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Querida, roubaram-me o partido

29 de Setembro de 2007 por Nuno Ramos de Almeida

Não sei como dizer-lhe, tinha entregue o partido, no meio desta crise, a um rapaz esforçado, mas sem brilho. Quando os tempos fossem melhores, o meu regresso estava previsto. A pátria sorri aos audazes lá para 2013. Entretanto, a sociedade civil precisa de nós. As administrações e os bancos são o estaleiro da nação. E quem como nós para ganhar o justo provento?

Infelizmente, o rapaz que estava encarregue do tempo do pousio teve um pequeno acidente, durante umas directas, e foi substituído por um encarregado mais façanhudo que mudou as fechaduras das portas. Querida, fiquei sem partido. Acha que me aceitam no PS?

Comentários

Comentário de Fernanda Câncio
Data: 29 de Setembro de 2007, 15:57

nuno, acho que devias ter usado o ‘você’. pensa lá nisso.

Comentário de Nuno Ramos de Almeida
Data: 29 de Setembro de 2007, 16:12

F,
Tens toda a razão. Foi um esquecimento estúpido. Sempre tive curiosidade de saber se os queques tb se tratam por você na cama. Deve dar uns diálogos, dignos e arfantes, notáveis.

Comentário de Fernanda Câncio
Data: 29 de Setembro de 2007, 16:37

hum, ainda não tiveste ocasião de averiguar isso?

Comentário de josé Manuel Faria
Data: 29 de Setembro de 2007, 18:01

Aceitam, diz a querida.

Comentário de Nuno Ramos de Almeida
Data: 29 de Setembro de 2007, 19:16

F,
A meu favor só posso dizer que nunca desisti da busca do conhecimento

Comentário de RAF
Data: 30 de Setembro de 2007, 0:30

Nunca ouviram a expressão, uma lady na mesa, uma louca na cama? Há momentos em que não há você que resista. Não sei porquê, gostei muito deste «querida, roubaram-me o partido», se bem que depois de ouvir a Paula Teixeira da Cruz, o texto bem que poderia ter sido, «querido, roubaram-me o partido».

Comentário de Ana Matos Pires
Data: 30 de Setembro de 2007, 0:48

Desculpem lá, f. e Nuno, mas já estou baralhada. O que está em discussão é como se comem os queques, como se comem queques ou como é comer queques?

Comentário de Ana Matos Pires
Data: 30 de Setembro de 2007, 1:02

E em que fase do repasto é suposto deixar cair o você, Rodrigo?

Ps: Que ruinzinho, a gozar com a miséria alheia, deixe lá a rapariga. Coitados, logo agora, que a Obra estava arrumada, lhes havia de acontecer uma coisa destas. Foi castigo de Deus, só pode… que vingativo.

Comentário de RAF
Data: 1 de Outubro de 2007, 12:19

Ana,
Não sei bem, uma vez que as relações não costumam trazer nem manual de instruções, nem GPS. Admito que haja quem o consiga aguentar até ao fim, sem por essa razão perder o elan. Cada um come do que gosta, e da forma que prefere, ou não?

Comentário de Fernanda Câncio
Data: 1 de Outubro de 2007, 13:42

ó, sim, raf.

Comentário de Ana Matos Pires
Data: 1 de Outubro de 2007, 15:23

Na mouche, Rodrigo, que lança (ai do que eu me fui lembrar…) certeira, não podia estar mais de acordo.

Na sequência da sua afirmação “Há momentos em que não há você que resista”, só tentei perceber se haveria algum protocolo, daí a pergunta.

Comentário de Fernanda Câncio
Data: 2 de Outubro de 2007, 1:58

ana, devo dizer que acho isso do tratamento por você trés sexy.

Comentário de Ana Matos Pires
Data: 2 de Outubro de 2007, 14:47

Me too, f., assim no geral – o que inclui a mesa e a cama, naturalmente – também acho. Ah, por antecipação quero desde já afirmar que o caviar não faz as minhas delícias – como, mas sem qualquer convicção.