Pelas oito e quarenta desta manhã (ou PSL matinal na TSF)

Hoje, logo às 8h40m, no meio de trânsito de Lisboa, TSF ligada, entra em cena Pedro Santana Lopes, para a sua crónica diária. O tema: uma suposta e anunciada debandada (e já vão três…) dos perdedores das directas e seus apoiantes ao Congresso de Torres Vedras. Duas notas prévias:
(1) Já ia sendo tempo de alguém explicitar a PSL que o PPD/PSD jaz finado – se não estava já defunto, as directas de há uma semana eliminaram de vez o PPD, e estamos cá para ver qual é o PSD que perdura;
(2) Depois, há muito que dizer sobre a vida e a «carreira» de PSL, mas que nunca se diga que não deu a cara quando a derrota era óbvia ou quando era óbvia a falência dos projectos que encabeçava, mesmo quando anunciou uma omnipresença sui generis, dizendo que andaria «por aí».
Em rigor dos rigores, estes são tempos em que a razão vai assistindo a PSL.
A interrupção da entrevista conduzida por Ana Lourenço, na SIC Notícias, face ao incrível corte para o directo da chegada de Mourinho (ainda que PSL se mostrasse já um pouco agastado face à reportagem exibida minutos antes, onde figurava um dos seus homens fortes em Lisboa), e a lógica de manter a face em qualquer circunstância, sugerindo a demonstração de bom perder mesmo quando não se tem, são provas desta recente revisitação da razão por PSL.
Eu confesso que, fosse eu militante do PSD – cenário que, de facto, veria com muita dificuldade, mas façamos um «suponhamos», como diziam os outros… – gostaria muito de não ir ao Congresso do próximo fim-de-semana. Ou, como disse ontem, na RTP 1, o Professor Marcelo Rebelo de Sousa – ou afirmou, porque não é senhor de insinuações mas de afirmações, afirmação que também figurou nos comentários de ontem – «não vou ao Congresso porque não há nada a discutir, está tudo decidido».
Realmente, bom ou mau perder à parte, discussão, profundidade ou decisão omissa ou presente na ordem de trabalhos do Congresso de Torres Vedras, nestes momentos o militante do PSD será uma mulher ou um homem nas suas circunstâncias e com a sua leitura dos acontecimentos recentes.
Aguardemos, pois, o registo de entradas (e saídas) do Pavilhão Multiusos da Expotorres…

Sobre Marta Rebelo

QUINTA | Marta Rebelo
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4 respostas a Pelas oito e quarenta desta manhã (ou PSL matinal na TSF)

  1. Ezequiel diz:

    santana, rebelo, pacheco, mendes, socrates e bla bla bla

    já nem sequer ouço estas matracas. Há muito que não os ouço. Demiti-me da cidadania.

  2. Ezequiel diz:

    o que é triste, veramente tristonho, é ver como é que estes “influentials” moldam o regime discursivo, como diria o michel. O pior que se pode fazer é reagir à verbitage torrencial dos tudologos…já não tenho pachorra(cá no meu cantinho)! Devem sofrer todos de insónia enciclopédica. Fala-se em Burma. Rebelo tem um tese. Fala-se na migração dos lemingues. Pacheco elabora. Nada escapa ao escrutínio implacável destes “analistas” e “comentadores.” Ambição desmedida! E depois são os dramas telenovelescos tipo “não faço insinuações” ble bla blo…é que estes senhores nem sequer exploram a teoria da sedução. São chatos e por vezes mesmo mesquinhos.

    Marta, por aqui é que eu não encontro um valor “efectivo.”

  3. Roteia diz:

    Há sempre um orgão de informação disposto a promover PSL, há sempre um PSL disposto a dar o dito por não dito e o feito por não feito. PSL negará, quando chegar a sua vez de concorrer à Presidência da República, ter sido alguma vez o primeiro ministro incompetente que nós sabemos que ele foi. Nessa altura ele já terá moralizado os media que o ajudaram a existir, e vice-versa. Quem diria que para PSL a travessia do deserto terminava tão cedo? Quem está interessado num regresso deste salvador da pátria dos futebóis?

  4. Saloio diz:

    Estimada Marta Rebelo: soube agora que a senhora é docente da FDL. Também lá andei há uns 30 anos.

    Nessa altura, 80 % dos alunos votavam MRPP e quejandos (LCI, AOC, UDP, GDUPS, etc.), porque prometiam as passagens “administrativas”, sem qualquer exame.

    Curiosamente, o visado na sua posta que a senhora pretendeu vexar, PSL, foi dos que mais lutou para que a dignidade (e os exames), voltassem à FDL.

    Sempre ouvi dizer que ninguém é perfeito, mas a senhora, que hoje é ali docente, certamente o será…apesar de ter sido à custa de pessoas imperfeitas, como PSL, e alguns PPD/PSD, que permitiram o seu trabalho naquela escola apesar de ser ridiculamente esquerdalha.

    PS: como já percebeu, eu não sou do PPD/PSD, mas daí a achar que são leprosos, vai muito.

    Digo eu…

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