Mais transgénicos

Depois do Ricardo Costa com o temível apoio do Maradona nos ter explicado que, embora todos vamos comer produtos transgénicos, apenas os especialistas estão autorizados a debater o assunto.

Aqui fica uma parte de um texto do Polegar Verde:

Sinceramente, estou farta do monopólio de informação sobre os transgénicos e de nos quererem inpingi-los à força. Quase todos os comentários que li no Público, no DN e as demagogias no Abrupto e no Ambio são nem mais nem menos do que rezinguices de macho omega. Porque morder ao macho alfa está fora de questão. Para estes senhores é mais fácil cair em cima de um bando de pessoas (“miúdos“) que teve coragem de trazer as suas convicções para a rua do que virar-se para quem devia apresentar explicações. Esquecem-se de quando eles eram miúdos que trouxeram as convicções para a rua e fizeram o 25 de Abril, agora que estão confortavelmente empoleirados? Talvez. Mas passo a esclarecer a minha alergia aos transgénicos:

– Os OGM não foram aprovados por nenhum sistema de votação democrática em que eu me lembre de participar, apesar de ter respondido a todas as (muito pouco divulgadas) consultas públicas que decorreram antes da aprovação destes. Alguém se lembra delas? Dificilmente, são realizadas porque a lei europeia o exige mas são escondidas nos sites da UE que nem barras de ouro.

– A Agencia Europeia para a Segurança Alimentar (EFSA) não realiza os seus próprios estudos antes de aprovar uma planta para circulação na UE, aceita como credíveis os estudos apresentados pelas próprias empresas que querem comercializar essa planta (estamos a ficar tão espertos como os americanos). Isto passou-se com o milho transgénico em causa;

– O Dr. Séralini, da Universidade de Caen (França) pegou nos dados fornecidos pelos estudos da Monsanto e tratou-os com um tipo de formula estatística diferente, vindo a revelar que os ratos alimentados com milho transgénico (desse que anda por aí a circular) sofrem perturbações a nivel de fígado e rins.

– Releiam o ponto anterior. As experiências foram feitas em RATOS. Nunca houve uma experiência feita com um grupo de humanos que se dispusessem a comer transgénicos para se verem as consequências. Os primeiros cobaias somos NÓS.

– O principal argumento da UE para levantar a moratória ao cultivo e consumo de OGM é o facto de “estarem a perder a corrida económica com os EUA e a China”. Se te mandares ao poço eu vou atrás…

– O aparecimento de ervas daninhas super resistentes, insectos que querem lá saber de folhas geneticamente modificadas e espécies agressivas afins que evoluíram por causa da pressão evolutiva causada pela presença dos OGM é incontável. Leiam http://www.stopogm.net

– O Ministério da Agricultura teve este ano uma atitude vergonhosa de desrespeito para com a população portuguesa, divulgando a localização dos campos de milho GM apenas no fim de Julho quando o milho já ia alto, ao contrário do que está estabelecido na lei europeia transposta para a portuguesa. Além disso divulgou a coisa do género “propriedade sem nome, no concelho X, 30 hectares”, o que é igual ao litro. Se temos um campo de OGM ao pé de casa, ficámos a saber agora. Além disso era também obrigado a comunicar esta informação ao Ministério do Ambiente, e não o fez. Vide site do MADRP.

Posto isto, face à indiferença dos cientistas portugueses e europeus no geral em relação a um problema de saúde pública que está a ser causado apenas porque empresas multinacionais querem fazer fortunas à custa de sementes patenteadas (o que é uma estupidez porque elas não desenharam os transgenes incluídos nas plantas GM, apenas os foram buscar a outros organismosI), percebo que haja gente que está farta. O Ministro da Agricultura dizia ontem na TV: se isto faz mal, provem-no cientificamente. Mas onde? E oportunidade para isso? E gente para o ouvir? Quem o queira saber, quem não esteja resignado a comer frangos com nitrofuranos e milho com toxinas de bactérias, onde estão as pessoas que acham que o seu voto ou o seu protesto ainda vai fazer alguma diferença

Sobre Nuno Ramos de Almeida

TERÇA | Nuno Ramos de Almeida
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20 respostas a Mais transgénicos

  1. Lamartine diz:

    “Os OGM não foram aprovados por nenhum sistema de votação democrática”.
    E a Aspirina? E a gasolina Super? Mas esta polegarzinha não saberá o que é a democracia representantiva?

    Depois,as inverdades: basta seguir o link da EFSA (http://www.efsa.europa.eu/en/science/gmo/gmo_opinions/gmo_maize59122.html) para confirmar que esta não se limita a ler a propaganda do fabricante antes de aprovar uma variedade de transgénico. O Dr. Séralini é um militante contra os OGM, não uma espécie de árbitro científico imparcial: http://www.agriculture-environnement.fr/AENEW/article.php3?id_article=198
    E, claro, a tal bicharada super-resistente só não aparecerá se deixarmos de todo de os combater… etc, etc.

  2. Lamartine diz:

    Ainda por cima, o tal re-estudo dos ratos tem ar de ser uma treta de fio a pavio: http://bl-o-g-m.neufblog.com/blogm/2007/04/en_rponse_gille.html

  3. zé das coivas diz:

    “embora todos vamos comer produtos transgénicos”….
    grande, pontapé na gramática ah nuno ramos de almeida….

  4. Lidador diz:

    O “Doutor” Seralini, larga as bostadas que entender… a opinião dele vale para ele e para os respectivos crentes. Há para aí outros doutores bastante mais credíveis e sem ardores ideológicos que afirmam o contrário.
    De resto as opiniões de certos doutores, como o Seralini, fazem lembrar a história de “Meditação Transcendental” ou da Seita Aun, onde pontificavam “doutores” e engenheiros que tinham canudos, mas que eram absolutamente ignorantes e se deixavam arrebater por certezas do tipo religioso, destas religiões laicas que há agora, como o ecologismo, o antiamericanismo, o marxismo, o ambientalismo e os ismos associados às “causas fracturantes”, ou seja, o BEsismo.

    POis saiba que eu sou eu quem decido se como pipocas transgénicas, ou transsexuais, ou transqq, e não um bando de parolos aos pinotes, armados em defesores da classe operária.
    Não lhes passei procuração para se preocuparem com a minha saúde e de resto, pelo aspecto e pela atitudes, se há que estar preocupado é com a saúde mental dos cromos e dos que tentam racionalizar as suas cavalidades.

    Se não querem comer OGM, não comam, pá!

    Comam coisas naturais , como cicuta, por exemplo, um belo exemplar da família das umbelíferas.
    E se querem casas de banho secas, como dizia uma das palermóides, que comam erva….

  5. manuel resende diz:

    Primeiro: o Nuno Ramos de Almeida não deu nenhum pontapé na gramática.

    Segundo: segundo sei, o Séralini é investigador em biologia molecular. Ele não é contra os OGM e a investigação em OGM: é contra a comercialização de OGM sem controlos adequados. Não percebo (ou melhor, percebo) porque suscita tanto rancor…

  6. Quando alguém tem muitos milhões a ganhar e muitos milhões a perder, o melhor é estar muito de pé atrás em relação aos estudos…
    Se fosse proibido patentear seres vivos os estudos seriam tão taxativos quanto à inocuidade dos transgénicos?

  7. Lino José diz:

    Experimente fazer uma pequena sondagem aos leitores deste fórum se sabem algo sobre manipulação genética, a ponto de poderem dar uma opinião efectica e pensada sobre o milho transgénico.

    Para que é que servem os investigadores que andaram anos a estudar e a especializarem-se em assuntos complexos como esse ?

    Ou sserá que a opinião do cidadão comum é mais válida que a deles ?

    Ou será que a questão dos transgénicos se levanta porque são produzidos por uma multinacional e, ainda por cima, americana ?

  8. Do mesmo artigo da Polegar Verde, auto-intulada bióloga:
    “e usaram máscaras porque em 2003 houve um caso grave de intoxicação de populações nas Filipinas que viviam perto de plantações deste milho, sendo detectados anticorpos no seu sangue”

    Fica sem se perceber se a autora acredita na ignorância dos activistas ou se ela própria ignora o absurdo da correlação.

  9. Nuno Ramos de Almeida diz:

    Lidador,
    O que querem os defensores dos transgénicos é que os produtos que os usam , não estejam rotulados nos supermercados como produtos transgénicos. Foi aliás essa a posição dos EUA na OMC considerando uma violação da livre concorrência essa rotulagem. Para além disso, não é possível garantir que se não queremos transgénicos, não os comamos, pá. Há a capacidade de contagio das culturas e a sua utilização em rações animais.

  10. António Figueira diz:

    Nuno,
    A SIC continua a amar-te: morreu o EPC e as imagens que ela passou mostravam-te mais a ti do q a ele, a entrevistá-lo há meia dúzia de anos (ele era jovem e tu ainda mais).

  11. Lidador diz:

    Caro NRA, o que eu lhe digo é que é preciso ter muita lata para censurar um comentário meu e vir depois argumentar por cima dele.

    Passe bem….

  12. Nuno Ramos de Almeida diz:

    Lidador,
    Não sei do que fala. Eu nunca censurei um comentário seu, por mais imbecil que fosse.

  13. António Figueira diz:

    Não foi o NRA que o censurou, fui eu e assumo: V. tem o direito a dizer os disparates que entender, não a dizer que quer, ou que lhe apetece (já não me lembro) “partir o trombil” ou coisa parecida a quem q seja.

  14. Caro Nuno Ramos de Almeida,

    Já vi várias vezes exposto em alguns sítios o argumento das rações animais e já ouvi muitas outras o do “perigo de contágio” também.

    Ao segundo responde-se com facilidade: o interesse económico das empresas detentoras das patentes obriga-as a desenvolver sementes com término na primeira geração (F1). Se houvesse condições para “contágio”, corria-se o risco de não ser mais tarde necessário comprar a sementeira ao produtor exclusivo.

    O perigo, digo eu, não vem dos animais ou das plantas que comemos; vem sim da facilidade com que, pelos mecanismos do mercado, o transgénico poderá substituir uma ou mais espécies de acesso livre (embora não gratuito) por outra de distribuição condicionada.

    Quanto ao consumo de carne produzida por rações “transgénicas” (ou mesmo pelas plantas directamente), agradecia que NRA me explicasse qual o perigo. Sinceramente, não vejo qualquer um.

  15. manuel resende diz:

    Por falar em «partir o trombil». Estava agora aqui a pensar com os meus botões que, não sendo eu, cruz credo, cientista, nem biólogo, nem, a fortiori, biológo molecular, não posso deixar evacuar uma coisa muito simples que aprendi com o decorrer dos temerosos anos, esses predadores de vida: a biologia não é brincadeira.

    Mas, ó caramelo, quer queres tu, perguntará o tresleitor? Quero apenas lembrar ao referido (tresleitor) que já tivemos, obrigado, a nossa quota de asneiradas em matéria de, vá, digamos, por caridade, investigação biológica, ou quimico-biológica.

    Só para lembrar: o DDT, o uso indiscriminado dos antibióticos (eh, pá, fabuloso nome), o anúncio extemporâneo do gene da obesidade, etc.

    Que quer o caramelo? – repete o tresleitor.

    Ora, o caramelo quer assinalar uma coisa muito simples: numa experiência física, constrói-se um sistema fechado e estuda-se a evolução das variáveis nesse sistema fechado, coisa reprodutível pelos pares.

    Ora, vá-se fazer isso em casos biológicos complexos! É por isso que venho agora lembrar que, tendo-se descoberto os antibióticos (raio de nome), se começou a prescrevê-los indiscriminadamente. Eu ainda sou do tempo em que, para uma gripe, o médico, pimba, antibióticos. Ora, os antibióticos NÃO COMBATEM AS GRIPES, que são ataques terroristas de vírus e OS ANTIBIÓTICOS NÃO TÊM NADA A VER COM A TAL DE GRIPE: eram receitados apenas para combater as infecções oportunistas das bactérias. Resultado disto: as bactérias que não são nenhuns pontos materiais, nem nenhuns pêndulos, aprenderam a resistir aos antibióticos. E agora, caros ouvintes?

    Agora, os médicos não receitam antibióticos quando há gripe. De resto, têm muito cuidadinho a receitar antibióticos.

    E depois, que tem isto a ver com os transgénicos e com partir os trombis?

    Tem a ver que, quando se mexe com a vida, é preciso muito cuidado. Por que motivo, nos países chamados civilizados, se instituíram comités de ética, etc.? Porque é preciso humildade e avançar com cuidado. Por que motivo um remédio só entra no mercado depois de ensaios múltiplos e custosos? Porque é preciso avançar com cuidado. E, MESMO DEPOIS DE ENTRAR NO MERCADO, há alguns que são retirados, depois…

    Ora, isto a propósito de transgénicos? Que é que quer o caramelo? O caramelo quer apenas dizer, para salvar a alma, que uma coisa é fazer experiências em laboratórios, investigar isto e aquilo, em ambiente confinado, outra é

    libertar essas coisas no ambiente.

    Porquê? Porque, caros amigos, ambiente quer dizer tudo. E ainda, que eu saiba, não se fez a ciência de tudo. Quando se tiver feito, OK, dacordo, fixe. Entretanto, nicles batatóides… Vão chupar na quinta pata do cavalo, desculpem lá a inconveniência.

    Não sou contra a investigação científica, seja ela qual for. Mas uma coisa é a investigação científica, por supuesto desinteressada, outra coisa é esta pressa, estes empurrões, para nos fazerem comprar coisas que a maioria das pessoas não quer. Uma coisa são laboratórios, outra são supermercados.

    E, depois, há todo o problema da agricultura, que está numa grande merda, desculpem lá o palavrão. Desde há décadas que se andou a convencer os agricultores a fazerem isto e aquilo, sempre com o apoio da agronomia institucional. De tantos em tantos anos, muda a verdade, mas nunca desiste, é teimosa como a quinta pata do cavalo já atrás referida, desculpem lá a impertinência.

    Pergunto: resultados? PROD? Solos destruídos, desertificação, poluição generalizada dos lençóis freáticos (e vêm responsabilizar os agricultores agora por isso, quando andaram a aconselhar-lhes a precisa e referida poluição).

    Andamos a brincar ou quê?

    Vamos entrar então num recinto mais filosófico, caríssimo tresleitor: a civilização europeia, estendida a essa super-Europa que são os EUA, baseou-se numa concepção mecânica do mundo e os seus institutos estão adaptados a essa concepção. Mas não estão, de maneira nenhuma, adaptados aos desafios que se levantam agora à humanidade.

    Bem, acho que vou dormir. Também Deus descansou ao sétimo dia. Ora eu, não sou Deus.

    Beijos para todos, amigos e inimigos. Os amigos vão dormir descansados, os inimigos, lavar a cara.

  16. nelson anjos diz:

    Para quem tenha dúvidas, “Lidador” parece estar a afirmar-se, indesmentivelmente – a julgar pelos sintomas – como primeiro caso patológico conhecido, provocado pelo consumo de transgénicos. Deixo à atenção dos especialistas o que poderá vir a confirmar-se como o primeiro “case study” da história do assunto.

    Sugiro também que seja desde já estudada a possibilidade de criação da respectiva associação para assistência social às vítimas. Deixo a minha sugestão para a designação: “Lidador & Comp. – Associação de Assistência às Vítimas de Manipulação Genética Mal Sucedida.” (Falta apenas o número da conta bancária para efeito de donativos)

  17. Luís C. diz:

    Caro Manuel Resende,
    Veja lá se não está a ser uma ameça, um “eco-terrorista”, pois está indirectamente a apoiar a “acção do milheiral”. É que o editorial da última edição do Expesso apela abertamente à denúncia de quem apoia essa gente, e traz até uma interessante teoria conspirativa sobre uns quantos infiltrados que andam também nas manifs anti-fascistas e, atenção, chegam a fazer cocktails molotov (como isso é praticamente uma arma de destruição maciça devem ter ligações internacionais). Curiosa (?) esperada (?) a abordagem do dito jornal a esta questão pois centra o enfoque nos autores da acção e pouco nos esclarecimentos ou na problematização do assunto. Enfim, lá deixaram escapar que 50 por cento das plantações de transgénicos na França foram destruídos em acções semelhantes. Compreende-se que queiram vender, afinal é para isso que lá estão, já informar…

  18. O argumento do ‘Lidador’ é mais ou menos este: “ninguém tem nada a haver com o facto de eu fumar ou não! Eu fumo quando e onde me apetecer e, quem não quiser fumar o meu fumo, meta-se em sua casa e feche bem as janelas!”.

    Eu cá penso exactamente o contrário: quem quiser cultivar produtos transgénicos, que o faça por sua livre iniciativa (mas sem incentivos fiscais do meu bolso), numa propriedade privada, mas totalmente “selada” do exterior, ou seja, isolada do MEIO AMBIENTE!

    Instale uma grande cobertura transparente, mas estanque, e uma rede de rega artificial, compre umas boas toneladas de ar, com umas mosquinhas e algumas abelhinhas à mistura, umas centenas de minhocas e formiguinhas, água para rega, mas faça tudo à porta fechada e, sobretudo, sem deixar saír NADA para o exterior!

    E se quiser vender os seus produtos no mercado livre, em condições de sã concorrência, pois que os venda, mas devidamente ROTULADOS! Quem os quiser, pois que os compre.

    Mas não serei eu, nem que sejam muito mais “baratos”…

  19. manuel resende diz:

    Caro Luís C., seja quem for, talvez uma Ludmila, ou Zulmira, que já me assombrou noites:

    Que venha o Espesso, que venha o Cavaco, e que venha o Pinto da Costa, o António Costa e o Prior do Castro.

    Quantos são?

    Olhe, eu já tenho vergonha do que escrevi, por causa da quinta pata do cavalo, e já me chega a minha consciência, não preciso de medos do Estado, das polícias e o do raio a sete. Sabe o que me apetece? Sim, apetece-me apoiar o tal de Guálter não sei quê, apesar de pensar que fez uma burricada. Assim, fica todo o mundo satisfeito: fica satisfeito o PP (Pacheco Pereiro, esse maoista-estalinista inveterado que ainda me está a dever um empurrão que me deu junto a um alfarrabista), fica satisfeito o Guálter, fica satisfeito o Portas, Miguel, e fica satisfeito o Luís C.

    Agora, mais importante do que tudo isso, mais importante do que as minhas lubias e depressões e esquizofrenias, com que vários gostam de brincar, e o amigo também (só fico contente, porque ao menos faço a felicidade de um ser humano), há o problema epistemológico da biologia: o confinamento das experiências é o cabo dos trabalhos.

    Se for quem penso, não espere pela demora.

    Rais parta, que discussões de merda…

  20. Luís C. diz:

    Caro Manuel Resende,

    Não se ofenda sff com a minha ignorância mas não tenho a mínima referencia a seu respeito. Receio que, talvez, não tenha captado o tom irónico do meu comentário. Estou longe das suas “tricas e laricas”. Veja, sou um modesto beirão, que gosta de Lisboa (onde estudei e trabalhei). Não sou comentador habitual de blogs e descobri o “5 dias” há pouco tempo.

    Comecei por “postar” num texto do Nuno Ramos de Almeida por me causar indignação o modo como estas coisas surgem na nossa vida, como facto consumado.

    Se poder, continuarei com a pequena produção de alguns produtos agrícolas como sempre aconteceu na minha família. A pós-graduação em Curadoria até pode ajudar (isto aqui também é irónico).

    Uma coisa é certa a intervenção do Verde Eufémia recolocou a questão na ordem do dia, ao invés da paz podre em que tinha caído.

    O seu tom de quase ameaça erra o alvo porque tenho uma opinião próxima. Quanto à biologia e ao confinamento das experiências, estou satisfeito com o que tenho e espero, sinceramente, que o mesmo aconteça consigo.

    Força!

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