Ela é que sabe (Manuela Ferreira Leite e a debandada das elites)

Ontem ouvi o Professor Marcelo Rebelo de Sousa opinar sobre os resultados das directas social-democratas. E explicar que Manuela Ferreira Leite, apoiante de Marques Mendes aquando da sua primeira eleição para a Presidência do PSD, quis manter-se à parte. Pudera! Ela é que sabe. Ao contrário do que profetizou Paula Teixeira da Cruz – com quem mantenho um quinzenal frente-a-frente no Correio da Manhã, e na discordância encontro cordialidade – as elites não debandariam em caso de vitória de Luís Filipe «Viva Portugaia» Menezes: as elites debandaram antes mesmo da temida vitória. Não foi só Manuela Ferreira Leite; não foram só os barrosistas, santanistas (parece que nem todos com LFM), a velha elite conservadora e polida. Ante as alternativas e o que o Partido Social-Democrata, com algum determinismo, passaria a ser, as elites debandaram logo no início. Manuela Ferreira Leite e qualquer militante com direito a cartão especial, com a devida referência no canto superior direito a «Militante de Elite», já estavam a milhas, na sexta-feira passada.
Não sendo possível senão concordar com Mário Soares, quando afirmou, no sábado, que a desgraça se abateu sobre a política nacional, não posso deixar de discordar quanto ao referente temporal que utilizou: há muito que o país deixou de ter no PSD uma oposição «séria, forte e estruturada» (e cito).

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QUINTA | Marta Rebelo
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