar no à-vontade com que me disseram “o meu irmão de 16 anos ganha um ordenado todos os meses só num dos sítios de póquer online onde costuma jogar”, não me surpreendo, assusto-me mesmo.

    não sou só eu a assustar-me. o swedish national institute of public health tem vários documentos sobre o assunto (http://www.fhi.se/templates/Page____4584.aspx e http://www.fhi.se/shop/material_pdf/r_2006_20_gambling.pdf, por exemplo) e no início deste ano houve mesmo uma conferência internacional para debater o problema.

    isto foge um bocadinho ao post original…
    peco desculpa pelos links assim expostos (e pela falta de cs cedilhados).

    notas acerca do suicídio:

    taxas de suicídio na suécia (http://www.who.int/mental_health/media/swed.pdf) e em portugal (http://www.who.int/mental_health/media/port.pdf) – tirado de: http://www.who.int/mental_health/prevention/suicide/country_reports/en/index.html

    artigo acerca da suicide mortality in the european union aqui: http://eurpub.oxfordjournals.org/cgi/reprint/13/2/108

  21. O que muitos leitores não estão a ver é que nos países protestantes a aposta é um trabalho. Requer esforço e talento apostar em resultados desportivos, por exemplo, seja nos cavalos ou no totobola. Tem de se perceber um mínimo de corridas de cavalos ou futebol. Não é para qualquer um. Porr outro lado nos concursos de que a Fernanda falava não é tudo de mão beijada. Seja no Big Brother ou na Operação Triunfo, há que convencer o júri e o público. Tem que se ter algumas qualidades. (Eu não gosto destes concursos de maneira nenhuma, mas apesar de tudo é diferente.) Nas apostas dos países católicos, não, seja o totoloto, a lotaria ou o jogo do bicho no Brasil: é tudo caído do céu. Perceberam a diferença, Carmo da Rosa e restantes leitores?

  22. Não faço ideia do que terá dito o Pedro no comentário que não apareceu, mas nada do que ele dizia antes contradiz o texto. Eu afirmo que tal é característico de países menos desenvolvidos. O Pedro dá razões para esse subdesenvolvimento, coisa que eu não faço no meu texto. Pessoalmente julgo que as razões do Pedro são válidas mas não são as únicas.

  23. Lidador diz:

    “Porém, a Suécia, tal como a Finlândia que o Carmo Rosa menciona, tem, de facto, um indíce de suicídios elevado”

    Hmmm, e a malta da rua islâmica????

    Ah, tá bem, não é suicídio, é martírio.
    Pronto, esqueçam…

  24. Lidador diz:

    De resto, tanta conversa para nada.
    Back to the basics
    A malta trabalha para ganhar dinheiro, porque tem de comer, viver, preparar os filhos, e satisfazer desejos.
    Não porque goste..quer dizer, pode-se gostar do trabalho, mas por exemplo a fernanda câncio, que certamente adora ser jornalista, se fosse milionária dedicava-se mas é a outras ocupações mais dionisíacas.

    E é isso que toda a malta quer, a trabalhar, ou, de preferência dando o golpe do baú, encontrando um tesouro, roubando o Forte Knox, ou sacando o El Gordo ou o Euromilhões.

    Jogar é acima de tudo comprar esperança.
    Os 10 euros que o jaquim gasta por semana no bilhetezinho, compram-lhe um sonho.

    Aqui, ou no Burkina Faso, andamos todos ao mesmo.

    Incluindo o Lavoura, que certamente preferia esfregar o distinto rabo nas poltronas de um cruzeiro de luxo, do que no banco de pau do camião, na apanha do tomate, fazendo juz a apelido.

  25. Ana Borges diz:

    Ao menos tu deves ser uma pessoa que não hesita em aumentar os teus jornalistas quando estes mostram resultados…

  26. Carlos Fonseca diz:

    Ana Anselmo,

    Pela minha parte, estou grato pela informação que disponibilizou; sobretudo, a coligida pela OMS sobre taxas de suicídio. Não pode considerar-se baixa na Suécia, mas estava convencido de que era superior. Tem registado quebras.

  27. O Euromilhões não dá adrenalina, dá o sonho de fugir ao trabalho. O póquer não dá o sonho de fugir ao trabalho, dá adrenalina.
    Ambas as coisas se chamam jogo, mas são o contrário uma da outra.

  28. Nuno Ramos de Almeida diz:

    Ana Borges,
    Não consta que o Filipe Moura tenha jornalistas para aumentar.
    Presumo que se estivesse a referir a mim e queria discutir esse assunto comigo no 5dias.
    Lamento desiludi-la, mas eu não tenho poder de aumentar jornalistas, não faço parte de nenhum conselho de administração de um qualquer grupo mediático. Pelo que percebo trabalha na mesma empresa do que eu, se quiser discutir algum aspecto da Focus que eu possa ajudar, pode ir ter comigo. Terei muito gosto em a esclarecer.

  29. carmo da rosa diz:

    @Lidador:
    ‘Hmmm, e a malta da rua islâmica????
    Ah, tá bem, não é suicídio, é martírio.
    Pronto, esqueçam…’

    Não esqueço nada.
    Os da rua islâmica – devido à proibição corânica (5:90-91) – não são grandes jogadores, e como bulir também não é o forte deles, para isso têm as mulheres, não encaixam na suposta contradição que o autor quer demonstrar entre jogo e desenvolvimento.

  30. Lidador diz:

    “na suposta contradição que o autor quer demonstrar entre jogo e desenvolvimento.”

    Suposta, diz muito bem.
    Porque em Las Vegas e Macau, parece que é justamente o contrário.
    Já agora, um dia que o nosso amigo da lavoura vá a Praga ( bonita cidade) que conte o nº de casinos e avalie o grau de desenvolvimento dos últimos anos.
    E depois que faça um flashback e investigue idênticos indicadores, digamos, há 30 anos.

    POde ser que lhe acuda outra (cor)relação curiosa, enquanto desbasta um campo de cebolas.

  31. Ana Borges diz:

    Não trabalho lá. Apenas falo do que ouço da parte de quem sabe do que lá se passa e custa-me por vezes acreditar, mas agora essa é nova para mim:”Eu não tenho poder de aumentar jornalistas, não faço parte de nenhum conselho de administração de um qualquer grupo mediático”. Ora, confessa assim que é um director sem o poder de convencer a sua administração de que há jornalistas que devem ser aumentados. É que se não for o Nuno a avaliá-los e a defender esses direitos dos trabalhadores, suponho que ache bem que sejam os seus jornalistas a falarem directamente com a administração ultrapassando assim a escala hierárquica? Diz-se impotente em defender a sua equipa e depois ainda vem dar lições de moral e dizer que não entende quem precisa de donos. Ai a coerência… tão difícil nos dias de hoje…

  32. Nuno Ramos de Almeida diz:

    Ana Borges,
    Está mal informada. Eu defendo sempre a minha equipa e trabalho o máximo que sei. Mas, infelizmente, não tenho nenhuma varinha de condão para em oito meses resolver todos os problemas de oito anos. Sobre esta questão, não pretendo continuar a discussão aqui. Acho que até tenho tido bastante paciência para si . Não é mt comum aceitar comentários que começam por me tratar de “nuninho” e depois fazem uma série de insinuações e julgamentos de carácter. Cara Ana Borges (se é que se chama assim), desculpe que lhe diga, mas não sabe do que está a falar, nem me conhece.

  33. nao gostei muito desse comentario pq esta muito imcompleto ,deveria haver mais coisas ,mais clara
    quer um comsenho apague este comentario..
    obrigada apaga q e melhor

  34. nao pubrique esse texto pois nao esta de acordo com eo q e pedido vc deveria fazer uma coisa mais completa
    ja que e para fazer faça dereito apague imediatamente
    nao esta de acordo ficou fraco vc deve ter mais criatividade para fazer malhor,nao deixe que outra passoas falem mal do seu texto pq esta muito feio,ridiculo e nao e muito legal colocar coisas na internet e nao fazer bem feito deixo esse recado como amiga escute muito bem o meu comselho… seje feliz e faça outro melhor
    [red]nao deixe que os seus amigos sombem da sua cara por causa desse seu texto que esta pessimo ctrie outro melho

    desculpe os erro de portugues
    escrevo errado mas posso fazer um texto bem melhor do que esse….

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