O terrorismo começa a ser uma solução?

Ouvido na TSF: As quatro confederações patronais subscreveram um documento em que propõem que se acabe com o artigo da Constituição que proíbe o despedimento por motivos políticos e ideológicos.

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TERÇA | Nuno Ramos de Almeida
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28 respostas a O terrorismo começa a ser uma solução?

  1. A CAP, CIP, CCP e aConfederação do turismo não estão satisfeitas com o liberalismo laboral deste governo, querem mais facilidade para despedir.

    Despedir por motivos políticos/ideológicos não lembra ao diabo, mas lembra aos patrões, os novos Diabos!

  2. Eles comem tudo e não querem deixar nada!

  3. Luís Lavoura diz:

    O que é que o terrorismo soluciona, e como?

    (“terrorismo” = espalhar o terror entre a população através de ataques indiscriminados a civis)

  4. Rui Castro diz:

    É pena que o autor deste texto, que se afirma jornalista, não opte por confirmar o que é afirmado na notícia.

  5. Nuno Ramos de Almeida diz:

    Luís Lavora,
    Estava a gozar.

    Rui Castro,
    É pena que tu te afirmes um bipede racional e sejas só um bimbo.
    Eu disse que ouvi na TSF, deixei o link da TSF. Se quiseres vai desmentir a TSF. Eu não estou a fazer uma notícia própria, estou a comentar uma notícia de uma rádio.Percebeste?

  6. Rui Castro diz:

    NRA,
    O título é teu e a frase é tua, com link para uma notícia que, por si só, é uma vergonha. Enquanto jornalista, para mais com um pingo de decência, como, apesar de tudo, te considero, devias ser dos primeiros a denunciar este tipo de coisas. Só te ficava bem. Pena é que te resignes e te aproveites de algo que politicamente te interessa.

  7. Lino José diz:

    Realmente a Constituição dá vontade de rir. É do mais estalinista que há na europa.

    É evidente que esse artigo é ridiculo, anacrónico e não faz sentido absolutamente nenhum numa sociedade desenvolvida. A sua existência é caricata e bem reveladora do espírito com que esta Constituição foi feita. Se há coisa carregada de ideologia neste assunto é o próprio artigo.

    É tirar essa porcaria de lá para fora e mais nada.

    Constiuição mais estúpida !

  8. mamoides diz:

    É preciso os pobres(explorados)tratarem da saúde dos ricos(exploradores).Por falares em terrorismo,estiveram aqui os maiores terroristas do mundo!!!

  9. Nuno Ramos de Almeida diz:

    Rui Castro,
    Eu ouvi a notícia da TSF, li a notícia. Depois do teu desmentido, até fui ao teu blogue, e tentei ler o documento em questão, que tu linkas mal. Quando tiver lido o documento em questão, poderei confirmar ou desmentir a notícia. Entretanto, fiz como todos os tipos de um blog, comentei a notícia. Como sou jornalista, tive o cuidado de citar a fonte.
    Aquilo que eu escrevi é verdade: a TSF noticiou isso.

  10. joséjosé diz:

    Eu por acaso também ouvi pelos deputados da nação… E mais, até aprovo que os “chefes” destas confederações é que deveriam dar a cara e ser governo e não terem lá os seus empregaditos a serem pagos com o nosso dinheirito…

  11. Lino José diz:

    Um local de trabalho é para trabalhar não é para fazer politica. Se um trabalhador, no seu local de trabalho, em vez de trabalhar anda a fazer politica, o patrão tem toda a legitimidade, direito e até o dever de o despedir porque esse “trabalhador” anda a prejudicar a empresa e os colegas, sabe-se lá ao serviço de quem, mas imagina-se.

    O trabalhador pode ter as ideologias que quiser mas no local de trabalho tem de trabalhar porque é para isso que lhe pagam.

    Nem sequer faz sentido que alguém fale em despedimentos por questões ideológicas, quanto mais a Constituição, porque simplesmente não tem lógica.

    É uma coisa absolutamente absurda. Eu não percebo como é que um Estado que se quer moderno democrático e desenvolvido tenha uma Constituição com artigos absurdos como este.

    Isto vê-se mesmo que foi feito aí pela comunalhada, nos tempos do PREC, que queria meter bufos e lacaios do comité central em tudo o que fosse empresa e chafarica do estado para manipular as pessoas, e arranjaram este artigo para impedir as empresas de se livrarem desses parasitas.

  12. k7pirata diz:

    Cada vez mais na idade média. Lucro máximo é a razão desses senhores. Solidariedade é palavra que não consta nos dicionários. Precariedade é o lema deles.

  13. NP diz:

    o Rui Castro linka mal o documento? Essa é boa! Não gostaste do documento que estava lá linkado, é? Queres outro mais conveniente?

  14. Nuno Ramos de Almeida diz:

    NP,
    Quando tentei abrir o documento dava-me erro de ligação. É só isso que disse. Quando tiver 5 minutos terei muito prazer de ler o documento dos vossos amados patrões. Há só uma duvida que me assalta: você lê-os em sentido? Ou já o autorizam a ler sentado?

  15. NP diz:

    Dava erro de ligação? Insista, um pouco, o link está bem, posso assegurar. Já agora, não confunda “ler em sentido” com “ler tudo o que lá está escrito”. Eu sei que, para si, deve ser complicado, mas é um esforço que se deve impor a si próprio, a bem da verdade, ainda que em prejuízo do preconceito. Quanto aos amores de cada um de nós… os seus amados não devem ser mais recomendáveis do que os meus. Passar bem.

  16. Lino José diz:

    Ó Nuno Ramos de Almeida

    você não gosta de patrões mas olhe que se há emprego e criação de riqueza, agradeça a eles. Ou acha que se deve agradecer aos partidos da esquerda trauliteira ?

    Ou então, acabe-se com a iniciativa privada como sonha a comunalhada e é tudo empregado do Estado.

    Aí eu queria ver como era.

  17. António Figueira diz:

    “Trauliteira”, diz ele…

  18. A.Silva diz:

    Eu ouvi na SIC Notícias o patrão da CAP dizer que os trabalhadores se podem despedir por não concordar com a opção política do empresário,portanto os empresários deviam poder fazer o mesmo.A incomptencia no seu melhor.Claro que os locais de trabalho são para trabalhar,mas há as pausas,as horas das refeições,é normal que os trabalhadores conversem sobre aquilo que entenderem.Estes senhores devem ter ouvido a senhora do ministério da saúde referir-se aos locais apropriados,em casa,em casa dos amigos ou na esquina do café.

  19. Sérgio diz:

    Caro Lino José,
    A constitição é estalinista? Deveras? Olhe que se o seu patrão, caso o Estado siga o seu conselho e permitir despedimentos por razões ideológicas, for um comuna irritadiço ainda o põe na rua por considerá-lo um neoliberal desavergonhado! Beware with what you wish. You might get it.

    Já agora, despedir por se discordar da opinião do outro não é estalinismo?

    Cumprimentos,
    Sérgio.

  20. As confederações patronais querem aumentar os motivos para despedimento por justa causa. A Confederação do Comércio e Serviços de Portugal (CCP), a Confederação da Agricultura Portuguesa (CAP), a Confederação da Indústria Portuguesa (CIP) e a Confederação do Turismo Português, querem ver retirada da Constituição da República a norma que impede que um trabalhador seja despedido por razões políticas ou ideológicas. No mesmo comunicado referem que defendem a redução do direito à greve, entendendo que os trabalhadores jamais poderão fazer greve por razões que não derivem exclusivamente da sua relação laboral específica. Nesta leitura ficariam proibidas as Greves Gerais, por exemplo.
    Claro que a posição agora adoptada para as licitudes do despedimento tornariam na prática ilimitado o poder de despedir, podendo ser sempre ser alegado um dos factores subjectivos de que a empresa passaria a dispor. Neste âmbito enquadra-se a proposta de justa causa para despedimento a “perda de confiança”. Assim, sem mais, não explicando o que é isso da confiança. As empresas possuem já hoje instrumentos disciplinares que lhes permitem sancionar um trabalhador que roube, seja abstencionista ao trabalho, não cumpra as suas obrigações profissionais, etc… Agora a “perda de confiança”. Será que um empregador pode evocar esta razão para despedir um trabalhador que se recuse a aceitar condições mais desvantajosas do que aquelas que constem no seu contrato, alegando posteriormente “perda de confiança”? Não, não deixou de confiar por essa razão, apenas deixou de confiar!
    E porque não ser lícito despedir um trabalhador porque cheira mal dos pés? Afinal um empregador pode achar que um trabalhador assim, não merece a sua “confiança”. Afinal só o empregador pode preencher esse vago conceito de confiança.
    O Governo disse hoje que não está disposto a viabilizar essa pretensão, a menos que o trabalhador em causa conte anedotas sobre o Primeiro-ministro!

  21. Lino José diz:

    Sergio, você não está a perceber o que eu disse. O que eu disse foi que não faz qualquer sentido a existência desse artigo na Constituição, porque ninguém despede ninguém por ter uma qualquer ideologia.

    Esse artigo é datado foi feito numa altura em que o PCP buscava a ditadura do proletaridado para este país, tinha controleiros (como ainda tem) em tudo o que era empresa, para, isso sim, misturar politica e ideologia com trabalho, e portanto, o artigo foi criado para proteger essa gente.

    Não acha que se um trabalhador substituir o trabalho pela ideologia e pelo activismo politico, seja ele de que natureza fôr, no local de trabalho, tem de ser despedido, não devido à ideologia mas ao incumprimento das suas funções ?

  22. João diz:

    Este gajos são chatos…
    Mas se é par despedir por incumprimento das suas funções não é preciso mudar a constituição. Sejamos sérios. Qualquer funcionário que não cumpra as suas funções é facilmente despedido actualmente. O que se pretende é muito mais do que isso. o que se pretende é que um funcionário cumpridor e competente (e que portanto não pode ser despedido) o possa ser porque é exigente, porque consegue unir os trabalhadores da empresa, porque é reenvindicativo…o resto é conversa. mas já hoje se insinua em muitas empresas isto mesmo…

  23. Lino José diz:

    João

    desculpe lá. Se um ou mais trabalhadores não estão satisfeitos com as condições salariais ou outras que a empresa oferece, têm uma saída simples : despedirem-se e irem para outra.

    Eu crio uma empresa, faço as minhas contas, e chego à conclusão que posso criar x postos de trabalho, e que posso oferecer determinadas condições a cada um desses trabalhadores.

    Faço a minha oferta e eles ou aceitam ou não.

    Se entretanto, eles não estiverem satisfeitos, e começarem por acções ditas de luta que prejudicam a empresa, nem eu os posso substituir por outros, nem os posso aumentar, e se calhar, podendo, também não quero, e a empresa vai-se abaixo.

    Não tem pés nem cabeça !

  24. Sérgio diz:

    Caro Lino José,

    Como se diz algures no comentário do João, o despedimento por justa causa já comporta o incumprimento das suas funções. E não há ninguém no seu perfeito juízo que seja contra isso. O que me parece que se propõe é mais gravoso: impedir certas ideias pelo seu castigo no trabalho, o que é empobrecedor de uma sociedade livre. Admito que exista quem confunde o lugar de trabalho com uma permanente militância mas, convenhamos, as empresas não bloqueiam por causa disso (essas práticas,estatiscamente, seriam irrelevantes). Convenhamos que não há notícias de luddismo em Portugal. Como tal, a intenção destas afirmações devem ser outras que penso subsumirem-se numa flexi(nsegurança).
    Como sou social-democrata, o puro laissez-faire não me convence e julgo que as sociedades mais avançadas são aquelas que reconhecem que a famigerada «mão» não é assim tão invisível.

    Cumprimentos,
    Sérgio.

  25. João diz:

    O Sr Lino deve montar uma empresa em marrocos ou assim…
    e deve também explicar-me como é que se arranja dinheiro para montar empresas…
    e devo explicar-lhe que se uma empresa dá lucro isso é à conta da gestão do patrão mas também (e muito) à conta do trabalho dos seus trabalhadores…
    mas esses devem contentar-se em ficar com as migalhas e dar graças a Deus…
    e se não estiverem satisfeitos… que vão para a miséria… porque o esforçado do patrão não deve dar-lhes mais que umas migalhas…
    estes raciocinis, muito em moda, e que o Sr Lino subscreve assentam em que ideologia?
    que partido sufragou eleitoralmente estas ideias???
    a escravatura ainda não chegou à constituição…julgo eu…

  26. Lino José diz:

    João

    eu sou empregado, ganho o que foi acordado entre mim e a empresa. Ela ofereceu-me x e eu pedi y. No fim chegámos a um acordo. Se não chegássemos eu ia procurar outra coisa.

    Ninguém se deve contentar com migalhas. Quem acha que ganha migalhas, vai ter com o patrão e faz-lhe ver isso. Se o patrão não concordar (e nada o obriga) o empregado só tem uma coisa a fazer : procurar outro patrão… ou trabalhar por conta própria.

    Você não compare o nível de responsabilidade de um empresário com o de um empregado, não compare o número de horas que cada um trabalha, não compare as preocupações de um e de outro.

    Por isso é que, de acordo com um estudo recente, a grande maioria dos portugueses que se meteu no empreendedorismo, desistiu passado pouco tempo e tratou de ir à procura de emprego.

    Você é que fala em escravatura não fui eu.

    Faça assim, tente ser empresário por uns tempos, com pouco dinheiro, porque é essa a situação da grande maioria dos empresários portugueses. Depois, venha falar acerca de legislação laboral, de sindicatos, de competição e de competividade, de carga fiscal, etc… mas com conhecimento de causa.

  27. João diz:

    Não fale do que não sabe nem como se me conhecesse.
    Ser empresário é muito diferente de ser patrão…
    o que nos faltam é bons lideres, bons empresários… e não patrões… patrões temos nós em excesso.

    quanto ao resto a evolução do seu discurso é notória….

  28. Luís Lavoura diz:

    O Nuno estava a gozar com o terrorismo? Que coisa tão estranha. Terrorismo é matar civis a esmo. É uma coisa muito feia. Não é motivo de gozo.

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