Transgenicamente

A semana passada foi marcada pela discussão em torno da produção de alimentos transgénicos em solo nacional, motivada pela actuação de um grupo de manifestantes numa herdade em Silves – apelidados por alguns de «ecoterroristas» e por outros (caso de Miguel Portas, que depois se retratou) de saudáveis alertas à opinião pública. Sobre os transgénicos, tenho dúvidas. Que se estendem à produção alimentar em geral. Quase me apetece desconhecer o que por aí se faz, em nome do descanso mental. Naturalmente, isso é impossível.
Quanto à invasão de Silves, não tenho dúvida alguma: não há qualquer justificação que fundamente a atitude dos «ecomanifestantes», que depressa e transgenicamente se converteram em «ecodestruidores». Gostemos ou não da produção de alimentos transgénicos, o agricultor de Silves cultiva a coberto da lei e nenhum direito assiste ou estava a ser protegidos pelos manifestantes. Como diz o outro, têm direito à indignação, lá isso têm. Mas indignarem-se é uma coisa, ceifarem milho fora de época e de direito é outra.
Confesso que transferi rapidamente a reflexão para manifestações mais mundanas – infelizmente – de «transgenia»: veio-me à cabeça o pneu de Sarkozy, revelado em todo o seu esplendor enquanto remava nas férias norte-americanas e quase geneticamente modificado pela Paris Match. Não foi fruto da engenharia genética e da moderna biotecnologia, não houve quebra e reprogramação de DNA pela transferência de genes de uma espécie para outra, mas quase. Tal como sucede em relação a todos os organismos geneticamente modificados, a modificação depressa veio a lume.
Ora, e que mal é que tem que o Presidente francês queria aparecer aos olhos do mundo atlético e elegante? Ou que a Paris Match queira revelar esse Sarkozy ao planeta? Mal algum, não se desse o caso de a campanha eleitoral francesa ter-se concentrado na aparência dos candidatos, e o regido de Nicola Sarkozy na elegância musculada do próprio, da sua Cécilia e da sua família tão à medida do século XXI. Neste caso, a reprogramação da silhueta presidencial gaulesa pela Paris Match escapa completamente à ética e à legalidade democrática.
A «reprogramação genética» da aparência já foi abundantemente utilizada por líderes e chefes de Estado. Felipe Gonzáles estava «retocado» nos cartazes que anunciavam a sua última candidatura legislativa espanhola; a Tony Blair foram retiradas as marcas de dez anos em Downing Street. Podemos questionar a bondade destas «quebras de verdade» em obediência aos ditames estéticos da sociedade contemporânea, quando se trate de «reprogramações genéticas» levadas a cabo pelos partidos políticos e seus candidatos. Mas quando a quebra de DNA é introduzida e apresentada à opinião pública pela comunicação social – e não foi apenas Sarkozy; a Angela Merkle, por exemplo, foi retirada uma antipática mancha de suor, que reluzia em toda a sua magnificência aquando de um aceno da Chanceler à população – é vital questionar a real intenção dos media. É simpatia? Foi a pedido? E até que ponto estas «mutações genético-aparentes» influenciam o eleitorado?
O Fotoshop é a derradeira ferramenta da engenharia política. Se os transgénicos são a resposta da engenharia genética às necessidades mundiais de alimentos, até que ponto a «transgenia» é a resposta dos eleitos à sociedade que gerem, lideram e representam? Seremos nós consumidores de transgénicos ou «ecomanifestantes»? Julgo que a primeira… Rendendo homenagem à lei do mercado, a oferta só vem surgindo a pedido da procura.

Sobre Marta Rebelo

QUINTA | Marta Rebelo
Este artigo foi publicado em cinco dias. Bookmark o permalink.

39 respostas a Transgenicamente

  1. Vale tirar, subrepticiamente, o acento agudo do título.

  2. Sexta-feira diz:

    Talvez por estar privado da possibilidade de acentuar, fico algo sensivel aos sinais exteriores de acentuacao que vou vendo por ai. Ora, nos ultimos tempos, a palavra “trangenico” tem sofrido muito. Uns usam o acento agudo (a forma correcta), outros abrasileiram-na com o circunflexo. Perante este dilema que alastra, aplaudo quem ousa vergar a gramatica a pedagogia, forcando a acentuacao num adverbio de modo.

    Quanto ao paralelo, enfim, parece-me forcado. Alias, falha no essencial, pois baralha uma distincao fundamental em biologia. Se a barriguinha do Sarko e parte do SOMA, os transgenicos corrompem a LINHA GERMINAL da especie. Qualquer alteracao na barriga do Sarko – por cirurgia ou retoque na fotografia – estara sempre circunscrita, nao se transmitindo (mesmo culturalmente nao ha aqui grande perigo, pois a pratica esta longe de ser recente e o photoshop nao acrescenta nada de susbstancial – recordo que Nixon perdeu para Kennedy porque suava como um porco, antes de termos percebido que era realmente um suino). Com os transgenicos o perigo e outro e alarga-se ate ao infinito do futuro, porque a linha germinal foi corrompida e a descendencia sera tambem transgenica. Esta e uma diferenca fundamental.

  3. Ezequiel diz:

    Sarkozy começa a parecer-se com Blair, infelizmente.

    Haja pachorra!!!

    E não aparece um Churchill, gorducho, a fumar um grande habana e a beber um double de malte que dê uma lição nestes totózinhos feitos de plástico!

  4. AS diz:

    «… a reprogramação da silhueta presidencial gaulesa pela Paris Match escapa completamente à ética e à legalidade democrática.»

    Escapou-me completamente a utilização da falta de “pneu de Sarkozy” como argumento eleitoral.
    Terão sido os gauleses enganados pela expectativa de um corpo atlético e pleno de sedutores abdominais escondidos, mas sugestionados de forma subtil e subliminar, por debaixo dos fatos de campanha de Sarkozy ?

  5. serrabisco diz:

    Não percebo esta valorização da LEI sem sequer ser pensada.
    As leis dos transgenicos nao existem maduras e levantam muita controvérsia. Não esta mal por estar mal esta invasão. Se for para defesa do bem público faz todo o sentido e merece ser analisada convenientemente.
    Se a lei é injusta deve ser desrespeitada! Deve-se exigir uma análise melhor. Não se trata aqui de justiceiros mas sim de pessoas que reivindicaram uma acção pensada e simbólica e com o objectivo de chamar à atençao e nao destruir.
    Essas pessoas merecem a minha admiraçao e apoio.
    Agora terão que ser julgados convenientemente e não ser vitimas, como tem sido, de mediatismos mentirosos e desvios de importância para o que realmente interessa.

    Como atenuantes desta acção temos:
    – Estudos controversos sobre transgenicos
    – Acção nao violenta por defesa da biodiversidade
    – Possivel comportamento não ético do agricultor por estar numa zona livre de transgenicos.
    – Falta de informaçao e discussão sobre um assunto tão polémicos, por parte do governo.

  6. aff diz:

    Em vez de “trangénicos” não quereria dizer “fotogénicos”?

  7. apetece-me algo diz:

    Os advérbios de modo não levam acento
    Se quiser adaptar a palavra, escreve-se transgenicamente

  8. Ezequiel diz:

    Sim AS, houve de facto uma orquestração libidinosa no que diz respeito ao Sarkozy. Foram-lhe instalados simuladores de músculos Dupont&Garnier. Instalaram-se também umas cuecas “inflatable.” As mensagens subliminares foram cuidadosamente elaboradas por uma equipa de pros que levaram a cabo a monumental campanha cívica da lesbo-gay-bird watchers, no quartier latin.

  9. xatoo diz:

    disse: “sobre os transgénicos, tenho dúvidas”
    e a quem? interessam? as duvidas? pessoais? de cada um?
    Talvez queiramos, sim, certezas cientificas, racionais, sobre a forma como as manipulações geneticas afectam a colectividade

  10. Marta Rebelo diz:

    Trangenicamente, a pedido de várias familias.

  11. Transmutou a sua ideia inicial de post de forma a fazê-la rolar sobre pneus ecodestruidores?

  12. Inês K. diz:

    O que indigna mesmo, mais do que assistir à invasão do campo de milho, é ver escrito “direito Á indignação” assim, como a Marta Rebelo o escreve neste post. É “direito À indignação” e não “Á”. E vá lá não ter escrito com “H”…
    É tão simples quanto ler uns livrinhos, não? Já que as escolas primárias estão a fechar cada vez mais.
    Rapazes podem continuar a escrever, por favor?! Marta, esqueça lá isso…

  13. manuel resende diz:

    Olha, Serrabisco também não deixa de ter certa razão, sim senhor.

  14. Nuno Cruz diz:

    “Fotoshop”? O que é?

  15. António Figueira diz:

    Inês: tanta acidez por um acento ao contrário? Difícil de perceber.

  16. Pingback: cinco dias » Recapitulação da matéria dada

  17. pedro picoito diz:

    Já agora, Miguel Portas não se “retratou”: retractou-se. Mania minha, não acidez.

  18. Haja respeito pela nossa Língua, sem dúvida, mas caramba, os analfabetos também têm direito à opinião! E até votam!!

    O problema é que continua a não saber distinguir-se entre saber, ou competência técnica e profissional, e… opinião livre! Será assim tão difícil a distinção (assim tão mais do que a outra, entre à, há e “á”)?

    É que o raio desta confusão progride, da raiz até ao topo da Sociedade, e é nomeadamente a causa de muitos políticos pensarem que podem decidir como técnicos, como de muitos especialistas quererem decidir dispensando os políticos. Assim, é claro, ninguém se entende.

    É um tema importante, mas para outra oportunidade. Por agora, só mais uma precisão necessária (assim como a que foi relevada entre “retratar” e “retractar-se”): escrever os advérbios de modo com acento agudo, ou mesmo grave, não é um erro tão criticável como escrever “á”, ou um outro qualquer vocábulo inexistente no léxico português. A meu ver, nem sequer se deve considerar um erro!

    Esquece-se quem critica (ou talvez desconheça) que essas grafias já foram ambas (uma primeiro, outra depois) as oficialmente adoptadas em Portugal e, como tal, ensinadas nas Escolas! Se eu quiser escrever transgènicamente, ou transgénicamente (não “transgênicamente”…) ninguém tem autoridade para me corrigir. Ou melhor, pode “explicar-me” que agora já não se escreve assim, não pode é considerar-me ignorante por eu escrever como me ensinaram!

    Ou seja, somos de facto obrigados a estar actualizados na Legislação (o Código da Estrada, acima de tudo…), mas não se pode exigir de um qualquer Cidadão que re-aprenda (sim, com hífen, como me ensinaram na Escola Primária), se for preciso todos os dias, a sua própria Língua Materna!…

  19. Ana Carito diz:

    O Sôtora Marta Rebelo vende boa imagem, mas é mesmo só imagem. Como ter só boa imagem é algo de muito pouco sólido, a história demonstra que o tempo trará à tona o seu verdadeiro e real valor, muito abaixo, aliás, do que a imagem deixa transparacer.

  20. Fernanda Câncio diz:

    apre, devem ter despejado um frascalhão de vinagre (e não é balsâmico) nesta caixa de comentários. as caras ana e inês fizeram questão de deixar expressa a sua aversão à marta. a inês ficou doida com um acento ao contrário (ainda se fosse um assento, percebia-se o salto) e a ana afiança que a marta é ‘só imagem’.

    devo dizer — aliás, já o disse várias vezes — que se há coisa que me deixa perplexa é a misoginia feminina (que, como a clara hilário quevedo já escreveu, é pura e simples estupidez). atacar uma mulher por ser mulher e por ser mulher bonita demonstra que há gente muito mal resolvida por aí — como se não soubéssemos. tenho a maior simpatia pelas frustrações e inseguranças e dores alheias, mas gostava de frisar que, como co-administradora deste blogue, não considero que as caixas de comentários devam servir para isto. vão mandar cartas anónimas pelos CTT, que sempre contribuem para a riqueza nacional, tá?

  21. Ana Matos Pires diz:

    Assino de cruz o teu comentário, Fernanda, excepção feita para “tenho a maior simpatia pelas frustração e inseguranças e dores alheias”. Por algumas tenho compreensão e solidariedade, por outras, como as supra manifestadas… tratem-se. Proponho até que peçam o fotoshop emprestado, pode ser que com a imagem retocada haja mais espaço neuronal para uma heterocrítica construtiva.

    (pssst, pázinha, é Carla…)

  22. Fernanda Câncio diz:

    caramba, eu chamei clara à carla. realmente. ó carla, se leres isto, desculpa. sei muito bem que és carla. mas quando escrevo depressa troco as letras (e os tils, toda a gente já deve ter reparado) e tendo a não reler os comentários.

    quanto à dita simpatia, bom, ana. you know me better.

  23. Rui Mamede diz:

    Para quem não sabe o que são trangénicos podem ver no site abaixo aposto, aliás assim poderão consultar a fonte que também ensinou/inspirou a Marta Rebelo.OK vou dar de barato: ela não teve tempo de fazer uma investigação mais cuidada!

    http://www.jardimdeflores.com.br/ECOLOGIA/A09transgeni1.htm

  24. Jorge Rafael diz:

    Fernanda concordo com as observações feitas aos comentadores que deixam aqui opiões pessoais sobre pessoas quando esse não é o propósito deste espaço de opinião. Quanto a isso estamos conversados. Concordo e subscrevo.
    Não vou, por isso, e por respeito à minha forma de entender e acarinhar a democracia cometer o mesmo grave erro. Até porque entendo que essas demonstrações que a Ana Carito e outras aqui quiseram deixar não se demonstram nestes espaços mas noutros e a sua afirmação não se demonstra num minuto de comentário.
    Não obstante, permito-me referir que tenho igual simpatia e respeito por quem entende que uma mulher bonita atacada só o é por misoginia feminina. Mas, Fernanda, e com o devido respeito, não tenho de seguir a multidão que opina muito bem sobre mulheres que por escreverem bem, terem tido os padrinhos certos nos momentos certos e serem bonitas, apenas bonitas, conseguem passear-se (pelo menos durante algum tempo pelo menos) na auto-estrada, e a 120km/hora, do aparelho de Estado. É preciso provar muito muito mais e essa prova tarde a chegar.
    Boa continuação para este blogue. Continuarei a vir aqui porque apesar de tudo aqui se escrevem alguns bons textos. Aproveito para dizer que apesar do que aqui deixei dito concordo que os comentários devem referir-se aos textos publicados e mesmo aí não serem ofensivos e injuriosos para os seus autores.
    Acima de tudo as diferenças de opiniões são salutares e desejáveis e o contraditório é o melhor paladar que a democracia pode oferecer, sem fulanização.Disse

  25. Inês K. diz:

    Não percebo, Fernanda, porque é que assume a defesa da Marta apenas invocando o argumento “género”. Nem entendo como é que uma observação sobre erros ortográficos lhe provoca tamanho grito de revolta em defesa da Marta. Creio tratar-se, isso sim, de uma ofensa da sua parte em relação à Marta, pois refere-se em primeira linha ao seu aspecto físico e não ao contributo que ela dá ao blogue. Quando esse aspecto nunca foi por mim invocado, terá de ser justa e reconhecê-lo. Não sei quem é a Marta. Não a conheço nem sei qual o seu aspecto físico.
    Garanto-lhe, porém, que se o António ou o Nuno dessem os mesmos erros de português, denunciá-los-ia na mesma medida. Aliás, sempre pensei que a Fernanda fosse a primeira a querer defender a boa utilização da língua portuguesa. Mas fica claro que prefere a defesa de uma boa imagem.
    Ah, Fernanda, e desculpe usar o seu blogue para introduzir o meu comentário sobre a defesa da língua portuguesa. No próximo comentário, se mo permitir, asseguro-lhe que escreverei sobre as suas roupas, os acessórios Outono/Inverno ou a maquilhagem da Marta. Combinado?
    Assinado: patinho feio.

  26. Fernanda Câncio diz:

    cara inês, tem graça. será que a inês que alega que eu, em resposta à inês e à ana, defendo a marta argumentando com o género, é a mesma inês que escreveu, no seu comentário ao texto da marta: ‘Rapazes podem continuar a escrever, por favor?! Marta, esqueça lá isso…’? hum. podia ter arranjado outro género de argumento, a inês. mas como foi este que invocou, foi a esse que respondi. quanto à questão da ‘imagem’, foi invocada pela ana. juntei as duas, desculpem lá, no balde da misoginia. coisas de intuição feminina.

    mas, dando um bocadinho mais de corda à intuição, dei em descobrir grandes, enormes, absolutas mesmo, afinidades entre o jorge rafael e o raul mamede. e uma joana não sei quê que foi comentar outro texto da marta. deve dar cá uma trabalheira criar estes nomes e estes mails todos para, à uma da manhã de sexta-feira, escrever uns textecos a atacar uma pessoa. muita dor de cotovelo anda aí, hã? e em que sítios tão interessantes se aloja essa dor de cotovelo com os ‘120 km/h no aparelho de estado’. é só 120 km/h, de certeza? não anda mais, o aparelho? a ‘ana carito’ deve saber.

    durmam bem, senhoras e senhores. e tentem ralar-se um bocadinho menos com o que os outros, sobretudo as mulheres, e as mulheres bonitas, ‘provam’, e provem vocelências qualquer coisinha. começando, por exemplo, por provar que existem e que não são só trolls de caixa de comentários.

    de resto, como escreveu o antónio, love, forgive e forget. adeusinho.

  27. Jorge Rafael diz:

    Não sei de facto a quantos Km anda o aparelho de Estado mas nesse particular devo confessar discordar do meu amigo Rui Mamede. Anda seguramente, nalguns casos, a muito mais que esse limite legal de velocidade.
    Quanto à Inês(que não conheço) e à Ana Carito não sei se acham que ele (o Estado) respeita pelo menos esse limite de velocidade! Mas se acham são ingénuas.
    Mas recapitulemos o que deixou a Fernanda em polverosa: a Inês corrigir um erro ortográfico à Marta. Para a Fernanda há que entender esta coisa da blogosfgera como uma coisa que se quer rápida e sem esses preciosismos. Certo?
    Quanto à Ana Carito, o que fez saltar a Fernanda foi dizer que a Marta vende mais imagem que valor real. Meu Deus1 Uma enorme e angustiante ofensa. Gravíssimo. Acho mesmo que se dissessem dela o que dizem de alguns lideres políticos o que Fernanda não diria e faria! Olhe, se dissessem da sua amiga recente Marta Rebelo o que dizem e disseram do nosso Primeiro-Ministro e de alguns, para não dizer de todos, os actuais e ex-Ministros (e neste caso tanto faz serem os do PS como os do PSD ou CDS, pois a única coisa que muda, Fernanda, é quem vai dizendo mal e apontando o dedo) ponho-me aqui a imaginar o que faria!
    Nestas coisas é tão importante provar a competência, a capacidade de trabalho e o saber como ter capacidade de ouvir e de aceitar e encaixar criticas e opiniões sobre nós que podem não corresponder ao nosso imaginário ou ao imaginário que procuramos “vender”.
    Sabe que a única coisa que cala opiniões mais negativas sobre nós é mesmo a capacidade e a competência e isso prova-se ao longo dos anos, no trabalho e no desempenho efectivo das funções que nos vão sendo atribuidas. A nossa melhor e mair publicidade é mesmo isso. Não é o que aqui é postado por anónimos ou menos anónimos, nem os elogios vindos em blogues ou em reuniões político-partidárias onde muita coisa pesa, muitos circunstãncialismos condicionam o percurso de cada um em cada momento histórico. Agora o que dá consistência ao mérito é precisamente o tempo e as provas diárias que temos de dar por onde passamos.
    Termino dizendo que os jornais, blogues, revistas, passerelles políticas e/ou partidárias vão dando fogo a algumas dezemas de “jovens” promissores em cada geração, mas de facto, qual big brother, só quem tem consistência fica.
    Não levem a mal mas estar online pressupõe também poder ter de ouvir opiniões contrárias sobre nós e o que pensamos de nós.
    Aqui ninguém ofendeu ninguém como já sucedeu com outros blogues e em relação a personalidades políticas com grandes visibilidade e responsabilidade públicas.

  28. Jorge Rafael diz:

    SEM NADA A ESCONDER
    Finalmente, e porque nada tememos: escrevemos aqui do Bar de uma estrutura distrital da JS(Juventude Socialista). Para que saiba que não falamos de quem não conhecemos e não o fazemos gratuitamente. Nenhuma das nossas opiniões aqui são injuriosas e apenas respondemos ao comentário da Fernanda em defesa da Marta e com cuja simplicidade de análise não concordamos.
    Ninguém deve ter a pretensão de achar que não há opiniões negativas a nosso respeito. Ao contrário de muitos, aceito opiniões diferentes sobre a minha pessoa e sobre as minhas opiniões. Cara Fernanda é a chamada Democracia. Eu prefiro assim. Prefiro mesmo que esta coisa da Democracia me faça correr estes riscos de ouvir pessoas a achar que não valho o que julgo valer. Prefiro correr esses riscos mas ter Democracia. E digo mais: quem se expõe publicamente sabe que se sujeita a vários veredictos. A Fernanda também deve saber o que isto significa. Alguns comentários revelam inveja. Claro que sim.Mas sabemos bem separar e distinguir o trigo do joio.
    Para que nenhum equivoco fique: apresento-me aqui, ao Rui e à Joana Páscoa.Encontramo neste estrutura política de juventude espaço para conversar, trocar ideias e fazer tertulias. Deve ser um dos poucos locais onde ainda há tertúlias. Sabe como se chamam essas tertúlias? Direito ao Contraditório. É com estas pequenas iniciativas que contribuimos na nossa modesta opinião para fortalecer a Democracia.
    Esqueça lá isso ó Fernanda, já vimos que este blogue não aceita bem a crítica mesmo que ortográfica ou de opinião. Aqui nesta estrutura local da JS já apagamos o http://www.5dias.net.
    À semelhanºça de tantas outras coisas foi mais uma decepção!
    Ah! confirmámos que nos dias que correm começa a apararecer muita gente que não gosta de ser contrariada e contraditada. Sinal dos tempos contra o qual lutaremos até ao limite das nossas forças!
    Como sabemos o que escrevemos e como temos a certeza que não ofendemos ninguém(atitude que abominamos em comentários) apenas nos limitámos, de forma soft, a não concordar com o que a Fernanda escreveu, aguardaremos para ver se publica estas nossas duas últimas opiniões. Serão as últimas.

  29. António Figueira diz:

    Não foi a f. que “publicou” este comentário, fui eu – AF – porque calhou estar aqui por perto, mas não tenho razões nenhumas para pensar que a f. não faria o mesmo, porque a política deste blogue é simples: publica-se tudo o que não for insultuoso, apelar à violência ou invadir indevidamente a esfera privada. De resto, folgo em saber que os bares da JS – verdadeiras escolas da democracia – estão activos no sábado à meia-noite, e que neles, entre duas cervejolas, se pratica o estudo e o comentário desta inesgotável fonte de ensinamentos que é o 5dias. Pf continuem, a bem da Nação.

  30. Jorge Rafael diz:

    Olá António Figueira, estamos agora mesmo a sair, ainda discutindo esta coisa das vantagens e desvantagens da blogosfera. Agora a ida ainda é para ouvir umbom som num qq bar por aí. Pois é. A JS ainda é, aqui e ali, um sitio para conviver, discutir e fazer política, ainda que às sextas e sábadas aintes de sair para tomar um copo e cair num bom som da noite de sexta e sábado.
    Ao contrário do “pedido2 pensamos que a bem na nação, não continuaremos.
    Até sempre

  31. f. diz:

    adoro estes jovens (e velhos) socialistas que acham que quando alguém não concorda com eles lhes está a coarctar o direito à livre expressão. ó filhos, descansem, ninguém vos quer calar. expressem-se, vá. vão à escola da democracia da tertúlia, vão, e juntem-se todos como se fossem um a teclar insinuaçõezinhas e processozinhos de intenções.

    só uma coisa, ‘jorge rafael’, quem falou de aparelho de estado a 120 km/h foi o ‘jorge rafael’, não o ‘amigo’ ‘rui mamede’. foi atacado de heteronimia, jorge? e, já agora, como estamos numa de correcções ortográficas, acho que ‘polverosa’ é mesmo é polvorosa.a inês deve estar a hiperventilar com essa.

  32. Raquel Reis diz:

    Bom isto está pior que um perborato, tal é o sódio para desinfectar que aqui tem sido utilizado por alguns comentadores.
    De facto é uma discussão ridícula e de baixo nível, se me permitem.
    Falaram-me deste blogue 5.ª feira passada e gosto de alguns, muitos dos seus artigos e articulistas. Não gosto tanto de outros. Globalmente tem coisas interessantes, mas claramente os menos positivos são os que depois resultam neste tipo de resposta e contra-resposta.
    Afinal, para quem vem de fora é tão simples!
    Alguns e algumas gostam da Marta Rebelo(que não conheço bem em bom abono da verdade, a não ser em algumas atitudes que tomou na Ass. Municipal de Lisboa), outros e outras não gostam. Ponto final.Deixa-se nas entrelinhas que ela é só imagem, para uns, snob, altiva e insolente para outros, incompetente e sem capacidade de trabalho para mais alguns e uma promessa política de grande capacidade para tantos outros.
    Como é bom de imaginar esta discussão não termina mais e aliás nem tem sentido pois estamos no domínio das opiniões.
    Não vou por isso inspissar com o meu comentário este artigo que RECORDO é para falar do problema dos trangénicos. Só não entendo, mas a culpa seguramente é minha, qual a relação que a autora do post quis dar aos trangénicos e os retoques que alguns lideres europeus fizeram em cartazes a bem da sua imagem. Bom, a única relação que me ocorre é que metaforicamente nuns casos muda-se geneticamente os alimentos, noutros mudam-se informaticamente as imagens. Bom, o meu comentário a este post é que a metáfora é infantil mas fora disso o que me ocorre dizer é”OK, porreiro, e?”. Qual a mensagem que a Marta Rebelo quis aqui deixar? Que tema interessante quis introduzir em debate? Parece que Portugal e o Mundo não têm coisas bem mais interessantes e necessárias serem discutidas.
    O que me custa constatar é que ela é(a avaliar pelos comentários deixados na caixa) uma suposta esperança do partido do poder! Mulher bonita e competente, que aparentemente já deu provas pelo menos à Fernanda!? Mulher bonita mas, para outros, sem essas qualificações !? Seja como for será que estes jovens que já se passeiam pelo já aqui referido “aparelho de Estado” ainda que ele apenas dê 120 KM/hora, não têm mais nenhum outro contributo a dar para a discussão política?
    Desculpem o meu polissíndeto mas que tal terem a coragem de falar do desemprego, nas contradições e mudanças de opinião dos jornalistas/comentadores sobre a acção governativa e a oposição, sobre a falta de fiscalização para com classes profissionais como a dos magistrados e dos jornalistas. Os segundos opinam, formam ou ajudam a formar opinião (coisa essencial num forte Estado democrático) colocam em pedestal quem bem entendem e com a mesma velocidade os arrasam.Os primeiros condenam e com a mesma velocidade aleram as decisões anteriores, voltam atrás e inocentam com base em alegadas interpretações jurídicas que mudam diametralmente de um nível de tribunal para outro!
    Que paíes é este, pergunto!? É um país onde se inventam mulheres e homens inteligentes, supra-sumos capazes de chegar quase ao topo da hierarquia política nacional, mas que não passam, como em tantas outras ocasiões de “bluffs”.
    De tudo o que li nos comentários a este post apenas registei de memória um que subscrevo e assino sem pestanejar: é que digam o que disserem as revistas côr-de-rosa ou sem ser côr-de-rosa, os jornais, alguns jornalistas enamorados e seus amigos ou mesmo alguns dirigentes partidários, a capacidade, a criatividade, o empenhamento em fazer bem e dar o máximo de si, a competência e o saber se forem verdadeiros ficam.
    Cá estaremos nós nos próximos 10, 15 anos porque todos estamos abaixo dos 40 para saber quem consegue ficar em cima do touro sem cair.
    Bem haja

  33. Pica-Pau diz:

    Acho decrépito perder-se tanto tempo a falar do que não interessa.
    Parabéns ao último comentário. Subscrevo linhaa linha.
    Fernanda gosto mais de a ver a escrever post que a defender desta forma as Martas que pululam por aí.
    Deixo um dosversos mais bonitos de Torga:
    “SEGREDO

    Sei um ninho.
    E o ninho tem um ovo.
    E o ovo, redondinho,
    Tem lá dentro um passarinho
    Novo.

    Mas escusam de me atentar:
    Nem o tiro, nem o ensino.
    Quero ser um bom menino
    E guardar
    Este segredo comigo.
    E ter depois um amigo
    Que faça o pino
    A voar…”

    Continuem sem dar corda ao papaguaio, please!

  34. Fernanda Câncio diz:

    outra vez a mesma conversa? esta gente não se cansa? e o nívelzinho de ‘Mulher bonita e competente, que aparentemente já deu provas pelo menos à Fernanda!?’. abrenúncio, tou a ver que tenho de disponibilizar aqui uns primberan (ou lá como se chamam o raio dos comprimidos) para os leitores incautos do cinco dias que abrem esta caixa de comentários.

    ah e ó raquel, quem é que são os ‘todos’ que têm menos de 40 anos? julga que tá a falar numa sessão de algum agremiação de jovens ‘esperanças’? ó julga mesmo que está a falar — como efectivamente está — para os jótas? se é esta a cultura democrática que cultivam, a da ‘boca’ anónima da caixa de comentários, meus caros, não precisamos de esperar 15, nem dez anos, nem sequer um minuto para saber o que valem.

    ah, e voltando à primeva questão da ortografia: cor-de-rosa não leva acento, sabia?

  35. Fernanda Câncio diz:

    bom, quando acabei de postar o comentário dei com o do ‘pica-pau’, que apareceu aqui, inopinadamente, para apoiar a ‘raquel’ — usando o mesmo computador. fazem fila, é?

  36. Ana Matos Pires diz:

    Sim senhora, muito bem, a gente somos mais sérias do cu cás outras, fazemos tertúlias e tudo e tudo e tudo. E até opinamos sobre tudo, sustentadamente… falam-nos de uma qualquer coisa, assunto ou local, por exemplo “deste blogue 5.ª feira passada” e aí vai disto que amanhã é tarde. Como é que era aquela palavra horrível que se usou até à exaustão no início do ano, Fernanda?… Recentrar, não era? Vá lá lindinhos, sub-quarenta mas já com antiguidade para ser crescidinhos, digo eu. Ou acham que estão a exercitar a vossa desobediência civil? Que falta de graça. É tudo muito “poucachinho”.

  37. Pica-Pau diz:

    Fernanda, tenho pena de só agora ter lido a sua resposta porque caso contrário já teria respondido há mais tempo. Poisé, masa Fernanda MENTE. O meu comentário foi enviado do meu computador e não de qualquer outro e foi a primeira vez que postei aqui alguma coisa.
    Desafio-a a publicar o IP do meu computador e já agora se a trabalheira não for muita a do computador do comentador que diz ter postado do meu computador.
    Todavia, quanto ao meu computador posso ajudar.

  38. António Figueira diz:

    Pica-Pau:
    Há uma ligeira inversão do ónus da prova no seu último comentário – e há limites para este tipo de demência: eu posso confirmar que o IP dos seus comentários é exactamente o mesmo da comentadora que o precedeu, que por acaso lhe deu o mote, e a quem V. – também certamente por acaso, visto que continua a pretender que não a conhece – deu acto contínuo os parabéns; a mim parece-me evidente que o MENTE que V. escreveu, assim mesmo, em maiúsculas, dirigido a uma das autoras deste blogue, se lhe aplica antes a si, com iguais maiúsculas e muito mais propriedade; dito isto, lamento mas tenciono deixar esta novela por aqui, não publicar n.º de IP nenhum (era só o que faltava) e não dar mais sequência às suas queixas de comentador ultrajado pelos totalitários cá do sítio; como disse, há limites para a demência – e há limites para a pachorra.

  39. Jorge Rafael diz:

    Peço desculpa pela intrusão, mas TUDO isto me parece demente, TUDO e TODOS.
    Há de facto limites para a pachorra em aturar TODOS!
    O nível está abaixo de zero e TODOS contribuem e contribuiram para isso.
    Quanto à malta do barEsse “borrifámos” para o 5dias seus comentários e comentadopres, para usar o mesmo tipo de calão, tão habitual por aqui. (Des)Vantagens da blogosfera!
    Há uma coisa que resulta claro: são estes incidentes que nascem do nada e que na sua essência não têm qq importancia que aparecem as tão “úteis” vitimizações dos ultrajados e ofendidos, claro, pois então.
    O que importa reter é a forma curiosa como alguns reagiram possibilidade de alguns aqui deixarem subentendido que a autora do “Trangenicamente” possa não agradar a todos e haver quem entenda que é um “bluff”. Afinal nada que qualquer dirigente partidário já não tenha ouvido sobre si mesmo uma dúzia de vezes. Mas há ouvidos “feministas” mais sensíveis que outros!
    Quanto ao que a Fernanda disse acima “…adoro estes jovens (e velhos) socialistas que acham que quando alguém não concorda com eles lhes está a coarctar o direito à livre expressão. ó filhos, descansem, ninguém vos quer calar…”. Alguém disse isso? É possível retirar dos nossos escritos tal conclusão. Não pense ser possívem virar o jogo. Quem a acusou disso fui eu Fernanda. Em nenhum momento eu disse que receava a não publicação do meu comentário por a Fernanda não concordar comigo e sabe pq? Porque a Fernanda em nenhum momento respondeu ao que fui aqui descrevendo como sendo o meu pensamento. Aliás não respondeu a nenhuma das “boas” provocações deixadas aqui por outros comentadores e que nada t~em a ver com a MR. Por exemplo o poder dos jornalistas e dos magistrados na socioedade portuguesa.
    Limitou-se a defender “ferozmente” a autora de “Trangenicamente”. Pelo que eu não poderia recear a não publicação do meu comentário pelo facto da Fernanda não concordar comigo pois ignoro os seus argumentos.

    Quanto ao mais, olhe vamos é falar daquilo que faz girar o mundo. Falar de temas que inmteressam há humanidade, à França em especial, a Portugal, ao espaço europeu, às gueeras que assolam o mundo, à fome e a tantos tantos outros problemas sobre os quais todos poderemos ter algo a dizer, sobretudo os caros administradores deste blogue.

Os comentários estão fechados.