Declaração de amor

Sexta-feira fui de férias, umas férias pequenas. Durante o fim de semana todo, arrostei c’a canícula inclemente e desbravei quilómetros e quilómetros de estepe alentejana. Chegado no domingo à noite a casa, para o gin & tonic a que me sentia com direito, fui ver o mail e os comentários do blogue. Foi lá que encontrei esta declaração de amor, da traulitânia da blogosfera nacional, O Insurgente de seu nome:

“…Cinco Dias, um blogue de extrema-esquerda onde a promoção da agenda LGBT e outras causas fracturantes se combina de forma notavelmente apropriada com a ignorância, o ressentimento marxista e a defesa do totalitarismo…”

Ao lê-la, respirei fundo, beberiquei e senti-me – como dizer? – a um mesmo tempo fracturante e totalitário. É bom sabermo-nos correspondidos. Lêem no nosso coração. As nossas agendas escondidas. As nossas perversões secretas. As nossas ignorâncias profundas. Os nossos ressentimentos sofridos. Parecem Arrojas e Mirandas, de tão argutos. Parecem a Patrícia Lança, de tão santinhos. Querem conversa, a gente não dá, mas eles mesmo assim voltam. Adoram-nos. Nós também os adoramos: até a extrema-esquerda LGBT (linha ignorante, marxista-ressentida e totalitária) precisa de qualquer coisa com que se entreter, em Lisboa, num domingo à noite, no mês de Agosto. É um prazer estar de volta.

Sobre António Figueira

SEXTA | António Figueira
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