Reedição: Os amigos do Sr. embaixador

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Há uma ano escrevi este post sobre a campanha contra o PCP à conta da Colômbia. Este ano, a campanha duplicou com penas tão esforçadas como a do sociólogo Alberto Gonçalves que garante que Cunhal apoiou Hitler (sic). Aqui fica um olhar diverso sobre a guerra sem fim.

Quando estive na Colômbia contava-se a seguinte anedota: numa recepção diplomática, um adido colombiano que estava ligeiramente toldado com as infinitas possibilidades do bar aberto, abordou, no meio das suas deambulações etílicas, o embaixador do Paraguai e perguntou-lhe “porque razão havia um Ministério da Marinha se não tinham mar”. O paraguaio não se atemorizou e respondeu-lhe: “pela mesmíssima razão que os colombianos têm um Ministério da Justiça”.
Um amigo meu relatava-me que tinha fugido da zona de Cartagena porque o tinham ameaçado duas vezes de morte e tinha escapado, como por milagre, a um tiroteio.
“Tive a nítida sensação que se não abandonasse a família e a casa, um dias destes aparecia morto junto à universidade”, dizia ele.
Diego era simplesmente um dirigente estudantil de esquerda, mas para sobreviver às agruras da “democracia” colombiana só tinha duas soluções: ou fugia para o estrangeiro ou refugiava-se na zona em que a guerrilha manda.
Vim encontrá-lo num acampamento das FARC, junto ao Amazonas.
O caso dele não é, infelizmente, o único. Quando fui à Universidade de Bogotá vi inúmeros papeis macabros, fotografias de professores e estudantes desaparecidos, presumivelmente abatidos pelos esquadrões da morte.
Há menos de um ano, uma das activistas mais corajosas que conheço – a Rita Cruz das PBI -, que durante anos esteve, com um grupo de estrangeiro, a viver numa aldeia da paz para impedir que os aldeões fossem massacrados, enviou pela Internet a seguinte denúncia: “San Jose de Apartado é uma das comunidades que enquanto Peace Brigades International (PBI) ajudei a proteger. É uma pequena comunidade no norte da Colômbia, situada num local demasiado estratégico; uma comunidade de camponeses que vive do cacao e da banana, que produzem em quantidade e tentam vender quando não são impedidos pelos actores armados. São pobres nos bens, mas determinados na sobrevivência. Vivem ameaças constantes, principalmente por parte dos paramilitares (braço armado ilegal do exército colombiano), mas respondem sempre com dignidade e sem recurso a armas, apenas com a palavra e o apelo à solidariedade internacional. Não consigo expressar o quanto cada um dos líderes desta comunidade me fazia sentir humilde e pequena, muito pequenina, nas minhas lutas, ambições, frustrações, expectativas… Porque são assim, são fonte de inspiração para muitas outras comunidades dentro e fora da Colômbia, comunidades que resistem sem armas mas também sem silêncio.
Queria contra-vos que um desses líderes, Luís Eduardo, foi abordado pelo exército quando regressava do campo, juntamente com outras sete
pessoas, entre as quais quatro menores. Os corpos foram encontrados no dia seguinte, esquartejados, com sinais de tortura e deixados a apodrecer numa vala comum.
Diz-se que quem cala consente. Eu queria pedir-vos que me ajudassem a não calar. Feitos de uma coragem que eu desconheço, a comunidade vai manter-se de pé, os líderes vão continuar a falar, até que, afirmam, o
último seja liquidado. Não vai ser fácil acabar com uma comunidade assim, menos ainda se a cada golpe se juntarem vozes de indignação do mundo inteiro, olhares atentos que distinguem claramente justiça da injustiça e que não deixam passar em silêncio um massacre deste tipo.
Quando estive na Colômbia e houve uma invasão paramilitar da
comunidade de Cacarica, as cartas também chegaram, em catadupas.
Quando tive uma reunião com o comandante da marinha, obviamente implicado na organização da invasão, estava-lhe estampado no rosto a raiva que as cartas, espalhadas na mesa, lhe causavam. Desprezou-as nos gestos, minimizou-as nas palavras, não abria grande parte delas, mas sabia o que continham, e a raiva de não sentir que os seus movimentos eram livres brilhavam-lhe nos olhos”.

Numa altura em que os sites mais insuspeitos promovem um abaixo-assinado de condenação da visita das FARC à Festa do Avante e de solidariedade com o governo da Colômbia, talvez seja interessante dizer que o moralmente surpreendente não é que o PCP tenha relações com as FARC, mas que a democracia portuguesa aceite albergar um representante do regime colombiano.
Sou jornalista e tive a oportunidade de fazer algumas reportagens sobre guerrilhas. Estive algumas semanas nas áreas controladas pelos zapatistas e quase um mês nos acampamentos das FARC.
A Colômbia vive em guerra desde o final dos anos 40. As actuais guerrilhas comunistas são herdeiras dos camponeses liberais que se revoltaram no “Bogotazo”, depois do assassinato do líder liberal Jorge Gaitan. Desde aí, “La Violenzia” impera. O país tem quase dois milhões de deslocados de guerra, morreram centenas de milhar de pessoas. No campo, exércitos e paramilitares usam a habitual táctica da contra-guerrilha, se os guerrilheiros vivem no meio da população, dizia Mao, como “peixe na água”, então é necessário secar esta corrente. Estive em aldeias em que os paramilitares entraram e mataram à frente de toda a gente dezenas de pessoas. Houve homens que foram serrados com moto-serras, mulheres violadas em frente dos filhos. A impunidade destes grupos é tão grande, que a jornalista Jineth Bedoya, de um dos maiores jornais Colombianos (“El Espectador”), foi raptada, agredida e violada por dezenas de presos paramilitares, durante uma visita que fazia a uma cadeia de “alta-segurança” de Bogotá.
Grande parte destes crimes continuam a acontecer durante o mandato do actual presidente colombiano Uribe, que acabou com as negociações de paz iniciadas pelo anterior presidente Pastrana. Conversações difíceis, até porque a desconfiança impera nos dois lados. Na última vez que a guerrilha abandonou as armas, no ano de 1984, e acreditou nas promessas de democratização do governo da Colômbia, foram assassinados, pelos esquadrões da morte, 3000 militantes da Frente Patriótica (partido criado pelas FARC), entre os quais vários senadores, deputados e dois candidatos presidenciais.
Costuma-se acusar a guerrilha colombiana de não passar de um bando de traficantes de droga. Sobre a cocaína na Colômbia é preciso esclarecer que ela atinge toda a sociedade. Durante a presidência de Gavíria (1990-94), foi encontrada droga no avião oficial que aterrou nos Estados Unidos; os colombianos chamam, por piada, à Força Aérea de “Cartel Azul”, porque quando dois aviões militares foram fazer manutenção a Miami, encontraram-se duas toneladas de coca; recentemente os paramilitares liquidaram o seu antigo chefe Carlos Castaño, devido a uma divergência de negócios.
Sobre a guerrilha e a droga, a relação é igualmente complicada. Uma vez perguntei a um comandante das FARC, o comandante Jairo, sobre a relação entre a guerrilha e os traficantes. Ele respondeu-me que “a guerrilha existia muito antes da droga e que a sua razão de vida não é o tráfico, mas que a guerrilha sobrevive com o apoio dos camponeses e, como tal, não vai impedir os camponeses de cultivar a coca”. Embora, as FARC afirmem ser favoráveis a uma política de substituição de culturas, é também verdade que os guerrilheiros cobram uma taxa sobre o negócio da droga. Uma das experiências mais impressionantes que vivi foi uma ida a uma plantação e laboratório de coca. Durante um dia inteiro, desci de barco um afluente do Amazonas, andei durante uma tarde pela selva e cheguei a uma plantação. Aí, uma família de cinco pessoas produzia três quilos de pasta de coca, de dois em dois meses. Isso dava-lhe menos de 100 contos por mês, centenas de vezes menos que o valor da droga nas ruas dos states. À sua volta trabalhavam dezenas de raspatchines , jovens, muitas vezes miúdos, que recolhiam as folhas verdes da coca. De puxar as plantas, tinham as mãos negras e calejadas nessa zona. Enquanto colhiam, cantavam uma música sobre jovens raspatchines que enriqueciam, compravam carros e viviam com belas mulheres meio nuas em piscinas… tudo isto, era o sonho MTV destes jovens, em plena zona da guerrilha.
É verdade que a droga não fez a guerrilha, mas também é verdade que o pó e o seu dinheiro corrompe tudo o que toca. Esta guerra sem fim que se vive na Colômbia tornou a luta armada dos camponeses numa guerrilha sem revolução, em que o desespero os leva a considerar qualquer forma de luta. Se em 1984, o líder guerrilheiro Marulanda condenava os sequestros como contrários à luta política, hoje, os raptos normalmente chamados “pescas milagrosas” são consideradas formas normais de luta. Como a esquerda aprendeu à sua custa há muito tempo, os fins não justificam os meios e o facto do governo da Colômbia ter presos em condições inumanas milhares de militantes de esquerda não pode justificar raptos como a da candidata presidencial Ingrid Betancourt.

Sobre Nuno Ramos de Almeida

TERÇA | Nuno Ramos de Almeida
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37 respostas a Reedição: Os amigos do Sr. embaixador

  1. Lidador diz:

    Sobre as FARC e o apoio do PCP a um dos poucos movimentos terroristas que restam dos tempo aureos da guerra fria, o NRA usara as falácias que bem entender, para racionalizar a má-fé.
    O pior cego é o que se recusa a ver…

    Quanto ao apoio do PCP a Hitler, basta ler a biografia de Alvaro Cunhal ( de JPP) para verificar que ele aconteceu efectivamente.
    Por razões tácticas, evidentemente, uma vez que o PCP tinha que digerir o Pacto Molotov-Ribentropp e a invasão conjunta da Polónia.
    Há documentos que o provam e o facto de o NRA o ignorar, apenas nos diz algo sobre si próprio, e algo que não é particularmente laudativo.
    No “Informe sobre a Situação Internacional”, em Outubro de 1939, o PCP afirmava que “A URSS …. desmembrou o bloco fascista, por meio do pacto germano-soviético, que imediatamente fez desligar o Japão do bloco, considerado inabalável, das potências fascistas”.
    Ou seja, fascista era agora apenas o Japão.
    Mais à frente o PCP (Cunhal, na verdade) escreve que “Terminadas as operações militares na Polónia e destruída a mistificação da guerra ideológica, as propostas da paz de Hitler criaram a Chamberlain e Daladier uma situação difícil. São efectivamente vagas as propostas de Hitler, mas a argumentação que as acompanha e alguns dos seus princípios gerais não podem ser facilmente contrabatidos pelos representantes do imperialismo franco-britânico? Como podem eles justificar a continuação da guerra ofensiva contra a Alemanha? Pela reconstituição da Polónia? Mas o Estado polaco revelou-se um aglomerado inconsistente”.

    Nas vésperas da agressão alemã à Dinamarca e Noruega, Holanda e Bélgica, PCP escrevia que “ão há pois perigo da Alemanha atacar os neutros. Seria estender a frente e reduzir as suas possibilidades de resistência numa frente reduzida. Podemos concluir portanto que a violação dos neutros, vizinhos da Alemanha, convém mais aos aliados Ocidentais que à própria Alemanha? De certo que convém …”

    Ou seja, para Cunhal, o perigo para esses países não vinha de Alemanha, mas sim dos “capitalistas”.

    Estas posições de Cunhal revelam a insuportável má-fé de um lacaio servil pronto a engolir todos os sapos em serviço do amo soviético.

    De resto, a diferença entre o o regime em Moscovo e o regime de Berlim, era pequeníssima….o próprio Hitler afirmava que “não sou apenas o vencedor do marxismo…sou o seu realizador. Aprendi muito com o marxismo e não tenciono escondê-lo. O que me interessou no marxismo foram os seus métodos….todo o nacional-socialismo está lá contido”
    (Hermann Rauschning, “Conversas com Hitler”)

    Hitler era socialista, de facto era o chefe do Partido Nacional Socialista dos Trabalhadores Alemães, e explicou a Otto Wagener que os “meus desacordos com os comunistas são menos ideológicos que tácticos” e “agora que a idade do individualismo terminou, a nossa tarefa é encontrar o caminho que conduza ao socialismo”.

    Confidenciou-lhe ainda que “o problema dos políticos de Weimar foi nunca terem lido Marx”.

    Por isso caro NRA, ou sabe do que fala e o seu cinismo é insuportável, ou não sabe do que fala e perdeu mais uma excelente ocasião de brilhar pelo silêncio.

  2. Nuno Ramos de Almeida diz:

    Lidador,
    Cunhal nunca apoiou Hitler. Nem mesmo a biografia de Pacheco Pereira o diz. Cunhal secundou a posição dos soviéticos da necessidade táctica do acordo molotov-ribentropp. É alías interessante relembrar o contexto da assinatura desse acordo e o tempo que Estaline ganhou com ele. Era bom lembrar que a abertura dos arquivos soviéticos demonstrou que Estaline tentou negociar até ao último momento um acordo com franceses e ingleses, mas sectores importantes destes estavam interessados em empurrar a Alemanha Nazi e até apoia-la para Leste de modo a que fosse destruida a União Soviética.
    Sobre a Polónia, comentadores motivados como o meu caro Lidador tendem a esquecer a entrega da Checoslováquia aos Nazis, como bonus para corrida para o leste.
    Cunhal e os comunistas nunca apoiaram Hitler ao contrário de vários políticos ocidentais que sublinhavam as suas virtudes na luta contra o comunismo. A tentativa de fazer passar Hitler como socialista é de facto de um cinismo e de uma má-fé total. Duvido alías que Hitler tenha lido Marx. Embora calcule que daqui a dois minutos está-me a garantir que Hitler, tal como Marx, era judeu.
    Tenha juizo.

  3. leonor simões diz:

    Desejo sinceramente que a republicação deste seu texto ajude um bocadinho o Daniel Oliveira que, sem qualquer escrúpulo, depois de milhentos esclarecimentos, ainda conseguiu escrever no último expresso que o PCP convidou as FARC para a Festa do Avante, assim caindo numa triste imitação do que já tinha feito o idiota do Ferreira Fernandes no Diário de Notícias de 2 de Setembro.

    Quanto à lenga-lenga do «lidador», só quero dizer que há um elemento geralmente escamoteado que ajuda a iluminar a questão : ele que nos diga qual é data do Pacto de Munique (Chamberlain a chegar a Londres e a exibir feliz o papelinho) e qual é a data do pacto de não germano-soviético.

  4. AL diz:

    Se, por acaso um filho de NRA fosse raptado pelas Farc haveria era que compreender e esperar. 5, 8, ou 10 anos que fossem: a verdadeira violência não era das Farc, era do sistema capitalista. Já assim era sob Staline.
    Há que compreender. Um progressista nem sequer deve lamentar alguns factos necessários à construção do futuro, sejam eles a morte de nossos pais ou dos nossos filhos.

  5. Nuno Ramos de Almeida diz:

    Caro AL,
    Agradeço-lhe o seu comentário e gostava de esclarecer mehor a minha posição. O meu texto conclui da seguinte forma: “Esta guerra sem fim que se vive na Colômbia tornou a luta armada dos camponeses numa guerrilha sem revolução, em que o desespero os leva a considerar qualquer forma de luta. Se em 1984, o líder guerrilheiro Marulanda condenava os sequestros como contrários à luta política, hoje, os raptos normalmente chamados “pescas milagrosas” são consideradas formas normais de luta. Como a esquerda aprendeu à sua custa há muito tempo, os fins não justificam os meios e o facto do governo da Colômbia ter presos em condições inumanas milhares de militantes de esquerda não pode justificar raptos como a da candidata presidencial Ingrid Betancourt.”.
    É claro, portanto, que eu não defendo o rapto de ninguém. O que me diferencia de uma série de gente é que eu tive a sorte de estar na Colômbia e por isso não me esqueço dos esquadrões da morte e dos para-millitares. Para mim os assassinatos, os raptos e as torturas são todos condenáveis, independentemente de quem os pratica.

  6. Lidador diz:

    [A tentativa de fazer passar Hitler como socialista é de facto de um cinismo e de uma má-fé total]

    Caro NRA, Hitler eral socialista, o seu partido era um partido socialista, e ele próprio se confessava como tal, como poderá verificar nas referências que lhe citei.

    Dirá o NRA que o socialismo de Hitler não era o “verdadeiro socialismo”, mas isso é sua opinião, segundo a qual, suspeito, o “verdadeiro socialismo” será apenas aquele que exista na sua cabeça.

    A recusa de encarar os factos e criar a própria realidade, tem um nome: solipsismo!

  7. Lidador diz:

    [Para mim os assassinatos, os raptos e as torturas são todos condenáveis, independentemente de quem os pratica9

    Mas, a avaliar pelo que escreve, há uns mais condenáveis que outros.

    Os porcos triunfam sempre…

  8. Nuno Ramos de Almeida diz:

    Lidador,
    Os seus argumentos são um pouco primários. Não é o facto de Hitler ter chamado nacional-socialista ao partido que o torna marxista (autor que o próprio sempre desprezou) ou socialista. Uma das primeiras preocupações do nazis foi o combate ao movimento operário e aos comunistas. Os nazis foram alías vistos pelos grandes interesses económicos como a forma eficiente de evitar o ascenso dos comunistas na Alemanha. Prova dessa ligação é o facto que as medidas ditatoriais de Hitler reforçaram a grande industria e os grandes grupos ao mesmo tempo que enviam centenas de milhares de comunistas para os campos de concentração. O resto é propaganda barata que já tem caruncho.

  9. filinto diz:

    Recuso-me a entrar no mesmo debate do ano passado, não tenho paciência. Por isso, também, valeu ler este texto, mas que cairá decerto em saco roto.

  10. Lidador diz:

    Caro NRA, a ideia de que o Fascismo e o Socialismo são doutrinas opostas, é uma mistificação histórica e filosófica, lançada em 1934, por decisão do Komintern, e que fez o seu caminho com grande sucesso.
    Ainda hoje a maioria das pessoas não conhece a fundo as semelhanças entre as “teologias” e as práticas do fascismo, do socialismo nacional e do comunismo, mas absorve bem a ideia geral de que as primeiras duas são “de direita” e por isso “más” e a terceira é “de esquerda” e por isso “boa”.
    A máquina de embrutecimento oleada pelo já longínquo Komintern continua inacreditavelmente a funcionar, passados todos estes anos.

    Quanto às “diferenças”, Ludwig von Mises em “O Estado Omnipotente” mostrou, preto no branco, que o programa económico de Hitler pôs em execução 8 das 10 medidas urgentes preconizadas por Marx no Manifesto Comunista de 1847.

    Não é o “verdadeiro socialismo”.
    Então o que é o “verdadeirol socialismo”?
    E terá sido o fascismo de Mussolini o “verdadeiro fascismo”?

    E quem lhe disse que é o NRA o supremo árbitro das verdade ideológica, referência a partir da qual se definem os verdadeiros “ismos”.

    Hitler era socialista, dizia-se socialista, definia-se como socialista, e tomou medidas inequivocamente socialistas.

    Se cheira a socialista, sabe a socialista, e soa socialista, é socialista.
    Excepto talvez no interior da sua cabeça, mas isso é um problema seu..

  11. AL diz:

    Numa democracia – que é o que a Colômbia é, e é como tal reconhecida pelas organizações internacionais e estados de direito – não há justificação possível para qualquer acto criminoso. Isso não está patente no texto, talvez por tornar todo o argumentário inútil.

  12. António Figueira diz:

    Ó Nuno,
    Tu tens cá uma pachorra!…
    Abraço, AF
    PS “O Lidador” (what a name!), no estilo conspirativo, é melhor que o Arroja: “a ideia de que o Fascismo e o Socialismo são doutrinas opostas, é uma mistificação histórica e filosófica, lançada em 1934, por decisão do Komintern, e que fez o seu caminho com grande sucesso.” Fascinante.

  13. Nuno Ramos de Almeida diz:

    Caro AL,
    Até podia ser reconhecida pela Papa e pelo super-pateta e não passava a ser democracia por isso. A Indonésia e a ocupação de Timor também era reconhecida por inumeras democracias e não era menos desumana por isso. Recomendo-lhe a leitura dos relatórios das organizações de direitos humanos e da amnistia internacional sobre o seu paraíso democrático colombiano.

  14. leonor simões diz:

    Verifico que o «lidador» está farto de escrever mas não se digna responder à minha inocente pergunta sobre qual a data do Pacto de Munique e wusl a data do pacto de não-agressão entre a URSS e Alemanha nazi.

  15. Daniel Marques diz:

    O PCP continua com a linha de defesa pacto de munique (1938) = pacto de “não agressão” sovietico-alemão (1939). A literatura sobre o protocolo secreto de divisão dos estados balticos, polonia e finlandia ainda não chegou à Soeiro.

  16. Caros cegos,

    Democracia mesmo, assim com maiúscula, é a VENEZUELA. Sempre o foi, desde há décadas… A Colômbia, desde as mesmas décadas, é que não passa de uma feroz oligarquia ditatorial, mal disfarçada (com o rabo de fora) de “democrática”, para CNN ver (e papalvo médio consumir).

    Sim, a Venezuela tem instituições democráticas (formais e reais) e respeito pelos Direitos Humanos (como igualmente a Nicarágua, no tempo dos sandinistas…), o que não quer dizer que não cometa alguns erros (como comete aliás qualquer País, por mais democrático que seja), mas a grande campanha dos meios de comunicação de massas é contra… a Venezuela, pois claro!

    Não contra a Colômbia, a Birmânia, a China e, outrora, o Brasil, a Argentina, o Haiti, a Nicarágua, El Salvador, o Paraguai, a Indonésia e muitos, muitos outros regimes formalmente “democráticos” mas que não resistiriam um dia a uma comissão de investigação independente sobre o modo como, realmente, funcionam os seus Governos.

    Mas que interessa isso aos meios de comunicação do “império”, enquanto esses mesmos Governos continuam a dar “amplas liberdades” aos negócios e ao capital?…

    Pode-se atacar as FARC à vontade. Como se atacaram outros movimentos de libertação, noutras décadas. O que não se pode é atacar as FARC em nome dos Direitos Humanos, da Democracia e da Liberdade: isso é o cúmulo da hipocrisia e só se consegue ir mantendo à base da gritaria infernal dos meios de comunicação de massas, que fazem muitos “dribles”, mas marcam poucos golos (e, às vezes, até marcam nas próprias balizas…).

  17. Zé Pardal diz:

    “O que me diferencia de uma série de gente é que eu tive a sorte de estar na Colômbia e por isso não me esqueço dos esquadrões da morte e dos para-millitares.”

    Você teve foi sorte, podia ter sido raptado pelas FARC.
    Se isso tivesse acontecido, de uma coisa podemos ter a certeza, o garboso Lidador estaria à frente de um qualquer movimento para o libertar.

  18. Zé Pardal diz:

    “O que não se pode é atacar as FARC em nome dos Direitos Humanos, da Democracia e da Liberdade: isso é o cúmulo da hipocrisia”

    ESSA AGORA!

  19. Lidador diz:

    Caro A Figueira, fazer julgamentos a coberto do véu de ignorância, pode dar-lhe alguns momentos de glória farronqueira, do género, “embrulha que lá vai disto”, mas são orgasmos breves.

    Não, não foi o Arroja, nem eu que descobrimos a história do Komintern.
    Foi um velho compagnom de route do comunismo, o intelectual e historiador francês François Furet que o escreveu no seu livro ” O passado de uma ilusão” mais concretamente no capítulo oitavo ( A cultura Antifascista). ( Publicado em Portugal pela Presença, em 1996).

    Claro que o A. Figueira não sabe…como todos os crentes apenas lê as bíblias do credo.

    A ignorância convencida é sempre arrogante…

  20. Lidador diz:

    O A Castanho, usa bem a novilíngua.
    Mas engana-se na letra…o que existe na Venezuela ou na Coreia do Norte ( segundo o camarada Bernardino) é uma “demokracia”, com “amplas liberdades”.

    E existia na Alemanha “Demokratica”.

    E se calhar o Castanho escreve-se Kastanho e provavelmente nem é kastanho, mas vermelho bolivariano, isto apesar de o Bolívar real, além de um grande admirador dos Yankees, ter sido tudo menos “proletário”…na verdade nasceu em berço de ouro, acalentado por escravos.
    De resto acalentava os ideiais da Constituição americana e defendeu sempre a politica de Quincy Adams e Monroe, como salvaguarda contra as potências europeias.
    Quando um caudilho tonto como Chavez, usa o seu nome em vão, o vermelho que veste é de vergonha…ou falta dela.

    E os kastanhos, nem isso…

  21. Leonor Simões diz:

    Finalmente um Daniel Marques teve a hombridade de reconhecer que o Pacto de Munique é de 1938 e o pacto germano-soviético de 1939.

    Agora já só lhe falta e ao «lidador» tirarem alguma conclusão dda cronologia.

  22. Pingback: cinco dias » Filipe Moura:O “Diário de Notícias” não é um jornal para “eles”

  23. r.m. diz:

    O «programa económico de Hitler pôs em execução 8 das 10 medidas urgentes preconizadas por Marx no Manifesto Comunista de 1847», etc., etc.!
    Ah e tal, porque houve um tipo que escreveu um livro a dizer que sim e outro que tamém. E ainda – prova irrefutável – porque um primo em segundo grau do Goebbels era visita da casa de praia de um neto de um afilhado do Engels, que por sua vez privava com a enteada dos vizinhos do Álvaro Cunhal.
    Bom, mas sempre achei que a minha avozinha tinha toda a razão quando dizia que nunca se deve contrariar um louco.
    Portanto, tá bem ó Lidador, você tem razão, até na data do Manifesto.

  24. Lidador diz:

    Caro rm, cada um tem as sua referências. Eu fico com o Mises e confirmo com a leitura do Manifesto Comunista e do Programa Económico de Hitler.
    Você fique-se com a sua avó.

    Provavelmente a única verdade a que tem direito…

  25. Nuno Ramos de Almeida diz:

    Lidador,
    Uma adenda às suas leituras: a primeira edição do Manifesto Comunista é de 21 de Fevereiro de 1848 e não de 1847 como você julga. Diga-me, já agora, quais são as supostas medidas económicas desse tal manifesto que você certamente leu.

  26. Zé Pardal diz:

    Do que eu gostava era de ler qualquer coisa do Lidador sobre a politica de defesa nacional.
    Afinal, ele até deve ser um perito na matéria. E, assim como assim, todos nós lhe pagamos o ordenado. Sempre teriamos algum proveito do carcanhol investido.

  27. Lidador diz:

    Caro NRA, tem obviamente razão quanto à data de publicação do Manifesto Comunista, mas, como é evidente, não é isso que está em discussão.
    Percebo que não tenha grande interesse em aprofundar aquilo para que estou a apontar, isto é, as claras semelhanças entre o comunismo e o socialismo nacional, e que prefira comentar o estado de limpeza das unhas da mão que aponta, mas trata-se apenas de uma táctica pueril, que deve ter aprendido com a F. Câncio, isto é, concentrar-s em imperfeições formais da msg, para extrapolar daí a não validade do seu conteúdo.
    Deixe-se disso…

    Em termos puramente retóricos, até dizer-lhe que o Manifesto sendo publicado no inicio de 1848, foi evidentemente concluido em 1847 e seria uma discussão de lana caprina, que não me interessa.

    Sobre o que interessa:

    Medidas preconizadas no Manifesto Comunista:

    1. Expropriação da propriedade da terra e afectação da renda da terra às despesas do Estado.
    2. Imposto fortemente progressivo.
    3. Abolição do direito de herança.
    4. Confiscação da propriedade de todos os emigrados e sediciosos.
    5. Centralização do crédito nas mãos do Estado, por meio de um Banco nacional, com capital do Estado e monopólio exclusivo.
    6. Centralização nas mãos do Estado de todos os meios de transporte.
    7. Multiplicação das empresas fabris pertencentes ao Estado e dos instrumentos de produção, arroteamento dos terrenos incultos e melhoramento das terra cultivadas, segundo um plano se conjunto.
    8. Trabalho obrigatório para todos; organização de exércitos industriais, particularmente para a agricultura.
    9. Combinação da agricultura e da industria; medidas tendentes a fazer desaparecer gradualmente o antagonismo entre a cidade e o campo
    10. Educação pública e gratuita de todas as crianças; abolição do trabalho das crianças nas fábricas tal como hoje se pratica. Combinação da educação com a produção material, etc.

    Programa do Partido Nacional Socialista ( excertos)

    Só os cidadãos gozam de direitos cívicos. Para ser cidadão, é necessário ser de sangue alemão. A confissão religiosa pouco importa. Nenhum judeu, porém, pode ser cidadão.

    Pedimos que o Estado se comprometa a proporcionar meios de vida a todos os cidadãos.

    É necessário impedir novas imigrações de não alemães.

    Todos os cidadãos têm os mesmos direitos e os mesmos deveres.

    O primeiro dever do cidadão é trabalhar, física ou intelectualmente. A atividade do indivíduo não deve prejudicar os interesses do coletivo, mas integrar-se dentro desta e para bem de todos.

    A supressão do rendimento dos ociosos e dos que levam uma vida fácil, a supressão da escravidão do juro.

    O enriquecimento pessoal com a guerra deve ser estigmatizado como um crime contra o povo.

    Pedimos a nacionalização de todas as empresas que actualmente pertencem a trusts.

    Pedimos uma participação nos lucros das grandes empresas.

    Pedimos um aumento substancial das pensões de reforma.

    Pedimos a criação e proteção de uma classe média sã, a entrega imediata das grandes lojas à administração comunal e o seu aluguer aos pequenos comerciantes a baixo preço. Deve ser dada prioridade aos pequenos comerciantes e industriais nos fornecimentos ao Estado, aos Länder ou aos municípios.

    Pedimos uma reforma agrária adaptada às nossas necessidades nacionais, a promulgação de uma lei que permita a expropriação, sem indemnização, de terrenos para fins de utilidade pública – a supressão de impostos sobre os terrenos e a extinção da especulação fundiária.

    Pedimos que o Direito romano seja substituído por um direito público alemão, pois o primeiro é servidor de uma concepção materialista do mundo.

    A extensão da nossa infra-estrutura escolar deve permitir a todos os Alemães bem dotados e trabalhadores o acesso a uma educação superior, e através dela os lugares de direção. Os programas de todos os estabelecimentos de ensino devem ser adaptados às necessidades da vida prática. O espírito nacional deve ser incutido na escola a partir da idade da razão.

    Pedimos que o Estado suporte os encargos da instituição superior dos filhos excepcionalmente dotados de pais pobres, qualquer que seja a sua profissão ou classe social.

    O Estado deve preocupar-se por melhorar a saúde pública mediante a proteção da mãe e dos filhos, a introdução de meios idôneos para desenvolver as aptidões físicas pela obrigação legal de praticar desporto e ginástica, e mediante um apoio poderoso a todas as associações que tenham por objetivo a educação física da juventude.

    Satisfeito NRA?
    Não se sente embaraçado?

    Afinal parece que não há grandes diferenças entre o ” verdadeiro nacional socialismo” e o “verdadeiro comunismo”.
    E a prática foi basicamente a mesma…de facto o comunismo até fez um bocado pior…matou mais gente..

    Mas, é claro, o “verdadeiro socialismo” é uma arvore maravilhosa, da qual, por estranha maldição, só brotam frutos envenenados.
    Até ao dia em que seja o próprio NRA a cuidar da árvore…aí sim, teremos frutos doces e sumarentos.

    O Pol Pot também achava isso…

  28. r.m. diz:

    O homem evidencia uma inédita simbiose entre um atabalhoado copista medieval, um historiador saraivista sem a alma do mestre Saraiva e um demagogo primário que nem à primeira consegue convencer os incautos.
    Não bastava reproduzir mal os textos e tomar a História por estorietas mal contadas, descontextualizadas e/ou, as mais das vezes, inventadas, como acaba por exagerar de tal modo que apenas provoca gargalhada.
    Aquilo que o Lidador diz serem as Medidas preconizadas no Manifesto (não valendo sequer a pena corrigir o seu texto) surpreendem-se aí tão-só como meras hipóteses conjunturais que, na perspectiva contextualizada de Marx e Engels, poderiam ser eventualmente introduzidas num primeiro momento em alguns países.
    O projecto socialista consubstanciava-se, de acordo com o Manifesto, na implementação de uma sociedade de transição para o comunismo, cuja função essencial era a progressiva substituição do tipo de propriedade capitalista pelo tipo de propriedade social, com a consequente extinção paulatina das classes sociais e, paralelamente, a diluição do Estado, enquanto instrumento de domínio de classe, na sociedade civil.
    O projecto nacional-socialista preconizava o fortalecimento do Estado enquanto entidade política separada da sociedade civil e a consequente subordinação desta àquele, mantendo-se o tipo de propriedade capitalista, não obstante subordinado aos interesses do Estado, bem como as classes sociais, pese embora estas devessem conviver em permanente colaboração e a classe média devesse ter primazia.
    Projectos, portanto, absolutamente antagónicos, mesmo sem cuidar dos seus fundamentos históricos, económicos, sociológicos e filosóficos.
    Extrair desses projectos algumas medidas conjunturais e descontextualizadas com vista a identificá-los é de loucos. Ou então não é sério.
    Aliás, essa tarefa poderia ser realizada relativamente a inúmeras Constituições e programas partidários, com facilidade se conseguindo identificar uma enormíssima coincidência entre esses textos e aquelas medidas.

  29. r.m. diz:

    Já agora, a data do Manifesto tem alguma importância, em virtude de ter ocorrido dias antes do início da Revolução de 1848. Por isso, aliás, já fez correr rios de tinta. E tudo por Marx não ter sido diligente, só se tendo dedicado à obra em Janeiro de 1848. Mas enfim, quem habitualmente gosta de explorar essas minudências é o Lidador.
    Quanto ao Pol Pot, é curioso constatar que o mesmo foi derrubado pelo Vietnam, com o apoio soviético. E mais curioso é que então os EUA tenham movido uma exponencial campanha diplomática a favor do sanguinário regime cambodjano.

  30. Lidador diz:

    O rm está subitamente kantiano…ah e tal, de facto eram semelhantes, mas há que ver o contexto, e não sei que mais e sobretudo as INTENÇÕES.
    As da Marx, obviamente boas, éticas e morais, verdadeiros imperativos categóricos, as de Hitler, evidentemente más.

    Pois mas Hitler tb achava que tinha boas intenções e os seus seguidores e admiradores ainda hoja acham.
    Cada crente tem a sua religião e acredita na bondade do seu deus. Os comunistas em Marx, os nacional-socialistas em Hitler.
    O facto de serem iguais pouco importa…apenas as “intenções”.

    E se as intenções são “boas” , tudo se justifica, mesmo os milhões de mortos que estas gémeas religiões seculares nos trouxeram.

    Pobre rm, pobres cabeças descerebradas e induzidas à asneira pela ignorância deliberada.

  31. Ao Gonçalo Mendes da Maia (ele que explique, se quiser):

    longe de mim querer turvar-lhe ou conspurcar-lhe esse seu Mundo de certezas e bravuras! Satisfaça-se eternamente nele, seja muito feliz, goze com o meu nome (não o conheço, não me faz qualquer mossa…) e não perca mais tempo comigo. Não o mereço…

    Lamento que não tenha conseguido concluir o seu Curso. Mas pode sempre tentar outro!

    Dê por aí um grande abraço ao Walt Disney e outro ao Pai Natal…

  32. Luis Oliveira diz:

    Este post fez-me lembrar o Manual de Civilidade para Meninas.

    Não digais: “Cunhal nunca apoiou Hitler.”

    Dizei: “Cunhal secundou a posição dos soviéticos da necessidade táctica do acordo molotov-ribentropp.”

    E um link para a “malta”: http://www.thelocal.se/8304 (How persistent can a failed ideology be?)

    PS: Foi bonita a festa? Pediram os recibos?

  33. Luis Oliveira diz:

    Errata. Deveria ser:

    Não digais: “Cunhal apoiou Hitler.”

  34. Pingback: O Insurgente » Blog Archive » O Manifesto Comunista e o Programa do Partido Nazi

  35. lucklucky diz:

    “Comentário de leonor simões
    Data: 10 Setembro 2007, 1:16Verifico que o «lidador» está farto de escrever mas não se digna responder à minha inocente pergunta sobre qual a data do Pacto de Munique e wusl a data do pacto de não-agressão entre a URSS e Alemanha nazi.”

    http://www.yale.edu/lawweb/avalon/nazsov/nazsov.htm

    Está a comparar o Pacto Nazi-Comunista que eufemisticamente chamou de não-agresão que incluiu partilha de território que não era de qualquer um dos dois, além de venda de armas da Alemanha Nazi incluíndo um cruzador á União Soviética por matérias primas, com Munique?

    E já agora qual foi a opinião de Cunhal por a União Soviética colaborar militarmente e guerrear ao mesmo tempo com a Italia Fascista durante o período da Guerra Civil de Espanha?

  36. picareta-na-cabeça-de-trotsky diz:

    “O projecto socialista consubstanciava-se, de acordo com o Manifesto, na implementação de uma sociedade de transição para o comunismo, cuja função essencial era a progressiva substituição do tipo de propriedade capitalista pelo tipo de propriedade social, com a consequente extinção PAULATINA das classes sociais” r.m.

    Ó rm, paulatina deve querer dizer “à paulada”, não é verdade.

    eheheheh.

  37. Jose Alves diz:

    Este ano os jornalistas fizeram um grande alarido sobre a presença d o P C Colombiano.O PCC é um partido integrado no Polo Democratico Alternativo e que conta com alguns deputados e uma senadora comunista http://www.polodemocratico.net/-Gloria-Ines-Ramirez- Tambem existe a nivel politico a oposição do Partido Liberal,seria interessante consultarem o site da Senadora Piedad Cordoba.
    http://www.piedadcordoba.net/
    Talvez vendo o site da Senadora Liberal Piedad Cordoba ficassem com uma melhor ideia de que é a Colombia.
    Cumprimentos
    José Alves

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