Rodrigo, a camisolinha é discreta, mas devias mudar de penteado. Fernanda, o vestido não te fica bem

Sobre Nuno Ramos de Almeida

TERÇA | Nuno Ramos de Almeida
Este artigo foi publicado em cinco dias. Bookmark o permalink.

4 respostas a Rodrigo, a camisolinha é discreta, mas devias mudar de penteado. Fernanda, o vestido não te fica bem

  1. por acaso acho que o vestido, bom. mas o corpo é que não me vai nada ao parecer.

  2. ezequiel diz:

    Nuno

    não consigo enviar-te um email.

    mudaste de email?

    cumps

  3. ezequiel diz:

    não sei se isto Vos interessa.

    se interessar, koolio

    abraços,

    ———-
    O Voto Obrigatório
    Koichi Kato *
    Tradução: Ezequiel

    O “voto obrigatório” é uma imposição legal que impoe a obrigatoriedade do voto através de uma punição monetária a todos aqueles que não invocam uma razão legitima para a sua abstenção do acto eleitoral. Não se trata de uma ideia nova. O sistema do voto obrigatório é utilizado na Bélgica desde 1893 e na Austrália desde 1924. Todavia, esta medida que visa combater a abstenção não tem sido utilizada pelas democracias industrializadas, apesar de ser nestas que o problema é mais grave.

    O “voto obrigatório” tem sido mais eficaz na Austrália. Desde a sua introdução em 1924, a media da participação eleitoral tem sido de 95%, entre os eleitores registados. A lei eleitoral estipula que o individuo que opta pela abstenção injustificada deverá ser punido com uma “multa” de vinte dólares (12 Euros). Depois de cada eleição federal, a autoridade eleitoral, uma entidade estatal que supervisiona todos os processos eleitorais, envia uma carta a cada um dos que optaram pela abstenção. Nesta carta, a autoridade eleitoral informa os abstencionistas da punição a ser aplicada e pede-lhes que expliquem porque é que não votaram. Se a razão para a abstenção for entendida como legitima a punição é revogada. Se a infracção não for justificada a este nível administrativo é posteriormente remetida para os tribunais. Nas eleições federais de 1998, cerca de 40 396 eleitores pagaram a multa e cerca de 6246 eleitores foram parar às barras dos tribunais.

    O sistema do “voto obrigatório” poderá parecer peculiar ou até bizarro. Todavia, se a participação eleitoral continuar a decrescer significativamente nas democracias industriais é possível que venha a ser considerado como uma opção pertinente e interessante. Por exemplo, no Reino Unido a proposta de voto obrigatório tem suscitado interesse e é defendida como uma medida desejável por inúmeros políticos, da esquerda à direita. Nas eleições de 1997, a participação foi de cerca de 70%. Em 2001, a participação desceu para 59.4%. Outras medidas de combate à abstenção tem sido consideradas e debatidas. Muitos consideram o sistema de voto obrigatório uma medida de ultima instancia.

    A critica e justificação do voto obrigatório tendem a centrar-se nas seguintes considerações: Enquanto os seus defensores invocam a sua natureza pro-democrática, os seus críticos preocupam-se com a sua natureza anti-liberal. Estes são alguns dos outros argumentos apresentados no debate acerca do voto obrigatório.

    Primeiro, o voto obrigatório possibilita uma representação politica muito mais abrangente da vontade do povo. Segundo, o voto obrigatório promove uma maior e mais sólida legitimidade do governo. Terceiro, a obrigatoriedade do voto tem um efeito educativo e integrativo em relação aqueles que se sentem marginalizados e excluídos do processo participativo. Ou seja, pode ser entendido como uma obrigatoriedade legal que explicita uma responsabilidade cívica. Quarto, o voto obrigatório liberta os partidos e candidatos de um dos ónus da mobilização eleitoral, isto é, de tentarem convencer todos os seus eleitores a participarem no acto eleitoral. Diminui também a importância dos meios financeiros utilizados pelos partidos na mobilização política (marketing) minimizando assim a importância de grupos minoritários poderosos que contribuem para os “fundos das campanhas” com o objectivo de, mais tarde, obterem o favoritismo do governo.

    Os argumentos contra o sistema do voto obrigatório são os seguintes. Primeiro, o voto obrigatório é uma restrição da liberdade de não votar, do direito individual de não expressar vontade politica. Segundo, o direito ao voto é um direito dos cidadãos. Não se trata de um direito do estado, por assim dizer. Parece ilógico, ou até absurdo, obrigar os cidadãos a exercer um direito que lhes pertence. Terceiro, o voto obrigatório poderá incorporar no processo participativo pessoas que pouco se interessam pela politica, pondo em causa a qualidade da representatividade e de todo o processo politico. Quarto, o voto obrigatório poderá transformar o voto num mero acto de rotina , trivializando as escolha politica e pondo em causa a vitalidade da democracia participativa.

    * Koichi Kato
    Investigador de Ciência Politica e Doutorando da London School of Economics (LSE)
    Departamento de Governo
    Londres, Reino Unido.

  4. tric diz:

    falta o video de reação do PP , para que o post fosse perfeito

Os comentários estão fechados.