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	<title>Comentários em: brigada do cilício goes to the market</title>
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	<description>cinco dias, cinco pessoas</description>
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		<title>Por: A tolerância, claro está, é só para os outros. A cobardia também. &#171; Farmácia Central</title>
		<link>http://5dias.net/2007/09/28/brigada-do-cilicio-goes-to-the-market/comment-page-1/#comment-22831</link>
		<dc:creator>A tolerância, claro está, é só para os outros. A cobardia também. &#171; Farmácia Central</dc:creator>
		<pubDate>Sun, 02 Dec 2007 00:17:38 +0000</pubDate>
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		<description>[...] A amiga (do TM, esclareça-se) Fernanda Câncio concorda com o Daniel Oliveira e não suporta humor feito à custa das minorias. Das minorias que aprova, claro está. Segundo a sua lógica, também tem os seus momentos de cobardia, não se coíbindo de gozar frequentes vezes com católicos que usem métodos de auto-flagelação (acha ela, claro, que não me parece que as suas &#8220;vítimas&#8221; lhe andem a fazer confidências sobre a sua vivência íntima e privada da fé), que são certamente muito mais minoritários do que os gays - eu não conheço nenhum católico que se auro-flagele - e não prejudicam ninguém com os seus sacrifícios (além deles próprios, não sei) nem andam a angariar seguidores; podem ver um exemplo de cobardia aqui. [...]</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>[...] A amiga (do TM, esclareça-se) Fernanda Câncio concorda com o Daniel Oliveira e não suporta humor feito à custa das minorias. Das minorias que aprova, claro está. Segundo a sua lógica, também tem os seus momentos de cobardia, não se coíbindo de gozar frequentes vezes com católicos que usem métodos de auto-flagelação (acha ela, claro, que não me parece que as suas &#8220;vítimas&#8221; lhe andem a fazer confidências sobre a sua vivência íntima e privada da fé), que são certamente muito mais minoritários do que os gays &#8211; eu não conheço nenhum católico que se auro-flagele &#8211; e não prejudicam ninguém com os seus sacrifícios (além deles próprios, não sei) nem andam a angariar seguidores; podem ver um exemplo de cobardia aqui. [...]</p>
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	<item>
		<title>Por: MP-S</title>
		<link>http://5dias.net/2007/09/28/brigada-do-cilicio-goes-to-the-market/comment-page-1/#comment-15811</link>
		<dc:creator>MP-S</dc:creator>
		<pubDate>Mon, 01 Oct 2007 15:21:26 +0000</pubDate>
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		<description>A mim o que verdadeiramente me chateia e&#039; que a Cinemateca feche aos domingos e durante todo o mes de Agosto. 

Nao me choca que exista um dia em que o comercio feche: significa que a sociedade ainda nao esta&#039; totalmente atomizada.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>A mim o que verdadeiramente me chateia e&#8217; que a Cinemateca feche aos domingos e durante todo o mes de Agosto. </p>
<p>Nao me choca que exista um dia em que o comercio feche: significa que a sociedade ainda nao esta&#8217; totalmente atomizada.</p>
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	</item>
	<item>
		<title>Por: Cláudia</title>
		<link>http://5dias.net/2007/09/28/brigada-do-cilicio-goes-to-the-market/comment-page-1/#comment-15786</link>
		<dc:creator>Cláudia</dc:creator>
		<pubDate>Mon, 01 Oct 2007 11:59:33 +0000</pubDate>
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		<description>Olá, Fernanda, 

cá vai o esclarecimento, então. 

Diz no seu comentário, a dada altura:&quot;eu tenho, pela mesma ordem de ideias [a de que dá à CEP o direito de se exprimir], o direito de me exprimir livremente sobre as expressões da hierarquia, espero&quot;. Como a Fernanda, também eu reli o que escrevi, e em nenhum momento disse ou insinuei que não tinha esse direito. Se aqui comentei o que quer que fosse, foi para comunicar, não impor silêncios. Não me parece que uma crítica e uma tentativa de censura tenham qualquer coisa em comum.   

Ainda no tocante a direitos acrescenta ter legitimidade para &quot;:(...) referir-me a elas com a mesma liberdade com que me refiro às expressões de qualquer outra fonte — a não ser que ache que ela seja devedora de algum tipo de respeito ou reserva especial&quot;. Pois bem, é evidente que sim, que tem direito a exprimir-se livremente (felizmente, nunca vivi - nem desejei viver - num Portugal que consagrasse legalmente outra coisa), tal como o é que todas as instituições e pessoas são, por princípio, merecedoras de respeito. Também concordo que há uma &quot;enorme diferença entre criticar e banir&quot;. Deve ter reparado que eu não a acusei a si de fazê-lo.

De que é que discordo, afinal? De que o seu post, como afirma, contenha  apenas uma crítica a uma posição preteritamente tomada pela hierarquia católica sobre hipermercados&amp;domingos (a talhe de foice da crítica que aparece como central, a um grupo que apoda de &quot;brigada do cilício&quot;). A Fernanda, usando aspas para desqualificar conceitos (&#039;fiéis&#039;, &#039;o culto do senhor&#039;), imagens sarcásticas [missas vs. douradinhos; auto-excomunhão(?); cilícios fustigadores de neo-liberais em crise de identidade] e adjectivos irónicos (destacaria as &quot;doutas recomendações&quot; e a &quot;santa madre&quot;), faz um esforço estilístico considerável para apoucar a instituição. Se achincalhante foi, da minha parte, uma qualificação extrema, apoucante ela é com certeza. Neste e noutros textos seus, (e aqui deixo o referido post, entro no domínio da opinião, que talvez repudie) a partir de determinados aspectos da presença da Igreja Católica na nossa sociedade (aqui, devo dizer, acho que não só não confunde hierarquia e o laicado, como os desarticula em demasia; as diferentes sensibilidades no interior do catolicismo não se explicam com simples base nessa dicotomia), esta é por si retratada como factor de atraso e opressão. Ainda que esses retratos contenham verdade, e acredito que sim, eles são bastante redutores, parciais. A Fernanda vem equiparando a colaboração entre Estado e Igreja Católica a uma confessionalidade de Estado, que considera indesejável. Engano-me? 
 

Uma boa tarde de trabalho para si,
acv</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Olá, Fernanda, </p>
<p>cá vai o esclarecimento, então. </p>
<p>Diz no seu comentário, a dada altura:&#8221;eu tenho, pela mesma ordem de ideias [a de que dá à CEP o direito de se exprimir], o direito de me exprimir livremente sobre as expressões da hierarquia, espero&#8221;. Como a Fernanda, também eu reli o que escrevi, e em nenhum momento disse ou insinuei que não tinha esse direito. Se aqui comentei o que quer que fosse, foi para comunicar, não impor silêncios. Não me parece que uma crítica e uma tentativa de censura tenham qualquer coisa em comum.   </p>
<p>Ainda no tocante a direitos acrescenta ter legitimidade para &#8220;:(&#8230;) referir-me a elas com a mesma liberdade com que me refiro às expressões de qualquer outra fonte — a não ser que ache que ela seja devedora de algum tipo de respeito ou reserva especial&#8221;. Pois bem, é evidente que sim, que tem direito a exprimir-se livremente (felizmente, nunca vivi &#8211; nem desejei viver &#8211; num Portugal que consagrasse legalmente outra coisa), tal como o é que todas as instituições e pessoas são, por princípio, merecedoras de respeito. Também concordo que há uma &#8220;enorme diferença entre criticar e banir&#8221;. Deve ter reparado que eu não a acusei a si de fazê-lo.</p>
<p>De que é que discordo, afinal? De que o seu post, como afirma, contenha  apenas uma crítica a uma posição preteritamente tomada pela hierarquia católica sobre hipermercados&amp;domingos (a talhe de foice da crítica que aparece como central, a um grupo que apoda de &#8220;brigada do cilício&#8221;). A Fernanda, usando aspas para desqualificar conceitos (&#8216;fiéis&#8217;, &#8216;o culto do senhor&#8217;), imagens sarcásticas [missas vs. douradinhos; auto-excomunhão(?); cilícios fustigadores de neo-liberais em crise de identidade] e adjectivos irónicos (destacaria as &#8220;doutas recomendações&#8221; e a &#8220;santa madre&#8221;), faz um esforço estilístico considerável para apoucar a instituição. Se achincalhante foi, da minha parte, uma qualificação extrema, apoucante ela é com certeza. Neste e noutros textos seus, (e aqui deixo o referido post, entro no domínio da opinião, que talvez repudie) a partir de determinados aspectos da presença da Igreja Católica na nossa sociedade (aqui, devo dizer, acho que não só não confunde hierarquia e o laicado, como os desarticula em demasia; as diferentes sensibilidades no interior do catolicismo não se explicam com simples base nessa dicotomia), esta é por si retratada como factor de atraso e opressão. Ainda que esses retratos contenham verdade, e acredito que sim, eles são bastante redutores, parciais. A Fernanda vem equiparando a colaboração entre Estado e Igreja Católica a uma confessionalidade de Estado, que considera indesejável. Engano-me? </p>
<p>Uma boa tarde de trabalho para si,<br />
acv</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: RAF</title>
		<link>http://5dias.net/2007/09/28/brigada-do-cilicio-goes-to-the-market/comment-page-1/#comment-15706</link>
		<dc:creator>RAF</dc:creator>
		<pubDate>Sat, 29 Sep 2007 23:36:05 +0000</pubDate>
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		<description>Fernanda,
A minha resposta não parte do pressuposto que o seu post me fosse «teledirigido», e o que eu digo vale independentemente da minha pessoa. 
Mas o assunto não merece também grande alarido:)</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Fernanda,<br />
A minha resposta não parte do pressuposto que o seu post me fosse «teledirigido», e o que eu digo vale independentemente da minha pessoa.<br />
Mas o assunto não merece também grande alarido:)</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: Fernanda Câncio</title>
		<link>http://5dias.net/2007/09/28/brigada-do-cilicio-goes-to-the-market/comment-page-1/#comment-15700</link>
		<dc:creator>Fernanda Câncio</dc:creator>
		<pubDate>Sat, 29 Sep 2007 21:50:01 +0000</pubDate>
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		<description>santa marta, caro carlos fonseca. acha mesmo que o que eu escrevi neste post significa que considero que o fecho das &#039;grandes superfícies&#039; é uma questão religiosa&#039;? e que nunca ouvi falar da precariedade? meu caro, a precariedade está em todo o lado -- nos jornais como nos supermercados, e não creio que acabe se se mantiver a proibição de abertura das lojas ao domingo à tarde. quanto a eu ter &#039;desancado&#039; os &#039;neoliberais&#039; por causa do fecho das minhas lojas favoritas, nem sei que lhe diga. se calhar é melhor não dizer nada.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>santa marta, caro carlos fonseca. acha mesmo que o que eu escrevi neste post significa que considero que o fecho das &#8216;grandes superfícies&#8217; é uma questão religiosa&#8217;? e que nunca ouvi falar da precariedade? meu caro, a precariedade está em todo o lado &#8212; nos jornais como nos supermercados, e não creio que acabe se se mantiver a proibição de abertura das lojas ao domingo à tarde. quanto a eu ter &#8216;desancado&#8217; os &#8216;neoliberais&#8217; por causa do fecho das minhas lojas favoritas, nem sei que lhe diga. se calhar é melhor não dizer nada.</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: Carlos Fonseca</title>
		<link>http://5dias.net/2007/09/28/brigada-do-cilicio-goes-to-the-market/comment-page-1/#comment-15694</link>
		<dc:creator>Carlos Fonseca</dc:creator>
		<pubDate>Sat, 29 Sep 2007 18:51:58 +0000</pubDate>
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		<description>A f.c. expressa-se bem, mas, com regularidade, escreve sobre o que não domina. Uma vezes desanca nos neoliberais, porque foi retirado do mercado o verniz que usava ou porque as lojas Ramiro Leão,  Tátá Rodrigues e  Souza foram extintas. Outras ergue-se impetuosamente em defesa da abertura das grandes superfícies ao Domindo à tarde.
Afinal em que é ficamos ?  Seria sensato que, antes de escrever sobre determinada matéria,  a estudasse; ou seja, que no caso presente, soubesse minimente o que é, de facto, a relação de trabalho entre os empregadores da Distribuição Moderna (Sonae, Jerónimo Martins, Carrefour, ...) e os seus trabalhadores e se estes podem, na realidade, manifestar a a condição de sindicalizados, no cenário de precaridade  a que estão submetidos. Conviria também que conhecesse o impacto do negócio das grandes superfícies para a Economia Portuguesa. Percorra, por exemplo, alguns lineares e veja a quota de mercado da produção nacional. Hoje, uma alta percentagem de detergentes, sabonetes e outros produtos de lavavgem e limpeza, e de higiene pessoal, vêm de Espanha. 
No fundo, é errado pensar que se trata de uma mera questão religiosa. É, isso  sim,  um problema económico, político e social, incluindo a falta de humanismo no trabalho. Os nossos governantes de todas as matizes têm-se  furtado a resolvê-lo de forma correcta para os que trabalham nos hipermercados, para o comércio tradicional e  para a indústria portuguesa que viu implodir muitas unidades com a explosão do chamado comércio da distribuição moderna. 
Em vez de questionar o Guterres, talvez lhe seja mais acessível interrogar esse grande socialista Pina Moura ou os social-democratas Ferreira do Amaral e Carlos Tavares sobre os fundamentos das políticas que realizaram no ME, nesse domínio. Ao tontinho do Pinho, nem adianta falar - é um aviso para evitar perdas de tempo.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>A f.c. expressa-se bem, mas, com regularidade, escreve sobre o que não domina. Uma vezes desanca nos neoliberais, porque foi retirado do mercado o verniz que usava ou porque as lojas Ramiro Leão,  Tátá Rodrigues e  Souza foram extintas. Outras ergue-se impetuosamente em defesa da abertura das grandes superfícies ao Domindo à tarde.<br />
Afinal em que é ficamos ?  Seria sensato que, antes de escrever sobre determinada matéria,  a estudasse; ou seja, que no caso presente, soubesse minimente o que é, de facto, a relação de trabalho entre os empregadores da Distribuição Moderna (Sonae, Jerónimo Martins, Carrefour, &#8230;) e os seus trabalhadores e se estes podem, na realidade, manifestar a a condição de sindicalizados, no cenário de precaridade  a que estão submetidos. Conviria também que conhecesse o impacto do negócio das grandes superfícies para a Economia Portuguesa. Percorra, por exemplo, alguns lineares e veja a quota de mercado da produção nacional. Hoje, uma alta percentagem de detergentes, sabonetes e outros produtos de lavavgem e limpeza, e de higiene pessoal, vêm de Espanha.<br />
No fundo, é errado pensar que se trata de uma mera questão religiosa. É, isso  sim,  um problema económico, político e social, incluindo a falta de humanismo no trabalho. Os nossos governantes de todas as matizes têm-se  furtado a resolvê-lo de forma correcta para os que trabalham nos hipermercados, para o comércio tradicional e  para a indústria portuguesa que viu implodir muitas unidades com a explosão do chamado comércio da distribuição moderna.<br />
Em vez de questionar o Guterres, talvez lhe seja mais acessível interrogar esse grande socialista Pina Moura ou os social-democratas Ferreira do Amaral e Carlos Tavares sobre os fundamentos das políticas que realizaram no ME, nesse domínio. Ao tontinho do Pinho, nem adianta falar &#8211; é um aviso para evitar perdas de tempo.</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: Luís Lavoura</title>
		<link>http://5dias.net/2007/09/28/brigada-do-cilicio-goes-to-the-market/comment-page-1/#comment-15681</link>
		<dc:creator>Luís Lavoura</dc:creator>
		<pubDate>Sat, 29 Sep 2007 15:16:13 +0000</pubDate>
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		<description>&quot;não é de livre vontade que as mulheres muçulmanas usam o véu: é-lhes imposto&quot;

Como é que Você sabe?

Isso aplica-se a TODAS as mulheres muçulmanas? A TODAS elas é imposto que usem o véu?

E as camponesas portuguesas? Também usam um véu por imposição? Ou, nesse caso, o Filipe Moura sabe que o fazem de livre vontade?</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>&#8220;não é de livre vontade que as mulheres muçulmanas usam o véu: é-lhes imposto&#8221;</p>
<p>Como é que Você sabe?</p>
<p>Isso aplica-se a TODAS as mulheres muçulmanas? A TODAS elas é imposto que usem o véu?</p>
<p>E as camponesas portuguesas? Também usam um véu por imposição? Ou, nesse caso, o Filipe Moura sabe que o fazem de livre vontade?</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: Maria Marques</title>
		<link>http://5dias.net/2007/09/28/brigada-do-cilicio-goes-to-the-market/comment-page-1/#comment-15677</link>
		<dc:creator>Maria Marques</dc:creator>
		<pubDate>Sat, 29 Sep 2007 14:56:52 +0000</pubDate>
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		<description>Fernanda, apesar de pouco serena na maioria das vezes, percebi tudo o que a Fernanda queria, excepto na parte do cilício, mas fiquei agora bem esclarecida. 

Até 2ª, que o meu filho acordou da sesta.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Fernanda, apesar de pouco serena na maioria das vezes, percebi tudo o que a Fernanda queria, excepto na parte do cilício, mas fiquei agora bem esclarecida. </p>
<p>Até 2ª, que o meu filho acordou da sesta.</p>
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	</item>
	<item>
		<title>Por: Fernanda Câncio</title>
		<link>http://5dias.net/2007/09/28/brigada-do-cilicio-goes-to-the-market/comment-page-1/#comment-15675</link>
		<dc:creator>Fernanda Câncio</dc:creator>
		<pubDate>Sat, 29 Sep 2007 14:44:07 +0000</pubDate>
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		<description>cara maria marques, creio que basta ler o post com alguma serenidade -- talvez seja melhor esperar umas horitas -- para perceber que: apelidei de &#039;idiota&#039; a medida e disse que nunca a compreendi; que menciono as várias &#039;razões&#039; apontadas para a tomar, incluindo a alegada protecção do comércio tradicional; que o fundo do post é sobre, como já tive ocasião de re-explicar na caixa de comentários, mas tenho todo o gosto de voltar a fazer para si, o facto de &#039;a brigada do cilício&#039; (e não, maria marques, a expressão não se refere, obviamente, a todos os católicos blogosféricos, mas só aos doidinhos fundamentalistas, e se não sabe quem são, melhor para si) estar a fazer campanha pelo fim da medida, quando a conferência episciopal fez campanha por ela. espero que finalmente esteja esclarecida. e que se deixe de insinuações um pouco, como dizer?, mal informadas.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>cara maria marques, creio que basta ler o post com alguma serenidade &#8212; talvez seja melhor esperar umas horitas &#8212; para perceber que: apelidei de &#8216;idiota&#8217; a medida e disse que nunca a compreendi; que menciono as várias &#8216;razões&#8217; apontadas para a tomar, incluindo a alegada protecção do comércio tradicional; que o fundo do post é sobre, como já tive ocasião de re-explicar na caixa de comentários, mas tenho todo o gosto de voltar a fazer para si, o facto de &#8216;a brigada do cilício&#8217; (e não, maria marques, a expressão não se refere, obviamente, a todos os católicos blogosféricos, mas só aos doidinhos fundamentalistas, e se não sabe quem são, melhor para si) estar a fazer campanha pelo fim da medida, quando a conferência episciopal fez campanha por ela. espero que finalmente esteja esclarecida. e que se deixe de insinuações um pouco, como dizer?, mal informadas.</p>
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	</item>
	<item>
		<title>Por: Maria Marques</title>
		<link>http://5dias.net/2007/09/28/brigada-do-cilicio-goes-to-the-market/comment-page-1/#comment-15672</link>
		<dc:creator>Maria Marques</dc:creator>
		<pubDate>Sat, 29 Sep 2007 14:23:06 +0000</pubDate>
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		<description>Só para não cairmos no disparate que a Fernanda quer, relembre-se que a medida foi tomada por Guterres para proteger o chamado comércio tradicional das grandes superfícies, que, além de terem preços mais baratos, tinham horários mais alargados. Esta medida foi acompanhada de outras, tal como a proíbição de preços de venda abaixo do preço de custo ou a regulamentação das promoções (que, penso eu, são bastante indiferentes à Igreja).

A referência à família foi uma forma do graxista Guterres agardar à Igreja, não a razão da lei. Mas não se pode pedir à Fernanda que reconheça isto, pois não? 

E gostava de saber quem é a brigada do cilício, que a Fernanda parece conhecer tão bem? Ou esta expressão é apenas uma forma de a Fernanda menorizar os católicos da blogosfera, acantonando-os no radicalismo religioso?</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Só para não cairmos no disparate que a Fernanda quer, relembre-se que a medida foi tomada por Guterres para proteger o chamado comércio tradicional das grandes superfícies, que, além de terem preços mais baratos, tinham horários mais alargados. Esta medida foi acompanhada de outras, tal como a proíbição de preços de venda abaixo do preço de custo ou a regulamentação das promoções (que, penso eu, são bastante indiferentes à Igreja).</p>
<p>A referência à família foi uma forma do graxista Guterres agardar à Igreja, não a razão da lei. Mas não se pode pedir à Fernanda que reconheça isto, pois não? </p>
<p>E gostava de saber quem é a brigada do cilício, que a Fernanda parece conhecer tão bem? Ou esta expressão é apenas uma forma de a Fernanda menorizar os católicos da blogosfera, acantonando-os no radicalismo religioso?</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: Fernanda Câncio</title>
		<link>http://5dias.net/2007/09/28/brigada-do-cilicio-goes-to-the-market/comment-page-1/#comment-15669</link>
		<dc:creator>Fernanda Câncio</dc:creator>
		<pubDate>Sat, 29 Sep 2007 14:04:31 +0000</pubDate>
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		<description>bom,  raf, com muito atraso (estive a fazer análise hermenêutica, como disse aqui não sei quem, de mais uma sentença esmeraldina): confesso a minha surpresa perante a sua resposta. eu não disse que a brigada do free market usa toda cilício, pois não? estou bastante ciente de que assim não é. limitei-me a anotar que o fecho das grandes superfícies ao domingo foi apoiado pela hierarquia católica, e que há notórios católicos fundamentalistas da blogosfera a apoiar a respectiva abertura. em que parte é que o raf se sentiu implicado nisto aponto dev vir aqui fazer um disclaimer, não posso descortinar.

ana cláudia vicente, olá. em primeiro lugar,  não confundo &#039;os católicos&#039; e &#039;o catolicismo&#039; com &#039;a hieraquia da igreja católica&#039;. depois, se a hierarquia em causa tem o direito de se exprimir livremente sobre tudo, eu tenho, pela mesma ordem de ideias, o direito de me exprimir livremente sobre as expressões da hierarquia, espero. e referir-me a elas com a mesma liberdade com que me refiro às expressões de qualquer outra fonte -- a não ser que ache que ela seja devedora de algum tipo de respeito ou reserva especial. há uma enorme diferença entre criticar e banir, não lhe parece? pena que de vez em quando haja quem insista em confundir as noções.

por fim, diz: &#039;onde em outros posts e crónicas havia ironia, há agora uma adjectivação simplesmente achincalhante&#039;. gostava de perceber a que adjectivos se refere. é que estive a reler o post e não vislumbro. aguardo esclarecimento.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>bom,  raf, com muito atraso (estive a fazer análise hermenêutica, como disse aqui não sei quem, de mais uma sentença esmeraldina): confesso a minha surpresa perante a sua resposta. eu não disse que a brigada do free market usa toda cilício, pois não? estou bastante ciente de que assim não é. limitei-me a anotar que o fecho das grandes superfícies ao domingo foi apoiado pela hierarquia católica, e que há notórios católicos fundamentalistas da blogosfera a apoiar a respectiva abertura. em que parte é que o raf se sentiu implicado nisto aponto dev vir aqui fazer um disclaimer, não posso descortinar.</p>
<p>ana cláudia vicente, olá. em primeiro lugar,  não confundo &#8216;os católicos&#8217; e &#8216;o catolicismo&#8217; com &#8216;a hieraquia da igreja católica&#8217;. depois, se a hierarquia em causa tem o direito de se exprimir livremente sobre tudo, eu tenho, pela mesma ordem de ideias, o direito de me exprimir livremente sobre as expressões da hierarquia, espero. e referir-me a elas com a mesma liberdade com que me refiro às expressões de qualquer outra fonte &#8212; a não ser que ache que ela seja devedora de algum tipo de respeito ou reserva especial. há uma enorme diferença entre criticar e banir, não lhe parece? pena que de vez em quando haja quem insista em confundir as noções.</p>
<p>por fim, diz: &#8216;onde em outros posts e crónicas havia ironia, há agora uma adjectivação simplesmente achincalhante&#8217;. gostava de perceber a que adjectivos se refere. é que estive a reler o post e não vislumbro. aguardo esclarecimento.</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: FBento</title>
		<link>http://5dias.net/2007/09/28/brigada-do-cilicio-goes-to-the-market/comment-page-1/#comment-15642</link>
		<dc:creator>FBento</dc:creator>
		<pubDate>Fri, 28 Sep 2007 22:05:49 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://5dias.net/2007/09/28/brigada-do-cilicio-goes-to-the-market/#comment-15642</guid>
		<description>Estou espantado, F. 
Não estou de acordo quando diz, entre outras coisas, que só vai aos hipers quem quer, quando quer. Não, os empregados vão mesmo quando não querem. Esses não contam? Valem menos que os interesses dos Belmiros de Azevedo? Há decerto actividades que a sociedade dificilmente dispensa (serviços de urgência de toda a ordem, por exemplo), mas a compra das batatas não será perfeitamente dispensável ao domingo?
Já reparou que no fim de semana nem temos praticamente médicos? Nem um simples dentista... 
Os hipermercados vão abrir 24h/dia, não duvidemos. Depois de enviarem toda a protecção social para a co-incineração, não haverá outro caminho. 
Há uns anos, abrindo Belmiro de Azevedo um hiper em Espanha, mandou bocas contra a legislação que o impedia de abrir quando entendia. Falou tão alto que as bocas logo chegaram a Madrid, como pretendia, onde um ministro o convocou, para lhe dizer que em Espanha não mandam os proprietários de mercados, incluindo os hiper... 
Aparentemente não é isso que se passa aqui, como o seu texto parece querer confirmar...  
Por que necessitamos nós de ser tão bons alunos na adopção de hábitos transatlânticos? Os espanhóis serão assim tão atrasados?!! E tantos outros europeus?!!</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Estou espantado, F.<br />
Não estou de acordo quando diz, entre outras coisas, que só vai aos hipers quem quer, quando quer. Não, os empregados vão mesmo quando não querem. Esses não contam? Valem menos que os interesses dos Belmiros de Azevedo? Há decerto actividades que a sociedade dificilmente dispensa (serviços de urgência de toda a ordem, por exemplo), mas a compra das batatas não será perfeitamente dispensável ao domingo?<br />
Já reparou que no fim de semana nem temos praticamente médicos? Nem um simples dentista&#8230;<br />
Os hipermercados vão abrir 24h/dia, não duvidemos. Depois de enviarem toda a protecção social para a co-incineração, não haverá outro caminho.<br />
Há uns anos, abrindo Belmiro de Azevedo um hiper em Espanha, mandou bocas contra a legislação que o impedia de abrir quando entendia. Falou tão alto que as bocas logo chegaram a Madrid, como pretendia, onde um ministro o convocou, para lhe dizer que em Espanha não mandam os proprietários de mercados, incluindo os hiper&#8230;<br />
Aparentemente não é isso que se passa aqui, como o seu texto parece querer confirmar&#8230;<br />
Por que necessitamos nós de ser tão bons alunos na adopção de hábitos transatlânticos? Os espanhóis serão assim tão atrasados?!! E tantos outros europeus?!!</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: Cronista Oficioso da 3R</title>
		<link>http://5dias.net/2007/09/28/brigada-do-cilicio-goes-to-the-market/comment-page-1/#comment-15641</link>
		<dc:creator>Cronista Oficioso da 3R</dc:creator>
		<pubDate>Fri, 28 Sep 2007 21:46:28 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://5dias.net/2007/09/28/brigada-do-cilicio-goes-to-the-market/#comment-15641</guid>
		<description>f. ao poder.
Tem tanta cultura sobre a sociedade e a economia real como sobre a história portuguesa recente, na base de silogismos adequados às suas extraordinárias capacidades cognitivas:
monarquia = tirania
igreja defende = tese obscurantista para meter a gente na sacristia.

Só é pena que o seu vasto repertório de homo (ou gaj) consumens, sabe que as ditas catedrais (as suas as de consumo) estão abertas ao domingo de manhã, espoliando os pobres empresários empreendedores das esmolas da tarde, não é acompanhado da mesma base teológica, esquece que as missas de domingo também são de manhã (ou seja os horários actuais já prejudicam a missa, mas se a malta que troca a missa pelo supermercado tiver este à tarde aí pode ser que vão ais uns velhos à missa matinal, um grave risco para as mentes esclarecidas). 
Mas apesar destes pequenos pormenores a f. ao flar com tanta convicção, Consta que os caixas dos supermercados são uns preguiçosos que não sabem falar com os chefes, tal como aqueles jornalistas que acham que um tal de pinto sousa e seus criados colocam dificuldades à liberdade de imprensa (à f. não, ela sabe dizer que não, os outros é que são uns merdas, ela é fracturante eles deixam-se fracturar).

PS Já agora sabe que consta que o seu querido sargento Gomes e a sua esposa também são beatos (se consta à f. já deve chegar) e têm a padralhada do lado deles.... se calhar é por isso que tem andado menos exuberante na análise hermenêutica das sentenças da pequena esmeralda... porque a miúda não interessa, qual é problema dos putos ranhosos filhos dos caixeiros e caixeiras nem sequer poderem estar com os pais ao fim de semana, nenhum... desde que não vão para um IPSS dos sacristas.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>f. ao poder.<br />
Tem tanta cultura sobre a sociedade e a economia real como sobre a história portuguesa recente, na base de silogismos adequados às suas extraordinárias capacidades cognitivas:<br />
monarquia = tirania<br />
igreja defende = tese obscurantista para meter a gente na sacristia.</p>
<p>Só é pena que o seu vasto repertório de homo (ou gaj) consumens, sabe que as ditas catedrais (as suas as de consumo) estão abertas ao domingo de manhã, espoliando os pobres empresários empreendedores das esmolas da tarde, não é acompanhado da mesma base teológica, esquece que as missas de domingo também são de manhã (ou seja os horários actuais já prejudicam a missa, mas se a malta que troca a missa pelo supermercado tiver este à tarde aí pode ser que vão ais uns velhos à missa matinal, um grave risco para as mentes esclarecidas).<br />
Mas apesar destes pequenos pormenores a f. ao flar com tanta convicção, Consta que os caixas dos supermercados são uns preguiçosos que não sabem falar com os chefes, tal como aqueles jornalistas que acham que um tal de pinto sousa e seus criados colocam dificuldades à liberdade de imprensa (à f. não, ela sabe dizer que não, os outros é que são uns merdas, ela é fracturante eles deixam-se fracturar).</p>
<p>PS Já agora sabe que consta que o seu querido sargento Gomes e a sua esposa também são beatos (se consta à f. já deve chegar) e têm a padralhada do lado deles&#8230;. se calhar é por isso que tem andado menos exuberante na análise hermenêutica das sentenças da pequena esmeralda&#8230; porque a miúda não interessa, qual é problema dos putos ranhosos filhos dos caixeiros e caixeiras nem sequer poderem estar com os pais ao fim de semana, nenhum&#8230; desde que não vão para um IPSS dos sacristas.</p>
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	</item>
	<item>
		<title>Por: Cláudia</title>
		<link>http://5dias.net/2007/09/28/brigada-do-cilicio-goes-to-the-market/comment-page-1/#comment-15638</link>
		<dc:creator>Cláudia</dc:creator>
		<pubDate>Fri, 28 Sep 2007 21:06:20 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://5dias.net/2007/09/28/brigada-do-cilicio-goes-to-the-market/#comment-15638</guid>
		<description>Fernanda,
eu também nunca entendi os motivos de impedimento da abertura de grandes superfícies em determinado dia da semana. Não vejo razão objectiva para um determinado tipo de comércio (para uns, entretenimento, para outros) deva ser impedido de exercer actividade em qualquer dia. Não se entende é o crescendo no seu tom de desprezo (onde em outros posts e crónicas havia ironia, há agora uma adjectivação simplesmente achincalhante) para com o catolicismo. Quem é católico, e sim, eu sou, tem a noção de que vive num país que desde a monarquia constitucional não configura um estado confessional. Mas a Fernanda expressa-se como se ainda assim fosse. E como se esta Igreja não fosse, hoje, polimórfica, feita de diferentes sensibilidades. É certo que ainda há, para bem de todos os cidadãos, muito que trabalhar na relação entre o Estado e as diversas confissões religiosas. O que não faz sentido nenhum à luz do que é um Estado (e um estado) democrático(s) é querer banir esse tipo de pensamento e acção, que é inerente a muitos desse cidadãos, do espaço público e da intervenção cívica. Por que não há-de a Conferência Episcopal (ou o presidente da Aliança Evangélica, ou da Comunidade Islâmica) expressar-se publicamente sobre esta ou outra questão? Se isso não a vincula, mas influencia cidadãos que nela se revêm, por que é que a forma como eles acolhem o que lhes é recomendado a perturba a ponto de ter tanta necessidade de os apoucar?</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Fernanda,<br />
eu também nunca entendi os motivos de impedimento da abertura de grandes superfícies em determinado dia da semana. Não vejo razão objectiva para um determinado tipo de comércio (para uns, entretenimento, para outros) deva ser impedido de exercer actividade em qualquer dia. Não se entende é o crescendo no seu tom de desprezo (onde em outros posts e crónicas havia ironia, há agora uma adjectivação simplesmente achincalhante) para com o catolicismo. Quem é católico, e sim, eu sou, tem a noção de que vive num país que desde a monarquia constitucional não configura um estado confessional. Mas a Fernanda expressa-se como se ainda assim fosse. E como se esta Igreja não fosse, hoje, polimórfica, feita de diferentes sensibilidades. É certo que ainda há, para bem de todos os cidadãos, muito que trabalhar na relação entre o Estado e as diversas confissões religiosas. O que não faz sentido nenhum à luz do que é um Estado (e um estado) democrático(s) é querer banir esse tipo de pensamento e acção, que é inerente a muitos desse cidadãos, do espaço público e da intervenção cívica. Por que não há-de a Conferência Episcopal (ou o presidente da Aliança Evangélica, ou da Comunidade Islâmica) expressar-se publicamente sobre esta ou outra questão? Se isso não a vincula, mas influencia cidadãos que nela se revêm, por que é que a forma como eles acolhem o que lhes é recomendado a perturba a ponto de ter tanta necessidade de os apoucar?</p>
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	</item>
	<item>
		<title>Por: Lidador</title>
		<link>http://5dias.net/2007/09/28/brigada-do-cilicio-goes-to-the-market/comment-page-1/#comment-15636</link>
		<dc:creator>Lidador</dc:creator>
		<pubDate>Fri, 28 Sep 2007 20:48:43 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://5dias.net/2007/09/28/brigada-do-cilicio-goes-to-the-market/#comment-15636</guid>
		<description>Como é habitual, discordo de quase todas as sentenças da F. Câncio, mas, conhecendo o general bispo das Forças Armadas, não vejo razão para que o dinheiro dos contribuintes sirva para alimentar os dislates do General Torgal.
Ouvi-lo largar postas de pescada, faz-nos aterrar de chofre na América do Sul, a pensar que temos pela frente o Leonardo Boff, ou outro imbecil representante da &quot;teologia da libertação&quot;.

Ou, em tons africanos, aquele  inacreditável bispo de Maputo que jura sobre a Bíblia que há uma conspiração europeia para infectar os africanos com a SIDA.

Não é para rir...estar à frente destes cromos e ouvi-los debitar tais cavalidades, é como estar perante a estupidez em estado puro, porque eles acreditam no que dizem.

Assim sendo, acho que não só o General Torgal devia ser despromovido a cabo quarteleiro, como os capelães deviam, no mínimo, pagar IRS, como o resto da maralha.

Tirando isso, fazem de facto um trabalho notável quando os dramas se abatem sobre as pessoas e estas não têm nada a que se agarrar a não ser a sua fé que eu , muitas vezes, já lamentei não ter.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Como é habitual, discordo de quase todas as sentenças da F. Câncio, mas, conhecendo o general bispo das Forças Armadas, não vejo razão para que o dinheiro dos contribuintes sirva para alimentar os dislates do General Torgal.<br />
Ouvi-lo largar postas de pescada, faz-nos aterrar de chofre na América do Sul, a pensar que temos pela frente o Leonardo Boff, ou outro imbecil representante da &#8220;teologia da libertação&#8221;.</p>
<p>Ou, em tons africanos, aquele  inacreditável bispo de Maputo que jura sobre a Bíblia que há uma conspiração europeia para infectar os africanos com a SIDA.</p>
<p>Não é para rir&#8230;estar à frente destes cromos e ouvi-los debitar tais cavalidades, é como estar perante a estupidez em estado puro, porque eles acreditam no que dizem.</p>
<p>Assim sendo, acho que não só o General Torgal devia ser despromovido a cabo quarteleiro, como os capelães deviam, no mínimo, pagar IRS, como o resto da maralha.</p>
<p>Tirando isso, fazem de facto um trabalho notável quando os dramas se abatem sobre as pessoas e estas não têm nada a que se agarrar a não ser a sua fé que eu , muitas vezes, já lamentei não ter.</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: RAF</title>
		<link>http://5dias.net/2007/09/28/brigada-do-cilicio-goes-to-the-market/comment-page-1/#comment-15609</link>
		<dc:creator>RAF</dc:creator>
		<pubDate>Fri, 28 Sep 2007 17:05:30 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://5dias.net/2007/09/28/brigada-do-cilicio-goes-to-the-market/#comment-15609</guid>
		<description>Caro Lavoura,
Primeiro, a comunhão dominical não é obrigatória, mas apenas a presença na missa.
Depois, recomenda-se uma hora de intervalo face à comunhão. E este preceito faz parte da tradição da Igreja, porque havia pessoas no passado que, de empanturradas que estava, comungavam, aquilo parava-lhes a digestão, e era uma desgraça. Daí um certo lapso de abstinência.
Hoje nos principais centros urbanos há missas às sete, oito, nove da noite, mas apenas em locais bem definidos.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Caro Lavoura,<br />
Primeiro, a comunhão dominical não é obrigatória, mas apenas a presença na missa.<br />
Depois, recomenda-se uma hora de intervalo face à comunhão. E este preceito faz parte da tradição da Igreja, porque havia pessoas no passado que, de empanturradas que estava, comungavam, aquilo parava-lhes a digestão, e era uma desgraça. Daí um certo lapso de abstinência.<br />
Hoje nos principais centros urbanos há missas às sete, oito, nove da noite, mas apenas em locais bem definidos.</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: ezequiel</title>
		<link>http://5dias.net/2007/09/28/brigada-do-cilicio-goes-to-the-market/comment-page-1/#comment-15606</link>
		<dc:creator>ezequiel</dc:creator>
		<pubDate>Fri, 28 Sep 2007 16:39:57 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://5dias.net/2007/09/28/brigada-do-cilicio-goes-to-the-market/#comment-15606</guid>
		<description>a homogeneização do tempo (tudo a toda a hora = nada tem um tempo)

vão bordamerda!</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>a homogeneização do tempo (tudo a toda a hora = nada tem um tempo)</p>
<p>vão bordamerda!</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: ezequiel</title>
		<link>http://5dias.net/2007/09/28/brigada-do-cilicio-goes-to-the-market/comment-page-1/#comment-15603</link>
		<dc:creator>ezequiel</dc:creator>
		<pubDate>Fri, 28 Sep 2007 16:37:18 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://5dias.net/2007/09/28/brigada-do-cilicio-goes-to-the-market/#comment-15603</guid>
		<description>a instrumentalização crescente do &quot;life-world&quot; assusta-me

tudo aberto a toda a hora, ena coisa irritante

busy bees obcecadas e embrenhadas na lógica da performance do mercado

o mito do mercado infinito 

a produtividade como valor ético

enfim

mas o que mais me irrita é a &quot;sentimentalismo rococó&quot; que acompanha estes intrépidos reformadores...no atlantico, um dos postalistas escreve que (paraf.) temos que deixar de &quot;cercear a iniciativa privada&quot;...ou seja, a coisa é apresentada  

É um burguesismo pacóvio, a meu ver. Não há outra palavra para o descrever. É aquela coisa do &quot;mais, mais, mais...é melhor!!&quot; Peca pelo excesso. Ou melhor, transforma-se o excesso em algo trivial.   Anuncia-se com pompa e circunstância e rapidamente transforma-se num credo reverenciado.  E eu nem sequer sou de esquerda. Mas, bolas, mexe-me mesmo mesmo mesmo com  os nerves. E as grandes superfícies, com aquele eterno cheirinho a natal (sim, misturam uns cheirinhos no sistema de ventilação para lembrar o natal e estimular pavloviamente o instinto lockeano de apropriação da propriedade!!).

not for me</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>a instrumentalização crescente do &#8220;life-world&#8221; assusta-me</p>
<p>tudo aberto a toda a hora, ena coisa irritante</p>
<p>busy bees obcecadas e embrenhadas na lógica da performance do mercado</p>
<p>o mito do mercado infinito </p>
<p>a produtividade como valor ético</p>
<p>enfim</p>
<p>mas o que mais me irrita é a &#8220;sentimentalismo rococó&#8221; que acompanha estes intrépidos reformadores&#8230;no atlantico, um dos postalistas escreve que (paraf.) temos que deixar de &#8220;cercear a iniciativa privada&#8221;&#8230;ou seja, a coisa é apresentada  </p>
<p>É um burguesismo pacóvio, a meu ver. Não há outra palavra para o descrever. É aquela coisa do &#8220;mais, mais, mais&#8230;é melhor!!&#8221; Peca pelo excesso. Ou melhor, transforma-se o excesso em algo trivial.   Anuncia-se com pompa e circunstância e rapidamente transforma-se num credo reverenciado.  E eu nem sequer sou de esquerda. Mas, bolas, mexe-me mesmo mesmo mesmo com  os nerves. E as grandes superfícies, com aquele eterno cheirinho a natal (sim, misturam uns cheirinhos no sistema de ventilação para lembrar o natal e estimular pavloviamente o instinto lockeano de apropriação da propriedade!!).</p>
<p>not for me</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: Filipe Moura</title>
		<link>http://5dias.net/2007/09/28/brigada-do-cilicio-goes-to-the-market/comment-page-1/#comment-15598</link>
		<dc:creator>Filipe Moura</dc:creator>
		<pubDate>Fri, 28 Sep 2007 16:22:57 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://5dias.net/2007/09/28/brigada-do-cilicio-goes-to-the-market/#comment-15598</guid>
		<description>Por princípio eu estou com a Fernanda na questão dos horários das grandes superfícies, embora a questão não me afecte muito. Mas todo o comércio, de um modo geral, deveria estar aberto ao fim de semana. Já a petição das caixas parece-me suspeita, pelas razões apresentadas pelo Nuno. E o argumento religioso da Fernanda não colhe, pelas razões bem expostas pela Ana Anselmo. A desconversa do Luís Lavoura também não colhe - não é de livre vontade que as mulheres muçulmanas usam o véu: é-lhes imposto.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Por princípio eu estou com a Fernanda na questão dos horários das grandes superfícies, embora a questão não me afecte muito. Mas todo o comércio, de um modo geral, deveria estar aberto ao fim de semana. Já a petição das caixas parece-me suspeita, pelas razões apresentadas pelo Nuno. E o argumento religioso da Fernanda não colhe, pelas razões bem expostas pela Ana Anselmo. A desconversa do Luís Lavoura também não colhe &#8211; não é de livre vontade que as mulheres muçulmanas usam o véu: é-lhes imposto.</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: Luís Lavoura</title>
		<link>http://5dias.net/2007/09/28/brigada-do-cilicio-goes-to-the-market/comment-page-1/#comment-15591</link>
		<dc:creator>Luís Lavoura</dc:creator>
		<pubDate>Fri, 28 Sep 2007 16:09:26 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://5dias.net/2007/09/28/brigada-do-cilicio-goes-to-the-market/#comment-15591</guid>
		<description>RAF, sem me querer meter no assunto do horário das missas, o qual não me diz de todo em todo respeito, quero lembrá-lo de que as pessoas são supostas comungar em jejum, o que justifica, quer-me a mim parecer, que muitas missas dominicais sejam às 8 ou 9 horas da manhã - um horário que é, de facto, pouco propício para os gostos de muitas pessoas de hoje.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>RAF, sem me querer meter no assunto do horário das missas, o qual não me diz de todo em todo respeito, quero lembrá-lo de que as pessoas são supostas comungar em jejum, o que justifica, quer-me a mim parecer, que muitas missas dominicais sejam às 8 ou 9 horas da manhã &#8211; um horário que é, de facto, pouco propício para os gostos de muitas pessoas de hoje.</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: Nuno Ramos de Almeida</title>
		<link>http://5dias.net/2007/09/28/brigada-do-cilicio-goes-to-the-market/comment-page-1/#comment-15585</link>
		<dc:creator>Nuno Ramos de Almeida</dc:creator>
		<pubDate>Fri, 28 Sep 2007 15:43:56 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://5dias.net/2007/09/28/brigada-do-cilicio-goes-to-the-market/#comment-15585</guid>
		<description>Cara Câncio,
Não me pronunciei sobre o horário de abertura das grandes superfícies. Apenas opinei sobre o requinte de malvadez que é obrigar empregados a recolher assinaturas por pressão patronal, sem que estes sejam consultados sobre a justeza do texto. Não creio que esteja nas suas funções profissionais. E acho que tu perceberias, o meu ponto de vista, se o teu patrão te obrigasse a recolher assinaturas para uma causa que lhe fosse cara a ele.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Cara Câncio,<br />
Não me pronunciei sobre o horário de abertura das grandes superfícies. Apenas opinei sobre o requinte de malvadez que é obrigar empregados a recolher assinaturas por pressão patronal, sem que estes sejam consultados sobre a justeza do texto. Não creio que esteja nas suas funções profissionais. E acho que tu perceberias, o meu ponto de vista, se o teu patrão te obrigasse a recolher assinaturas para uma causa que lhe fosse cara a ele.</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: RB</title>
		<link>http://5dias.net/2007/09/28/brigada-do-cilicio-goes-to-the-market/comment-page-1/#comment-15582</link>
		<dc:creator>RB</dc:creator>
		<pubDate>Fri, 28 Sep 2007 15:36:04 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://5dias.net/2007/09/28/brigada-do-cilicio-goes-to-the-market/#comment-15582</guid>
		<description>Nunca perguntei à menina da caixa se concordava com a petição, de tão óbvia a resposta dada pela total passividade na &quot;promoção&quot; da iniciativa. E não pude evitar um sentimento de satisfação. Porque de facto acho que boa parte delas(es) são uma desgraçadas(os), corridas(os) a horários duros e salários mínimos. Família tradicional? Já não é o que era. Mercearias anacrónicas? Continuarão fechadas. Sindicatos? Já tiveram melhores dias. Por isso, se quando faço as compras ao domingo de manhã, ao sábado, ou na terça à noite, contribuo para que alguém, no domingo à tarde, possa fazer outra coisa que não seja estar atrás da caixa, custa-me muito pouco e sinto-me muito bem...</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Nunca perguntei à menina da caixa se concordava com a petição, de tão óbvia a resposta dada pela total passividade na &#8220;promoção&#8221; da iniciativa. E não pude evitar um sentimento de satisfação. Porque de facto acho que boa parte delas(es) são uma desgraçadas(os), corridas(os) a horários duros e salários mínimos. Família tradicional? Já não é o que era. Mercearias anacrónicas? Continuarão fechadas. Sindicatos? Já tiveram melhores dias. Por isso, se quando faço as compras ao domingo de manhã, ao sábado, ou na terça à noite, contribuo para que alguém, no domingo à tarde, possa fazer outra coisa que não seja estar atrás da caixa, custa-me muito pouco e sinto-me muito bem&#8230;</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: Luís Lavoura</title>
		<link>http://5dias.net/2007/09/28/brigada-do-cilicio-goes-to-the-market/comment-page-1/#comment-15580</link>
		<dc:creator>Luís Lavoura</dc:creator>
		<pubDate>Fri, 28 Sep 2007 15:25:38 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://5dias.net/2007/09/28/brigada-do-cilicio-goes-to-the-market/#comment-15580</guid>
		<description>&quot;não parto do princípio de que as pessoas são umas desgraçadas instrumentalizadas pelos patrões e que portanto não têm meios de defesa, tendo que ser eu a defendê-las delas próprias&quot;

A Fernanda está-se a tornar numa perigosa (neo-)liberal. Como assim, as pessoas têm meios de defesa? Então elas não necessitam de ser defendidas pelo Estado? Que ideia, Fernanda!!! Você sempre me saiu cá uma liberal...

Já agora, a Fernanda também pensa o mesmo em relação às mulheres que usam um véu a cobrir-lhes os cabelos? Digamos, as camponesas portuguesas, as muçulmanas, as ciganas? Não serão elas umas desgraçadas que não se sabem defender, e que necessitam da ajuda da Fernanda? Ou muito pelo contrário, serão pessoas autónomas que, bem ou mal, decidem vestir aqueles trapinhos? Hmmm... isto dá que pensar.

(Nota: não assinei a petição e estou-me nas tintas para os hipermercados, nos quais rarissimamente ponho os pés. Mas concordo com a petição, toda a gente, desde os hipermercados até às lojas dos chineses, deve poder abrir quando quer e bem lhe apetece.)</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>&#8220;não parto do princípio de que as pessoas são umas desgraçadas instrumentalizadas pelos patrões e que portanto não têm meios de defesa, tendo que ser eu a defendê-las delas próprias&#8221;</p>
<p>A Fernanda está-se a tornar numa perigosa (neo-)liberal. Como assim, as pessoas têm meios de defesa? Então elas não necessitam de ser defendidas pelo Estado? Que ideia, Fernanda!!! Você sempre me saiu cá uma liberal&#8230;</p>
<p>Já agora, a Fernanda também pensa o mesmo em relação às mulheres que usam um véu a cobrir-lhes os cabelos? Digamos, as camponesas portuguesas, as muçulmanas, as ciganas? Não serão elas umas desgraçadas que não se sabem defender, e que necessitam da ajuda da Fernanda? Ou muito pelo contrário, serão pessoas autónomas que, bem ou mal, decidem vestir aqueles trapinhos? Hmmm&#8230; isto dá que pensar.</p>
<p>(Nota: não assinei a petição e estou-me nas tintas para os hipermercados, nos quais rarissimamente ponho os pés. Mas concordo com a petição, toda a gente, desde os hipermercados até às lojas dos chineses, deve poder abrir quando quer e bem lhe apetece.)</p>
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	</item>
	<item>
		<title>Por: Chuckie Egg</title>
		<link>http://5dias.net/2007/09/28/brigada-do-cilicio-goes-to-the-market/comment-page-1/#comment-15577</link>
		<dc:creator>Chuckie Egg</dc:creator>
		<pubDate>Fri, 28 Sep 2007 15:04:55 +0000</pubDate>
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		<description>Uma ultima sugestão, aproveitemos todos o domingo para comprar preservativos daquelas marcas que vão para moçambique. (já) não precisamos de estabelecimentos comerciais abertos para o fazer e no que toca a esta questão matamos dois coelhos com uma f... só.

bom fds...</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Uma ultima sugestão, aproveitemos todos o domingo para comprar preservativos daquelas marcas que vão para moçambique. (já) não precisamos de estabelecimentos comerciais abertos para o fazer e no que toca a esta questão matamos dois coelhos com uma f&#8230; só.</p>
<p>bom fds&#8230;</p>
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	</item>
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		<title>Por: Mazinha</title>
		<link>http://5dias.net/2007/09/28/brigada-do-cilicio-goes-to-the-market/comment-page-1/#comment-15576</link>
		<dc:creator>Mazinha</dc:creator>
		<pubDate>Fri, 28 Sep 2007 15:01:01 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://5dias.net/2007/09/28/brigada-do-cilicio-goes-to-the-market/#comment-15576</guid>
		<description>Eu já trabalhei num Pão de Açúcar e sei bem o martírio que é aturar babocos que não têm imaginação suficiente para fazer alguma coisa positiva ao domingo à tarde. A maioria não vai fazer compras, vai &quot;ver coisas&quot;. Trabalhavam comigo casais com filhos que passavam meses sem ter uma folga em simultâneo. Também acontece noutras áreas? acontece, claro. Mas uma grande superfície não é indispensável como um hospital, uma estação de comboios, etc. Bolas, há hipers abertos até à meia noite de sábado, fecham todos os dias às 23... não me consta que há vinte anos atrás o país estivesse caótico porque não se podia ir comprar detergente da loiça ao domingo à tarde!

Há 10 anos atrás, sempre que eu trabalhava depois das 20 horas, tinha um subsídio nocturno, esse subsídio deixou de existir, agora é a partir das 22 ou 23, n estou certa. Sempre que eu trabalhava ao domingo, era bem paga por isso. A malta que tinha filhos passava a vida a pedir-me para trocar turnos porque queria ficar em casa com os putos e não há creches ao fim de semana. Agora as folgas são rotativas, o que quer dizer que tanto se recebe por trabalhar ao domingo como à terça.
De toda a gente que quer ver os hipers abertos ao domingo à tarde, eu queria ver quantas pessoas estariam dispostas a ter fim de semana de dois em dois meses por 450/500 euros mensais. 
Quanto a ser instrumentalizada pelos patrões: muitas vezes é isso ou rua. E rua implica desemprego e impossibilidade de pagar as contas. Nem sempre é possível sair só porque não se concorda com algo... 

Eu fui ameaçada de despedimento por me recusar a usar um chapéu de rena no Natal. Disse categoricamente que nem que dessem mil contos me convenciam a andar com um par de cornos durante uma semana... lol... a verdade é que nem o meu chefe atinava com o chapéu e intercedeu por mim. Mas tb é verdade que eu n precisava mesmo daquele emprego para viver, se tivesse de pagar renda, prestação do carro, infantário do filho... teria enfiado o chapéu e mai nada!</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Eu já trabalhei num Pão de Açúcar e sei bem o martírio que é aturar babocos que não têm imaginação suficiente para fazer alguma coisa positiva ao domingo à tarde. A maioria não vai fazer compras, vai &#8220;ver coisas&#8221;. Trabalhavam comigo casais com filhos que passavam meses sem ter uma folga em simultâneo. Também acontece noutras áreas? acontece, claro. Mas uma grande superfície não é indispensável como um hospital, uma estação de comboios, etc. Bolas, há hipers abertos até à meia noite de sábado, fecham todos os dias às 23&#8230; não me consta que há vinte anos atrás o país estivesse caótico porque não se podia ir comprar detergente da loiça ao domingo à tarde!</p>
<p>Há 10 anos atrás, sempre que eu trabalhava depois das 20 horas, tinha um subsídio nocturno, esse subsídio deixou de existir, agora é a partir das 22 ou 23, n estou certa. Sempre que eu trabalhava ao domingo, era bem paga por isso. A malta que tinha filhos passava a vida a pedir-me para trocar turnos porque queria ficar em casa com os putos e não há creches ao fim de semana. Agora as folgas são rotativas, o que quer dizer que tanto se recebe por trabalhar ao domingo como à terça.<br />
De toda a gente que quer ver os hipers abertos ao domingo à tarde, eu queria ver quantas pessoas estariam dispostas a ter fim de semana de dois em dois meses por 450/500 euros mensais.<br />
Quanto a ser instrumentalizada pelos patrões: muitas vezes é isso ou rua. E rua implica desemprego e impossibilidade de pagar as contas. Nem sempre é possível sair só porque não se concorda com algo&#8230; </p>
<p>Eu fui ameaçada de despedimento por me recusar a usar um chapéu de rena no Natal. Disse categoricamente que nem que dessem mil contos me convenciam a andar com um par de cornos durante uma semana&#8230; lol&#8230; a verdade é que nem o meu chefe atinava com o chapéu e intercedeu por mim. Mas tb é verdade que eu n precisava mesmo daquele emprego para viver, se tivesse de pagar renda, prestação do carro, infantário do filho&#8230; teria enfiado o chapéu e mai nada!</p>
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	<item>
		<title>Por: Chuckie Egg</title>
		<link>http://5dias.net/2007/09/28/brigada-do-cilicio-goes-to-the-market/comment-page-1/#comment-15575</link>
		<dc:creator>Chuckie Egg</dc:creator>
		<pubDate>Fri, 28 Sep 2007 14:58:06 +0000</pubDate>
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		<description>O Nuno e o António puseram a questão do lado certo, claramente que um abaixo assinado destes com 250 mil assinaturas (segundo a tv, ontem) concerteza não foi feito por consumidores preocupados. Este, como outros do género, foi imaginado por alguém que perde dinheiro com o fecho ao domingo dos seus estabelecimentos mas foi feito pela coerção, foi justificado pelo desemprego(!!!) e foi mediatizado pelo dinheiro. A questão religiosa que a Fernanda exponencia é de facto ridícula, há no entanto muitos exemplos deste tipo, não vivemos numa sociedade laica, temos apenas uma constituição laica. Nada de novo. O que de facto é uma novidade para mim, que por aqui vou lendo umas coisas, é que a Fernanda ache que os caixas de um supermercado seja ele qual for tenham de facto meios para se defenderem. Digamos que já devia ter percebido que as leis laborais estão para os supermercados como a constituição está para a Igreja. E olhe que nem lhe quero &quot;bater&quot; muito, aquelas ultimas 4 ou 5 linhas do seu comentário parecem vindas de uma alemã minha amiga quando lhe expliquei que tinha que pagar a universidade. Descanse, vem aí o fim de semana...e para si como para quem é caixa, espero que não tenha de trabalhar....</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>O Nuno e o António puseram a questão do lado certo, claramente que um abaixo assinado destes com 250 mil assinaturas (segundo a tv, ontem) concerteza não foi feito por consumidores preocupados. Este, como outros do género, foi imaginado por alguém que perde dinheiro com o fecho ao domingo dos seus estabelecimentos mas foi feito pela coerção, foi justificado pelo desemprego(!!!) e foi mediatizado pelo dinheiro. A questão religiosa que a Fernanda exponencia é de facto ridícula, há no entanto muitos exemplos deste tipo, não vivemos numa sociedade laica, temos apenas uma constituição laica. Nada de novo. O que de facto é uma novidade para mim, que por aqui vou lendo umas coisas, é que a Fernanda ache que os caixas de um supermercado seja ele qual for tenham de facto meios para se defenderem. Digamos que já devia ter percebido que as leis laborais estão para os supermercados como a constituição está para a Igreja. E olhe que nem lhe quero &#8220;bater&#8221; muito, aquelas ultimas 4 ou 5 linhas do seu comentário parecem vindas de uma alemã minha amiga quando lhe expliquei que tinha que pagar a universidade. Descanse, vem aí o fim de semana&#8230;e para si como para quem é caixa, espero que não tenha de trabalhar&#8230;.</p>
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	<item>
		<title>Por: Carlos barbosa de Oliveira</title>
		<link>http://5dias.net/2007/09/28/brigada-do-cilicio-goes-to-the-market/comment-page-1/#comment-15573</link>
		<dc:creator>Carlos barbosa de Oliveira</dc:creator>
		<pubDate>Fri, 28 Sep 2007 14:49:37 +0000</pubDate>
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		<description>Cá por mim, &quot;acho&quot; ( como gosto deste verbo...) que o melhor é fazer como na China e noutros países do Oriente: tudo aberto 24 horas por dia, a bem do consumismo global  e do aumento do emprego. Por tabela, satisfaz-se o egoísmo dos consumidores. A Deco também &quot;acha&quot; que essa medida é um &quot;achado&quot;</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Cá por mim, &#8220;acho&#8221; ( como gosto deste verbo&#8230;) que o melhor é fazer como na China e noutros países do Oriente: tudo aberto 24 horas por dia, a bem do consumismo global  e do aumento do emprego. Por tabela, satisfaz-se o egoísmo dos consumidores. A Deco também &#8220;acha&#8221; que essa medida é um &#8220;achado&#8221;</p>
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	</item>
	<item>
		<title>Por: António Figueira</title>
		<link>http://5dias.net/2007/09/28/brigada-do-cilicio-goes-to-the-market/comment-page-1/#comment-15572</link>
		<dc:creator>António Figueira</dc:creator>
		<pubDate>Fri, 28 Sep 2007 14:39:47 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://5dias.net/2007/09/28/brigada-do-cilicio-goes-to-the-market/#comment-15572</guid>
		<description>f., 
A tua situação, a voz que tu tens, a tua relação de força com o jornal em q trabalhas não tem comparação com a de nenhum(a) empregado(a) de supermercado. Existem, existem sindicatos; mas também existem pressões, coacção, contratos q não se renovam, condições q pioram etc., etc; a inspecção do trabalho deixa mais do q a desejar, a democracia e a própria legalidade ficam à porta de muitas destas empresas. Tenho fundadíssimas razões para crer que nem os horários de trabalho são respeitados, nem o trabalho extraordinário é pago como deveria em muitíssimos casos. Tu achas mesmo, mas mesmo, que a caixa do supermercado q te estendeu o papel q assinaste teria de facto a possibilidade de dizer ao patrão ou ao encarregado &quot;Eu não concordo com isto, e isto não faz parte das minhas obrigações profissionais, logo não dou isto a assinar a ninguém&quot;? Eu acho q não.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>f.,<br />
A tua situação, a voz que tu tens, a tua relação de força com o jornal em q trabalhas não tem comparação com a de nenhum(a) empregado(a) de supermercado. Existem, existem sindicatos; mas também existem pressões, coacção, contratos q não se renovam, condições q pioram etc., etc; a inspecção do trabalho deixa mais do q a desejar, a democracia e a própria legalidade ficam à porta de muitas destas empresas. Tenho fundadíssimas razões para crer que nem os horários de trabalho são respeitados, nem o trabalho extraordinário é pago como deveria em muitíssimos casos. Tu achas mesmo, mas mesmo, que a caixa do supermercado q te estendeu o papel q assinaste teria de facto a possibilidade de dizer ao patrão ou ao encarregado &#8220;Eu não concordo com isto, e isto não faz parte das minhas obrigações profissionais, logo não dou isto a assinar a ninguém&#8221;? Eu acho q não.</p>
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	</item>
	<item>
		<title>Por: RAF</title>
		<link>http://5dias.net/2007/09/28/brigada-do-cilicio-goes-to-the-market/comment-page-1/#comment-15571</link>
		<dc:creator>RAF</dc:creator>
		<pubDate>Fri, 28 Sep 2007 14:36:31 +0000</pubDate>
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		<description>Fernanda,

Que se saiba, o horário dos hipermercados não é dogma de fé, e defender o free market não dá direito a excomunhão. Acho. 

Agora, talvez se algumas paróquias se preocupassem em obedecer às regras do mercado - oferecendo missas em horários compatíveis com o ritmo urbano - e certos padres não aproveitassem as cerimónias para fustigar os fiéis com homilias de duas horas e sermões escatológicos, teriam maior afluência. E noto que esta minha critica também não dá direito a excomunhão, disclaimer que faço para que não comecem a rejubilar à toa. 

Já agora, e para seu desalento, boa parte da brigada do free market não aderiu ao hábito do cilício; eu dispenso o dito e, aliás, tão-pouco simpatizo com práticas de sado-masoquismo (embora admita que se optasse por estas provavelmente mereceria a tolerância aqui da malta).</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Fernanda,</p>
<p>Que se saiba, o horário dos hipermercados não é dogma de fé, e defender o free market não dá direito a excomunhão. Acho. </p>
<p>Agora, talvez se algumas paróquias se preocupassem em obedecer às regras do mercado &#8211; oferecendo missas em horários compatíveis com o ritmo urbano &#8211; e certos padres não aproveitassem as cerimónias para fustigar os fiéis com homilias de duas horas e sermões escatológicos, teriam maior afluência. E noto que esta minha critica também não dá direito a excomunhão, disclaimer que faço para que não comecem a rejubilar à toa. </p>
<p>Já agora, e para seu desalento, boa parte da brigada do free market não aderiu ao hábito do cilício; eu dispenso o dito e, aliás, tão-pouco simpatizo com práticas de sado-masoquismo (embora admita que se optasse por estas provavelmente mereceria a tolerância aqui da malta).</p>
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	</item>
	<item>
		<title>Por: MPR</title>
		<link>http://5dias.net/2007/09/28/brigada-do-cilicio-goes-to-the-market/comment-page-1/#comment-15570</link>
		<dc:creator>MPR</dc:creator>
		<pubDate>Fri, 28 Sep 2007 14:33:59 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://5dias.net/2007/09/28/brigada-do-cilicio-goes-to-the-market/#comment-15570</guid>
		<description>Quanto mais não seja trabalhar ao fim de semana e feriado dá, tanto quanto sei, direito a pagamento avantajado, e uma medida desta nunca iria intreferir com o direito às 40 horas de trabalho semanais e respectivas folgas. Até porque não se está a discutir o direito de se trabalhar ao fim de semana, mas sim o direito de uma loja com mais de x metros quadrados de área abrir ao domingo. Porque carga de água é que o Pingo Doce pode abrir e o Continente não? Esta lei deu inclusivé situações caricatas como o aumento da área do armazém do pão de açucar das amoreiras para poder abrir ao domingo, ou o facto do colombo estar aberto 7 dias por semana, mas o el corte ingles ser obrigado a fechar. É apenas ridículo.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Quanto mais não seja trabalhar ao fim de semana e feriado dá, tanto quanto sei, direito a pagamento avantajado, e uma medida desta nunca iria intreferir com o direito às 40 horas de trabalho semanais e respectivas folgas. Até porque não se está a discutir o direito de se trabalhar ao fim de semana, mas sim o direito de uma loja com mais de x metros quadrados de área abrir ao domingo. Porque carga de água é que o Pingo Doce pode abrir e o Continente não? Esta lei deu inclusivé situações caricatas como o aumento da área do armazém do pão de açucar das amoreiras para poder abrir ao domingo, ou o facto do colombo estar aberto 7 dias por semana, mas o el corte ingles ser obrigado a fechar. É apenas ridículo.</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: Fernanda Câncio</title>
		<link>http://5dias.net/2007/09/28/brigada-do-cilicio-goes-to-the-market/comment-page-1/#comment-15567</link>
		<dc:creator>Fernanda Câncio</dc:creator>
		<pubDate>Fri, 28 Sep 2007 14:22:19 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://5dias.net/2007/09/28/brigada-do-cilicio-goes-to-the-market/#comment-15567</guid>
		<description>caros nuno, ana e antónio:em primeiro lugar não entendo nem posso entender uma lei que impeça um determinado tipo de negócio legal de estar aberto a determinadas horas/dias, a não ser que esse impedimento apresente razões ponderosas -- não foi o caso, decerto. por outro lado, ana, só vai aos hipers quem quer, quando quer. gostava de perceber poe que motivo assinaria uma petição para lhes restringir ainda mais os horários -- a não ser que se btrate de uma boutade, claro. por fim, nuno e antónio, já não me lembro das circunstâncias concretas em que assinei a petição, creio que estava na caixa do corte inglês (que também fecha ao domingo). não me passou pela cabeça perhguntar à caixa (era uma mulher, disso me recordo)se estava ou não de acordo. porquê? primeiro, porque não lhe pedi para assinar (ou seja, estava eu causa a minha opinião e não a dela); depois, porque não parto do princípio de que as pessoas são umas desgraçadas instrumentalizadas pelos patrões e que portanto não têm meios de defesa, tendo que ser eu a defendê-las delas próprias; existem, salvo melhor informação, sindicatos dos trabalhadores deste género de estabelecimentos, que deveriam, se fosse disso caso, denunciar essa coerção; a prestação de trabalho ao fim de semana implica em princípio pagamento acrescido; eu própria, como jornalista de um diário, já trabalhei muitas vezes ao fim de semana e ao feriado e não vejo nisso nada de especial.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>caros nuno, ana e antónio:em primeiro lugar não entendo nem posso entender uma lei que impeça um determinado tipo de negócio legal de estar aberto a determinadas horas/dias, a não ser que esse impedimento apresente razões ponderosas &#8212; não foi o caso, decerto. por outro lado, ana, só vai aos hipers quem quer, quando quer. gostava de perceber poe que motivo assinaria uma petição para lhes restringir ainda mais os horários &#8212; a não ser que se btrate de uma boutade, claro. por fim, nuno e antónio, já não me lembro das circunstâncias concretas em que assinei a petição, creio que estava na caixa do corte inglês (que também fecha ao domingo). não me passou pela cabeça perhguntar à caixa (era uma mulher, disso me recordo)se estava ou não de acordo. porquê? primeiro, porque não lhe pedi para assinar (ou seja, estava eu causa a minha opinião e não a dela); depois, porque não parto do princípio de que as pessoas são umas desgraçadas instrumentalizadas pelos patrões e que portanto não têm meios de defesa, tendo que ser eu a defendê-las delas próprias; existem, salvo melhor informação, sindicatos dos trabalhadores deste género de estabelecimentos, que deveriam, se fosse disso caso, denunciar essa coerção; a prestação de trabalho ao fim de semana implica em princípio pagamento acrescido; eu própria, como jornalista de um diário, já trabalhei muitas vezes ao fim de semana e ao feriado e não vejo nisso nada de especial.</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: António Figueira</title>
		<link>http://5dias.net/2007/09/28/brigada-do-cilicio-goes-to-the-market/comment-page-1/#comment-15564</link>
		<dc:creator>António Figueira</dc:creator>
		<pubDate>Fri, 28 Sep 2007 13:58:51 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://5dias.net/2007/09/28/brigada-do-cilicio-goes-to-the-market/#comment-15564</guid>
		<description>Nuno,
Não por acaso, fiz a mesma pergunta q tu, obtive a mesma resposta e também achei extraordinária a violência da situação (sorry, f., mas embora por causas não simetricamente opostas às que te levaram a assinar, eu não assinei, acho q eles e elas já trabalham q chegue).</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Nuno,<br />
Não por acaso, fiz a mesma pergunta q tu, obtive a mesma resposta e também achei extraordinária a violência da situação (sorry, f., mas embora por causas não simetricamente opostas às que te levaram a assinar, eu não assinei, acho q eles e elas já trabalham q chegue).</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: ana anselmo</title>
		<link>http://5dias.net/2007/09/28/brigada-do-cilicio-goes-to-the-market/comment-page-1/#comment-15559</link>
		<dc:creator>ana anselmo</dc:creator>
		<pubDate>Fri, 28 Sep 2007 13:27:26 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://5dias.net/2007/09/28/brigada-do-cilicio-goes-to-the-market/#comment-15559</guid>
		<description>eu assinaria uma petição que obrigasse as grandes superfícies a terem um horário ainda mais reduzido ao fim-de-semana, mas essa ainda não apareceu em nenhum papel por aí.

de qualquer forma, e opiniões à parte, não percebi a linha de argumentação. ignorância minha provavelmente, nem sequer faço ideia nenhuma da discussão que houve aquando da entrada em vigor dessa lei, nem do papel que a brigada do cilício de que se fala teve nela.

a minha questão é: tanto quanto me lembro, a maioria das missas dominicais são celebradas de manhã e ao domingo de manhã os hipermercados estão abertos - só são obrigados a fechar após as 13h. assim sendo, não fará toda a lógica que os responsáveis pela igreja católica lutem para que esses mesmo hipermercados estejam abertos todo o dia, uma vez que assim os fiéis não terão de escolher entre cumprir o culto semanal e comprar a pescada congelada e os douradinhos?

(isto, claro, sem querer ofender ninguém ao assumir que é possível que a consumo-mania ocidental consiga gerar séria concorrência ao presumível criador do mundo.)</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>eu assinaria uma petição que obrigasse as grandes superfícies a terem um horário ainda mais reduzido ao fim-de-semana, mas essa ainda não apareceu em nenhum papel por aí.</p>
<p>de qualquer forma, e opiniões à parte, não percebi a linha de argumentação. ignorância minha provavelmente, nem sequer faço ideia nenhuma da discussão que houve aquando da entrada em vigor dessa lei, nem do papel que a brigada do cilício de que se fala teve nela.</p>
<p>a minha questão é: tanto quanto me lembro, a maioria das missas dominicais são celebradas de manhã e ao domingo de manhã os hipermercados estão abertos &#8211; só são obrigados a fechar após as 13h. assim sendo, não fará toda a lógica que os responsáveis pela igreja católica lutem para que esses mesmo hipermercados estejam abertos todo o dia, uma vez que assim os fiéis não terão de escolher entre cumprir o culto semanal e comprar a pescada congelada e os douradinhos?</p>
<p>(isto, claro, sem querer ofender ninguém ao assumir que é possível que a consumo-mania ocidental consiga gerar séria concorrência ao presumível criador do mundo.)</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: Nuno Ramos de Almeida</title>
		<link>http://5dias.net/2007/09/28/brigada-do-cilicio-goes-to-the-market/comment-page-1/#comment-15557</link>
		<dc:creator>Nuno Ramos de Almeida</dc:creator>
		<pubDate>Fri, 28 Sep 2007 13:10:36 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://5dias.net/2007/09/28/brigada-do-cilicio-goes-to-the-market/#comment-15557</guid>
		<description>Eu achei esse abaixo-assinado,recolhido por trabalhadores das caixas, fantástico. Quanto perguntei à menina da caixa se concordava com o texto e se a iniciativa era dela. Ela respondeu-me que não concordava, mas era obrigada a fazê-lo. Estou curioso para saber se no contrato dela vem referido, nas obrigações profissionais, a obrigatoriedade de defender os interesses políticos do patrão. Excelente exemplo, para quando um abaixo-assinado recolhido pelos caixas de dois bancos que se vão fundir a exigir despedimentos e racionalização económica? Ou mesmo diminuição dos salários?</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Eu achei esse abaixo-assinado,recolhido por trabalhadores das caixas, fantástico. Quanto perguntei à menina da caixa se concordava com o texto e se a iniciativa era dela. Ela respondeu-me que não concordava, mas era obrigada a fazê-lo. Estou curioso para saber se no contrato dela vem referido, nas obrigações profissionais, a obrigatoriedade de defender os interesses políticos do patrão. Excelente exemplo, para quando um abaixo-assinado recolhido pelos caixas de dois bancos que se vão fundir a exigir despedimentos e racionalização económica? Ou mesmo diminuição dos salários?</p>
]]></content:encoded>
	</item>
</channel>
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