Pleonasticamente – ou preferem com acento?

Não há paciência. É redundante escrever sobre este tema. A reincidência é pleonástica. Mas enfim…
A falta de ocupação leva o português médio à concentração de esforços e atenções nos afazeres alheios. Que raramente escapam à crítica feroz e, naturalmente, negativa. O problema é que a negatividade, via de regra, acaba por envolver o autor e o produto das suas actividades.
Misoginia feminina, vinagre, vinagrete, caixas de comentários. Como dizia o Jorge Perestrelo, já que de desporto se fala por estes dias, «é disto que o meu povo gosta». Claro está que o finado comentador se referia ao futebol.

Sobre Marta Rebelo

QUINTA | Marta Rebelo
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7 respostas a Pleonasticamente – ou preferem com acento?

  1. Por muito que se fale na tradicional inveja e mesquinhez portuguesas (o que é verdade), ter um blogue com comentários também é isto, Marta. É sujeitar-se à crítica que, desde que não seja insultuosa, deve ser aceite com humildade. Faz bem a muitos egos.

  2. Jaime diz:

    Por mim prefiro sem acento mas com “s” em “deporto”. Espero que não fique aborrecida com as críticas ferozes e negativas aos erros ortográficos constantes dos seus textos.

  3. Marta Rebelo diz:

    Caro Filipe Moura,

    Não sei a que é que se refere, ou não estará precisamente a deixar um comentário numa caixa de comentários?
    Quanto ao meu blogue, é trágico que se escolha um blogue colectivo para destilar sobre um blogue individual; sobretudo quando os comentários não têm qualquer relação com o blogue individual. E é mesmo muito duvidoso que tenham relação com o colectivo, ou o que nele escrevo. Não me estou a referir ao Filipe ou aos seus comentários, mas sim a este seu comentário. Percebe o que digo, estou certa.
    Devo mesmo dizer que não me sinto minimamente tentada a abrir ali uma caixa de comentários. Era o que mais faltava que mudasse a estrutura de algo cuja visita ou leitura é voluntária, apenas porque um conjunto de pessoas que desconheço e são, na maioria, desgradáveis, entendem. Uma vez mais, não entenda o adjectivo como dirigido a si. Ainda assim, continuo sem perceber qual a relação de tal coisa com o 5 Dias.
    Quanto ao meu ego, está no sítio dele.
    Quanto às críticas, são ferozes, negativas e maioritariamente mesquinhas, sim. E bom seria que fossem realmente a respeito de erros ortográficos.

    Caro Jaime, lamento causar-lhe uma desilusão, mas a falta de uma letra («s») numa palavra («desporto») não cabe no conceito de erro ortográfico. Será, antes, uma gralha. Cujo reparo agradeço, até. Será levado em linha de conta. Este tipo de reparos, sem destilação envolvida, eu agradeço. O que me aborrece são coisas bem diferentes. Realmente diferentes.

  4. Marta, eu não me estava a referir ao seu blogue, que nem sei qual é, e nem a nada do que escreveu. Estamos no Cinco Dias, e é do Cinco Dias que falo. Que eu saiba, ninguém está aqui a persegui-la. Eu refiro-me à sua evidente dificuldade em lidar com os comentários abertos, demonstrada nos textos que dedica aos comentários negativos e insultuosos que recebe. Eu já estive numa situação, num blogue colectivo, em que não tinha a liberdade que a Marta tem de apagar comentários. Havia um tipo que sabia essa situação, conhecia o funcionamento do blogue, e me perseguia com comentários insultuosos. Há que ser superior a isso. Se a Marta se mostra ofendida, quem a quer ofender sente que está a atingir os seus objectivos e não pára. A receita portanto é simples: apague os insultos, aceite as críticas justas e ignore as injustas. Seja-lhes superior. Mas receber críticas, desde que fundamentadas, faz muito bem.

  5. Marta Rebelo diz:

    Caro Filipe,

    Desculpe, mas o seu primeiro comentário aliado ao conjunto de comentários ao post que motivam este post mais pequeno, levou-me a encontrar no que escreveu uma adesão às opiniões «exóticas» sobre o a ausência de caixa de comentários no meu blogue.
    Desfeitos os equivocos – acho – devo dizer-lhe que não tenho senão a dificuldade do «homem médio» em lidar com comentários negativos, insultuosos ou com a crítica.
    Aos primeiros, desde que não reúnam a segunda característica, ofereço a resposta devida: respondo ou actuo em conformidade (ex: correcção de gralhas).
    Às críticas, desde que não reúnam a segunda característica: a mais das vezes não respondo. A opinião respeitadora merece igual respeito. Desde que revelada com esse mesmo espírito, de respeito.
    Aos comentários insultuosos, a minha reacção divide-se entre a ausência de resposta (como pode constatar ante os trinta e muitos comentários ao post sobre transgénicos, que não receberam de mim resposta) ou a resposta que considero devida. O que não me verá fazer, nem a ninguém do 5 Dias, é a apagar comentários. A menos que se trate de comentários cujo nível requeira essa medida extrema.
    Quando se aceita participar num blogue colectivo que já existe há algum tempo, aceitam-se as regras do jogo. E aqui, no 5 Dias, essas regras passam pela existência de caixas de comentários.
    Caro Filipe, considero que as críticas insultuosas merecem, muitas vezes, resposta. E os seus autores publicidade… Não merecem é que no 5 Dias se apaguem comentários gratuitamente, até um determinado ponto. Isto sim, parece-me, é que caberá num conceito de «superioridade». E é isso que faço, e farei. Mas agradeço-lhe a sugestão.

  6. Francisco Pereira diz:

    Peço desculpa meter faca em seara alheia mas com duas excepções não encontro nos 30 e tal comentários ao seu pots Trangenicamente nada de insultuoso. Apenas ali li opiniões que não lhe são favoráveis, sem qualquer ofensa e muito menos ali li algum insulto.

  7. Pica-Pau diz:

    Caro Francisco não é meter faca em seara alheia é foice mesmo. A menos que seja avesso a foices e martelos. Sim porque só mesmo à martelada é que o amigo seria capaz de ver nesses cerca de 30 comentários 2 que são insultuosos. Carissimo eu não vislumbro nenhum. O que ali vejo são comentários negativos para com, nem é a Marta Rebelo, a bem izer é para com a forma e os argumentos da Fernanda Câncio para a defender, se é que o que ali foi escrito precisa de defesa.

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