Ilustração de Luís Rainha e Jorge Mateus, publicada no “Tal e Qual”.
PS Por instantes, esta ilustração surgiu atribuída ao Nuno Ramos de Almeida. Ora sucede que o NRA está em gozo de férias em Hondarribia (o seu infalível faro de Grande Repórter levou-o até ao País Basco mal constou nos “mentideros” que a trégua da ETA ia ser rompida…) e não tem nada, mas mesmo nada, a ver com a publicação deste post; o boneco é do Rainha e do Mateus e o intermediário – apesar de nunca ter tomado posição sobre a história do milho transquê? – fui eu e apenas eu, AF. Para que conste.





Como é habitual a pena do Rainha e do Mateus é genial e assassina. É pena a caricatura ser mentira. A famosa acção não tem nada que ver com o bloco. É uma espécie de insurreição dos pregos (do saudoso Ângelo Correia para quem se lembra da primeira greve geral) criada pelo o ministro da Agricultura do governo Sócrates. O resto é a treta do costume, repetida até à exaustão por muitos megafones.
O delírio é tanto que o insurgente promove neste momento a seguinte consulta de opinião: “O Estado português está a combater de forma adequada a criminalidade associada a organizações de extrema-esquerda?”
Eu sabia que isto bastava para te fazer sair da toca veraneante, velha carcaça revolucionária. E a acção pode nada ter a ver, formalmente, com o BE; mas aposto que muita daquela malta costuma ir beber uns copos ao Agito… e quantas das organizações mais ou menos aderentes à coisa não integram, nas cúpulas, militantes do Bloco?
Caro LR, essa é a pergunta que lhe faço:
«e quantas das organizações mais ou menos aderentes à coisa não integram, nas cúpulas, militantes do Bloco?»
Resposta para o mail tp.opasnull@dneser.leunam
Como há-de calcular, tenho urgência.
Quanto ao Agito, não sei que seja, qualquer coisa lá para a capital, será?
Entretanto, fora de copos e agitos e coisas dessas, quando quiser vir falar comigo, terei o maior prazer em mostrar-lhe as minhas magnificent failures em matéria de agro-ecologia. É uma coisa mais amarga do que essas brincadeiras, mas, ouso imaginar, mais autênticas.
Fodam-se os transgénicos.
Cumprimentos, e desculpe a excitação
mr
Luís,
É difícil responder-te a essa pergunta, porque estavam de cara tapada.
Agora posso dizer-te que isso não é uma acção do bloco que nem o Gaia e, muito menos, a “Eufémia Verde” tem que ver com o bloco. E até presumo que nos estrangeiros que foram referenciados não haja nenhum do bloco. Alías, aquele único português que se identificou como porta-voz não é do bloco.
Agora, se me dizes que no meio de 100 pessoas algum pode ter votado no BE, francamente não sei e duvido que alguém saiba. Agora isso não faz daquilo uma acção do bloco, como a tua caricatura, fazendo coro com Vasco Graça Moura, Pacheco Pereira e quejandos, dá a entender. É a reedição da conspiração dos pregos, com a tua colaboração. Para dizeres que a acção só “formalmente” não tem que ver com o bloco, significa que desconheces aquilo que falas. Quando se faz uma acusação dessas convém ter provas e não apenas ter a ideia que “bebem copos no Agito”. Já agora, não percebo como a comunicação social deixou passar essa prova acutilante: se alguns tomaram copos no Agito, só podem ser do bloco e a organizarem a destruição de um campo de transgénicos. Se vão às “Primas” só podem ser da ETA a organizar um atentado. Se passam pelo Frágil têm de ser do 31 da Armada e conspiram sobre a compra de uma carrinha Audi. Brilhante raciocínio…
Já só falta que na próxima tb digas que eles são “terroristas” para passares a ser uma espécie de Marques Mendes da caricatura. Volto para as férias. Deves-me um jantar de desagravo.
Onde é q fica o Agito?
É aquele sítio na Rua da Rosa em que jantaste na última reunião do 5 dias. Não te lembras? Não recordas ter destruído as árvores do Jardim da Estrela a seguir ao jantar e teres berrado que querias, passo a citar, “mijar na Marmeleira”?
Ah é aí!
Não se comia mal, mas embirro com tofu à sobremesa (aliás, embirro com tofu).
Que merda é essa de “mijar na Marmeleira”?
Cá p’ra mim, estás a falar em basco.
Sim, sim… e os skins nada têm a ver com o PNR. Claro, claro. Vocês não têm culpa de ser um íman para idiotas com a mania que são heróis anti-qualquer-coisa, mas escusam de assobiar para o lado a fazer de conta que não os conhecem de lado algum. Não pega.
Como o JPP vos pode explicar, a única coisa que verdadeiramente interessa clarificar aqui é se o dito Agito recebe ou não subsídios do Estado.
É claro que a mim, que sou uma cabeça um bocado mais tonta, também me interessa saber se efectivamente se trata de propriedade privada. Não é por nada, mas hoje acordei com uma especial predisposição para uma “acção directa”.
O Agito é subsidiado?!
O Estado comparticipou no meu jantar?!
Estes comentários andam alucinantes; alguém anda a comer tofu estragado.
António, conforme imagina estava só a reinar.
De resto acrescento que se o seu jantar por acaso tiver sido subsidiado não é isso que me vai titar o sono. Relativamente ao tofu qua ando a comer já não posso prometer tanto.
Nuno,
Sejamos sérios. Claro que o BE não orientou o ataque à plantação. Mas não pode andar anos a cortejar aquelas tribos contestatárias, a validar-lhes os métodos de intervenção, a usá-las quando dá jeito e agora fazer de conta que não as conhece de lado algum, assobiando para o lado. Ao menos, o Portas sempre teve os cojones de apoiar a coisa e pronto. Não será é muito conveniente nos dias que correm, de procura de maior respeitabilidade para o Bloco…
António F., bom dia! E que tal voltar a pôr ‘à mão de semear’ tudo o que por cá se discutiu já sobre os transgénicos à moda do serviço que prestado ao véu? Ainda é muito cedo?! Fiquei com saudades…