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e.e.cummings é que tinha razão

15 Setembro 2007 | por Fernanda Câncio

Não sei de onde vem a apetência pelas letras, pelas palavras. O que determina o encanto pela língua, pelo ritmo das sílabas, das frases, pelo desenho dos textos nas páginas, pelo mistério conjugado de sons e sentidos que faz um sentido outro, novo, fulgurante.

Creio que começa cedo, que deve começar quase sempre cedo. Que o momento da revelação, esse em que nos damos conta de que vivemos nas e das palavras surge numa canção de embalar, talvez. Nas histórias contadas por um avô, na primeira vez que ouvimos um poema. Na alquimia do bê-a-bá, quando percebemos os bastidores da língua, que podemos construí-la, mudá-la, fazê-la de novo. Que é nossa para conquistar e apropriar. Quando nos apaixonamos por esta e aquela palavra, quando nos irritamos com outras, quando criamos a nossa equipa e delineamos fronteiras, exclusões, aversões, interditos. Quando dizemos: odeio esta palavra. Odeio este sinal ortográfico. Odeio este som.

Há um tempo, o poeta e crítico literário Pedro Mexia escreveu um texto sobre a sua aversão a pontos de exclamação. É uma aversão um pouco snob, certo. Mas bastante comum nos dias que correm. De facto, o ponto de exclamação é uma coisa quase sempre desnecessária, um sublinhar tosco de qualquer coisa que por definição já deve estar no sentido do texto, uma excitação pueril, adolescente. Há boa literatura com pontos de exclamação? Claro, se há. Fernando Pessoa, por exemplo, usava-os, Mário de Sá Carneiro também, Almada Negreiros ainda mais, António Nobre era um maníaco dos pontos de exclamação. Mas o ponto de exclamação envelheceu mal. Tornou-se um sinal de falta de sofisticação. A sofisticação não exclama, diz. Não grita. Não grita mesmo quando grita. Escreve: “Ó Ana”. E nós lemos o ponto de exclamação que lá não está.

O mesmo vale para as maiúsculas. As maiúsculas gritam. Há pouca coisa tão enervante como textos em maiúsculas. Ou textos que têm maiúsculas por todo o lado. Daqueles que escrevem “homem com agá grande” e vão por aí fora: amor, fé, honra, mãe, pai, país, sei lá. Como se as palavras precisassem de maiúsculas para serem dignas, como se fosse necessário sobrelevá-las histericamente para que o interlocutor entenda a sua importância. Como o ponto de exclamação, com o qual aliás é muitas vezes emparelhado, a maiúscula é excessiva, redundante. E, acrescento eu, medonha.

As palavras, como as frases, valem. Ou não. Não precisam de escadote. De pódio. De megafone. No limite, as maiúsculas não fazem falta. Gosto de frases limpas, sem sobressaltos, a direito, de textos exactos na mancha. Não encontro necessidade de capitulares após pontos finais: não está lá o ponto final para ser lido e mostrar que uma frase acabou e outra começou?

imaginem um texto assim. liso, imperturbável, apenas investido do sentido da leitura. um texto que o meu computador não me deixa escrever, que emenda persistentemente, e que nenhum revisor quererá deixar passar. um texto que muitos dirão errado – mas onde está o erro? no caminho que se diz imparável da simplificação da língua, e que anuncia mudanças atrozes como as do ‘abrasileiramento’ das palavras, de recto para reto, de carácter para caráter, de redacção para redação, a abolição das maiúsculas surge-me como a única óbvia medida democrática: todas as palavras iguais. porque, precisamente, não são.

(publicado na coluna Sermões Impossíveis da Notícias Magazine de 9 de Setembro)

Comentários

Comentário de António Figueira
Data: 15 Setembro 2007, 17:50

Mixed feelings.
Não quanto à forma (publicaste isto antes em algum lado, ou tivémos a graça de lê-lo em primeiros?) mas quanto ao fundo, se tal existe aqui independente, como o coração da Amália:
primeiro, a abolição das maiúsculas será uma idiossincrasia respeitável, mas não mais; no limite, é tão defensável como um bonito erro de ortografia (olha, o meu crux de há bocado) - e para além disso a ortografia passa, é datada, tem prazo: por mais que Pessoa quisesse a sua Mensagem eriçada de i gregos ou consoantes dobradas, a gente continua a lê-la na sua singeleza plebeia pós-reforma republicana e a gostar (não sejas snob, que não precisas);
segundo, o que democratizou as palavras e arrumou a mancha gráfica não foi a improvável abolição das maiúsculas, foi a generalização do tratamento de texto e a abolição, essa sim, da caligrafia. Ainda escreves à unha, tens calo, como antigamente? Claro que não, e ainda bem para ti.
Ah, e só mais uma coisa: não digas mal do brasileiro, que é o futuro do português.

Comentário de Fernanda Câncio
Data: 15 Setembro 2007, 18:19

é texto da nm, esqueci-me de assinalar isso — já está. depois, começando pelo fim: o calo quando é a sério nunca se vai. ainda o tenho — e ainda bem, porque para mim, que nunca fui capaz de saber instintivamente para que lado é a direita e a esquerda (ah-ah, dirá muito boa gente, e também alguma má), o meu calo no dedo médio da maõ direita é a minha bússola.

não concordo que a abolição das maiúsculas seja o mesmo que um erro de ortografia: é que, precisamente, naõ vejo na inexistência de maiúsculas nenhum erro nem nenhum percalço de leitura. bem sei que não tenho nisso muita companhia e que há nas caixas de comentários do 5 dias muito protesto, mas é para mim óbvio que não se trata de um erro. dir-me-ás que o é porque a convenção — e toda a ortografia, como toda a língua, é convenção — diz que o que é correcto é uma maiúscula a seguir a um ponto.

percebo, claro, que a minha paixaõ pelas maiúsculas irrite — como a mim me irritam, ao paroxismo, os abrasileiramentos. pode ser o futuro, mas é medonho. e decerto naõ é português. é que esse é o problema: eu não reajo mal a ler escritores brasileiros em brasileiro. o que não quero é ser obrigada a escrever como eles.

Comentário de Lidador
Data: 15 Setembro 2007, 18:58

[não concordo que a abolição das maiúsculas seja o mesmo que um erro de ortografia: é que, precisamente, naõ vejo na inexistência de maiúsculas nenhum erro nem nenhum percalço de leitura]

Como escrevia Gasset, nesta era das massas, não há absolutos, cada um é o seu absoluto, o seu próprio “Rei-Sol”.
A massa acha-se no centro do mundo, o medíocre gravita em redor do seu umbigo, e não aceita nada maior que ele.

Ser snob é isso mesmo, “sem nobreza”, sem qualquer referência maior que ele.
Ele e a sua opinião são o mundo, e o certo e o errado são meras conveniências pessoais.

Isto não é novo..o que é novo é que a estultícia seja afirmada sem pudor…até com orgulho.

Comentário de r.m.
Data: 15 Setembro 2007, 19:08

«Gosto de frases limpas, sem sobressaltos, a direito, de textos exactos na mancha».

on que
É que deia É lá tudo
no ar tudo! existe!…

Comentário de Filipe Moura
Data: 15 Setembro 2007, 19:12

Fernanda, a escrita não tem de ser democrática, como muitas outras coisas não têm de ser. O que tem que ser democrático é a relação entre as pessoas em sociedade.
Que a Fernanda embirre com alguns substantivos próprios, compreendo (também eu). Que embirre com todas as maiúsculas, deixando de as usar, parece-me exagerado, diminui a legibilidade do seu texto e parece-me uma falta de consideração para com os seus leitores. As letras maiúsculas no início da frase desempenham um papel nobre: indicam que uma frase começa ali (só os pontos são difíceis de ver). Servem para auxiliar o leitor. Um parágrafo inteiro em minúsculas é muito difícil de ler.
Se a Fernanda quer mesmo ser democrática com as letras, em vez de não usar maiúsculas o que deveria fazer era escrever textos onde a frequência de todas as letras fosse igual (tivesse tantos “a” como “x” ou “o” como “q”). É esta a sugestão democratizante que eu lhe deixo. Entretenha-se.
(O Murray Gell-Mann, no fabuloso “O Quark e o Jaguar”, refere-se a esta questão da frequência das letras.)

Comentário de António Figueira
Data: 15 Setembro 2007, 19:20

O Perec escreveu um livro de trezentas páginas sem usar a detestável letra e!

Comentário de Jorge e Filomena
Data: 15 Setembro 2007, 20:20

Achei o seu texto muito interessante. Sabe sempre tudo e di-lo com uma convicção.Gosto especialmente da sua clareza.(Não me atrevo a usar ponto de exclamação) - ;)

Comentário de r.m.
Data: 15 Setembro 2007, 20:25

Desculpem, não consegui ondular o poema de Sá Carneiro (É no ar que ondeia tudo! É lá que tudo existe!…).
Ondulado, como foi publicado, é tudo o que a autora do texto do post detesta.

Comentário de Fernanda Câncio
Data: 15 Setembro 2007, 20:32

filipe, devo ter-me explicado mal. eu não tenho o propósito de democratizar a língua. aliás, julgava que a minha última frase contradizia essa ideia.

quanto à ideia de ‘falta de respeito’ pelos leitores, com franqueza, filipe. pela sua ordem de ideias e em atenção aos míopes (entre os quais de resto me conto), deveria haver maiúsculas também a seguir às vírgulas, aos pontos e vírgula e aos dois pontos. além disso, num blogue, como num livro, ao contrário do que sucede num jornal, podemos dispensar certas convenções — só lê quem quer e não há qualquer pretensão de ’serviço’. podemos assumir as nossas embirrações, estéticas, estilísticas ou outras. nada disso é novo, claro — todas as experiências com palavras e texto, na forma e no sentido, foram feitas há muito, muito tempo, quando as pessoas se escandalizavam verdadeiramente com estas coisas e havia uma atitude revolucionária nas afrontas às convenções. já não há revoluções dessas, hoje. só opções e digressões.

algumas reacções a este tipo de opção lembram irresistivelmente escândalos antigos: nunca deixará de me espantar que tenha havido quem quisesse destruir quadros porque, simplesmente, se não conformavam com a visão geral, convencional, do que era arte, e eram considerados ‘um erro’. enfim.

verifico que o senhor-com-nome-de-assador-castelhano-de-carnes arranjou um bocadinho, entre limpar as mesas e trocar os guardanapos, para vir aqui certificar que não só adora ser agredido (já sabíamos) como que aprendeu um termo novo. parabéns: estultícia é uma palavra que lhe assenta tão bem que se diria feita à sua medida.

Comentário de jpt
Data: 15 Setembro 2007, 20:49

Humm?!!!
discussoes sobre como escrever mal?
Acho que percebo disso.

Comentário de Carlos Fernandes
Data: 15 Setembro 2007, 21:02

Mas Sra. Dra. Câncio, isso de escrever para os seus bloggers-leitores sempre assim é de propósito, é para imitar o Saramago ( para saramagar o texto, portanto) ou, na verdade , será porque escreve num Mac ou num teclado alemão ou inglês com limitações sinaléticas?

Comentário de Lidador
Data: 15 Setembro 2007, 21:05

Calma, f, Não vale a pena escarvar o chão com as unhas, chorar ranho, e guinchar, e querer estralhaçar o seu amigo Lidador.
Respire fundo, e assoe-se, vamos.
Agora ouça: f, você não gosta de levar sovas na sua vaidade, inflama-lhe a pele e a dor é uma coisa chata.
Sente-se humilhada, sabe que rondou mais uma vez o ridículo, mas a verdade é que ninguém a mandou meter-se em cavalarias altas do tipo “olha-para-mim-que-até-tenho-um-estilo-só-meu-e-não-sei-quê”

Vá, o Lidador é compreensivo e fala na 3ª pessoa, como o Jardel.
Chore aqui no meu ombro e veja o lado positivo da questão: à força de pancadaria, fica a conhecer melhor os limites das suas capacidades.
Faço-lhe um favor, quando a zurzo…

Comentário de António Figueira
Data: 15 Setembro 2007, 21:31

Lidador: o seu estilo será ranhoso, mas renho escreve-se com e.

Comentário de Ana Matos Pires
Data: 15 Setembro 2007, 22:37

Nunca consegui perceber essa coisa de se fazerem favores aos outros sem que os próprios tenham manifestado o mais pálido interesse nisso. É, no mínimo, duma presunção sem nome. E quando os estereótipos usam os estereótipos, prejudicam-se com “F” grande.

(Brincando aos teatrinhos e tentando um - para mim difícil - movimento empático, estou a fazer o favor de avisar o senhorr-com-nome-de-assador-castelhano-de-carnes, naturalmente. Ah, e usei o conceito Jasperiano de empatia, de acordo com o qual deve ser entendida como a capacidade de nos colocarmos no lugar do outro. Daí a dificuldade que tive no tal movimento.)

Comentário de António Figueira
Data: 15 Setembro 2007, 23:18

Gostei do jasperiano, Ana; mais prosaicamente, os franceses chamam a isso “se mettre dans les souliers d’autrui” (quem diria que um simples assador de febras poderia estar na origem de tanta filosofia? Uma origem estulta!, para usar as suas próprias palavras).

Comentário de Rui MCB
Data: 15 Setembro 2007, 23:51

No início era a iluminura, agora a minúscula.
A iluminura garantia que não havia um livro sem bonecos.
A minúscula garante que nunca nenhuma letra poderá apresentar-se de fato e salto alto: vai tudo corrido a macacão e crocs, confortáveis mas monocromáticas.

Encomendou-me este discurso um H barroco que se encontra apaixonado, qual narciso, pelas voltas e contra-voltas com que se apresenta maiúsculo feito a punho e calo.

Pingback de » Da iluminura à minusculização das letras capitais
Data: 15 Setembro 2007, 23:54

[...] iluminura à minusculização das letras capitais No início era a iluminura, agora a minúscula. A iluminura garantia que não havia um livro sem bonecos. A minúscula garante que [...]

Comentário de Lamartine
Data: 16 Setembro 2007, 2:11

Só para ver se se acaba com essa mitologia tonta do Cummings e das minúsculas: http://www.gvsu.edu/english/cummings/caps.htm

Mas não sei: quando a imaginação popular mete uma coisa na cabeça, por norma não sai de lá nem à pedrada…

Comentário de Ana Matos Pires
Data: 16 Setembro 2007, 9:58

É, António, e como no presente caso a patinha do outrinho deve ser maior que a minha, os souliers ficam-me largos e só me apetece chinelar.

Comentário de Lidador
Data: 16 Setembro 2007, 11:24

Devo dizer que me sinto orgulhoso por ter convocado à lide a fúria dos 5.
É claro que é um bocado ridícula esta reacção de gang de rua, não acredito que a f, seja incapaz de se defender sózinha, com ou sem erros ortográficos, sem maiúsculas ou com elas.
E certamente não precisava, nem do “renho”, nem da reacção pueril do coro “renhoso”, excitado mas sem decoro.
Vá, cheguem aqui os 5, tomem um chupa-chupa e sentem-se.
Agora ouçam com atenção:

Porque estão com essas gesticulações? Porque razão andam tão carrancudos?
Porque cospem no Lidador, que não lhes quer mal e apenas almeja levá-los de passeio um pouco para além dos vossos umbigos?

Acalmem-se, vá.
Estãode cabeça perdida, as mãos sebosas, o cabelo desgrenhado, mas não se devem atirar ao Lidador nessas figuras tristes, porque “renhos” e coices não bastam para desencorajar o Lidador, quanto mais essa irritante inflamação que vos aflige.

Vejamos, estava o Lidador posto em sossego, a explicar à f, que ela não tem ainda estatuto para se elevar acima das regras da língua e muito menos para as reformular à medida do seu umbigo, e de repente o Figueira bufa, escoiceia e , de olhos arregalados, levanta-se e fala do “ renho”
Você acha bem, A Figueira?
E depois, a Ana Matos, ébria de ódio, emborrachada pela raiva, grita pastiches jasperianos e ameaças embrulhadas em folhas de alface.
E depois rastejam e confessam, lacrimejando, que não sei quê, o soulier fica largo e o chinelo é que é bom.
E que é que interessa ao Lidador, o “renho” do A.Figueira e a chinelice da Ana?
Francamente!

Ok, estão azedos, odeiam o Lidador, mas a verdade é que agora conhecem melhor a fraca qualidade do vosso verniz , e começam a compreender a reacção do Scolari.
Não tenho quaisquer dúvidas que se apanhassem o Lidador em carne e osso à vossa frente, tentariam usar as tácticas de resolução de conflitos que tanto aqui criticaram ao Scolari. Não que tivessem melhor êxito, mas pronto…
E agora retirem-se e meditem no que o Lidador vos ensinou.
Acostumem-se a ser repreendido e estudem mais, para poder falar como pessoas grandes, e abandonarem essas reacções colectivistas que tão mal vos ficam.

De resto, podem sempre censurar este comentário, para evitarem ficar mal vistos na fotografia.

Comentário de Filipe Moura
Data: 16 Setembro 2007, 13:19

Fernanda, desculpe mas não está a ser razoável. É muito mais fácil distinguir dois pontos ou uma vírgula do que um simples ponto final, principalmente para um míope. É por isso que a seguir ao ponto e usam maiúsculas e a seguir à vírgula não. Se a Fernanda é míope então experimente ler os seus textos. Eles cansam mesmo muito a ler.
As maiúsculas dão-nos uma noção do tamanho das frases e, consequentemente, da estrutura do texto, ainda antes de o começarmos a ler. Onde podemos fazer pausas, onde temos que ganhar mais fôlego. Os seus textos enormes só com minúsculas são uma salganhada. Escrever em minúsculas funciona com textos só de uma frase.
Mas é claro que isto é um blogue, e a Fernnda pode fazer o que quiser. Nunca disse que não. Só lhe quero fazer ver como eu vejo essa forma de escrever, que não acho que seja muito simpática para os leitores.
(E já agora: os brasileiros têm muito menos substantivos próprios que nós. Os meses, p.e., são substantivos comuns. De qualquer maneira desde quando é que o acordo ortográfico nos obriga a escrever “em brasileiro”?)

Pingback de blogue atlântico » Blog Archive » Sim às Maiúsculas
Data: 16 Setembro 2007, 19:27

[...] não encontro necessidade absoluta, Fernanda, mas encontro utilidade. Logo, em certo sentido encontro necessidade, uma vez [...]

Comentário de maria manuel viana
Data: 16 Setembro 2007, 23:05

ia escrever q todos os meuys livros são em minúsculas e sem pontos de exclamação mas resolvi confirmar antes — estranhamente, há maiúsculas a seguir a pontos finais. juraria que sempre escrevi em minúsculas..enfim, quando penso nos meus textos, vejo-os escritos em minúsculas, com letras redondas, iguais, num equilibrío perfeito, sem que uma palavra tenda a chamar mais atenção do que a outra. e não sou snob. e, como professora de portugês, ensino regras a alunos há 30 anos. a questão aqui posta pela f. parece-me só estética. o q eu aplaudo.

Comentário de .
Data: 3 Fevereiro 2008, 18:29

Não concordo com o texto sem maiúsculas, mas tudo o resto que escreveu está muito bonito.

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