Um case study: O Lidador

A gente não o convida mas ele faz-se convidado. Como o último conviva de uma festa, procurando desesperadamente companhia, desafia as conveniências a ponto de se tornar notado. Nas suas palavritas infelizes, lê-se o drama da solidão. Deixamo-lo entrar, falar, abrir-se, revelar-se, despejar o saco; quer diálogo, tu-cá tu-lá, afeição, nem que seja disfarçada de agressão. O Verão é a silly season do ano, o domingo é o silly day da semana: um domingo de Verão, eis quando ele resolve aparecer. Armado em duro, em castigador. Mas a nós ele não engana: doce, bem lá no fundo, como um torrão de açucar, ele é apenas o Lidador. Finge que é mau, mas ele não há maus rapazes, já dizia o Padre Américo, apenas rapazes tristes. É isso que ele é, um triste, que quer atenção. Sejam por isso simpáticos para o rapaz e leiam lá o que ele escreveu:

“Devo dizer que me sinto orgulhoso por ter convocado à lide a fúria dos 5.
É claro que é um bocado ridícula esta reacção de gang de rua, não acredito que a f, seja incapaz de se defender sózinha, com ou sem erros ortográficos, sem maiúsculas ou com elas.
E certamente não precisava, nem do “renho”, nem da reacção pueril do coro “renhoso”, excitado mas sem decoro.
Vá, cheguem aqui os 5, tomem um chupa-chupa e sentem-se.
Agora ouçam com atenção:

Porque estão com essas gesticulações? Porque razão andam tão carrancudos?
Porque cospem no Lidador, que não lhes quer mal e apenas almeja levá-los de passeio um pouco para além dos vossos umbigos?

Acalmem-se, vá.
Estãode cabeça perdida, as mãos sebosas, o cabelo desgrenhado, mas não se devem atirar ao Lidador nessas figuras tristes, porque “renhos” e coices não bastam para desencorajar o Lidador, quanto mais essa irritante inflamação que vos aflige.

Vejamos, estava o Lidador posto em sossego, a explicar à f, que ela não tem ainda estatuto para se elevar acima das regras da língua e muito menos para as reformular à medida do seu umbigo, e de repente o Figueira bufa, escoiceia e , de olhos arregalados, levanta-se e fala do “ renho”
Você acha bem, A Figueira?
E depois, a Ana Matos, ébria de ódio, emborrachada pela raiva, grita pastiches jasperianos e ameaças embrulhadas em folhas de alface.
E depois rastejam e confessam, lacrimejando, que não sei quê, o soulier fica largo e o chinelo é que é bom.
E que é que interessa ao Lidador, o “renho” do A.Figueira e a chinelice da Ana?
Francamente!

Ok, estão azedos, odeiam o Lidador, mas a verdade é que agora conhecem melhor a fraca qualidade do vosso verniz , e começam a compreender a reacção do Scolari.
Não tenho quaisquer dúvidas que se apanhassem o Lidador em carne e osso à vossa frente, tentariam usar as tácticas de resolução de conflitos que tanto aqui criticaram ao Scolari. Não que tivessem melhor êxito, mas pronto…
E agora retirem-se e meditem no que o Lidador vos ensinou.
Acostumem-se a ser repreendido e estudem mais, para poder falar como pessoas grandes, e abandonarem essas reacções colectivistas que tão mal vos ficam.

De resto, podem sempre censurar este comentário, para evitarem ficar mal vistos na fotografia.”

Merry Sunday to you all!

Sobre António Figueira

SEXTA | António Figueira
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42 respostas a Um case study: O Lidador

  1. Carlos Fernandes diz:

    Eh pá não é por nada e não quero estar aqui a defender o Lidador ou outro comentarista qualquer, mas se vocês os cinco só querem comentários que vos agradem ou do tipo yes-men ou yes-women, é muito simples, vocês têm os Ip´s e os mail´s do comentaristas, que se têm que registar para comentar, portanto a solução é simples, censurar e bloquear esses comments e comentadores.

    Também, como sabem, o que mais há é Blogs interessantes para ler e comentar…

  2. Fernanda Câncio diz:

    ó, vá lá, entónio. andamos aqui todos à procura de atenção. o senhor-com-nome-de-assador-castelhano-de-carnes é só um caso extremo e extremamente mal disfarçado. mas há pior. eu depois conto-te.

  3. Artemis diz:

    António, tenho que concordar que não era preciso vir para a paça pública enxovalhar o lidador… por mais irritante que ele seja. Acabou de o converter num pobre diabo e eu, que sou do contra, só me apetece vir agora a terreiro e apelar à sua defesa. Sempre me fizeram confusão os julgamentos populares que acabam, invariavelmente, na condenação do réu. Por muito que se tenha sentido tentado a fazê-lo e tendo o poder para pedir a cabeça do lidador (qualquer um de vocês os cinco o tem), seria mais nobre da sua parte não o fazer.
    Agora, fiquei a conhecer um bocadinho mais da sua moral e não gostei

  4. Luís Lavoura diz:

    Que post de tão mau gosto

  5. António Figueira diz:

    Caros Carlos Fernandes, Artemis e Luís Lavoura:
    O Lidador vem aqui, dia sim dia sim, chatear-nos a moleirinha.
    A alternativa é calá-lo ou não.
    Eu, como não o calo, respondo-lhe, e também não o impeço de me responder.
    A “praça pública” de que fala o Artemis tanto é minha como é dele – e de resto, não fui eu que fui para a praça pública em primeiro lugar.
    Nunca falsifiquei debate nenhum, e só lhe cortei o pio uma vez – quando o tipo disse que queria ir à cara a não sei quem, já não sei porquê (a propósito dos transgénicos, acho eu).
    Por isso não há desigualdade de armas: eu não estou a fazer “justiça popular” coisa nenhuma – nem, Carlos Fernandes, eu estou a pedir nenhum tipo de assentimento a meu favor, convivo optimamente com quem não concorda comigo.
    Trata-se aqui de um tipo que parasita este blogue e entretanto escreve no seu que vem aqui fazer “tiro ao alvo” (sic).
    Eu faço moral?
    Eu fui lá chateá-lo?
    Eu digo coisas e deixo-o sem resposta possível?
    Só mesmo o Luís Lavoura para as lições de bom senso e bom gosto!

  6. manel diz:

    Hummm… se não estivesse comovido, estaria excitado! Mas compreendo o tipo. Eu também, quando vejo umas criaturas, e logo ao molho de cinco, assim, inteligentes, lindinhos e lindinhas, despachadas e despachados na verve, estonteantes de erudição, com uma sagacidade tonitruante, com um saber antigo, que lhes assoma ao parapeito da sua imponência como quem olha para trás e percebe logo que a História não presta porque não conta a sua estória. Estas raparigas e rapazes fazem as nossas vidas insignificantes… (nossas, dos poucochinhos de miolo, os coitadinhos que só almejam olhar pelas cortinas fumadas, do outro lado das bem tratadas grelhas ecológicas dos seus jardins…) parecerem ainda mais pequeninitas. Mas a verdade é que não vejo mas que o mundo visto pela sua rama mais tenra nas prosas do “fabulosos cinco”. Mas a malta sabe que são os seus clientes, e para estes, o estilo cola, a maquilhagem impressiona… porque o vulgos é assim. Se não fosse não o seria. Posto isto, desejo a todos que encontrem a melhor solução para a prisão de ventre e que nunca, mas nunca mesmo, precisem de provar para lá dos pares o que realmente valem.

  7. Zé Pardal diz:

    Por favor não censurem o “lidador”. Sem ele a blogoesfera portuguesa seria uma coisa sensaborona.
    Como ele é militar (daí ter tempo de sobra para andar a xingar os outros) e somos nós, contibuintes, quem lhe paga o ordenado, como ele não faz nada de útil em prol da nação, ao menos vem aqui fazer a gente rir. Palhaço!
    A Bem da Nação

  8. Artemis diz:

    A Artemis (fem.) pf.

    Continuo com a minha: neste domingo à tarde, silly para uns, de trabalho para outros, o António não soube gerir a situação com a sabedoria que lhe conhecemos. Mas todos nós escorregamos de vez em quando. Não percebo a forma como lidou com o lidador, para quê comprar inimizades, ainda por cima deste calibre?

    Ficava-lhe bem um pedido de desculpas públicos, a la bart, do género:

    “Não vou mais humilhar nem trucidar os comentadores deste blogue nem atear o fogo a assadores castelhanos de carnes” 🙂

  9. Fernanda Câncio diz:

    de facto, há coisas fantásticas, como dizem os anúncios da fantástica pt. então a malta, para ser democrática e reconhecer o direito à liberdade de expressão, ao contraditório e à crítica e tudo e tudo, temos de levar com o lidador a dizer as idiotices todas que lhe ocorrem mas não podemos dizer sobre ele aquilo que nos apetece? é boa.

    e ainda há quem veja no post do antónio ‘um julgamento popular’, frisando que qualquer um dos cinco (que agora até são seis, tipo mosqueteiros) tem ‘o poder para pedir a cabeça dele’? abrenúncio. e será o quê, esse ‘poder’? e onde está o ‘julgamento’, quanto mais o ‘popular’? senhoras e senhores, vá lá. tenham paciência. não nos venham dizer aquilo que toda a gente sabe: claro que podemos impedir o lidador de comentar aqui. claro que essa opção existe. existe até a opção de não admitir comentários. ça va sans dire, non? o que não existe é a opção de, existindo comentários e permitindo nós que sejam publicados praticamente todos os que aparecem, não podermos comentar como nos aprover os ditos comentários e, nomeadamente, qualificarmos os comentadores como considerarmos adequado — sobretudo quando, como é o caso, os comentários por eles feitos são quase sempre e com elevada frequência julgamentos de valor sobre os autores dos posts, ao invés de constituirem apreciações dos mesmos posts. ao contrário do que a concepção de liberdade de expressão de alguns evidencia, as caixas de comentários não têm de constituir exercícios de tiro ao alvo e de derrama de ódio nem faz qualquer sentido esperar que os autores dos blogues se conformem com isso.

  10. António Figueira diz:

    “Não vou mais humilhar nem trucidar os comentadores deste blogue nem atear o fogo a assadores castelhanos de carnes” SÓ PORQUE (um grande SÓ PORQUE) a Artemis assim pediu (e eu não sei recusar nada à Artemis, que não sei quem é, mas é uma pena).

  11. António Figueira diz:

    f., falas sobremaneira verdade.

  12. jj diz:

    Porra…! Não percebo algumas destas críticas aos “cinco´s dia´s”.
    Se existem blogs liberais o Cinco Dias é um deles, senão o maior.
    Eu, que já tenho puxado aqui um pouco para o ordinário, nunca tive um comentário censurado.
    E sinto que existe igualdade de armas, ou como diria o outro o direito ao contraditório, porque se alguns comentadores dão porrada em alguns dos “cinco´s dia`s” estes se limitam a também comentar e a postar como bem entendem.
    Aliás, mesmo entre os “Cinco” nem sempre estes estão de acordo e batem uns nos outros.
    Só uma coisa…
    É que acho que o actual Cinco Dias é mais um Três Dias e Meio ou, vá lá, Quatro Dias. Ou seja, anda por aqui uma careta a mais, pelo menos.
    E quem não escreve não devia ter direito ao retrato.

  13. jpt diz:

    Por mim nao tomo posiçao
    So queria saber qual e o mal de assar febras???

  14. Ana Matos Pires diz:

    Ena, ena, que agitação!
    (f., môr, sorry lá pelo ponto de exclamação, não resisti)

    Muitíssimo obrigadíssima, António. E muitíssimo obrigadíssima por diversas razões, nomeadamente pelo seu texto e por ter tornado desnecessário que passasse à escrita a minha coprolália reactiva.

    Só um esclarecimento. Em nenhum momento, e julgo que o António me permite dizê-lo em nome dos dois, nos passou pela cabeça que a f. fosse incapaz de se defender sozinha – sem sinal diacrítico a marcar a vogal, já agora – “disto”, seria totalmente desadequado da nossa parte… ou irónico, claro.

  15. Ana Matos Pires diz:

    Ah, esqueci-me de dizer que, pela parte que me toca, bem pode o Lidador continuar a almejar o que quer seja, quanto mais levar-me de passeio. Aconselho-o mesmo a almejar sentado.

  16. Lidador diz:

    Passando por alto a psicologia de cordel do A. Figueira, (que do assunto parece saber tanto como eu de renda de bilros), e das chinelices histriónicas da Ana Matos, demasiado embuchada para dizer coisa que valha a pena salientar, tenho de confessar que esta malta aqui do 5 dias, me desperta os instintos predadores.
    Juntos fazem o detestável cromo ideológico que está do outro lado da barricada, numa guerra cultural que a Europa está a perder, admito.
    O meu contributo para esta guerra, é procurar expor a careca desta espécie nova, caracterizada por um comportamento esquizofrénico perante a realidade, e por uma amálgama de ideias velhas, que vagamente se podem traduzir num serôdio esquerdismo do “contra” e no relativismo cultural e moral.
    Compraze-me descrever esta espécie mas, tal como aconteceu ao colega Darwin, em vez de receber um prémio Nobel, sujeito-me a levar coices raivosos, porque a crónica da descrição não é do agrado dos alvos.
    Mas estes cromos existem de facto, alguns pastam no 5dias, e tudo fazem para nos impingir as suas atabalhoadas concepções do mundo.

    Algumas delas são do tipo estribilho, uma espécie de salmos que as massas recitam como mantras e através das quais parecem entrar em transe.

    Exemplos de salmos:

    “Os americanos são os culpados de tudo o que de mal acontece no planeta e o Bush é estúpido.”
    “Os terroristas islâmicos são vítimas do sistema e a culpa não é deles, mas sim do Bush e do Blair”
    “O Islão é uma religião com as outras, infinitamente tolerante, pacífica e respeitadora dos direitos humanos e quem acha que não é bem assim, sofre de “islamofobia”.
    “Queremos a paz contra a guerra” (Este salmo é para os cromos mais primários. É mais ou menos como um individuo normal dizer que prefere ser rico e com saúde, do que pobre e com uma úlcera no duodeno)
    “O aborto é um imperativo categórico.”
    “Os homossexuais são lindos, tocam viola, cheiram a lavanda, declamam poesia, e bebem chá, ao passo que os heterossexuais são peludos, têm mau hálito, barriga grande, arrotam cebola, batem nos filhos, e mastigam de boca aberta.”
    Etc., etc., etc.

    No 5 dias, a caça é deste tipo e é por isso que encaro este blogue como uma reserva cinegética. Por vezes (mea culpa), entusiasmo-me e disparo mais do que devia, espantando a caça. Não o devo fazer.

    E, meus amigos, não estou a dramatizar. A verdade nua e crua é que este tipo de cromo existe e não se importa de acelerar pela esquerda e descambar na rebaixolice, como o Figueira fez neste post, acreditando ser o justiceiro implacável, o Action Man das massas, em defesa da princesa f., contra o Glaurung de serviço, o GrandeVerme Sulfuroso, o Lidador, eu.

    Falta-lhe jeito, como se vê, pelo que o ideal seria convencê-los às boas de que fariam um melhor serviço à classe operária, se aplicassem os seus vastos dotes em tarefas de magna importância entre as quais lamber selos, gritar “gooolo”, bater palmas nos concursos da TV, etc.
    Tarefa difícil, como se depreende, mas urgente, porque se se lhes dá muita guita, os cromos tiram partido do estatuto que lhes foi garantido pelos basbaques e lhes permite disfarçar mediocridade com o uso bacoco de francesismos ou o decalque barroco de palavras “difíceis”, presumindo ciências e filosofias natas, roncando nas quânticas e nas escolásticas, armado em esperto, com bocas batidas, mas de fraco acerto.
    P.S: E tudo isto porque a F. Câncio quer por força elevar-se acima das convenções da língua, presumindo-se um estatuto que não tem e argumentando com a paixão que só a ignorância permite, que há regras desnecessárias.
    Haverá, mas tenho de informar a F. Câncio, que se vai por aí, está irremediavelmente atrasada. Qualquer adolescente escreve hoje com regras infinitamente mais simplificadas que as que ela acha virtuosas.
    A diferença é que nenhum deles tem o desplante de considerar que tal prática merece o Nobel da Literatura.

  17. Luís Lavoura diz:

    Se o Lidador chateia a moleirinha do António, o António deixe-o falar, não lhe responda, se é que acha que as questões por ele levantadas são irrelevantes.

    Mas acho de péssimo gosto fazer posts só para criticar outras pessoas, comentadores ou bloguistas da blogosfera.

    Enfim, gostos não se discutem, eu tenho os meus e o António os seus.

  18. luis eme diz:

    Espero que o “Lidador” não seja como eu e continue a aparecer e a comentar, porque, pelo menos você, António, merece, um Lidador (esse mesmo das lides…).

  19. Fernanda Câncio diz:

    sim, de facto, luís, já estamos todos, aqui no 5dias, a par dos seus benditos e requintados e nada péssimos gostos. e do facto de nunca lhe ter passado pela cabeça criticar outras pessoas a propósito de assuntos que não têm nada a ver com o que aqui se escreve.

    quando ao assador-de-carnes, cá continua, na sua tronitruante sanha contra os moinhos de vento daquilo que ele apelida ‘esquerda caviar’ e que ele não só crê coincidir em absoluto com os membros deste blogue como está certo — como só as gentes de fé inquebrantável — de que os cinco que são já seis odeiam todos a américa, têm ternura pelos terroristas islâmicos e pelo islão em geral, são todos pacifistas empedernidos, abortistas militantes e gays virulentos. não se esqueceu dos trangénicos e do ‘ecoterrorismo’ e da luta pela ‘destruição da famíliia’ e da eutanásia mandatória dos velhinhos (a propósito, que idade tem, hum?) ó assador? eu acho que sim.

    aliás, eu ia apostar que em tempos, na caixa de comentários de outro blogue (o atlântico), o mandei a outra parte — num altura em que se assinava josé carmo — precisamente por me ter imputado um ódio espumante a israel. percebo que para os assadores-de-carnes e josés carmos seja mais fácil viver num mundo em que as fileiras se definem assim tão esquematicamente. e que lhes seja impossível sequer integrar aquilo que lêem se não estiver de acordo com esses a priori. claro que essa incapacidade é a definição dos fanáticos, mas cada um é o que é.

    e agora, se não se importa, sr-assador, ou josé carmo, ou lá como se chama, tenho de ir passar cheques à al qaeda, à clínica dos arcos e aos verdes eufémios, sem esquecer a charcutaria fina para me mandar um quilinho de ovas de esturjão.

  20. p.porto diz:

    Caro A.Figueira

    Não venho defender o Lidador. Ele não precisa, tudo indica que não faz parte dos coitadinhos desta vida. Vantagem dele. Irritação de outros, que detestam quem não é coitadinho.

    Fico-me apenas pelo seu post. Vejamos:

    “… ele não se faz convidado, convida-se”. Não é assim com todos os outros? Então pq só escrever isto a respeito do Lidador?

    “… ele torna-se notado”. Claro que torna. Desde logo é contra-corrente, não vem aqui para dar amens; e depois é fatal e certeiro. Deixa quem é contra ele a dizer mal dele, já que são incapazes de contestar quase tudo o que ele escreve.

    Classificou os comentários do Lidador como revelanto “solidão” e “tristeza”. Não vou discutir interpretações psicológicas csg, não me sinto habilitado. Apenas lhe digo que dificilmente consigo encontrar uma ou outra coisa nele a partir do que ele escreve, muito menos as duas simultaneamente.

    Entretanto, o A.Figueira não contesta nem nos diz nada sobre quem quem, post sim post sim, vem aqui escrever que sim, que tá tudo muito bonito, e que tá tudo muito bem, e que mais também. Não serão antes estes os revelam solidão e tristeza? Mais: não serão antes estes que, eventualmente, desvalorizam um blog? E não serão antes os ‘Lidadores’ que dão vida e força aos blogs, a todos os blogs?

    Por tudo isto, esclareça-nos: quem aqui se faz notar por ser contra – a exemplo do Lidador – deve continuar a deixar comentários ou não? É que é detestável estar a mais ou ser um tolerado. E pergunto-lhe isto porque esta casa é vossa e essas coisas são para respeitar. Pela minha parte, posso discutir e discordar, posso até ser acintoso convosco, mas não pretento nunca estar a mais na casa dos outros.

  21. Lidador diz:

    [claro que essa incapacidade é a definição dos fanáticos, mas cada um é o que é. ]

    É agradável verificar que, por vezes, a F. Câncio se olha ao espelho, mas é pena que poucas vezes se reconheça.

    Quanto ao resto da sua lamentável prosa, já lhe disse que considero desejável que este blogue mantenha as suas características de museu de história natural do pensamento mumificado.
    Mumificado está bem….inflamado não faz sentido.
    A caça quer-se viva, mas natural, sem se travestir, por muito que o tema lhe provoque as salivações das “causas”

  22. joséjosé diz:

    Esterilidades…Hoje chegou o dia do 5 ser zero…

  23. jpt diz:

    Nao consigo perceber porque raio assar carnes rebaixa alguem???

  24. carmo da rosa diz:

    Cara Fernanda Câncio,

    Pois eu chamo-me José Carmo (da Rosa) mas nunca escrevi no blogue do Atlântico, e tão pouco tenho algo a ver com O LIDADOR – mas olhe que tenho muita pena, porque O LIDADOR escreve farpas, não direi melhores que as de um Eça ou um Ramalho, mas olhe que anda lá muito perto.

    Eu, no exílio, a 2200 quilómetros da pátria – não quero ser tão dramático, a distância é para mim também um alívio – sinto os textos do Lidador como um confortável banho de água quente depois de fazer 45 km de bicicleta debaixo de chuva. Uma maravilha.

    E como de costume, o nosso santo pobinho não sabe reconhecer um diamante entre um monte de cascalho… Já assim foi com Camões, Eça e Pessoa.
    De quem eles gostam nem às paredes confessam… mas eu desconfio que têm uma pequena e eterna predilecção pelo doutor António Oliveira Salazar. Ou então pelo doutor Álvaro Cunhal, ou seja, as duas faces da mesma medalha.

    Mas por favor não me mande a outra parte, não emita uma fatwa! Não quero de maneira nenhuma sugerir que a redacção deste blogue seja constituída por cinco calhaus nem que tenham algo a ver com a AN ou com o PCP, trata-se apenas de um desabafo de um emigrante, preocupado com a defesa do património nacional.

  25. Zé Pardal diz:

    Eu sou contra qualquer espécie de censura, muito menos ao “lidador”.
    Até tenho pena dele, coitado. Dizem que o pobre sofre de refluxo gastroesofágico e que a azia é permanente.

  26. jj diz:

    Já vi aqui hoje três ou quatro vezes e chego à conclusão que isto está uma conversa de… merda.
    Entretanto, tive a curiosodade de ir ver quem é o Lidador e fui parar ao Triunfo dos Porcos… E de porcos também costuma sair… merda.
    Sendo assim, acho que vou passear para outras bandas, antes que eu também comece a cheirar mal.

  27. Luís Oliveira diz:

    “museu de história natural do pensamento mumificado”

    LOL!

    Para “rapaz triste” acho que o Lidador tem um sentido de humor notável!

    Quanto às reacções aos comentários do lidador, na minha opinião ataques ad hominem e sarcasmo velhaco são fracos substitutos para uma argumentação convicente, mas enfim, cada um esgrime as armas que domina melhor.

  28. António Figueira diz:

    Ao comentário do p.porto (que é o único que pede uma resposta “operativa”):
    V. desculpe não ter tempo para uma resposta mais longa, mas passo já ao essencial: pela parte que me toca, V. é sempre bem vindo – V. e toda a gente, desde que para aqui não venham para aqui soltar impropérios ou praticar “tiro ao alvo”.
    Cordialmente, AF

  29. Sérgio diz:

    Sinceramente, a alucinados não se responde. O homem anda sempre à volta do dicionário para criar ficções das quais crê ser indisputado vencedor. Este blog é demasiado sério para se deixar arrastar para os pântanos da loucura.

    Atenciosamente,
    Sérgio.

  30. TFM diz:

    De facto, eu que até sou bastante avessa aos comentários do Lidador, li com espanto o post do AF.
    Acho deplorável que entre em lutas pouco dignas de “tentar” enxovalhar que o visita no seu blog, e se presta a comentar (bem ou mal) aquilo que escreve.
    Que responda a um comentário, tudo bem! Que seja duro nesse cometário (ou até arrebatador), tudo bem, também! Mas vir com este tipo de posts – já outro dia deu uns ares disso – acho incrível!
    Pior, pelos vistos não veio em defesa de nenhum ponto de vista seu, veio sim em defesa da dama f. câncio (como ela gosta de assinar), o que ainda torna o post mais enfastioso.
    Ou o blog está aberto ao diálogo, ou não está (muitos nem têm caixa de comentários…), se está, respeitem as opiniões dos outros, ainda que vos pareça muito non sens…
    Só os pobres de espírito se consideram autoridades em todos os assuntos que opinam…
    Também já fui ver quem era o Lidador, e fiquei arrepiada, mas não foi por isso que lhe comecei logo a chamar “assador”, ou outra coisa qualquer de mau gosto – aliás nem percebo como alguém que se diz defensora de todos os princípios morais dignos de respeito se atreve a entrar por esses caminhos (de uma penada só “insultando” o Lidador e menosprezando aqueles que exercem a profissão de “assadores”).
    Quanto à democracia do blog: ponho em dúvida que assim seja, porque já vi um comentário meu (que não dizia nada de especial, apenas transmitia uma ideia contrária à da autora do post – a f. câncio) ser apagado.
    E o querido “estilo literário” da f. câncio – é em tudo igual ao das minhas sobrinhas, a quem eu me canso de repreender por não escreverem com maiúsculas, que têm entre os 12 e os 18 anos. Portanto, um estilo nada original…

  31. f. diz:

    cara tfm, não falo ideia de que comentário fala, nem me recordo de ter apagado qualquer comentário seu. mas creio que pôr em causa a democracia e poder de encaixe de um blogue que publica um após outro os 350 mil comentários do lidador é um bocadinho, isso sim, non sense.
    quanto a insultos aos profissionais do assado, minha cara senhora, vai-me desculpar. se achar que dizer a alguém que o nome que escolheu para se manter anónimo — ou seja, a alcunha –soa a crisma de restaurante castelhano de carnes na brasa é para si insulto, não sei que lhe diga — a não ser, talvez, que quando quero insultar alguém costumo fazê-lo de outra forma.
    e, já agora, dê um beijinho meu às suas sobrinhas.

  32. TFM diz:

    Obrigada pelo beijinho, que penso ser sem ofensa.
    Apesar do que escrevi, de uma forma geral gosto do que escreve, mas não deixo de achar que é pouco democrática quando os comentários não lhe agradam. Digamos que usa de alguma presunção quando pretende dar “lições” àqueles que não partilham da sua opinião – (embora não se lembre, claro, isso já aconteceu comigo.)
    O que disse, e repito, é que um poquinho de humildade não lhe fica nada mal, mas a casa é vossa, fazem o que querem, como é lógico.
    Não creio que chamar, insistentemente, “…assador…” ao Lidador, seja propriamente um elogio, até porque o tom que emprega não é propriamente de louvor. Claro que com a comparação queria rebaixamento, isso é obvio! – Ah! Desculpe pelos pontos de exclamação – eu gosto!

  33. Fernanda Câncio diz:

    caramba, tfm. que desconfiada. agora os beijinhos também podem constituir ofensa?

    claro que o tom que emprego com o lidador não é de elogio, teresa. por que havia de ser? mas creio existir uma diferença bastante assinalável entre a ironia e o humor e o insulto. diferença à qual, naturalmente, nem toda a gente será sensível.

    quanto à minha ausência de humildade, bom. de facto assim de repente não encontro a humildade, sobretudo a encenada, entre as minhas maiores qualidades.

  34. jj diz:

    Antes deste meu comentário, existem (ou existiam) “33” comentários sobre “o assador de carnes”.
    E “três” diz o povo, acho eu, que foi a conta de deus fez.
    Então, “trinta e três”, talvez seja o momento de chegar à conclusão que a carne já está esturricada.
    Ou seja, acho que chegou a altura de fechar a “tasca” sobre este assado.

    Sei lá, falar sobre a entrada em vigor dos novos códigos penal e processual penal.
    Ou do empate do Porto com o Liverpool (acho que é o Liverpool, mas também não vou confirmar).

    Ou ir visitar o “besugo” que, daqui a pouco, vai gozar, com um post à maneira, com os dois, também ao intervalo, na trombeta do “orelhas”, lá por Milão.
    Mas amanhã bem se f*** que o seu Sporting também as vai levar.

    Ou falar do tempo para amanhã.
    Ou do preço do petróleo que está a ficar caro para c******.

    Nota:
    Os “*” são da minha iniciativa, por respeito ás senhoras.
    Porque ao assador bem que me apetece mandá-lo … ou ir para o …, ele que escolha, que para mim tanto me faz.

  35. Lidador diz:

    [existir uma diferença bastante assinalável entre a ironia e o humor e o insulto]

    De vez em quando ( na verdade para aí umas 300 000 vezes, assim por baixo) venho ver em que assados está metida esta tão subtil e minúscula f.
    Assados é a minha nova especialidade.
    Claro que a F, gostaria de insultar e tenta-o afobadamente.
    Infelizmente não cultiva a arte e quando se esforça larga insultos tabernícolas cuja subtileza não ultrapassa a de um garrafão.
    tipo garrafão.

    De resto, a força de um “insulto” reside, não nas palavras em si, mas na qualidade da pessoa que o profere.
    Se um cão me ladra na rua, está obviamente a ser agressivo comigo, mas não me passa pela cabeça irritar-me e desatar aos berros com ele.
    Ou o ignoro, ou gozo com ele, ou lhe aplico um pontapé no sítio conveniente.
    Se uma pessoa cujo julgamento respeito, franze uma sobrancelha perante algo que eu digo, isso sim, é susceptível de me inquietar .
    Não é manifestamente o caso, pelo que me posso dar ao luxo de ser condescendente , chistoso e pedagógico, compreendendo a natureza, dos aspirantes a insultantes, brincando com as suas excitações e dando-lhes uns piparotes nas partes baixas quando esboçam o feio gesto de morder a canela.

  36. Sérgio Pinto diz:

    Confesso que não percebo o problema que causa a alguma pessoas (nomeadamente,o Luís Lavoura, o p.porto e a TFM) o facto de um utilizador deste espaço fazer um post dedicado ao Lidador. Mas afinal este espaço não é deles?! Era só o que faltava que agora não pudessem escrever sobre os temas que muito bem lhes der na real gana. Se a democracia funciona no sentido de deixar o Lidador debitar continuamente as maiores alarvidades, que motivo pode haver para ele não leve a(s) resposta(s) que merece?

    E, já agora, nem sequer me quero dar ao trabalho de parecer neutro. De facto, NÃO GOSTO do Lidador, porque já o encontrei, bem antes de ele ter um blog, nos fóruns do Sapo (numa altura em que aquilo ainda mantinha um nível razoável de interesse). Já nessa altura, esse agradável senhor, ex-AOC e ex-comando (segundo o próprio, embora desconhecesse o endereço da sede…), apresentava a mesma conduta provocatória e a visão a preto e branco que só lhe permite ver 2 tipos de pessoas: os defensores dos valores ocidentais e os anti-americanos primários (onde aglutina todos os que se opõem á política externa da Administração Bush). E, diga-se de passagem, tão bela era a sua conduta que ele só começou a assinar como ‘lidador’ depois de ter sido expulso enquanto ‘carmojos’. O moderador devia ser um anti-americano-primário-comunista-frustrado-e-bajulador-do-bin-laden, como é evidente…

  37. jj diz:

    Boa, Sérgio Pinto, muito bem argumentado.
    E sem precisar de dizer as asneiras que eu disse no comentário a seguir ao “33” que ainda não sei se foi censurado.
    Mas, se foi, também tudo bem.
    É que este assunto do “assador”, perdão do Lidador, já me confundo, já gastou papel a mais.
    O tipo que pregueje lá à vontade, mas já era tem de o deixar a falar sozinho.

  38. Fernanda Câncio diz:

    ah, bom. eu bem que tinha aqui uma intuição muito persistente de que o lidador é nem mais nem menos que o josé carmo a quem já tive o prazer de, nas caixas de comentários do blogue da atlântico, mandar dar uma grande volta ao bilhar grande, precisamente por, aparecendo das profundezas cibernéticas e sem me conhecer de lado nenhum, me ter acusado de anti-israelita primária. para o josé carmo-lidador-etc, qualquer pessoa que se assuma de esquerda, que lute contra a discriminação das pessoas com base na orientação sexual e que defenda a despenalização do aborto no primeiro trimestre é inevitavelmente anti-israelita. não sei onde é que ele vai buscar estas correspondências, mas o certo é que as recita como cartilha. só há um pequeno problema: é que de facto, como qualquer pessoa que me leia na blogosfera (e não só) sabe — e os meus companheiros de blogue, nomeadamente o nra, de sobra — eu estou mesmo muito longe de ser anti-israelita. como estou longíssimo de ser anti-americana e, horror dos horrores, estou a infinitas lonjuras de me ter oposto à invasão do iraque. e levo um bocadinho a mal que alguém parta desse vesgo princípio. há muito mas muito mais coisas sob o céu e sobre a terra do que a filosofia do josé carmo concebe. é não ser capaz sequer de conceber isso — que há muita, tanta coisa que lhe escapa — que faz dele um comentador tão pouco interessante quanto previsível e uma personagem tão estulta (para usar uma palavra de que ele gosta — assim não pode dizer que fui completamente antipática).

  39. Lidador diz:

    [qualquer pessoa que se assuma de esquerda, que lute contra a discriminação das pessoas]

    O que a f deveria explicar, não a mim, mas a si propria, é a razão pela qual acha que estas duas orações são indissociáveis…ou até equivalentes. É que a praxis tem demonstrado exactamente o contrário…..

    [com base na orientação sexual e que defenda a despenalização do aborto no primeiro trimestre é inevitavelmente anti-israelita. não sei onde é que ele vai buscar estas correspondências,]

    Eu tb não…e não sei tb onde é que a F vai buscar a correspondência que lhe pernite encontrar estas alegadas correspondências.
    Há de facto muita coisa que lhe escapa….

  40. Lidador diz:

    De resto, e com isto remato, por muitos ademanes e enfeites retóricos que se usem para adornar o prato, e repetindo o que já escrevi noutro sítio, ser “de esquerda” assenta hoje num critério muito simples, ao alcance de qualquer analfabruto: ser antiamericano, sejam quais forem as circunstâncias, porque o “americano” congrega em si todos os ódios ao “imperialismo, ao “capiitalismo”, ao “lucro”, ao “liberalismo”, ao “lobby judaico”, etc.
    E se em rigor a f não reage a alguns desse estímulos, a esmagadora dos seus compagnons de route são como os cães de Pavlov.

    E, comogarante o povão, “diz-me com quem andas, dir-te-ei quem és.”

  41. TFM diz:

    Claro, Sérgio Pinto, que o autor do post, que escreve num blog que é seu, pode escrever sobre o tema que lhe apetecer. O que eu acho é que é de mau gosto este post a desancar no Lidador. E com isto não parto em defesa do Lidador, que, como já disse, escreve e pensa coisas que me arrepiam. Para além de me ter sido dado a conhecer aqui pelos comentários, fui dar uma espreitadela ao seu blog. Li apenas por alto, mas deu para ficar com uma ideia…(assustadora, aliás…)
    O que me parece é que partir para os “insultos” (…”assador”…), ou escrever um post desta natureza, é ultrapassar alguns limites.
    Não é que o Lidador já não os tenha ultrapassado. Provavelmente já os ultrapassou muitas vezes, mas não creio que a atitude correcta seja pagar com a mesma (diferente, mas a mesma) moeda.
    Este é um blog que proporciona, penso eu, a conversa entre os seus elementos e os diversos comentadores – embora haja uns mais abertos ao diálogo do que outros. E num espaço aberto pode entrer qualquer pessoa, a porta pode fechar-se de muitas maneiras, quando quem entra não é do nosso agrado. Mas, o enxovalhar e humilhar nunca é a melhor atitude, mesmo em relação aos nossos “inimigos”, muito menos quando estamos em visível superioridade perante eles. É o caso aqui – o AF, precisamente por ser um dos elementos do blog, está em clara superioridade ; ele é o dono da casa (um dos donos…).

    E diz ele que não convidou o Lidador – pois bem, para mim essa é uma das piores partes, porque pensei, sem reservas, que se quisesse (eu) podia participar, o que aliás tenho feito, algumas vezes. Mas fiquei com dúvidas porque, eu também não fui convidada, e como não sou do “grupo de amigos dos 5”, aqueles que habitualmente são saudados com boas vindas, nem partilho sempre das suas opiniões, também eu me senti, em parte, rejeitada.

  42. ajax diz:

    OK. Sem grandes floreios retóricos. Andar a suspirar pela conversa, e pelo diálogo, e pelos belos entendimentos, com um gajo que insulta desbocadamente tudo e todos, sugere-me um bocado o fenómeno tenebroso, do baixa as calcinhas. Mas o Lidador lá tem vontade de dialogar? Do alto da sua sapiência oitecentista; escrevendo de forma mais rebuscada do que o Mário de Carvalho – para fazer valer um exemplo contemporâneo e de esquerda -, arma-se de varapau e vem para aqui à cachaporra a todos os que não sejam retintos fachos! (ups, disse uma verdade).

    Boa António, contra a extrema-direita caceteira, há que opôr a esquerda pugilista.

    E depois um gajo que dá pelo nome de lidador, se apanhar uma cornada de vez em quando até lhe faz bem. Tudo a bem da arte de bem cavalgar a toda a cela.

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