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	<title>Comentários em: Não foi assim</title>
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	<description>cinco dias, cinco pessoas</description>
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		<title>Por: ANTICACHIM</title>
		<link>http://5dias.net/2007/07/10/nao-foi-assim/comment-page-3/#comment-71474</link>
		<dc:creator>ANTICACHIM</dc:creator>
		<pubDate>Tue, 21 Oct 2008 14:08:41 +0000</pubDate>
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		<description>Ou seja, o asno do visconde sempre  foi um ladrão ate na ajuda ..</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Ou seja, o asno do visconde sempre  foi um ladrão ate na ajuda ..</p>
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		<title>Por: Pedro Neto</title>
		<link>http://5dias.net/2007/07/10/nao-foi-assim/comment-page-3/#comment-12808</link>
		<dc:creator>Pedro Neto</dc:creator>
		<pubDate>Tue, 04 Sep 2007 16:08:14 +0000</pubDate>
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		<description>O ataque às supostas imprecisões são apenas uma tentativa de &quot;tapar o sol com a peneira&quot;. Importante é perceber a mensagem do livro, essa é aterradora. Não gostava da Zita, passei a respeitá-la imenso depois de ler este livro interessantíssimo.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>O ataque às supostas imprecisões são apenas uma tentativa de &#8220;tapar o sol com a peneira&#8221;. Importante é perceber a mensagem do livro, essa é aterradora. Não gostava da Zita, passei a respeitá-la imenso depois de ler este livro interessantíssimo.</p>
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		<title>Por: Nuno Ramos de Almeida</title>
		<link>http://5dias.net/2007/07/10/nao-foi-assim/comment-page-3/#comment-12356</link>
		<dc:creator>Nuno Ramos de Almeida</dc:creator>
		<pubDate>Thu, 30 Aug 2007 15:11:40 +0000</pubDate>
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		<description>Fernando Dias, Se tivesse lido o livro com atenção, teria reparado que a Zita Seabra afirma que Pedro Ramos de Almeida abandonou ARGEL no quadro de um ACORDO COM O REGIME FASCISTA. O que é substancialmente diferente de abandonar a clandestinidade e ser expulso do PCP.
As memórias da Zita Seabra não se medem pela sua apreciação e admiração por uma pessoa com o percurso político da autora, mas pelas verdades ou mentiras que contam. E o livro está pejado de imprecisões convenientes mentiras descaradas e afirmações burras para fazer ajustes de contas.
Ou você acha que, por exemplo, Raimundo Narciso não ia ler a passagem em que a autora garante que ele lhe invadiu a casa, provavelmente acompanhado do pato donald e do rato Mickei?</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Fernando Dias, Se tivesse lido o livro com atenção, teria reparado que a Zita Seabra afirma que Pedro Ramos de Almeida abandonou ARGEL no quadro de um ACORDO COM O REGIME FASCISTA. O que é substancialmente diferente de abandonar a clandestinidade e ser expulso do PCP.<br />
As memórias da Zita Seabra não se medem pela sua apreciação e admiração por uma pessoa com o percurso político da autora, mas pelas verdades ou mentiras que contam. E o livro está pejado de imprecisões convenientes mentiras descaradas e afirmações burras para fazer ajustes de contas.<br />
Ou você acha que, por exemplo, Raimundo Narciso não ia ler a passagem em que a autora garante que ele lhe invadiu a casa, provavelmente acompanhado do pato donald e do rato Mickei?</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: Fernando Dias</title>
		<link>http://5dias.net/2007/07/10/nao-foi-assim/comment-page-3/#comment-12353</link>
		<dc:creator>Fernando Dias</dc:creator>
		<pubDate>Thu, 30 Aug 2007 14:32:36 +0000</pubDate>
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		<description>Pois eu também detestava a Zita, incomodava-me acima de tudo a falta de coerência demonstrada.

Hoje e após ter lido o livro, tenho de dizer que mudei de opinião, respeito-a, não é fácil fazer o que ela fez dedicando a vida a uma causa em que acreditava e, que como todos nós sabemos se veio a mostrar profundamente errada, Zita teve a coragem de mudar e afirmar agora porque o fez, pode ser criticada por isso, muitos acharão melhor que mesmo sabendo-o errado Zita continuasse a afirmar a sua crença no comunismo, penso que não e elogio-a por tal.

Quanto ao caso aqui descrito pelo autor do blogue, aparte algumas imprecisões naturais que existem mesmo em histórias que contamos no nosso dia-a-dia, não vejo que existam grandes imprecisões por parte de Zita, Pedro Ramos de Almeida, deixou ou não a clandestinidade? DEIXOU! Pedro Ramos de Almeida, foi ou não expulso do PCP? FOI! Então onde estão as falsidades?</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Pois eu também detestava a Zita, incomodava-me acima de tudo a falta de coerência demonstrada.</p>
<p>Hoje e após ter lido o livro, tenho de dizer que mudei de opinião, respeito-a, não é fácil fazer o que ela fez dedicando a vida a uma causa em que acreditava e, que como todos nós sabemos se veio a mostrar profundamente errada, Zita teve a coragem de mudar e afirmar agora porque o fez, pode ser criticada por isso, muitos acharão melhor que mesmo sabendo-o errado Zita continuasse a afirmar a sua crença no comunismo, penso que não e elogio-a por tal.</p>
<p>Quanto ao caso aqui descrito pelo autor do blogue, aparte algumas imprecisões naturais que existem mesmo em histórias que contamos no nosso dia-a-dia, não vejo que existam grandes imprecisões por parte de Zita, Pedro Ramos de Almeida, deixou ou não a clandestinidade? DEIXOU! Pedro Ramos de Almeida, foi ou não expulso do PCP? FOI! Então onde estão as falsidades?</p>
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	</item>
	<item>
		<title>Por: Sérgio</title>
		<link>http://5dias.net/2007/07/10/nao-foi-assim/comment-page-3/#comment-10771</link>
		<dc:creator>Sérgio</dc:creator>
		<pubDate>Mon, 13 Aug 2007 17:54:23 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://5dias.net/2007/07/10/nao-foi-assim/#comment-10771</guid>
		<description>para o Lidador:

&quot;Estas mentes prodigiosas, capazes de encornar o Manifesto Comunista de cor e salteado, ainda não entenderam, apesar de toda a informação disponível, que a alternativa à democracia liberal e à economia de mercado, não é o regresso ao passado para rebobinar os Amanhãs que Cantavam (mas que acabaram todos a chorar num registo de infinita miséria imposta à porrada por plutocratas autoritários e corruptos), mas sim mais democracia, mais liberalismo e mais mercado.&quot;

com um disparate destes já mostrou de onde vem.

em relação a este disparate:

&quot;Porque as sociedades liberais não são selvagens. Pelo contrário são os únicos estados de direito, os únicos onde a economia está enquadrada por severos princípios jurídicos e com aplicação efectiva.&quot;

apenas lhe pergunto onde vive?

e finalmente, a piece de résistance:

&quot;Uma das mais contumazes manifestações da estupidez , é a vitalidade com que muita gente, por esse mundo fora, sai para a rua, berrar contra o capitalismo e o “neoliberalismo”, que vai destruir o planeta, empobrecer as pessoas, criar “desigualdades e, quiçá, implantar uma “Nova Ordem” bushista, sionista e sabe-se lá que outras maldades.
Claro que o facto de ter sido exactamente o comunismo quem esteve mais perto destes apocalípticos desideratos, não inibe os pinotes e as indignações dos cromos de barriga cheia a quem nunca foi dada a oportunidade de fazerem curas de emagrecimento nos paraísos dos amanhãs que cantavam.&quot;

dê-lhe tempo, meu amigo, dê-lhe tempo...

não sou comunista, longe disso, mas não posso deixar de ver todos estes neoliberais como pessoas más. o capitalismo continua a politica de aniquilação da humana já iniicado pelo dito comunismo.

si monumentum requires, circunspice</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>para o Lidador:</p>
<p>&#8220;Estas mentes prodigiosas, capazes de encornar o Manifesto Comunista de cor e salteado, ainda não entenderam, apesar de toda a informação disponível, que a alternativa à democracia liberal e à economia de mercado, não é o regresso ao passado para rebobinar os Amanhãs que Cantavam (mas que acabaram todos a chorar num registo de infinita miséria imposta à porrada por plutocratas autoritários e corruptos), mas sim mais democracia, mais liberalismo e mais mercado.&#8221;</p>
<p>com um disparate destes já mostrou de onde vem.</p>
<p>em relação a este disparate:</p>
<p>&#8220;Porque as sociedades liberais não são selvagens. Pelo contrário são os únicos estados de direito, os únicos onde a economia está enquadrada por severos princípios jurídicos e com aplicação efectiva.&#8221;</p>
<p>apenas lhe pergunto onde vive?</p>
<p>e finalmente, a piece de résistance:</p>
<p>&#8220;Uma das mais contumazes manifestações da estupidez , é a vitalidade com que muita gente, por esse mundo fora, sai para a rua, berrar contra o capitalismo e o “neoliberalismo”, que vai destruir o planeta, empobrecer as pessoas, criar “desigualdades e, quiçá, implantar uma “Nova Ordem” bushista, sionista e sabe-se lá que outras maldades.<br />
Claro que o facto de ter sido exactamente o comunismo quem esteve mais perto destes apocalípticos desideratos, não inibe os pinotes e as indignações dos cromos de barriga cheia a quem nunca foi dada a oportunidade de fazerem curas de emagrecimento nos paraísos dos amanhãs que cantavam.&#8221;</p>
<p>dê-lhe tempo, meu amigo, dê-lhe tempo&#8230;</p>
<p>não sou comunista, longe disso, mas não posso deixar de ver todos estes neoliberais como pessoas más. o capitalismo continua a politica de aniquilação da humana já iniicado pelo dito comunismo.</p>
<p>si monumentum requires, circunspice</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: ricardo</title>
		<link>http://5dias.net/2007/07/10/nao-foi-assim/comment-page-3/#comment-10767</link>
		<dc:creator>ricardo</dc:creator>
		<pubDate>Mon, 13 Aug 2007 15:58:54 +0000</pubDate>
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		<description>Pois... é verdade, esta criatura vive com um terrivel zunido nos ouvidos que a lembram diariamente aquilo que vale na realidade. 
Mas, caramba, o Amilcar é mesmo guineense. Ali nasceu e ali está enterrado. De origem cabo-verdiana, mas guineense nascido.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Pois&#8230; é verdade, esta criatura vive com um terrivel zunido nos ouvidos que a lembram diariamente aquilo que vale na realidade.<br />
Mas, caramba, o Amilcar é mesmo guineense. Ali nasceu e ali está enterrado. De origem cabo-verdiana, mas guineense nascido.</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: Nuno Martins</title>
		<link>http://5dias.net/2007/07/10/nao-foi-assim/comment-page-3/#comment-10752</link>
		<dc:creator>Nuno Martins</dc:creator>
		<pubDate>Mon, 13 Aug 2007 09:01:21 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://5dias.net/2007/07/10/nao-foi-assim/#comment-10752</guid>
		<description>Algumas coisas verdadeiramente surpreendentes (ou somente confirmações, conforme encaremos a garrafa...) do post de NRA:
1 - a impossibilidade de se fazer em Portugal história verdadeiramente contemporânea sem que se acendam imediatamente as fogueiras (dos casos recentes lembro-me da biografia de Mª Filomena Mónica, &quot;Conquistadores de Almas&quot; de Pinto de Sá, a revisitação de Salazar, a obra de Zita Seabra, etc...)
2 - a impossibilidade de se falar de uma forma crítica do passado do PCP sem se acenderem imediatamente as fogueiras (aqui o nome de Pacheco Pereira é transversal...)
3 - a confirmação de que, num país que só recentemente atingiu os 10 milhões de habitantes, ao falarmos de alguém estamos sempre a falar no pai de alguém, ou no irmão de alguiém, ou no tio-avó de alguém. Zita Seabra teve azar: foi logo mencionar o pai de NRA...
4 - Mas o que mais verdadeiramente surpreende é que, mesmo aqueles que foram tratados abaixo de cão pelo &quot;Partido&quot;, estejam sempre dispostos a salvarem a face do mesmo, sobretudo quando a dita não parece já ter salvação possível.

Disclaimer: acredito que Nuno Ramos de Almeida tenha sérias objecções contra o &quot;Partido&quot;; que duvide, parcialmente, de quão democrático é o &quot;Partido&quot;; que tenhas as suas fundadas dúvidas sobre o papel do &quot;Partido&quot; na instabilidade vivida em Portugal durante o Verão Quente. Em resumo, acredito que NRA tem o perfil adequado para daqui a uns anos surgir num elenco governativo PS-Floco de Esquerda (ora, se até o pai pertenceu ao partido...)</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Algumas coisas verdadeiramente surpreendentes (ou somente confirmações, conforme encaremos a garrafa&#8230;) do post de NRA:<br />
1 &#8211; a impossibilidade de se fazer em Portugal história verdadeiramente contemporânea sem que se acendam imediatamente as fogueiras (dos casos recentes lembro-me da biografia de Mª Filomena Mónica, &#8220;Conquistadores de Almas&#8221; de Pinto de Sá, a revisitação de Salazar, a obra de Zita Seabra, etc&#8230;)<br />
2 &#8211; a impossibilidade de se falar de uma forma crítica do passado do PCP sem se acenderem imediatamente as fogueiras (aqui o nome de Pacheco Pereira é transversal&#8230;)<br />
3 &#8211; a confirmação de que, num país que só recentemente atingiu os 10 milhões de habitantes, ao falarmos de alguém estamos sempre a falar no pai de alguém, ou no irmão de alguiém, ou no tio-avó de alguém. Zita Seabra teve azar: foi logo mencionar o pai de NRA&#8230;<br />
4 &#8211; Mas o que mais verdadeiramente surpreende é que, mesmo aqueles que foram tratados abaixo de cão pelo &#8220;Partido&#8221;, estejam sempre dispostos a salvarem a face do mesmo, sobretudo quando a dita não parece já ter salvação possível.</p>
<p>Disclaimer: acredito que Nuno Ramos de Almeida tenha sérias objecções contra o &#8220;Partido&#8221;; que duvide, parcialmente, de quão democrático é o &#8220;Partido&#8221;; que tenhas as suas fundadas dúvidas sobre o papel do &#8220;Partido&#8221; na instabilidade vivida em Portugal durante o Verão Quente. Em resumo, acredito que NRA tem o perfil adequado para daqui a uns anos surgir num elenco governativo PS-Floco de Esquerda (ora, se até o pai pertenceu ao partido&#8230;)</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: blogue atlântico &#187; Blog Archive &#187; É assim</title>
		<link>http://5dias.net/2007/07/10/nao-foi-assim/comment-page-3/#comment-10739</link>
		<dc:creator>blogue atlântico &#187; Blog Archive &#187; É assim</dc:creator>
		<pubDate>Mon, 13 Aug 2007 01:10:09 +0000</pubDate>
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		<description>[...] férias de rajada o livro de Zita Seabra - e recomendo. Apesar das polémicas que já descobri por aí na blogosfera - e este linque refere-se a uma polémica a que sou especialmente sensível, por [...]</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>[...] férias de rajada o livro de Zita Seabra &#8211; e recomendo. Apesar das polémicas que já descobri por aí na blogosfera &#8211; e este linque refere-se a uma polémica a que sou especialmente sensível, por [...]</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: SL</title>
		<link>http://5dias.net/2007/07/10/nao-foi-assim/comment-page-2/#comment-10668</link>
		<dc:creator>SL</dc:creator>
		<pubDate>Sat, 11 Aug 2007 21:16:20 +0000</pubDate>
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		<description>Sempre entendi que as pessoas mudassem de opinião, já diz o velho ditado sobre a mudança de opinião do burro... Mas há aquelas razões/opiniões fulcrais e de base que acho muito difícil mudar. Um delas é a do aborto. Acho que uma pessoa que tenha como opinião que a mulher tem o direito de interromper a gravidez (por diversos motivos, e claro dentro de alguns parâmetros... que não vou discutir agora porque também não vem para o caso), passadas várias discussões e alguns anos mude de opinião.
Interessante foi ver o que encontrei na famosa WIKIPEDIA. Podem muitas vezes suspeitar das fontes e material deste site, mas se tivesse alguma mentira, a dita senhora já a teria corrigido. Sim, porque esta senhora tem direito a estar na WIKIPEDIA!
Pelos vistos ela até era empenhada neta questão do aborto que, relacionando-a com o PCP, só poderia ser a favor da interrupção voluntária da gravidez, e que, actualmente no PSD, a coisa mude de figura…
Mas parece que estes camaleões estão a habituar o país a um perfeito descrédito nos políticos…

&quot;Zita Seabra
Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
(Redirecionado de Zita Maria de Seabra Roseiro)
Ir para: navegação, pesquisa
Zita Seabra é uma política portuguesa nascida em 1949.

Aderiu ao Partido Comunista Português em 1966 e passou à clandestinidade em 1967, antes mesmo de cumprir dezoito anos, tendo sido &quot;controleira&quot; da UEC (União de Estudantes Comunistas) antes e depois do 25 de Abril de 1974. Deputada à Assembleia da República entre 1980 e 1987, pelos círculos de Lisboa e de Aveiro, foi eleita para a Comissão Política do Comité Central do PCP em 1983, no X Congresso do Partido. Em 1982, tinha sido a responsável pela apresentação no parlamento de legislação sobre o aborto, para além de destacada pelo PCP para a criação do Partido Ecologista &quot;Os Verdes&quot;.

(…).&quot;</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Sempre entendi que as pessoas mudassem de opinião, já diz o velho ditado sobre a mudança de opinião do burro&#8230; Mas há aquelas razões/opiniões fulcrais e de base que acho muito difícil mudar. Um delas é a do aborto. Acho que uma pessoa que tenha como opinião que a mulher tem o direito de interromper a gravidez (por diversos motivos, e claro dentro de alguns parâmetros&#8230; que não vou discutir agora porque também não vem para o caso), passadas várias discussões e alguns anos mude de opinião.<br />
Interessante foi ver o que encontrei na famosa WIKIPEDIA. Podem muitas vezes suspeitar das fontes e material deste site, mas se tivesse alguma mentira, a dita senhora já a teria corrigido. Sim, porque esta senhora tem direito a estar na WIKIPEDIA!<br />
Pelos vistos ela até era empenhada neta questão do aborto que, relacionando-a com o PCP, só poderia ser a favor da interrupção voluntária da gravidez, e que, actualmente no PSD, a coisa mude de figura…<br />
Mas parece que estes camaleões estão a habituar o país a um perfeito descrédito nos políticos…</p>
<p>&#8220;Zita Seabra<br />
Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.<br />
(Redirecionado de Zita Maria de Seabra Roseiro)<br />
Ir para: navegação, pesquisa<br />
Zita Seabra é uma política portuguesa nascida em 1949.</p>
<p>Aderiu ao Partido Comunista Português em 1966 e passou à clandestinidade em 1967, antes mesmo de cumprir dezoito anos, tendo sido &#8220;controleira&#8221; da UEC (União de Estudantes Comunistas) antes e depois do 25 de Abril de 1974. Deputada à Assembleia da República entre 1980 e 1987, pelos círculos de Lisboa e de Aveiro, foi eleita para a Comissão Política do Comité Central do PCP em 1983, no X Congresso do Partido. Em 1982, tinha sido a responsável pela apresentação no parlamento de legislação sobre o aborto, para além de destacada pelo PCP para a criação do Partido Ecologista &#8220;Os Verdes&#8221;.</p>
<p>(…).&#8221;</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: Cláudia</title>
		<link>http://5dias.net/2007/07/10/nao-foi-assim/comment-page-2/#comment-10387</link>
		<dc:creator>Cláudia</dc:creator>
		<pubDate>Tue, 07 Aug 2007 19:45:26 +0000</pubDate>
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		<description>Antes de mais tenho a dizer que adorei o texto. 
Essa mulher apercebeu-se que no PCP não se ganha dinheirinho como nos partidos de direita e &#039;converteu.se&#039; ao capitalismo.

Peço desculpa, mas utilizei o seu texto no meu blog. 
Com a indicação da fonte é claro.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Antes de mais tenho a dizer que adorei o texto.<br />
Essa mulher apercebeu-se que no PCP não se ganha dinheirinho como nos partidos de direita e &#8216;converteu.se&#8217; ao capitalismo.</p>
<p>Peço desculpa, mas utilizei o seu texto no meu blog.<br />
Com a indicação da fonte é claro.</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: jsilva</title>
		<link>http://5dias.net/2007/07/10/nao-foi-assim/comment-page-2/#comment-10125</link>
		<dc:creator>jsilva</dc:creator>
		<pubDate>Fri, 03 Aug 2007 14:19:30 +0000</pubDate>
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		<description>Esta estória faz-me lembrar a Carolina Salgado:

- quando de um lado da barreira, era azul bestial para uns e azul besta para outros;

- passou-se e agora  é ídolo encarnado para os donos da bestas e puta desavergonhada para os outros.

Qual será o seu partido afinal?</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Esta estória faz-me lembrar a Carolina Salgado:</p>
<p>- quando de um lado da barreira, era azul bestial para uns e azul besta para outros;</p>
<p>- passou-se e agora  é ídolo encarnado para os donos da bestas e puta desavergonhada para os outros.</p>
<p>Qual será o seu partido afinal?</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: José Arruda</title>
		<link>http://5dias.net/2007/07/10/nao-foi-assim/comment-page-2/#comment-9515</link>
		<dc:creator>José Arruda</dc:creator>
		<pubDate>Wed, 25 Jul 2007 20:01:35 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://5dias.net/2007/07/10/nao-foi-assim/#comment-9515</guid>
		<description>O lidador é rico

O lidador tem segurança e flexibilidade quando pega vacas em cascais

O lidador é pico

O lidador viu muitos macgivers e muitos chuck norris por isso sabe do que fala

O lidador não sabe quem é o gagarin porque o gagarin não ganhou nenhuma regata

As tias do lidador não sabem que o lidador é um possidónio porque não sabem o que é um possidónio 

possidónio &#124; s. m. &#124; adj. 
 
possidónio

de Possidónio, n. pr.
s. m., 
designação dada ao político provinciano e ingénuo que via a salvação da Pátria no corte radical de todas as despesas públicas;
adj., 
pretensioso;
vulgar;
convencional.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>O lidador é rico</p>
<p>O lidador tem segurança e flexibilidade quando pega vacas em cascais</p>
<p>O lidador é pico</p>
<p>O lidador viu muitos macgivers e muitos chuck norris por isso sabe do que fala</p>
<p>O lidador não sabe quem é o gagarin porque o gagarin não ganhou nenhuma regata</p>
<p>As tias do lidador não sabem que o lidador é um possidónio porque não sabem o que é um possidónio </p>
<p>possidónio | s. m. | adj. </p>
<p>possidónio</p>
<p>de Possidónio, n. pr.<br />
s. m.,<br />
designação dada ao político provinciano e ingénuo que via a salvação da Pátria no corte radical de todas as despesas públicas;<br />
adj.,<br />
pretensioso;<br />
vulgar;<br />
convencional.</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: José Manuel Jara</title>
		<link>http://5dias.net/2007/07/10/nao-foi-assim/comment-page-2/#comment-9512</link>
		<dc:creator>José Manuel Jara</dc:creator>
		<pubDate>Wed, 25 Jul 2007 19:43:22 +0000</pubDate>
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		<description>A Zita que se cuide, pois amanhã irá ter de se ver ao espelho do Avante!,e vai ver o seu carão à luz do marxismo-leninismo. Convite para lerem o artigo:   &quot;A rota da Grande Dissidente&quot; Avante!, 26 de Julho. O título é inspirado no Sr. Tunes, o maior dissidente a seguir à Zita....</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>A Zita que se cuide, pois amanhã irá ter de se ver ao espelho do Avante!,e vai ver o seu carão à luz do marxismo-leninismo. Convite para lerem o artigo:   &#8220;A rota da Grande Dissidente&#8221; Avante!, 26 de Julho. O título é inspirado no Sr. Tunes, o maior dissidente a seguir à Zita&#8230;.</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: Lino Soeiro</title>
		<link>http://5dias.net/2007/07/10/nao-foi-assim/comment-page-2/#comment-9511</link>
		<dc:creator>Lino Soeiro</dc:creator>
		<pubDate>Wed, 25 Jul 2007 19:23:34 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://5dias.net/2007/07/10/nao-foi-assim/#comment-9511</guid>
		<description>O Lidador e os outros lidadores, falam, mas vozes de Burro não Chegam ao Céu. E como Sabem tudo então o melhor é irem para o Céu. O Vosso anti-comunismo é primário e não percebem nada de História fazem analises fora do contexto Histórico e nem sequer admitem as ideias, mas os Capitalistas mais inteligentes que vós foram beber às obras de Marx e Engels. Só mais uma coisa se não fosse muitos daqueles que vocês abnegam hoje não estaríamos aqui a escrever livremente  e vocês a ofenderem quem não está de acordo com as vossas palavras. Vocês até sabem do que aqueles que como eu foram torturados só por terem ideias diferentes. Para vocês torturados não, nunca, isso não existiu, como dizia o PIDE só levaram os tabefes.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>O Lidador e os outros lidadores, falam, mas vozes de Burro não Chegam ao Céu. E como Sabem tudo então o melhor é irem para o Céu. O Vosso anti-comunismo é primário e não percebem nada de História fazem analises fora do contexto Histórico e nem sequer admitem as ideias, mas os Capitalistas mais inteligentes que vós foram beber às obras de Marx e Engels. Só mais uma coisa se não fosse muitos daqueles que vocês abnegam hoje não estaríamos aqui a escrever livremente  e vocês a ofenderem quem não está de acordo com as vossas palavras. Vocês até sabem do que aqueles que como eu foram torturados só por terem ideias diferentes. Para vocês torturados não, nunca, isso não existiu, como dizia o PIDE só levaram os tabefes.</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: carmo da rosa</title>
		<link>http://5dias.net/2007/07/10/nao-foi-assim/comment-page-2/#comment-9303</link>
		<dc:creator>carmo da rosa</dc:creator>
		<pubDate>Mon, 23 Jul 2007 00:19:12 +0000</pubDate>
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		<description>Lidador diz a 13 de Julho:
&#039;Que diabo, se 50 fantásticos automóveis “socialistas”, os melhores do mundo, entram numa corrida, pilotados por diferentes pilotos, nem todos incompetentes, frustrados ou mal intencionados, em competição directa com desprezíveis carros capitalistas e outras carroças de modelos vários e, lançada a corrida, TODOS se atrasam, despistam ou desistem, qual a explicação lógica? O carro ou os pilotos?&#039;

O  mais genial ataque ao comunismo que jamais pude ler! Precisamente pela sua facilidade de compreensão, pela sua simplicidade…

Lidador, 
ELES não sabem o que dizem, mas bem-aventurados os pobres de espírito porque é deles o Reino dos Céus - a ditadura do proletariado…
Só que até nisto andam enganados, coitados! A ditadura do proletariado não se encontra na China, na Coreia do Norte ou em Cuba, como eles julgam, mas bem mais perto, nas sociedades liberais e capitalistas que nos rodeiam e de que eles também fazem parte sem se darem conta das vantagens. Minto, creio que lá muito no fundo do coração, eles preferem ficar por cá, atulados até ao pescoço de capitalismo e liberalismo, a emigrar para um paraíso socialista.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Lidador diz a 13 de Julho:<br />
&#8216;Que diabo, se 50 fantásticos automóveis “socialistas”, os melhores do mundo, entram numa corrida, pilotados por diferentes pilotos, nem todos incompetentes, frustrados ou mal intencionados, em competição directa com desprezíveis carros capitalistas e outras carroças de modelos vários e, lançada a corrida, TODOS se atrasam, despistam ou desistem, qual a explicação lógica? O carro ou os pilotos?&#8217;</p>
<p>O  mais genial ataque ao comunismo que jamais pude ler! Precisamente pela sua facilidade de compreensão, pela sua simplicidade…</p>
<p>Lidador,<br />
ELES não sabem o que dizem, mas bem-aventurados os pobres de espírito porque é deles o Reino dos Céus &#8211; a ditadura do proletariado…<br />
Só que até nisto andam enganados, coitados! A ditadura do proletariado não se encontra na China, na Coreia do Norte ou em Cuba, como eles julgam, mas bem mais perto, nas sociedades liberais e capitalistas que nos rodeiam e de que eles também fazem parte sem se darem conta das vantagens. Minto, creio que lá muito no fundo do coração, eles preferem ficar por cá, atulados até ao pescoço de capitalismo e liberalismo, a emigrar para um paraíso socialista.</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: Vladimir</title>
		<link>http://5dias.net/2007/07/10/nao-foi-assim/comment-page-2/#comment-9277</link>
		<dc:creator>Vladimir</dc:creator>
		<pubDate>Sun, 22 Jul 2007 15:08:57 +0000</pubDate>
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		<description>Caro r.m. o eco do seu silencio é ensurdecedor.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Caro r.m. o eco do seu silencio é ensurdecedor.</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: Manuel Rialto</title>
		<link>http://5dias.net/2007/07/10/nao-foi-assim/comment-page-2/#comment-9055</link>
		<dc:creator>Manuel Rialto</dc:creator>
		<pubDate>Thu, 19 Jul 2007 21:41:25 +0000</pubDate>
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		<description>Extraordinário é o facto de o livro certamente medíocre,  de Zita Seabra suscitar comentários tão apaixonados e apesar de tudo com fundamento de um lado e de outro. Jornalista, pude in loco, testemunhar o comportamento de comunistas ( que devia ser exemplar por motivos óbvios e não foi) socialistas liberais e até salazaristas. Todos, ao fim e ao cabo embalados na ideia, muito pouco séria, a qual previa que o novo regime nascente viria a ser uma árvore das patacas para quem deu o corpo e a alma, na luta contra o fascismo ou a favor dele. E assim se cumpriu !!!! Hoje temos os salazaristas que fizeram fortuna e os outros ( comunistas esquerdistas e socialistas de todas as cores )  igualmente enriquecidos pela democracia e pelo kapital ,  do FMI à UE, passando pelas várias doações de Leste e Oeste. Um orgíaco teatro em que esta gente, apostou e ganhou .</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Extraordinário é o facto de o livro certamente medíocre,  de Zita Seabra suscitar comentários tão apaixonados e apesar de tudo com fundamento de um lado e de outro. Jornalista, pude in loco, testemunhar o comportamento de comunistas ( que devia ser exemplar por motivos óbvios e não foi) socialistas liberais e até salazaristas. Todos, ao fim e ao cabo embalados na ideia, muito pouco séria, a qual previa que o novo regime nascente viria a ser uma árvore das patacas para quem deu o corpo e a alma, na luta contra o fascismo ou a favor dele. E assim se cumpriu !!!! Hoje temos os salazaristas que fizeram fortuna e os outros ( comunistas esquerdistas e socialistas de todas as cores )  igualmente enriquecidos pela democracia e pelo kapital ,  do FMI à UE, passando pelas várias doações de Leste e Oeste. Um orgíaco teatro em que esta gente, apostou e ganhou .</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: António Ferrão</title>
		<link>http://5dias.net/2007/07/10/nao-foi-assim/comment-page-2/#comment-9033</link>
		<dc:creator>António Ferrão</dc:creator>
		<pubDate>Thu, 19 Jul 2007 15:28:13 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://5dias.net/2007/07/10/nao-foi-assim/#comment-9033</guid>
		<description>Se Zita Seabra não explica que o vencimento como quadro profissional do Partido Comunista Português é inferior à pensão de reforma como deputada (do PCP) após três legislaturas, &lt;em&gt;todo o livro se torna incompreensível&lt;/em&gt;; não porque ache que ela não tenha o direito de optar por uma vida mais folgada, mas porque todo o estatuto de honestidade intelectual de que se quer revestir fica maculado pelo supressão dessa informação. Tenho o direito, como leitor, a avaliar em patamares diferentes aqueles que se prestam a sacrifícios pessoais quando se dispõem a defender ideias sociais, daqueles que não estão dispostos a isso.
Não advogo que alguém seja obrigado ao que não quer. Mas se toda a sua permanência no PCP foi para Zita Seabra - objectivamente - apenas a rampa para a sua emancipação económica, ficava-lhe bem reconhecê-lo. Até a ocasião para a sua saída poderá ser mais facilmente entendida a esta luz que pelo eventual choque da  queda do poder soviético.
Tenho hesitado em comprar o livro apenas para confirmar esta informação.
Para qualquer partido, a entrada de Zita Seabra só pode ser vista como ganho na medida em que se preste e reforçar as suas campanhas contra o PCP. E assim, curiosamente, até mesmo estando fora, é o PCP a única &lt;em&gt;coisa&lt;/em&gt; que Zita tem para vender. O que não abona muito a favor do partido hospedeiro, cujo brilho deveria ser próprio.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Se Zita Seabra não explica que o vencimento como quadro profissional do Partido Comunista Português é inferior à pensão de reforma como deputada (do PCP) após três legislaturas, <em>todo o livro se torna incompreensível</em>; não porque ache que ela não tenha o direito de optar por uma vida mais folgada, mas porque todo o estatuto de honestidade intelectual de que se quer revestir fica maculado pelo supressão dessa informação. Tenho o direito, como leitor, a avaliar em patamares diferentes aqueles que se prestam a sacrifícios pessoais quando se dispõem a defender ideias sociais, daqueles que não estão dispostos a isso.<br />
Não advogo que alguém seja obrigado ao que não quer. Mas se toda a sua permanência no PCP foi para Zita Seabra &#8211; objectivamente &#8211; apenas a rampa para a sua emancipação económica, ficava-lhe bem reconhecê-lo. Até a ocasião para a sua saída poderá ser mais facilmente entendida a esta luz que pelo eventual choque da  queda do poder soviético.<br />
Tenho hesitado em comprar o livro apenas para confirmar esta informação.<br />
Para qualquer partido, a entrada de Zita Seabra só pode ser vista como ganho na medida em que se preste e reforçar as suas campanhas contra o PCP. E assim, curiosamente, até mesmo estando fora, é o PCP a única <em>coisa</em> que Zita tem para vender. O que não abona muito a favor do partido hospedeiro, cujo brilho deveria ser próprio.</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: José F.</title>
		<link>http://5dias.net/2007/07/10/nao-foi-assim/comment-page-2/#comment-8951</link>
		<dc:creator>José F.</dc:creator>
		<pubDate>Wed, 18 Jul 2007 13:59:08 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://5dias.net/2007/07/10/nao-foi-assim/#comment-8951</guid>
		<description>Caro Nuno, 
Zita Seabra quer fazer passar a imagem da virgem que viveu no bordel. 
Posso contar-lhe um episódio que sucedeu com pessoa próxima. Essa pessoa foi militante da UEC. Enquanto estudante de Direito (desde 1976) esse militante escrevia para uma revista semanal que era a Opção. Foi então encarregado de fazer uma série de reportagens sobre a situação politica dos liceus. Essas reportagens evidenciavam que a direita avançava nos estabelecimentos de ensino. As reportagens foram entretanto ponto de discussão no orgão de chefia da UEC. Foram muito criticadas porque para a UEC a direita estava nos liceus, mas não &quot;avançava&quot;. No meio da discussão alguém se lembrou que as reportagens eram feitas por &quot;um camarada&quot;. Foi então decidido pela UEC (leia-se Zita Seabra) de pedir a esse camarada que submetesse os seus escritos a uma leitura prévia, antes de os entregar para publicação. Esse &quot;camarada&quot; afastou-se da organização, é claro.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Caro Nuno,<br />
Zita Seabra quer fazer passar a imagem da virgem que viveu no bordel.<br />
Posso contar-lhe um episódio que sucedeu com pessoa próxima. Essa pessoa foi militante da UEC. Enquanto estudante de Direito (desde 1976) esse militante escrevia para uma revista semanal que era a Opção. Foi então encarregado de fazer uma série de reportagens sobre a situação politica dos liceus. Essas reportagens evidenciavam que a direita avançava nos estabelecimentos de ensino. As reportagens foram entretanto ponto de discussão no orgão de chefia da UEC. Foram muito criticadas porque para a UEC a direita estava nos liceus, mas não &#8220;avançava&#8221;. No meio da discussão alguém se lembrou que as reportagens eram feitas por &#8220;um camarada&#8221;. Foi então decidido pela UEC (leia-se Zita Seabra) de pedir a esse camarada que submetesse os seus escritos a uma leitura prévia, antes de os entregar para publicação. Esse &#8220;camarada&#8221; afastou-se da organização, é claro.</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: O Insurgente &#187; Blog Archive &#187; Fel e ignorância marxista no fuzilamento de Zita Seabra</title>
		<link>http://5dias.net/2007/07/10/nao-foi-assim/comment-page-2/#comment-8892</link>
		<dc:creator>O Insurgente &#187; Blog Archive &#187; Fel e ignorância marxista no fuzilamento de Zita Seabra</dc:creator>
		<pubDate>Tue, 17 Jul 2007 22:04:37 +0000</pubDate>
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		<description>[...] do que o (até certo ponto compreensível) fel de Nuno Ramos de Almeida, o que surpreende é o seu aparente desconhecimento de aspectos elementares de doutrina marxista: O [...]</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>[...] do que o (até certo ponto compreensível) fel de Nuno Ramos de Almeida, o que surpreende é o seu aparente desconhecimento de aspectos elementares de doutrina marxista: O [...]</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: PB</title>
		<link>http://5dias.net/2007/07/10/nao-foi-assim/comment-page-2/#comment-8862</link>
		<dc:creator>PB</dc:creator>
		<pubDate>Tue, 17 Jul 2007 17:05:54 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://5dias.net/2007/07/10/nao-foi-assim/#comment-8862</guid>
		<description>O facto é que o Comunismo morreu, a URSS desmantelou-se, a China tornou-se capitalista e em Portugal tem a expressão de um rodapé (se tanto) na página da história contemporânea. Se o livro tem mais ou menos rigor, pouco importa. Até porque as críticas, como sempre, deixam pouco de imparcialidade e navegam ao sabor das convicções pessoais. É apena shumano não é?</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>O facto é que o Comunismo morreu, a URSS desmantelou-se, a China tornou-se capitalista e em Portugal tem a expressão de um rodapé (se tanto) na página da história contemporânea. Se o livro tem mais ou menos rigor, pouco importa. Até porque as críticas, como sempre, deixam pouco de imparcialidade e navegam ao sabor das convicções pessoais. É apena shumano não é?</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: Vasco Paiva</title>
		<link>http://5dias.net/2007/07/10/nao-foi-assim/comment-page-2/#comment-8790</link>
		<dc:creator>Vasco Paiva</dc:creator>
		<pubDate>Tue, 17 Jul 2007 09:49:54 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://5dias.net/2007/07/10/nao-foi-assim/#comment-8790</guid>
		<description>Não me surpreenderam um conjunto de distorções da Zita Seabra sobre a sua experiência no PCP. Aliás, admito que tenha sentido essa necessidade.
Surpreendeu-me um bocadito um conjunto de mentiras um bocado grosseiras sobre Homens e Mulheres do PCP que, concorde-se ou discorde-se dessas pessoas e ideias, merceciam no mínimo mais respeitinho. Essa de inventar que o Pires Jorge e o Francisco Miguel acabaram como porteiros da Soeiro Pereira Gomes ... é demais!
A propósito lembro-me bem das conversas que tive com o Pires Jorge e o Jaime Serra sobre a minha discordância quanto à ascensão meteórica de Zita Seabra...e não fui só eu naturalmente.
O que mais me surpreendeu foram os erros históricos, alguns já aqui relatados outros apenas acrescento mais um: essa de dizer que &quot;no 25 de Novembro os paraquedistas de Tancos passaram para o outro lado&quot; ora como se sabe e se pode comprovar na imprensa da época os paraquedistas de Tancos foram derrotados e levados presos para a cadeia de Custóias, tendo alguns conseguido fugir e escapar à prisão...
O que é que ZS ganha com tanta mentira? protagonismo? é possível...
Ou será que agora a &quot;literatura&quot; é feita com carolinas salgados?...</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Não me surpreenderam um conjunto de distorções da Zita Seabra sobre a sua experiência no PCP. Aliás, admito que tenha sentido essa necessidade.<br />
Surpreendeu-me um bocadito um conjunto de mentiras um bocado grosseiras sobre Homens e Mulheres do PCP que, concorde-se ou discorde-se dessas pessoas e ideias, merceciam no mínimo mais respeitinho. Essa de inventar que o Pires Jorge e o Francisco Miguel acabaram como porteiros da Soeiro Pereira Gomes &#8230; é demais!<br />
A propósito lembro-me bem das conversas que tive com o Pires Jorge e o Jaime Serra sobre a minha discordância quanto à ascensão meteórica de Zita Seabra&#8230;e não fui só eu naturalmente.<br />
O que mais me surpreendeu foram os erros históricos, alguns já aqui relatados outros apenas acrescento mais um: essa de dizer que &#8220;no 25 de Novembro os paraquedistas de Tancos passaram para o outro lado&#8221; ora como se sabe e se pode comprovar na imprensa da época os paraquedistas de Tancos foram derrotados e levados presos para a cadeia de Custóias, tendo alguns conseguido fugir e escapar à prisão&#8230;<br />
O que é que ZS ganha com tanta mentira? protagonismo? é possível&#8230;<br />
Ou será que agora a &#8220;literatura&#8221; é feita com carolinas salgados?&#8230;</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: Nuno Ramos de Almeida</title>
		<link>http://5dias.net/2007/07/10/nao-foi-assim/comment-page-2/#comment-8635</link>
		<dc:creator>Nuno Ramos de Almeida</dc:creator>
		<pubDate>Sat, 14 Jul 2007 23:58:21 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://5dias.net/2007/07/10/nao-foi-assim/#comment-8635</guid>
		<description>João Tunes,
Não tinha lido o final do seu segundo comentário. Aqui nas caixa de comentários aceitam-se opiniões diferentes, apaixonadas e fortes, mas não insultos. Você fica a partir de agora afastado da caixa comentários.
</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>João Tunes,<br />
Não tinha lido o final do seu segundo comentário. Aqui nas caixa de comentários aceitam-se opiniões diferentes, apaixonadas e fortes, mas não insultos. Você fica a partir de agora afastado da caixa comentários.</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: Matos</title>
		<link>http://5dias.net/2007/07/10/nao-foi-assim/comment-page-2/#comment-8630</link>
		<dc:creator>Matos</dc:creator>
		<pubDate>Sat, 14 Jul 2007 21:54:35 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://5dias.net/2007/07/10/nao-foi-assim/#comment-8630</guid>
		<description>&quot;Quem não conhece a verdade não passa de um tolo;
mas quem a conhece e a chama de mentira é um criminoso!.&quot;

Bertolt Brecht

&quot;Diz-me com quem andas,
Dir-te-ei quem és&quot;

Ditado popular

&quot;Cada poro do teu corpo,
transpira toneladas de ódio...
Para com homens... mulheres...
jovens... trabalhadores...
Que pura e simplesmente lutam...
Lutam por uma vida mais digna...
Por um país mais justo...
...mais livre... mais solidário...&quot;

Matos</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>&#8220;Quem não conhece a verdade não passa de um tolo;<br />
mas quem a conhece e a chama de mentira é um criminoso!.&#8221;</p>
<p>Bertolt Brecht</p>
<p>&#8220;Diz-me com quem andas,<br />
Dir-te-ei quem és&#8221;</p>
<p>Ditado popular</p>
<p>&#8220;Cada poro do teu corpo,<br />
transpira toneladas de ódio&#8230;<br />
Para com homens&#8230; mulheres&#8230;<br />
jovens&#8230; trabalhadores&#8230;<br />
Que pura e simplesmente lutam&#8230;<br />
Lutam por uma vida mais digna&#8230;<br />
Por um país mais justo&#8230;<br />
&#8230;mais livre&#8230; mais solidário&#8230;&#8221;</p>
<p>Matos</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: Viva Alma</title>
		<link>http://5dias.net/2007/07/10/nao-foi-assim/comment-page-2/#comment-8623</link>
		<dc:creator>Viva Alma</dc:creator>
		<pubDate>Sat, 14 Jul 2007 18:44:19 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://5dias.net/2007/07/10/nao-foi-assim/#comment-8623</guid>
		<description>Desculpem la esta intromissão, comparar as atrocidades de Salazar com as Estaline é estar a comparar o caneiro de alcantara com a Cristian Dior -o Estaline foi um assassino de massas, pior que o Hitler, estamos a brincar? so um louco pior que  ele é que o pode defender e cá há alguns</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Desculpem la esta intromissão, comparar as atrocidades de Salazar com as Estaline é estar a comparar o caneiro de alcantara com a Cristian Dior -o Estaline foi um assassino de massas, pior que o Hitler, estamos a brincar? so um louco pior que  ele é que o pode defender e cá há alguns</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: Joaquim</title>
		<link>http://5dias.net/2007/07/10/nao-foi-assim/comment-page-2/#comment-8608</link>
		<dc:creator>Joaquim</dc:creator>
		<pubDate>Sat, 14 Jul 2007 13:38:56 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://5dias.net/2007/07/10/nao-foi-assim/#comment-8608</guid>
		<description>Pois, essa pequena chatice que é os livros que contam mentiras. Traduzindo para categorias mais fáceis para si, obras que nas suas páginas têm factos que nunca ocorreram... tal como a invasão da casa de Zita Seabra por Raimundo Narciso. Não teria sido mais honesto Zita Seabra ter apenas assinado o livro com os seus co-autores: Alzheimer, Pinóquio e Carlucci.
</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Pois, essa pequena chatice que é os livros que contam mentiras. Traduzindo para categorias mais fáceis para si, obras que nas suas páginas têm factos que nunca ocorreram&#8230; tal como a invasão da casa de Zita Seabra por Raimundo Narciso. Não teria sido mais honesto Zita Seabra ter apenas assinado o livro com os seus co-autores: Alzheimer, Pinóquio e Carlucci.</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: Lidador</title>
		<link>http://5dias.net/2007/07/10/nao-foi-assim/comment-page-2/#comment-8592</link>
		<dc:creator>Lidador</dc:creator>
		<pubDate>Sat, 14 Jul 2007 11:05:13 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://5dias.net/2007/07/10/nao-foi-assim/#comment-8592</guid>
		<description>[se sobre aquilo que conheço num livro, os textos não dizem a verdade, ]

Ah, a verdade!
Aquela a que temos direito, ou as outras.

A Verdade!</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>[se sobre aquilo que conheço num livro, os textos não dizem a verdade, ]</p>
<p>Ah, a verdade!<br />
Aquela a que temos direito, ou as outras.</p>
<p>A Verdade!</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: Nuno Ramos de Almeida</title>
		<link>http://5dias.net/2007/07/10/nao-foi-assim/comment-page-2/#comment-8572</link>
		<dc:creator>Nuno Ramos de Almeida</dc:creator>
		<pubDate>Sat, 14 Jul 2007 09:24:12 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://5dias.net/2007/07/10/nao-foi-assim/#comment-8572</guid>
		<description>P. Guimarães ou  Braga, as suas conclusões são fantásticas: os factos do livro podem estar todos errados, o que conta é a intenção da autora de denunciar os crimes do comunismo.... Desculpe, mas as suas conclusões são do domínio da religião , não do domínio da História. O livro da Zita pretende contar uma memória. Esse texto está truncado de pequenas inverdades e de grandes manipulações, mas como o meu caro P Porto concorda com a posição política da autora, o livro é perfeito.

Tunes,
Amilcar Cabral não se considerava fundador da pátria guineense. Era alías de um partido que se chamava PAIGC (Partido Africano para a Independência da Guiné e Cabo Verde). De família originária de Cabo Verde, viveu ai desde os oito anos. Quando Nino Vieira fez o golpe de Estado que dividiu Guné e Cabo Verde, um dos argumentos era o excesso de poder de Cabo Verdianos como Luís Cabral (irmão de Amilcar) que aliás continuou a governar o arquipélago durante mais anos.
Sobre as &quot;imprecisões de edição&quot; e de Zita Seabra podia acrescentar mais umas tantas ao meu texto inicial:
Salvo erro, não existia CGTP em 1975, essa corrente sindical chamava-se Intersindical (Pag 279), só no Congresso de 76, é que adopta a designação CGTP-Intersindical.
A sede do PCP na Avenida da Liberdade não foi comprada por uma tuta e meia durante o Verão quente, mas muitos anos depois, salvo erro nos anos 80 e muitos, e por mais de 120 mil contos (pag 280).
A sede da UEC na Sousa Martins não foi oferecida por gente com medo que a ocupassem, mas alugada por uma família próxima do PCP, alguns deles como o músico João Sampayo continuam a apoiar o PCP (pag 291).
A FNAC não era uma empresa montada pela RDA, foi um empresa ocupada (Tepclima) que os trabalhadores compraram ao patrão. (pag 316). Os aparelhos de ar-condicionado eram patente norte-mericana e não da RDA. Logo o aparelho que a Zita desmontou, em casa, à procura de microfones não era um monstro da RDA, mas da mesma nacionalidade do presidente Bush que ela tanto admira....

Estes erros factuais, são os menores do livro, mas ilustram um certo facilitismo. O resto de que falo no post, os assassinatos de carácter, a tentativa de confundir o PCP com o estalinismo são muito mais graves, e tentados pelo meio de pequenas mentiras para criar uma determinada sensação no leitor. De resto, uso o seguinte critério como leitor: se sobre aquilo que conheço num livro, os textos não dizem a verdade, então, com alguma probabilidade pode suceder o mesmo nas partes que desconheço.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>P. Guimarães ou  Braga, as suas conclusões são fantásticas: os factos do livro podem estar todos errados, o que conta é a intenção da autora de denunciar os crimes do comunismo&#8230;. Desculpe, mas as suas conclusões são do domínio da religião , não do domínio da História. O livro da Zita pretende contar uma memória. Esse texto está truncado de pequenas inverdades e de grandes manipulações, mas como o meu caro P Porto concorda com a posição política da autora, o livro é perfeito.</p>
<p>Tunes,<br />
Amilcar Cabral não se considerava fundador da pátria guineense. Era alías de um partido que se chamava PAIGC (Partido Africano para a Independência da Guiné e Cabo Verde). De família originária de Cabo Verde, viveu ai desde os oito anos. Quando Nino Vieira fez o golpe de Estado que dividiu Guné e Cabo Verde, um dos argumentos era o excesso de poder de Cabo Verdianos como Luís Cabral (irmão de Amilcar) que aliás continuou a governar o arquipélago durante mais anos.<br />
Sobre as &#8220;imprecisões de edição&#8221; e de Zita Seabra podia acrescentar mais umas tantas ao meu texto inicial:<br />
Salvo erro, não existia CGTP em 1975, essa corrente sindical chamava-se Intersindical (Pag 279), só no Congresso de 76, é que adopta a designação CGTP-Intersindical.<br />
A sede do PCP na Avenida da Liberdade não foi comprada por uma tuta e meia durante o Verão quente, mas muitos anos depois, salvo erro nos anos 80 e muitos, e por mais de 120 mil contos (pag 280).<br />
A sede da UEC na Sousa Martins não foi oferecida por gente com medo que a ocupassem, mas alugada por uma família próxima do PCP, alguns deles como o músico João Sampayo continuam a apoiar o PCP (pag 291).<br />
A FNAC não era uma empresa montada pela RDA, foi um empresa ocupada (Tepclima) que os trabalhadores compraram ao patrão. (pag 316). Os aparelhos de ar-condicionado eram patente norte-mericana e não da RDA. Logo o aparelho que a Zita desmontou, em casa, à procura de microfones não era um monstro da RDA, mas da mesma nacionalidade do presidente Bush que ela tanto admira&#8230;.</p>
<p>Estes erros factuais, são os menores do livro, mas ilustram um certo facilitismo. O resto de que falo no post, os assassinatos de carácter, a tentativa de confundir o PCP com o estalinismo são muito mais graves, e tentados pelo meio de pequenas mentiras para criar uma determinada sensação no leitor. De resto, uso o seguinte critério como leitor: se sobre aquilo que conheço num livro, os textos não dizem a verdade, então, com alguma probabilidade pode suceder o mesmo nas partes que desconheço.</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: ana cristina leonardo</title>
		<link>http://5dias.net/2007/07/10/nao-foi-assim/comment-page-2/#comment-8562</link>
		<dc:creator>ana cristina leonardo</dc:creator>
		<pubDate>Sat, 14 Jul 2007 02:27:58 +0000</pubDate>
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		<description>Caro Nuno Ramos de Almeida. A porta estava aberta e entrei para lhe dizer que não nutro nenhuma simpatia pelo PCP. Nem hoje, nem nunca. Reconheço o papel desse partido no combate ao fascismo português, mas nunca gostei dos métodos, das posições, ou da simetria autoritária que desde muito cedo me pareceu partilharem com o antigo regime. (Publicar nas páginas do Avante, antes do 25 de Abril, fotos e nomes de militantes desavindos era entregá-los à PIDE, e isso é inqualificável). Posto isto, parece-me que a questão Zita Seabra vem simplesmente relembrar essa simetria. A prova está em que a senhora, expulsa do PCP tarde e a más horas, rapidamente se enfeudou a outros dogmatismos e a outras fés... porque na tolerância e na dúvida é que ele não pode de viver. Quem não está por nós, está contra nós, como dizia o Salazar e diz agora Zita. Mais do que um problema político, é um problema do foro mental. Posto isto, lamento profundamente o que ela tenta fazer com a memória do seu pai.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Caro Nuno Ramos de Almeida. A porta estava aberta e entrei para lhe dizer que não nutro nenhuma simpatia pelo PCP. Nem hoje, nem nunca. Reconheço o papel desse partido no combate ao fascismo português, mas nunca gostei dos métodos, das posições, ou da simetria autoritária que desde muito cedo me pareceu partilharem com o antigo regime. (Publicar nas páginas do Avante, antes do 25 de Abril, fotos e nomes de militantes desavindos era entregá-los à PIDE, e isso é inqualificável). Posto isto, parece-me que a questão Zita Seabra vem simplesmente relembrar essa simetria. A prova está em que a senhora, expulsa do PCP tarde e a más horas, rapidamente se enfeudou a outros dogmatismos e a outras fés&#8230; porque na tolerância e na dúvida é que ele não pode de viver. Quem não está por nós, está contra nós, como dizia o Salazar e diz agora Zita. Mais do que um problema político, é um problema do foro mental. Posto isto, lamento profundamente o que ela tenta fazer com a memória do seu pai.</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: charles</title>
		<link>http://5dias.net/2007/07/10/nao-foi-assim/comment-page-2/#comment-8555</link>
		<dc:creator>charles</dc:creator>
		<pubDate>Fri, 13 Jul 2007 22:53:36 +0000</pubDate>
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		<description>realmente, a autora mais parece aquele pano velho de sacudir o pó e abanar... e que gaja mais despeitada e reles ao PCP disse adeus, bye-bye, adiós, que soy una desgraciada mentidera, sin punta de kalquer honestidad y honor...</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>realmente, a autora mais parece aquele pano velho de sacudir o pó e abanar&#8230; e que gaja mais despeitada e reles ao PCP disse adeus, bye-bye, adiós, que soy una desgraciada mentidera, sin punta de kalquer honestidad y honor&#8230;</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: Joaquim</title>
		<link>http://5dias.net/2007/07/10/nao-foi-assim/comment-page-2/#comment-8546</link>
		<dc:creator>Joaquim</dc:creator>
		<pubDate>Fri, 13 Jul 2007 19:42:24 +0000</pubDate>
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		<description>Tunes, tem toda a razão. O Honecker é guineense.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Tunes, tem toda a razão. O Honecker é guineense.</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: Lidador</title>
		<link>http://5dias.net/2007/07/10/nao-foi-assim/comment-page-2/#comment-8545</link>
		<dc:creator>Lidador</dc:creator>
		<pubDate>Fri, 13 Jul 2007 19:36:21 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://5dias.net/2007/07/10/nao-foi-assim/#comment-8545</guid>
		<description>Caro xatoo, não perca  o talante. O insulto tabernícola só diz algo de si...</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Caro xatoo, não perca  o talante. O insulto tabernícola só diz algo de si&#8230;</p>
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	</item>
	<item>
		<title>Por: xatoo</title>
		<link>http://5dias.net/2007/07/10/nao-foi-assim/comment-page-2/#comment-8543</link>
		<dc:creator>xatoo</dc:creator>
		<pubDate>Fri, 13 Jul 2007 19:12:26 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://5dias.net/2007/07/10/nao-foi-assim/#comment-8543</guid>
		<description>Lidador
Vc por mais advertido que seja, por aí nos fóruns, não tem vergonha na cara, e aproveita-se a boa-fé duma pessoa com a estatura do NRA que cai na esparrela de lhe responder e o levar a sério.
Vc está a perorar e a tecer virtudes, enfiando na prosa nomes sonantes a granel para ver se passa por erudito (muita palha e pouca ideia), sobre uma coisa que já não existe: o liberalismo (que foi deixando de existir, pelo menos desde o tempo de Hayek e depois de Friedman, etc, até arrivarmos à época do liberalismo à paulada imposto pelos seus amigalhaços bushistas
Para começar, para evitar que faça figuras tristes, uma vez que como entertainer não nos serve, pode-se valer do instrumento concretamente mais comunista que existe nas sociedades contemporâneas do conhecimento: a Wikipédia (de cada um segundo as suas possibilidades, a cada um segundo as suas necessidades) E vc, meu caro, está mesmo culturalmente precisadinho, ora veja lá as diferenças entre os seus desejos e a realidade. Que ridículo!
Liberalismo
http://pt.wikipedia.org/wiki/Liberalismo_cl%C3%A1ssico
Neoliberalismo
http://pt.wikipedia.org/wiki/Neoliberalismo</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Lidador<br />
Vc por mais advertido que seja, por aí nos fóruns, não tem vergonha na cara, e aproveita-se a boa-fé duma pessoa com a estatura do NRA que cai na esparrela de lhe responder e o levar a sério.<br />
Vc está a perorar e a tecer virtudes, enfiando na prosa nomes sonantes a granel para ver se passa por erudito (muita palha e pouca ideia), sobre uma coisa que já não existe: o liberalismo (que foi deixando de existir, pelo menos desde o tempo de Hayek e depois de Friedman, etc, até arrivarmos à época do liberalismo à paulada imposto pelos seus amigalhaços bushistas<br />
Para começar, para evitar que faça figuras tristes, uma vez que como entertainer não nos serve, pode-se valer do instrumento concretamente mais comunista que existe nas sociedades contemporâneas do conhecimento: a Wikipédia (de cada um segundo as suas possibilidades, a cada um segundo as suas necessidades) E vc, meu caro, está mesmo culturalmente precisadinho, ora veja lá as diferenças entre os seus desejos e a realidade. Que ridículo!<br />
Liberalismo<br />
<a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Liberalismo_cl%C3%A1ssico" rel="nofollow">http://pt.wikipedia.org/wiki/Liberalismo_cl%C3%A1ssico</a><br />
Neoliberalismo<br />
<a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Neoliberalismo" rel="nofollow">http://pt.wikipedia.org/wiki/Neoliberalismo</a></p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: luis eme</title>
		<link>http://5dias.net/2007/07/10/nao-foi-assim/comment-page-2/#comment-8540</link>
		<dc:creator>luis eme</dc:creator>
		<pubDate>Fri, 13 Jul 2007 18:04:21 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://5dias.net/2007/07/10/nao-foi-assim/#comment-8540</guid>
		<description>Há quem se entretenha a escrever &quot;palha&quot;, armado em dono de &quot;qualquer razão&quot;, como é o caso deste Lidador, de não sei o quê.

Provavelmente nem sequer leu o livro.

Como é que alguém no seu juizo perfeito, pode culpar qualquer militante comunista, pelos milhões de mortos assassinados em nome do comunismo, mesmo que tenham acontecido na China ou na União Soviética?

Era bom que se baseasse na história do seu país e analisasse quantas pessoas foram mortas pelo comunismo e quantos comunistas foram mortos pelo salazarismo... talvez ficasse ligeiramente elucidado de que não se deve misturar as águas...

A senhora Zita, quis ficar bem na fotografia, mas isso é impossível, graças ao seu passado tenebroso, mesmo dentro do próprio partido. 

Com este livro, ficou a saber que nem com mentiras e suposições se safa.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Há quem se entretenha a escrever &#8220;palha&#8221;, armado em dono de &#8220;qualquer razão&#8221;, como é o caso deste Lidador, de não sei o quê.</p>
<p>Provavelmente nem sequer leu o livro.</p>
<p>Como é que alguém no seu juizo perfeito, pode culpar qualquer militante comunista, pelos milhões de mortos assassinados em nome do comunismo, mesmo que tenham acontecido na China ou na União Soviética?</p>
<p>Era bom que se baseasse na história do seu país e analisasse quantas pessoas foram mortas pelo comunismo e quantos comunistas foram mortos pelo salazarismo&#8230; talvez ficasse ligeiramente elucidado de que não se deve misturar as águas&#8230;</p>
<p>A senhora Zita, quis ficar bem na fotografia, mas isso é impossível, graças ao seu passado tenebroso, mesmo dentro do próprio partido. </p>
<p>Com este livro, ficou a saber que nem com mentiras e suposições se safa.</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: luis eme</title>
		<link>http://5dias.net/2007/07/10/nao-foi-assim/comment-page-2/#comment-8539</link>
		<dc:creator>luis eme</dc:creator>
		<pubDate>Fri, 13 Jul 2007 18:03:40 +0000</pubDate>
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		<description>Há quem se entretenha a escrever &quot;palha&quot;, armado em dono de &quot;qualquer razão&quot;, como é o caso deste Lidador, de não sei o quê.

Provavelmente nem sequer leu o livro.

Como é que alguém no seu juizo perfeito, pode culpar qualquer militante comunista, pelos milhões de mortos assassinados em nome do comunismo, mesmo que tenham acontecido na China ou na União Soviética?

Era bom que se baseasse na história do seu país e analisasse quantas pessoas foram mortas pelo comunismo e quantos comunistas foram mortos pelo salazarismo... talvez ficasse ligeiramente elucidado de que não se deve misturar as águas...

A senhora Zita, quis ficar bem na fotografia, mas isso é impossível, graças ao seu passado tenebroso, mesmo dentro do próprio partido. 

Com este livro, ficou a saber que com mentiras e suposições se safa.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Há quem se entretenha a escrever &#8220;palha&#8221;, armado em dono de &#8220;qualquer razão&#8221;, como é o caso deste Lidador, de não sei o quê.</p>
<p>Provavelmente nem sequer leu o livro.</p>
<p>Como é que alguém no seu juizo perfeito, pode culpar qualquer militante comunista, pelos milhões de mortos assassinados em nome do comunismo, mesmo que tenham acontecido na China ou na União Soviética?</p>
<p>Era bom que se baseasse na história do seu país e analisasse quantas pessoas foram mortas pelo comunismo e quantos comunistas foram mortos pelo salazarismo&#8230; talvez ficasse ligeiramente elucidado de que não se deve misturar as águas&#8230;</p>
<p>A senhora Zita, quis ficar bem na fotografia, mas isso é impossível, graças ao seu passado tenebroso, mesmo dentro do próprio partido. </p>
<p>Com este livro, ficou a saber que com mentiras e suposições se safa.</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: Infidel</title>
		<link>http://5dias.net/2007/07/10/nao-foi-assim/comment-page-2/#comment-8526</link>
		<dc:creator>Infidel</dc:creator>
		<pubDate>Fri, 13 Jul 2007 15:18:12 +0000</pubDate>
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		<description>&quot;É preciso esclarecer que nem todos tinham uma leitura tão simplista e criminosa do marxismo-leninismo e que a grande maioria dos comunistas estava convencido que se batia por uma maior liberdade e justiça social e não para instaurar uma ditadura de um qualquer secretário-geral.&quot;

1. &quot;...grande maioria...&quot; : alguém consegue, por favor, apresentar um estatística ?
2. Alguém consegue, por favor, indicar quantos regimes marxistas-lenisnistas foram excepção à &quot;...ditadura de um qualquer secretário-geral.&quot; ?
3. &quot;...estava convencido que se batia por uma maior liberdade e justiça social...&quot; : portanto, o regime de terror criado pelo Vladimir não existiu ou foi engano dele ou as pessoas não sabiam ? Alguém sabe ?

Agradecido.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>&#8220;É preciso esclarecer que nem todos tinham uma leitura tão simplista e criminosa do marxismo-leninismo e que a grande maioria dos comunistas estava convencido que se batia por uma maior liberdade e justiça social e não para instaurar uma ditadura de um qualquer secretário-geral.&#8221;</p>
<p>1. &#8220;&#8230;grande maioria&#8230;&#8221; : alguém consegue, por favor, apresentar um estatística ?<br />
2. Alguém consegue, por favor, indicar quantos regimes marxistas-lenisnistas foram excepção à &#8220;&#8230;ditadura de um qualquer secretário-geral.&#8221; ?<br />
3. &#8220;&#8230;estava convencido que se batia por uma maior liberdade e justiça social&#8230;&#8221; : portanto, o regime de terror criado pelo Vladimir não existiu ou foi engano dele ou as pessoas não sabiam ? Alguém sabe ?</p>
<p>Agradecido.</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: xatoo</title>
		<link>http://5dias.net/2007/07/10/nao-foi-assim/comment-page-2/#comment-8519</link>
		<dc:creator>xatoo</dc:creator>
		<pubDate>Fri, 13 Jul 2007 14:21:47 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://5dias.net/2007/07/10/nao-foi-assim/#comment-8519</guid>
		<description>e pronto meu caro p.porto 
como denuncia os crimes do &quot;comunismo&quot; e do &quot;nazismo&quot;, corta as franjas à fatiota, lavando a consciência com as duas mãos.
Se calhar, como fica maneta, não se vai poder, em tempo, dedicar à denúncia dos crimes do Capitalismo tout-court, agora mascarado de Centrão. Doravante, por manifesta impossibilidade, vai prosseguir o monólogo de cara suja.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>e pronto meu caro p.porto<br />
como denuncia os crimes do &#8220;comunismo&#8221; e do &#8220;nazismo&#8221;, corta as franjas à fatiota, lavando a consciência com as duas mãos.<br />
Se calhar, como fica maneta, não se vai poder, em tempo, dedicar à denúncia dos crimes do Capitalismo tout-court, agora mascarado de Centrão. Doravante, por manifesta impossibilidade, vai prosseguir o monólogo de cara suja.</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: Lidador</title>
		<link>http://5dias.net/2007/07/10/nao-foi-assim/comment-page-2/#comment-8517</link>
		<dc:creator>Lidador</dc:creator>
		<pubDate>Fri, 13 Jul 2007 14:19:56 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://5dias.net/2007/07/10/nao-foi-assim/#comment-8517</guid>
		<description>[ aos milhares e milhares de vítimas que o liberalismo causou.]

Seja concreto por favor. Está a falar de quê? 
Se o que pretende é afirmar que tudo o que se passou no mundo antes de Marx, era “liberalismo”, então não estamos a comunicar na mesma dimensão e terei de o deixar no seu labirinto.

[ Mas faço-o justamente em respeito a essas vítimas.]

Não leu certamente o Livro Negro do Comunismo….fica-se com a ideia que há vítimas mais vítimas que outras.
Mas diga…de que vítimas fala? De toda a gente que morreu desde que o sapiens existe à face da terra?
Podemos falar das vítimas do Império Otomano, da Guerra dos 30 anos, da Peste, do Comunismo, do Nazismo, etc…e todos sabemos concretamente do que estamos a falar. 
Agora “vítimas do liberalismo”? Concretize....tiradas grandiloquentes e ocas encaro-as como pura demagogia, útil em comícios, mas sem interesse num debate.

[O liberalismo, por essência e definição, recusa os direitos sociais, os direitos associativos e os deveres. Cada indivíduo deve ser visto como uma ilha, ser pré-social, racional-autónomo e, por isso, dotado de direitos naturais, negativos, abstractos e absolutos, os quais deverá poder exercer à exaustão no espaço social.]

Não recusa nada disso, de facto é até no liberalismo que esses direitos são efectivos. Nenhuma sociedade fez melhor que a sociedade liberal, como já demonstrei, neste campo.
Mas sim, o liberalismo  foca-se  no indivíduo e é a partir dele e da sua liberdade e capacidades que estrutura a sociedade, em franca oposição aos totalitarismos e colectivismos, que se centram no Estado todo poderoso e, sob a sua batuta, definem e procuram impôr moralidades e conceitos. Os direitos negativos são aqueles que definem o nosso núcleo inviolável e estou em crer que até o meu amigo não tolerará que alguém lhe limite a liberdade de expressão  em função de “interesses” colectivos, mas  aceita apenas que a sua liberdade seja limitada se  o seu exercício choque com o núcleo inviolável de outro indivíduo. Aceita isto, não porque seja “bom”, mas porque é essa a sua garantia de que ninguém o pisará a si tb.
Ou seja, no fundo você é um liberal…e o que  descreve  aqui é uma caricatura. Devia ler umas coisas…um boa aproximação filosófica é o livro de Rawls ( Uma teoria da justiça) . Tenho a certeza que se soubesse mais, diria muito menos asneiras.
Bem, adiante…vou tentar fazer um pequeno resumo para ver se se desperta a sua atenção para o estudo e outras leituras que não apenas os panfletos de além-túmulo.
O liberalismo é um tipo “ideal”  no sentido webberiano…designa um núcleo de ideias centrais para além das quais se desdobra em várias “espécies” (económico, político, filosófico, etc)  e graus.
Não sendo fácil encerrá-lo numa definição, usa-se uma epistemologia que considera que o  ser humano  é racional  e que as entidades colectivas ( classes, estatutos, nações, estado, partidos, etc) são constituídas por indivíduos. Ou seja, rejeita o holismo, rejeita a reificação das entidades colectivas, e é isso que marca a sua fundamental distância aos ismos totalitários (comunismo, socialismo nacional e internacional, fascismo, islamismo, etc.)

A rejeição do liberalismo económico entende-se facilmente: a maioria das pessoas tem dificuldade em compreender que a ordem espontânea possa ser melhor que uma ordem planeada, apesar de os maiores avanços da espécie e as sociedades mais justas e funcionais serem o resultado da ordem espontanea. A língua, a matemática, a Internet, o Estado de Direito, as Constituições, etc, não são outorgadas por seres superiores iluminados, mas criadas na interacção livre.
No tempo da URSS, o responsável pelo abastecimento de pão a Moscovo (processo centralizado, planeado e sujeito a racionamentos, faltas de stock, baixa qualidade, etc)  em visita a Londres, quis conhecer o seu homólogo londrino, porque em Londres, o pão não só não  faltava, como havia sempre escolha a todas as horas, e uma inacreditável variedade.
Ficou de boca aberta quando lhe disseram que não existia tal entidade….
Hoje  já se trabalha a nível de ciência segundo estes princípios de auto-organização.

Adiante…. o liberalismo contempla uma  infinidade de variantes, que vão de Adam Smith a Hayek, passando por Tocquevile, Bastiat, Stuart Mill, Popper, Friedman, Durkheim etc.
Também há graus…Nozik tem uma visão restrita, Rawls uma mais lata, mas no fundo o  liberalismo é um produto das Luzes.
No que respeita à sociedade, que é afinal o que interessa aqui, o liberalismo concebe-a como sendo composta por indivíduos que procuram maximizar o seu bem-estar, pelo que as regras devem ser o mais justas possível. Admite que  há indivíduos que têm mais êxito que outros no mercado das aptidões e por isso aceita o princípio de que a recompensa deve ser diferente.
Aceita as desigualdades desde que sejam funcionais e justificadas, isto é, que se fixem num nível tal que para as esbater se prejudicassem todos, a começar pelos mais fracos (esta ideia está muito bem teorizada por Rawls).
Na verdade, a maioria das pessoas pensa exactamente assim, aceita este tipo de desigualdades e considera-as  legítimas (toda a gente acha normal que o médico seja mais bem pago que o escriturário).
Os que rejeitam o liberalismo, vão buscar os casos extremos, as injustiças que existem em todas as sociedades, pretendendo que “isso” é que é o liberalismo, ou seja criam o demónio, catalogam-no a gosto e depois atiram-lhe tomates.
Curiosamente usam nessa vendetta os próprios princípios do liberalismo, ou seja criticam as sociedades liberais  por desrespeitarem os princípios liberais.
É um paradoxo, mas simultaneamente a prova de que o liberalismo triunfou.
Na verdade, as injustiças que permanecem são exactamente o resultado da menos liberalismo, mesmo daqueles que assim se reivindicam.
Dou um exemplo: a Europa e os EUA são altamente proteccionistas relativamente aos produtos agrícolas de África. Fazem-no à revelia das boas práticas liberais que aconselham o livre comércio. Se houvesse mais liberalismo, os produtos africanos seriam vendidos livremente no espaço europeu. Ganhariam os africanos e os consumidores europeus que teriam bens mais baratos. Perderiam alguns interesses ligados à agricultura, nomeadamente os produtores.
A falta de liberalismo apenas beneficia alguns e prejudica milhões. É  este sempre o resultados dos mercados altamente regulados.
Que os poucos beneficiados façam crer aos prejudicados que isso é no seu interesse, é que nunca deixa de me espantar.

Um outro conceito essencial da sociedade liberal é o estatuto (Webber) ou “elites” ( Pareto), categorias incomparáveis (não se pode comparar em termos de valor um grande desportista com um grande cientista) e impossíveis de hierarquizar.

Essa é a grande diferença relativamente ao marxismo que recusa o “estatuto” e avança com as “classes, em permanente conflito, fazendo mover a história, umas classes melhores que outras.
Estas ideias já foram derrotadas pela própria história, e apenas alguns tontos lhe dão credibilidade, hoje em dia, mas a vulgata marxista  sedimentou modelos simples de explicação que estão por aí e que são atraentes, justamente porque são simples, automáticos e maniqueístas.

A caricatura aqui feita do liberalismo é afinal o anarquismo, pretende fazer crer que o Estado não existe, só o indivíduo. Grossa asneira.
O estado liberal existe, tem funções e é um Estado de Direito. Baseia-se em direitos-de (liberdades), iguais para todos e que o próprio estado não pode violar, mas apenas regular e garantir. O Estado tem funções inalienáveis... mas não pode crescer ao ponto de comer a carne de que é suposto ser o esqueleto.
A igualdade de oportunidades está pois no cerne do liberalismo ( e basta ler Rawls e Kant, para perceber isso)..mas não a “igualdade de resultados”, essa sim, injusta, porque desrespeitadora da individualidade do ser humano e produtora de reais  desigualdades.
O exemplo mais dramático passa-se na educação. As boas almas queriam  um ensino  em que todos tivessem os mesmos resultados, sem quadros de honra , sem distinções, sem emulações, alegando que não era possível vencer a desigualdade de oportunidades ( família, genes, etc).
Na prática quem tem mais possibilidades, estuda mais,  vai para o privado ou paga explicações. Na prática, são os que nada têm que  acabam por ser prejudicados com  o ensino massificado e medíocre que lhes cria ainda uma maior décalage.

Claro que o liberalismo não tem a força explicativa do marxismo, ou de outra qualquer religião ou ideologia, justamente porque não é uma ideologia.
 Adam Smith, na Riqueza das Nações limita-se a constatar que há países mais ricos que outros e procura “descascar” as razões dessa riqueza, para daí extrair, não dogmas, mas algumas hipóteses interpretativas  que respeitam os factos que efectivamente ocorreram.
O liberalismo não projecta criar uma sociedade perfeita, mas sim identificar práticas que parecem resultar. Uma abordagem “científica” (e nesse aspecto, há que fazer uma vénia a Karl Popper.)
Por seu lado, o socialismo , o fascismo, o nazismo, o comunismo, etc, são ideologias, desvarios construídos à priori, a montante e à revelia dos factos. São, por isso intrinsecamente falsas, procurando adaptar o ser humano a si próprias
A verdade é que as práticas liberais têm resultado razoavelmente bem e se é verdade que o capitalismo não proporciona igualdade (nem a isso aspira), as ideologias que o contestam muito menos o fazem, bem pelo contrário.
E comparar a perfeição da “coisa em si” que não existe-a utopia comunista- com o que existe-o capitalismo democrático- é pura desonestidade. O real fica sempre a perder….
Há religiões que prometem coisas melhores.
O liberalismo não é escatológico, não tem uma visão mítica e conspiratória do mundo, é apenas racional e pragmático, o que o desvaloriza aos olhos de quem necessita de uma religião, nem que seja secular.
De resto o tipo de vocabulário passional usado aqui pelo r.m, com abundantes e tremendos adjectivos, de ordem moral, diz tudo das cenouras que o fazem correr.
Não é razão….é cegueira passional.

Quanto à história contrafactual com que o r-m nos brindou, não sei que lhe diga. Também gosto desse tipo de ficção (acabei de ler Conspiração contra a América,de Roth) mas não a confundo com a realidade.

Quanto ao amanhã, o facto de o liberalismo não ter escatologia nem utopias mobilizadoras, não impede que seja portador de sentido, principalmente pela ideia simples e forte que lhe está subjacente: garantir a autonomia e o bem-estar do indivíduo.
É só esse o programa e é nítido que é nesse sentido que o mundo tem evoluído.
É pois o pior dos sistemas, à excepção de todos os outros</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>[ aos milhares e milhares de vítimas que o liberalismo causou.]</p>
<p>Seja concreto por favor. Está a falar de quê?<br />
Se o que pretende é afirmar que tudo o que se passou no mundo antes de Marx, era “liberalismo”, então não estamos a comunicar na mesma dimensão e terei de o deixar no seu labirinto.</p>
<p>[ Mas faço-o justamente em respeito a essas vítimas.]</p>
<p>Não leu certamente o Livro Negro do Comunismo….fica-se com a ideia que há vítimas mais vítimas que outras.<br />
Mas diga…de que vítimas fala? De toda a gente que morreu desde que o sapiens existe à face da terra?<br />
Podemos falar das vítimas do Império Otomano, da Guerra dos 30 anos, da Peste, do Comunismo, do Nazismo, etc…e todos sabemos concretamente do que estamos a falar.<br />
Agora “vítimas do liberalismo”? Concretize&#8230;.tiradas grandiloquentes e ocas encaro-as como pura demagogia, útil em comícios, mas sem interesse num debate.</p>
<p>[O liberalismo, por essência e definição, recusa os direitos sociais, os direitos associativos e os deveres. Cada indivíduo deve ser visto como uma ilha, ser pré-social, racional-autónomo e, por isso, dotado de direitos naturais, negativos, abstractos e absolutos, os quais deverá poder exercer à exaustão no espaço social.]</p>
<p>Não recusa nada disso, de facto é até no liberalismo que esses direitos são efectivos. Nenhuma sociedade fez melhor que a sociedade liberal, como já demonstrei, neste campo.<br />
Mas sim, o liberalismo  foca-se  no indivíduo e é a partir dele e da sua liberdade e capacidades que estrutura a sociedade, em franca oposição aos totalitarismos e colectivismos, que se centram no Estado todo poderoso e, sob a sua batuta, definem e procuram impôr moralidades e conceitos. Os direitos negativos são aqueles que definem o nosso núcleo inviolável e estou em crer que até o meu amigo não tolerará que alguém lhe limite a liberdade de expressão  em função de “interesses” colectivos, mas  aceita apenas que a sua liberdade seja limitada se  o seu exercício choque com o núcleo inviolável de outro indivíduo. Aceita isto, não porque seja “bom”, mas porque é essa a sua garantia de que ninguém o pisará a si tb.<br />
Ou seja, no fundo você é um liberal…e o que  descreve  aqui é uma caricatura. Devia ler umas coisas…um boa aproximação filosófica é o livro de Rawls ( Uma teoria da justiça) . Tenho a certeza que se soubesse mais, diria muito menos asneiras.<br />
Bem, adiante…vou tentar fazer um pequeno resumo para ver se se desperta a sua atenção para o estudo e outras leituras que não apenas os panfletos de além-túmulo.<br />
O liberalismo é um tipo “ideal”  no sentido webberiano…designa um núcleo de ideias centrais para além das quais se desdobra em várias “espécies” (económico, político, filosófico, etc)  e graus.<br />
Não sendo fácil encerrá-lo numa definição, usa-se uma epistemologia que considera que o  ser humano  é racional  e que as entidades colectivas ( classes, estatutos, nações, estado, partidos, etc) são constituídas por indivíduos. Ou seja, rejeita o holismo, rejeita a reificação das entidades colectivas, e é isso que marca a sua fundamental distância aos ismos totalitários (comunismo, socialismo nacional e internacional, fascismo, islamismo, etc.)</p>
<p>A rejeição do liberalismo económico entende-se facilmente: a maioria das pessoas tem dificuldade em compreender que a ordem espontânea possa ser melhor que uma ordem planeada, apesar de os maiores avanços da espécie e as sociedades mais justas e funcionais serem o resultado da ordem espontanea. A língua, a matemática, a Internet, o Estado de Direito, as Constituições, etc, não são outorgadas por seres superiores iluminados, mas criadas na interacção livre.<br />
No tempo da URSS, o responsável pelo abastecimento de pão a Moscovo (processo centralizado, planeado e sujeito a racionamentos, faltas de stock, baixa qualidade, etc)  em visita a Londres, quis conhecer o seu homólogo londrino, porque em Londres, o pão não só não  faltava, como havia sempre escolha a todas as horas, e uma inacreditável variedade.<br />
Ficou de boca aberta quando lhe disseram que não existia tal entidade….<br />
Hoje  já se trabalha a nível de ciência segundo estes princípios de auto-organização.</p>
<p>Adiante…. o liberalismo contempla uma  infinidade de variantes, que vão de Adam Smith a Hayek, passando por Tocquevile, Bastiat, Stuart Mill, Popper, Friedman, Durkheim etc.<br />
Também há graus…Nozik tem uma visão restrita, Rawls uma mais lata, mas no fundo o  liberalismo é um produto das Luzes.<br />
No que respeita à sociedade, que é afinal o que interessa aqui, o liberalismo concebe-a como sendo composta por indivíduos que procuram maximizar o seu bem-estar, pelo que as regras devem ser o mais justas possível. Admite que  há indivíduos que têm mais êxito que outros no mercado das aptidões e por isso aceita o princípio de que a recompensa deve ser diferente.<br />
Aceita as desigualdades desde que sejam funcionais e justificadas, isto é, que se fixem num nível tal que para as esbater se prejudicassem todos, a começar pelos mais fracos (esta ideia está muito bem teorizada por Rawls).<br />
Na verdade, a maioria das pessoas pensa exactamente assim, aceita este tipo de desigualdades e considera-as  legítimas (toda a gente acha normal que o médico seja mais bem pago que o escriturário).<br />
Os que rejeitam o liberalismo, vão buscar os casos extremos, as injustiças que existem em todas as sociedades, pretendendo que “isso” é que é o liberalismo, ou seja criam o demónio, catalogam-no a gosto e depois atiram-lhe tomates.<br />
Curiosamente usam nessa vendetta os próprios princípios do liberalismo, ou seja criticam as sociedades liberais  por desrespeitarem os princípios liberais.<br />
É um paradoxo, mas simultaneamente a prova de que o liberalismo triunfou.<br />
Na verdade, as injustiças que permanecem são exactamente o resultado da menos liberalismo, mesmo daqueles que assim se reivindicam.<br />
Dou um exemplo: a Europa e os EUA são altamente proteccionistas relativamente aos produtos agrícolas de África. Fazem-no à revelia das boas práticas liberais que aconselham o livre comércio. Se houvesse mais liberalismo, os produtos africanos seriam vendidos livremente no espaço europeu. Ganhariam os africanos e os consumidores europeus que teriam bens mais baratos. Perderiam alguns interesses ligados à agricultura, nomeadamente os produtores.<br />
A falta de liberalismo apenas beneficia alguns e prejudica milhões. É  este sempre o resultados dos mercados altamente regulados.<br />
Que os poucos beneficiados façam crer aos prejudicados que isso é no seu interesse, é que nunca deixa de me espantar.</p>
<p>Um outro conceito essencial da sociedade liberal é o estatuto (Webber) ou “elites” ( Pareto), categorias incomparáveis (não se pode comparar em termos de valor um grande desportista com um grande cientista) e impossíveis de hierarquizar.</p>
<p>Essa é a grande diferença relativamente ao marxismo que recusa o “estatuto” e avança com as “classes, em permanente conflito, fazendo mover a história, umas classes melhores que outras.<br />
Estas ideias já foram derrotadas pela própria história, e apenas alguns tontos lhe dão credibilidade, hoje em dia, mas a vulgata marxista  sedimentou modelos simples de explicação que estão por aí e que são atraentes, justamente porque são simples, automáticos e maniqueístas.</p>
<p>A caricatura aqui feita do liberalismo é afinal o anarquismo, pretende fazer crer que o Estado não existe, só o indivíduo. Grossa asneira.<br />
O estado liberal existe, tem funções e é um Estado de Direito. Baseia-se em direitos-de (liberdades), iguais para todos e que o próprio estado não pode violar, mas apenas regular e garantir. O Estado tem funções inalienáveis&#8230; mas não pode crescer ao ponto de comer a carne de que é suposto ser o esqueleto.<br />
A igualdade de oportunidades está pois no cerne do liberalismo ( e basta ler Rawls e Kant, para perceber isso)..mas não a “igualdade de resultados”, essa sim, injusta, porque desrespeitadora da individualidade do ser humano e produtora de reais  desigualdades.<br />
O exemplo mais dramático passa-se na educação. As boas almas queriam  um ensino  em que todos tivessem os mesmos resultados, sem quadros de honra , sem distinções, sem emulações, alegando que não era possível vencer a desigualdade de oportunidades ( família, genes, etc).<br />
Na prática quem tem mais possibilidades, estuda mais,  vai para o privado ou paga explicações. Na prática, são os que nada têm que  acabam por ser prejudicados com  o ensino massificado e medíocre que lhes cria ainda uma maior décalage.</p>
<p>Claro que o liberalismo não tem a força explicativa do marxismo, ou de outra qualquer religião ou ideologia, justamente porque não é uma ideologia.<br />
 Adam Smith, na Riqueza das Nações limita-se a constatar que há países mais ricos que outros e procura “descascar” as razões dessa riqueza, para daí extrair, não dogmas, mas algumas hipóteses interpretativas  que respeitam os factos que efectivamente ocorreram.<br />
O liberalismo não projecta criar uma sociedade perfeita, mas sim identificar práticas que parecem resultar. Uma abordagem “científica” (e nesse aspecto, há que fazer uma vénia a Karl Popper.)<br />
Por seu lado, o socialismo , o fascismo, o nazismo, o comunismo, etc, são ideologias, desvarios construídos à priori, a montante e à revelia dos factos. São, por isso intrinsecamente falsas, procurando adaptar o ser humano a si próprias<br />
A verdade é que as práticas liberais têm resultado razoavelmente bem e se é verdade que o capitalismo não proporciona igualdade (nem a isso aspira), as ideologias que o contestam muito menos o fazem, bem pelo contrário.<br />
E comparar a perfeição da “coisa em si” que não existe-a utopia comunista- com o que existe-o capitalismo democrático- é pura desonestidade. O real fica sempre a perder….<br />
Há religiões que prometem coisas melhores.<br />
O liberalismo não é escatológico, não tem uma visão mítica e conspiratória do mundo, é apenas racional e pragmático, o que o desvaloriza aos olhos de quem necessita de uma religião, nem que seja secular.<br />
De resto o tipo de vocabulário passional usado aqui pelo r.m, com abundantes e tremendos adjectivos, de ordem moral, diz tudo das cenouras que o fazem correr.<br />
Não é razão….é cegueira passional.</p>
<p>Quanto à história contrafactual com que o r-m nos brindou, não sei que lhe diga. Também gosto desse tipo de ficção (acabei de ler Conspiração contra a América,de Roth) mas não a confundo com a realidade.</p>
<p>Quanto ao amanhã, o facto de o liberalismo não ter escatologia nem utopias mobilizadoras, não impede que seja portador de sentido, principalmente pela ideia simples e forte que lhe está subjacente: garantir a autonomia e o bem-estar do indivíduo.<br />
É só esse o programa e é nítido que é nesse sentido que o mundo tem evoluído.<br />
É pois o pior dos sistemas, à excepção de todos os outros</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: Lidador</title>
		<link>http://5dias.net/2007/07/10/nao-foi-assim/comment-page-2/#comment-8516</link>
		<dc:creator>Lidador</dc:creator>
		<pubDate>Fri, 13 Jul 2007 14:15:48 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://5dias.net/2007/07/10/nao-foi-assim/#comment-8516</guid>
		<description>[O Lidador garante que todos os comunistas são cúmplices dos crimes do estalinismo]

Não me recordo de ter garantido tal coisa.
O que eu sustento é que todas as experiências comunistas redundaram no mesmo: miséria, repressão e morte, desde  URSS à Etiópia. 
Que diabo, se 50 fantásticos automóveis “socialistas”, os melhores do mundo, entram numa corrida, pilotados por diferentes pilotos, nem todos incompetentes, frustrados ou mal intencionados, em competição directa com desprezíveis carros capitalistas e outras carroças de modelos vários e, lançada a  corrida, TODOS se atrasam, despistam ou desistem,  qual a explicação lógica? O carro ou os pilotos?
O marxista cego  recusará que o carro é mau e dirá que os pilotos é que eram todos maus, ou que há uma conspiração cósmica.
Mantém a fé no carro, e acredita que ele funcionará melhor se conduzido por um piloto diferente, um “piloto novo”, que tenha um corno debaixo do nariz, e um rabo com dois orifícios.

Entretanto, a escuderia capitalista, com o seu modelo “democrático liberal”, que se adapta ao piloto tal como ele é, e não como ele “deveria ser”, vai dando um bigode monumental aos bólides “socialistas”.

Gente com bom senso, percebe que o modelo “socialista” nunca irá funcionar porque a malta é teimosa e recusa-se a ter um corno debaixo do nariz e dois buracos no rabo.
Mas o crente acredita…tem fé…é muito religioso…e berra contra os carros capitalistas, dizendo que têm riscos na pintura, que os assentos não são forrado a pele genuína, que atropelaram um gato, e que se vão estampar não tarda nada.
E cada vez que um deles abranda ou muda um pneu, o crente “socialista” rejubila, espeta as orelhas e profetiza que agora é que vai ser o fim da “escuderia capitalista”.
E, reduzido agora a mero espectador, anda nisto há mais de 100 anos!

Ora bolas, NRA!</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>[O Lidador garante que todos os comunistas são cúmplices dos crimes do estalinismo]</p>
<p>Não me recordo de ter garantido tal coisa.<br />
O que eu sustento é que todas as experiências comunistas redundaram no mesmo: miséria, repressão e morte, desde  URSS à Etiópia.<br />
Que diabo, se 50 fantásticos automóveis “socialistas”, os melhores do mundo, entram numa corrida, pilotados por diferentes pilotos, nem todos incompetentes, frustrados ou mal intencionados, em competição directa com desprezíveis carros capitalistas e outras carroças de modelos vários e, lançada a  corrida, TODOS se atrasam, despistam ou desistem,  qual a explicação lógica? O carro ou os pilotos?<br />
O marxista cego  recusará que o carro é mau e dirá que os pilotos é que eram todos maus, ou que há uma conspiração cósmica.<br />
Mantém a fé no carro, e acredita que ele funcionará melhor se conduzido por um piloto diferente, um “piloto novo”, que tenha um corno debaixo do nariz, e um rabo com dois orifícios.</p>
<p>Entretanto, a escuderia capitalista, com o seu modelo “democrático liberal”, que se adapta ao piloto tal como ele é, e não como ele “deveria ser”, vai dando um bigode monumental aos bólides “socialistas”.</p>
<p>Gente com bom senso, percebe que o modelo “socialista” nunca irá funcionar porque a malta é teimosa e recusa-se a ter um corno debaixo do nariz e dois buracos no rabo.<br />
Mas o crente acredita…tem fé…é muito religioso…e berra contra os carros capitalistas, dizendo que têm riscos na pintura, que os assentos não são forrado a pele genuína, que atropelaram um gato, e que se vão estampar não tarda nada.<br />
E cada vez que um deles abranda ou muda um pneu, o crente “socialista” rejubila, espeta as orelhas e profetiza que agora é que vai ser o fim da “escuderia capitalista”.<br />
E, reduzido agora a mero espectador, anda nisto há mais de 100 anos!</p>
<p>Ora bolas, NRA!</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: João Tunes</title>
		<link>http://5dias.net/2007/07/10/nao-foi-assim/comment-page-2/#comment-8515</link>
		<dc:creator>João Tunes</dc:creator>
		<pubDate>Fri, 13 Jul 2007 14:10:14 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://5dias.net/2007/07/10/nao-foi-assim/#comment-8515</guid>
		<description>Quando vestimos beca para corrigir erros alheios, é preciso algum cuidado de rigor. O livro de Zita tem de facto imprecisões e confusões (como acontece à maior parte dos livros de memórias pois o cérebro, felizmente, não é um computador) e um pequeno exemplo destas é ter confundido o sogro de Pina Moura, o pai de Herculana Carvalho, que foi o Guilherme da Costa Carvalho, com Rogério Carvalho, ambos destacados quadros comunistas mas com idades diferentes e sem laços familiares entre si.  Mas a quem não aconteceram lapsos destes? Mas quando se &quot;corrigem&quot; outros, arvorando a tal beca do rigor, aí não podemos cometer falhas. E aqui, logo à cabeça, mete-se água na primeira correcção dos &quot;erros da Zita&quot;. Amílcar Cabral, por muito que esteja difundido que ele era &quot;caboverdiano&quot;, era, de facto, guineense. Nascido em Bafatá (Guiné) de mãe guineense e pai caboverdiano, Amilcar (mestiço escuro) era um guineense, como, aliás, sempre se assumiu e disso se orgulhava. Aliás, nas disputas racistas e tribalistas havidas no seio do PAIGC (e que permitiram à PIDE infiltrar os seus assassinos), Amílcar &quot;apanhava&quot; dos guineenses &quot;puros&quot; por ser mestiço e acusado de apoiar o domínios dos quadros caboverdianos como &quot;apanhava&quot;, não menos, dos caboverdianos que acusavam Amílcar de, sendo guineense, apoiar os combatentes guineenses.  Muitos quadros caboverdianos do PAIGC eram, durante os cursos de formação miltar na URSS (nomeadamente a equipa que foi para lá para se formar em pilotos de MIGs e regressou, por ainda não haver condições para que o PAIGC  tivesse força aérea, trabalhar com os mísseis terra-ar que neutralizaram a aviação colonial), doutrinados pelos soviéticos no sentimento anti-Amílcar, a quem acusavam de ser um defensor exagerado dos guineenses por o ser. Isto tinha a ver que a URSS, do ponto de vista geoestratégico  nos seus interesses de superpotência, estar muito mais interessada em ter um &quot;porta-aviões&quot; no meio do Atlântico Sul  (Cabo Verde) que a costa da Guiné-Bissau (onde Sekou Touré, na Guiné-Conacry, já lhe fornecia esa posição). Por outro lado, ao contrário do que muitos julgam, Amilcar Cabral era mais &quot;independente&quot; do que a &quot;fidelidade soviética&quot; exigia, e não era bem vista a forma de enorme habilidade diplomática como Amílcar se relacionava com os países nórdicos sociais-democratas (particularmente com Olof Palme, Suécia) e que apoiavam o PAIGC no campo dos fundos, cobertura diplomatica,  apoio médico e educacional. Como também é significativo que a invasão da Guiné-Conacry em 1970, para decapitar Sekou Touré, Amílcar e aniquilar o PAIGC, liderada por alpoim Calvão, tenha usado um sortido lote de kalashnikovs novinhas e do último modelo, compradas pelo traficante de armas Zoio na URSS, por encomenda da PIDE. Assim, se a PIDE atingiu Amílcar infiltrando gente que o odiava por ser &quot;caboverdiano&quot; (o que era falso), a URSS acirrava contra Amilcar o ódio dos caboverdianos contra Amilcar por este ser, como era, guineense (na esperança que, numa futura cisão, os caboverdianos, agradecidos, facilitassem cabo Verde como base de domínio da URS sobre o Atlântico Sul). O autor do post, ao negar a Amílcar a sua condição genuína de guineense, está, afinal (e certamente sem má intenção  mas apenas por arrogância de corrector apressado de Zita) a prolongar no tempo a campanha da PIDE de falsificação da identidade nacional de Amílcar Cabral. Está desculpado, porque o ódio a Zita (e o ódio cega, como sabemos) é politicamente correcto, absolutamente correcto. Mas, eticamente, não devia andar a enfiar carapuças que bem lhe servem (falsificação histórica) em cabeças alheias.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Quando vestimos beca para corrigir erros alheios, é preciso algum cuidado de rigor. O livro de Zita tem de facto imprecisões e confusões (como acontece à maior parte dos livros de memórias pois o cérebro, felizmente, não é um computador) e um pequeno exemplo destas é ter confundido o sogro de Pina Moura, o pai de Herculana Carvalho, que foi o Guilherme da Costa Carvalho, com Rogério Carvalho, ambos destacados quadros comunistas mas com idades diferentes e sem laços familiares entre si.  Mas a quem não aconteceram lapsos destes? Mas quando se &#8220;corrigem&#8221; outros, arvorando a tal beca do rigor, aí não podemos cometer falhas. E aqui, logo à cabeça, mete-se água na primeira correcção dos &#8220;erros da Zita&#8221;. Amílcar Cabral, por muito que esteja difundido que ele era &#8220;caboverdiano&#8221;, era, de facto, guineense. Nascido em Bafatá (Guiné) de mãe guineense e pai caboverdiano, Amilcar (mestiço escuro) era um guineense, como, aliás, sempre se assumiu e disso se orgulhava. Aliás, nas disputas racistas e tribalistas havidas no seio do PAIGC (e que permitiram à PIDE infiltrar os seus assassinos), Amílcar &#8220;apanhava&#8221; dos guineenses &#8220;puros&#8221; por ser mestiço e acusado de apoiar o domínios dos quadros caboverdianos como &#8220;apanhava&#8221;, não menos, dos caboverdianos que acusavam Amílcar de, sendo guineense, apoiar os combatentes guineenses.  Muitos quadros caboverdianos do PAIGC eram, durante os cursos de formação miltar na URSS (nomeadamente a equipa que foi para lá para se formar em pilotos de MIGs e regressou, por ainda não haver condições para que o PAIGC  tivesse força aérea, trabalhar com os mísseis terra-ar que neutralizaram a aviação colonial), doutrinados pelos soviéticos no sentimento anti-Amílcar, a quem acusavam de ser um defensor exagerado dos guineenses por o ser. Isto tinha a ver que a URSS, do ponto de vista geoestratégico  nos seus interesses de superpotência, estar muito mais interessada em ter um &#8220;porta-aviões&#8221; no meio do Atlântico Sul  (Cabo Verde) que a costa da Guiné-Bissau (onde Sekou Touré, na Guiné-Conacry, já lhe fornecia esa posição). Por outro lado, ao contrário do que muitos julgam, Amilcar Cabral era mais &#8220;independente&#8221; do que a &#8220;fidelidade soviética&#8221; exigia, e não era bem vista a forma de enorme habilidade diplomática como Amílcar se relacionava com os países nórdicos sociais-democratas (particularmente com Olof Palme, Suécia) e que apoiavam o PAIGC no campo dos fundos, cobertura diplomatica,  apoio médico e educacional. Como também é significativo que a invasão da Guiné-Conacry em 1970, para decapitar Sekou Touré, Amílcar e aniquilar o PAIGC, liderada por alpoim Calvão, tenha usado um sortido lote de kalashnikovs novinhas e do último modelo, compradas pelo traficante de armas Zoio na URSS, por encomenda da PIDE. Assim, se a PIDE atingiu Amílcar infiltrando gente que o odiava por ser &#8220;caboverdiano&#8221; (o que era falso), a URSS acirrava contra Amilcar o ódio dos caboverdianos contra Amilcar por este ser, como era, guineense (na esperança que, numa futura cisão, os caboverdianos, agradecidos, facilitassem cabo Verde como base de domínio da URS sobre o Atlântico Sul). O autor do post, ao negar a Amílcar a sua condição genuína de guineense, está, afinal (e certamente sem má intenção  mas apenas por arrogância de corrector apressado de Zita) a prolongar no tempo a campanha da PIDE de falsificação da identidade nacional de Amílcar Cabral. Está desculpado, porque o ódio a Zita (e o ódio cega, como sabemos) é politicamente correcto, absolutamente correcto. Mas, eticamente, não devia andar a enfiar carapuças que bem lhe servem (falsificação histórica) em cabeças alheias.</p>
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	</item>
	<item>
		<title>Por: p.porto</title>
		<link>http://5dias.net/2007/07/10/nao-foi-assim/comment-page-2/#comment-8513</link>
		<dc:creator>p.porto</dc:creator>
		<pubDate>Fri, 13 Jul 2007 14:05:09 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://5dias.net/2007/07/10/nao-foi-assim/#comment-8513</guid>
		<description>Ao N.Ribeiro de Almeida

Escreveu: &quot;... o PPorto pretendem desvalorizar os massacres perpetados pela direita&quot;.

Não é assim. O tipo de argumento que eu uso para denunciar os crimes do comunismo tenho usado na blogosfera também contra a extrema-dereita emergente denunciando os crimes do nazismo, que eles também dizem que não aconteceram.

Confesso que me indigna é que se tentem branquear passados terríveis, tenebrosos.

De resto, julgo que as divergências que tenho consigo, meu antigo colega no ISE, se restrigem à forma de abordar o livro da Zita, quando lhe falei no provérbio chinês &quot;quando se aponta para a lua, o idiota fica a olhar para o dedo&quot;.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Ao N.Ribeiro de Almeida</p>
<p>Escreveu: &#8220;&#8230; o PPorto pretendem desvalorizar os massacres perpetados pela direita&#8221;.</p>
<p>Não é assim. O tipo de argumento que eu uso para denunciar os crimes do comunismo tenho usado na blogosfera também contra a extrema-dereita emergente denunciando os crimes do nazismo, que eles também dizem que não aconteceram.</p>
<p>Confesso que me indigna é que se tentem branquear passados terríveis, tenebrosos.</p>
<p>De resto, julgo que as divergências que tenho consigo, meu antigo colega no ISE, se restrigem à forma de abordar o livro da Zita, quando lhe falei no provérbio chinês &#8220;quando se aponta para a lua, o idiota fica a olhar para o dedo&#8221;.</p>
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	</item>
	<item>
		<title>Por: p.porto</title>
		<link>http://5dias.net/2007/07/10/nao-foi-assim/comment-page-2/#comment-8510</link>
		<dc:creator>p.porto</dc:creator>
		<pubDate>Fri, 13 Jul 2007 13:56:15 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://5dias.net/2007/07/10/nao-foi-assim/#comment-8510</guid>
		<description>A Xatoo
Dispenso o &quot;excelência&quot;, julgo que também dispensará.
Sobre o que escreveu:
1.Concordo consigo; não escrevi nada que contrarie essa sua opinião. Desde logo concordo com a motivação económica como base para a emergência de movimentos revolucionários dos miseráveis. Quanto à cisão que refere, repare que é um argumento que eu poderia ter usado para dizer que é da mais elementar falta de conhecimento falar em &quot;social-democracia-marxismo&quot; e logo no pós-guerra. Isto é uma mentira, talvez até um wishfulthink.
2.Indo apenas à essência da sua frase, pondo de lado os enquadramentos ideológicos que lhe dá, veja que eu não disse nada que contrarie a factualidade que refere. Agora, há que acrescentar que o keynesianismo se esgotou, e isso é concensual entre os economistas. Daí que tenha surgido uma abordagem nova à economia que fez com que ela continuasse a crescer. E é um facto (FACTO) que a economia americana, abandonado o keunesianismo, cresce mais, bem mais, do que a europeia; é que na Europa se mantém alguns laivos de keynesianismo. Não se pode ficar parado lá atrás sonhando em reviver um passado enquanto as coisas correram bem.
3. Não abordei o termo imperialismo pq a questão não se pôs. Obviamente que discordo da concepção marxista de imperialismo, podemos discutir isso em separado. Quanto ao que aconteceu a Rosa Luxemburg, seria bom pensar que quem mexe no fogo também se queima.

Como vê, se não inventarmos ou deturparmos factos, o que resta são perspetivas. Não me incomoda que pense diferente de mim, tal como não me incomodaram as perspectivas diferentes do rm. Incomodam-me mentiras, incomoda-me que a ignorância e a invenção seja que depois dita como se se tratasse da realidade.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>A Xatoo<br />
Dispenso o &#8220;excelência&#8221;, julgo que também dispensará.<br />
Sobre o que escreveu:<br />
1.Concordo consigo; não escrevi nada que contrarie essa sua opinião. Desde logo concordo com a motivação económica como base para a emergência de movimentos revolucionários dos miseráveis. Quanto à cisão que refere, repare que é um argumento que eu poderia ter usado para dizer que é da mais elementar falta de conhecimento falar em &#8220;social-democracia-marxismo&#8221; e logo no pós-guerra. Isto é uma mentira, talvez até um wishfulthink.<br />
2.Indo apenas à essência da sua frase, pondo de lado os enquadramentos ideológicos que lhe dá, veja que eu não disse nada que contrarie a factualidade que refere. Agora, há que acrescentar que o keynesianismo se esgotou, e isso é concensual entre os economistas. Daí que tenha surgido uma abordagem nova à economia que fez com que ela continuasse a crescer. E é um facto (FACTO) que a economia americana, abandonado o keunesianismo, cresce mais, bem mais, do que a europeia; é que na Europa se mantém alguns laivos de keynesianismo. Não se pode ficar parado lá atrás sonhando em reviver um passado enquanto as coisas correram bem.<br />
3. Não abordei o termo imperialismo pq a questão não se pôs. Obviamente que discordo da concepção marxista de imperialismo, podemos discutir isso em separado. Quanto ao que aconteceu a Rosa Luxemburg, seria bom pensar que quem mexe no fogo também se queima.</p>
<p>Como vê, se não inventarmos ou deturparmos factos, o que resta são perspetivas. Não me incomoda que pense diferente de mim, tal como não me incomodaram as perspectivas diferentes do rm. Incomodam-me mentiras, incomoda-me que a ignorância e a invenção seja que depois dita como se se tratasse da realidade.</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: Adão Contreiras</title>
		<link>http://5dias.net/2007/07/10/nao-foi-assim/comment-page-2/#comment-8507</link>
		<dc:creator>Adão Contreiras</dc:creator>
		<pubDate>Fri, 13 Jul 2007 12:31:32 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://5dias.net/2007/07/10/nao-foi-assim/#comment-8507</guid>
		<description>Não sou um comentador bloguista e penso que não o venha a ser.
Verifico que aqui as opiniões decorrem de leituras e informação, o que é relevante.
A matéria em discussão toca-me por duas vias, pessoalmente e ideologicamente. 

Na “Terceira Vaga”, anunciava-se o fim da concentração industrial e da massificação da sociedade . A seguir ao colapso da URSS anunciou-se o” fim da história”, e mais recentemente ouvi   na televisão o Rumsfild  dizer: (cito de memória) – isso de socialismo, leninismo e terroristas vai tudo para o cesto do lixo…

A partir de certa altura apesar do pouco aprofundamento em termos teóricos, considerei-me um marxista . Não sei se foi Marx ou Engls que teorizou sobre o papel da “violência na História” e de o  ter lido. Lembro-me também de um artigo, que não sei referênciar  onde se dizia que as grandes transformações sociais começam sempre por actos de grande violência; Spartacus, revoltas dos camponeses na Idade Média, Revolução , Francesa etc.
O que disto interiorizei é que temos que enquadrar essa  violência  no contexto histórico ; matar? todos mataram  mataram! !!

O que lamento pessoalmente do meu ponto de vista( porque em história não há “ses” nem lamentações) é a falta de liberdade na experiência soviética, o que levou ao seu esgotamento e colapso.

Voltamos à estaca zero! –mas, por vezes é preciso dar um passo atrás para dar depois dois à frente, cito.

Já o  M.  Merleau- Ponty   em  SINAIS  quando analisa o papel dos sindicatos no  interior das  fábricas na antiga RDA , estigmatizava que a falta de liberdade levaria ao recuo por décadas, muitas décadas,  do movimento operário. 

 Aos neoliberais, que decretaram “ o fim da história”, desejo-lhes muita valentia individual.

Quanto à Zita Seabra, por experiência pessoal na UEC, deixou-me um traço amargo na garganta; mas quando no interior do PCP se discutiu a sua expulsão,
votei contra, por isso não me parecer uma boa prática política.

 Aproveito para agradecer ao Nuno Ramos de Almeida a limpidez da sua crónica.


Adão Contreiras

PS.  Se alguns nomes vão mal escritos peço desculpa, mas falta-me pachorra para investigaçôes</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Não sou um comentador bloguista e penso que não o venha a ser.<br />
Verifico que aqui as opiniões decorrem de leituras e informação, o que é relevante.<br />
A matéria em discussão toca-me por duas vias, pessoalmente e ideologicamente. </p>
<p>Na “Terceira Vaga”, anunciava-se o fim da concentração industrial e da massificação da sociedade . A seguir ao colapso da URSS anunciou-se o” fim da história”, e mais recentemente ouvi   na televisão o Rumsfild  dizer: (cito de memória) – isso de socialismo, leninismo e terroristas vai tudo para o cesto do lixo…</p>
<p>A partir de certa altura apesar do pouco aprofundamento em termos teóricos, considerei-me um marxista . Não sei se foi Marx ou Engls que teorizou sobre o papel da “violência na História” e de o  ter lido. Lembro-me também de um artigo, que não sei referênciar  onde se dizia que as grandes transformações sociais começam sempre por actos de grande violência; Spartacus, revoltas dos camponeses na Idade Média, Revolução , Francesa etc.<br />
O que disto interiorizei é que temos que enquadrar essa  violência  no contexto histórico ; matar? todos mataram  mataram! !!</p>
<p>O que lamento pessoalmente do meu ponto de vista( porque em história não há “ses” nem lamentações) é a falta de liberdade na experiência soviética, o que levou ao seu esgotamento e colapso.</p>
<p>Voltamos à estaca zero! –mas, por vezes é preciso dar um passo atrás para dar depois dois à frente, cito.</p>
<p>Já o  M.  Merleau- Ponty   em  SINAIS  quando analisa o papel dos sindicatos no  interior das  fábricas na antiga RDA , estigmatizava que a falta de liberdade levaria ao recuo por décadas, muitas décadas,  do movimento operário. </p>
<p> Aos neoliberais, que decretaram “ o fim da história”, desejo-lhes muita valentia individual.</p>
<p>Quanto à Zita Seabra, por experiência pessoal na UEC, deixou-me um traço amargo na garganta; mas quando no interior do PCP se discutiu a sua expulsão,<br />
votei contra, por isso não me parecer uma boa prática política.</p>
<p> Aproveito para agradecer ao Nuno Ramos de Almeida a limpidez da sua crónica.</p>
<p>Adão Contreiras</p>
<p>PS.  Se alguns nomes vão mal escritos peço desculpa, mas falta-me pachorra para investigaçôes</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: Nuno Ramos de Almeida</title>
		<link>http://5dias.net/2007/07/10/nao-foi-assim/comment-page-2/#comment-8498</link>
		<dc:creator>Nuno Ramos de Almeida</dc:creator>
		<pubDate>Fri, 13 Jul 2007 10:27:25 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://5dias.net/2007/07/10/nao-foi-assim/#comment-8498</guid>
		<description>Lidador, não perdi estribeiras nenhumas. Há uma substancial diferença entre nós, uma de várias:
Eu simpatizo mais com as vítimas do que com os carrascos. E por vítimas entendo aqueles que foram mortos tanto a Leste como a Ocidente. Para mim, não há genocídios justificados. O Sr. e o PPorto pretendem desvalorizar os massacres perpetados pela direita. Por isso me irritam contabilidades macabras. Agora, os comunistas portugueses não participaram nos massacres de Estaline. Bateram-se contra o fascismo, é uma situação bastante diferente. Em Portugal, temos a situação fantástica de muitos que criticam o PCP eram cumplices do antigo regime, e pretendem dar lições de democracia, quando estiveram calados quando isso importava. 
Não sou do PCP, nem concordo com muitas das suas posições, e sou contra o funcionamento de um partido que não permite o direito de tendência e a discussão da democrática.
Sobre o livro da Zita Seabra, acho que é uma obra de má fé. As mentiras, as inverdades e as manipulações provam-no. Zita Seabra tem todo o direito de mudar de posição. Eu tenho todo o direito de achar que ela escreveu um livro pouco verdadeiro, com passagens mistificadoras sobre a participação do PCP nos crimes de Estaline. Isso não é um fuzilamento, nem mesmo simbólico. Quem assim o diz, desvaloriza os fuzilamentos e sobretudo pretende uma situação em que todos tenhamos que aceitar o livro de Zita, como verdade universal.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Lidador, não perdi estribeiras nenhumas. Há uma substancial diferença entre nós, uma de várias:<br />
Eu simpatizo mais com as vítimas do que com os carrascos. E por vítimas entendo aqueles que foram mortos tanto a Leste como a Ocidente. Para mim, não há genocídios justificados. O Sr. e o PPorto pretendem desvalorizar os massacres perpetados pela direita. Por isso me irritam contabilidades macabras. Agora, os comunistas portugueses não participaram nos massacres de Estaline. Bateram-se contra o fascismo, é uma situação bastante diferente. Em Portugal, temos a situação fantástica de muitos que criticam o PCP eram cumplices do antigo regime, e pretendem dar lições de democracia, quando estiveram calados quando isso importava.<br />
Não sou do PCP, nem concordo com muitas das suas posições, e sou contra o funcionamento de um partido que não permite o direito de tendência e a discussão da democrática.<br />
Sobre o livro da Zita Seabra, acho que é uma obra de má fé. As mentiras, as inverdades e as manipulações provam-no. Zita Seabra tem todo o direito de mudar de posição. Eu tenho todo o direito de achar que ela escreveu um livro pouco verdadeiro, com passagens mistificadoras sobre a participação do PCP nos crimes de Estaline. Isso não é um fuzilamento, nem mesmo simbólico. Quem assim o diz, desvaloriza os fuzilamentos e sobretudo pretende uma situação em que todos tenhamos que aceitar o livro de Zita, como verdade universal.</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: Lidador</title>
		<link>http://5dias.net/2007/07/10/nao-foi-assim/comment-page-2/#comment-8494</link>
		<dc:creator>Lidador</dc:creator>
		<pubDate>Fri, 13 Jul 2007 08:53:28 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://5dias.net/2007/07/10/nao-foi-assim/#comment-8494</guid>
		<description>Caro Nuno, lameto que tenha ficado ofuscado com o título do meu post e, em consequência, tenha perdido as estribeiras.
Parece que o NRA tem realmente um problema: reaje a quente aos primeiros estímulos, como, aliás, confessa no seu post e confirmou depois com aquela transcrição um bocado atabalhoada de um excerto de Marx, sem ler o que vinha a seguir.

Neste caso do &quot;Fuzilamento&quot;, acontece o mesmo. Se lesse até ao fim teria lido o seguinte:

&quot;As execuções são, por isso, simbólicas.
O post do Nuno é apenas a sua contribuição simbólica para o pelotão de execução. Mas a raiva está lá....&quot;

Que raios, NRA, conhece certamente as mais elementares figuras de estilo....de resto você tb as usa.

Quanto à  doutrina que o NRA defende acrisoladamente e a Zita denucia ferozmente, é exactamente essa a lua para onde o livro aponta e essa é a questão que importa.
Saber se era o padrinho e não o padrasto, se a Zita é feia ou bonita, se foi na Colômbia ou na Bolívia, se a Zita é má ou boa, são fait-divers a que o NRA lança mão para atirar tomatadas e desviar a atenção da lua.

Táctica leninista....os velhos hábitos nunca esquecem, é como andar de bicicleta.

Responder-lhe-ei ....tal como responderei à imensa cornucópia de cavalidades do r.m, hoje ainda, se tiver tempo.

Talvez lá para o fim da tarde...</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Caro Nuno, lameto que tenha ficado ofuscado com o título do meu post e, em consequência, tenha perdido as estribeiras.<br />
Parece que o NRA tem realmente um problema: reaje a quente aos primeiros estímulos, como, aliás, confessa no seu post e confirmou depois com aquela transcrição um bocado atabalhoada de um excerto de Marx, sem ler o que vinha a seguir.</p>
<p>Neste caso do &#8220;Fuzilamento&#8221;, acontece o mesmo. Se lesse até ao fim teria lido o seguinte:</p>
<p>&#8220;As execuções são, por isso, simbólicas.<br />
O post do Nuno é apenas a sua contribuição simbólica para o pelotão de execução. Mas a raiva está lá&#8230;.&#8221;</p>
<p>Que raios, NRA, conhece certamente as mais elementares figuras de estilo&#8230;.de resto você tb as usa.</p>
<p>Quanto à  doutrina que o NRA defende acrisoladamente e a Zita denucia ferozmente, é exactamente essa a lua para onde o livro aponta e essa é a questão que importa.<br />
Saber se era o padrinho e não o padrasto, se a Zita é feia ou bonita, se foi na Colômbia ou na Bolívia, se a Zita é má ou boa, são fait-divers a que o NRA lança mão para atirar tomatadas e desviar a atenção da lua.</p>
<p>Táctica leninista&#8230;.os velhos hábitos nunca esquecem, é como andar de bicicleta.</p>
<p>Responder-lhe-ei &#8230;.tal como responderei à imensa cornucópia de cavalidades do r.m, hoje ainda, se tiver tempo.</p>
<p>Talvez lá para o fim da tarde&#8230;</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: xatoo</title>
		<link>http://5dias.net/2007/07/10/nao-foi-assim/comment-page-2/#comment-8493</link>
		<dc:creator>xatoo</dc:creator>
		<pubDate>Fri, 13 Jul 2007 08:47:32 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://5dias.net/2007/07/10/nao-foi-assim/#comment-8493</guid>
		<description>ao exmo sr p.porto

As consequências da azáfama com que Vexa pretende “destruir totalmente o pensamento do inimigo”, acaba por se virar contra si próprio: “Não sabe, desconhece”
1 - Só para lhe recordar aquilo que se infere da sua conversa mole popper-soarista e que, se calhar, nunca soube: as origens da revolução soviética de 1917 nascem precisamente da cisão do Partido Social Democrata, da sua ala Bolchevique (palavra que em russo quer dizer Maioritária). Tal ascensão só foi possível pelas condições de extrema degradação social em que as guerras das Potências por mercados lançaram a Europa, da qual a Rússia fazia parte integrante.
2 - A intervenção do Estado na economia, como motor de desenvolvimento , é efectivamente advogada por Lorde Keynes e consta de qualquer manual escolar. Esta foi a teoria em que se alicerçou o período de crescimento que ficou conhecido pelos “trinta anos gloriosos” – os marxistas atribuíram-lhe uma designação mais facilmente identificável: Imperialismo, porque a “prosperidade”do ciclo que nasceu com o Consenso de Washington se ficou a dever ao assalto e pilhagem pura e dura dos recursos do resto do mundo inteiro, com o historial de miséria e degradação no chamado 3º mundo que é bem conhecido.
3 – Para quem abomina a palavra “Imperialismo” (que não é referida uma única vez no discurso simplificado do sr p.porto) lembra-se que também o conceito não é uma invenção da revolução russa, tendo sido primeiro teorizado por Rudolf Hilferding e, entre outros, Rosa Luxemburgo: precisamente, uma das primeiras vítimas da barbárie da cisão “social democrata pela liberdade”, de matar, seja pelas acções de banditismo de freikorps seja através de organizações mais sofisticadas, com a Nato.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>ao exmo sr p.porto</p>
<p>As consequências da azáfama com que Vexa pretende “destruir totalmente o pensamento do inimigo”, acaba por se virar contra si próprio: “Não sabe, desconhece”<br />
1 &#8211; Só para lhe recordar aquilo que se infere da sua conversa mole popper-soarista e que, se calhar, nunca soube: as origens da revolução soviética de 1917 nascem precisamente da cisão do Partido Social Democrata, da sua ala Bolchevique (palavra que em russo quer dizer Maioritária). Tal ascensão só foi possível pelas condições de extrema degradação social em que as guerras das Potências por mercados lançaram a Europa, da qual a Rússia fazia parte integrante.<br />
2 &#8211; A intervenção do Estado na economia, como motor de desenvolvimento , é efectivamente advogada por Lorde Keynes e consta de qualquer manual escolar. Esta foi a teoria em que se alicerçou o período de crescimento que ficou conhecido pelos “trinta anos gloriosos” – os marxistas atribuíram-lhe uma designação mais facilmente identificável: Imperialismo, porque a “prosperidade”do ciclo que nasceu com o Consenso de Washington se ficou a dever ao assalto e pilhagem pura e dura dos recursos do resto do mundo inteiro, com o historial de miséria e degradação no chamado 3º mundo que é bem conhecido.<br />
3 – Para quem abomina a palavra “Imperialismo” (que não é referida uma única vez no discurso simplificado do sr p.porto) lembra-se que também o conceito não é uma invenção da revolução russa, tendo sido primeiro teorizado por Rudolf Hilferding e, entre outros, Rosa Luxemburgo: precisamente, uma das primeiras vítimas da barbárie da cisão “social democrata pela liberdade”, de matar, seja pelas acções de banditismo de freikorps seja através de organizações mais sofisticadas, com a Nato.</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: r.m.</title>
		<link>http://5dias.net/2007/07/10/nao-foi-assim/comment-page-2/#comment-8491</link>
		<dc:creator>r.m.</dc:creator>
		<pubDate>Fri, 13 Jul 2007 08:23:04 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://5dias.net/2007/07/10/nao-foi-assim/#comment-8491</guid>
		<description>Ao p.porto.
Apesar de serem gratuitamente ofensivos e provocatórios, não deixarei de responder factualmente aos seus &quot;comentários&quot;. Não porque vc. o mereça, mas para não passar a ideia de que poderá ter alguma razão. Todavia, como agora tenho que trabalhar, fá-lo-ei lá para o final da tarde.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Ao p.porto.<br />
Apesar de serem gratuitamente ofensivos e provocatórios, não deixarei de responder factualmente aos seus &#8220;comentários&#8221;. Não porque vc. o mereça, mas para não passar a ideia de que poderá ter alguma razão. Todavia, como agora tenho que trabalhar, fá-lo-ei lá para o final da tarde.</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: Carlos Palminha</title>
		<link>http://5dias.net/2007/07/10/nao-foi-assim/comment-page-2/#comment-8469</link>
		<dc:creator>Carlos Palminha</dc:creator>
		<pubDate>Fri, 13 Jul 2007 00:55:44 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://5dias.net/2007/07/10/nao-foi-assim/#comment-8469</guid>
		<description>Zita Seabra na usa intervenação na A.R. aquando da discussão da Petição n.º 151/X/1.ª (Movimento Cívico &quot;Não apaguem a memória&quot;) : &quot;É tempo de respeitar a história portuguesa do Século XX, porque, não tenhamos dúvidas, nas suas páginas terão lugar, por direito próprio, os que sofreram as torturas na António Maria Cardoso, na Rua do Heroísmo, no Porto, ou no Aljube de Lisboa.&quot;.

Lendo algumas passagens do seu livro resta-nos um apelo ao Movimento Cívico &quot;Não apaguem a memória&quot;: óh pessoal, não apaguem a memória da Zita, coitada, que anda tão senil!</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Zita Seabra na usa intervenação na A.R. aquando da discussão da Petição n.º 151/X/1.ª (Movimento Cívico &#8220;Não apaguem a memória&#8221;) : &#8220;É tempo de respeitar a história portuguesa do Século XX, porque, não tenhamos dúvidas, nas suas páginas terão lugar, por direito próprio, os que sofreram as torturas na António Maria Cardoso, na Rua do Heroísmo, no Porto, ou no Aljube de Lisboa.&#8221;.</p>
<p>Lendo algumas passagens do seu livro resta-nos um apelo ao Movimento Cívico &#8220;Não apaguem a memória&#8221;: óh pessoal, não apaguem a memória da Zita, coitada, que anda tão senil!</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: p.porto</title>
		<link>http://5dias.net/2007/07/10/nao-foi-assim/comment-page-2/#comment-8459</link>
		<dc:creator>p.porto</dc:creator>
		<pubDate>Thu, 12 Jul 2007 22:55:47 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://5dias.net/2007/07/10/nao-foi-assim/#comment-8459</guid>
		<description>Ao r.m.

Algumas observações que me parecem imporantes.

!.Disse: “… milhares e milhares de vítimas que o liberalismo causou, quer para se impor como modelo de sociedade, designadamente quando implementou de forma drástica a destruição do tipo de propriedade feudal.” Está produndamente equivocado. Pior, desconhece, ignora. Por um lado, não foi o liberalismo que substituiu o feudalismo. O feudalismo foi interompido pelo iluminismo - doutrina em que o Rei é fonte absoluta da legitimidade e autoridade, cerca de 150 a 250 anos antes do aparecimento do Liberalismo. Por outro, o iluminismo não destriuiu de forma drástica a propriedade feudal, aquilo que fez foi impedir a nobreza de cobrar impostos a seu belo prazer. Nem sequer houve “milhares e milhares” de vítimas com implantação dos regimes absolutistas. Vc inventou, vc não sabe do que está a falar.

2. Disse: “O liberalismo, por essência e definição, recusa os direitos sociais, os direitos associativos e os deveres. Cada indivíduo deve ser visto como uma ilha, ser pré-social, racional-autónomo e, por isso, dotado de direitos naturais, negativos, abstractos e absolutos, os quais deverá poder exercer à exaustão no espaço social.” 
Na melhor das hipóteses,  a primeira parte do que escreveu contradiz a segunda. Na pior das hipóteses, a sua frase é ininteligível.  Em qualquer caso, dizer que o liberalismo, fruto teórico da Revolução Francesa, recusa os direitos sociais, associativos e os deveres insere a frase na na categoria do disparate. Vc inventou, vc desconhece.

3. Disse: “Em face das suas características, o liberalismo gerou a hedionda injustiça social que poderá ser constatada em qualquer estudo sobre a realidade socio-económica do séc. XIX.”
Não foi o Liberalismo, como ciclo político, que cria uma massa de miseráveis, mas a Revolução Industrial, como ciclo económico. Vc não conseguiu distinguir uma coisa da outra. 

4. Disse “ … revolução europeia de 1848, que numa semana, quando não havia rádio, televisão ou internet, derrubou mais de 10 governos europeus, e a comuna de Paris de 1871. Foi inevitável num quadro em que os trabalhadores, por força das regras liberais, tinham frequentemente de se alimentar de cães, gatos, corvos, etc.”
Esta vem na linha das outras, espantosa. Para ser breve apenas o informo que são impérios europeus não liberais que se lançam contra a França nas ocasiões que refere, e que a a burguesia liberal francesa está do lado dos revoltosos. Vc inventou, vc desconhece.

5.É dentro do espírito político do liberalismo, e não contra sua vontade, que são aceites como legítimos os partidos socialistas, os sindicatos, as greves. Não se pode dizer que não houvesse opositores ao direito à greve, mas o mais importante é que houve sempre dentro do liberalismo quem fosse a favor, e esses foram a maioria.

6. Disse: “Desse modo, também no Ocidente, em certa medida até nos próprios E.U.A. de F. D. Rosevelt, foram sendo adoptados profundíssimos elementos de natureza socialista, dos quais posso destacar, a título de exemplo: profunda compressão da propriedade privada, inclusive em favor da progressão da propriedade social, tendo sido nacionalizados relevantíssimos meios de produção”
Dê-me um exemplo  “de nacionalização e da profunda compressão da propriedade privada”  nos EUA, ainda que no tempo de Rosevelt. È que eu acho que vc voltou a inventar, mas, como no caso admito desconhecer, prefiro não fazer como vc – inventar – e esperar a sua resposta.

7. Disse: “Desse modo, com a intervenção do Estado na economia, foi possível um crescimento económico exponencial durante 30 anos consecutivos, a par do incremento extraordinário da justiça social.” 
A justiça social é algo que decorre das preferências dos eleitores nos regimes democráticos. Em qualquer circunstância, numa sociedade livre ocidental,  ela ocorreria.
Quanto aos 30 anos consecutivos de crescimento económico exponencial, queria apenas dizer-lhe que decorrem não do ciclo político, mas so ciclo económico, no caso, capitalista. Em todo o caso não foi exponencial, convenhamos. Mas também aqui admito que vc desconheça o que quer dizer a palavra exponencial, em linha com outras tantas coisas que desconhece e me parece citar de cor, trocando-as todas antes de tropeçar nelas.

8. “Mesmo no Ocidente, ela era fruto do programa social-democrata marxista, em muitos casos reforçado pela importação de experiências soviéticas.”
Aqui vc excede-se e consegue escrever duas barbaridades duma assentada.
Repare: “programa social-democrata-marxista”. Como? Então vc não sabe que a Social-demociacia é a teorização do socialismo expurgando dele o marxismo? Nunca leu que um dos ódios de estimação dos marxistas é a social-democracia? Não sabe a social-democracia pretende compatibilizar socialismo com democracia, liberdade e capitalismo, o que é precisamente tudo o que o marxismo rejeita?
Depois “ … em muitos casos reforçado pela importação de experiências soviéticas.” Mas qual foi a experiência sovietica que foi importada pelo ocidente?  Desculpe, vc é algum louco? Não precisa responder porque encontrei a resposta na “cereja” que segue.

9 Disse: “mas se estiver certo, não duvide de que o marxismo renascerá”. A minha pergunta no parágrafo anterior está respondida. O pior é que vejo que perdi tempo, só agora percebo de onde decorre a sua incapacidade de ser objetivo, de ser sério. Admito que, afinal, nada disso não esteja ao alcance das suas possibilidades.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Ao r.m.</p>
<p>Algumas observações que me parecem imporantes.</p>
<p>!.Disse: “… milhares e milhares de vítimas que o liberalismo causou, quer para se impor como modelo de sociedade, designadamente quando implementou de forma drástica a destruição do tipo de propriedade feudal.” Está produndamente equivocado. Pior, desconhece, ignora. Por um lado, não foi o liberalismo que substituiu o feudalismo. O feudalismo foi interompido pelo iluminismo &#8211; doutrina em que o Rei é fonte absoluta da legitimidade e autoridade, cerca de 150 a 250 anos antes do aparecimento do Liberalismo. Por outro, o iluminismo não destriuiu de forma drástica a propriedade feudal, aquilo que fez foi impedir a nobreza de cobrar impostos a seu belo prazer. Nem sequer houve “milhares e milhares” de vítimas com implantação dos regimes absolutistas. Vc inventou, vc não sabe do que está a falar.</p>
<p>2. Disse: “O liberalismo, por essência e definição, recusa os direitos sociais, os direitos associativos e os deveres. Cada indivíduo deve ser visto como uma ilha, ser pré-social, racional-autónomo e, por isso, dotado de direitos naturais, negativos, abstractos e absolutos, os quais deverá poder exercer à exaustão no espaço social.”<br />
Na melhor das hipóteses,  a primeira parte do que escreveu contradiz a segunda. Na pior das hipóteses, a sua frase é ininteligível.  Em qualquer caso, dizer que o liberalismo, fruto teórico da Revolução Francesa, recusa os direitos sociais, associativos e os deveres insere a frase na na categoria do disparate. Vc inventou, vc desconhece.</p>
<p>3. Disse: “Em face das suas características, o liberalismo gerou a hedionda injustiça social que poderá ser constatada em qualquer estudo sobre a realidade socio-económica do séc. XIX.”<br />
Não foi o Liberalismo, como ciclo político, que cria uma massa de miseráveis, mas a Revolução Industrial, como ciclo económico. Vc não conseguiu distinguir uma coisa da outra. </p>
<p>4. Disse “ … revolução europeia de 1848, que numa semana, quando não havia rádio, televisão ou internet, derrubou mais de 10 governos europeus, e a comuna de Paris de 1871. Foi inevitável num quadro em que os trabalhadores, por força das regras liberais, tinham frequentemente de se alimentar de cães, gatos, corvos, etc.”<br />
Esta vem na linha das outras, espantosa. Para ser breve apenas o informo que são impérios europeus não liberais que se lançam contra a França nas ocasiões que refere, e que a a burguesia liberal francesa está do lado dos revoltosos. Vc inventou, vc desconhece.</p>
<p>5.É dentro do espírito político do liberalismo, e não contra sua vontade, que são aceites como legítimos os partidos socialistas, os sindicatos, as greves. Não se pode dizer que não houvesse opositores ao direito à greve, mas o mais importante é que houve sempre dentro do liberalismo quem fosse a favor, e esses foram a maioria.</p>
<p>6. Disse: “Desse modo, também no Ocidente, em certa medida até nos próprios E.U.A. de F. D. Rosevelt, foram sendo adoptados profundíssimos elementos de natureza socialista, dos quais posso destacar, a título de exemplo: profunda compressão da propriedade privada, inclusive em favor da progressão da propriedade social, tendo sido nacionalizados relevantíssimos meios de produção”<br />
Dê-me um exemplo  “de nacionalização e da profunda compressão da propriedade privada”  nos EUA, ainda que no tempo de Rosevelt. È que eu acho que vc voltou a inventar, mas, como no caso admito desconhecer, prefiro não fazer como vc – inventar – e esperar a sua resposta.</p>
<p>7. Disse: “Desse modo, com a intervenção do Estado na economia, foi possível um crescimento económico exponencial durante 30 anos consecutivos, a par do incremento extraordinário da justiça social.”<br />
A justiça social é algo que decorre das preferências dos eleitores nos regimes democráticos. Em qualquer circunstância, numa sociedade livre ocidental,  ela ocorreria.<br />
Quanto aos 30 anos consecutivos de crescimento económico exponencial, queria apenas dizer-lhe que decorrem não do ciclo político, mas so ciclo económico, no caso, capitalista. Em todo o caso não foi exponencial, convenhamos. Mas também aqui admito que vc desconheça o que quer dizer a palavra exponencial, em linha com outras tantas coisas que desconhece e me parece citar de cor, trocando-as todas antes de tropeçar nelas.</p>
<p>8. “Mesmo no Ocidente, ela era fruto do programa social-democrata marxista, em muitos casos reforçado pela importação de experiências soviéticas.”<br />
Aqui vc excede-se e consegue escrever duas barbaridades duma assentada.<br />
Repare: “programa social-democrata-marxista”. Como? Então vc não sabe que a Social-demociacia é a teorização do socialismo expurgando dele o marxismo? Nunca leu que um dos ódios de estimação dos marxistas é a social-democracia? Não sabe a social-democracia pretende compatibilizar socialismo com democracia, liberdade e capitalismo, o que é precisamente tudo o que o marxismo rejeita?<br />
Depois “ … em muitos casos reforçado pela importação de experiências soviéticas.” Mas qual foi a experiência sovietica que foi importada pelo ocidente?  Desculpe, vc é algum louco? Não precisa responder porque encontrei a resposta na “cereja” que segue.</p>
<p>9 Disse: “mas se estiver certo, não duvide de que o marxismo renascerá”. A minha pergunta no parágrafo anterior está respondida. O pior é que vejo que perdi tempo, só agora percebo de onde decorre a sua incapacidade de ser objetivo, de ser sério. Admito que, afinal, nada disso não esteja ao alcance das suas possibilidades.</p>
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	</item>
	<item>
		<title>Por: xatoo</title>
		<link>http://5dias.net/2007/07/10/nao-foi-assim/comment-page-2/#comment-8458</link>
		<dc:creator>xatoo</dc:creator>
		<pubDate>Thu, 12 Jul 2007 22:53:49 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://5dias.net/2007/07/10/nao-foi-assim/#comment-8458</guid>
		<description>Venho aqui tirar o chapéu à lúcida análise de R.M. pela capacidade de demonstrar as faces mais evidentes dos dois sistemas que pautaram o século XX.. No entanto, numa linha, e apenas numa linha, perdida no habitual emaranhado de bolas de sabão com que o Lidador entretece a sua ténue verborreia, tem o cavalheiro razão: a par da normalização social conseguida na União Soviética o modelo em que assentou o seu desenvolvimento foi conseguido efectivamente por força da indústria militar. Isso deu origem, como é sabido, áquilo que designamos na gíria por  Kalashnikov World Tour – se por um lado o capitalismo dito liberal apostou nos investimentos direccionados para o progresso através da tecnologia, a alternativa dita socialista de capitalismo estatal não conseguiu evadir-se da necessidade de contrabalançar o mesmo tipo de investimentos, bem vincados logo de início quando Lenine afirma que na Rússia o “socialismo é a electrificação” do país, o que constituiu uma óptima noticia para a AEG alemã (e por aí afora, para todas as empresas ocidentais que dispunham de tecnologia de ponta para venda). Se por um lado os Ocidentais se atolaram em acções criminosas no Vietname, no Laos, Cambodja, Nicarágua, Salvador, Gaza, Angola, Afeganistão, etc com homens, dinheiro e empresários do complexo politico militar, as facções opostas que responderam nestes conflitos foram fornecidas e alimentadas pelo complexo militar soviético. Estivemos em presença de guerras instrumentalizadas por dois grandes empórios bélicos, OU FOI APENAS UM? cuja necessidade e negócio primordial é facturar! - Assim quer-me parecer que, chegados aqui, deixando de fora a cisão maoista mundial do pós XX Congresso do PCUS,  parece-me que o tabuleiro de xadrez onde se defrontam as duas linhas politicas é hoje claramente insuficiente para prosseguir a análise. Quem continua a ver o mundo hoje apenas através de dois possiveis grandes actores apenas vê o mundo que lhe é dado ver, subestimando a míriade de organizações não democráticas, não eleitas, de poderes e instituições ocultas que regem na sombra a instrumentalização por forma a que só se veja esses dois grandes antagonismos – que afinal são duas componentes de um mesmo sistema; a Banca Financeira Global construiu-se e sempre jogou nesses dois tabuleiros, ora a Oeste, ora a Leste, instrumentalizando habilmente o pensamento maniqueista</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Venho aqui tirar o chapéu à lúcida análise de R.M. pela capacidade de demonstrar as faces mais evidentes dos dois sistemas que pautaram o século XX.. No entanto, numa linha, e apenas numa linha, perdida no habitual emaranhado de bolas de sabão com que o Lidador entretece a sua ténue verborreia, tem o cavalheiro razão: a par da normalização social conseguida na União Soviética o modelo em que assentou o seu desenvolvimento foi conseguido efectivamente por força da indústria militar. Isso deu origem, como é sabido, áquilo que designamos na gíria por  Kalashnikov World Tour – se por um lado o capitalismo dito liberal apostou nos investimentos direccionados para o progresso através da tecnologia, a alternativa dita socialista de capitalismo estatal não conseguiu evadir-se da necessidade de contrabalançar o mesmo tipo de investimentos, bem vincados logo de início quando Lenine afirma que na Rússia o “socialismo é a electrificação” do país, o que constituiu uma óptima noticia para a AEG alemã (e por aí afora, para todas as empresas ocidentais que dispunham de tecnologia de ponta para venda). Se por um lado os Ocidentais se atolaram em acções criminosas no Vietname, no Laos, Cambodja, Nicarágua, Salvador, Gaza, Angola, Afeganistão, etc com homens, dinheiro e empresários do complexo politico militar, as facções opostas que responderam nestes conflitos foram fornecidas e alimentadas pelo complexo militar soviético. Estivemos em presença de guerras instrumentalizadas por dois grandes empórios bélicos, OU FOI APENAS UM? cuja necessidade e negócio primordial é facturar! &#8211; Assim quer-me parecer que, chegados aqui, deixando de fora a cisão maoista mundial do pós XX Congresso do PCUS,  parece-me que o tabuleiro de xadrez onde se defrontam as duas linhas politicas é hoje claramente insuficiente para prosseguir a análise. Quem continua a ver o mundo hoje apenas através de dois possiveis grandes actores apenas vê o mundo que lhe é dado ver, subestimando a míriade de organizações não democráticas, não eleitas, de poderes e instituições ocultas que regem na sombra a instrumentalização por forma a que só se veja esses dois grandes antagonismos – que afinal são duas componentes de um mesmo sistema; a Banca Financeira Global construiu-se e sempre jogou nesses dois tabuleiros, ora a Oeste, ora a Leste, instrumentalizando habilmente o pensamento maniqueista</p>
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	<item>
		<title>Por: Nuno Cruz</title>
		<link>http://5dias.net/2007/07/10/nao-foi-assim/comment-page-2/#comment-8447</link>
		<dc:creator>Nuno Cruz</dc:creator>
		<pubDate>Thu, 12 Jul 2007 22:11:30 +0000</pubDate>
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		<description>&quot;Acho esse tipo de contabilidades idiotas. Mas já que tanto insistem, se formos contar, os crimes do capitalismo e da guerra imperialista são muito mais extensos que os horrendos crimes de Estaline.&quot;

Então também podemos afirmar que os crimes do capitalismo e da guerra imperialista são muito mais extensos que os horrendos crimes do Hitler?

Até eu, que sou de esquerda mas que li o &quot;Livro Negro do Comunismo&quot;, achei esta frase espantosa.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>&#8220;Acho esse tipo de contabilidades idiotas. Mas já que tanto insistem, se formos contar, os crimes do capitalismo e da guerra imperialista são muito mais extensos que os horrendos crimes de Estaline.&#8221;</p>
<p>Então também podemos afirmar que os crimes do capitalismo e da guerra imperialista são muito mais extensos que os horrendos crimes do Hitler?</p>
<p>Até eu, que sou de esquerda mas que li o &#8220;Livro Negro do Comunismo&#8221;, achei esta frase espantosa.</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: joystone</title>
		<link>http://5dias.net/2007/07/10/nao-foi-assim/comment-page-2/#comment-8446</link>
		<dc:creator>joystone</dc:creator>
		<pubDate>Thu, 12 Jul 2007 21:42:38 +0000</pubDate>
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		<description>O Lidador é bom rapaz. É um bocado faccioso. Apenas isso.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>O Lidador é bom rapaz. É um bocado faccioso. Apenas isso.</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: Nuno Ramos de Almeida</title>
		<link>http://5dias.net/2007/07/10/nao-foi-assim/comment-page-2/#comment-8442</link>
		<dc:creator>Nuno Ramos de Almeida</dc:creator>
		<pubDate>Thu, 12 Jul 2007 20:50:12 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://5dias.net/2007/07/10/nao-foi-assim/#comment-8442</guid>
		<description>Caro Lidador,
Eu critiquei o livro de Zita Seabra. Justifiquei as minhas críticas. Você que opina nesta caixa de comentários livremente, escreveu um post no seu blog, sobre o meu texto, a que chamou: &quot;O Fuzilamento de Zita Seabra&quot;. Como você sabe certamente o que é um fuzilamento, e não parece ser completamente imbecil, quero-lhe dizer que acho este título insultuoso e fiquei esclarecido com a sua ideia de debate democrático: quem não está de acordo com o livro da dona Zita tem de comer e calar, caso contrário será chamado de cúmplice go Gulag. O meu caro Lidador e o P Porto garantem que todos os comunistas são cúmplices dos crimes do estalinismo. Eu acho o argumento velho e relho e imbecil. Eu não chamo a todos os franceses assassinos devido aos milhões de mortos civis na guerra de libertação da Argélia, nem a todos os adeptos do liberalismo criminosos, por comungarem da mesma ideologia que a administração Bush que lança guerras que custam em pleno século XXI muitas centenas de milhares de mortos. Mas isso sou eu que acho que há uma diferença entre defender uma sociedade socialista e estar de acordo com os crimes do estalinismo.
Acho esse tipo de contabilidades idiotas. Mas já que tanto insistem, se formos contar, os crimes do capitalismo e da guerra imperialista são muito mais extensos que os horrendos crimes de Estaline. Talvez até por isso, os meus caros comentadores, devessem meter a viola no saco.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Caro Lidador,<br />
Eu critiquei o livro de Zita Seabra. Justifiquei as minhas críticas. Você que opina nesta caixa de comentários livremente, escreveu um post no seu blog, sobre o meu texto, a que chamou: &#8220;O Fuzilamento de Zita Seabra&#8221;. Como você sabe certamente o que é um fuzilamento, e não parece ser completamente imbecil, quero-lhe dizer que acho este título insultuoso e fiquei esclarecido com a sua ideia de debate democrático: quem não está de acordo com o livro da dona Zita tem de comer e calar, caso contrário será chamado de cúmplice go Gulag. O meu caro Lidador e o P Porto garantem que todos os comunistas são cúmplices dos crimes do estalinismo. Eu acho o argumento velho e relho e imbecil. Eu não chamo a todos os franceses assassinos devido aos milhões de mortos civis na guerra de libertação da Argélia, nem a todos os adeptos do liberalismo criminosos, por comungarem da mesma ideologia que a administração Bush que lança guerras que custam em pleno século XXI muitas centenas de milhares de mortos. Mas isso sou eu que acho que há uma diferença entre defender uma sociedade socialista e estar de acordo com os crimes do estalinismo.<br />
Acho esse tipo de contabilidades idiotas. Mas já que tanto insistem, se formos contar, os crimes do capitalismo e da guerra imperialista são muito mais extensos que os horrendos crimes de Estaline. Talvez até por isso, os meus caros comentadores, devessem meter a viola no saco.</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: r.m.</title>
		<link>http://5dias.net/2007/07/10/nao-foi-assim/comment-page-2/#comment-8431</link>
		<dc:creator>r.m.</dc:creator>
		<pubDate>Thu, 12 Jul 2007 19:11:54 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://5dias.net/2007/07/10/nao-foi-assim/#comment-8431</guid>
		<description>Ao Lidador
Estava para não responder, não apenas por falta de tempo ou por ter de escrever estes textos de memória, mas fundamentalmente por considerar o seu comentário uma afronta leviana aos milhares e milhares de vítimas que o liberalismo causou, quer para se impor como modelo de sociedade, designadamente quando implementou de forma drástica a destruição do tipo de propriedade feudal, extorquindo as terras à nobreza, para o substituir pelo tipo de propriedade burguês, quer, sobretudo, mais tarde, para obstar ao progresso social e político. Mas faço-o justamente em respeito a essas vítimas.
O liberalismo, por essência e definição, recusa os direitos sociais, os direitos associativos e os deveres. Cada indivíduo deve ser visto como uma ilha, ser pré-social, racional-autónomo e, por isso, dotado de direitos naturais, negativos, abstractos e absolutos, os quais deverá poder exercer à exaustão no espaço social.
Em face das suas características, o liberalismo gerou a hedionda injustiça social que poderá ser constatada em qualquer estudo sobre a realidade socio-económica do séc. XIX.
Em virtude dessa realidade, geraram-se revoltas e revoluções sociais e políticas, tendo algumas delas assumido proporções avassaladoras, das quais destaquei no texto anterior a revolução europeia de 1848, que numa semana, quando não havia rádio, televisão ou internet, derrubou mais de 10 governos europeus, e a comuna de Paris de 1871. Foi inevitável num quadro em que os trabalhadores, por força das regras liberais, tinham frequentemente de se alimentar de cães, gatos, corvos, etc.
Apesar da brutalidade da violência do poder liberal, as suas lutas sociais e políticas tinham de gerar consequências.
Por isso, esse próprio poder teve de conceder algumas migalhas aos trabalhadores (a proposta de lei de legalização dos sindicatos a que suponho se tenha referido enquadrou-se precisamente nesse contexto, como poderá verificar pelos debates da Assembleia Nacional francesa de então, apesar de ter sido derrotada com o argumento liberal de que os sindicatos punham em causa o princípio da liberdade negocial, pelo que foram necessárias muitas mais lutas para que, já no século xx, fosse enfim plenamente consagrado em França o direito à constituição de sindicatos).
Mas foram sobretudo os trabalhadores que impuseram os direitos sociais, os direitos associativos e os deveres. Os primeiros textos constitucionais do Mundo a consagrar esses direitos e deveres foram: a declaração dos direitos do povo trabalhador e explorado, de 1917, na Rússia soviética, a constituição zapatista, de 1917, no México, e a constituição de Weimar, de 1919, na Alemanha, todas elas resultado de contextos de intensíssimas lutas sociais e políticas.
A partir daí, muitos países foram abandonando o modelo liberal. A Leste, sob a batuta da URSS, abruptamente, a Ocidente, de acordo com o programa da social-democracia marxista, em crescendo. Desse modo, também no Ocidente, em certa medida até nos próprios E.U.A. de F. D. Rosevelt, foram sendo adoptados profundíssimos elementos de natureza socialista, dos quais posso destacar, a título de exemplo: profunda compressão da propriedade privada, inclusive em favor da progressão da propriedade social, tendo sido nacionalizados relevantíssimos meios de produção, de tal modo que em muitos países (nórdicos, Reino Unido, Alemanha, França, Áustria, etc.) o Estado passou a deter cerca de 50% ou mais das empresas; participação dos sindicatos no controlo da gestão das empresas, inclusive das privadas, e concessão aos mesmos de extraordinários direitos; planificação e regulamentação da economia pelo Estado; direitos sociais, direitos colectivos e deveres; alargamento etc., etc., etc. E, inevitavelmente, embora não aborde aqui essa matéria, não obstante o seu extraordinário interesse e o facto de deixar muitos estarrecidos, também a evolução do sistema político acolheu profundíssimas transformações de sentido equivalente a Leste e a Oeste.
Desse modo, com a intervenção do Estado na economia, foi possível um crescimento económico exponencial durante 30 anos consecutivos, a par do incremento extraordinário da justiça social. E, simultaneamento, foi possível o desenvolvimento da democracia.
Mas essa realidade já nada tinha que ver com o liberalismo. Mesmo no Ocidente, ela era fruto do programa social-democrata marxista, em muitos casos reforçado pela importação de experiências soviéticas.
Lamentavelmente, de há alguns anos a esta parte essa nova realidade está a ser destruída, repondo-se o velho modelo liberal. Trata-se, em minha opinião, de mais um retrocesso histórico, que se pagará caro. A História dirá se estou certo ou errado. mas se estiver certo, não duvide de que o marxismo &quot;renascerá&quot;.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Ao Lidador<br />
Estava para não responder, não apenas por falta de tempo ou por ter de escrever estes textos de memória, mas fundamentalmente por considerar o seu comentário uma afronta leviana aos milhares e milhares de vítimas que o liberalismo causou, quer para se impor como modelo de sociedade, designadamente quando implementou de forma drástica a destruição do tipo de propriedade feudal, extorquindo as terras à nobreza, para o substituir pelo tipo de propriedade burguês, quer, sobretudo, mais tarde, para obstar ao progresso social e político. Mas faço-o justamente em respeito a essas vítimas.<br />
O liberalismo, por essência e definição, recusa os direitos sociais, os direitos associativos e os deveres. Cada indivíduo deve ser visto como uma ilha, ser pré-social, racional-autónomo e, por isso, dotado de direitos naturais, negativos, abstractos e absolutos, os quais deverá poder exercer à exaustão no espaço social.<br />
Em face das suas características, o liberalismo gerou a hedionda injustiça social que poderá ser constatada em qualquer estudo sobre a realidade socio-económica do séc. XIX.<br />
Em virtude dessa realidade, geraram-se revoltas e revoluções sociais e políticas, tendo algumas delas assumido proporções avassaladoras, das quais destaquei no texto anterior a revolução europeia de 1848, que numa semana, quando não havia rádio, televisão ou internet, derrubou mais de 10 governos europeus, e a comuna de Paris de 1871. Foi inevitável num quadro em que os trabalhadores, por força das regras liberais, tinham frequentemente de se alimentar de cães, gatos, corvos, etc.<br />
Apesar da brutalidade da violência do poder liberal, as suas lutas sociais e políticas tinham de gerar consequências.<br />
Por isso, esse próprio poder teve de conceder algumas migalhas aos trabalhadores (a proposta de lei de legalização dos sindicatos a que suponho se tenha referido enquadrou-se precisamente nesse contexto, como poderá verificar pelos debates da Assembleia Nacional francesa de então, apesar de ter sido derrotada com o argumento liberal de que os sindicatos punham em causa o princípio da liberdade negocial, pelo que foram necessárias muitas mais lutas para que, já no século xx, fosse enfim plenamente consagrado em França o direito à constituição de sindicatos).<br />
Mas foram sobretudo os trabalhadores que impuseram os direitos sociais, os direitos associativos e os deveres. Os primeiros textos constitucionais do Mundo a consagrar esses direitos e deveres foram: a declaração dos direitos do povo trabalhador e explorado, de 1917, na Rússia soviética, a constituição zapatista, de 1917, no México, e a constituição de Weimar, de 1919, na Alemanha, todas elas resultado de contextos de intensíssimas lutas sociais e políticas.<br />
A partir daí, muitos países foram abandonando o modelo liberal. A Leste, sob a batuta da URSS, abruptamente, a Ocidente, de acordo com o programa da social-democracia marxista, em crescendo. Desse modo, também no Ocidente, em certa medida até nos próprios E.U.A. de F. D. Rosevelt, foram sendo adoptados profundíssimos elementos de natureza socialista, dos quais posso destacar, a título de exemplo: profunda compressão da propriedade privada, inclusive em favor da progressão da propriedade social, tendo sido nacionalizados relevantíssimos meios de produção, de tal modo que em muitos países (nórdicos, Reino Unido, Alemanha, França, Áustria, etc.) o Estado passou a deter cerca de 50% ou mais das empresas; participação dos sindicatos no controlo da gestão das empresas, inclusive das privadas, e concessão aos mesmos de extraordinários direitos; planificação e regulamentação da economia pelo Estado; direitos sociais, direitos colectivos e deveres; alargamento etc., etc., etc. E, inevitavelmente, embora não aborde aqui essa matéria, não obstante o seu extraordinário interesse e o facto de deixar muitos estarrecidos, também a evolução do sistema político acolheu profundíssimas transformações de sentido equivalente a Leste e a Oeste.<br />
Desse modo, com a intervenção do Estado na economia, foi possível um crescimento económico exponencial durante 30 anos consecutivos, a par do incremento extraordinário da justiça social. E, simultaneamento, foi possível o desenvolvimento da democracia.<br />
Mas essa realidade já nada tinha que ver com o liberalismo. Mesmo no Ocidente, ela era fruto do programa social-democrata marxista, em muitos casos reforçado pela importação de experiências soviéticas.<br />
Lamentavelmente, de há alguns anos a esta parte essa nova realidade está a ser destruída, repondo-se o velho modelo liberal. Trata-se, em minha opinião, de mais um retrocesso histórico, que se pagará caro. A História dirá se estou certo ou errado. mas se estiver certo, não duvide de que o marxismo &#8220;renascerá&#8221;.</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: p.porto</title>
		<link>http://5dias.net/2007/07/10/nao-foi-assim/comment-page-2/#comment-8407</link>
		<dc:creator>p.porto</dc:creator>
		<pubDate>Thu, 12 Jul 2007 17:27:37 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://5dias.net/2007/07/10/nao-foi-assim/#comment-8407</guid>
		<description>A papagajas.

Concordo, na sua génese o liberalismo começou por ser esquerda. Quanto à sua natureza, essa não se enquadra na lógica esquerda vc direita, enquadra-se na lógico do direito cívico vs direito divino. Não sou daqueles que confunde esquerda com marxismo.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>A papagajas.</p>
<p>Concordo, na sua génese o liberalismo começou por ser esquerda. Quanto à sua natureza, essa não se enquadra na lógica esquerda vc direita, enquadra-se na lógico do direito cívico vs direito divino. Não sou daqueles que confunde esquerda com marxismo.</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: papagajas</title>
		<link>http://5dias.net/2007/07/10/nao-foi-assim/comment-page-2/#comment-8396</link>
		<dc:creator>papagajas</dc:creator>
		<pubDate>Thu, 12 Jul 2007 16:08:18 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://5dias.net/2007/07/10/nao-foi-assim/#comment-8396</guid>
		<description>&quot;Foi o liberalismo que criou os sindicatos, que reconheceu e exigiu o direito à greve, que criou a segurança social, as reformas, os subsídios de desemprego, o bem-estar, a riqueza, o Estado de Direito, a democracia, etc.2

Claro. Mas é preciso não esquecer que o liberalismo se filia na esquerda. Convém não fazer confusões.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>&#8220;Foi o liberalismo que criou os sindicatos, que reconheceu e exigiu o direito à greve, que criou a segurança social, as reformas, os subsídios de desemprego, o bem-estar, a riqueza, o Estado de Direito, a democracia, etc.2</p>
<p>Claro. Mas é preciso não esquecer que o liberalismo se filia na esquerda. Convém não fazer confusões.</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: p.porto</title>
		<link>http://5dias.net/2007/07/10/nao-foi-assim/comment-page-2/#comment-8393</link>
		<dc:creator>p.porto</dc:creator>
		<pubDate>Thu, 12 Jul 2007 15:48:08 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://5dias.net/2007/07/10/nao-foi-assim/#comment-8393</guid>
		<description>ao r.m.

Para além do comentário do Lidador, imediatamente acima, ques desmonta a sua crença de ter sido o marxismo a criar a &quot;sociedade do conforto&quot;, se isto se lhe pode chamar,  acrescento-lhe apensas mais isto: no que sobrou do comunismo, China, Coreia do Norte, Vietemame onde está a segurança social, as 8 horas de trabalho / dia, as liberdades cívicas?  Ups, pois, não está. Mais uma mentira ou crença comunista, mais uma cavadela, mais uma minhocas. Ainda vcs se queixam das mentiras e trocas da Zita, às tantas foi apenas uma questão de hábito enraizado do tempo em que era comunista.

Os casos recentes de trabalhos forçados na China foram descobertos em fábricas nos confins do território propriedade de líderes locais do PC Chinês, e já eram do conhecimento da polícia que preferia nada fazer. 

A seu respeito de tudo isto deixe-me voltar a deixar aqui um comentário meu: &quot;Não está sozinho em acreditar em coisas incríveis: outros acreditam que Hitler foi um grande homem; outros que as vacas e respetivas bostas são sagradas.&quot;

Deixem a &quot;cartilha&quot;, a &quot;fé&quot;, sejam lucidos e corajosos, enfrentem a desilusão, como fez Zita Seabra, e vão ver que isso vos passa</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>ao r.m.</p>
<p>Para além do comentário do Lidador, imediatamente acima, ques desmonta a sua crença de ter sido o marxismo a criar a &#8220;sociedade do conforto&#8221;, se isto se lhe pode chamar,  acrescento-lhe apensas mais isto: no que sobrou do comunismo, China, Coreia do Norte, Vietemame onde está a segurança social, as 8 horas de trabalho / dia, as liberdades cívicas?  Ups, pois, não está. Mais uma mentira ou crença comunista, mais uma cavadela, mais uma minhocas. Ainda vcs se queixam das mentiras e trocas da Zita, às tantas foi apenas uma questão de hábito enraizado do tempo em que era comunista.</p>
<p>Os casos recentes de trabalhos forçados na China foram descobertos em fábricas nos confins do território propriedade de líderes locais do PC Chinês, e já eram do conhecimento da polícia que preferia nada fazer. </p>
<p>A seu respeito de tudo isto deixe-me voltar a deixar aqui um comentário meu: &#8220;Não está sozinho em acreditar em coisas incríveis: outros acreditam que Hitler foi um grande homem; outros que as vacas e respetivas bostas são sagradas.&#8221;</p>
<p>Deixem a &#8220;cartilha&#8221;, a &#8220;fé&#8221;, sejam lucidos e corajosos, enfrentem a desilusão, como fez Zita Seabra, e vão ver que isso vos passa</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: Lidador</title>
		<link>http://5dias.net/2007/07/10/nao-foi-assim/comment-page-2/#comment-8381</link>
		<dc:creator>Lidador</dc:creator>
		<pubDate>Thu, 12 Jul 2007 14:40:49 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://5dias.net/2007/07/10/nao-foi-assim/#comment-8381</guid>
		<description>[Para o que agora importa, saliento, a título de mero exemplo, que o direito ao trabalho e ao descanso, à segurança social, à saúde, ao ensino, à habitação, ao voto, à participação política, etc., etc., etc., foram conquistas civilizacionais geradas com o relevantíssimo contributo do marxismo]

É espantoso que alguém acredite nisto, malgrado toda a informação.

Os únicos estados  que criaram a vontade e os meios para construir sistemas de segurança social, subsídios de desemprego, prestações familiares, reformas, etc, foram as grandes economias capitalistas. Porque as sociedades liberais não são selvagens. Pelo contrário são os únicos estados de direito, os únicos onde a economia está enquadrada por severos princípios jurídicos e com aplicação efectiva. 

Sabe quem pela primeira vez na história francesa enunciou e exigiu o direito à greve?
Não, não foi nenhum comunista ou socialista. Foi Frederic Bastiat, um economista liberal (que hoje seria azorragado com o epíteto de “neoliberal”) que em 1849, o apresentou na Assembleia Legislativa.
Foi o liberalismo que criou os sindicatos, que reconheceu e exigiu o direito à greve, que  criou a segurança social, as reformas, os subsídios de desemprego, o bem-estar, a riqueza, o Estado de Direito, a democracia, etc.
Não criou  a perfeição? Não, nem a isso aspira, porque não é uma ideologia , sabe que a perfeição não existe e não repousa em “Verdades Reveladas” de pretensos “iluminados” que andam por aí a vender banha da cobra que eles nunca experimentaram
Mas criou mais que qualquer ideologia e com erros bem menos sangrentos. É uma porcaria  de receita, mas ninguém ainda inventou melhor .Comoaté Aldous Huxley já sabia há umas boas dezenas de anos,  a vontade da “boa ordenação”  das ideologias totalitárias é sempre usada como justificação para o despotismo.
Nenhuma  das melhorias sociais de que nos orgulhamos, nasceu em países socialistas e é a suprema hipocrisia reivindicar para o marxismo as coisas boas que as sociedades capitalistas criaram, quando as sociedades verdadeiramente marxistas, nada disso criaram.

[revolução soviética, que em poucos anos transformou um dos países mais atrasados da Europa (acabara de perder a guerra da Crimeia) numa das maiores potências do mundo]


Inacreditável....quem fala assim não parece ter ideia nenhuma dos dramas que levaram à industralização forçada...milhões de camponeses despojados das suas terras, das suas vacas, das suas galinhas,mortos à fome e pela repressão, os vivos deslocados para as cidades industriai como Magnitogorsky, os millhões de escravos dos gulags.

A URSS criou indústrias? 
Que fabricava a URSS?
Máquinas de lavar? Torradeiras? 
Não...carros de combate e aviões.
Que vendia a URSS?
Armas e combustíveis fósseis. Exactamente o que hoje vende.

Uma potência, a obra estalinista?

Francamente....como se pode ser tão cego?

Porque razão um país imenso com milhões de hectares de terras férteis, tinha necessidade de importar cereais do inferno americano?

Sabe quantos veículos os EUA entregaram à URSS, como ajuda militar contra Hitler?
600 000 veículos, e mais de 50% das munições e combustíveis.
Uma potência?


[mais tarde ou mais cedo as ideiais marxistas deixarão outra vez de cheirar a mofo.]

Sim, os crentes têm fé...há mais de 50 anos, Mussolini também escrevia que &quot; Se o século XIX foi o do indivíduo (liberalismo) o séc actual é o século colectivo”

Nos extremos se encontram os companheiros de estrada...afinal de contas Mussolini tb veio do &quot;socialismo&quot;.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>[Para o que agora importa, saliento, a título de mero exemplo, que o direito ao trabalho e ao descanso, à segurança social, à saúde, ao ensino, à habitação, ao voto, à participação política, etc., etc., etc., foram conquistas civilizacionais geradas com o relevantíssimo contributo do marxismo]</p>
<p>É espantoso que alguém acredite nisto, malgrado toda a informação.</p>
<p>Os únicos estados  que criaram a vontade e os meios para construir sistemas de segurança social, subsídios de desemprego, prestações familiares, reformas, etc, foram as grandes economias capitalistas. Porque as sociedades liberais não são selvagens. Pelo contrário são os únicos estados de direito, os únicos onde a economia está enquadrada por severos princípios jurídicos e com aplicação efectiva. </p>
<p>Sabe quem pela primeira vez na história francesa enunciou e exigiu o direito à greve?<br />
Não, não foi nenhum comunista ou socialista. Foi Frederic Bastiat, um economista liberal (que hoje seria azorragado com o epíteto de “neoliberal”) que em 1849, o apresentou na Assembleia Legislativa.<br />
Foi o liberalismo que criou os sindicatos, que reconheceu e exigiu o direito à greve, que  criou a segurança social, as reformas, os subsídios de desemprego, o bem-estar, a riqueza, o Estado de Direito, a democracia, etc.<br />
Não criou  a perfeição? Não, nem a isso aspira, porque não é uma ideologia , sabe que a perfeição não existe e não repousa em “Verdades Reveladas” de pretensos “iluminados” que andam por aí a vender banha da cobra que eles nunca experimentaram<br />
Mas criou mais que qualquer ideologia e com erros bem menos sangrentos. É uma porcaria  de receita, mas ninguém ainda inventou melhor .Comoaté Aldous Huxley já sabia há umas boas dezenas de anos,  a vontade da “boa ordenação”  das ideologias totalitárias é sempre usada como justificação para o despotismo.<br />
Nenhuma  das melhorias sociais de que nos orgulhamos, nasceu em países socialistas e é a suprema hipocrisia reivindicar para o marxismo as coisas boas que as sociedades capitalistas criaram, quando as sociedades verdadeiramente marxistas, nada disso criaram.</p>
<p>[revolução soviética, que em poucos anos transformou um dos países mais atrasados da Europa (acabara de perder a guerra da Crimeia) numa das maiores potências do mundo]</p>
<p>Inacreditável&#8230;.quem fala assim não parece ter ideia nenhuma dos dramas que levaram à industralização forçada&#8230;milhões de camponeses despojados das suas terras, das suas vacas, das suas galinhas,mortos à fome e pela repressão, os vivos deslocados para as cidades industriai como Magnitogorsky, os millhões de escravos dos gulags.</p>
<p>A URSS criou indústrias?<br />
Que fabricava a URSS?<br />
Máquinas de lavar? Torradeiras?<br />
Não&#8230;carros de combate e aviões.<br />
Que vendia a URSS?<br />
Armas e combustíveis fósseis. Exactamente o que hoje vende.</p>
<p>Uma potência, a obra estalinista?</p>
<p>Francamente&#8230;.como se pode ser tão cego?</p>
<p>Porque razão um país imenso com milhões de hectares de terras férteis, tinha necessidade de importar cereais do inferno americano?</p>
<p>Sabe quantos veículos os EUA entregaram à URSS, como ajuda militar contra Hitler?<br />
600 000 veículos, e mais de 50% das munições e combustíveis.<br />
Uma potência?</p>
<p>[mais tarde ou mais cedo as ideiais marxistas deixarão outra vez de cheirar a mofo.]</p>
<p>Sim, os crentes têm fé&#8230;há mais de 50 anos, Mussolini também escrevia que &#8221; Se o século XIX foi o do indivíduo (liberalismo) o séc actual é o século colectivo”</p>
<p>Nos extremos se encontram os companheiros de estrada&#8230;afinal de contas Mussolini tb veio do &#8220;socialismo&#8221;.</p>
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	</item>
	<item>
		<title>Por: nuno</title>
		<link>http://5dias.net/2007/07/10/nao-foi-assim/comment-page-1/#comment-8380</link>
		<dc:creator>nuno</dc:creator>
		<pubDate>Thu, 12 Jul 2007 14:35:37 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://5dias.net/2007/07/10/nao-foi-assim/#comment-8380</guid>
		<description>&quot;é a vitalidade com que muita gente, por esse mundo fora, sai para a rua, berrar contra o capitalismo e o “neoliberalismo”, que vai destruir o planeta, empobrecer as pessoas, criar “desigualdades e, quiçá, implantar uma “Nova Ordem” bushista, sionista e sabe-se lá que outras maldades.&quot;
Não sei em que mundo é que o Lidador vive, mas a descrição anterior parece-me bastante actualizada. 
Conclua-se que em todo o neoliberal há um obscurantista que pretende vender aos outros, muito &quot;candidamente&quot; que vivemos no melhor mundo possível. Interrogue-se, caro lidador, e eventualmente para variar, sobre o poder da ideologia e como os factos presentes não dizem nada aos ideólogos neoliberais. 
E por favor, não tome os outros por parvos.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>&#8220;é a vitalidade com que muita gente, por esse mundo fora, sai para a rua, berrar contra o capitalismo e o “neoliberalismo”, que vai destruir o planeta, empobrecer as pessoas, criar “desigualdades e, quiçá, implantar uma “Nova Ordem” bushista, sionista e sabe-se lá que outras maldades.&#8221;<br />
Não sei em que mundo é que o Lidador vive, mas a descrição anterior parece-me bastante actualizada.<br />
Conclua-se que em todo o neoliberal há um obscurantista que pretende vender aos outros, muito &#8220;candidamente&#8221; que vivemos no melhor mundo possível. Interrogue-se, caro lidador, e eventualmente para variar, sobre o poder da ideologia e como os factos presentes não dizem nada aos ideólogos neoliberais.<br />
E por favor, não tome os outros por parvos.</p>
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	</item>
	<item>
		<title>Por: xatoo</title>
		<link>http://5dias.net/2007/07/10/nao-foi-assim/comment-page-1/#comment-8366</link>
		<dc:creator>xatoo</dc:creator>
		<pubDate>Thu, 12 Jul 2007 13:39:07 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://5dias.net/2007/07/10/nao-foi-assim/#comment-8366</guid>
		<description>“Da mesma maneira que se encontra água quando se cava, também o ser humano encontrará, mais cedo ou mais tarde, a História incompreensível em toda a parte”
Georg Christoph Lichtenberg</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>“Da mesma maneira que se encontra água quando se cava, também o ser humano encontrará, mais cedo ou mais tarde, a História incompreensível em toda a parte”<br />
Georg Christoph Lichtenberg</p>
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	<item>
		<title>Por: r.m.</title>
		<link>http://5dias.net/2007/07/10/nao-foi-assim/comment-page-1/#comment-8343</link>
		<dc:creator>r.m.</dc:creator>
		<pubDate>Thu, 12 Jul 2007 12:33:19 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://5dias.net/2007/07/10/nao-foi-assim/#comment-8343</guid>
		<description>Caros Lidador e p.porto
Em minha opinião - espero que ainda me seja reconhecido o direito a tê-la e exprimi-la -, a &quot;estória&quot; por vós contada está longe de ponderar o que de mais relevante e essencial a História evidencia.
A imposição revolucionária do liberalismo (ou, se quiserem, individualismo) gerou à exaustão hediondos crimes políticos e de classe, processos escandalosos, assassinatos de carácter, verdades e mentiras instrumentais e tudo o resto que igualmente decorreu da imposição revolucionária do socialismo. Se tiverem dúvidas, facilmente as poderei dissipar.
O socialismo, designadamente na sua versão marxista, foi teorizado em face da escandalosa evolução do liberalismo (15 horas diárias de trabalho sem descanso semanal, trabalho infantil a partir dos 5 anos, 80% do salário absorvido pela alimentação, taxas de desemprego superiores a 30%, doenças profissionais e epidemias avassaladoras emntre os trabalhadores, inexistência de segurança social, inexistência de ensino gratuito e obrigatório, proibição de sindicatos, proibição de partidos políticos (sim, porque os partidos não eram concebíveis no quadro do modelo liberal), etc., etc., etc. (se quiserem prossigo e pormenorizo).
As conquistas sociais e políticas (nesta última vertente destaco, entre tantas outras, a luta pelo sufrágio universal, apenas alcançado, e ainda assim não plenamente, ao longo do séc. XX) geradas pelo socialismo implicaram mares de sangue provocados pelo poder liberal (recordo, apenas exemplificativamente, a revolução europeia de 1848 ou a comuna de paris de 1781 (se quiserem descrevo exaustivamente as atrocidades que o Governo liberal de Thiers, ou melhor, o Governo, a Assembleia e os Tribunais liberais fizeram a mais de 100 mil cidadãos de Paris (e não só), que por acaso até haviam promovido de imediato eleições muito mais democráticas que as anteriores).
A revolução soviética foi apenas mais uma das que se enquadraram nesse contexto, tendo sido de imediato atacada por uma colossal força estrangeira, para além da reacção interna, composta por exércitos da Grã-Bretanha, E.U.A., França, Japão, etc. Aliás, por altura dela, outras análogas foram tentadas, por exemplo na Alemanha, tendo sido avassaladoramente derrubadas (se quiserem conto-vos a história dos milhares de mortos provocados pelos frikorps, pelo exército de defesa do capitalismo, etc.).
Os crimes e posturas censuráveis de Lénine, Estaline, enfim, da revolução soviética foram gerados por todo esse contexto, tal como os da revolução francesa foram consequência da imposição de uma nova ordem social e política.
E nenhum desses crimes e demais realidades análogas deverá ser isentado de censura.
Mas essa censura não poderá esconder a evolução extraordinária que, quer o liberalismo, quer, depois, o marxismo (seja na versão ... mais socialista, seja na ... mais social-democrata) trouxeram à humanidade.
Para o que agora importa, saliento, a título de mero exemplo, que o direito ao trabalho e ao descanso, à segurança social, à saúde, ao ensino, à habitação, ao voto, à participação política, etc., etc., etc., foram conquistas civilizacionais geradas com o relevantíssimo contributo do marxismo. Para elas muito contribuiu a revolução soviética, que em poucos anos transformou um dos países mais atrasados da Europa (acabara de perder a guerra da Crimeia) numa das maiores potências do mundo, tendo alargado à exaustão a justiça social (caso queiram, também o demonstrarei com facilidade) e introduzido profundas experiências no sistema político que a generalidade dos países europeus, com maiores ou menores alterações, foi progressivamente acolhendo (se quiserem também poderei explicar as reformulações dos princípios do estado de direito, da separação de poderes, democrático, etc., etc., etc.)
Por tudo isso, ou muito me engano ou, fruto do retrocesso que está hoje a ser implementado a todo o vapor, no sentido do regresso ao modelo (económico e político) liberal, mais tarde ou mais cedo as ideiais marxistas deixarão outra vez de cheirar a mofo.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Caros Lidador e p.porto<br />
Em minha opinião &#8211; espero que ainda me seja reconhecido o direito a tê-la e exprimi-la -, a &#8220;estória&#8221; por vós contada está longe de ponderar o que de mais relevante e essencial a História evidencia.<br />
A imposição revolucionária do liberalismo (ou, se quiserem, individualismo) gerou à exaustão hediondos crimes políticos e de classe, processos escandalosos, assassinatos de carácter, verdades e mentiras instrumentais e tudo o resto que igualmente decorreu da imposição revolucionária do socialismo. Se tiverem dúvidas, facilmente as poderei dissipar.<br />
O socialismo, designadamente na sua versão marxista, foi teorizado em face da escandalosa evolução do liberalismo (15 horas diárias de trabalho sem descanso semanal, trabalho infantil a partir dos 5 anos, 80% do salário absorvido pela alimentação, taxas de desemprego superiores a 30%, doenças profissionais e epidemias avassaladoras emntre os trabalhadores, inexistência de segurança social, inexistência de ensino gratuito e obrigatório, proibição de sindicatos, proibição de partidos políticos (sim, porque os partidos não eram concebíveis no quadro do modelo liberal), etc., etc., etc. (se quiserem prossigo e pormenorizo).<br />
As conquistas sociais e políticas (nesta última vertente destaco, entre tantas outras, a luta pelo sufrágio universal, apenas alcançado, e ainda assim não plenamente, ao longo do séc. XX) geradas pelo socialismo implicaram mares de sangue provocados pelo poder liberal (recordo, apenas exemplificativamente, a revolução europeia de 1848 ou a comuna de paris de 1781 (se quiserem descrevo exaustivamente as atrocidades que o Governo liberal de Thiers, ou melhor, o Governo, a Assembleia e os Tribunais liberais fizeram a mais de 100 mil cidadãos de Paris (e não só), que por acaso até haviam promovido de imediato eleições muito mais democráticas que as anteriores).<br />
A revolução soviética foi apenas mais uma das que se enquadraram nesse contexto, tendo sido de imediato atacada por uma colossal força estrangeira, para além da reacção interna, composta por exércitos da Grã-Bretanha, E.U.A., França, Japão, etc. Aliás, por altura dela, outras análogas foram tentadas, por exemplo na Alemanha, tendo sido avassaladoramente derrubadas (se quiserem conto-vos a história dos milhares de mortos provocados pelos frikorps, pelo exército de defesa do capitalismo, etc.).<br />
Os crimes e posturas censuráveis de Lénine, Estaline, enfim, da revolução soviética foram gerados por todo esse contexto, tal como os da revolução francesa foram consequência da imposição de uma nova ordem social e política.<br />
E nenhum desses crimes e demais realidades análogas deverá ser isentado de censura.<br />
Mas essa censura não poderá esconder a evolução extraordinária que, quer o liberalismo, quer, depois, o marxismo (seja na versão &#8230; mais socialista, seja na &#8230; mais social-democrata) trouxeram à humanidade.<br />
Para o que agora importa, saliento, a título de mero exemplo, que o direito ao trabalho e ao descanso, à segurança social, à saúde, ao ensino, à habitação, ao voto, à participação política, etc., etc., etc., foram conquistas civilizacionais geradas com o relevantíssimo contributo do marxismo. Para elas muito contribuiu a revolução soviética, que em poucos anos transformou um dos países mais atrasados da Europa (acabara de perder a guerra da Crimeia) numa das maiores potências do mundo, tendo alargado à exaustão a justiça social (caso queiram, também o demonstrarei com facilidade) e introduzido profundas experiências no sistema político que a generalidade dos países europeus, com maiores ou menores alterações, foi progressivamente acolhendo (se quiserem também poderei explicar as reformulações dos princípios do estado de direito, da separação de poderes, democrático, etc., etc., etc.)<br />
Por tudo isso, ou muito me engano ou, fruto do retrocesso que está hoje a ser implementado a todo o vapor, no sentido do regresso ao modelo (económico e político) liberal, mais tarde ou mais cedo as ideiais marxistas deixarão outra vez de cheirar a mofo.</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: Lidador</title>
		<link>http://5dias.net/2007/07/10/nao-foi-assim/comment-page-1/#comment-8325</link>
		<dc:creator>Lidador</dc:creator>
		<pubDate>Thu, 12 Jul 2007 11:00:38 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://5dias.net/2007/07/10/nao-foi-assim/#comment-8325</guid>
		<description>É espantoso que os factos não digam nada aos defensores da ideologia comunista.
Pouco antes de morrer, escrevia Carl Sagan o quanto  lhe custava compreender a crescente tendência para o misticismo e para o absurdo, num mundo onde livros de ciência e a tecnologia, apesar de tudo o que nos trouxeram, são infinitamente menos lidos que as idiotices místicas, ideológicas e conspiratórias.
Uma das mais contumazes manifestações da estupidez , é a vitalidade com que muita gente, por esse mundo fora, sai para a rua, berrar contra o capitalismo e o “neoliberalismo”, que vai destruir o planeta, empobrecer as pessoas, criar “desigualdades e, quiçá, implantar uma “Nova Ordem” bushista, sionista e sabe-se lá que outras maldades.
Claro que o facto de ter sido exactamente o comunismo quem esteve mais perto destes apocalípticos desideratos, não inibe os pinotes e as indignações dos cromos de barriga cheia a quem nunca foi dada a oportunidade de fazerem curas de emagrecimento nos paraísos dos amanhãs que cantavam.
Ninguém sabe para onde caminha a China, por exemplo, mas o que todos sabem, é que não é na senda de regresso ao comunismo, desde que Deng-Xiao Ping ensinou que “enriquecer é glorioso”.

O que deixou muito insatisfeitos todos aqueles que ainda acreditam que o comunismo é uma ideia do caraças que só não funcionou porque não foi correctamente posta em prática.
Face à arrogância de perfeição do comunismo, o capitalismo é um pote de imperfeições. A grande vantagem é que sempre as reconheceu e exactamente por isso foi capaz de evoluir, adaptando-se ao mundo real, evoluindo com ele, sem limitar as liberdades básicas dos indivíduos.
Só na China, desde que enriquecer passou a ser glorioso, cerca de 300 milhões de pessoas saíram da mais indescritível miséria, daquela miséria que as levava até a comer as culturas de bactérias que se desenvolviam na urina.
Até em Cuba, a terra da fraternidade, feudo da dinastia Castro, Castro II, já deu a entender que uma abertura capitalista à moda da China será bem vinda, assim que o cão do hortelão (que não come as couves nem as deixa comer) bater a queixada.

Deste lado do mundo, onde impera o capitalismo democrático, os idiotas queixam-se muito, mas a verdade é que, de um modo geral, vivem bastante melhor do que viveram os seus avós.
Face à inconveniente realidade das coisas, os fundamentalistas comunistas berram porque são medíocres e preferiam um mundo pobre e igualitário onde todos fossem medíocres como eles, a um mundo onde as pessoas têm o direito de ter objectivos e de lutar por eles.

Estas mentes prodigiosas, capazes de encornar o Manifesto Comunista de cor e salteado, ainda não entenderam, apesar de toda a informação disponível, que a alternativa à democracia liberal e à economia de mercado, não é o regresso ao passado para rebobinar os Amanhãs que Cantavam (mas que acabaram todos a chorar num registo de infinita miséria imposta à porrada por plutocratas autoritários e corruptos), mas sim mais democracia, mais liberalismo e mais mercado. 

Mas estes orfãos de um passado em ruínas, não pensa assim, Para eles a coisa é simples:


O comunismo é uma coisa do caraças, é lá que corre o leite e o mel, as mulheres são todas bonitas e disponíveis, os homens tocam todos harpa e pronto.

Tudo o que não seja isso, não é o “verdadeiro comunismo”. Ah e tal, a malta pensava que era assim na URSS, na Coreia do Norte, em Cuba, na China de Mão, etc., mas todo esse sonho lindo foi desvirtuado.
Por quem? Pelo ser humano, esse cascudo que não é de fiar, porque gosta de dinheiro, tem invejas, alimenta ciúmes, rancores, é um primata egoísta, que quer encher o bandulho, ter um carrão melhor que o do vizinho, ganhar mais dinheiro, pôr-se na vizinha, aprender mais que o parceiro, ter melhores notas, ter uma piscina maior, etc.
Ora como o ser humano tem de facto estas características tão pouco fiáveis, só há duas hipóteses:

Ou se entende que estas características, bem como outras, fazem parte da sua natureza e são elas que converteram o sapiens na espécie mais bem sucedida do planeta e se adaptam os modelos sociais e políticos tendo em conta a natureza humana tal como ela é de facto, ou se acha que é possível fabricar um novo homem castrado dessas tão indesejáveis  características.

No 1º caso, temos as sociedades democráticas e liberais. Não são perfeitas, mas não se conhece melhor.
No 2º caso temos os campos de reeducação, para educar os homens maus, e campos da morte para livrar o mundo daqueles que não são reeducáveis. O comunismo real, em suma. Não o “verdadeiro”, que esse só será atingido quando toda a gente for reeducada, os “maus” todos liquidados e se conseguir fabricar o “homem novo”.
Nesse dia teremos harpas e hidromel.

No século XX, milhões de &quot;homo sapiens&quot; foram martelados na gigantesca forja do homem novo, com os excelentes resultados que se conhecem.
Esta gente  ainda acredita que tem o molde de fabrico do “homo novus&quot; , que se supunha perdido algures na derrocada da terra dos amanhãs que cantavam.
É por isso que não passam de fantasmas ideológicos, assombrações, que ainda não perceberam  que estão mortas, mais o mundo que imaginam, e continuam a acreditar na vinda do seu Messias.
Como é possível?</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>É espantoso que os factos não digam nada aos defensores da ideologia comunista.<br />
Pouco antes de morrer, escrevia Carl Sagan o quanto  lhe custava compreender a crescente tendência para o misticismo e para o absurdo, num mundo onde livros de ciência e a tecnologia, apesar de tudo o que nos trouxeram, são infinitamente menos lidos que as idiotices místicas, ideológicas e conspiratórias.<br />
Uma das mais contumazes manifestações da estupidez , é a vitalidade com que muita gente, por esse mundo fora, sai para a rua, berrar contra o capitalismo e o “neoliberalismo”, que vai destruir o planeta, empobrecer as pessoas, criar “desigualdades e, quiçá, implantar uma “Nova Ordem” bushista, sionista e sabe-se lá que outras maldades.<br />
Claro que o facto de ter sido exactamente o comunismo quem esteve mais perto destes apocalípticos desideratos, não inibe os pinotes e as indignações dos cromos de barriga cheia a quem nunca foi dada a oportunidade de fazerem curas de emagrecimento nos paraísos dos amanhãs que cantavam.<br />
Ninguém sabe para onde caminha a China, por exemplo, mas o que todos sabem, é que não é na senda de regresso ao comunismo, desde que Deng-Xiao Ping ensinou que “enriquecer é glorioso”.</p>
<p>O que deixou muito insatisfeitos todos aqueles que ainda acreditam que o comunismo é uma ideia do caraças que só não funcionou porque não foi correctamente posta em prática.<br />
Face à arrogância de perfeição do comunismo, o capitalismo é um pote de imperfeições. A grande vantagem é que sempre as reconheceu e exactamente por isso foi capaz de evoluir, adaptando-se ao mundo real, evoluindo com ele, sem limitar as liberdades básicas dos indivíduos.<br />
Só na China, desde que enriquecer passou a ser glorioso, cerca de 300 milhões de pessoas saíram da mais indescritível miséria, daquela miséria que as levava até a comer as culturas de bactérias que se desenvolviam na urina.<br />
Até em Cuba, a terra da fraternidade, feudo da dinastia Castro, Castro II, já deu a entender que uma abertura capitalista à moda da China será bem vinda, assim que o cão do hortelão (que não come as couves nem as deixa comer) bater a queixada.</p>
<p>Deste lado do mundo, onde impera o capitalismo democrático, os idiotas queixam-se muito, mas a verdade é que, de um modo geral, vivem bastante melhor do que viveram os seus avós.<br />
Face à inconveniente realidade das coisas, os fundamentalistas comunistas berram porque são medíocres e preferiam um mundo pobre e igualitário onde todos fossem medíocres como eles, a um mundo onde as pessoas têm o direito de ter objectivos e de lutar por eles.</p>
<p>Estas mentes prodigiosas, capazes de encornar o Manifesto Comunista de cor e salteado, ainda não entenderam, apesar de toda a informação disponível, que a alternativa à democracia liberal e à economia de mercado, não é o regresso ao passado para rebobinar os Amanhãs que Cantavam (mas que acabaram todos a chorar num registo de infinita miséria imposta à porrada por plutocratas autoritários e corruptos), mas sim mais democracia, mais liberalismo e mais mercado. </p>
<p>Mas estes orfãos de um passado em ruínas, não pensa assim, Para eles a coisa é simples:</p>
<p>O comunismo é uma coisa do caraças, é lá que corre o leite e o mel, as mulheres são todas bonitas e disponíveis, os homens tocam todos harpa e pronto.</p>
<p>Tudo o que não seja isso, não é o “verdadeiro comunismo”. Ah e tal, a malta pensava que era assim na URSS, na Coreia do Norte, em Cuba, na China de Mão, etc., mas todo esse sonho lindo foi desvirtuado.<br />
Por quem? Pelo ser humano, esse cascudo que não é de fiar, porque gosta de dinheiro, tem invejas, alimenta ciúmes, rancores, é um primata egoísta, que quer encher o bandulho, ter um carrão melhor que o do vizinho, ganhar mais dinheiro, pôr-se na vizinha, aprender mais que o parceiro, ter melhores notas, ter uma piscina maior, etc.<br />
Ora como o ser humano tem de facto estas características tão pouco fiáveis, só há duas hipóteses:</p>
<p>Ou se entende que estas características, bem como outras, fazem parte da sua natureza e são elas que converteram o sapiens na espécie mais bem sucedida do planeta e se adaptam os modelos sociais e políticos tendo em conta a natureza humana tal como ela é de facto, ou se acha que é possível fabricar um novo homem castrado dessas tão indesejáveis  características.</p>
<p>No 1º caso, temos as sociedades democráticas e liberais. Não são perfeitas, mas não se conhece melhor.<br />
No 2º caso temos os campos de reeducação, para educar os homens maus, e campos da morte para livrar o mundo daqueles que não são reeducáveis. O comunismo real, em suma. Não o “verdadeiro”, que esse só será atingido quando toda a gente for reeducada, os “maus” todos liquidados e se conseguir fabricar o “homem novo”.<br />
Nesse dia teremos harpas e hidromel.</p>
<p>No século XX, milhões de &#8220;homo sapiens&#8221; foram martelados na gigantesca forja do homem novo, com os excelentes resultados que se conhecem.<br />
Esta gente  ainda acredita que tem o molde de fabrico do “homo novus&#8221; , que se supunha perdido algures na derrocada da terra dos amanhãs que cantavam.<br />
É por isso que não passam de fantasmas ideológicos, assombrações, que ainda não perceberam  que estão mortas, mais o mundo que imaginam, e continuam a acreditar na vinda do seu Messias.<br />
Como é possível?</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: Teresa FM</title>
		<link>http://5dias.net/2007/07/10/nao-foi-assim/comment-page-1/#comment-8322</link>
		<dc:creator>Teresa FM</dc:creator>
		<pubDate>Thu, 12 Jul 2007 10:51:21 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://5dias.net/2007/07/10/nao-foi-assim/#comment-8322</guid>
		<description>Nem de propósito. Há ja algum tempo li algo engraçado sobre os dissidentes, que deixo aqui para quem quiser ver.
http://forum.carapau.info/viewtopic.php?t=195&amp;highlight=dissidentes</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Nem de propósito. Há ja algum tempo li algo engraçado sobre os dissidentes, que deixo aqui para quem quiser ver.<br />
<a href="http://forum.carapau.info/viewtopic.php?t=195&amp;highlight=dissidentes" rel="nofollow">http://forum.carapau.info/viewtopic.php?t=195&amp;highlight=dissidentes</a></p>
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	</item>
	<item>
		<title>Por: Nuno Ramos de Almeida</title>
		<link>http://5dias.net/2007/07/10/nao-foi-assim/comment-page-1/#comment-8321</link>
		<dc:creator>Nuno Ramos de Almeida</dc:creator>
		<pubDate>Thu, 12 Jul 2007 10:40:00 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://5dias.net/2007/07/10/nao-foi-assim/#comment-8321</guid>
		<description>Caro p porto,
Acho que o excelente provérbio que citou aplica-se às suas criticas ao meu post. As incorrecções de ignorância e de falta de atenção ocupam apenas quatro linhas. O resto do texto é sobre mentiras, que Zita Seabra usa, para obter um efeito no leitor. Quem mente para ganhar politicamente qualquer coisa, não passa de um mentiroso e, repete determinados tiques estalinistas. De resto, o que a autora diz sobre o PCP e sobre as pessoas que lá estiveram é em muitos dos casos uma opinião distorcida do que se passou.
Mesmo sobre o 25 de Novembro, diverge de comentadores tão pouco PCP, neste momento, como Raimundo Narciso ou até os jornalistas do Expresso que analisaram os planos do 9 para fazerem saltar a extrema-esquerda militar. É fascinante que sobre o PREC ela escamoteie a rede bombista, quase não fala dos ataques às sedes do PCP das agressões aos seu quadros de militantes assassinados com cumplicidade de gente muito &quot;democrática&quot;. 
Sobre o problema de fundo, nem Cunhal nem os membros do PCP que lutaram contra a ditadura foram responsáveis pelos crimes do estalinismo. O resto é conversa.  E se me permite, por muito que goste de o ler, conversa a mais com uma pessoa que não assina com o seu nome. Isso aplica-se também ao Lidador.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Caro p porto,<br />
Acho que o excelente provérbio que citou aplica-se às suas criticas ao meu post. As incorrecções de ignorância e de falta de atenção ocupam apenas quatro linhas. O resto do texto é sobre mentiras, que Zita Seabra usa, para obter um efeito no leitor. Quem mente para ganhar politicamente qualquer coisa, não passa de um mentiroso e, repete determinados tiques estalinistas. De resto, o que a autora diz sobre o PCP e sobre as pessoas que lá estiveram é em muitos dos casos uma opinião distorcida do que se passou.<br />
Mesmo sobre o 25 de Novembro, diverge de comentadores tão pouco PCP, neste momento, como Raimundo Narciso ou até os jornalistas do Expresso que analisaram os planos do 9 para fazerem saltar a extrema-esquerda militar. É fascinante que sobre o PREC ela escamoteie a rede bombista, quase não fala dos ataques às sedes do PCP das agressões aos seu quadros de militantes assassinados com cumplicidade de gente muito &#8220;democrática&#8221;.<br />
Sobre o problema de fundo, nem Cunhal nem os membros do PCP que lutaram contra a ditadura foram responsáveis pelos crimes do estalinismo. O resto é conversa.  E se me permite, por muito que goste de o ler, conversa a mais com uma pessoa que não assina com o seu nome. Isso aplica-se também ao Lidador.</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: nuno</title>
		<link>http://5dias.net/2007/07/10/nao-foi-assim/comment-page-1/#comment-8317</link>
		<dc:creator>nuno</dc:creator>
		<pubDate>Thu, 12 Jul 2007 10:23:39 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://5dias.net/2007/07/10/nao-foi-assim/#comment-8317</guid>
		<description>Sinceramente, a discussão sobre o racismo de Marx ou de Engles é absolutamente acessória. O que já não é acessório é o processo de intenções que Zita constrói em torno dos seus ex-companheiros do PCP. E é isto que está em apreciação no posto do Nuno e era isto que devia estar em análise nos comentários a esse mesmo post. 
A ideia de assacar culpas aos militantes comunistas por aquilo que Marx escreveiu no século XIX essa sim é pueril ou, melhor ainda, simplesmente cínica. Culpar os católicos actuais por aquilo que era o programa da inquisição ou o ideário de Loyola enquadra-se nesse mesmo absurdo. Como seria absurdo culpar os democratas de agora de partidos enxutos como o PSD e o PP de serem oriundos de famílias com raizes bem profundas no fascismo e no integralismo lusitano português. 
A questão é que, como diz o Nuno, uma mentira é uma mentira e não é por ser proferida por uma apóstata do comunismo que a torna mais dourada. 
Este é um simples preceito lógico que parece que não encaixa no ressaibo conservador dos críticos do post do Nuno</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Sinceramente, a discussão sobre o racismo de Marx ou de Engles é absolutamente acessória. O que já não é acessório é o processo de intenções que Zita constrói em torno dos seus ex-companheiros do PCP. E é isto que está em apreciação no posto do Nuno e era isto que devia estar em análise nos comentários a esse mesmo post.<br />
A ideia de assacar culpas aos militantes comunistas por aquilo que Marx escreveiu no século XIX essa sim é pueril ou, melhor ainda, simplesmente cínica. Culpar os católicos actuais por aquilo que era o programa da inquisição ou o ideário de Loyola enquadra-se nesse mesmo absurdo. Como seria absurdo culpar os democratas de agora de partidos enxutos como o PSD e o PP de serem oriundos de famílias com raizes bem profundas no fascismo e no integralismo lusitano português.<br />
A questão é que, como diz o Nuno, uma mentira é uma mentira e não é por ser proferida por uma apóstata do comunismo que a torna mais dourada.<br />
Este é um simples preceito lógico que parece que não encaixa no ressaibo conservador dos críticos do post do Nuno</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: pedro a.</title>
		<link>http://5dias.net/2007/07/10/nao-foi-assim/comment-page-1/#comment-8315</link>
		<dc:creator>pedro a.</dc:creator>
		<pubDate>Thu, 12 Jul 2007 10:19:01 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://5dias.net/2007/07/10/nao-foi-assim/#comment-8315</guid>
		<description>O desafio, caro lidador, é fazer uma leitura do actual social à luz de algumas permissas do pensamento dito &quot;comunista&quot;. 
Uma leitura que inclua a solidariedade, a justiça, a extinção da desigualdade extrema, a regulação dos instintos dos que querem o lucro máximo e o retorno mínimo. 
Tudo o que Zita faz é elencar um conjunto extenso de &lt;i&gt;fait-divers&lt;/i&gt; politicos desenquadrados da história (sejam eles verdadeiros ou falsos têm sempre um enquadramento) num ajuste de contas claro com o seu passado. Ajuste de contas porque o PCP não foi capaz/não conseguiu dar-lhe o retorno que ansiava, o poder a influência. O grande desafio do PCP nos dias que correm, é conseguir reler as suas bases ideológicas sem perder o norte da procura da justiça, da igualdade da liberdade. Só os liberais é que pensam da mesma maneira à 250 anos... ;)</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>O desafio, caro lidador, é fazer uma leitura do actual social à luz de algumas permissas do pensamento dito &#8220;comunista&#8221;.<br />
Uma leitura que inclua a solidariedade, a justiça, a extinção da desigualdade extrema, a regulação dos instintos dos que querem o lucro máximo e o retorno mínimo.<br />
Tudo o que Zita faz é elencar um conjunto extenso de <i>fait-divers</i> politicos desenquadrados da história (sejam eles verdadeiros ou falsos têm sempre um enquadramento) num ajuste de contas claro com o seu passado. Ajuste de contas porque o PCP não foi capaz/não conseguiu dar-lhe o retorno que ansiava, o poder a influência. O grande desafio do PCP nos dias que correm, é conseguir reler as suas bases ideológicas sem perder o norte da procura da justiça, da igualdade da liberdade. Só os liberais é que pensam da mesma maneira à 250 anos&#8230; <img src='http://5dias.net/wp-includes/images/smilies/icon_wink.gif' alt=';)' class='wp-smiley' /> </p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: Sérgio</title>
		<link>http://5dias.net/2007/07/10/nao-foi-assim/comment-page-1/#comment-8313</link>
		<dc:creator>Sérgio</dc:creator>
		<pubDate>Thu, 12 Jul 2007 10:09:55 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://5dias.net/2007/07/10/nao-foi-assim/#comment-8313</guid>
		<description>Caro Pedro A.

Concordo consigo. É apanágio das pessoas sérias saberem ler criticamente textos como os de Marx. O problema é quando se transforma um instrumento de análise crítico numa espécie de culto mariano. Os diversos PC´s foram sendo incapazes de actualizar o marxismo e filtrá-lo dos seus aspectos negativos. Zita Seabra foi fiel guardiã da mais estúpida das ortodoxias e agora diz que não há outras vivências que não possasm ser tão cegas como as suas. Pessoas sérias de esquerda (comunistas ou não) não têm de ser fustigadas por uma cabeça que sempre foi confusa e que só concebe um marxismo de pacotilha e obtuso.
Cumprimentos, 
Sérgio.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Caro Pedro A.</p>
<p>Concordo consigo. É apanágio das pessoas sérias saberem ler criticamente textos como os de Marx. O problema é quando se transforma um instrumento de análise crítico numa espécie de culto mariano. Os diversos PC´s foram sendo incapazes de actualizar o marxismo e filtrá-lo dos seus aspectos negativos. Zita Seabra foi fiel guardiã da mais estúpida das ortodoxias e agora diz que não há outras vivências que não possasm ser tão cegas como as suas. Pessoas sérias de esquerda (comunistas ou não) não têm de ser fustigadas por uma cabeça que sempre foi confusa e que só concebe um marxismo de pacotilha e obtuso.<br />
Cumprimentos,<br />
Sérgio.</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: Lidador</title>
		<link>http://5dias.net/2007/07/10/nao-foi-assim/comment-page-1/#comment-8311</link>
		<dc:creator>Lidador</dc:creator>
		<pubDate>Thu, 12 Jul 2007 10:01:07 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://5dias.net/2007/07/10/nao-foi-assim/#comment-8311</guid>
		<description>Caro pedro a....ainda bem que reconhece que os pensamentos de Marx, Engels e Lenine,  são curiosidades datadas.

Estamos de acordo.
O problema é que ainda hoje, em 2007, há fiéis que continuam a ler o mundo por essa cartilha, como se não tivessem passado os anos, como se a História não tivesse feito a prova real da &quot;qualidade&quot; dessas ideias e profecias.

Zita Seabra começou como muitos naquela altura e naquela idade.
Sem ir mais longe, Raymond Aron começou por ser comunista, amicíssimo de Sartre.

E depois escreveu obras demolidoras sobre esse sistema de crença obras essas que consolidaram a sua reputação como um dos maiores pensadores do sec XX.

Na opinião de NRA e  dos fiéis da seita, seria um apóstata, um ser desprezível, um troca-tintas, etc.

Isto para não falar de Orwell.....etc,etc.

Os fiéis, odeiam os apóstatas....é assim em todas as religiões...e citam os versículos do respectivo missal, onde está a Verdade a que têm direiito.

Tudo o resto pouco lhes importa.
Os mortos, a repressão, a miséria, o falhanço total das sociedades, tudo isso são meras estatísticas oferecidas no altar da suprema utopia: a profetizada pelos grandes profetas e que habita as regiões siderais das cabeças dos fiéis.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Caro pedro a&#8230;.ainda bem que reconhece que os pensamentos de Marx, Engels e Lenine,  são curiosidades datadas.</p>
<p>Estamos de acordo.<br />
O problema é que ainda hoje, em 2007, há fiéis que continuam a ler o mundo por essa cartilha, como se não tivessem passado os anos, como se a História não tivesse feito a prova real da &#8220;qualidade&#8221; dessas ideias e profecias.</p>
<p>Zita Seabra começou como muitos naquela altura e naquela idade.<br />
Sem ir mais longe, Raymond Aron começou por ser comunista, amicíssimo de Sartre.</p>
<p>E depois escreveu obras demolidoras sobre esse sistema de crença obras essas que consolidaram a sua reputação como um dos maiores pensadores do sec XX.</p>
<p>Na opinião de NRA e  dos fiéis da seita, seria um apóstata, um ser desprezível, um troca-tintas, etc.</p>
<p>Isto para não falar de Orwell&#8230;..etc,etc.</p>
<p>Os fiéis, odeiam os apóstatas&#8230;.é assim em todas as religiões&#8230;e citam os versículos do respectivo missal, onde está a Verdade a que têm direiito.</p>
<p>Tudo o resto pouco lhes importa.<br />
Os mortos, a repressão, a miséria, o falhanço total das sociedades, tudo isso são meras estatísticas oferecidas no altar da suprema utopia: a profetizada pelos grandes profetas e que habita as regiões siderais das cabeças dos fiéis.</p>
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	</item>
	<item>
		<title>Por: Paulo Mendonça</title>
		<link>http://5dias.net/2007/07/10/nao-foi-assim/comment-page-1/#comment-8310</link>
		<dc:creator>Paulo Mendonça</dc:creator>
		<pubDate>Thu, 12 Jul 2007 09:57:09 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://5dias.net/2007/07/10/nao-foi-assim/#comment-8310</guid>
		<description>Não só foi assim, como foi em muitos casos ainda pior.
Muita da decadência do PCP deveu-se ao desencanto e ao facto de os funcionarios dos baixos escalões do partido perceberem que estavam na realidade a ser roubados.

Eu próprio testemunhei discussões sobre questões salariais em que os funcionários do PCP criticavam meio em surdina - por causa dos controleiros - os desmandos e a prepotência de muitos dos dirigentes do partido.

O facto de Honecker não ter morrido à frente dos destinos da RDA ou do partido comunista, ou de Fidel Castro ter entregue Che Guevara aos americanos na Bolivia em vez de o ter entregue aos americanos na Colômbia é irrelevante.

Apenas mostra que os dirigentes comunistas mais fanáticos e intolerantes, como Castro ou Cunhal não admitem oposição e mandam matar se necessário for.

Claro que ainda vamos ver os neo-soviéticos a colocar tudo em causa e a afirmar que o estalinismo não produziu vitimas, como os neo-nazis afirmam que Hitler nunca matou nenhum judeu...</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Não só foi assim, como foi em muitos casos ainda pior.<br />
Muita da decadência do PCP deveu-se ao desencanto e ao facto de os funcionarios dos baixos escalões do partido perceberem que estavam na realidade a ser roubados.</p>
<p>Eu próprio testemunhei discussões sobre questões salariais em que os funcionários do PCP criticavam meio em surdina &#8211; por causa dos controleiros &#8211; os desmandos e a prepotência de muitos dos dirigentes do partido.</p>
<p>O facto de Honecker não ter morrido à frente dos destinos da RDA ou do partido comunista, ou de Fidel Castro ter entregue Che Guevara aos americanos na Bolivia em vez de o ter entregue aos americanos na Colômbia é irrelevante.</p>
<p>Apenas mostra que os dirigentes comunistas mais fanáticos e intolerantes, como Castro ou Cunhal não admitem oposição e mandam matar se necessário for.</p>
<p>Claro que ainda vamos ver os neo-soviéticos a colocar tudo em causa e a afirmar que o estalinismo não produziu vitimas, como os neo-nazis afirmam que Hitler nunca matou nenhum judeu&#8230;</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: pedro a.</title>
		<link>http://5dias.net/2007/07/10/nao-foi-assim/comment-page-1/#comment-8308</link>
		<dc:creator>pedro a.</dc:creator>
		<pubDate>Thu, 12 Jul 2007 09:41:58 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://5dias.net/2007/07/10/nao-foi-assim/#comment-8308</guid>
		<description>O que custa mesmo é ler aqui pessoas inteligentes, cegas pelo ódio anti-&lt;i&gt;qualquer coisa&lt;/i&gt;, incapazes de ler textos com mais de 150 anos à luz do pensamento da altura e das sociedades da alltura. Agora é muito fácil dizer cobras e lagartos tendo em conta 150 anos de evolução dos pensamentos, das &lt;i&gt;praxis&lt;/i&gt; falhadas. Quem ler alguns dos comentários que para aqui andam poderá julgar que Marx, Engels, Lenine escreveram aquilo na passada semana.
Foi assim ou foi assado?</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>O que custa mesmo é ler aqui pessoas inteligentes, cegas pelo ódio anti-<i>qualquer coisa</i>, incapazes de ler textos com mais de 150 anos à luz do pensamento da altura e das sociedades da alltura. Agora é muito fácil dizer cobras e lagartos tendo em conta 150 anos de evolução dos pensamentos, das <i>praxis</i> falhadas. Quem ler alguns dos comentários que para aqui andam poderá julgar que Marx, Engels, Lenine escreveram aquilo na passada semana.<br />
Foi assim ou foi assado?</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: Adelino Chapa</title>
		<link>http://5dias.net/2007/07/10/nao-foi-assim/comment-page-1/#comment-8304</link>
		<dc:creator>Adelino Chapa</dc:creator>
		<pubDate>Thu, 12 Jul 2007 09:09:18 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://5dias.net/2007/07/10/nao-foi-assim/#comment-8304</guid>
		<description>Ainda não li e nem tenho grande vontade de ler. Considero que Zita Seabra é uma vergonha para todos os que saíram do PCP, por divergências políticas.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Ainda não li e nem tenho grande vontade de ler. Considero que Zita Seabra é uma vergonha para todos os que saíram do PCP, por divergências políticas.</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: ezer</title>
		<link>http://5dias.net/2007/07/10/nao-foi-assim/comment-page-1/#comment-8297</link>
		<dc:creator>ezer</dc:creator>
		<pubDate>Thu, 12 Jul 2007 08:39:34 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://5dias.net/2007/07/10/nao-foi-assim/#comment-8297</guid>
		<description>Ao comentador da extrema direita sobre o gajo que matou o tipo por &#039;amandar&#039; um piropo parece-me mais de um absolutista moralista do que um gajo de esquerda relativista.Mais, e deve ter a imagem da nª sª de FÁTIMA,do salazar e do Cavaco no quarto,possivelmente fotos dos corpos calcinados e desfeitos das carnificinas no Iraque em nome do barril de petróleo a 1 dólar.Que parvalhão</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Ao comentador da extrema direita sobre o gajo que matou o tipo por &#8216;amandar&#8217; um piropo parece-me mais de um absolutista moralista do que um gajo de esquerda relativista.Mais, e deve ter a imagem da nª sª de FÁTIMA,do salazar e do Cavaco no quarto,possivelmente fotos dos corpos calcinados e desfeitos das carnificinas no Iraque em nome do barril de petróleo a 1 dólar.Que parvalhão</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: ezer</title>
		<link>http://5dias.net/2007/07/10/nao-foi-assim/comment-page-1/#comment-8293</link>
		<dc:creator>ezer</dc:creator>
		<pubDate>Thu, 12 Jul 2007 08:34:18 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://5dias.net/2007/07/10/nao-foi-assim/#comment-8293</guid>
		<description>Querem maior demonstração de  Totalitarismo?o que é o pensamento único,o que é o mercado livre,o que são as 700 e tal bases militares espalhadas pelo mundo pelos EUA.Paz e amor?Já agora por onde anda o Suharto,o amigo do Mário Soares, Henry Kissinger?por falar em crimes de milhões de pessoas...</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Querem maior demonstração de  Totalitarismo?o que é o pensamento único,o que é o mercado livre,o que são as 700 e tal bases militares espalhadas pelo mundo pelos EUA.Paz e amor?Já agora por onde anda o Suharto,o amigo do Mário Soares, Henry Kissinger?por falar em crimes de milhões de pessoas&#8230;</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: Sérgio</title>
		<link>http://5dias.net/2007/07/10/nao-foi-assim/comment-page-1/#comment-8291</link>
		<dc:creator>Sérgio</dc:creator>
		<pubDate>Thu, 12 Jul 2007 08:15:26 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://5dias.net/2007/07/10/nao-foi-assim/#comment-8291</guid>
		<description>Os erros de um livro que se pretende da mais virgem das verdades («foi assim») nada importam. O que interessa é o que mostram...
Anda por aí muito estalinismo. Afinal, que importa com quantas falácias/mentiras se conta uma verdade, desde que nos dê jeito? Um erro parece ser tragédia, um milhão apenas estatística... (Já agora, esta frase não cai bem a muito tiranete?)

O que autora pretende  mostrar não é novidade. Não descobriu a pólvora. Toda a gente (e muitos comunistas ou ex comunistas, sobretudo) sabe que o PCP tinha e tem gente da estirpe dela.

Não deixa de ser revelador que perante a desconstrução de muitos «foi assim», se ataque quem é indefensável e que a fazerem parte da equação da vida de alguém, fazem mais da vida da própria autora.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Os erros de um livro que se pretende da mais virgem das verdades («foi assim») nada importam. O que interessa é o que mostram&#8230;<br />
Anda por aí muito estalinismo. Afinal, que importa com quantas falácias/mentiras se conta uma verdade, desde que nos dê jeito? Um erro parece ser tragédia, um milhão apenas estatística&#8230; (Já agora, esta frase não cai bem a muito tiranete?)</p>
<p>O que autora pretende  mostrar não é novidade. Não descobriu a pólvora. Toda a gente (e muitos comunistas ou ex comunistas, sobretudo) sabe que o PCP tinha e tem gente da estirpe dela.</p>
<p>Não deixa de ser revelador que perante a desconstrução de muitos «foi assim», se ataque quem é indefensável e que a fazerem parte da equação da vida de alguém, fazem mais da vida da própria autora.</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: Lidador</title>
		<link>http://5dias.net/2007/07/10/nao-foi-assim/comment-page-1/#comment-8290</link>
		<dc:creator>Lidador</dc:creator>
		<pubDate>Thu, 12 Jul 2007 07:49:33 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://5dias.net/2007/07/10/nao-foi-assim/#comment-8290</guid>
		<description>Caro Nuno, este último comentário do p.porto, coloca as coisas na perspectiva correcta.

O que o Nuno tenta fazer com este post é usar a táctica leninista de procurar descredibilizar o core do que a Zita escreve, apontando pequenas gralhas, como quem diz: vêem? se ela  confunde padrasto com padrinho, então tudo o resto está errado.
E depois derrama-se em abundantes injunções sobre o carácter da apóstata.

Estes são os seus &quot;factos&quot;.

O que eu lhe procurei mostrar, é que, pela mesma lógica, o seu post está cheio de imprecisões, o Nuno demonstra não conhecer bem  a doutrina de onde bebe, nem os seus epígonos, pelo que, aplicando o mesmo racional, poder-se-ia dizer que tudo o resto que escreve,não vale nada.

Claro que eu não faço essa extrapolação.
Não sou doutrinado em ideologias mortas, mas conheço-as,  e acima de tudo conheço os seus resultados.

Você também, mas embarca na pueril justificação de que a ideia é boa, os homens é que são maus.

POis é, mas as ideias são aplicadas por homens  e não por abstracções e a prova real é que mede as teorias.

Usando o seu infantil raciocínio, qualquer nazi poderá dizer que o nazismo era uma grande ideia, os homens é que falharam a sua aplicação. Ou o fascismo, ou qq outro ismo.

Quanto a Marx, Estaline e Lenine, fico contente por lhe ter mostrado que há mais coisas para além das que constam no catecismo da ortodoxia.

O que eu lheapfez com este seu post é mui</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Caro Nuno, este último comentário do p.porto, coloca as coisas na perspectiva correcta.</p>
<p>O que o Nuno tenta fazer com este post é usar a táctica leninista de procurar descredibilizar o core do que a Zita escreve, apontando pequenas gralhas, como quem diz: vêem? se ela  confunde padrasto com padrinho, então tudo o resto está errado.<br />
E depois derrama-se em abundantes injunções sobre o carácter da apóstata.</p>
<p>Estes são os seus &#8220;factos&#8221;.</p>
<p>O que eu lhe procurei mostrar, é que, pela mesma lógica, o seu post está cheio de imprecisões, o Nuno demonstra não conhecer bem  a doutrina de onde bebe, nem os seus epígonos, pelo que, aplicando o mesmo racional, poder-se-ia dizer que tudo o resto que escreve,não vale nada.</p>
<p>Claro que eu não faço essa extrapolação.<br />
Não sou doutrinado em ideologias mortas, mas conheço-as,  e acima de tudo conheço os seus resultados.</p>
<p>Você também, mas embarca na pueril justificação de que a ideia é boa, os homens é que são maus.</p>
<p>POis é, mas as ideias são aplicadas por homens  e não por abstracções e a prova real é que mede as teorias.</p>
<p>Usando o seu infantil raciocínio, qualquer nazi poderá dizer que o nazismo era uma grande ideia, os homens é que falharam a sua aplicação. Ou o fascismo, ou qq outro ismo.</p>
<p>Quanto a Marx, Estaline e Lenine, fico contente por lhe ter mostrado que há mais coisas para além das que constam no catecismo da ortodoxia.</p>
<p>O que eu lheapfez com este seu post é mui</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: p.porto</title>
		<link>http://5dias.net/2007/07/10/nao-foi-assim/comment-page-1/#comment-8276</link>
		<dc:creator>p.porto</dc:creator>
		<pubDate>Thu, 12 Jul 2007 00:02:02 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://5dias.net/2007/07/10/nao-foi-assim/#comment-8276</guid>
		<description>Ao N.Ramos de Almeida

Eu não contesto que o livro de ZS contenha imprecisões. Já li outras imprecisões noutros blogs.

Aquilo que eu digo é que se aplica a este caso o tal provérbio chinês sobre o idiota: &quot;quando alguém aponta para a Lua, o idiota fica a olhar para o dedo&quot;. É que é isto que muitos andam fazendo sobre ZS e o seu livro: listar imprecisões, mas esquecer, fazer de conta que não há nada dizer sobre a sua coragem de pôr em causa uma vida, o que é raro no ser humano, e sobre o desmascarar de uma cladestinidade que teve outras vertentes negras para além daquelas que ficam bem dar a conhecer. Este é o meu ponto.

Eu não o responsabilizo por crime nenhum. Como por regra a qualquer outro comunista, não os responsabilizo por crimes que não cometeram. Também não responsabilizo um skin ignorante pelo Holocausto qua aconteceu anos antes de ele ter nascido, até porque muitos deles acreditam que não aconteceu. Tenho apenas a dizer que calar, ou fingir que nada se sabe sobre as consequências de uma ideologia - a maior matança da humanidade -  é algo que deve sempre, mas sempre evidenciado, exposto.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Ao N.Ramos de Almeida</p>
<p>Eu não contesto que o livro de ZS contenha imprecisões. Já li outras imprecisões noutros blogs.</p>
<p>Aquilo que eu digo é que se aplica a este caso o tal provérbio chinês sobre o idiota: &#8220;quando alguém aponta para a Lua, o idiota fica a olhar para o dedo&#8221;. É que é isto que muitos andam fazendo sobre ZS e o seu livro: listar imprecisões, mas esquecer, fazer de conta que não há nada dizer sobre a sua coragem de pôr em causa uma vida, o que é raro no ser humano, e sobre o desmascarar de uma cladestinidade que teve outras vertentes negras para além daquelas que ficam bem dar a conhecer. Este é o meu ponto.</p>
<p>Eu não o responsabilizo por crime nenhum. Como por regra a qualquer outro comunista, não os responsabilizo por crimes que não cometeram. Também não responsabilizo um skin ignorante pelo Holocausto qua aconteceu anos antes de ele ter nascido, até porque muitos deles acreditam que não aconteceu. Tenho apenas a dizer que calar, ou fingir que nada se sabe sobre as consequências de uma ideologia &#8211; a maior matança da humanidade &#8211;  é algo que deve sempre, mas sempre evidenciado, exposto.</p>
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	</item>
	<item>
		<title>Por: xatoo</title>
		<link>http://5dias.net/2007/07/10/nao-foi-assim/comment-page-1/#comment-8271</link>
		<dc:creator>xatoo</dc:creator>
		<pubDate>Wed, 11 Jul 2007 23:21:06 +0000</pubDate>
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		<description>O Lidador acha que os comunistas é que teorizaram o assassinato de carácter, como táctica para lidar com oposicionistas,
troca tintas como é e intelectualmente diminuido deve ter trocado o livro de onde fez copy/past com o &quot;Inside the Company&quot; onde um ex agente da CIA explicava como se trata de assassinar, não os carácteres como mero software, mas o hardware:os próprios corpos de quem se opõem às politicas criminosas</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>O Lidador acha que os comunistas é que teorizaram o assassinato de carácter, como táctica para lidar com oposicionistas,<br />
troca tintas como é e intelectualmente diminuido deve ter trocado o livro de onde fez copy/past com o &#8220;Inside the Company&#8221; onde um ex agente da CIA explicava como se trata de assassinar, não os carácteres como mero software, mas o hardware:os próprios corpos de quem se opõem às politicas criminosas</p>
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	</item>
	<item>
		<title>Por: Nuno Ramos de Almeida</title>
		<link>http://5dias.net/2007/07/10/nao-foi-assim/comment-page-1/#comment-8269</link>
		<dc:creator>Nuno Ramos de Almeida</dc:creator>
		<pubDate>Wed, 11 Jul 2007 23:11:35 +0000</pubDate>
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		<description>Lidador,
Ainda bem que contribuiu para a minha cultura, eu dificilmente conseguiria contribuir para a sua. Se lesse os livros já era uma ajuda.
P.Porto, não me interessam a sua vulgata propagandista sobre os crimes do estalinismo. Não os ignoro. Não tenho por hábito é responsabilizar todos os comunistas por coisas que não cometeram, da mesma maneira que não responsabilizo todos os cristãos pelos crimes da inquisição.Infelizmente, sobre aquilo que coloquei sobre o livro da Zita Seabra não têm nada a comentar. É pena, já acabei de o ler  e a listagem das pequenas imprecisões cresceu bastante. Desculpe lá, mas eu ao contrário da Zita nunca fui estalinista e nunca acreditei que a verdade nascia da mentira. Uma mentira é uma mentira, aqui ou na China.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Lidador,<br />
Ainda bem que contribuiu para a minha cultura, eu dificilmente conseguiria contribuir para a sua. Se lesse os livros já era uma ajuda.<br />
P.Porto, não me interessam a sua vulgata propagandista sobre os crimes do estalinismo. Não os ignoro. Não tenho por hábito é responsabilizar todos os comunistas por coisas que não cometeram, da mesma maneira que não responsabilizo todos os cristãos pelos crimes da inquisição.Infelizmente, sobre aquilo que coloquei sobre o livro da Zita Seabra não têm nada a comentar. É pena, já acabei de o ler  e a listagem das pequenas imprecisões cresceu bastante. Desculpe lá, mas eu ao contrário da Zita nunca fui estalinista e nunca acreditei que a verdade nascia da mentira. Uma mentira é uma mentira, aqui ou na China.</p>
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	</item>
	<item>
		<title>Por: p.porto</title>
		<link>http://5dias.net/2007/07/10/nao-foi-assim/comment-page-1/#comment-8263</link>
		<dc:creator>p.porto</dc:creator>
		<pubDate>Wed, 11 Jul 2007 22:08:35 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://5dias.net/2007/07/10/nao-foi-assim/#comment-8263</guid>
		<description>ao ezer
Essa sua teoria do &quot;que interessa que tenham morrido milhões à fome, ao tiro, à pancada, ou a trabalhar em prisões, se isso foi para compensar os capitalistas que acendem velinhas&quot;, fez-me lembrar um tal indíviduo que foi agora condenado a 11 anos de cadeia, dos quais provavelmente não cumprirá metade. O que fez o mocinho? Ia a passar com a namorada e um trolha disse um piropo, à namorada, que o trolha parece qu não ia em &quot;paradas&quot;. Resultado, o mocinho foi buscar uma faca e matou o trolha. Lógica do mocinho: &quot;que importa que ele tenha morrido, se teve o atrevimento de dizer um piropo à minha namorada.&quot;
Enfim, a outro intelectual lá atrás eu disse que não estava sozinho quando acreditava em coisas incríveis, a si digo que não está sozinho quando acha que a vida humana, mesmo contada aos milhões, vale menos que &quot;capitalistas a acender velinhas ao dinheiro.&quot;</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>ao ezer<br />
Essa sua teoria do &#8220;que interessa que tenham morrido milhões à fome, ao tiro, à pancada, ou a trabalhar em prisões, se isso foi para compensar os capitalistas que acendem velinhas&#8221;, fez-me lembrar um tal indíviduo que foi agora condenado a 11 anos de cadeia, dos quais provavelmente não cumprirá metade. O que fez o mocinho? Ia a passar com a namorada e um trolha disse um piropo, à namorada, que o trolha parece qu não ia em &#8220;paradas&#8221;. Resultado, o mocinho foi buscar uma faca e matou o trolha. Lógica do mocinho: &#8220;que importa que ele tenha morrido, se teve o atrevimento de dizer um piropo à minha namorada.&#8221;<br />
Enfim, a outro intelectual lá atrás eu disse que não estava sozinho quando acreditava em coisas incríveis, a si digo que não está sozinho quando acha que a vida humana, mesmo contada aos milhões, vale menos que &#8220;capitalistas a acender velinhas ao dinheiro.&#8221;</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: ezer</title>
		<link>http://5dias.net/2007/07/10/nao-foi-assim/comment-page-1/#comment-8258</link>
		<dc:creator>ezer</dc:creator>
		<pubDate>Wed, 11 Jul 2007 21:48:06 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://5dias.net/2007/07/10/nao-foi-assim/#comment-8258</guid>
		<description>Prós Lidador:
os capitalistas acendem velinhas ao Ssanto Dinheirinho que tanto lhes custa a roubar.E,o absurdo,é &#039;juntar &#039; borrifando-se para aqueles a que faz falta.Qual o objectivo de &#039;coleccionar&#039; dinheiro?concerteza paranóias de cromo,só que estes são uns grandes criminosos.Tiro o meu chapéu a Marx pela teoria do capital,pela teoria da Luta de Classes...</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Prós Lidador:<br />
os capitalistas acendem velinhas ao Ssanto Dinheirinho que tanto lhes custa a roubar.E,o absurdo,é &#8216;juntar &#8216; borrifando-se para aqueles a que faz falta.Qual o objectivo de &#8216;coleccionar&#8217; dinheiro?concerteza paranóias de cromo,só que estes são uns grandes criminosos.Tiro o meu chapéu a Marx pela teoria do capital,pela teoria da Luta de Classes&#8230;</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: Lidador</title>
		<link>http://5dias.net/2007/07/10/nao-foi-assim/comment-page-1/#comment-8256</link>
		<dc:creator>Lidador</dc:creator>
		<pubDate>Wed, 11 Jul 2007 21:45:58 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://5dias.net/2007/07/10/nao-foi-assim/#comment-8256</guid>
		<description>Ah,  e a propósito de milhões, agora sim, do desbocado Estaline, recolhemos a interessante ideia de que a morte de um indivíduo é uma tragédia, mas a morte de um milhão é apenas estatística.

Assim sendo, não há tragédias no currículo da ideologia...apenas estatísticas... cerca de 100 estatísticas, para ser mais preciso.

A novilíngua é outra grande invenção dos camaradas....faz-me lembrar das &quot;amplas liberdades&quot; do camarada Alvaro.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Ah,  e a propósito de milhões, agora sim, do desbocado Estaline, recolhemos a interessante ideia de que a morte de um indivíduo é uma tragédia, mas a morte de um milhão é apenas estatística.</p>
<p>Assim sendo, não há tragédias no currículo da ideologia&#8230;apenas estatísticas&#8230; cerca de 100 estatísticas, para ser mais preciso.</p>
<p>A novilíngua é outra grande invenção dos camaradas&#8230;.faz-me lembrar das &#8220;amplas liberdades&#8221; do camarada Alvaro.</p>
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	</item>
	<item>
		<title>Por: Lidador</title>
		<link>http://5dias.net/2007/07/10/nao-foi-assim/comment-page-1/#comment-8255</link>
		<dc:creator>Lidador</dc:creator>
		<pubDate>Wed, 11 Jul 2007 21:41:04 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://5dias.net/2007/07/10/nao-foi-assim/#comment-8255</guid>
		<description>POis é Nuno, já vi que o seu problema, como confessa aliás no post sobre a Zita, é que lhe dá para sentenciar antes de ler tudo.

Ora vá ao capítulo XIV. ,The Restoration of Order—Diet and Chamber
 
e terá a evidência de que é sempre bom ler os livros até ao fim.

Os leitores deste blogue podem comprovar seguindo o link que o Nuno amávelmente colocou.

Espero ter ajudado à sua cultura marxista, caro Nuno.
É que nos catecismos da ortodoxia raramente referem as faces lunares dos deuses da seita.

P.S. Ainda quer que lhe mostre onde Lenine teoriza o assassinato de carácter, como táctica para lidar com oposicionistas, ou já lá chegou?
Se quiser tb lhe posso provar que os campos de concentração, perdão, de reeducação, não foram invenção do Estaline, rapaz bastante bera, é verdade, mas que não expia todas as culpas.

O velho Vladimir ensinou-o bem e até o Trotsky fez das suas....

Tudo boa gente...uns santos que deram ao mundo a inenarrável felicidade de se livrar de cerca de 100 milhões de pessoas, em menos de 70 anos.

Uma boa média, convenhamos.
Merecem as velas do nuno e de todos os nunos que odeiam as apóstatas.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>POis é Nuno, já vi que o seu problema, como confessa aliás no post sobre a Zita, é que lhe dá para sentenciar antes de ler tudo.</p>
<p>Ora vá ao capítulo XIV. ,The Restoration of Order—Diet and Chamber</p>
<p>e terá a evidência de que é sempre bom ler os livros até ao fim.</p>
<p>Os leitores deste blogue podem comprovar seguindo o link que o Nuno amávelmente colocou.</p>
<p>Espero ter ajudado à sua cultura marxista, caro Nuno.<br />
É que nos catecismos da ortodoxia raramente referem as faces lunares dos deuses da seita.</p>
<p>P.S. Ainda quer que lhe mostre onde Lenine teoriza o assassinato de carácter, como táctica para lidar com oposicionistas, ou já lá chegou?<br />
Se quiser tb lhe posso provar que os campos de concentração, perdão, de reeducação, não foram invenção do Estaline, rapaz bastante bera, é verdade, mas que não expia todas as culpas.</p>
<p>O velho Vladimir ensinou-o bem e até o Trotsky fez das suas&#8230;.</p>
<p>Tudo boa gente&#8230;uns santos que deram ao mundo a inenarrável felicidade de se livrar de cerca de 100 milhões de pessoas, em menos de 70 anos.</p>
<p>Uma boa média, convenhamos.<br />
Merecem as velas do nuno e de todos os nunos que odeiam as apóstatas.</p>
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	</item>
	<item>
		<title>Por: João</title>
		<link>http://5dias.net/2007/07/10/nao-foi-assim/comment-page-1/#comment-8254</link>
		<dc:creator>João</dc:creator>
		<pubDate>Wed, 11 Jul 2007 21:32:02 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://5dias.net/2007/07/10/nao-foi-assim/#comment-8254</guid>
		<description>Gostei imenso da profundidade da tua análise.
Mas apesar disso não vou comprar o livro. Essa senhora que eu admirei na minha infância provoca-me reacções que me impedem de analisar com a seriedade com que tu o fizeste. apesar de teres abandonado o pcp (posição em que não estou em acordo contigo) reconheço que fazes análises sérias e não sectárias. 8 o que é raro nos ex.) gostei de conhecer um pouco mais da história do teu pai. (pessoa que admiro)

e já agora o que me dizes sobre as eleições na capital?

abraço, vou ler a focus</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Gostei imenso da profundidade da tua análise.<br />
Mas apesar disso não vou comprar o livro. Essa senhora que eu admirei na minha infância provoca-me reacções que me impedem de analisar com a seriedade com que tu o fizeste. apesar de teres abandonado o pcp (posição em que não estou em acordo contigo) reconheço que fazes análises sérias e não sectárias. 8 o que é raro nos ex.) gostei de conhecer um pouco mais da história do teu pai. (pessoa que admiro)</p>
<p>e já agora o que me dizes sobre as eleições na capital?</p>
<p>abraço, vou ler a focus</p>
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	<item>
		<title>Por: p.porto</title>
		<link>http://5dias.net/2007/07/10/nao-foi-assim/comment-page-1/#comment-8253</link>
		<dc:creator>p.porto</dc:creator>
		<pubDate>Wed, 11 Jul 2007 21:31:21 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://5dias.net/2007/07/10/nao-foi-assim/#comment-8253</guid>
		<description>ao pedro a. 
Sim, outras ideologias, tal como o comunismo, geraram injustiça e fome. No caso eu estava a referir-me aos mortos que têm de se contar aos milhões.
Talvez o pedro acredite noutra coisa diferente desta. Não está sozinho em acreditar em coisas incríveis: outros acreditam que Hitler foi um grande homem; outros que as vacas e respetivas bostas são sagradas.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>ao pedro a.<br />
Sim, outras ideologias, tal como o comunismo, geraram injustiça e fome. No caso eu estava a referir-me aos mortos que têm de se contar aos milhões.<br />
Talvez o pedro acredite noutra coisa diferente desta. Não está sozinho em acreditar em coisas incríveis: outros acreditam que Hitler foi um grande homem; outros que as vacas e respetivas bostas são sagradas.</p>
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	<item>
		<title>Por: Nuno Ramos de Almeida</title>
		<link>http://5dias.net/2007/07/10/nao-foi-assim/comment-page-1/#comment-8248</link>
		<dc:creator>Nuno Ramos de Almeida</dc:creator>
		<pubDate>Wed, 11 Jul 2007 21:09:44 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://5dias.net/2007/07/10/nao-foi-assim/#comment-8248</guid>
		<description>Lidador,
Muito sério o seu resumo. É pena as pessoas poderem ler o artigo original.
E ajuizarem a profundidade do comentário do Lidador.

Podem ler o livro inteiro aqui: http://www.marxists.org/archive/marx/works/1852/germany/index.htm 

Se bem me lembro o capítulo concreto é este:
Revolution and Counter-revolution in Germany
IX.
Panslavism — The Schleswigholstein War.
MARCH 15th, 1852.

BOHEMIA and Croatia (another disjected member of the Slavonic family, acted upon by the Hungarian, as Bohemia by the German) were the homes of what is called on the European continent &quot;Panslavism.&quot; Neither Bohemia nor Croatia was strong enough to exist as a nation by herself. Their respective nationalities, gradually undermined by the action of historical causes that inevitably absorbs into a more energetic stock, could only hope to be restored to anything like independence by an alliance with other Slavonic nations. There were twenty-two millions of Poles, forty-five millions of Russians, eight millions of Serbians and Bulgarians; why not form a mighty confederation of the whole eighty millions of Slavonians, and drive back or exterminate the intruder upon the holy Slavonic soil, the Turk, the Hungarian, and above all the hated, but indispensable Niemetz, the German? Thus in the studies of a few Slavonian dilettanti of historical science was this ludicrous, this anti-historical movement got up, a movement which intended nothing less than to subjugate the civilized West under the barbarian East, the town under the country, trade, manufactures, intelligence, under the primitive agriculture of Slavonian serfs. But behind this ludicrous theory stood the terrible reality of the Russian Empire; that empire which by every movement proclaims the pretension of considering all Europe as the domain of the Slavonic race, and especially of the only energetic part of this race, of the Russians; that empire which, with two capitals such as St. Peterburg and Moscow, has not yet found its centre of gravity, as long as the &quot;City of the Czar&quot; (Constantinople, called in Russian Tzarigrad, the Czar&#039;s city), considered by every Russian peasant as the true metropolis of his religion and his nation, is not actually the residence of its Emperor; that empire which, for the last one hundred and fifty years, has never lost, but always gained territory by every war it has commenced. And well known in Central Europe are the intrigues by which Russian policy supported the new-fangled system of Panslavism, a system than which none better could be invented to suit its purposes. Thus, the Bohemian and Croatian Panslavists, some intentionally, some without knowing it, worked in the direct interest of Russia; they betrayed the revolutionary cause for the shadow of a nationality which, in the best of cases, would have shared the fate of the Polish nationality under Russian sway. It must, however, be said for the honor of the Poles, that they never got to be seriously entangled in these Panslavist traps, and if a few of the aristocracy turned furious Panslavists, they knew that by Russian subjugation they had less to lose than by a revolt of their own peasant serfs.

The Bohemians and Croatians called, then, a general Slavonic Congress at Prague, for the preparation of the universal Slavonian Alliance. This Congress would have proved a decided failure even without the interference of the Austrian military. The several Slavonic languages differ quite as much as the English, the German, and the Swedish, and when the proceedings opened, there was no common Slavonic tongue by which the speakers could make themselves understood. French was tried, but was equally unintelligible to the majority, and the poor Slavonic enthusiasts, whose only common feeling was a common hatred against the Germans, were at last obliged to express themselves in the hated German language, as the only one that was generally understood! But just then another Slavonic Congress was assembling in Prague, in the shape of Galician lancers, Croatian and Slovak grenadiers, and Bohemian gunners and cuirassiers; and this real, armed Slavonic Congress, under the command of Windischgratz, in less than twenty-four hours drove the founders of an imaginary Slavonian supremacy out of the town, and dispersed them to the winds.

The Bohemian, Moravian, Dalmatian, and part of the Polish deputies (the aristocracy) to the Austrian Constituent Diet, made in that Assembly a systematic war upon the German element. The Germans, and part of the Poles (the impoverished nobility), were in this Assembly the chief supporters of revolutionary progress; the mass of the Slavonic deputies, in opposing them, were not satisfied with thus showing clearly the reactionary tendencies of their entire movement, but they were degraded enough to tamper and conspire with the very same Austrian Government which had dispersed their meeting at Prague. They, too, were paid for this infamous conduct; after supporting the Government during the insurrection of October, 1848, an event which finally secured to them a majority in the Diet, this now almost exclusively Slavonic Diet was dispersed by Austrian soldiers, the same as the Prague Congress, and the Panslavists threatened with imprisonment if they should stir again. And they have only obtained this, that Slavonic nationality is now being everywhere undermined by Austrian centralization, a result for which they may thank their own fanaticism and blindness.

If the frontiers of Hungary and Germany had admitted of any doubt, there would certainly have been another quarrel there. But, fortunately, there was no pretext, and the interests of both nations being intimately related, they struggled against the same enemies, viz., the Austrian Government and the Panslavistic fanaticism. The good understanding was not for a moment disturbed. But the Italian Revolution entangled at least a part of Germany in an internecine war, and it must be stated here, as a proof how far the Metternichian system had succeeded in keeping back the development of the public mind, that during the first six months of 1848, the same men that had in Vienna mounted the barricades, went, full of enthusiasm, to join the army that fought against the Italian patriots. This deplorable confusion of ideas did not, however, last long.

Lastly, there was the war with Denmark about Schleswig and Holstein. These countries, unquestionably German by nationality, language and predilection, are also from military, naval and commercial grounds necessary to Germany. Their inhabitants have, for the last three years, struggled hard against Danish intrusion. The right of treaties, besides, was for them. The Revolution of March brought them into open collision with the Danes, and Germany supported them. But while in Poland, in Italy, in Bohemia, and later on, in Hungary, military operations were pushed with the utmost vigor, in this the only popular, the only, at least partially, revolutionary war, a system of resultless marches and counter-marches was adopted, and an interference of foreign diplomacy was submitted to, which led, after many an heroic engagement, to a most miserable end. The German Government betrayed, during the war, the Schleswig-Holstein revolutionary army on every occasion, and allowed it purposely to be cut up, when dispersed or divided, by the Danes. The German corps of volunteers were treated the same.

But while thus the German name earned nothing but hatred on every side, the German Constitutional and Liberal Governments rubbed their hands for joy. They had succeeded in crushing the Polish and the Bohemian movements. They had everywhere revived the old national animosities, which heretofore had prevented any common understanding and action between the German, the Pole, the Italian. They had accustomed the people to scenes of civil war and repression by the military. The Prussian army had regained its confidence in Poland, the Austrian army in Prague; and while the superabundant patriotism (&quot;die Patriotische Ueberkraft,&quot; as Heine has it) of revolutionary but short-sighted youth was led in Schleswig and Lombardy, to be crushed by the grape-shot of the enemy, the regular army, the real instrument of action, both of Prussia and Austria, was placed in a position to regain public favor by victories over the foreigner. But we repeat: these armies, strengthened by the Liberals as a means of action against the more advanced party, no sooner had recovered their self-confidence and their discipline in some degree, than they turned themselves against the Liberals, and restored to power the men of the old system. When Radetzky, in his camp beyond the Adige, received the first orders from the &quot;responsible ministers&quot; at Vienna, he exclaimed: &quot;Who are these ministers? They are not the Government of Austria! Austria is now nowhere but in my camp; I and my army, we are Austria; and when we shall have beaten the Italians we shall reconquer the Empire for the Emperor!&quot; And old Radetzky was right--but the imbecile &quot;responsible&quot; ministers at Vienna heeded him not.

LONDON, February, 1852.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Lidador,<br />
Muito sério o seu resumo. É pena as pessoas poderem ler o artigo original.<br />
E ajuizarem a profundidade do comentário do Lidador.</p>
<p>Podem ler o livro inteiro aqui: <a href="http://www.marxists.org/archive/marx/works/1852/germany/index.htm" rel="nofollow">http://www.marxists.org/archive/marx/works/1852/germany/index.htm</a> </p>
<p>Se bem me lembro o capítulo concreto é este:<br />
Revolution and Counter-revolution in Germany<br />
IX.<br />
Panslavism — The Schleswigholstein War.<br />
MARCH 15th, 1852.</p>
<p>BOHEMIA and Croatia (another disjected member of the Slavonic family, acted upon by the Hungarian, as Bohemia by the German) were the homes of what is called on the European continent &#8220;Panslavism.&#8221; Neither Bohemia nor Croatia was strong enough to exist as a nation by herself. Their respective nationalities, gradually undermined by the action of historical causes that inevitably absorbs into a more energetic stock, could only hope to be restored to anything like independence by an alliance with other Slavonic nations. There were twenty-two millions of Poles, forty-five millions of Russians, eight millions of Serbians and Bulgarians; why not form a mighty confederation of the whole eighty millions of Slavonians, and drive back or exterminate the intruder upon the holy Slavonic soil, the Turk, the Hungarian, and above all the hated, but indispensable Niemetz, the German? Thus in the studies of a few Slavonian dilettanti of historical science was this ludicrous, this anti-historical movement got up, a movement which intended nothing less than to subjugate the civilized West under the barbarian East, the town under the country, trade, manufactures, intelligence, under the primitive agriculture of Slavonian serfs. But behind this ludicrous theory stood the terrible reality of the Russian Empire; that empire which by every movement proclaims the pretension of considering all Europe as the domain of the Slavonic race, and especially of the only energetic part of this race, of the Russians; that empire which, with two capitals such as St. Peterburg and Moscow, has not yet found its centre of gravity, as long as the &#8220;City of the Czar&#8221; (Constantinople, called in Russian Tzarigrad, the Czar&#8217;s city), considered by every Russian peasant as the true metropolis of his religion and his nation, is not actually the residence of its Emperor; that empire which, for the last one hundred and fifty years, has never lost, but always gained territory by every war it has commenced. And well known in Central Europe are the intrigues by which Russian policy supported the new-fangled system of Panslavism, a system than which none better could be invented to suit its purposes. Thus, the Bohemian and Croatian Panslavists, some intentionally, some without knowing it, worked in the direct interest of Russia; they betrayed the revolutionary cause for the shadow of a nationality which, in the best of cases, would have shared the fate of the Polish nationality under Russian sway. It must, however, be said for the honor of the Poles, that they never got to be seriously entangled in these Panslavist traps, and if a few of the aristocracy turned furious Panslavists, they knew that by Russian subjugation they had less to lose than by a revolt of their own peasant serfs.</p>
<p>The Bohemians and Croatians called, then, a general Slavonic Congress at Prague, for the preparation of the universal Slavonian Alliance. This Congress would have proved a decided failure even without the interference of the Austrian military. The several Slavonic languages differ quite as much as the English, the German, and the Swedish, and when the proceedings opened, there was no common Slavonic tongue by which the speakers could make themselves understood. French was tried, but was equally unintelligible to the majority, and the poor Slavonic enthusiasts, whose only common feeling was a common hatred against the Germans, were at last obliged to express themselves in the hated German language, as the only one that was generally understood! But just then another Slavonic Congress was assembling in Prague, in the shape of Galician lancers, Croatian and Slovak grenadiers, and Bohemian gunners and cuirassiers; and this real, armed Slavonic Congress, under the command of Windischgratz, in less than twenty-four hours drove the founders of an imaginary Slavonian supremacy out of the town, and dispersed them to the winds.</p>
<p>The Bohemian, Moravian, Dalmatian, and part of the Polish deputies (the aristocracy) to the Austrian Constituent Diet, made in that Assembly a systematic war upon the German element. The Germans, and part of the Poles (the impoverished nobility), were in this Assembly the chief supporters of revolutionary progress; the mass of the Slavonic deputies, in opposing them, were not satisfied with thus showing clearly the reactionary tendencies of their entire movement, but they were degraded enough to tamper and conspire with the very same Austrian Government which had dispersed their meeting at Prague. They, too, were paid for this infamous conduct; after supporting the Government during the insurrection of October, 1848, an event which finally secured to them a majority in the Diet, this now almost exclusively Slavonic Diet was dispersed by Austrian soldiers, the same as the Prague Congress, and the Panslavists threatened with imprisonment if they should stir again. And they have only obtained this, that Slavonic nationality is now being everywhere undermined by Austrian centralization, a result for which they may thank their own fanaticism and blindness.</p>
<p>If the frontiers of Hungary and Germany had admitted of any doubt, there would certainly have been another quarrel there. But, fortunately, there was no pretext, and the interests of both nations being intimately related, they struggled against the same enemies, viz., the Austrian Government and the Panslavistic fanaticism. The good understanding was not for a moment disturbed. But the Italian Revolution entangled at least a part of Germany in an internecine war, and it must be stated here, as a proof how far the Metternichian system had succeeded in keeping back the development of the public mind, that during the first six months of 1848, the same men that had in Vienna mounted the barricades, went, full of enthusiasm, to join the army that fought against the Italian patriots. This deplorable confusion of ideas did not, however, last long.</p>
<p>Lastly, there was the war with Denmark about Schleswig and Holstein. These countries, unquestionably German by nationality, language and predilection, are also from military, naval and commercial grounds necessary to Germany. Their inhabitants have, for the last three years, struggled hard against Danish intrusion. The right of treaties, besides, was for them. The Revolution of March brought them into open collision with the Danes, and Germany supported them. But while in Poland, in Italy, in Bohemia, and later on, in Hungary, military operations were pushed with the utmost vigor, in this the only popular, the only, at least partially, revolutionary war, a system of resultless marches and counter-marches was adopted, and an interference of foreign diplomacy was submitted to, which led, after many an heroic engagement, to a most miserable end. The German Government betrayed, during the war, the Schleswig-Holstein revolutionary army on every occasion, and allowed it purposely to be cut up, when dispersed or divided, by the Danes. The German corps of volunteers were treated the same.</p>
<p>But while thus the German name earned nothing but hatred on every side, the German Constitutional and Liberal Governments rubbed their hands for joy. They had succeeded in crushing the Polish and the Bohemian movements. They had everywhere revived the old national animosities, which heretofore had prevented any common understanding and action between the German, the Pole, the Italian. They had accustomed the people to scenes of civil war and repression by the military. The Prussian army had regained its confidence in Poland, the Austrian army in Prague; and while the superabundant patriotism (&#8220;die Patriotische Ueberkraft,&#8221; as Heine has it) of revolutionary but short-sighted youth was led in Schleswig and Lombardy, to be crushed by the grape-shot of the enemy, the regular army, the real instrument of action, both of Prussia and Austria, was placed in a position to regain public favor by victories over the foreigner. But we repeat: these armies, strengthened by the Liberals as a means of action against the more advanced party, no sooner had recovered their self-confidence and their discipline in some degree, than they turned themselves against the Liberals, and restored to power the men of the old system. When Radetzky, in his camp beyond the Adige, received the first orders from the &#8220;responsible ministers&#8221; at Vienna, he exclaimed: &#8220;Who are these ministers? They are not the Government of Austria! Austria is now nowhere but in my camp; I and my army, we are Austria; and when we shall have beaten the Italians we shall reconquer the Empire for the Emperor!&#8221; And old Radetzky was right&#8211;but the imbecile &#8220;responsible&#8221; ministers at Vienna heeded him not.</p>
<p>LONDON, February, 1852.</p>
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	<item>
		<title>Por: Lidador</title>
		<link>http://5dias.net/2007/07/10/nao-foi-assim/comment-page-1/#comment-8246</link>
		<dc:creator>Lidador</dc:creator>
		<pubDate>Wed, 11 Jul 2007 20:52:04 +0000</pubDate>
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		<description>[Já agora com essa raça que deu alma a Marx]

O pensamento de Marx sobre as raças é muito interessante e instrutivo.
Por exemplo, na sua revista,  Neue Rheinischer Zeitung, no artigo  “Revolução e Contra-Revolução”, (1852 ), Marx interrogava-se como seria possível “desembaraçarmo-nos dessas populaças moribundas, os boémios, os caríntios, os dálmatas, etc”
Este bondoso profeta e o seu amigo Engels  (que na mesma revista recomendava que se fizessem desaparecer os húngaros, os sérvios, os bascos, os bretões e os escoceses), tinham a raça em muito boa conta e  diziam de certas raças europeias , o que Maomé não dizia do toucinho.

Boa gente....só assim se compreende que ainda haja fiéis que lhe acendem velinhas e recitam os versículos do catecismo (mas só alguns).

Enfim, é um fenómeno conhecido....certas pessoas não passam sem o conforto de uma religião e de um sistema de crença que lhe organize o mundo e lhes proporcione conforto espiritual.
Sem Deus, viram-se para o Elvis, para o Al Gore, para a Santa da Ladeira e para o Marx, coitado, que se hoje ressuscitasse voltaria logo para a cova, envergonhado com o uso que dele fazem.

Amen!</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>[Já agora com essa raça que deu alma a Marx]</p>
<p>O pensamento de Marx sobre as raças é muito interessante e instrutivo.<br />
Por exemplo, na sua revista,  Neue Rheinischer Zeitung, no artigo  “Revolução e Contra-Revolução”, (1852 ), Marx interrogava-se como seria possível “desembaraçarmo-nos dessas populaças moribundas, os boémios, os caríntios, os dálmatas, etc”<br />
Este bondoso profeta e o seu amigo Engels  (que na mesma revista recomendava que se fizessem desaparecer os húngaros, os sérvios, os bascos, os bretões e os escoceses), tinham a raça em muito boa conta e  diziam de certas raças europeias , o que Maomé não dizia do toucinho.</p>
<p>Boa gente&#8230;.só assim se compreende que ainda haja fiéis que lhe acendem velinhas e recitam os versículos do catecismo (mas só alguns).</p>
<p>Enfim, é um fenómeno conhecido&#8230;.certas pessoas não passam sem o conforto de uma religião e de um sistema de crença que lhe organize o mundo e lhes proporcione conforto espiritual.<br />
Sem Deus, viram-se para o Elvis, para o Al Gore, para a Santa da Ladeira e para o Marx, coitado, que se hoje ressuscitasse voltaria logo para a cova, envergonhado com o uso que dele fazem.</p>
<p>Amen!</p>
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	<item>
		<title>Por: ezer</title>
		<link>http://5dias.net/2007/07/10/nao-foi-assim/comment-page-1/#comment-8242</link>
		<dc:creator>ezer</dc:creator>
		<pubDate>Wed, 11 Jul 2007 20:25:03 +0000</pubDate>
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		<description>Parabéns,Nuno.Também o meu pai esteve preso ,no Aljube, e sei bem do que falas dos camaradas presos,do assegurar bens de sobrevivência para as famílias destes.Apesar de já no fim dos seus dias estar mais &#039;heterodoxo&#039; sempre lhe fez confusão essa Zita Seabra,esse José Luis Judas(a propósito,onde ele anda?...).

 Sobre os crimes do comunismo são-lo evidentes no Iraque,Afganistão,Libano,Sérvia,Kosovo,Darfour,Nigéria,etc os vários democratas saidos da Escola da América.O sempre crescente desnível de rendimentos da população em geral e os .001% dos mais ricos.O tráfico de escravos(SIC!),a prostituição,a morte à fome quando o mundo já pode prover 6X a alimentação é, claro,obra dos comunistas que deveriam ir para a fogueira.Já agora com essa raça que deu alma a Marx...

Obrigado NRA
Sacavém</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Parabéns,Nuno.Também o meu pai esteve preso ,no Aljube, e sei bem do que falas dos camaradas presos,do assegurar bens de sobrevivência para as famílias destes.Apesar de já no fim dos seus dias estar mais &#8216;heterodoxo&#8217; sempre lhe fez confusão essa Zita Seabra,esse José Luis Judas(a propósito,onde ele anda?&#8230;).</p>
<p> Sobre os crimes do comunismo são-lo evidentes no Iraque,Afganistão,Libano,Sérvia,Kosovo,Darfour,Nigéria,etc os vários democratas saidos da Escola da América.O sempre crescente desnível de rendimentos da população em geral e os .001% dos mais ricos.O tráfico de escravos(SIC!),a prostituição,a morte à fome quando o mundo já pode prover 6X a alimentação é, claro,obra dos comunistas que deveriam ir para a fogueira.Já agora com essa raça que deu alma a Marx&#8230;</p>
<p>Obrigado NRA<br />
Sacavém</p>
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		<title>Por: manuelmgaio</title>
		<link>http://5dias.net/2007/07/10/nao-foi-assim/comment-page-1/#comment-8238</link>
		<dc:creator>manuelmgaio</dc:creator>
		<pubDate>Wed, 11 Jul 2007 19:52:57 +0000</pubDate>
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		<description>A verdade e a qualidade não interessam: o livro serve o objectivo para que foi escrito. 
Não li o livro e só consegui assistir a uma parte da entrevista. 
... a caravana passa!</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>A verdade e a qualidade não interessam: o livro serve o objectivo para que foi escrito.<br />
Não li o livro e só consegui assistir a uma parte da entrevista.<br />
&#8230; a caravana passa!</p>
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	<item>
		<title>Por: Nuno Ramos de Almeida</title>
		<link>http://5dias.net/2007/07/10/nao-foi-assim/comment-page-1/#comment-8237</link>
		<dc:creator>Nuno Ramos de Almeida</dc:creator>
		<pubDate>Wed, 11 Jul 2007 19:28:47 +0000</pubDate>
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		<description>Montenegro,
Quem disse que tinha sido a mulher a dias do PCP foi, mais uma vez, a Zita, desta feita em entrevista ao DN. Eu acho que ela insultou as muitas dezenas de mulheres que foram funcionários clandestinas do PCP. Nas casas clandestinas era suposto estarem em casa sempre um elemento, uma das suas funções mais importantes era velas pela segurança da casa. Vigiar as redondezas, assinalar quando havia algo de suspeito. Nos anos 40, 50, 60 se ficasse o homem em casa e a mulher saisse como se fosse trabalhar,isso seria pouco normal e atrairia atenção dos vizinhos. Por isso, a maioria das pessoas com essas tarefas eram mulheres. É pena que Zita Seabra tenha, nessa entrevista, reduzido as suas tarefas às peugas de Albano Nunes. Todas as camaradas da casa assistiam e participavam nas reuniões políticas, naturalmente numa estrutura clandestina não participavam nas reuniões de organização sobre tarefas que não tinham. Se a Pide prendesse os funcionários, quanto menos eles soubessem, menos poderiam ser obrigados a denunciar.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Montenegro,<br />
Quem disse que tinha sido a mulher a dias do PCP foi, mais uma vez, a Zita, desta feita em entrevista ao DN. Eu acho que ela insultou as muitas dezenas de mulheres que foram funcionários clandestinas do PCP. Nas casas clandestinas era suposto estarem em casa sempre um elemento, uma das suas funções mais importantes era velas pela segurança da casa. Vigiar as redondezas, assinalar quando havia algo de suspeito. Nos anos 40, 50, 60 se ficasse o homem em casa e a mulher saisse como se fosse trabalhar,isso seria pouco normal e atrairia atenção dos vizinhos. Por isso, a maioria das pessoas com essas tarefas eram mulheres. É pena que Zita Seabra tenha, nessa entrevista, reduzido as suas tarefas às peugas de Albano Nunes. Todas as camaradas da casa assistiam e participavam nas reuniões políticas, naturalmente numa estrutura clandestina não participavam nas reuniões de organização sobre tarefas que não tinham. Se a Pide prendesse os funcionários, quanto menos eles soubessem, menos poderiam ser obrigados a denunciar.</p>
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		<title>Por: Montenegro</title>
		<link>http://5dias.net/2007/07/10/nao-foi-assim/comment-page-1/#comment-8234</link>
		<dc:creator>Montenegro</dc:creator>
		<pubDate>Wed, 11 Jul 2007 18:23:11 +0000</pubDate>
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		<description>O Nuno T.M. Ramos de Almeida,  meu companheiro de luta no ISE, ele numa barricada , eu, noutra, sabe bem do que fala, andou lá, portanto, ate lhe peço mais, tera muitas novidades sobre a Zita. Se no PC foi a mulher a dias, nas trapalhadas qual sera o seu papel

Trinca Espinhas</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>O Nuno T.M. Ramos de Almeida,  meu companheiro de luta no ISE, ele numa barricada , eu, noutra, sabe bem do que fala, andou lá, portanto, ate lhe peço mais, tera muitas novidades sobre a Zita. Se no PC foi a mulher a dias, nas trapalhadas qual sera o seu papel</p>
<p>Trinca Espinhas</p>
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	<item>
		<title>Por: Miriam Assor</title>
		<link>http://5dias.net/2007/07/10/nao-foi-assim/comment-page-1/#comment-8227</link>
		<dc:creator>Miriam Assor</dc:creator>
		<pubDate>Wed, 11 Jul 2007 17:22:56 +0000</pubDate>
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		<description>Um abraço pela verdade que escreveu.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Um abraço pela verdade que escreveu.</p>
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	<item>
		<title>Por: João Norte</title>
		<link>http://5dias.net/2007/07/10/nao-foi-assim/comment-page-1/#comment-8226</link>
		<dc:creator>João Norte</dc:creator>
		<pubDate>Wed, 11 Jul 2007 17:14:20 +0000</pubDate>
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		<description>Há tempo que Zita Seabra me faz dó. Acompanhei o seu percurso na A. da República e, nessa altura, estava longe de pensar que a srª fosse tão acomodativa.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Há tempo que Zita Seabra me faz dó. Acompanhei o seu percurso na A. da República e, nessa altura, estava longe de pensar que a srª fosse tão acomodativa.</p>
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	<item>
		<title>Por: pedro a.</title>
		<link>http://5dias.net/2007/07/10/nao-foi-assim/comment-page-1/#comment-8224</link>
		<dc:creator>pedro a.</dc:creator>
		<pubDate>Wed, 11 Jul 2007 16:48:40 +0000</pubDate>
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		<description>&lt;b&gt;(...)as consequências do desastre do comunismo no mundo(...)&lt;/b&gt; 
Como se outras ideologias, mais na moda, não sejam geradoras de miséria, desigualdade, injustiça e fome...
Tanto ressabiado...</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p><b>(&#8230;)as consequências do desastre do comunismo no mundo(&#8230;)</b><br />
Como se outras ideologias, mais na moda, não sejam geradoras de miséria, desigualdade, injustiça e fome&#8230;<br />
Tanto ressabiado&#8230;</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: p.porto</title>
		<link>http://5dias.net/2007/07/10/nao-foi-assim/comment-page-1/#comment-8218</link>
		<dc:creator>p.porto</dc:creator>
		<pubDate>Wed, 11 Jul 2007 15:40:40 +0000</pubDate>
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		<description>Zita Seabra é uma mulher corajosa. Não me refiro à coragem de denunciar práticas e comportamentos ocultos do PC. Refiro-me à coragem de olhar para si mesma, para o resultado da aplicação da ideologia comunista no mundo e depois de o fazer ser capaz de dizer &quot;não&quot;.
É que dizendo &quot;não&quot;, ela pôs em causa todo o seu passado de militante, pôs em causa os seus actos anteriores, pôs em causa as suas crenças. E tudo isto requer coragem, muita.
O que ZS fez requer tanta coragem que hoje muita gente no PC se mantém por lá, não porque não veja as consequências do desastre do comunismo no mundo, mas porque não tem a coragem que Zita Seabre teve, a coragem de se pôr em causa a si mesmo.
Quanto ao ódio a Zita Seabra, é o ódio dos cobardes, o ódio daqueles que, não sendo capazes de ter a sua coragem, não toleram que ela lhes esteja muito acima.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Zita Seabra é uma mulher corajosa. Não me refiro à coragem de denunciar práticas e comportamentos ocultos do PC. Refiro-me à coragem de olhar para si mesma, para o resultado da aplicação da ideologia comunista no mundo e depois de o fazer ser capaz de dizer &#8220;não&#8221;.<br />
É que dizendo &#8220;não&#8221;, ela pôs em causa todo o seu passado de militante, pôs em causa os seus actos anteriores, pôs em causa as suas crenças. E tudo isto requer coragem, muita.<br />
O que ZS fez requer tanta coragem que hoje muita gente no PC se mantém por lá, não porque não veja as consequências do desastre do comunismo no mundo, mas porque não tem a coragem que Zita Seabre teve, a coragem de se pôr em causa a si mesmo.<br />
Quanto ao ódio a Zita Seabra, é o ódio dos cobardes, o ódio daqueles que, não sendo capazes de ter a sua coragem, não toleram que ela lhes esteja muito acima.</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: Sérgio</title>
		<link>http://5dias.net/2007/07/10/nao-foi-assim/comment-page-1/#comment-8210</link>
		<dc:creator>Sérgio</dc:creator>
		<pubDate>Wed, 11 Jul 2007 13:36:40 +0000</pubDate>
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		<description>Tiro o meu chapéu à capaciadde analítica de Zita Seabra: conseguiu perceber (vá lá...) o que fora a União Soviética. Estranho que o faça nos tempos do fim e não desde os anos 60, quando os tanques de Praga ainda estavam fresquinhos e motivaram muitas dissidências no PCP. Peço desculpa, mas acho que isto diz algo do carácter da pessoa. Como também o diz um ajuste de contas com o seu passado. Convenhamos que cada um pode carpir as suas loucuras sectárias da forma que entender, agora carpi-las através de novos sectarismos e, pelos vistos, mentindo... Bem, não sou assim tão relativista para dizer que tudo é legítimo.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Tiro o meu chapéu à capaciadde analítica de Zita Seabra: conseguiu perceber (vá lá&#8230;) o que fora a União Soviética. Estranho que o faça nos tempos do fim e não desde os anos 60, quando os tanques de Praga ainda estavam fresquinhos e motivaram muitas dissidências no PCP. Peço desculpa, mas acho que isto diz algo do carácter da pessoa. Como também o diz um ajuste de contas com o seu passado. Convenhamos que cada um pode carpir as suas loucuras sectárias da forma que entender, agora carpi-las através de novos sectarismos e, pelos vistos, mentindo&#8230; Bem, não sou assim tão relativista para dizer que tudo é legítimo.</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: Lidador</title>
		<link>http://5dias.net/2007/07/10/nao-foi-assim/comment-page-1/#comment-8205</link>
		<dc:creator>Lidador</dc:creator>
		<pubDate>Wed, 11 Jul 2007 12:34:23 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://5dias.net/2007/07/10/nao-foi-assim/#comment-8205</guid>
		<description>Caro Nuno, é curioso que se considere insultado por um comentário quando todo o seu post é exactamente isso relativamente a uma pessoas que teve a ousadia de renegar ideias anacrónicas de consequências terríveis para milhões de pessoas.
Como escreveu Paul Noirot, outro apóstata:
&quot;Quisemos dar corpo à mais altas aspirações humanas e parimos monstros históricos&quot;.
Noirot teve tb os seus fuziladores..os pitbulls da ortodoxia.

Estes são os &quot;factos&quot;.
O que o Nuno diz deles, é outra coisa. Tem certamente direito às exegeses que entender e até de insultar a apóstata.
Não pode é matá-la.

Quanto ao Santo Lenine, deixo-o com esta frase dele, escrita em  &quot;A Revolução Proletária e o Renegado Kausky :
&quot;A ditadura revolucionária do proletariado é um poder conquistado e mantido pela violência que o proletariado exerce sobre a burguesia&quot;

Interprete como lhe convier ou apague as luzes para que os gatos continuem a ser pardos.

Tem a certeza que quer que lhe demonstre com referências que a descredibilização dos adversários, se necessári recorrendo ao insulto, foi teorizada e praticada por Lenine?

Gostaria de lhe poupar a humilhação...



 que não se encontra</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Caro Nuno, é curioso que se considere insultado por um comentário quando todo o seu post é exactamente isso relativamente a uma pessoas que teve a ousadia de renegar ideias anacrónicas de consequências terríveis para milhões de pessoas.<br />
Como escreveu Paul Noirot, outro apóstata:<br />
&#8220;Quisemos dar corpo à mais altas aspirações humanas e parimos monstros históricos&#8221;.<br />
Noirot teve tb os seus fuziladores..os pitbulls da ortodoxia.</p>
<p>Estes são os &#8220;factos&#8221;.<br />
O que o Nuno diz deles, é outra coisa. Tem certamente direito às exegeses que entender e até de insultar a apóstata.<br />
Não pode é matá-la.</p>
<p>Quanto ao Santo Lenine, deixo-o com esta frase dele, escrita em  &#8220;A Revolução Proletária e o Renegado Kausky :<br />
&#8220;A ditadura revolucionária do proletariado é um poder conquistado e mantido pela violência que o proletariado exerce sobre a burguesia&#8221;</p>
<p>Interprete como lhe convier ou apague as luzes para que os gatos continuem a ser pardos.</p>
<p>Tem a certeza que quer que lhe demonstre com referências que a descredibilização dos adversários, se necessári recorrendo ao insulto, foi teorizada e praticada por Lenine?</p>
<p>Gostaria de lhe poupar a humilhação&#8230;</p>
<p> que não se encontra</p>
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	</item>
	<item>
		<title>Por: macxdream</title>
		<link>http://5dias.net/2007/07/10/nao-foi-assim/comment-page-1/#comment-8200</link>
		<dc:creator>macxdream</dc:creator>
		<pubDate>Wed, 11 Jul 2007 11:07:15 +0000</pubDate>
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		<description>&quot;esquecendo-se de relembrar que o “cobarde” Carlos Costa foi o mesmo que esteve na fuga de Peniche e desceu com outros presos uma frágil corda feita de lençóis&quot;

Fuga???????????abriram as portas da prisão para eles sairem e chamas a isso fuga???????</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>&#8220;esquecendo-se de relembrar que o “cobarde” Carlos Costa foi o mesmo que esteve na fuga de Peniche e desceu com outros presos uma frágil corda feita de lençóis&#8221;</p>
<p>Fuga???????????abriram as portas da prisão para eles sairem e chamas a isso fuga???????</p>
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		<title>Por: Helder Raimundo</title>
		<link>http://5dias.net/2007/07/10/nao-foi-assim/comment-page-1/#comment-8195</link>
		<dc:creator>Helder Raimundo</dc:creator>
		<pubDate>Wed, 11 Jul 2007 10:40:03 +0000</pubDate>
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		<description>Caro Nuno: A tua leitura prova que as memórias são sempre construídas, de acordo com os quadros referenciais do presente. Diz a teoria sobre o assunto e o livro de Seabra mostra a manipulação dessa memória de forma mais atroz, porquanto os seus referenciais são tão plásticos quanto as representações que ela tem sobre a história. Tinha sugerido que o título mais correcto seria &quot;Penso que foi assim&quot;, porque sabia que mais tarde alguém viria pôr uns quantos pontos nos is da história recente, dizendo que &quot;Não foi assim&quot;. Outros dirão &quot;Foi mesmo assim&quot;, percebes, claro? Abraço do Helder.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Caro Nuno: A tua leitura prova que as memórias são sempre construídas, de acordo com os quadros referenciais do presente. Diz a teoria sobre o assunto e o livro de Seabra mostra a manipulação dessa memória de forma mais atroz, porquanto os seus referenciais são tão plásticos quanto as representações que ela tem sobre a história. Tinha sugerido que o título mais correcto seria &#8220;Penso que foi assim&#8221;, porque sabia que mais tarde alguém viria pôr uns quantos pontos nos is da história recente, dizendo que &#8220;Não foi assim&#8221;. Outros dirão &#8220;Foi mesmo assim&#8221;, percebes, claro? Abraço do Helder.</p>
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		<title>Por: Maria</title>
		<link>http://5dias.net/2007/07/10/nao-foi-assim/comment-page-1/#comment-8194</link>
		<dc:creator>Maria</dc:creator>
		<pubDate>Wed, 11 Jul 2007 10:18:12 +0000</pubDate>
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		<description>Excelente post! Zita Seabra é realmente uma pessoa execrável que se tivesse um mínimo de vergonha calava-se. Simplesmente. Como hoje em dia cão e gato escrevem livros em Portugal esta é mais uma das &quot;perolas&quot; ridículas e destrambelhadas que abundam por aí...
O autor do texto fez muito bem em repor a verdade dos factos!
Este blog é muito bom e adoro vir aqui ler os textos! Os meus parabéns por uma escrita de tão grande qualidade e interesse.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Excelente post! Zita Seabra é realmente uma pessoa execrável que se tivesse um mínimo de vergonha calava-se. Simplesmente. Como hoje em dia cão e gato escrevem livros em Portugal esta é mais uma das &#8220;perolas&#8221; ridículas e destrambelhadas que abundam por aí&#8230;<br />
O autor do texto fez muito bem em repor a verdade dos factos!<br />
Este blog é muito bom e adoro vir aqui ler os textos! Os meus parabéns por uma escrita de tão grande qualidade e interesse.</p>
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		<title>Por: Sérgio</title>
		<link>http://5dias.net/2007/07/10/nao-foi-assim/comment-page-1/#comment-8193</link>
		<dc:creator>Sérgio</dc:creator>
		<pubDate>Wed, 11 Jul 2007 10:12:59 +0000</pubDate>
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		<description>A Zita Seabra devia ter vergonha na cara. Não por mudar, porque todos mudam, mas por mentir e conceber tudo e todos à luz do seu fanatismo passado e presente.

Não é por acaso que Irving Kristol diz o que diz, noutros contextos, sobre parte significativa dos neocons.
Pode-se mudar de ideologia, mas o estilo badalhoco do estalinismo e do maoismo, lá estão, ainda que travestidos, intactos.

Obrigado pelo testemunho.
Cumprimentos,
Sérgio.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>A Zita Seabra devia ter vergonha na cara. Não por mudar, porque todos mudam, mas por mentir e conceber tudo e todos à luz do seu fanatismo passado e presente.</p>
<p>Não é por acaso que Irving Kristol diz o que diz, noutros contextos, sobre parte significativa dos neocons.<br />
Pode-se mudar de ideologia, mas o estilo badalhoco do estalinismo e do maoismo, lá estão, ainda que travestidos, intactos.</p>
<p>Obrigado pelo testemunho.<br />
Cumprimentos,<br />
Sérgio.</p>
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