inquietante racismo…

Este vídeo é do Mark (bicyclemark) que tem um blog/vlog/podcast com o nome citizenreporter.org que não deixo de recomendar a sua regular leitura.

bmtv57 Racism and Xenophobia, Brussels

During my most recent trip to Brussels, there was a demonstration against Islam. (!) The event was organized by one of the far right parties that recently became a very significant force in government. This video comes from no-comment, the video-podcast from euronews.net. (palavras do Mark)

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69 respostas a inquietante racismo…

  1. Lidador diz:

    Quanto a Edward Said, a força dos seus argumentos ficou provada no momento em que achou importante apedrejar judeus.
    Um árabe que negou as suas origens, que bebeu a sua cultura no Ocidente que tudo lhe deu e que acabou, como bom esquerdista, a atacar o edifício moral, cultural e intelectual que lhe permitiu ser um homem livre.

    Não há categorias morais, diz o Ajax.
    Talvez para quem vive na estratosfera.
    Porém, quem habita a realidade, sabe que há uma diferença entre matar deliberadamente inocentes como fim em si, e matar inocentes tendo em vista um objectivo moral.

    Quando os Aliados destruiram Dresden, foi uma acção moralmente condenável, mas o objectivo não era matar alemães porque sim.
    Quando Hitler ordenou a solução final, o objectivo era mesmo esse: matar os judeus.
    Há aqui diferenças morais significativas e a incapacidade de determinados cromos para as perceber, diz-nos tudo desta amálgama triste que polui o ambiente cultural europeu.
    Lenine chamava-lhe “idiotas úteis”

  2. ajax diz:

    Para o Lidador.
    Não vejo onde é que eu disse que “não há categorias morais”. Disse que elas são enviesadoras, sobretudo quando encerradas neste binómio simplista.
    Quanto ao matar inocentes deliberadamente ou tendo em vista um objectivo moral, acho que deve perguntar aos próprios. Algo me diz, que para além de suposições metafísicas, tanto se lhes daria.

  3. carmo da rosa diz:

    Caro Ezequiel,

    Não deixo nada as questões de estilo de lado, veja isto com uma refrescante pausa nesta nossa pesadíssima polémica islamo-marxista.

    Como é que você sai de Portugal com 17 aninhos e consegue conservar, sem ofensa, esse estilo muito português, muito requintado de antes das Conferências do Casino? É obra… O estrangeiro não penetrou nos seus poros, nem um bocadinho. O que demonstra uma forte personalidade, ou uma esmerada educação, ou as duas coisas. Você não me parece ser daqueles que depois de uma estadia de três meses no Brasil, volta com um Sotáááquizinho Cáárrrioca, qui já fáála di garrrçon francêsss di champignon, di bolo inglêsss.
    Olhe, eu saí de Portugal com um ano mais do que você e a única coisa que me ficou agarrada à pele, para mal dos meus pecados, foi o meu horrível sotaque do Porto. Num há maneira de me ber libre desta contaminaçóun, por mais boltas que eu dê à circunbalaçóun, bou sempre parar a Santo Obídio caralho…

    “Pior ainda! Antes de continuar, gostaria de pedir-lhe que me explicasse o que entende por “entendimento estratégico.”

    Vou fazer um esforço. Juntos resolvemos fazer uma curta paragem na estrada entre Gondomar e Rio Tinto para comer umas sardinhas assadas. O restaurante tem uma fantástica panorâmica sobre o Douro. Como de costume os restaurantes do Norte servem demasiadas sardinhas per capita – mais de quatro sardinhas fico farto. Você, por sua vez, não gosta de broa de Avintes nem de vinho verde tinto (do pipo)!!! Na minha MODESTA opinião produtos inseparáveis de uma boa sardinhada – para mim é mesmo condicio sine qua non para comer sardinha assada.
    Neste caso, vamos ter que nos socorrer de um ‘entendimento estratégico’. Saco quatro sardinhas da travessa, devolvo-lhe as oito restantes, você encomenda uma salada mista e papos secos para acompanhar as mesmas, e, demonstrando um gosto requintado (não esperava outra coisa de si), aproveita para pedir ao empregado uma garrafa de verde branco: ‘Alvarinho… e fresquinha se fizesse o favor’. O empregado vira-se e responde-lhe no tal sotaque de que eu nunca mais me livro:
    ‘Ó chefe, bocê tá cum azar caralho, Albarinho fresquinho? Bai no Batalha, num temos! O pessoal cá acha isso muito caro, bai ter que bober Casal Garcia…’

    Como fui eu que imaginei esta história do ‘entendimento estratégico’, fiquei ligeiramente beneficiado. Mas quem parte e reparte e fica com a pior parte, ou é burro ou não tem arte. Por outro lado, você comeu mais quatro sardinhas do que eu…

    Moral da história: O que se leva desta vida é o que come, o que se bebe e o que se ai ai… Mas como convencer os nossos irmãos muçulmanos desta verdade tão simples se nem o Ajax ajuda à missa?

    Allah u akbar!

  4. ezequiel diz:

    Caro Ajax

    participe no pew news iq quiz e perceberá o prob a que me refiro. O format é mt parecido com o utilizado nas “pesquisas” da pew. Um fanático islâmico, que tenciona usar meios democráticos para ascender ao poder, poderá afirmar que acredita na democracia e constar como um democrata nas pesquisas da pew. Poderia citar outras “distorções” quantitativas. Prefiro o good old metodo qualitativo. Além disso, são muito poucos os muçulmanos que, estejam onde estiverem no médio oriente, dizem abertamente o que pensam sobre política. Não tem nada q ver com mensagem e mensageiro. Tem q ver apenas com metodologia interpretativa ou analítica. É um método superficial.

    A radicalização não é levada a cabo pela comunidade islâmica mais ampla. Pensar o contrário é uma distorção perniciosa que em muito se assemelha às divagações imbecis de galloway. A comunidade islâmica mais ampla preocupa-se com coisas mais mundanas, como a educação dos seus filhos, as contas da luz e da água, e o fornecimento das mercearia. Leia Kepel ou, melhor ainda, leia Marc Sageman.

    Eu fumo mas percebo pouco de tabaco e ainda menos de salsichas. A lógica do consumo da salsicha e do tabaco e o radicalismo islâmico. Um bom titulo para o seu próximo livro.

    São poucas as culturas e sociedades onde nunca existiram terroristas: hindu, judaica (zealots), ocidente, áfrica, ásia. Não é uma enfermidade sui generis. E isto, meu caro, é um facto histórico.

    As doutrinas são deterministas de formas radicalmente diferentes. Quando se promete a terra e a coisa não se concretiza dá-se uma crise existencial, uma ruptura no sistema de crenças e motivações. O marxismo é vulnerável à falsificação empírica. O totalitarismo teocrático não o é porque a validação não é empirica, mundana, mas transcendental. É muito mais perigoso por esta razão. O sr teima em pincelar tudo da mesma côr. ok. Não vê muitas diferenças entre céu e terra. Bem, ás tantas o sr é capaz de voar.

    Ignora, convenientemente, o facto muito relevante e informativo de serem os muçulmanos a sofrer mais com o terrorismo. Isto revela uma fissura profunda NO SEIO das comunidades islâmicas. Não pondera. Interessa-lhe apenas a generalização.

    Leon Blum nunca estudou o islamismo e a analogia de Hitler-Estaline de pouco serve. Penso que o oportunismo geo-estratégico deste rapprochement entre totalitários europeus nada tem que ver com o assunto que estamos a discutir. Não misture alhos com bogalhos.

    Penso que já expliquei porque é que considero o assunto interessante. Seria excessivo continuar a bater na mesma tecla.

    Algumas mesquitas tem funcionado como HQ´s de fanáticos. Mais uma vez…TODAS as mesquitas…ena, miopia!! Se todas as mesquitas fossem viveiros de terroristas, a situação seria deveras calamitosa. Simple logic! Não, não está a ser islamofobo. Está a ser algo bastante mais simples: Vesgo.

    Na GB, por exemplo, quem são os outros Galloways??? oops, vai ter algumas dificuldades em encontrar mais uns espécimens desta ave rara.

    Concordo com Rawls apesar de não compreender bem a forma como o Sr explica o seu principio de tolerância. Parece-me uma adaptação oportunista.

    E dou por finda a minha contribuição. got to do some work.

    arrivederci

  5. ajax diz:

    Ó Ezequiel, não estarás enganado no alvo? É que nem sei a que te referes, porque não tem nada a ver com o que eu disse – a menos que haja dois ajax e eu não me tenha apercebido.

    Mas olhe que essa da vesguice se calhar aplica-se-lhe. Leia por favor o meu comentário outra vez, ou não, deixe é de confundir-me com o outro, chiça.

    Quanto a questões substantivas como disse atrás só discordo de si em questões de pormenor; exceptuando, obviamente, essa sua tendência para trocar identidades.

  6. ezequiel diz:

    Desculpas!

    Só vim aqui deixar isto que me parece interessante. Lamento mas estou a trabalhar.

    Melhores cumprimentos para todos.

    Regresso mais tarde, lá para as late hours da matina.

    Espero que isto Vos interesse. Vale a pena ler este Oxfordiano. Honesto, lúcido e sagaz.

    Abraços,

    ezequiel

    http://rand.org/pubs/papers/2007/P7834.pdf

  7. carmo da rosa diz:

    Caro Ezequiel,

    Nada de substancial, apenas os pontos nos ‘is’ – nos seus e nos meus…

    Você ontem precisamente às 22:29 diz:

    “….quando se cita uma fonte falaciosa ou mal informada (no artigo, se bem me lembro, o Sr Eric Walberg não diz quem foram os antiglobs presentes na tal conferência) ou quando não nos preocupamos em avaliar criticamente a informação que usamos, isto não contribui para a credibilidade da pessoa que argumenta…”

    Tem toda a razão. Ao citar estou a comprometer-me. Minha mea culpa. Mas apesar de eu ser do tipo alma-crente-povo-rude, espero que doravante você acredite que eu seja minimamente capaz de enxergar nuances, de não meter todos os esquerdistas ou anti-globalistas na mesma panela. Nem acuso ninguém (sem provas) de Hezbollah…
    Mas o curioso é que no mesmo dia, e precisamente oito horas e três minutos antes (às 14:26) você diz:

    “Já li o artigo do Eric Walberg.
    É um bom artigo, a meu ver. Mas nada de fundamentalmente novo.”

    Neste caso dou-lhe o prémio da perspicácia e da estilística, mas não lhe posso dar o da consistência…

    Entre os dois posts acima, precisamente às 22:20 você afirma:

    [“Não confunda a propensão pacifista da esquerda e o seu bem amado e ingénuo fetishe com o “dialogo” com um “entendimento estratégico.” (um entendimento estratégico* pressupõe uma concordância normativa substantiva, coisa que sei que não existe) Já ouviu membros do Bloco de esquerda a defender a sharia ou o estabelecimento de um califato global???? P f, tenha santa paciencia! Não confunda oportunismo político com as “irmandades religiosas.” Eu já conheci muitos comunistas e bloquistas novos que não consideram o fidel, ou mao, ou lenine, ou estaline, os seus iluminados.]

    Não confundo coisa nenhuma porque sei bem que há uma esquerda democrática e liberal, cheia de boa vontade, propensa ao diálogo até ao absurdo. O exemplo máximo disto cá na praça é o Presidente da Câmara de Amesterdão, Job Cohen (social-democrata). Que de cada vez que há problemas graves relacionado com muçulmanos vai beber chá de hortelã à mesquita e deitar água na fervura quanto baste.
    Mas eu refiro-me a outra esquerda, à extrema-esquerda. Você claro que quer nomes: Internationale Socialisten. Ora estes rapazes, apesar das diferenças culturais e de serem completamente indiferentes à sharia e ao estabelecimento do califado, como você diz e muito bem, constituem ‘coligações pontuais’ (evito estrategicamente a palavra estratégia para não criar um conflito semântico) com os Mojahedeen. Uma lista eleitoral conjunta ‘pressupõe uma concordância normativa substancial’, penso eu de que! Além disso, quando tiver tempo, dê uma olhadela no site dos rapazes e vai ver que os atentados diários à bomba no Iraque, perpetuados pela Al Qaida, são considerados actos de RESISTÊNCIA!!! Aliás, o nosso amigo Ajax disse ontem às 14:21 por outras palavras a mesmíssima coisa:

    “Vou sofrer o opróbrio da blogosfera, mas para mim não é radicalmente diferente levar com bombas em Bagdad ou ser passado a ferro por um buldozer em Gaza, do que fazer explodir bombas no centro das capitais europeias. Não vejo fanatismo, vejo guerra por outros meios.”

    Opróbrio não direi, mas pelo menos 10 anos de cadeia…

  8. ajax diz:

    Fico espantado com estes liberais de urinol que vêm para aqui encher a boca com liberdade e democracia, e depois, quando as opiniões não lhes agradam, ameaçam com penas de prisão (por que razão? Incitamente ao ódio? E de que espécie?). Este liberalismo tem as perninhas curtas, e quando é espicaçado, revela logo a palmatória do Dr. Salazar – há muitas Zezinhas por aí, e Zezinhos.
    Mas estes são os discípulos do Dr. Pacheco Pereira, que uma vez escreveu que valorizava mais a morte das crianças israelitas do que das palestinianas. E porquê? Porque as israelitas nasceram numa democracia. Estamos conversados, não estamos. Estes só nos podem merecer asco.
    E ao p.porto, relativamente a outro post, não se trata de um alambique a verter ódio contra PPereira; trata-se de ter vergonha na cara quando se distorce e mente deliberadamente. Se as regras da democracia não servirem para poder dizer isto, então não servem para nada. A vossa democracia só fica toda contentinha quando se amassam os ecologistas, chamando-lhes eco-terroristas; ou quando se vomita islamofobia, sem sequer disfarçar, ou quando se corre com os chineses da Baixa. Esta é a vossa democracia; não é a minha.

  9. carmo da rosa diz:

    Caríssimo Ajax,

    Uma coisa que eu noto, é que você, quando se refere a mim, fala geralmente numa espécie de plural majestático, ‘estes liberais’, ‘a vossa democracia’ etc. O que além de infantil revela um gosto piroso de boletim da Associação Portuguesa de Biribi les Alouettes, e dá a impressão que você tem medo de encarar as pessoas! Berra filho da puta, cabrão, mas ao longe!!! Porquê? Eu não lhe vou bater porra! A única arma que tenho é o teclado…

    “ (…) quando as opiniões não lhes agradam, ameaçam com penas de prisão (…)”

    Não entre em pânico homem!
    Estamos num país de brandos costumes, as prisões a abarrotar, os processos em atraso, a Fernanda Câncio vai certamente defendê-lo com unhas e dentes neste site, um bom advogado (certamente que o papá quer pagar as despesas), um juiz do Bloco de Esquerda e você só apanha 4 anos… E se se portar bem, ao fim de dois está outra vez cá fora a dizer asneiras (de esquerda) no CINCODIAS.

    Lá está você e a sua iliteracia galopante! Quem lhe disse a si que a sua opinião não me agrada? Agrada pois, sobretudo quando você perde as estribeiras e se desmascara completamente, defendendo publicamente e sem coacção de seja quem for as ideias da Jihad, ou, como diria Theo van Gogh, você já faz parte da ‘quinta coluna dos enraba-cabras’…
    Além disso, não ameacei com prisão. Não sou polícia! Apenas sugeri uma alternativa à sua ‘Vou sofrer o opróbrio da blogosfera’.

    “Este liberalismo tem as perninhas curtas, e quando é espicaçado, revela logo a palmatória do Dr. Salazar – há muitas Zezinhas por aí, e Zezinhos.”

    É espicaçado como?
    É capaz de me explicar, com uma frase de 23 palavras que não quer dizer absolutamente nada! Alhos misturados com bugalhos! E mais uma vez dita aos berros e à distância: ‘este liberalismo…’. Ó homem espicace-me a mim, não o meu liberalismo, que não lhe fez mal nenhum…

    “(…) estes são os discípulos do Dr. Pacheco Pereira (…)”

    Eh pá, você é tão chato! Eu nem sei quem é o Pacheco Pereira e você quer à viva força que eu seja discípulo dele…
    Porque é que você insiste nessa de me arranjar Gurus que eu mal conheço? Porque não faz as coisas como devem ser? É verdade, dá um bocadinho mais de trabalho! (Não me diga que é alentejano, ‘just kidding’). Sublinha aquilo que eu digo e explica-me com calma, virado para mim e de cara levantada, que estou errado porque 2+2=4, e não 7. Eu e os outros postantes aprendemos alguma coisa e você aprende a disciplinar as suas ideias. Olhe compadre, está no papo, ganhamos todos. Como costumava dizer o meu compadre, o ti Manel, é uma ‘win-win situation’.
    Caríssimo, sempre às suas ordens.

  10. ezequiel diz:

    Caro C Rosa

    É um bom artigo, sobretudo pq menciona-revela uma ligação-relação ou, vá lá, coabitação entre a ext esquerda e os islamitas. Poderia ter sido mais especifico, o sr Walberg, mas nem por isso deixa de ser um bom artigo. Não disse que o artigo era excelente. Tem um senão, mas nada de dramático. Concordo, como disse antes, com os seus principais argumentos. Existiu, e provavelmente continua a existir, uma certa empatia da ext esquerda pela”luta das massas oprimidas do mundo árabe. Nunca o neguei. E também concordo consigo quando diz que esta ext esq considera os sórdidos actos da al quaeda,do hezbollah e outros como actos de resistência(?!!). O nosso amigo Ajax confude as coisas. Não é a mesma coisa ser passado a ferro por um bulldozer em Gaza e fazer explodir bombas nas capitais europeias. Estas são pinceladas ainda maiores do que as suas. A ideologia da al quaeda (etc) não é essencialmente reactiva. É ACTIVA. Não emana das condições de desespero social do mundo muçulmano, embora estas mesmas condições sejam vitais para a “corroboração” de uma certa visão radical do mundo. É um fenómeno muito complexo, o da radicalização. Não existe um nexo determinista entre desespero social e radicalismo, mas existe uma simbiose perniciosa, mais difícil de compreender e discernir do que se pensa ( não sou eu que o digo: Kepel, Roy, Sivan, Piscatori, Esposito e muitos outros estudiosos sérios do islão parecem concordar neste ponto) O Job Cohen cai à mesquita porque já percebeu há muito que a vasta maioria dos muçulmanos apenas querem viver a sua vida em paz, praticar a sua religião sem a querer impor a ninguém. Existe da parte da ext direita islamofobica uma histeria injustificada, um medo de sermos de alguma forma submergidos num mar de muçulmanos. É um absurdo. E existe, na ext esquerda, uma histeria igualmente infundada no que diz respeito à pax americana, israel..e uma miopia constrangedora quanto à natureza do radicalismo islâmico que difere em alguns aspectos essenciais de outras ideologias totalitárias (apesar das semelhanças…enfim, esta merda é complicada!)… São uns pintores do caraças!! NO entanto, é importante não confundir as criticas que os esquerdistas sensatos fazem às políticas, muitas delas estúpidas e perigosas, dos EUA, Israel etc com uma DEFESA dos hezbollahs e al quaeda. Tem todo o direito de criticar os EUA, GB e Israel quando estes países erram. Vivem numa democracia e estão a criticar democracias. Mas eu nunca os confundi com simpatizantes de terroristas ou, pior, aliados de terroristas. (e houve por aqui berraria feia sobre israel há uns tempos etc)

    A afirmação de P Pereira é absurda e indefensável. Crianças são crianças e ponto final. São todas iguais e todas igualmente inocentes sejam elas Palestinianas, Israelitas ou de Timbaktu.

    Parece-me que chegamos um consenso tácito e precário but a sort of consensus,
    nonetheless. Estou a gostar de conversar convosco. Muito interessante.

    Melhores cumprimentos,
    ezequiel

  11. ezequiel diz:

    Olhe compadre, está no papo, ganhamos todos. Como costumava dizer o meu compadre, o ti Manel, é uma ‘win-win situation’.

    LOL LOL LOL 🙂

  12. ezequiel diz:

    A não perder!! Hoje, na BBC (Our World, com a lindíssima e inteligentíssima Mishal Hussain 🙂

    Absolutamente fascinante!

    Our world, 01:30 hrs (da matina, GMT) BBC World (p f confirmem a hora)

    Imperdível! ( a questão das madrassas é abordada)

    http://www.bbcworld.com/Pages/ProgrammeFeature.aspx?id=106&FeatureId=298

  13. Lidador diz:

    Caro Ezequiel, não tenho dúvidas que a maioria dos muçulmanos é gente pacífica que quer apenas comer, dormir, foder e viver o melhor possível.
    Mas o mesmo se podia dizer dos alemães em 1939 e dos russos da guerra fria, e dos norte-coeranos que invadiram o sul, etc,etc.
    Não é isso que está em causa…
    Pouca gente que tenha os olhos abertos tem hoje dúvidas acerca da ameaça que o islamismo representa para a Europa, não apenas na vertente instrumental do acto terrorista, mas sobretudo na ameaça existencial da subversão dos valores e da cavalgada demográfica.
    Trata-se de uma ameaça extraordinária, que exige respostas extraordinárias e não a suicida atitude de apaziguamento que a esquerda preconiza e que se traduz na rendição perante a ameaça, e na auto-censura, fazendo deslizar o continente para um estado geral de dhimmitude.

    A esquerda não consegue de um modo geral livrar-se de uma identificação subliminar com os muçulmanos, a quem vê sob o prisma marxista, como “povos oprimidos” e recusa-se a encarar o problema em toda a sua dimensão.

    Uma espreitadela à demografia da Bósnia, pode dar pistas.

    Em meados da década de 70, os sérvios tinham passado de 44% para 30% e os muçulmanos de 25% para 45%.
    No Kosovo ainda foi pior.
    E assim que os muçulmanos ganharam a batalha demográfica, soltaram-se os demónios da guerra. Não sei se há relação, mas a correlação é iniludível, tal como o facto de a maioria dos conflitos do nosso tempo envolverem muçulmanos.
    O que se passou nos Balcãs, está já a acontecer lentamente no coração da Europa.

    O futuro não é auspicioso se a Europa se recusar a encarar o problema tal como ele é: o Islamismo ameaça-nos e a melhor maneira de perder uma luta é recusar que ela existe.

    Na minha opinião, há que acabar com o multiculturalismo e o masoquismo cultural que lhe subjaz. Não temos de aceitar como válidas as práticas sociais do Islão e muito menos as ameaças e as fatwas que os mulahs declaram contra qualquer pessoa que “ofenda o Islão”.
    Temos de limitar seriamente a imigração provinda de países muçulmanos e estimular a oriunda de outros espaços culturais (hindus, chineses, etc), com práticas sociais não agressoras.
    Não podemos mais permitir a edificação de mesquitas na Europa com fundos vindos dos países muçulmanos e que funcionam hoje como postos de comando avançados da jihad contra o dar-al-harb.

    Há que aplicar medidas duras às comunidades muçulmanas, restringindo a liberdade a quem quer que tenha viajado de e para países como o Paquistão e Arábia Saudita, e a quem adopte comportamentos públicos de desafio e ameaça.
    Há que deportar todos aqueles que ataquem, por palavras e actos, os valores prevalecentes nas sociedades ocidentais.
    Não é politicamente correcto escrever isto, mas temos de descriminar, até que doa de modo a que a comunidade islâmica se sinta pressionada a alterar comportamentos e a educar os filhos para viverem pacificamente nas sociedade hospedeiras, em vez de os mandar para as lavagens ao cérebro nas madrassas do país de origem.

    Eles odeiam-nos porque somos “decadentes” e pela forma liberal como encaramos o sexo, o álcool, etc.
    Nós temos de fazer com que o resultado desse ódio se volte contra eles.
    Porque no fim de contas, qualquer sociedade que quer sobreviver tem de distinguir quem são os amigos e quem são os inimigos.
    No fundo é sempre essa a questão essencial da Política.

  14. ezequiel diz:

    http://www.danielpipes.org/article/4412

    Caro Lidador

    Os alemães foram mobilizados en masse no projecto nazi. Não é a mesma coisa.

    Dizer que os Coreanos do norte foram mobilizados é falso. O regime da coreia do norte oprime-os. São obrigados a comparecer nas marchas públicas etc.

    O Sr está a falar de uma ameaça cultural-demográfica. Eu não acredito que a cultura islâmica seja, per si, um perigo para a integridade, a pureza, do ocidente. Muito pelo contrário. Acredito que o pluralismo é a nossa maior conquista, uma conquista que reflecte, precisamente, os valores civilizacionais que o Sr tão obstinadamente pretende defender. É contraditório afirmar o contrário, a meu ver.

    Mais uma vez, a esquerda, na sua totalidade, não defende apenas o apaziguamento. Defende também outras políticas de justiça social que podem ajudar a combater o radicalismo, apesar de, como disse, não considerar que o radicalismo é causado, no sentido estrito, pelas condições sociais. Afinal acertei: leu Bat Ye`or e interiorizou o seu malfadado conceito de dhimmitude. Eu acredito que a esquerda está, presentemente, a libertar-se da sua miopia qt ao prob do radicalismo islâmico.

    As medidas que o Sr propõe serviriam os propósitos dos radicais. A vasta maioria dos islâmicos Europeus ( e Americanos, que estão comparavelmente bem integrados no ethos democrático) já incorporou muitos dos valores constitutivos das democracias-liberais. Muitos participam politicamente em França e em outros países, exercendo a cidadania e enriquecendo culturalmente a Europa. O islamismo ameaça-nos, é certo. Mas o islamismo não representa a totalidade do islão. É um aspecto do islão, tal como os movimentos de ext direita na europa, reflectem algumas das nossas ignóbeis tradições políticas. Eu sentir-me-ia insultado se um muçulmano afirmasse que as exts direitas europeias são os mais autênticos representantes da nossa cultura. Algumas práticas sociais do islão são condenáveis, sem dúvida. Uma coisa é rezar x vezes por dia e outra é emitir fatwas a ordenar o assassinato de pessoas que dizem o que pensam livremente. Espero q tenha a sensatez de compreender o q eu estou a argumentar (não sei se estou a ser mt claro) Concordo que é urgente conhecer quem são os nossos inimigos mas seria verdadeiramente trágico se confundíssemos os nossos amigos, e potenciais aliados, com os nossos inimigos. Não desejo isto nem desejo que os inocentes acabem por pagar a factura de uma minoria significativa de fanáticos. Eu sou um democrata liberal. Não sou um fanático e NUNCA , mas NUNCA mesmo, defenderei ou defenderia políticas que assentam em generalizações absurdas. Eu sei que o convívio
    é possível e, acima de tudo, desejável. Se visitar Brooklyn em Nova York poderá constatar isto. Em Londres também, apesar dos muitos fanáticos que por lá proferem as suas idiotices. Esta tese, do ideólogo nazi carl schmitt, acerca da natureza da política (definir quem são amigos e inimigos), além de redutora, é absolutamente repugnante porque institui o conflito, o sofrimento, a opressão, como fait accompli essencial (premissa) e único da política. Foi por isso que o filho da puta do sr schmitt foi adorado pelo adolfo. Prefiro Hannah Arend, os Founding Fathers da républica Americana, ou Habermas, ou Aristotles, ou até Maquiavelli, a este senhor schmitt , como teóricos da natureza da política. Se não conhece schmitt, peço-lhe desculpas mas informo-lhe acerca desta afinidade mórbida.

    O que é que o Sr defende? A expulsão de 12 milhões de pessoas da Europa?? (porque, credo, estamos a ser engolidos pelos bébés islâmicos) Os islâmicos são menos de 10% da população europeia! Tenha calma. Não é o fim do mundo as we know it. Conheça islâmicos, fale com eles, e talvez perceberá que “eles” não são um bicho mau, pronto a devorar-nos. Possuem uma cultura fascinante. São hospitaleiros.(os moderados, que são a maioria) Os 12 milhões de islâmicos europeus são os embaixadores de todos nós no mundo islâmico. Eles serão, sempre, os melhores interlocutores da convivência liberal democrata. É isto que eu defendo. No que diz respeito aos radicais e terroristas, devidamente identificados pelos processos democraticamente instituídos, devem ser presos e severamente punidos. Muito severamente, SEM perverter os valores que o sr diz defender. É evidente que é muito muito mais difícil conseguir isto do q invocar a histeria e a paranóia. Mas vale a pena. A meu ver. Não gostaria de ter o sangue de inocentes nas minhas mãos. Já basta a insónia. Adoro dormir bem.

    Melhores cumprimentos

  15. carmo da rosa diz:

    Caro Lidador,

    “não tenho dúvidas que a maioria dos muçulmanos é gente pacífica que quer apenas comer, dormir, foder e viver o melhor possível.”

    FODER, FODER! você também é um exagerado!!!! Querem dar uma fodinha…

  16. ezequiel diz:

    Só mais uma coisita.

    Afirmar que as inúmeras guerras dos Balcãs foram causadas pela ascensão demográfica dos muçulmanos é redutor, apesar de ser pertinente. E os nacionalismos? E a geo-política? E a desintegração caótica do estado Jugoslavo? Na Jugoslávia muçulmana existiram, e existem, muitos muçulmanos laicos e muitos marxistas. O presidente Bush é adorado na Albánia e no Kosovo! Segundo a BBC, nos últimos anos o nome mais usado em baptismos é o de George. Um enigma envolto num mistério, como diria Churchill???

    Bom fim de semana para os famous five e para todos

    Vou comer qualquer coisa que a fomita já aperta. Queijo da cabra, polvinho assado, tintol apurado, uns canollis recém chegados e olhar pausadamente para uma bela femma. eh ehe h e he h yummie 🙂

    Cumps

  17. ezequiel diz:

    já incorporou..

    sorry: já incorporaram

    acabei de levar uma corrida da minha darling! Evitar girls da literatura a todo o custo!! São umas fundamentalistas! 🙂 Estou quase a ter que jantar um burger. Bolas, que injustiça!! Não está certo. Diz que eu escrevo como um troglodita desastrado e que está farta de política e da monopolização do computador por yours truly. Está a precisar de uma fatwa! (não me chateies e vai para a cozinha eh eh eh eh e heh eh h e JUST KIDDING!!! (senão a Fernanda, a Ana Matos Pires etc pregam-me um estalo feminista!)

    ok. thats it for today..
    have a kool ass weekend

    Um tributo musical à interculturalidade judaica-islâmica (não sei se o termo interculturalidade existe. Os puristas que me perdoem)

    Ofra Haza (música) e o poema de Shalom Shabazi

    http://ruadajudiaria.com/?s=ofra+haza

  18. carmo da rosa diz:

    Caro Ezequiel

    Vá la comer

    “qualquer coisa que a fomita já aperta. Queijo da cabra, polvinho assado, tintol apurado, uns canollis…….” o resto não li!!!

    Muito bom apetite, mas já agora uma pequena pergunta: cheira-me (estes computadores mac são fantásticos) a receita do James Olliver!? Não…

    Desejo-lhe um bom fim de semana, obrigadinho pela dica para esta noite na BBC, vou certamente ver, e gostei muito de discutir consigo. Preserve-me essa sua estilística do século XVIII com muito cuidado…

    cumprimentos

  19. Ezequiel diz:

    Caro Carmo da Rosa,

    A receita é açoriana (as far as I know). James Oliver?? No. No. Gosto de pratos mais substantivos! Adoro a cozinha Lusitana. Bem, a cozinha e tudo o resto. Adoro este país.

    Obrigado,

    cumprimentos

    Também gostei muito de discutir consigo

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