Blogues, cerejas & jazz

O primeiro prémio da frase feita mais foleira do mundo vai provavelmente para a frase: “As palavras são como as cerejas”. Com os blogues, no entanto, tudo é diferente, não só porque, com a ajuda do hipertexto, os blogues SÃO MESMO como as cerejas, como ainda por cima há blogues que se reivindicam das próprias cerejas. Exemplo disso é o simpático O tempo das cerejas, de Vitor Dias, por via do qual descobri, animado por Manuel Jorge Veloso, o enciclopédico O sítio do jazz, que é rico em links, nomeadamente para podcasts, que são excelentes para melhorar a qualidade de vida de quem trabalha à frente de um ecrã. Como eu sou da colheita de 61, que foi o ano em que, entre outras minudências, saíu o “The Blues and the Abstract Truth”, permitam-me que recomende o programa sobre Oliver Nelson e Eric Dolphy do Jazz com Brancas, de José Duarte – mas ele há mais, felizmente muito mais.

Sobre António Figueira

SEXTA | António Figueira
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15 respostas a Blogues, cerejas & jazz

  1. “O Tempo das Cerejas” pode ser simpático, mas vitor Dias tem o “vício” dos PCs ortodoxos só falam ou contradizem quando dá jeito, fogem ás questões mais quentes, não publica comentários embaraçosos.

    No Congresso em 2000, XVI, ele afirmou que queria um PCP onde haveria unidade dos comunistas na diversidade, questionei-o sobre esta posição bastante “renovadora”, o Vitor não publicou, fugiu!

  2. Costa diz:

    É isso aí senhor José Manuel Faria, por pouco ia passando o elogio do senhor António Figueira ao comuna. Vicioso, ortodoxo, e um foge à unidade dos comunistas na diversidade, e ás questões mais quentes, é o que ele é!…
    Se os seus amigos virem o seu comentário, como se lhe atirou ás canelas, vão deixar de ter dúvidas sobre a sua democraticidade. Parabéns…

  3. J M Faria escreve acima que eu não publico «comentários embaraçosos».
    Informo que até hoje no meu blogue publiquei todos os comentários que me chegaram.
    Logo, J M Faria mente com todos os dentes que tem na boca.

  4. António Figueira diz:

    Aos dois primeiros comentadores:
    Eu gosto de “O tempo das cerejas” e não tenho de pedir desculpa por isso. Ponto final parágrafo.
    Fora eu psicanalista e não deixaria de procurar o sentido oculto das palavras “vício” e “vicioso” que surgem nos V. comentários – mas não temam, que eu não sou psicanalista.
    Enfim, só uma nota jocosa (de joke, mesmo) para o comentador Costa: não deixa de ser divertido compaginar a sua utilização do epíteto “comuna” com a sua referência aparentemente sentida “à unidade dos comunistas na diversidade”… – mas ainda assim acho bem que me trate por “senhor”, e por extenso.
    Cordialmente, AF

  5. B.Tavares diz:

    Em relação á publicação de todos os comentários como diz Vítor Dias,eu já mandei alguns que não vi publicados.Admito que eu me possa ter enganado pois ainda não tenho muita prática em relação aos blogs.Contudo vou ficar atenta e o futuro dirá se realmente é verdade que ele publica tudo o que recebe

  6. António Figueira diz:

    O Vitor Dias fará o que entender no blogue dele; neste não se publicam todos os comentários (há certo tipo de bocas foleiras que vão direitos para o lixo, tipo insultos, piadas racistas, histórias sobre a vida pesoal duns e doutros, etc.).

  7. jp diz:

    um insulto não é um comentário, é apenas um insulto…

  8. O Vitor Dias não publicou 2 comentários sobre as divergências que se notam entre ele e a Direcção do PCP. Vitor Dias diz que eu minto com todos os dentes!

    Qual é o problema em assumir essas ideias diferentes!!

    O seu blog é muito bom.

  9. B.Tavares diz:

    Meu caro António Figueira eu sei que este não é o sitio para discutir aquilo que o Vítor Dias publica ou não no seu blog,eu só fiz aqui este comentário visto o próprio ter deixado aqui dito que até hoje tem publicado todos os comentários que lhe tem chegado.E não me referia a insultos ou bocas foleiras,piadas racistas ou outro lixo qualquer mas sim a debates de ideias feitos de uma forma civilizada.

  10. António Figueira diz:

    Ao jp:
    De acordo; o problema são os comentários insultuosos…
    Ao B.Tavares:
    Fair enough.
    Cordialmente, sempre
    AF

  11. Costa diz:

    Senhor António Figueira, será que não me fiz entender que o termo comuna não saía da minha boca?… Azar o meu.

  12. António Figueira diz:

    Continuo a achar bem que me trate por senhor – mas acho que é desnecessário. Se o seu comentário era humorístico, só lhe posso pedir desculpa e dizer que ele era bom demais – porque eu o levei a sério.

  13. Costa diz:

    Uf!, caro António Figueira, já estou mais descansado. E nem lhe conto que já tive uma situação semelhante com o próprio Vitor Dias e que julgo não ter conseguido esclarecer.
    Cumprimentos e cá vou tentando acompanhar o elevado nível do vosso trabalho.

  14. Em relação ao comentário de J.M. Faria de 5 Setembro 2007, às15:16 em que afirma que não publiquei « 2 comentários sobre as divergências que se notam entre ele e a Direcção do PCP»:

    1. Reafirmo que não recebi tais comentários.
    2. Nem sequer estou a ver qual seria o meu «post» que levaria J.M. Faria a fazer um comentário sobre as minhas supostas «divergências» com a direcção do PCP.
    3. Se o J.M. Faria quiser e conseguir, pode reescrever esses comentários e enviá-los que serão publicados (além do mais, esse é o lado para que durmo melhor) só sendo desejável duas coisas: uma é que J.M. Faria não se esqueça do que durante anos escreveu (designadamente no dotecome) sobre a minha pessoa em termos políticos; e a outra é que os comentários tenham algum nexo com os meus «posts».

  15. Foi no post sobre as farc que coloquei os comentários.

    A propósito de condenar os raptos e as actividades mais violentas das FARC ao contrário por ex: de Miguel Urbano Rodrigues tanto no avante como no militante que os li durante anos.

    Questionei o vitor Dias se tinha divergências com a actual Direcção do PCP, como me pareceu ter no XVI Congresso, 2000, quando o ouvi na Tribuna no Pavilhão Atlantico defender bem alto a unidade na diversidade dos comunistas. Na altura a maioria dos camaradas de Braga ficaram um tanto espantados, eu gostei de ouvir.

    Não se esqueça do que se passou na sessão à porta fechada, um debate bem “quente”, que como é óbvio não relatarei.

    Foi um Congresso aberto e divergente.

    Peço-lhe desculpa, mas a mim pareceu-me que a sua posição era do lado dos “moderados”, posso estar enganado como António Lopes, Henrique de Sousa, etc, claro longe de João Amaral.

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