Fidel de Castro invade Nova Iorque

A associação de construtores insurgiu-se contra o acordo entre BE e PS na Câmara de Lisboa, na parte que prevê a venda de habitações a custos controlados. Junto ao seu barco de recreio, um bronzeado dirigente dos construtores garantiu que Portugal não é Havana. A peça foi um autêntico tempo de antena: em nenhuma parte se falou com os proponentes da proposta. Foi pena, o conveniente jornalista, o dinâmico representante dos construtores e os espectadores em geral poderiam ter ficado a saber que a medida existe em grande parte do mundo Ocidental: Barcelona, Paris, Nova Iorque e muito mais cidades. Tudo regiões dominadas por Fidel Castro, claro. Pobres construtores vitimas de uma conspiração do comunismo internacional. Espero que o ilustre representante dos construtores tenha conseguido atravessar o oceano e chegar a Marrocos, fugindo assim da ditadura vermelha. Graças a Deus e sobretudo a Alá no reino ainda se prendiam, num passado recente, os comunistas. Boa sorte, combatente da liberdade!

Sobre Nuno Ramos de Almeida

TERÇA | Nuno Ramos de Almeida
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10 respostas a Fidel de Castro invade Nova Iorque

  1. MdC diz:

    Uhffff!
    Assim fico mais descansado, afinal nada tem a ver com o Fidel Castro.
    Cruzes, canhoto!

  2. Rita Salgado diz:

    Não estou a perceber nada disto! Então agora, com o Dr. Costa, estão no poder os comunistas??

  3. Pingback: O Insurgente » Blog Archive » Lixaram-se…

  4. Ana Matos Pires diz:

    Nuno, então o jornalista também não disse que o António Costa encarnou o Che? Suspeito que o combatente da liberdade não traga a embarcação de volta… é que pode ser nacionalizada, sei lá.

    (oh good…)

  5. Ana Matos Pires diz:

    Perdão, god e não good

  6. Lino José diz:

    E porque diabo há-de o Estado ou a Câmara dizer a um privado por que preço há-de este vender ou arrendar casas que são suas, feitas com o seu dinheiro, correndo riscos, e pagando impostos por elas ?

    Um construtor privado constroi para vender ou arrendar, obedecendo às leis vigentes, para ter lucro, não para fazer intervenção social, porque a isso não é obrigado. Não é nem Santa Casa da Misericórdia nem Segurança Social.

    Para cumprir esse papel existe a Câmara. Ou será que esta sendo totalmente incapaz pretende obrigar os privados a cumprir esse papel, ou a satisfazer a demagogia de um pretenso “progressista” ?

    Que eu saiba, o sr Sá Fernandes é tão português como qualquer construtor civil. Sendo assim, porque é que os construtores civis têm de entrar com o seu dinheiro para habitação social e o sr Fernandes não entra com nenhum, do seu chorudo salário, por exempo, para o mesmo fim ?

    Em Havana estamos nós há muito no que se refere ao mercado de arrendamento, em que portugueses com os mesmos direitos que todos os outros, os senhorios com rendas congeladas, viram os seus rendimentos ROUBADOS pelo Estado, para fazerem cumprir um preceito da Constituição que diz que todos os portugueses têm de ter habitação.

    Só que eles são os unicos que o fazem porque o Estado, as Câmaras, os deputados “progressistas”, enfim os Zés deste mundo, demitem-se todos desse problema.

    O que o Estado anda a fazer aos senhorios com rendas antigas, há dezenas de anos, é digno não de Havana mas de Moscovo dos piores tempos do Comnunismo.

    É a mesma coisa que obrigar um cidadão qualquer a receber sómente um décimo do salário para, com o restante, pagar a renda do vizinho, tenha este rendimentos ou não.

    O Estado que cumpra a sua função e deixe os privados em paz.

  7. Lino José diz:

    Mas o que eu acho lamentável é que o Dr. António Costa se tenha posto nas mãos de um radical de extrema-esquerda.

    Radical de extrema-esquerda que teve a lata, o desplante e a arrogância, característica dos radicais de extrema-esquerda, de vir dizer que o Dr. Carmona Rodrigues não está no executivo “porque o povo assim o quis”.

    Que eu saiba, se o povo de Lisboa não quis o Dr. Carmona Rodrigues, muito menos quis este demagogo de feira, o Zéquinha das Providências Cautelares. Basta consultar as votações de cada um.

  8. xatoo diz:

    eehehehe
    o Zé um “radical-de-extrema-esquerda!!?”
    O novo executivo de Lx é uma tentativa social democrata que chega com 60 anos de atraso relativamente à Europa – e ainda assim isso é visto como sendo algo de “perigoso”. Estão a ver porque é que os governos nunca governaram nada em Portugal excepção feita a eles próprios?, pois – a causa está naquele pequeno pormaior da “fraca gente”

  9. polegar diz:

    aqui o “camarada” (ahahah) Lino merecia uns aninhos valentes a recibos verdes a receber menos de 10 mil euros por ano… mas bem… hum, terá sido a lagosta e o pata-negra que lhe caíram mal? zieg heil e anti-ácido. as melhoras.

    também o sistema nórdico é digno de referência e de exemplo… lá, jovens adultos são ESTIMULADOS a ir viver para apartamentos em boas condições, nos centros históricos das cidades, onde dividem (com outros jovens moradores) a função de um certo apoio aos inquilinos mais idosos. desde trocar lâmpadas a subir as compras, a até passar um bocadinho com os velhotes.

    assim pagam um valor simbólico pela renda da casa, podem viver no centro – onde têm acesso à melhor rede de transportes para o trabalho e não poluem – e fazem o verdadeiro trabalho social, que dividido por todos custa tão menos.

    estimula a integração, o verdadeiro convívio, o espírito de entre-ajuda, e até o “pormo-nos nos sapatos dos outros”… a noção do que nos pode acontecer quando lá chegarmos (a velhotes) e não tivermos ninguém com quem gritar sobre as injustiças das condições de trabalho dos construtores civis.

    essa medida, a par da da proliferação de bicicletas em grandes capitais (planas) por essa Europa fora, deviam ser tidas como exemplo. aplicadas, claro, às especificidades das nossas cidades (porque não bicicletas com motor, para ajudar à subida?)

    sempre diminuíamos um pouco a poluição, o entupimento das vias públicas, o “umbilicalismo” dos nossos vizinhos…

    bem, isto sou eu a sonhar…

  10. José Barros diz:

    Costa pode não ser o Che, mas não deixa de ser uma péssima medida política própria de um regime comunista. Aliás, a política de habitação em Portugal deu os lindos resultados que se conhecem (arrendamento decente demasiado caro, cidades decrépitas, fuga da classe média para os subúrbios, etc., etc). Que alguém de esquerda ainda defenda este tipo de medidas é o que dá para pasmar. É preciso ser-se masoquista.

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