Cosmopolitismo, luta de classes e a minha pátria é a Naide Gomes e o Obikwelu

1. A vantagem da selecção nacional de futebol, em comparação à de râguebi, é que, tendo mais jogadores brasileiros (e menos argentinos) e muito menos betos, não fazem aquela figura a cantar o hino.

2. Alguém consegue explicar a razão que a cobertura da comunicação social faz à participação das selecções nacionais de râguebi e basquetebol é amplamente favorável à primeira, apesar dos resultados da segunda serem muito superiores?

Será a falta de Franciscos, Vicentes e Uvas na bola ao cesto?

 

Sobre Nuno Ramos de Almeida

TERÇA | Nuno Ramos de Almeida
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30 respostas a Cosmopolitismo, luta de classes e a minha pátria é a Naide Gomes e o Obikwelu

  1. Caro Nuno Almeida,
    Noto nas suas palavras algum preconceito e até despeito para com a selecção de rugby e o próprio hino nacional. Fico sempre um pouco impressionado quando vejo manifestações dum pseudo-esquerdismo arcaico que vêm na exaltação do nacionalismo laivos fascizantes.
    Acredito que esteja a ironizar. Acredito que não veja naqueles Lobos nada mais que orgulho em representar uma nação com História.
    Confesso que me emocionou o sentimento que aqueles jovens colocaram ao entoar o Hino.
    Sabe, nem todos se envergonham do seu país.

    Ave Caesar

  2. Joao diz:

    Patético. Revela um complexo de classe (falta dela) atroz.

    Sabe que os jogos da Selecção de basquetebol passam na televisão publica? aliás, todo o campeonato?
    Sabe que existe um campeonato nacional de basquetebol que passa semanalmente um jogo na tv publica?
    Sabe que os jogadores de basquetebol são TODOS profissionais?
    Sabe que aos jogadores da selecção da basquetebol ao jogar com a Grécia não lhes acontece nada? além de perderem naturalmente o jogo…

    Jogos de raguebi na tv? só os da selecção e nunca no campeonato do mundo…
    Profissionais? sim, muito! veterinários, advogados, gestores, professores, designer e arquitecto. O resto são estudantes que vão prejudicando o curso para dedicar mais tempo ao desporto.
    E jogar contra a Nova Zelândia? sabe o que placar um maori com mais 20 kg de musculo largado a correr?? sabe o que pode acontecer? sabe que há riscos fisicos mesmo??

  3. Fernanda Câncio diz:

    ehehe, nuno. também achei que eles iam ter uma apoplexia a cantar o hino.

  4. Caro NRA,

    Talvez o entusiasmo destes amadores pela camisola não possa ser comparado com o profissionalismo dos jogadores e treinadores de futebol (europeus) que nos trouxe tantas alegrias de Saltillo e da Coréia mas duvido muito que o Coubertain concordasse consigo.

    Em todo o caso, parece-me que o seu comentário denuncia laivos de racismo invertido.

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  6. António Figueira diz:

    Cantada pela nossa selecção de rugby, “A Portuguesa” assemelha-se estranhamente a um canto de guerra maori.

  7. João Pinto diz:

    “Alguém consegue explicar a razão que a cobertura da comunicação social faz à participação das selecções nacionais de râguebi e basquetebol é amplamente favorável à primeira, apesar dos resultados da segunda serem muito superiores?”

    O meu irmão mais novo conseguiu, nas palavras dele: “Tipo, Europeu/Mundial, Profissional/Amador, tipo…duh?”

    Nunca tinha vindo a este site, mas este post desperdiçou uma boa oportunidade para o silêncio.

    Já agora @António Figueira, concordo, “A Portuguesa” é o nosso Haka

  8. Nuno Ramos de Almeida diz:

    João Pinto,
    Parabéns, nota-se a riqueza do pensamento do seu irmão, na sua argumentação.
    Vou experimentar comunicar consigo: ganharam/perderam …46/10 ugah, ugah

  9. Pingback: cinco dias » Mania de ser do contra

  10. Joaquim Moreira diz:

    Estou a seguir os dois com a atenção que a disponibilidade permite mas não me furto a dizer-lhe o seguinte:
    a) Está a comparar um Campeonato Europeu com um Campeonato Mundial, o que implica que desconhece que os grandes nações do basquetebol estão fora do continente europeu. Para lém disso, o nº de participantes é de 16 para 20;
    b) Uma cadeia de tv tem o exclusivo deste último; uma outra passa quase todos os jogos de basquetebol, usando também a sua delegação RTP-N;
    c)Desconhece qiue no basquetebol houve alguns jogadores naturalizados. Actualmente é treinada por um treinador não português há muito tempo residente em Portugal anteriormente treinador de uma equipa nacional;
    d)Continua a tendência para invocar (e denegrir) jogadores argentinos naturalizados no râguebi como se não os houvessem noutras modalidades e estejam abrangidos pela lei vigente;
    e)Discordo do vocabulário utilizado. Só lhe faltaria argumentar que a selecção de basquetebol para contrapor aos betos e apelidos que usou até tem um jogador de origem cigana;
    f)Não sabia que quando convém é perspicaz frisar brasileiros no futebol, argentinos no rugby, mas ignora-se a origem dos detentores das últimas glórias do atletismo (e no voleibol, do andebol…), como se todos não fossem já legalmente, portugueses (há uns anos havia uns casamentos esquisitos para poderem usufruir da cidadaia portuguesa, recorda-se ? ).

  11. GPN diz:

    Pois eu tambem acho que não se devia cantar o Hino. Não deviam haver paises nem nacionalismos. Todos deviamos ser iguais e com as mesmas opiniões, não deviam haver Vicentes e Uvas. Esses “betos burgueses” deviam ir todos para os saudosos Gulags. Isto de trabalhar o dia todo e ir para os treinos é uma vergonha porque mostra que com esforço, sem subsidios é possivel ir-se a campeonatos do mundo.. Grande Posta!! Esta sim um verdadeiro hino…à inteligencia supranacional…Triste é ver a tentativa infeliz (sim, triste e infeliz) dos seus camaradas de blogue com frases tiradas de esforço para simular que o acompanham neste bestial racicionio e demonstração de uma abertura e tolerância extrema.

  12. Francisco diz:

    Ainda não percebi o porquê da raiva que os saloios têm aos betos…

  13. Marco Garcia diz:

    Apenas algumas correcções:
    A maioria das potencias do basquetebol mundial efectivamente encontram-se na Europa. Se excluirmos as equipas dos EUA e da Argentina, todas as principais equipas são Europeias. O campeão do Mundo é a Espanha. Equipas como Espanha, França, Alemanha, Rússia, Croácia, Lituânia, são perfeitamente capazes de se baterem e de eventualmente ganharem à selecção dos EUA, tendo mesmo vários jogadores a alinharem na NBA. O melhor jogador no campeonato da NBA deste ano é alemão. O melhor jogador da equipa que venceu o campeonato é francês.

    Quanto às transmissões de um jogo da liga portuguesa todas as semanas na RTP2, isso é verdade. Um facto pouco conhecido, é que é a Liga que paga à RTP para efectuar essa transmissão, suportando todas as despesas, com o objectivo de conseguir divulgar o desporto e assim conseguir mais audiencias e patrocinios.

  14. cristina diz:

    mesmo que alguém explique duvido que você entenda…

  15. Alguém diz:

    Até porque não há nada mais beto do que assinar Nuno Ramos de Almeida.

    De Almeida? Até parece aristocrata!

  16. Os portugueses que nos representam nas diversas selecções nacionais são um exemplo para todos. Nomeadamente aqueles que são portugueses de adopção. O seu trabalho e empenho em se integrarem na nossa sociedade deveria ser seguido por todos os que chegam a este rectângulo…e também pelos que já cá nasceram!

  17. jpt diz:

    Mas qual e o mal especifico neste cantar de hino nacional???

  18. Pedro Sá diz:

    Estes comentários só provam a quantidade de virgens ofendidas que por aí andam.
    O que é um facto é que deliberadamente aqueles que vêem no râguebi o “seu” desporto, o desporto da “sua” classe, andam a querer fazer dele o desporto nacional.
    E que por essas mesmas razões a selecção de basquetebol tem tido muito menos atenção.

    E já agora. Das melhores selecções do Mundo no basquetebol as únicas que não são europeias são o Estados Unidos e a China.

  19. Tiago Von Mao diz:

    Eu estou com o Nuno. Alguém em cima ironiza que provavelmente o NRA gostaria de mandar os betos todos para o gulag, de alguma maneira duvida de tanta perfidez por parte do NRA, mas por minha parte iam mesmo. Os betos todos: cortava-lhes o cabelo com uma pedra e dava-lhes chapadinhas na cara até lhes tirar aqueles esgar da cara de quem pensa que sabe tudo. punha-os a apanhar arroz, tipo cambodja. chamem-me o que quiserem mas era o que eu fazia, e estes meninos do raguebi e todos os que se chocaram com o post do NRA eram os primeiros a serem enviados para um centro de reeducação onde todos os dias ás 5h30 da manha soaria a alvorada e teriam de reunir no patio gelado para cantar a internacional. Sou elitista aristocrata de esquerda e com muito orgulho.

  20. Ab diz:

    O seu post é uma profunda parvoeira… Uma equipa sem jogadores profissionais consegue alcançar uma fase final de um mundial, de rugby neste caso, e só lhe apraz dizer que cantaram o hino de uma forma bárbara? Terá sido isso que quiz escrever?
    Acho que Freud explica isso… mas o que é que esse barbudo de outros tempos não explica?!

  21. Maria Francisca Vareta diz:

    MUNDIAL:RUI CORDEIRO E LOBOS ARREPIAM

    NÃO FOI SÓ EM PORTUGAL QUE O HINO PUXOU PELAS EMOÇÕES

    12.09.07
    FONTE: JORNAL RECORD

    Os homens também choram, e isso ficou provado quando os jogadores da Selecção cantaram o hino antes do Escócia-Portugal. As imagens emocionaram o País mas não só. No bloco informativo dedicado à prova, a TF1 – uma das principais cadeias de televisão francesas – anunciou “o momento mais incrível do Mundial até agora” e, de seguida, exibiu “A Portuguesa” na íntegra, com os Lobos a chorarem.

    Não é todos os dias que se vê um “gigante” de 1,84 metros e 140 kg a chorar como uma criança. Mas Rui Cordeiro foi um dos Lobos que mais impressionou a cantar hino. Logo ele, que “é difícil ir às lágrimas”. “Senti tanta coisa. O hino sempre foi um momento importante nos nossos jogos e nós não o cantamos, gritamos! Depois entre o aquecimento e o regresso, as bancadas, que ainda estavam quase vazias, compuseram-se. Deu-me muitas ganas”, explicou Cordeiro, prosseguindo: “Assim como a Nova Zelândia se motiva com o ‘haka’, nós fazemo-lo com ‘A Portuguesa’.”

    Força Lobos!

  22. p.porto diz:

    É certo que nós, portugueses, adoramos uma discussão, assanharmo-nos, dar paulada. Eu, bom português, incluído.

    Mas há dois tipos de coisas que não merece isso. As grandes coisas, e as coisas mesquinhas.

    Neste caso o NRAlmeida trouxe as duas: o Hino Nacional está incluído nas coisas grandes. Não por ser este HIno, mas por ser o Hino. Não merece que se discuta a forma como é cantado, sobretudo quando isso foi feito com indiscutível entrega, amor. E quando as coisas são feitas dessa maneira às vezes ficam ridículas, mas devemos ter a grandeza de não olhar a isso.

    Por outro trouxe uma coisa pequenina, descobriu uma pretensa disputa entre gente de apelido, se é que a sua observação faz sentido, por comparação com a seleção de basquete. Não é para si, isto.

    O NRAlmeida, tinha passado bem sem se assanhar contra os jogadores de rugby. A maior parte das pessoas que colocaram comentários também teriam passado bem se assanharem contra si.

    Arrange lá coisas decentes para nos fazer saltar a tampa, sff.

  23. http://aveirolx.blogspot.com/2007/09/basquetebol-e-rguebi-porque-que-esto.html

    Neste post respondo a um conjunto de artigos sobre o mesmo assunto que o vários autores levantaram.

  24. jdias diz:

    isto é mesmo são mesmo posts e comments de quem não tem nada que fazer!
    vão trabalhar, uns …e outros

  25. Joao A.C. diz:

    Imagino que preferisse a “Internacional” cantada de mão dada por pseudo-operários de boas famílias, vindos de grandes casas na Lapa para as manifestações anti-globalização, com a barba por fazer e t-shirts de mangas cavas com o CK arrancado para não parecer mal nas noites do “Agito”. Enfim, complexos de classe sempre foram um dura realidade, mas de difícil compreensão nos dias de hoje. Parece que os “Uva” deveriam mudar de apelido e renomearem-se de “Wanderley” ou “Anderson” para que o senhor Nuno Ramos de Almeida os aceitasse de bom grado. Aliás, não deixa de ser curiosa a observação aos “bons nomes” de alguém que usa os dois apelidos, talvez tentando parecer aquilo que tanto critica.

    P.S. Não sei se teve o gosto de ver o entusiástico jogo da nossa selecção de futebol, será necessário dizer mais alguma coisa após a miséria de ontem?

  26. André Cunha diz:

    […] e a minha pátria é a Naide Gomes, o Obikwelu, o Gonçalo Uva, o Cristiano Ronaldo, o Nélson Évora, a Vanessa Fernandes, o Deco e até… os Ramos de Almeida.
    Para quem não gosta de Franciscos, Vicentes e Uvas, é curioso porque não assina “Nuno Almeida”. Talvez seja proletário de mais, o que dificulta a ingestão de caviar com a mão esquerda.
    Mas, realmente, é estranho porque não gosta de argentinos. Deixe-me confidenciar-lhe que aquela malta não gosta só de tango (estilo musical amarialvado).
    É curioso como certas áreas políticas defendem a integração dos emigrantes paternalisticamente sem lhes proporcionarem um lugarzinho elegível nas suas listas.
    Integrem-se, mas não pensem, que para isso estamos cá nós!
    Sirvam apenas de ícones da integração, mantenham a vossa cultura de origem e não se misturem com a cultura portuguesa, que assim são mais autênticos…

  27. São pessoas ridiculas como o Sr. (desculpe-me a sinceridade) que dão sentido à imagem de inferioridade que os portugueses dizem ter de si proprios.

    É graças a pessoas como o Sr. que de desporto devem saber apenas que fica mal a uma pessoa (que aspira ser..) “culta” ver ou praticar, que o nosso desporto é a vergonha que é, marginalizado por sucessivos governos e autoridades competentes.

    Mas os meus parabens ao Sr. e aos seus comparsas que para caírem em graça do clã (são capazes de tudo) até de piadas ridiculas sobre desportistas (que sem as minimas condições logisticas) tudo dão para honrar a pátria e o “ser português”.

    E lembre-se de uma coisa, seria fantástico para portugal se algum dia tivesse comentadores ou pseudo intelectuais ao nivel das nossas Selecções de Basquetebol como a de Rugby..

    Os meus parabéns…

  28. Et Pluribus unum diz:

    “Comentário de Tiago Von Mao
    Data: 12 Setembro 2007, 9:47”

    Este fulano é um triste…maldita a hora em que aqui vim ler este churrilho de barbaridádes, escrito por imberbes pseudo-intelectuazecos de esquerda, para quem está tudo mal e nada presta!!

  29. António Carrilho diz:

    Um post palerma.

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