Ana Matos Pires: Por um juízo esclarecido*

Sobre obsessões – ideias recorrentes, intrusivas, incoercíveis, irracionais, alimentadas pela dúvida e egodistonicas – aqui vai uma ajudinha, na esperança que se acabe com o disparate.

Vem isto a propósito do uso indevido dos conceitos – vidé aqui e aqui.

É o que dá falar do que não sabemos. Ou estaremos no domínio da fabulação delirante, vulgo mitomania, que além de integrar o espectro da impulsividade/compulsividade, é um sinal psicopatológico que configura uma paramnésia e que se acompanha, frequentemente, por um pensamento digressivo e circunstanciado, cujos equivalentes ao nível do discurso são a verborreia e a prolixidade, tão comum nos pedantes.

*Cada um dá o que pode e este é o meu contributo médico psiquiátrico na luta contra o obscurantismo, a ignorância e a presunção.

Ps1: Ainda sobre o mesmo conceito, consultar também este post do Lutz no Quase em Português, em particular os comentários.

Ps2: Percebo o Vasco e concordo com António.

Sobre António Figueira

SEXTA | António Figueira
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13 respostas a Ana Matos Pires: Por um juízo esclarecido*

  1. ezequiel diz:

    Dos “algoritmos classificativos” às maquinações da selecção dita natural…não vai uma distância assim tão grande.

    Em suma, haja uma santa de uma pachorra.

    “Ou estaremos no domínio da fabulação delirante, vulgo mitomania, que além de integrar o espectro da impulsividade/compulsividade, é um sinal psicopatológico que configura uma paramnésia e que se acompanha, frequentemente, por um pensamento digressivo e circunstanciado, cujos equivalentes ao nível do discurso são a verborreia e a prolixidade, tão comum nos pedantes.”

    Pedantes, sim senhora.

    Isto é de chorar a rir.

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  3. Lololinhazinha diz:

    Caríssimo António Figueira,

    Já sabemos que a silly season é uma chatice, está calor e tal…
    Mas CINCO, cinco posts a falar da mesma coisa?? Isso é pior que um artigo infeliz.
    As melhoras, vá…

  4. António Figueira diz:

    Caríssima Lololinhazinhinha:
    Terá V.Exa razão – mas a gente não combinou escrever sobre a mesma coisa: aconteceu (e convenhamos que a extravagância dos propósitos de João Miranda contribuíu muito para a situação que se criou…)
    Volte sempre, AF

  5. Luísa diz:

    para completar o cientismo tb já cá faltava a psiquiatrização…

  6. Vasco diz:

    António,

    Eu não estou zangado (quando estou zangado sai palavrão e não me posso zangar na blogosfera porque tive a infeliz ideia de ensinar a minha mãe a usar o technorati). Agradeço-lhe (“agradeço-te”, pode ser? Afinal, somos de esquerda) a explicação. Lá mais para o fim da semana vou tentar uma réplica à altura, há aqui umas coisas giras que podemos discutir.

    Ana,

    Obrigado por me entenderes. O parágrafo está um mimo e “pensamento digressivo e circunstanciado” foi para o caderninho de apontamentos.

  7. António Figueira diz:

    Vasco,
    Claro que podes (e eu vou mudar o post para “Resposta ao Vasco”, falta lá o artiguinho democrata).
    “Zangado” é só uma palavra – e já agora, o meu consumo de calhamaços entre os 18 e os 23 até que foi reduzido, nessa altura fazia sobretudo política, algumas das melhores leituras vieram mais tarde.
    Fico então à espera da resposta.
    Abraço, AF

  8. Ana Matos Pires diz:

    Vasco, não é para agradeceres, entendo mesmo (solidariedade dos tipos de ciências?). E não gozes o parágrafo hiper-virgulado, foi para caber lá tudo.

    António, gostei dessa “entre os 18 e os 23 não lia… estava na política”. ihih

  9. António Figueira diz:

    Eu disse isso?
    Bem, não exactamente…

  10. Ana Matos Pires diz:

    O António “quase” disse, mas muitos fizeram mesmo.

  11. Vasco diz:

    Ana,

    Não estava a gozar, o parágrafo é genial.

  12. Ana Matos Pires diz:

    Vasco,
    Agora sou eu quem agradece, obrigada.

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