<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?><rss version="2.0"
	xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"
	xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/"
	xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom"
	xmlns:sy="http://purl.org/rss/1.0/modules/syndication/"
		>
<channel>
	<title>Comentários em: o meu graffito</title>
	<atom:link href="http://5dias.net/2007/09/09/o-meu-graffito/feed/" rel="self" type="application/rss+xml" />
	<link>http://5dias.net/2007/09/09/o-meu-graffito/</link>
	<description></description>
	<lastBuildDate>Fri, 10 Feb 2012 02:02:02 +0000</lastBuildDate>
	<sy:updatePeriod>hourly</sy:updatePeriod>
	<sy:updateFrequency>1</sy:updateFrequency>
	<generator>http://wordpress.org/?v=3.3.1</generator>
	<item>
		<title>Por: Luísa</title>
		<link>http://5dias.net/2007/09/09/o-meu-graffito/comment-page-1/#comment-13584</link>
		<dc:creator>Luísa</dc:creator>
		<pubDate>Tue, 11 Sep 2007 00:17:37 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://5dias.net/2007/09/09/o-meu-graffito/#comment-13584</guid>
		<description>pois, só para finalizar, a questão é q limpar o espaço público, seja privado ou público, seria bem de ser um serviço público das câmaras municipais. bem como a criação de espaços específicos para os graffitis com valor estético, aspecto em q talvez não concordemos da mesma forma.
e estamos de acordo quanto a poluição visual urbana, extensível à publicidade.
[&quot;congratulo-a; &amp; -me&quot; de q se tenha livrado do maldito automóvel, coisa sem futuro urbano e ecológico]</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>pois, só para finalizar, a questão é q limpar o espaço público, seja privado ou público, seria bem de ser um serviço público das câmaras municipais. bem como a criação de espaços específicos para os graffitis com valor estético, aspecto em q talvez não concordemos da mesma forma.<br />
e estamos de acordo quanto a poluição visual urbana, extensível à publicidade.<br />
["congratulo-a; &amp; -me" de q se tenha livrado do maldito automóvel, coisa sem futuro urbano e ecológico]</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: Fernanda Câncio</title>
		<link>http://5dias.net/2007/09/09/o-meu-graffito/comment-page-1/#comment-13576</link>
		<dc:creator>Fernanda Câncio</dc:creator>
		<pubDate>Mon, 10 Sep 2007 23:52:39 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://5dias.net/2007/09/09/o-meu-graffito/#comment-13576</guid>
		<description>luísa, não ignorei os seus argumentos. a verdade é que não me parece que faça sentido falar da necessidade de &#039;oferecer&#039; espaço ao graffiti quando estamos a falar de vandalismo. e que concordo consigo quanto aos cartazes publicitários, cuja afixação indiscriminada também considero vandalismo.

quanto à limpeza pela câmara -- ou seja, com o dinheiro de todos -- não é levada a cabo, que eu saiba, em edifícios privados, mas apenas em património público. cabe aos proprietários limpar e repintar os seus prédios. coisa que, como se sabe, custa muito caro. e com o risco de na noite seguinte estar tudo na mesma.

o problema está longe de ser português: em roma -- na monumental roma -- o centro está cheio de tags e pichagens, que não poupam os sítios mais &#039;sagrados&#039;. volto a dizer que não sei como se combate eficazmente o fenómeno, mas não creio que a atitude desculpabilizante que vejo em tanta gente ajude. 

(ah, e isto do carro ocorreu-me quando estava a responder-lhe, era um exemplo. eu também não tenho carro, veja lá)</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>luísa, não ignorei os seus argumentos. a verdade é que não me parece que faça sentido falar da necessidade de &#8216;oferecer&#8217; espaço ao graffiti quando estamos a falar de vandalismo. e que concordo consigo quanto aos cartazes publicitários, cuja afixação indiscriminada também considero vandalismo.</p>
<p>quanto à limpeza pela câmara &#8212; ou seja, com o dinheiro de todos &#8212; não é levada a cabo, que eu saiba, em edifícios privados, mas apenas em património público. cabe aos proprietários limpar e repintar os seus prédios. coisa que, como se sabe, custa muito caro. e com o risco de na noite seguinte estar tudo na mesma.</p>
<p>o problema está longe de ser português: em roma &#8212; na monumental roma &#8212; o centro está cheio de tags e pichagens, que não poupam os sítios mais &#8216;sagrados&#8217;. volto a dizer que não sei como se combate eficazmente o fenómeno, mas não creio que a atitude desculpabilizante que vejo em tanta gente ajude. </p>
<p>(ah, e isto do carro ocorreu-me quando estava a responder-lhe, era um exemplo. eu também não tenho carro, veja lá)</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: Luísa</title>
		<link>http://5dias.net/2007/09/09/o-meu-graffito/comment-page-1/#comment-13562</link>
		<dc:creator>Luísa</dc:creator>
		<pubDate>Mon, 10 Sep 2007 22:30:02 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://5dias.net/2007/09/09/o-meu-graffito/#comment-13562</guid>
		<description>bom, de facto seria difícil grafitarem o meu carro uma vez que me desfiz dessa coisa já vai para mais de 7 anos. mas não deixa de ser uma ideia interessante. curiosamente, só responde à questão do grafitti q consiste apenas em frases e q ataca a propriedade privada, e eu estava a tentar explicar o carácter terrirorial do comportamento e seus possíveis factores de explicação; explicar é distinto de justificar. já a questão mais propositiva, a de criar espaços urbanos de expressão de cultura urbana (acrescente-se a experiência do seixal), nem uma palavra. aliás, se ler com atenção o meu comentário, o meu argumento era no sentido de dar espaço ao graffiti mais artístico e q devia ser um serviço público a limpeza do graffiti q tb se diz (importação do brasil) de &quot;espichar&quot; frases ou nomes de grupos de graffiters, o q não tem qualquer valor estético. 
aliás, a questão é do tipo de &quot;reprimir ou institucionalizar&quot;, q pode começar no graffiti e levar-nos muito mais longe.
relembro o exemplo dos cartazes publicitários, que inundam espaços urbanos com mensagens q eu não tenho interesse em ler mas q toda a gente considera &quot;normal&quot;. tb em relação a estes começou por ser proibida a afixação em edifícios, com avisos específicos e regulamentação e a seguir estabeleceram-se espaços institucionalizados para o efeito. para mim serão, na maioria dos casos, poluição visual... o q não impede os anunciantes de continuar a afixar em espaços q tb não estão autorizados e não vejo ninguém indignar-se com isso.
só p finalizar um já longo comentário, perto do meu prédio alguém fez um tag na parede com uma frase racista com erros ortográficos, veio outro e escreveu q &quot;racismo e analfabetismo vêm sempre juntos&quot; e a parede do prédio tem uma conversa afixada. será assim tão mau? um dia destes viria a câmara e limparia aquilo, na minha lógica.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>bom, de facto seria difícil grafitarem o meu carro uma vez que me desfiz dessa coisa já vai para mais de 7 anos. mas não deixa de ser uma ideia interessante. curiosamente, só responde à questão do grafitti q consiste apenas em frases e q ataca a propriedade privada, e eu estava a tentar explicar o carácter terrirorial do comportamento e seus possíveis factores de explicação; explicar é distinto de justificar. já a questão mais propositiva, a de criar espaços urbanos de expressão de cultura urbana (acrescente-se a experiência do seixal), nem uma palavra. aliás, se ler com atenção o meu comentário, o meu argumento era no sentido de dar espaço ao graffiti mais artístico e q devia ser um serviço público a limpeza do graffiti q tb se diz (importação do brasil) de &#8220;espichar&#8221; frases ou nomes de grupos de graffiters, o q não tem qualquer valor estético.<br />
aliás, a questão é do tipo de &#8220;reprimir ou institucionalizar&#8221;, q pode começar no graffiti e levar-nos muito mais longe.<br />
relembro o exemplo dos cartazes publicitários, que inundam espaços urbanos com mensagens q eu não tenho interesse em ler mas q toda a gente considera &#8220;normal&#8221;. tb em relação a estes começou por ser proibida a afixação em edifícios, com avisos específicos e regulamentação e a seguir estabeleceram-se espaços institucionalizados para o efeito. para mim serão, na maioria dos casos, poluição visual&#8230; o q não impede os anunciantes de continuar a afixar em espaços q tb não estão autorizados e não vejo ninguém indignar-se com isso.<br />
só p finalizar um já longo comentário, perto do meu prédio alguém fez um tag na parede com uma frase racista com erros ortográficos, veio outro e escreveu q &#8220;racismo e analfabetismo vêm sempre juntos&#8221; e a parede do prédio tem uma conversa afixada. será assim tão mau? um dia destes viria a câmara e limparia aquilo, na minha lógica.</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: Fernanda Câncio</title>
		<link>http://5dias.net/2007/09/09/o-meu-graffito/comment-page-1/#comment-13526</link>
		<dc:creator>Fernanda Câncio</dc:creator>
		<pubDate>Mon, 10 Sep 2007 17:26:53 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://5dias.net/2007/09/09/o-meu-graffito/#comment-13526</guid>
		<description>cara luísa, por partes: aquilo que está a acontecer em lx é indefensável de qualquer ponto de vista e só tem um nome: vandalismo e destruição da propriedade alheia. basta ver o vómito em que se transformou o bairro alto. 

depois, essa coisa do &#039;direito à expressão&#039; é muito bonita, mas quem é que instituiu que o direito à expressão, artística, política ou outra (e &#039;morte aos pretos&#039; é uma expressão política, certo?) existe acima de todos os outros? e quem são esses grupos que não têm expressão &#039;concedida de outros modos&#039;? partir montras e incendiar carros é noutras paragens também uma forma de expressão, certo? qual a diferença entre partir a janela do seu carro como expressão da &#039;revolta&#039; e dar cabo da pintura do meu prédio? eu digo-lhe qual é: a pintura do meu prédio custa muito mais dinheiro e o património afectado não é só o dos proprietários, é o da cidade toda. com a agravante de que os seguros não cobrem este tipo de ocorrências, ao contrário do q se passa com o vidro partido do carro.

depois, por que motivo é que eu não posso querer exprimir a minha revolta nas paredes do quarto dos anormais que grafitaram o meu prédio? não me é &#039;concedida&#039; essa hipótese, pois não? porque propriedade privada, e tal. mas onde é que está escrito que a parede exterior do meu prédio é propriedade pública? é a acessibilidade que determina esse carácter? é que se assim for, voltamos aos automóveis. talvez fosse giro essas pobres gentes sem direito à expressão começarem a grafitar carros. algo me diz que ia ser uma revolução.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>cara luísa, por partes: aquilo que está a acontecer em lx é indefensável de qualquer ponto de vista e só tem um nome: vandalismo e destruição da propriedade alheia. basta ver o vómito em que se transformou o bairro alto. </p>
<p>depois, essa coisa do &#8216;direito à expressão&#8217; é muito bonita, mas quem é que instituiu que o direito à expressão, artística, política ou outra (e &#8216;morte aos pretos&#8217; é uma expressão política, certo?) existe acima de todos os outros? e quem são esses grupos que não têm expressão &#8216;concedida de outros modos&#8217;? partir montras e incendiar carros é noutras paragens também uma forma de expressão, certo? qual a diferença entre partir a janela do seu carro como expressão da &#8216;revolta&#8217; e dar cabo da pintura do meu prédio? eu digo-lhe qual é: a pintura do meu prédio custa muito mais dinheiro e o património afectado não é só o dos proprietários, é o da cidade toda. com a agravante de que os seguros não cobrem este tipo de ocorrências, ao contrário do q se passa com o vidro partido do carro.</p>
<p>depois, por que motivo é que eu não posso querer exprimir a minha revolta nas paredes do quarto dos anormais que grafitaram o meu prédio? não me é &#8216;concedida&#8217; essa hipótese, pois não? porque propriedade privada, e tal. mas onde é que está escrito que a parede exterior do meu prédio é propriedade pública? é a acessibilidade que determina esse carácter? é que se assim for, voltamos aos automóveis. talvez fosse giro essas pobres gentes sem direito à expressão começarem a grafitar carros. algo me diz que ia ser uma revolução.</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: Luísa</title>
		<link>http://5dias.net/2007/09/09/o-meu-graffito/comment-page-1/#comment-13516</link>
		<dc:creator>Luísa</dc:creator>
		<pubDate>Mon, 10 Sep 2007 16:18:31 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://5dias.net/2007/09/09/o-meu-graffito/#comment-13516</guid>
		<description>outras experiências a ver: Oeiras e Ameixoeira.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>outras experiências a ver: Oeiras e Ameixoeira.</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: Luísa</title>
		<link>http://5dias.net/2007/09/09/o-meu-graffito/comment-page-1/#comment-13512</link>
		<dc:creator>Luísa</dc:creator>
		<pubDate>Mon, 10 Sep 2007 15:41:12 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://5dias.net/2007/09/09/o-meu-graffito/#comment-13512</guid>
		<description>cara f. percebo o ponto de vista, mas neste assunto não tenho exactamente a mesma opinião. sim, o graffiti é territorial e procura exactamente apropriar territórios, de outros. sim, esse graffiti em particular é nojento. mas, não, pq o graffiti faz parte da cultura urbana e de formas de expressão de grupos q precisam exactamente dessa apropriação do espaço dos outros p terem a oportunidade de expressão q lhes não é concedida de outros modos. e não pq não há q meter toda a forma de graffiti no mesmo saco. há graffiti q é feio e outro q, na minha opinião, chega à categoria de arte urbana.
mas concordo q se trata de uma questão actual, q é apropriada pela direita e q se calhar devia haver preocupações por parte dos serviços públicos para limpar as paredes, mas tb - e pq não? - conceder espaços para o graffiti, como já foi feito por algumas câmaras, se não me engano, a da Amadora, por exemplo.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>cara f. percebo o ponto de vista, mas neste assunto não tenho exactamente a mesma opinião. sim, o graffiti é territorial e procura exactamente apropriar territórios, de outros. sim, esse graffiti em particular é nojento. mas, não, pq o graffiti faz parte da cultura urbana e de formas de expressão de grupos q precisam exactamente dessa apropriação do espaço dos outros p terem a oportunidade de expressão q lhes não é concedida de outros modos. e não pq não há q meter toda a forma de graffiti no mesmo saco. há graffiti q é feio e outro q, na minha opinião, chega à categoria de arte urbana.<br />
mas concordo q se trata de uma questão actual, q é apropriada pela direita e q se calhar devia haver preocupações por parte dos serviços públicos para limpar as paredes, mas tb &#8211; e pq não? &#8211; conceder espaços para o graffiti, como já foi feito por algumas câmaras, se não me engano, a da Amadora, por exemplo.</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: Fernanda Câncio</title>
		<link>http://5dias.net/2007/09/09/o-meu-graffito/comment-page-1/#comment-13432</link>
		<dc:creator>Fernanda Câncio</dc:creator>
		<pubDate>Sun, 09 Sep 2007 20:48:31 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://5dias.net/2007/09/09/o-meu-graffito/#comment-13432</guid>
		<description>caro rui, não é a primeira vez que escrevo sobre lx -- no blogue e não só. é mesmo, temo, uma das minhas obsessões. se serve para alguma coisa é outro assunto.

jj, que bela descrição. gostei do cão galdério. tb tive uns assim.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>caro rui, não é a primeira vez que escrevo sobre lx &#8212; no blogue e não só. é mesmo, temo, uma das minhas obsessões. se serve para alguma coisa é outro assunto.</p>
<p>jj, que bela descrição. gostei do cão galdério. tb tive uns assim.</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: jj</title>
		<link>http://5dias.net/2007/09/09/o-meu-graffito/comment-page-1/#comment-13426</link>
		<dc:creator>jj</dc:creator>
		<pubDate>Sun, 09 Sep 2007 19:30:49 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://5dias.net/2007/09/09/o-meu-graffito/#comment-13426</guid>
		<description>Conheci Lisboa onde vivi esporadicamente por razões profissionais e em épocas diferentes. Uma Lisboa onde, quando subia e descia a Calçada de São Vicente, as pessoas se cumprimentavam na rua e no eléctrico e fazia quilómetros a pé, de dia ou de noite, sem olhar para trás nem para os lados. E, mais no tempo de hoje, conheci Lisboa onde se roubam os azulejos dos prédios antigos da Calçada de São Vicente e se vendem na feira da Ladra e os prédios são grafitados.

Conheci ainda Lisboa dos polícias sinaleiros, acho que só já existiam dois, onde o respeito se misturava com o medo da autoridade. E conheci Lisboa onde já não existem polícias sinaleiros, nem sequer aqueles dois, nem se respeita a polícia e em que alguma polícia não se sabe dar ao respeito (e o resto é outra conversa...). 

Hoje, vivendo aqui encostado a uma cidade de província, tenho a sorte habitar uma pacata vivenda, com jardim e uma família de seis pessoas, onde incluo um cão grande preto (que não abandono nem sequer para ir para jantar no restaurante ali da esquina...) e onde se sente ainda a falta de uma cadela velhinha abatida há poucas semanas e de um cão pequenino que por ser um galdério levou porrada de algum ciumento e se ficou há cerca de um ano e que nos faz companhia a três palmos de terra ali ao fundo do quintal.

Mas também aqui já chegaram os grafitos, os carros em cima de tudo o que é passeio, onde se incluiu o do próprio presidente da junta de freguesia e o de um polícia que lhe é vizinho, onde uns indivíduos montam as suas bancas de venda de roupa instaladas nas bagageiras das carrinhas em frente ao café e estacionam algumas boas máquinas topo de gama apesar de viverem em casa de rendas sociais, onde...

Pois é, Fernanda Câncio, você que veio a este mundo três ou quatro anos depois de mim, tem que concluir que vos vai faltando a paciência. Ou, porventura, que estamos a ficar velhos.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Conheci Lisboa onde vivi esporadicamente por razões profissionais e em épocas diferentes. Uma Lisboa onde, quando subia e descia a Calçada de São Vicente, as pessoas se cumprimentavam na rua e no eléctrico e fazia quilómetros a pé, de dia ou de noite, sem olhar para trás nem para os lados. E, mais no tempo de hoje, conheci Lisboa onde se roubam os azulejos dos prédios antigos da Calçada de São Vicente e se vendem na feira da Ladra e os prédios são grafitados.</p>
<p>Conheci ainda Lisboa dos polícias sinaleiros, acho que só já existiam dois, onde o respeito se misturava com o medo da autoridade. E conheci Lisboa onde já não existem polícias sinaleiros, nem sequer aqueles dois, nem se respeita a polícia e em que alguma polícia não se sabe dar ao respeito (e o resto é outra conversa&#8230;). </p>
<p>Hoje, vivendo aqui encostado a uma cidade de província, tenho a sorte habitar uma pacata vivenda, com jardim e uma família de seis pessoas, onde incluo um cão grande preto (que não abandono nem sequer para ir para jantar no restaurante ali da esquina&#8230;) e onde se sente ainda a falta de uma cadela velhinha abatida há poucas semanas e de um cão pequenino que por ser um galdério levou porrada de algum ciumento e se ficou há cerca de um ano e que nos faz companhia a três palmos de terra ali ao fundo do quintal.</p>
<p>Mas também aqui já chegaram os grafitos, os carros em cima de tudo o que é passeio, onde se incluiu o do próprio presidente da junta de freguesia e o de um polícia que lhe é vizinho, onde uns indivíduos montam as suas bancas de venda de roupa instaladas nas bagageiras das carrinhas em frente ao café e estacionam algumas boas máquinas topo de gama apesar de viverem em casa de rendas sociais, onde&#8230;</p>
<p>Pois é, Fernanda Câncio, você que veio a este mundo três ou quatro anos depois de mim, tem que concluir que vos vai faltando a paciência. Ou, porventura, que estamos a ficar velhos.</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: rui fonseca</title>
		<link>http://5dias.net/2007/09/09/o-meu-graffito/comment-page-1/#comment-13412</link>
		<dc:creator>rui fonseca</dc:creator>
		<pubDate>Sun, 09 Sep 2007 16:34:32 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://5dias.net/2007/09/09/o-meu-graffito/#comment-13412</guid>
		<description>Leio este seu &quot;post&quot; e comungo da mesma indignação. Mas não porque a minha casa tenha sido pinchada. Não foi o caso. Nem sequer resido agora em Lisboa. Mas porque a sua rua também é minha, é de todos os que a habitam ou visitam, porque Lisboa é uma cidade que eu gostava de ver limpa e não vejo. 

Fico revoltado com as atrocidades cometidas a Lisboa. Lisboa, privilegiada pelos deuses é frequentada por alguns imbecis que lhe destroem o encanto há muito tempo.

Houve em tempos na blogosfera um &quot;site&quot; criado por um carola (Lisboa Abandonada) que queria chamar a atenção para o desleixo e o abandono que desfiguram Lisboa. Foi vandalizado. Sobra (suponho que ainda sobra) uma reminiscência parada de um site gêmeo (Lisboa Renovada) com a intenção de dar conta das acções positivas tomadas.

Peguei na ideia e dei-lhe a divulgação que consegui dar no meu blog que é uma espécie de palavras cruzadas com que me confronto. Claro que ninguém deu por isso.

Atrevo-me, portanto, a sugerir-lhe que dedique mais espaço neste seu blog ao assunto. A água mole faz milagres se correr em sítio que se veja.

Que lhe parece?</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Leio este seu &#8220;post&#8221; e comungo da mesma indignação. Mas não porque a minha casa tenha sido pinchada. Não foi o caso. Nem sequer resido agora em Lisboa. Mas porque a sua rua também é minha, é de todos os que a habitam ou visitam, porque Lisboa é uma cidade que eu gostava de ver limpa e não vejo. </p>
<p>Fico revoltado com as atrocidades cometidas a Lisboa. Lisboa, privilegiada pelos deuses é frequentada por alguns imbecis que lhe destroem o encanto há muito tempo.</p>
<p>Houve em tempos na blogosfera um &#8220;site&#8221; criado por um carola (Lisboa Abandonada) que queria chamar a atenção para o desleixo e o abandono que desfiguram Lisboa. Foi vandalizado. Sobra (suponho que ainda sobra) uma reminiscência parada de um site gêmeo (Lisboa Renovada) com a intenção de dar conta das acções positivas tomadas.</p>
<p>Peguei na ideia e dei-lhe a divulgação que consegui dar no meu blog que é uma espécie de palavras cruzadas com que me confronto. Claro que ninguém deu por isso.</p>
<p>Atrevo-me, portanto, a sugerir-lhe que dedique mais espaço neste seu blog ao assunto. A água mole faz milagres se correr em sítio que se veja.</p>
<p>Que lhe parece?</p>
]]></content:encoded>
	</item>
</channel>
</rss>

