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	<title>Comentários em: Do enviesamento ao princípio da incerteza</title>
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		<title>Por: zeto</title>
		<link>http://5dias.net/2007/07/01/do-enviesamento-ao-principio-da-incerteza/comment-page-2/#comment-60086</link>
		<dc:creator>zeto</dc:creator>
		<pubDate>Tue, 19 Aug 2008 12:44:57 +0000</pubDate>
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		<description>Filipe: o argumento de autoridade (ver os posts do desidério murcho no de rerum natura) é a única forma de argumentar dos &quot;pós-modernistas&quot;. Daí a transcrição de mais um chavão da Haraway... a do feminismo cyborg (sinceramente...).</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Filipe: o argumento de autoridade (ver os posts do desidério murcho no de rerum natura) é a única forma de argumentar dos &#8220;pós-modernistas&#8221;. Daí a transcrição de mais um chavão da Haraway&#8230; a do feminismo cyborg (sinceramente&#8230;).</p>
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		<title>Por: cinco dias &#187; Incertezas</title>
		<link>http://5dias.net/2007/07/01/do-enviesamento-ao-principio-da-incerteza/comment-page-2/#comment-59997</link>
		<dc:creator>cinco dias &#187; Incertezas</dc:creator>
		<pubDate>Mon, 18 Aug 2008 17:40:41 +0000</pubDate>
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		<description>[...] engenharia e depois (muito depois) ciências sociais, acho alguma graça a escaramuças como esta. Mas quando leio que existem coisas do calibre de um “Feminismo Ciborgue”, a solidariedade [...]</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>[...] engenharia e depois (muito depois) ciências sociais, acho alguma graça a escaramuças como esta. Mas quando leio que existem coisas do calibre de um “Feminismo Ciborgue”, a solidariedade [...]</p>
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	<item>
		<title>Por: Luiz Fernando Mirault</title>
		<link>http://5dias.net/2007/07/01/do-enviesamento-ao-principio-da-incerteza/comment-page-2/#comment-59989</link>
		<dc:creator>Luiz Fernando Mirault</dc:creator>
		<pubDate>Mon, 18 Aug 2008 16:03:02 +0000</pubDate>
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		<description>Incertezas à parte, nunca vi tanat incerteza nos comentários sobre a mesma!

Todo observadoe é capaz, memso que não queira, produzir efeitos causadores de incertezas, tanto das medições (erros,sistemáticos, aleatórios, acidentais, desvios, etc...) como a impossibilidade de se determinar ao mesmo tempo a posição e a velocidada de uma partícula, uma vez que os métodos (ou o observador) produzem interferências nessa determinação, que afinal de contas são medições!

Porque então dizer que uma nada tem a haver com outra se o mundo está cheio de incertezas!</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Incertezas à parte, nunca vi tanat incerteza nos comentários sobre a mesma!</p>
<p>Todo observadoe é capaz, memso que não queira, produzir efeitos causadores de incertezas, tanto das medições (erros,sistemáticos, aleatórios, acidentais, desvios, etc&#8230;) como a impossibilidade de se determinar ao mesmo tempo a posição e a velocidada de uma partícula, uma vez que os métodos (ou o observador) produzem interferências nessa determinação, que afinal de contas são medições!</p>
<p>Porque então dizer que uma nada tem a haver com outra se o mundo está cheio de incertezas!</p>
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	</item>
	<item>
		<title>Por: Ricardo Alves</title>
		<link>http://5dias.net/2007/07/01/do-enviesamento-ao-principio-da-incerteza/comment-page-2/#comment-8005</link>
		<dc:creator>Ricardo Alves</dc:creator>
		<pubDate>Mon, 09 Jul 2007 09:55:25 +0000</pubDate>
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		<description>Caro Paulo Jorge Vieira,
a resposta é afirmativa.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Caro Paulo Jorge Vieira,<br />
a resposta é afirmativa.</p>
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	</item>
	<item>
		<title>Por: paulo jorge vieira</title>
		<link>http://5dias.net/2007/07/01/do-enviesamento-ao-principio-da-incerteza/comment-page-2/#comment-7879</link>
		<dc:creator>paulo jorge vieira</dc:creator>
		<pubDate>Fri, 06 Jul 2007 22:57:39 +0000</pubDate>
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		<description>Caro Ricardo
Uma outra pergunta apenas leu esse livro de Boaventura de Sousa Santos?</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Caro Ricardo<br />
Uma outra pergunta apenas leu esse livro de Boaventura de Sousa Santos?</p>
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	<item>
		<title>Por: Filipe Moura</title>
		<link>http://5dias.net/2007/07/01/do-enviesamento-ao-principio-da-incerteza/comment-page-2/#comment-7834</link>
		<dc:creator>Filipe Moura</dc:creator>
		<pubDate>Thu, 05 Jul 2007 18:02:32 +0000</pubDate>
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		<description>O rei vai nu? E daí? Vocês gostam tanto de citações, deixem-me citar um dos autores de que mais gosto (até tenho esta frase no cabeçalho do blogue). Já diz o Caetano que &quot;tudo cala frente ao fato de que o rei é mais bonito nu&quot;. Dispam-se todos os reis!

Eu apresento-lhe factos, a Anabela responde-me com chavões.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>O rei vai nu? E daí? Vocês gostam tanto de citações, deixem-me citar um dos autores de que mais gosto (até tenho esta frase no cabeçalho do blogue). Já diz o Caetano que &#8220;tudo cala frente ao fato de que o rei é mais bonito nu&#8221;. Dispam-se todos os reis!</p>
<p>Eu apresento-lhe factos, a Anabela responde-me com chavões.</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: Ricardo Alves</title>
		<link>http://5dias.net/2007/07/01/do-enviesamento-ao-principio-da-incerteza/comment-page-2/#comment-7826</link>
		<dc:creator>Ricardo Alves</dc:creator>
		<pubDate>Thu, 05 Jul 2007 16:45:04 +0000</pubDate>
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		<description>«A natureza não pode pré-existir à sua construção, à sua articulação em encontros sociais heterogéneos»

Anabela Rocha,
se bem compreendo, este senhor está a dizer-nos que a natureza é uma «construção social»? Que não pré-existia à humanidade?
Nesse caso, será que devemos concluir que as leis da natureza são uma construção da sociedade burguesa e machista?</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>«A natureza não pode pré-existir à sua construção, à sua articulação em encontros sociais heterogéneos»</p>
<p>Anabela Rocha,<br />
se bem compreendo, este senhor está a dizer-nos que a natureza é uma «construção social»? Que não pré-existia à humanidade?<br />
Nesse caso, será que devemos concluir que as leis da natureza são uma construção da sociedade burguesa e machista?</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: Ricardo Alves</title>
		<link>http://5dias.net/2007/07/01/do-enviesamento-ao-principio-da-incerteza/comment-page-2/#comment-7825</link>
		<dc:creator>Ricardo Alves</dc:creator>
		<pubDate>Thu, 05 Jul 2007 16:38:27 +0000</pubDate>
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		<description>Caro Paulo Jorge Vieira,
o livro que referi do BSS &lt;b&gt;é&lt;/b&gt; um discurso contra a ciência. Por isso lhe atribuí essa designação. Já o li, e devo dizer que se o seu autor tivesse um pingo de responsabilidade social já teria retirado o livro do mercado.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Caro Paulo Jorge Vieira,<br />
o livro que referi do BSS <b>é</b> um discurso contra a ciência. Por isso lhe atribuí essa designação. Já o li, e devo dizer que se o seu autor tivesse um pingo de responsabilidade social já teria retirado o livro do mercado.</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: Anabela Rocha</title>
		<link>http://5dias.net/2007/07/01/do-enviesamento-ao-principio-da-incerteza/comment-page-2/#comment-7812</link>
		<dc:creator>Anabela Rocha</dc:creator>
		<pubDate>Thu, 05 Jul 2007 15:01:04 +0000</pubDate>
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		<description>&quot;A natureza é, de qualquer forma, um topos, um lugar, no sentido de lugar retórico ou tópico para a consideração de temas comuns; a natureza é, estritamente, um lugar-comum. Voltamo-nos para este tópico para ordenar o nosso discurso, para compor a nossa memória. Enquanto tópico neste sentido, também nos lembra que no inglês do século dezassete os “topik gods” eram os deuses locais, os deuses específicos de lugares e pessoas. Precisamos deles de forma a rehabitar, precisamente, lugares comuns – localizações que sejam amplamente partilhadas, inescapavelmente locais, terrenas, vivas; ou seja, populares. Neste sentido, a natureza é o lugar no qual reconstruir a cultura pública.
A natureza é também um trópos, um tropo. É figura, construção, artefacto, movimento, deslocação. A natureza não pode pré-existir à sua construção, à sua articulação em encontros sociais heterogéneos, onde nem todos os actores são humanos e nem todos os humanos são “nós”, como quer que se definam. Os mundos constroiem-se dessas articulações. Encontros frutuosos dependem de um tipo particular de movimento – um trópos ou “viragem”. Fiel aos Gregos, tal como o trópos a natureza é viragem. [...] A natureza é um tópico do discurso público à volta do qual muito gira, mesmo a terra.&quot; (Haraway, 1992b: 126/7) 

&quot;There is no border where evolution ends and history begins (…), where culture rules and nature submits, or vice versa. Instead, there are turtles upon turtles of naturecultures all the way down. Every being that matters is a congeries of its formative histories (…).&quot;
D. Haraway Reader, 2004

Resumindo: existirão sempre aqueles que tentarão apresentar uma imagem desinteressada e neutra da natureza, ou seja, dum dado espaço comum a que todos os outros (os leigos, os de outras culturas, os vadios, etc) se teriam de conformar. O problema é que são cada vez mais aqueles que já perceberam que o rei vai nú...</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>&#8220;A natureza é, de qualquer forma, um topos, um lugar, no sentido de lugar retórico ou tópico para a consideração de temas comuns; a natureza é, estritamente, um lugar-comum. Voltamo-nos para este tópico para ordenar o nosso discurso, para compor a nossa memória. Enquanto tópico neste sentido, também nos lembra que no inglês do século dezassete os “topik gods” eram os deuses locais, os deuses específicos de lugares e pessoas. Precisamos deles de forma a rehabitar, precisamente, lugares comuns – localizações que sejam amplamente partilhadas, inescapavelmente locais, terrenas, vivas; ou seja, populares. Neste sentido, a natureza é o lugar no qual reconstruir a cultura pública.<br />
A natureza é também um trópos, um tropo. É figura, construção, artefacto, movimento, deslocação. A natureza não pode pré-existir à sua construção, à sua articulação em encontros sociais heterogéneos, onde nem todos os actores são humanos e nem todos os humanos são “nós”, como quer que se definam. Os mundos constroiem-se dessas articulações. Encontros frutuosos dependem de um tipo particular de movimento – um trópos ou “viragem”. Fiel aos Gregos, tal como o trópos a natureza é viragem. [...] A natureza é um tópico do discurso público à volta do qual muito gira, mesmo a terra.&#8221; (Haraway, 1992b: 126/7) </p>
<p>&#8220;There is no border where evolution ends and history begins (…), where culture rules and nature submits, or vice versa. Instead, there are turtles upon turtles of naturecultures all the way down. Every being that matters is a congeries of its formative histories (…).&#8221;<br />
D. Haraway Reader, 2004</p>
<p>Resumindo: existirão sempre aqueles que tentarão apresentar uma imagem desinteressada e neutra da natureza, ou seja, dum dado espaço comum a que todos os outros (os leigos, os de outras culturas, os vadios, etc) se teriam de conformar. O problema é que são cada vez mais aqueles que já perceberam que o rei vai nú&#8230;</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: Luís Lavoura</title>
		<link>http://5dias.net/2007/07/01/do-enviesamento-ao-principio-da-incerteza/comment-page-2/#comment-7796</link>
		<dc:creator>Luís Lavoura</dc:creator>
		<pubDate>Thu, 05 Jul 2007 12:13:53 +0000</pubDate>
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		<description>Eu o que gostei sobremaneira foi da frase de Soulfood:

&quot;As leis da ciência à la Luís Lavoura&quot;</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Eu o que gostei sobremaneira foi da frase de Soulfood:</p>
<p>&#8220;As leis da ciência à la Luís Lavoura&#8221;</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: Filipe Moura</title>
		<link>http://5dias.net/2007/07/01/do-enviesamento-ao-principio-da-incerteza/comment-page-2/#comment-7779</link>
		<dc:creator>Filipe Moura</dc:creator>
		<pubDate>Thu, 05 Jul 2007 11:17:08 +0000</pubDate>
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		<description>&quot;A ciência segundo Luís Lavoura e Filipe Moura segue um modelo global de racionalidade científica, que não passa de um modelo totalitário, já que não coloca dentro das suas fronteiras o senso comum e os estudos humanísticos, i.e., estudos históricos, filosóficos, jurídicos, literários, etc.&quot;

A racionalidade científica é global, sim. Não depende do sujeito.
Não sei que sentido fazem classificações como &quot;totalitário&quot; ou &quot;democrático&quot; quando aplicados às leis da natureza. Porque é da natureza que estamos a falar. É com a natureza que eu trabalho. E a natureza não se rege pelas leis que nós escolhemos (que pena!).

&quot;As leis da ciência à la Luís Lavoura são um tipo de causa formal que privilegia o “como funciona” das coisas em detrimento de “qual o agente” ou “qual o fim” das coisas.&quot; 

Essas duas últimas não são questões científicas. Eu nunca disse que a ciência (natural) representava todo o conhecimento.

&quot;Boaventura SS apenas nos diz que a ciência não acumula verdades, simplesmente vai eliminando erros.&quot;

O que me interessa a mim o que um gajo diz? Interessa-me o que diz a natureza, o que diz a experiência, e o que proponho sobre ela. A si interessa-lhe o que diz o Boaventura. É muito democrático, sem dúvida!
As ciências naturais não dependem do indivíduo. A natureza não é democrática.

&quot;A verdade é que BSS é dos cientistas portugueses com maior reputação internacional. Inveja é o ultimo vocábulo dos Lusíadas….&quot;

O desenvolvimento de um país está directamente correlacionado com o desenvolvimento da sua ciência. BSS tem reputação internacional em países em vias de desenvolvimento. Mostre-me um país desenvolvido onde BSS tenha reputação? (OK, sobre a França ler o meu comentário de 3 de Julho às 11:40.)
Nos países não desenvolvidos o obscurantismo (religioso ou pós moderno, tanto faz) tem sucesso. Nos países desenvolvidos, que são os com uma cultura judaico-protestante, o que conta é a ciência.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>&#8220;A ciência segundo Luís Lavoura e Filipe Moura segue um modelo global de racionalidade científica, que não passa de um modelo totalitário, já que não coloca dentro das suas fronteiras o senso comum e os estudos humanísticos, i.e., estudos históricos, filosóficos, jurídicos, literários, etc.&#8221;</p>
<p>A racionalidade científica é global, sim. Não depende do sujeito.<br />
Não sei que sentido fazem classificações como &#8220;totalitário&#8221; ou &#8220;democrático&#8221; quando aplicados às leis da natureza. Porque é da natureza que estamos a falar. É com a natureza que eu trabalho. E a natureza não se rege pelas leis que nós escolhemos (que pena!).</p>
<p>&#8220;As leis da ciência à la Luís Lavoura são um tipo de causa formal que privilegia o “como funciona” das coisas em detrimento de “qual o agente” ou “qual o fim” das coisas.&#8221; </p>
<p>Essas duas últimas não são questões científicas. Eu nunca disse que a ciência (natural) representava todo o conhecimento.</p>
<p>&#8220;Boaventura SS apenas nos diz que a ciência não acumula verdades, simplesmente vai eliminando erros.&#8221;</p>
<p>O que me interessa a mim o que um gajo diz? Interessa-me o que diz a natureza, o que diz a experiência, e o que proponho sobre ela. A si interessa-lhe o que diz o Boaventura. É muito democrático, sem dúvida!<br />
As ciências naturais não dependem do indivíduo. A natureza não é democrática.</p>
<p>&#8220;A verdade é que BSS é dos cientistas portugueses com maior reputação internacional. Inveja é o ultimo vocábulo dos Lusíadas….&#8221;</p>
<p>O desenvolvimento de um país está directamente correlacionado com o desenvolvimento da sua ciência. BSS tem reputação internacional em países em vias de desenvolvimento. Mostre-me um país desenvolvido onde BSS tenha reputação? (OK, sobre a França ler o meu comentário de 3 de Julho às 11:40.)<br />
Nos países não desenvolvidos o obscurantismo (religioso ou pós moderno, tanto faz) tem sucesso. Nos países desenvolvidos, que são os com uma cultura judaico-protestante, o que conta é a ciência.</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: JMC</title>
		<link>http://5dias.net/2007/07/01/do-enviesamento-ao-principio-da-incerteza/comment-page-2/#comment-7760</link>
		<dc:creator>JMC</dc:creator>
		<pubDate>Wed, 04 Jul 2007 23:40:16 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://5dias.net/2007/07/01/do-enviesamento-ao-principio-da-incerteza/#comment-7760</guid>
		<description>Com o capitalismo e o seu desenvolvimento como modo de produção, a actividade científica desenvolveu-se, aumentando o número de cientistas assim como os custos dos meios envolvidos. A própria utilidade do conhecimento científico deixou de ser meramente uma utilidade interna, orientada para a produção de mais conhecimento, mas também uma utilidade militar e mercantil. 
É natural que os países mais desenvolvidos destinem para a investigação científica maior fatia dos seus recursos. O utilitarismo militar ou mercantil do conhecimento científico, que se reflecte no desenvolvimento tecnológico e nas vantagens competitivas que ele proporciona, tem contribuindo para a troca mercantil desigual, o que tem atraído para o financiamento da actividade científica as empresas privadas. As características desenvolvimentistas do capitalismo, de há muito fizeram com que a actividade científica não seja financiada exclusivamente por fundos públicos nem desenvolvida nas instituições públicas. 
Esta realidade não é boa nem má, apenas existe assim pelas suas raízes históricas. Há quem teça comentários de ordem moral e política sobre esta realidade (e sobre muitos outros aspectos da realidade). Alguns cientistas, que eventualmente não encontram apoios e financiamentos para os seus projectos de investigação, estarão entre os que se lamentam dos seus efeitos. Mas, ao contrário destes, os ideólogos não se limitam a lamentar-se. Os ideólogos criticam e rejeitam a própria realidade tal como existe, porque ela não se conforma com os seus valores morais e os seus projectos políticos.
Os ideólogos, portanto, não têm como objectivo conhecer a realidade, e a sua função não é explicá-la. O seu objectivo é transformá-la, não como efeito secundário do conhecimento que se produziu sobre o que ela é, mas como efeito principal de uma actividade deliberada de a moldar de acordo com um projecto político de sociedade. A actividade de certos ideólogos é a de tecnólogos sociais, parecendo-se mais com a função que o estalinismo destinava aos artistas — os engenheiros de almas — ou com a função dos moralistas e dos políticos do que com a actividade dos cientistas.
Para eles o capitalismo é o causador de todos os males sociais, e a actividade científica financiada pelo capitalismo é uma das causadoras da pobreza de muitos países e do aumento do fosso entre países ricos e países pobres. É claro que estes ideólogos floreiam os seus discursos com uma verborreia prolixa e um jargão específico, muitas vezes apenas compreendidos pelos iniciados, mas baseados em banalidades e idealismos morais, querendo fazer crer que produzem algo sequer aparentado com conhecimento científico. Eles têm toda a legitimidade como ideólogos; como cientistas não têm nenhuma.
Não é o facto de terem audiências susceptíveis aos seus discursos que faz deles cientistas. Inúmeros artistas enchem palcos por esse mundo fora e nem sonham apelidar-se de cientistas. Não deixa de ser sintomático do carácter de tais moralistas e dos seus seguidores a ligeireza com que apelidam de invejoso todo aquele que se aventure a criticá-los e a desmascará-los. BSS pode ser um interessante ideólogo para os seus apaniguados e um técnico competente para os seus financiadores; para mim, não passa dum político charlatão disfarçado de sociólogo, mas isto é uma mera opinião. Agora, de facto, de cientista ele nada tem.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Com o capitalismo e o seu desenvolvimento como modo de produção, a actividade científica desenvolveu-se, aumentando o número de cientistas assim como os custos dos meios envolvidos. A própria utilidade do conhecimento científico deixou de ser meramente uma utilidade interna, orientada para a produção de mais conhecimento, mas também uma utilidade militar e mercantil.<br />
É natural que os países mais desenvolvidos destinem para a investigação científica maior fatia dos seus recursos. O utilitarismo militar ou mercantil do conhecimento científico, que se reflecte no desenvolvimento tecnológico e nas vantagens competitivas que ele proporciona, tem contribuindo para a troca mercantil desigual, o que tem atraído para o financiamento da actividade científica as empresas privadas. As características desenvolvimentistas do capitalismo, de há muito fizeram com que a actividade científica não seja financiada exclusivamente por fundos públicos nem desenvolvida nas instituições públicas.<br />
Esta realidade não é boa nem má, apenas existe assim pelas suas raízes históricas. Há quem teça comentários de ordem moral e política sobre esta realidade (e sobre muitos outros aspectos da realidade). Alguns cientistas, que eventualmente não encontram apoios e financiamentos para os seus projectos de investigação, estarão entre os que se lamentam dos seus efeitos. Mas, ao contrário destes, os ideólogos não se limitam a lamentar-se. Os ideólogos criticam e rejeitam a própria realidade tal como existe, porque ela não se conforma com os seus valores morais e os seus projectos políticos.<br />
Os ideólogos, portanto, não têm como objectivo conhecer a realidade, e a sua função não é explicá-la. O seu objectivo é transformá-la, não como efeito secundário do conhecimento que se produziu sobre o que ela é, mas como efeito principal de uma actividade deliberada de a moldar de acordo com um projecto político de sociedade. A actividade de certos ideólogos é a de tecnólogos sociais, parecendo-se mais com a função que o estalinismo destinava aos artistas — os engenheiros de almas — ou com a função dos moralistas e dos políticos do que com a actividade dos cientistas.<br />
Para eles o capitalismo é o causador de todos os males sociais, e a actividade científica financiada pelo capitalismo é uma das causadoras da pobreza de muitos países e do aumento do fosso entre países ricos e países pobres. É claro que estes ideólogos floreiam os seus discursos com uma verborreia prolixa e um jargão específico, muitas vezes apenas compreendidos pelos iniciados, mas baseados em banalidades e idealismos morais, querendo fazer crer que produzem algo sequer aparentado com conhecimento científico. Eles têm toda a legitimidade como ideólogos; como cientistas não têm nenhuma.<br />
Não é o facto de terem audiências susceptíveis aos seus discursos que faz deles cientistas. Inúmeros artistas enchem palcos por esse mundo fora e nem sonham apelidar-se de cientistas. Não deixa de ser sintomático do carácter de tais moralistas e dos seus seguidores a ligeireza com que apelidam de invejoso todo aquele que se aventure a criticá-los e a desmascará-los. BSS pode ser um interessante ideólogo para os seus apaniguados e um técnico competente para os seus financiadores; para mim, não passa dum político charlatão disfarçado de sociólogo, mas isto é uma mera opinião. Agora, de facto, de cientista ele nada tem.</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: paulo jorge vieira</title>
		<link>http://5dias.net/2007/07/01/do-enviesamento-ao-principio-da-incerteza/comment-page-2/#comment-7756</link>
		<dc:creator>paulo jorge vieira</dc:creator>
		<pubDate>Wed, 04 Jul 2007 21:20:23 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://5dias.net/2007/07/01/do-enviesamento-ao-principio-da-incerteza/#comment-7756</guid>
		<description>Caro Luís Lavoura
Tem razão... referia-me claramente à responsabilidade social do cientistas e nao do conhecimento científico!
Quanto as sua restantes afirmações sobre a obra de Boaventura de Sousa Santos gostaria mesmo que le-se com atenção a obra do sociologo português. Ai sim poderemos ter um debate sobre o seu pensamento teórico.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Caro Luís Lavoura<br />
Tem razão&#8230; referia-me claramente à responsabilidade social do cientistas e nao do conhecimento científico!<br />
Quanto as sua restantes afirmações sobre a obra de Boaventura de Sousa Santos gostaria mesmo que le-se com atenção a obra do sociologo português. Ai sim poderemos ter um debate sobre o seu pensamento teórico.</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: paulo jorge vieira</title>
		<link>http://5dias.net/2007/07/01/do-enviesamento-ao-principio-da-incerteza/comment-page-2/#comment-7754</link>
		<dc:creator>paulo jorge vieira</dc:creator>
		<pubDate>Wed, 04 Jul 2007 20:49:20 +0000</pubDate>
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		<description>caro Ricardo Alves
Pois, essa outra figura das ciências sociais, o &#039;tio Freud&#039; explicaria como é que um livro intitulado &quot;Um discurso sobre as ciências&quot; se tranforma pela sua pena em &quot;Um discurso contra a ciência&quot;...
Lapso? Interessante que um texto sobre a multiplicidade das ciências se transforma nas suas palavras num libelo contra essa ciência única...</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>caro Ricardo Alves<br />
Pois, essa outra figura das ciências sociais, o &#8216;tio Freud&#8217; explicaria como é que um livro intitulado &#8220;Um discurso sobre as ciências&#8221; se tranforma pela sua pena em &#8220;Um discurso contra a ciência&#8221;&#8230;<br />
Lapso? Interessante que um texto sobre a multiplicidade das ciências se transforma nas suas palavras num libelo contra essa ciência única&#8230;</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: Soulfood</title>
		<link>http://5dias.net/2007/07/01/do-enviesamento-ao-principio-da-incerteza/comment-page-2/#comment-7753</link>
		<dc:creator>Soulfood</dc:creator>
		<pubDate>Wed, 04 Jul 2007 20:34:18 +0000</pubDate>
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		<description>B.S.S. refere que não restam dúvidas que o que a Ciência ganhou em rigor nos últimos quarenta anos, perdeu em capacidade de auto-regulação. A industrialização da ciência, implicou um compromisso desta com os centros de poder económico, social e político, passando estes a ter um papel determinante da definição das prioridades científicas. Como exemplo desta industrialização, temos os casos das bombas de Hiroshima e Nagasaki, manifestações catastróficas. “A ciência e a tecnologia têm vindo a revelar-se as duas fases de um processo histórico em que os interesses militares e os interesses económicos vão convergindo até quase à indistinção. Esta industrialização também se manifestou ao nível da organização da investigação cientifica, ao estratificar a comunidade científica e ao tornar impossível o livre acesso aos equipamentos científicos caros e raros, aumentou o fosso em termos de desenvolvimento tecnológico e científico entre países ricos e pobres. 
Onde está a charlatanice? A verdade é que BSS é dos cientistas portugueses com maior reputação internacional. Inveja é o ultimo vocábulo dos Lusíadas….</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>B.S.S. refere que não restam dúvidas que o que a Ciência ganhou em rigor nos últimos quarenta anos, perdeu em capacidade de auto-regulação. A industrialização da ciência, implicou um compromisso desta com os centros de poder económico, social e político, passando estes a ter um papel determinante da definição das prioridades científicas. Como exemplo desta industrialização, temos os casos das bombas de Hiroshima e Nagasaki, manifestações catastróficas. “A ciência e a tecnologia têm vindo a revelar-se as duas fases de um processo histórico em que os interesses militares e os interesses económicos vão convergindo até quase à indistinção. Esta industrialização também se manifestou ao nível da organização da investigação cientifica, ao estratificar a comunidade científica e ao tornar impossível o livre acesso aos equipamentos científicos caros e raros, aumentou o fosso em termos de desenvolvimento tecnológico e científico entre países ricos e pobres.<br />
Onde está a charlatanice? A verdade é que BSS é dos cientistas portugueses com maior reputação internacional. Inveja é o ultimo vocábulo dos Lusíadas….</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: JMC</title>
		<link>http://5dias.net/2007/07/01/do-enviesamento-ao-principio-da-incerteza/comment-page-2/#comment-7752</link>
		<dc:creator>JMC</dc:creator>
		<pubDate>Wed, 04 Jul 2007 20:19:04 +0000</pubDate>
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		<description>Os diálogos estão interessantes. As observações sobre o BSS também; com um pequeno mas: não sei que o poderá apodar de cientista para além dele próprio e dos amigos.

Uma pequena achega. A ciência não procura a verdade. Aliás, a verdade tem mais a ver com a fidelidade do discurso narrativo do que com o discurso explicativo, que é a forma de expressar o conhecimento científico. Por isso, não há verdades científicas. Uma narrativa, para ser verdadeira, não necessita da ciência para nada. A ciência, por seu lado, necessita da verdade nas eventuais narrativas que acompanham as explicações que produz.

O conhecimento científico é aferido pela sua validade, que em última instância lhe advém da sua utilidade. Em geral, é incompleto, precário, temporário e incerto. A incerteza é a especificidade da validade, a refutabilidade do conhecimento científico. Conhecimento científico válido durante longos períodos pode perder essa condição se outro lhe refuta a plausibilidade das premissas ou a validade das conclusões, demonstrando o erro em que se fundava.

A ideia corrente confunde conhecimento verdadeiro, total, sólido, definitivo ou certo com o conhecimento científico, mas tais atributos são pertença do conhecimento omnisciente, que parece pairar muito acima das capacidades dos simples mortais.

Um abismo separa o conhecimento científico do desejo moral ou político das ideologias. Mesmo incerto, aquele não tem a vontade ou o desejo como premissas, ao contrário da ideologia. Mas nem por isso alguns ideólogos rejeitam ser chamados de cientistas. Entre nós, BSS é não só um ideólogo pouco comedido, mas um daqueles cuja ideologia se aproxima da charlatanice, o que é mais grave.

Depois há ainda uma barreira entre o conhecimento científico e a tecnologia, a ciência das técnicas, que permite aplicar o conhecimento científico na produção de objectos. É já o campo da economia política, e aí poderá falar-se da responsabilidade social dos tecnólogos.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Os diálogos estão interessantes. As observações sobre o BSS também; com um pequeno mas: não sei que o poderá apodar de cientista para além dele próprio e dos amigos.</p>
<p>Uma pequena achega. A ciência não procura a verdade. Aliás, a verdade tem mais a ver com a fidelidade do discurso narrativo do que com o discurso explicativo, que é a forma de expressar o conhecimento científico. Por isso, não há verdades científicas. Uma narrativa, para ser verdadeira, não necessita da ciência para nada. A ciência, por seu lado, necessita da verdade nas eventuais narrativas que acompanham as explicações que produz.</p>
<p>O conhecimento científico é aferido pela sua validade, que em última instância lhe advém da sua utilidade. Em geral, é incompleto, precário, temporário e incerto. A incerteza é a especificidade da validade, a refutabilidade do conhecimento científico. Conhecimento científico válido durante longos períodos pode perder essa condição se outro lhe refuta a plausibilidade das premissas ou a validade das conclusões, demonstrando o erro em que se fundava.</p>
<p>A ideia corrente confunde conhecimento verdadeiro, total, sólido, definitivo ou certo com o conhecimento científico, mas tais atributos são pertença do conhecimento omnisciente, que parece pairar muito acima das capacidades dos simples mortais.</p>
<p>Um abismo separa o conhecimento científico do desejo moral ou político das ideologias. Mesmo incerto, aquele não tem a vontade ou o desejo como premissas, ao contrário da ideologia. Mas nem por isso alguns ideólogos rejeitam ser chamados de cientistas. Entre nós, BSS é não só um ideólogo pouco comedido, mas um daqueles cuja ideologia se aproxima da charlatanice, o que é mais grave.</p>
<p>Depois há ainda uma barreira entre o conhecimento científico e a tecnologia, a ciência das técnicas, que permite aplicar o conhecimento científico na produção de objectos. É já o campo da economia política, e aí poderá falar-se da responsabilidade social dos tecnólogos.</p>
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	<item>
		<title>Por: Soulfood</title>
		<link>http://5dias.net/2007/07/01/do-enviesamento-ao-principio-da-incerteza/comment-page-2/#comment-7747</link>
		<dc:creator>Soulfood</dc:creator>
		<pubDate>Wed, 04 Jul 2007 18:53:10 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://5dias.net/2007/07/01/do-enviesamento-ao-principio-da-incerteza/#comment-7747</guid>
		<description>Boaventura SS apenas nos diz que a ciência não acumula verdades, simplesmente vai eliminando erros. Gödel descobriu que até no domínio da Matemática é possível formular proposições que não se podem demonstrar nem refutar seguindo as regras da lógica matemática. Quer dizer, BSS faz-nos notar que o paradigma dominante apresenta brechas e, por isso, pode-se legitimamente questionar se as fronteiras disciplinares em que a Ciência tem dividido a realidade ainda fazem sentido. Interrogamo-nos se a ciência determinista não estará a ser substituída por uma ciência probabilística. Apenas isto.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Boaventura SS apenas nos diz que a ciência não acumula verdades, simplesmente vai eliminando erros. Gödel descobriu que até no domínio da Matemática é possível formular proposições que não se podem demonstrar nem refutar seguindo as regras da lógica matemática. Quer dizer, BSS faz-nos notar que o paradigma dominante apresenta brechas e, por isso, pode-se legitimamente questionar se as fronteiras disciplinares em que a Ciência tem dividido a realidade ainda fazem sentido. Interrogamo-nos se a ciência determinista não estará a ser substituída por uma ciência probabilística. Apenas isto.</p>
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	</item>
	<item>
		<title>Por: Soulfood</title>
		<link>http://5dias.net/2007/07/01/do-enviesamento-ao-principio-da-incerteza/comment-page-2/#comment-7746</link>
		<dc:creator>Soulfood</dc:creator>
		<pubDate>Wed, 04 Jul 2007 18:44:29 +0000</pubDate>
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		<description>As leis da ciência à la Luís Lavoura são um tipo de causa formal que privilegia o “como funciona” das coisas em detrimento de “qual o agente” ou “qual o fim” das coisas. E assim se manda o conhecimento do senso comum ás malvas. Como resultado dessa visão temos a ideia poderosa do mundo-máquina, e um determinismo mecanicista,  a presidir à ciência moderna. Acontece que esse paradigma apresenta brechas por todos os lados.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>As leis da ciência à la Luís Lavoura são um tipo de causa formal que privilegia o “como funciona” das coisas em detrimento de “qual o agente” ou “qual o fim” das coisas. E assim se manda o conhecimento do senso comum ás malvas. Como resultado dessa visão temos a ideia poderosa do mundo-máquina, e um determinismo mecanicista,  a presidir à ciência moderna. Acontece que esse paradigma apresenta brechas por todos os lados.</p>
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	</item>
	<item>
		<title>Por: Soulfood</title>
		<link>http://5dias.net/2007/07/01/do-enviesamento-ao-principio-da-incerteza/comment-page-2/#comment-7745</link>
		<dc:creator>Soulfood</dc:creator>
		<pubDate>Wed, 04 Jul 2007 18:32:14 +0000</pubDate>
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		<description>A ciência segundo Luís Lavoura e Filipe Moura segue um modelo global de racionalidade científica, que não passa de um modelo totalitário, já que não coloca dentro das suas fronteiras o senso comum e os estudos humanísticos, i.e., estudos históricos, filosóficos, jurídicos, literários, etc.
Quer dizer, esse modelo nega todas as formas de conhecimento que não se regem pelas suas regras metodológicas. Mais arrogância não poderia haver.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>A ciência segundo Luís Lavoura e Filipe Moura segue um modelo global de racionalidade científica, que não passa de um modelo totalitário, já que não coloca dentro das suas fronteiras o senso comum e os estudos humanísticos, i.e., estudos históricos, filosóficos, jurídicos, literários, etc.<br />
Quer dizer, esse modelo nega todas as formas de conhecimento que não se regem pelas suas regras metodológicas. Mais arrogância não poderia haver.</p>
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	</item>
	<item>
		<title>Por: Soulfood</title>
		<link>http://5dias.net/2007/07/01/do-enviesamento-ao-principio-da-incerteza/comment-page-2/#comment-7744</link>
		<dc:creator>Soulfood</dc:creator>
		<pubDate>Wed, 04 Jul 2007 18:27:54 +0000</pubDate>
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		<description>As questões que Boaventura SS coloca revestem-se de grande actualidade, ou seja, importa questionar as novas relações entre a ciência e a virtude, qual o valor do conhecimento vulgar que nós criámos e usámos e que a ciência considera irrelevante! E também perguntar, porque não, qual o papel do conhecimento científico no contributo negativo ou positivo da infelicidade. A diferença é que agora as respostas não serão tão simples como já o foram em tempos. Na verdade, hoje são muito mais complexas as condições sociológicas e psicológicas dessas questões.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>As questões que Boaventura SS coloca revestem-se de grande actualidade, ou seja, importa questionar as novas relações entre a ciência e a virtude, qual o valor do conhecimento vulgar que nós criámos e usámos e que a ciência considera irrelevante! E também perguntar, porque não, qual o papel do conhecimento científico no contributo negativo ou positivo da infelicidade. A diferença é que agora as respostas não serão tão simples como já o foram em tempos. Na verdade, hoje são muito mais complexas as condições sociológicas e psicológicas dessas questões.</p>
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	</item>
	<item>
		<title>Por: Filipe Moura</title>
		<link>http://5dias.net/2007/07/01/do-enviesamento-ao-principio-da-incerteza/comment-page-1/#comment-7739</link>
		<dc:creator>Filipe Moura</dc:creator>
		<pubDate>Wed, 04 Jul 2007 17:07:39 +0000</pubDate>
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		<description>Paulo, a minha resposta é a do Luís Lavoura: &quot;o conhecimento científico não tem qualquer responsabilidade social.&quot;
Falas num debate &quot;sobre os efeitos (positivos e negativos) do conhecimento científico.&quot; Podes dar-me um exemplo de efeitos negativos do conhecimento científico? Este discurso (de efeitos negativos do conhecimento científico), Paulo, é perigosamente obscurantista.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Paulo, a minha resposta é a do Luís Lavoura: &#8220;o conhecimento científico não tem qualquer responsabilidade social.&#8221;<br />
Falas num debate &#8220;sobre os efeitos (positivos e negativos) do conhecimento científico.&#8221; Podes dar-me um exemplo de efeitos negativos do conhecimento científico? Este discurso (de efeitos negativos do conhecimento científico), Paulo, é perigosamente obscurantista.</p>
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	</item>
	<item>
		<title>Por: Ricardo Alves</title>
		<link>http://5dias.net/2007/07/01/do-enviesamento-ao-principio-da-incerteza/comment-page-1/#comment-7735</link>
		<dc:creator>Ricardo Alves</dc:creator>
		<pubDate>Wed, 04 Jul 2007 15:51:55 +0000</pubDate>
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		<description>«o que ele advoga é que o “cientista” crie “ciência” que justifique certas teorias sócio-políticas. Ou seja, que o cientista deixe de o ser, deixe de procurar a verdade dos factos, para se dedicar à política»

Exacto. BSS quer a ciência ao serviço da ideologia (da dele). E quem tenha o atrevimento de sugerir que os factos científicos talvez não sejam um produto da política e da «moral» é logo apelidado de «fascista» e «colonialista», como fez pouco acima a Anabela Rocha.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>«o que ele advoga é que o “cientista” crie “ciência” que justifique certas teorias sócio-políticas. Ou seja, que o cientista deixe de o ser, deixe de procurar a verdade dos factos, para se dedicar à política»</p>
<p>Exacto. BSS quer a ciência ao serviço da ideologia (da dele). E quem tenha o atrevimento de sugerir que os factos científicos talvez não sejam um produto da política e da «moral» é logo apelidado de «fascista» e «colonialista», como fez pouco acima a Anabela Rocha.</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: Ricardo Alves</title>
		<link>http://5dias.net/2007/07/01/do-enviesamento-ao-principio-da-incerteza/comment-page-1/#comment-7734</link>
		<dc:creator>Ricardo Alves</dc:creator>
		<pubDate>Wed, 04 Jul 2007 15:48:22 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://5dias.net/2007/07/01/do-enviesamento-ao-principio-da-incerteza/#comment-7734</guid>
		<description>Anabela Rocha,
Quer goste quer não, existem realidades objectivas e perenes. Olhe, por exemplo, quando é que deixou de ser verdade que a massa atrai a massa? E quando é que a sua «política», ou a «moral» de outra pessoa qualquer, «suplantou» as equações de Maxwell ou passou a ser mais «fundamental» do que a mecânica quântica?

Desculpe lá, mas dizer que «o plano político» é aquele «de onde o discurso» é um disparate. Acha que não havia «discurso» antes de haver política? E que os «discursos» não têm limites biológicos e cognitivos que nunca será a vossa totalitária «política» a elucidar?

BSS é das pessoas que mais mal fez à ciência e ao pensamento crítico em Portugal. O maior serviço que ele poderia prestar ao progresso deste país seria retirar os seus livros do mercado, começando pelo «Discurso contra a ciência».</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Anabela Rocha,<br />
Quer goste quer não, existem realidades objectivas e perenes. Olhe, por exemplo, quando é que deixou de ser verdade que a massa atrai a massa? E quando é que a sua «política», ou a «moral» de outra pessoa qualquer, «suplantou» as equações de Maxwell ou passou a ser mais «fundamental» do que a mecânica quântica?</p>
<p>Desculpe lá, mas dizer que «o plano político» é aquele «de onde o discurso» é um disparate. Acha que não havia «discurso» antes de haver política? E que os «discursos» não têm limites biológicos e cognitivos que nunca será a vossa totalitária «política» a elucidar?</p>
<p>BSS é das pessoas que mais mal fez à ciência e ao pensamento crítico em Portugal. O maior serviço que ele poderia prestar ao progresso deste país seria retirar os seus livros do mercado, começando pelo «Discurso contra a ciência».</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: Luís Lavoura</title>
		<link>http://5dias.net/2007/07/01/do-enviesamento-ao-principio-da-incerteza/comment-page-1/#comment-7733</link>
		<dc:creator>Luís Lavoura</dc:creator>
		<pubDate>Wed, 04 Jul 2007 15:46:57 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://5dias.net/2007/07/01/do-enviesamento-ao-principio-da-incerteza/#comment-7733</guid>
		<description>Paulo Jorge Vieira,

o conhecimento científico não tem qualquer responsabilidade social. É conhecimento, uma coisa abstrata, logo, não pode ter responsabilidade. Factos são factos.

Cada cientista particular tem responsabilidade social, tal como qualquer outro cidadão em geral.

Mas aquilo que Boaventura SS faz não é questionar a resposabilidade social dos cientistas, isto é, discutir se eles usam a ciência para bons ou maus fins. Aquilo que ele advoga, com todas as letras, de uma forma muito clara, é que se deturpe ou manipule o (pseudo-)conhecimento científico ao serviço de objetivos sócio-políticos. Ou seja, o que ele advoga é que o &quot;cientista&quot; crie &quot;ciência&quot; que justifique certas teorias sócio-políticas. Ou seja, que o cientista deixe de o ser, deixe de procurar a verdade dos factos, para se dedicar à política. Boaventura SS di-lo claramente: as boas hipóteses científicas são aquelas cujos frutos políticos são desejáveis, não aquelas que a experiência mostra serem verdadeiras.

E isto é pura e simples desonestidade científica.

Quanto à charlatanice, é a mistura que BSS faz, por exemplo, da incerteza de Heisenberg com as outras incertezas. Isso é charlatanice pura e simples. Manipular a palavra &quot;incerteza&quot;, que em diferentes contextos científicos tem diferentes significados, para a querer fazer ter o significado que nos apetece ou convem, é charlatanice pura e simples.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Paulo Jorge Vieira,</p>
<p>o conhecimento científico não tem qualquer responsabilidade social. É conhecimento, uma coisa abstrata, logo, não pode ter responsabilidade. Factos são factos.</p>
<p>Cada cientista particular tem responsabilidade social, tal como qualquer outro cidadão em geral.</p>
<p>Mas aquilo que Boaventura SS faz não é questionar a resposabilidade social dos cientistas, isto é, discutir se eles usam a ciência para bons ou maus fins. Aquilo que ele advoga, com todas as letras, de uma forma muito clara, é que se deturpe ou manipule o (pseudo-)conhecimento científico ao serviço de objetivos sócio-políticos. Ou seja, o que ele advoga é que o &#8220;cientista&#8221; crie &#8220;ciência&#8221; que justifique certas teorias sócio-políticas. Ou seja, que o cientista deixe de o ser, deixe de procurar a verdade dos factos, para se dedicar à política. Boaventura SS di-lo claramente: as boas hipóteses científicas são aquelas cujos frutos políticos são desejáveis, não aquelas que a experiência mostra serem verdadeiras.</p>
<p>E isto é pura e simples desonestidade científica.</p>
<p>Quanto à charlatanice, é a mistura que BSS faz, por exemplo, da incerteza de Heisenberg com as outras incertezas. Isso é charlatanice pura e simples. Manipular a palavra &#8220;incerteza&#8221;, que em diferentes contextos científicos tem diferentes significados, para a querer fazer ter o significado que nos apetece ou convem, é charlatanice pura e simples.</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: paulo jorge vieira</title>
		<link>http://5dias.net/2007/07/01/do-enviesamento-ao-principio-da-incerteza/comment-page-1/#comment-7729</link>
		<dc:creator>paulo jorge vieira</dc:creator>
		<pubDate>Wed, 04 Jul 2007 14:38:56 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://5dias.net/2007/07/01/do-enviesamento-ao-principio-da-incerteza/#comment-7729</guid>
		<description>caro filipe 
Ciência e política sao coisas diferentes. Sim é verdade!
Mas uma das questões essenciais da contemporaneidade é o espaço onde elas se cruzam. O espaço de discussão - científica e política - onde teremos um debate mais adequado sobre os efeitos (positivos e negativos) do conhecimento científico.
Aí parece-me que parte da obra de Boaventura de Sousa Santos nos provoca algumas interrogações importante nomedamente sobre a responsabilidade social do conhecimento científico!</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>caro filipe<br />
Ciência e política sao coisas diferentes. Sim é verdade!<br />
Mas uma das questões essenciais da contemporaneidade é o espaço onde elas se cruzam. O espaço de discussão &#8211; científica e política &#8211; onde teremos um debate mais adequado sobre os efeitos (positivos e negativos) do conhecimento científico.<br />
Aí parece-me que parte da obra de Boaventura de Sousa Santos nos provoca algumas interrogações importante nomedamente sobre a responsabilidade social do conhecimento científico!</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: Filipe Moura</title>
		<link>http://5dias.net/2007/07/01/do-enviesamento-ao-principio-da-incerteza/comment-page-1/#comment-7728</link>
		<dc:creator>Filipe Moura</dc:creator>
		<pubDate>Wed, 04 Jul 2007 13:48:47 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://5dias.net/2007/07/01/do-enviesamento-ao-principio-da-incerteza/#comment-7728</guid>
		<description>Eu gosto muito de diálogo político. É isto que se faz aqui. Mas não tem a ver com a ciência. Em ciência pode-se demontrar inapelavelmente que alguém está errado, como bem referiu o Boris Vian, que eu aqui copiei. Isto é algo que não agrada nada aos cientistas sociais.
Não misturemos a política com a ciência, que são coisas bem diferentes.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Eu gosto muito de diálogo político. É isto que se faz aqui. Mas não tem a ver com a ciência. Em ciência pode-se demontrar inapelavelmente que alguém está errado, como bem referiu o Boris Vian, que eu aqui copiei. Isto é algo que não agrada nada aos cientistas sociais.<br />
Não misturemos a política com a ciência, que são coisas bem diferentes.</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: Filipe Moura</title>
		<link>http://5dias.net/2007/07/01/do-enviesamento-ao-principio-da-incerteza/comment-page-1/#comment-7727</link>
		<dc:creator>Filipe Moura</dc:creator>
		<pubDate>Wed, 04 Jul 2007 13:45:29 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://5dias.net/2007/07/01/do-enviesamento-ao-principio-da-incerteza/#comment-7727</guid>
		<description>Diga-me lá uma verdade científica de há dois, três séculos que hoje não seja verdade, Anabela.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Diga-me lá uma verdade científica de há dois, três séculos que hoje não seja verdade, Anabela.</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: paulo jorge vieira</title>
		<link>http://5dias.net/2007/07/01/do-enviesamento-ao-principio-da-incerteza/comment-page-1/#comment-7725</link>
		<dc:creator>paulo jorge vieira</dc:creator>
		<pubDate>Wed, 04 Jul 2007 13:04:54 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://5dias.net/2007/07/01/do-enviesamento-ao-principio-da-incerteza/#comment-7725</guid>
		<description>caro Luís Lavoura
Primeiro um pedido de desculpas pois pelo que sei nao é docente universitário. 
Ainda assim e retirando os titulos nao me parece que este tipo de linguagem seja adequado para esta discussão. Alguns (em especial um amigo que por aqui tem comentado também) dirão que são preciosismos de linguagem coisa típica de alguns cientistas sociais. Não sei se serão. Para mim são questões de educação... de boa educação e polidez. Apenas isso. Seja o objecto das críticas quem for termeos que manter um nivel de linguagem adequado ao debate em questão!</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>caro Luís Lavoura<br />
Primeiro um pedido de desculpas pois pelo que sei nao é docente universitário.<br />
Ainda assim e retirando os titulos nao me parece que este tipo de linguagem seja adequado para esta discussão. Alguns (em especial um amigo que por aqui tem comentado também) dirão que são preciosismos de linguagem coisa típica de alguns cientistas sociais. Não sei se serão. Para mim são questões de educação&#8230; de boa educação e polidez. Apenas isso. Seja o objecto das críticas quem for termeos que manter um nivel de linguagem adequado ao debate em questão!</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: Anabela Rocha</title>
		<link>http://5dias.net/2007/07/01/do-enviesamento-ao-principio-da-incerteza/comment-page-1/#comment-7722</link>
		<dc:creator>Anabela Rocha</dc:creator>
		<pubDate>Wed, 04 Jul 2007 11:51:37 +0000</pubDate>
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		<description>Ah, já percebi qual é a questão!
Os senhores cientistas estão muito aborrecidos que, finalmente, o seu &quot;saber&quot; (leia-se verdades objectivas e intemporais LOL, como o PIH - já agora gostava que me ilustrassem quanto a uma verdade científica que, desde o século XVI, tenha durado mais de dois, três séculos...), dizia, que finalmente o seu &quot;saber&quot; e os seus privilégios enquanto guardadores desse saber estejam a ser suplantados pelo plano de discussão que sempre foi o realmente fundamental (no sentido de aquele donde nasce o discurso, qualquer discurso, também o científico, ou seja, as nossas crenças políticas nascidas da nossa vida - e não uma qualquer Realidade Objectiva...), esteja a ser suplantado dizia, por aquilo a que eles chamam &quot;a moral&quot;, mas que em bom rigor teríamos de dizer &quot;a política&quot;. E sim, mil vezes o diálogo político, do que o fascizante e colonizante encerramento das conversas da &quot;Objectividade científica&quot;!</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Ah, já percebi qual é a questão!<br />
Os senhores cientistas estão muito aborrecidos que, finalmente, o seu &#8220;saber&#8221; (leia-se verdades objectivas e intemporais LOL, como o PIH &#8211; já agora gostava que me ilustrassem quanto a uma verdade científica que, desde o século XVI, tenha durado mais de dois, três séculos&#8230;), dizia, que finalmente o seu &#8220;saber&#8221; e os seus privilégios enquanto guardadores desse saber estejam a ser suplantados pelo plano de discussão que sempre foi o realmente fundamental (no sentido de aquele donde nasce o discurso, qualquer discurso, também o científico, ou seja, as nossas crenças políticas nascidas da nossa vida &#8211; e não uma qualquer Realidade Objectiva&#8230;), esteja a ser suplantado dizia, por aquilo a que eles chamam &#8220;a moral&#8221;, mas que em bom rigor teríamos de dizer &#8220;a política&#8221;. E sim, mil vezes o diálogo político, do que o fascizante e colonizante encerramento das conversas da &#8220;Objectividade científica&#8221;!</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: Luís Lavoura</title>
		<link>http://5dias.net/2007/07/01/do-enviesamento-ao-principio-da-incerteza/comment-page-1/#comment-7715</link>
		<dc:creator>Luís Lavoura</dc:creator>
		<pubDate>Wed, 04 Jul 2007 10:13:54 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://5dias.net/2007/07/01/do-enviesamento-ao-principio-da-incerteza/#comment-7715</guid>
		<description>Paulo Jorge Vieira, o respeitinho é uma coisa muito bonita, sobretudo entre professores universitários. Deve-se sempre dizer &quot;o senhor professor doutor&quot;. E nunca se deve dizer &quot;vendedor de banha de cobra&quot; ou qualquer coisa do género, mas sim &quot;o caro colega incorre num erro&quot;, ou &quot;o colega teve um lapso&quot;. Enfim, como os médicos.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Paulo Jorge Vieira, o respeitinho é uma coisa muito bonita, sobretudo entre professores universitários. Deve-se sempre dizer &#8220;o senhor professor doutor&#8221;. E nunca se deve dizer &#8220;vendedor de banha de cobra&#8221; ou qualquer coisa do género, mas sim &#8220;o caro colega incorre num erro&#8221;, ou &#8220;o colega teve um lapso&#8221;. Enfim, como os médicos.</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: paulo jorge vieira</title>
		<link>http://5dias.net/2007/07/01/do-enviesamento-ao-principio-da-incerteza/comment-page-1/#comment-7659</link>
		<dc:creator>paulo jorge vieira</dc:creator>
		<pubDate>Tue, 03 Jul 2007 17:40:02 +0000</pubDate>
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		<description>caro Luis Lavoura
Tenho pena que um professor universitário utilize esta linguagem.
A verdade é que por mim o seu comentário é demonstrativo de que tipo de pessoa estamos a falar! Gostava muito que ao questionar o trabalho de Boaventura de Sousa Santos se referisse com algum polidez e educação...</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>caro Luis Lavoura<br />
Tenho pena que um professor universitário utilize esta linguagem.<br />
A verdade é que por mim o seu comentário é demonstrativo de que tipo de pessoa estamos a falar! Gostava muito que ao questionar o trabalho de Boaventura de Sousa Santos se referisse com algum polidez e educação&#8230;</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: Filipe Moura</title>
		<link>http://5dias.net/2007/07/01/do-enviesamento-ao-principio-da-incerteza/comment-page-1/#comment-7630</link>
		<dc:creator>Filipe Moura</dc:creator>
		<pubDate>Tue, 03 Jul 2007 11:40:49 +0000</pubDate>
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		<description>&quot;É muito bonito, é extremamente conhecido e extremamente comum dizer em francês, dizer com orgulho: &#039;Eu não percebo nada de matemática.&#039; Pessoalmente, faço a seguinte reflexão: &#039;Se não percebesse nada de matemática teria vergonha de dizê-lo.&#039; Apresentar-se assim de repente como um imbecil não é a melhor maneira de se apresentar.&quot;

&quot;No domínio da ciência a questão é extremamente precisa: as pessoas ou sabem ou não sabem. É justamente por isso que em todos os outros domínios as pessoas se contentam em envolver tudo numa verborreia brumosa. É por isso que em França ficam tão contentes de fazer passar o fantástico antes do científico. Há tão poucos que sabem o que é a ciência. É tão mais cómodo ter palavras brumosas. Esse é exactamente o problema. Garanto-vos que é muito fácil, em matemática, saber se um tipo sabe alguma coisa ou não. Também é muito fácil sabê-lo em física, em química, e numa quantidade jeitosa de ciências muito mais exactas do que aquelas com que nos martelam os ouvidos debaixo do nome de ciências sociais e económicas.&quot; (Boris Vian)

http://dererummundi.blogspot.com/2007/07/boris-vian-em-discurso-directo.html</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>&#8220;É muito bonito, é extremamente conhecido e extremamente comum dizer em francês, dizer com orgulho: &#8216;Eu não percebo nada de matemática.&#8217; Pessoalmente, faço a seguinte reflexão: &#8216;Se não percebesse nada de matemática teria vergonha de dizê-lo.&#8217; Apresentar-se assim de repente como um imbecil não é a melhor maneira de se apresentar.&#8221;</p>
<p>&#8220;No domínio da ciência a questão é extremamente precisa: as pessoas ou sabem ou não sabem. É justamente por isso que em todos os outros domínios as pessoas se contentam em envolver tudo numa verborreia brumosa. É por isso que em França ficam tão contentes de fazer passar o fantástico antes do científico. Há tão poucos que sabem o que é a ciência. É tão mais cómodo ter palavras brumosas. Esse é exactamente o problema. Garanto-vos que é muito fácil, em matemática, saber se um tipo sabe alguma coisa ou não. Também é muito fácil sabê-lo em física, em química, e numa quantidade jeitosa de ciências muito mais exactas do que aquelas com que nos martelam os ouvidos debaixo do nome de ciências sociais e económicas.&#8221; (Boris Vian)</p>
<p><a href="http://dererummundi.blogspot.com/2007/07/boris-vian-em-discurso-directo.html" rel="nofollow">http://dererummundi.blogspot.com/2007/07/boris-vian-em-discurso-directo.html</a></p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: Luís Lavoura</title>
		<link>http://5dias.net/2007/07/01/do-enviesamento-ao-principio-da-incerteza/comment-page-1/#comment-7619</link>
		<dc:creator>Luís Lavoura</dc:creator>
		<pubDate>Tue, 03 Jul 2007 09:25:08 +0000</pubDate>
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		<description>Boaventura de Sousa Santos não passa de um charlatão, um vendedor da banha de cobra. E é muita pena que tanta esquerda se cole a ele. Descredibiliza-se totalmente.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Boaventura de Sousa Santos não passa de um charlatão, um vendedor da banha de cobra. E é muita pena que tanta esquerda se cole a ele. Descredibiliza-se totalmente.</p>
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		<title>Por: aff</title>
		<link>http://5dias.net/2007/07/01/do-enviesamento-ao-principio-da-incerteza/comment-page-1/#comment-7582</link>
		<dc:creator>aff</dc:creator>
		<pubDate>Mon, 02 Jul 2007 20:47:37 +0000</pubDate>
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		<description>Boa Lidador, será que finalmente uma pessoa que compreende realmente o que está em questão?</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Boa Lidador, será que finalmente uma pessoa que compreende realmente o que está em questão?</p>
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	</item>
	<item>
		<title>Por: Lidador</title>
		<link>http://5dias.net/2007/07/01/do-enviesamento-ao-principio-da-incerteza/comment-page-1/#comment-7580</link>
		<dc:creator>Lidador</dc:creator>
		<pubDate>Mon, 02 Jul 2007 20:17:53 +0000</pubDate>
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		<description>Interessante discussão.
Infelizmente  o desempenho de aff, demonstra cabalmemente que quando não tem nada para dizer, di-lo.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Interessante discussão.<br />
Infelizmente  o desempenho de aff, demonstra cabalmemente que quando não tem nada para dizer, di-lo.</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: aff</title>
		<link>http://5dias.net/2007/07/01/do-enviesamento-ao-principio-da-incerteza/comment-page-1/#comment-7577</link>
		<dc:creator>aff</dc:creator>
		<pubDate>Mon, 02 Jul 2007 19:17:59 +0000</pubDate>
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		<description>Eu parece-me que há aqui uma confusão, não estou própriamente a discutir nenhum concurso da &lt;em&gt;Elite Model Look&lt;/em&gt; não sei se reparou?</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Eu parece-me que há aqui uma confusão, não estou própriamente a discutir nenhum concurso da <em>Elite Model Look</em> não sei se reparou?</p>
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	</item>
	<item>
		<title>Por: Filipe Moura</title>
		<link>http://5dias.net/2007/07/01/do-enviesamento-ao-principio-da-incerteza/comment-page-1/#comment-7575</link>
		<dc:creator>Filipe Moura</dc:creator>
		<pubDate>Mon, 02 Jul 2007 18:59:44 +0000</pubDate>
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		<description>Pois não: afirmou que estava errada &quot;às vezes&quot;, e que é &quot;um modelo&quot; (o que de certa forma é ainda pior).</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Pois não: afirmou que estava errada &#8220;às vezes&#8221;, e que é &#8220;um modelo&#8221; (o que de certa forma é ainda pior).</p>
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	</item>
	<item>
		<title>Por: aff</title>
		<link>http://5dias.net/2007/07/01/do-enviesamento-ao-principio-da-incerteza/comment-page-1/#comment-7574</link>
		<dc:creator>aff</dc:creator>
		<pubDate>Mon, 02 Jul 2007 18:50:23 +0000</pubDate>
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		<description>duhhh....duhh... Filipe e nunca afirmei que a mq estava errada não sei se reparou. :)</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>duhhh&#8230;.duhh&#8230; Filipe e nunca afirmei que a mq estava errada não sei se reparou. <img src='http://5dias.net/wp-includes/images/smilies/icon_smile.gif' alt=':)' class='wp-smiley' /> </p>
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	</item>
	<item>
		<title>Por: aff</title>
		<link>http://5dias.net/2007/07/01/do-enviesamento-ao-principio-da-incerteza/comment-page-1/#comment-7573</link>
		<dc:creator>aff</dc:creator>
		<pubDate>Mon, 02 Jul 2007 18:50:08 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://5dias.net/2007/07/01/do-enviesamento-ao-principio-da-incerteza/#comment-7573</guid>
		<description>duhhh....duhh... Filipe e nunca afirmei que a mq estava errad não sei se reparou. :)</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>duhhh&#8230;.duhh&#8230; Filipe e nunca afirmei que a mq estava errad não sei se reparou. <img src='http://5dias.net/wp-includes/images/smilies/icon_smile.gif' alt=':)' class='wp-smiley' /> </p>
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	</item>
	<item>
		<title>Por: Filipe Moura</title>
		<link>http://5dias.net/2007/07/01/do-enviesamento-ao-principio-da-incerteza/comment-page-1/#comment-7571</link>
		<dc:creator>Filipe Moura</dc:creator>
		<pubDate>Mon, 02 Jul 2007 18:44:35 +0000</pubDate>
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		<description>Ah a não ser que não saiba: quando falava em mecânica dos fluidos, logicamente incluía o movimento browniano. Achei que tal deveria ser claro a alguém com tão poucas dúvidas.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Ah a não ser que não saiba: quando falava em mecânica dos fluidos, logicamente incluía o movimento browniano. Achei que tal deveria ser claro a alguém com tão poucas dúvidas.</p>
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	</item>
	<item>
		<title>Por: Filipe Moura</title>
		<link>http://5dias.net/2007/07/01/do-enviesamento-ao-principio-da-incerteza/comment-page-1/#comment-7570</link>
		<dc:creator>Filipe Moura</dc:creator>
		<pubDate>Mon, 02 Jul 2007 18:42:51 +0000</pubDate>
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		<description>Onde é que isso mostra que a mecânica quântica está errada? Ou voltando à pergunta inicial do Ricardo Alves, com que observações é que o «modelo quântico» não está de acordo? O movimento browniano não está em desacordo com a mecânica quântica. Já lhe respondi à sua última questão no comentário acima. Pense na gravitação em vez do movimento browniano. Lamento mas não posso ser mais claro.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Onde é que isso mostra que a mecânica quântica está errada? Ou voltando à pergunta inicial do Ricardo Alves, com que observações é que o «modelo quântico» não está de acordo? O movimento browniano não está em desacordo com a mecânica quântica. Já lhe respondi à sua última questão no comentário acima. Pense na gravitação em vez do movimento browniano. Lamento mas não posso ser mais claro.</p>
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	</item>
	<item>
		<title>Por: aff</title>
		<link>http://5dias.net/2007/07/01/do-enviesamento-ao-principio-da-incerteza/comment-page-1/#comment-7569</link>
		<dc:creator>aff</dc:creator>
		<pubDate>Mon, 02 Jul 2007 18:32:31 +0000</pubDate>
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		<description>Para esclarecer melhor: o que tem o movimento browniano a ver com a mecânica quântica?????</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Para esclarecer melhor: o que tem o movimento browniano a ver com a mecânica quântica?????</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: aff</title>
		<link>http://5dias.net/2007/07/01/do-enviesamento-ao-principio-da-incerteza/comment-page-1/#comment-7568</link>
		<dc:creator>aff</dc:creator>
		<pubDate>Mon, 02 Jul 2007 18:30:25 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://5dias.net/2007/07/01/do-enviesamento-ao-principio-da-incerteza/#comment-7568</guid>
		<description>&quot;Mas já agora, por não haver uma mecânica dos fluidos quântica (ainda menos um movimento browniano), pode explicar em que é que isso contraria a mecânica quântica?&quot;

Não percebi a frase acima no corrente contexto. :(</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>&#8220;Mas já agora, por não haver uma mecânica dos fluidos quântica (ainda menos um movimento browniano), pode explicar em que é que isso contraria a mecânica quântica?&#8221;</p>
<p>Não percebi a frase acima no corrente contexto. <img src='http://5dias.net/wp-includes/images/smilies/icon_sad.gif' alt=':(' class='wp-smiley' /> </p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: Filipe Moura</title>
		<link>http://5dias.net/2007/07/01/do-enviesamento-ao-principio-da-incerteza/comment-page-1/#comment-7567</link>
		<dc:creator>Filipe Moura</dc:creator>
		<pubDate>Mon, 02 Jul 2007 18:25:41 +0000</pubDate>
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		<description>&quot;a própria possibilidade de considerar a incerteza como uma categoria de medição ou de avaliação é profundamente pós-moderna&quot;

Ó Anabela, mas quem é que está a considerar a incerteza como uma categoria de medição? Onde é que leu esse disparate (que acredito que seja profundamente pós-moderno)?

aff, o seu último comentário dirigido a mim encerra a nossa discussão. O meu combate é pela opinião pública, dominada por pessoas como o sr. A sua opinião não me interessa para nada.

Gostaria só de lhe explicar uma coisa, acerca da sua resposta ao Ricardo Alves. Não existe (ainda, pelo menos - não se sabe se existirá) uma &quot;teoria de tudo&quot;. As teorias têm domínios de aplicação limitados, o que não quer dizer que sejam &quot;erradas&quot;, ou menos teorias, ou &quot;modelos&quot;. Não se conhece uma mecânica dos fluidos quântica, mas a mcânica dos fluidos almeja uma descrição macroscópica, enquanto a quântica é microscópica. Mas já agora, por não haver uma mecânica dos fluidos quântica (ainda menos um movimento browniano), pode explicar em que é que isso contraria a mecânica quântica?

Também não há uma gravitação quântica (só algumas propostas, e muito trabalho experiemtal a fazer). E não é por isso que se põe em causa nem a gravitação nem a mecânica quântica.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>&#8220;a própria possibilidade de considerar a incerteza como uma categoria de medição ou de avaliação é profundamente pós-moderna&#8221;</p>
<p>Ó Anabela, mas quem é que está a considerar a incerteza como uma categoria de medição? Onde é que leu esse disparate (que acredito que seja profundamente pós-moderno)?</p>
<p>aff, o seu último comentário dirigido a mim encerra a nossa discussão. O meu combate é pela opinião pública, dominada por pessoas como o sr. A sua opinião não me interessa para nada.</p>
<p>Gostaria só de lhe explicar uma coisa, acerca da sua resposta ao Ricardo Alves. Não existe (ainda, pelo menos &#8211; não se sabe se existirá) uma &#8220;teoria de tudo&#8221;. As teorias têm domínios de aplicação limitados, o que não quer dizer que sejam &#8220;erradas&#8221;, ou menos teorias, ou &#8220;modelos&#8221;. Não se conhece uma mecânica dos fluidos quântica, mas a mcânica dos fluidos almeja uma descrição macroscópica, enquanto a quântica é microscópica. Mas já agora, por não haver uma mecânica dos fluidos quântica (ainda menos um movimento browniano), pode explicar em que é que isso contraria a mecânica quântica?</p>
<p>Também não há uma gravitação quântica (só algumas propostas, e muito trabalho experiemtal a fazer). E não é por isso que se põe em causa nem a gravitação nem a mecânica quântica.</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: aff</title>
		<link>http://5dias.net/2007/07/01/do-enviesamento-ao-principio-da-incerteza/comment-page-1/#comment-7563</link>
		<dc:creator>aff</dc:creator>
		<pubDate>Mon, 02 Jul 2007 17:58:42 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://5dias.net/2007/07/01/do-enviesamento-ao-principio-da-incerteza/#comment-7563</guid>
		<description>Obrigado lobotomias, já agora acrescento:

As verdadeiras revoluções na ciência envolvem muito mais do que o entendimento de descobertas espetaculares. Elas próprias também alteram os conceitos que temos dos objectos da ciência. Uma destas transformações radicais teve lugar na física nos trinta anos iniciais do século XX e veio a culminar naquilo que foi chamado a Era de Ouro da Física. Desde então a visão do mundo de qualquer físico ficou alterada. A alteração de tão radical ficou irreversível. O eventos que despoletaram toda esta convulsão envolveram a formulação de duas teorias dramáticamente novas. A primeira, foi a teoria do espaço, do tempo e do movimento, chamada da relatividade. A segunda foi uma teoria da natureza da matéria e das forças que nela interagem. Esta última teve as suas origens na observação de Max Planck de que a radiação electromagnética é emitida em pacotes, os &lt;em&gt;quanta&lt;/em&gt;. Nos anos vinte esta ‘teoria dos quanta’ desenvolveu-se e elaborou-se numa teoria mais geral, a mecânica quântica. O autor deste livro desempenhou um dos principais papeis na sua formulação e na subsequente clarificação das suas implicações revolucionárias. Os iniciados à &lt;em&gt;mecânica quântica&lt;/em&gt; sabem já que o famoso ‘princípio da incerteza’, um componente chave da física quântica, é atribuido a Heisenberg. Apesar do muito que se tem escrito sobre as bizarras fundações conceptuais da mecânica quântica, a importãncia destas deliberações está indelévelmente ligada ao principal arquitecto desta teoria. Heisenberg reteve até à sua morte em 1976 um profundo interesse pela natureza do universo quântico e pelas implicações filosóficas que dela advêm. A exposição que segue neste livro pretende examiná-las a par com uma apreciação da teoria da relatividade e com alguns aspectos da física nuclear e das partículas. É um modelo de clareza e um dos testemunhos mais lúcidos da chamada interpretação de Copenhaga da mecânica quântica, a que hoje é largamente aceite. O tema central da exposição de Heisenberg, baseada nas suas lições Gifford na universidade de St Andrews entre 1955 e 1956, consiste na afirmação que as palavras e os conceitos comuns do dia a dia podem perder o seu significado no mundo da relatividade e da física quântica. Assim sendo, questões relacionadas com o espaço ou o tempo, ou certas qualidades dos objectos materiais como por exemplo a sua posição, que nos parecem inteiramente óbvias e racionais no discurso racional do dia a dia, não podem de facto assumir um significado definido. Este facto tem implicações profundas no nosso entendimento do que é a natureza da realidade e da mundividência. Por variadas razões, o impacto conceptual derivado da teoria da relatividade é mais fácilmente acomodável do que é provocado pela a mecânica quântica. É verdade que a relatividade contém já em si ideias bastante estranhas, a dilatação do tempo e a contração da distância, o espaço curvo e o buracos negros. A relatividade também afirma que certo tipo de questões, cuja resposta aparentemente é óbvia, não têm uma resposta fácil e não ambigua. Perguntar, por exemplo, em que altura um certo evento ocorre, ou se dois eventos em locais distantes ocorrem simultaneamente, pode não levar à resposta normalmente esperada pois a teoria diz-nos que em absoluto não existe um tempo universal, nem é universal o conceito de simultaneadade. Coisas como estas são &lt;em&gt;relativas&lt;/em&gt; e requerem por isso um referencial prévio antes de poderem ser respondidas. Apesar de pouco familiares e estranhas elas não são no entanto absurdas. Nem por isso apresentam em si qualquer real problema de interpretação. Devido a este facto, a teoria da relatividade é incontroversa, tanto na sua forma especial como na geral. Provávelmente o problema filosófico mais profundo que a teoria da relatividade apresenta é o da possibilidade do universo ter surgido num dado momento finito do passado e que essa origem representou, não só o aparecimento da matéria e da energia, mas também, do espaço e do tempo. A lição essencial da teoria da relatividade é a de que o espaço e o tempo não constituiem apenas o mero cenário onde se desenrola o drama do universo, eles próprios são parte activa na peça e fazem parte do elenco. Ou seja, o espaço-tempo é uma entidade que partilha o universo físico a par com a matéria; os dois são entre si intimamente dependentes. Como nota Heisenberg, o facto do tempo não se estender indefinidamente pelo passado fora e por toda a eternidade mas de ter sido criado com o universo, foi antecipado já no século V por St. Agostinho. Existe pois um paralelo cientifico à criação &lt;em&gt;ex nihilo&lt;/em&gt; da tradição cristâ. A violência destes pressupostos nos nossos conceitos de causalidade física é profunda e só recentemente, no contexto da moderna cosmologia quântica, surgida já depois da morte de Heisenberg, se pode vislumbrar uma explicação satisfatória para a origem do espaço-tempo. Em contraste com a relatividade, a mecânica quântica apresenta-nos problemas conceituais e filosóficos de maior dimensão e são estes que Heisenberg aborda com clareza. Deve desde já ser ressalvado que os estudantes de mecânica quântica apreendem-na por receita e a maioria aplica-a sem sequer abordar as suas implicações filosóficas. A aplicação prática da mecânica quântica é extraordinárimente frutuosa e um caso de sucesso que penetrou em diversas áreas da moderna ciência moderna na tecnologia. Ninguém coloca em questão o que a teoria prediz, aquilo que inevitávelmente se deve de colocar é o que ela significa. No cerne da revolução quântica encontramos o principio da incerteza de Heisenberg. Generalisticamente ele diz-nos que todas as quantidades físicas observáveis estão sujeitas a flutuações imprevisíveis pois os seus valores nunca estão definidos à priori. Cosideremos, por exemplo, a posição x e o momento p de uma particula quântica como as do electrão. Uma determinada experiência permite-nos medir qualquer uma destas quantidades com uma precisão arbitrária, no entanto não o podemos fazer simultaneamente para os dois valores. As margens de imprecisão, a incerteza dos seus valores, que podemos denotar respectivamente por &#916;&lt;em&gt;x&lt;/em&gt; e &#916;&lt;em&gt;p&lt;/em&gt;, respeitam sempre o facto que o produto dos seus valores, &#916;&lt;em&gt;x&lt;/em&gt;&#916;&lt;em&gt;p&lt;/em&gt;, nunca é inferior a uma dada constante. Deste modo, uma maior precisão na determinação da posição acarreta uma menor precisão da determinação do momento, e vice versa. A constante em jogo, chamada constante de Planck seguindo o nome do físico que a descobriu Max Planck, é infintésimamente pequena, de forma que só é observável à escala do átomo. No quotidiano ninguém a nota. É essencial aqui sublinhar que esta incerteza é intrinseca à natureza e ao fenómenos que produz e não se trata de uma limitação tecnológica das medidas. Não estamos na presença de uma dificuldade experimental em medir simultanemente a posição e o momento. O que acontece é que a partícula não possui simplesmente, e simultaneamente, dois valores precisos para estes atributos. Nós humanos já estamos habituados a conviver com a incerteza em muitos processos físicos – por exemplo no mercado de valores ou na termodinâmica – mas no entanto estes casos de incerteza são devidos à falta de acesso à informação integral envolvida nestes processos. Na incerteza quântica não é isso que acontece, há um outro tipo de limitação fundamental que nos impede um conhecimento deterministico dos sistemas. Esta incerteza tem implicações profundas. Por exemplo, ela significa que uma certa particula não se move em trajectos definidos no espaço. Um electrão pode partir de um ponto A e chegar a um ponto B, mas é impossível descrever uma trajectória para ele entre os dois pontos. Por isso o modelo do átomo com os electrões que o circundam em órbitas é demasiado enganador. Heisenberg diz-nos que esse modelo pode eventualmente ser util para o imaginarmos visualmente mas que não tem nada a haver com a realidade. A mistura entre a posição e o momento acarreta um indeterminismo inerente no comportamento de qualquer sistema quântico. Mesmo a informação mais completa acerca de um sistema ( a qual pode ser simplesmente uma trajectória de uma particula ) é geralmente insuficiente por forma a permitir prever o comportamento do sistema. Desta forma dois sistemas inicialmente idênticos podem simplesmente, e só por si, ter percursos futuros completamente distintos. Por exemplo, um experimentador pode disparar um electrão contra um alvo e verifica que ele dispersa para a esquerda, depois de repetir a experiência nas mesmas e exactas condições iniciais verifica que o electrão seguinte dispersa para direita. No entanto este indeterminismo dos sistemas quânticos não é equivalente à anarquia. A mecânica quântica define precisamente as probabilidades relativas das várias alternativas. A mecânica quântica é uma teoria estatística. Pode fazer previsões precisas e definidas sobre conjuntos de sistemas idênticos, mas não sobre sistemas individuais ou singulares. Difere de outras teorias estatisticas, como a mecânica estatística, a metereologia ou a economia, no sentido de que o elemento acaso é &lt;em&gt;inerente&lt;/em&gt; à própria natureza do sistema quântico, não porque o acesso a todas as variáveis em jogo, de tão díficil, fica impossível de contabilizar. Este facto não é um mero tique de pedantismo cientifico. Einstein ficou tão pasmado com a ideia de um mundo intrinsecamente imprevisível que a rejeitou de imediato com a famosa frase: ‘Deus não joga aos dados com o universo.’ E sustentou que a mecânica quântica, embora possívelmente correcta como conhecida, estava incompleta; que deveria haver níveis mais profundos de causalidade onde se escondiam variáveis dinâmicas que afectavam os sistemas e que provocavam o aparente indeterminismo. Por detrás do caos quântico Einstein acreditava num mundo ordeiro e bem comportado sujeito de um familiar determinismo. Tanto Heisenberg como Niels Bohr opuseram-se firmemente à tentativa de Einstein de fixar as coisas neste estado clássico. O debate, iniciado no inicio dos anos trinta, estendeu-se por muitos anos e Einstein refinou e reformulou os seus argumentos. O mais duro de entre vários que foram propostos foi concebido por Boris Podolsky e Nathan Rosen em 1935. É referido comunemente como o paradoxo EPR ( de facto não se trata de um verdadeiro paradoxo) e aborda a questão das propriedades de um sistema de duas particulas que interagem e que se separam depois a uma grande distância uma da outra. Segundo a mecânica quântica o sistema mantém-se como um todo indivisível, apesar da separação das particulas no espaço. Medidas efectuadas simultanemente sobre as duas, de facto revelam que elas transportam consigo, em termos que podem ser matemáticamente definidos, uma impressão da actividade da outra particula. Este tipo de cooperação tem lugar, apesar da restrição determinada pela teoria especial da relatividade de Einstein, que impossibilita a comunicação física instantanea entre particulas. Segundo Einstein esta esperiência das duas particulas veio demonstrar a incompletude da mecânica quântica, isto porque se as medições forem efectuadas apenas na segunda particula (pressupostamente possibilitando o conhecimento do estado da primeira pela sua capacidade de trnsmissão) o experimentador conseguiria saber a posição e o momento da primeira nesse preciso instante apenas por pura extravagância. Einstein argumenta que a ambas as medidas deve ser atribuido um qualitativo de realidade, já que qualquer uma ( mas nunca ambas!) pode ser obtida pelo experimentador através de uma medição que nunca pode ( por causa da restrição da velocidade da luz ) provocar qualquer disturbio na particula em análise. O paradoxo EPR toca no cerne das diferentes perspectivas do mundo que a física clássica e a quântica nos impoem. A perpectiva clássica, árduamente defendida por Einstein, está de acordo com o senso comum revelando uma realidade objectiva do mundo exterior. Esta reconhece que as observações inevitávelmente se intrometem e disturbam a realidade, mas que este facto é meramente acidental e pode ser reduzido a valores arbitráriamente insignificantes. Neste particular, o micro mundo dos átomos e das particular deve ser considerado a uma escala diferente sem no entanto o seu estatuto ser ontológicamente distinto do da experiência no mundo macro. Assim o electrão, por exemplo, pode ser uma visionado tal uma bola de bilhar mas a uma escala mais pequena, que partilha com esta o mesmo completo conjunto de atributos dinâmicos, como estar em algum lado (i.e. ter uma posição), movimentar-se de uma certa forma (i.e. ter um momento) e assim por diante. No mundo clássico as nossas observação não criam a realidade: revelam-na. Átomos e particulas existem com atributos bem definidos estando nós a observá-los ou não! A interpretação de Copenhaga da mecânica quântica que em contraste Heisenberg expoe lúcidamente, rejeita uma realidade objectiva no micro-mundo. Nega que se possa dizer que o electrão tem uma posição precisamente definida assim como um momento ( e que tanto uma como outro não possuem simultaneamente qualquer valores definido ). Deste modo um electrão ou um átomo não podem de nenhuma forma ser concebidos como coisas pequenas como bolas de bilhar. Não podemos falar do que é um electrão entre duas observações porque são elas que criam aquilo que chamamos ser a sua realidade. Deste modo a observação da posição de um electrão cria um electrão-com-uma-posição; a medida do seu momento cria um electrão-com-um-momento. Mas nenhuma destas realidades existe à apriori da sua observação. O que é, então, de acordo com este ponto de vista, um electrão? Não é tanto uma coisa física mas sim uma codificação de uma série de potencialidades que são acessíveis por medições. É um fenómeno que nomeamos por via de correlação de observações e formalizável na mecânica quântica. A realidade no entanto é a observação e não o electrão. Esta negação do mundo exterior implicada na interpretação de Copenhaga é frequentemente acompanhada por termos mais cautelosos, no entanto Heisenberg defende neste livro uma das posições mais mitigadas deste ponto de vista a que já assisti. Assim: ‘Na experimentação sobre os eventos no átomo estamos a lidar com coisas e factos, com fenómenos que são tão reais como quaisquer outros fenómenos da vida real. No entanto os átomos e as particulas elementares em si não são assim tão reais; formam um mundo de potencialidades e possibilidades para além do que são as coisas ou os factos.’ A opinião de Einstein é apelidada de ‘realismo dogmático’, segundo Heisenberg é uma atitude genuinamente natural. De facto é subscrita pela vasta maioria dos cientistas. Eles acreditam que as suas investigações dizem respeito a algo ‘lá fora’, no mundo físico, e que as leis do universo não são meras invenções dos cientistas. O sucesso inesperado destas leis matemáticas simples fortalece a perspectiva que retrata uma realidade natural externa que existe de facto e à priori. No entanto Heisenberg lembra-nos que estas leis matemáticas são extremamente eficientes na explicação do mundo natural mas no entanto elas não requerem que ele exista independente e autónomo apesar da sua existência num sentido dogmático. Por isso sustenta que a ciência natural é de facto possível sem qualquer suporte básico no realismo. É aqui que chegamos aos tópicos que formam a tese essencial de Heisenberg. Como podemos falar de átomos e do seu comportamento se a sua existência é tão sombria? Que significados podemos nós atribuir ás suas qualidades? Ele reitera repetidamente que os factos sobre o qual construimos a nossa existência são todos referentes de um mundo macroscópico – cliques num contador de Geiger, pontos numa placa fotográfica e coisas semelhantes. São entidades significativas com que nós podemos comunicar uns com os outros na linguagem comum ( segundo as palavras de Bohr). Sem este pano de fundo de senso clássico e comum, das ‘coisas’ familiares ( aquilo que chamamos realidade), não poderíamos de forma nenhuma fazer qualquer sentido do mundo quântico. Porque todas as medidas e observações do micro-mundo são efectuadas com o recurso e por referência ao aparato clássico, sem o qual não as poderíamos comunicar entre nós e sem o qual degenerariam inevitávelmente em ambiguidade e vacuidade ontológica. Heisenberg reforça o seu argumento através do apelo ao principio da complementariedade de Bohr. Este principio reconhece a ambiguidade essencial inerente a um sistema quântico, que ele apresenta propriedades aparentemente contraditórias. Por exemplo que um electrão se pode comportar de igual forma tanto como uma onda tanto como o de uma particula. Bohr afirma que estes comportamentos, não sendo contraditórios, são outrosim complementares e retratam a mesma realidade. Uma experiência pode revelar a natureza ondulatória e outra a de particula. Ambas não se manisfestam simultaneamente; compete ao experimentador escolher qual a faceta que quer examinar na experiência. De igual forma, a posição e o momento são também dois qualificativos complementares. De novo o experimentador tem à sua escolha aquele que quer observar. A questão ‘Um electrão é uma onda ou uma particula?’ está ao mesmo nível epistemológico de se perguntar se ‘A Austrália se situa em acima ou em baixo das Ilhas Britãnicas?’. A resposta é ‘Nenhuma e ambas.’ O electrão possui propriedades de onda e de particula, ambas se podem manifestar, mas nenhuma tem qualquer significado numa ausência de um contexto experimental especifico. Desta forma a mecânica quântica utiliza palavras familiares como onda, particula, posição, etc. no entanto os seus significados são limitados e inevitávelmente sempre vagos. Heisenberg afirma que: ‘ Quando este uso vago e pouco sistemático da linguagem nos remete para dificuldades, a física tem de retroceder para o esquema matemático e para a sua correlação isenta de ambiguidades que explica os factos experimentais.’ Este é no fundo a essência do seu argumento, já que a mecânica quântica é essencialmente um esquema matemático que correlaciona estattisticamente os resultados de observações. Apenas isto. Falar daquilo que se pode estar a passar no mundo quântico não passa de ficção expúria que facilita a sua conceptualização imaginária. Neste particular Heisenberg recorre aos trabalhos de Descartes e de Kant à luz da física moderna e conclui que as palavras e os seus conceitos associados não têm na realidade sentidos precisos e absolutos. Elas nascem da nossa experiência no mundo e não podemos antecipadamente saber quais são os limites da sua aplicabilidade. Não podemos obter do mundo nenhuma verdade absoluta partindo simplesmente das palavras e dos conceitos. Deste modo Heisenberg aceita, sem qualquer tipo de objeção filosófica, que certas palavras e conceitos por nós acarinhados não podem simplesmente ser literalmente transpostos para os domínios quãnticos ou relativistas. Apesar da quase totalidade do debate quântico ter decorrido no nível filosófico, houve um certo número de experiências cruciais directamente relacionadas com o assunto. A mais importante talvez foi a possibilidade da experiência conceptual EPR se concretizar na prática. Em 1965 John Bell estendeu o argumento EPRe provou que, em geral, qualquer teoria baseada na ‘realidade objectiva’ e para a qual a comunicação ou transmissão de informação para além da velocidade da luz, tem de satisfazer um certo número de desigualdades matemáticas. De acordo com a teoria standard, a mecânica quântica deveria quebrar esta restrição, pelo que ou a realidade objectiva teria de ser negada ( com Bohr e Heisenberg ) ou teríamos de negar a relatividade especial. Poucos físicos estão dispostos a concordar com esta última hipótese. Afim de testar as desigualdades de Bell foram efectuadas por Alain Aspect e a sua equipa no Institut d’Optique no inicio dos anos oitenta, uma série de experiências utilizando pares de fotões de uma fonte atómica única. Após variados ensaios os resultados foram claros. As desigualdades de Bell eram de facto violadas conforme o postulado pela mecãnica quântica. Estes resultados só foram conhecidos após a morte de Heisenberg mas eu tive a oportunidade de os discutir com os seus antigos colegas, que com Bohr, ajudaram a formar a interpretação de Copenhaga nos anos trinta. Mostraram-se para meu espanto muito pouco surpreendidos, afirmando que de outra forma não poderia ser. Apesar deste facto, a interpretação de Copenhaga tem a sua corte de detratores. Muitos físicos ainda se sentem pouco confortáveis com uma teoria de cujo necessita uma extensão epistemológica antes de poder ser aplicado. O facto de que a interpretação de Copenhaga se basear na existência do clássico mundo macro aparenta ser circular e paradoxal, já que este mundo é em si &lt;em&gt;composto&lt;/em&gt; pelo outro micro-mundo quântico. Apesar dos efeitos quãnticos nos ponteiros dos medidores serem negligenciávelmente pequenos, em principio eles estão lá. Para os físicos seria preferível derivar o mundo clássico de uma especie de limite macroscópico do mundo quântico, e não assumi-lo à &lt;em&gt;priori&lt;/em&gt;. A fraqueza da interpretação de Copenhaga é claramente exposta na questão ‘ O que está a acontecer dentro de uma peça de um aparelho de medida quando medimos uma particula quântica?’. A resposta de Copenhaga é de que estamos meramente a lidar com o aparelho na nossa posição clássica; mas se ao invés a interpretarmos ( com mais realismo) como sendo uma enorme colecção de particulas quânticas, o resultado é preocupante. A mesma vagueza e indeterminismo que influencia a particula quântica preenche agora todo o nosso sistema. Em vez do aparelho nos concretizar e mostrar um retrato dentro um conjunto de possibilidades potenciais, o sistema combinado aparelho+particula está ele próprio a assumir potencialidades e possibilidades. Consideremos um exemplo especifico, se tivermos um aparelho que indique se o electrão está no lado direito ou esquerdo de uma caixa através de um ponteiro que indique esquerda ou direita, o resultado final deste ensaio seria obtido quando fosse atingido o estado em que o ponteiro nem estaria do lado direito nem no esquerdo. A este estado corresponderia a sobreposição dos dois estados possíveis, um que consiste no electrão e no ponteiro do lado direito e o outro do lado esquerdo. Desde que estes estados fossem mutuamente exclusivos não se coloca nenhuma objeção, mas no caso geral existe uma interferência entre as alternativas e portanto não há uma verdadeira dicotomia e de facto não se pode dizer que se esteja a efectuar uma medição. Heisenberg dedica bastante atenção ao trabalho efectuado sobre este ‘problema da medida’ por John Von Neumanne outros. Ele atenua o problema admitindo que eventualmente os efeitos quânticos (especificamente as possibilidades de interferência) dissipam-se no ambiente macroscópico. Esta resposta satisfaz a maioria dos físicos mas não satisfaz uma moderna corrente conhecida como cosmologia quântica. Estes teóricos pretendem aplicar a mecânica quântica ao universo global num esforço para revelar a sua origem. Se todo o universo é o sistema quântico que interessa observar, não existe claramente um ambiente macroscópico mais alargado, ou qualquer tipo de aparelho onde os efeitos se desvanecem. A maioria dos cosmologistas quânticos rejeita a interpretação de Copenhaga necessária à maquinaria epistemológica adicional e preferem ao invés, ficar com o formalismo quantico simplesmente tal ele é. Isto significa que todo o espectro das alternativas quânticas esxistem de facto enquanto realidades. Ou seja, na experiência atrás mencionada existem dois universos, um com o electrão e o ponteiro à direita e outro com eles à esquerda. De uma forma geral a medida quântica envolve um necessário postulado da existência de uma infinidade de mundos paralelos ou realidades a coexistirem. Muitos destes desenvolvimentos recentes surgiram já após a morte de Heisenberg que concerteza não lhes terá dedicado nenhuma atenção. Há também outros tópicos abordados neste livro, nomeadamente os primeiros avanços na física nuclear e das particulas. Heisenberg não faz muita referência ás suas própria tentativas de unificação da física das particulas, mas aborda as severas dificuldades em conciliar a mecãnica quântica às particulas relativistas. Também neste caso os acontecimentos ultrapassaram a abordagem do livro. As obscuras divergências, ou infinidades, que menciona, estão hoje em dia acomodadas na maioria das aplicações sem beliscarem o poder preditivo da teoria. Nomedamente podem ser completamente contornadas em algumas teorias modernas e em especial na das super-cordas. Aliás a teoria contemporanea está em muito melhor forma hoje em dia de quando este livro foi escrito e Heisenberg certamente aprovaria a moderna teoria dos quarks e dos leptons. A sua discussão de Deus e da moralidade é certamente superficial e leva-me a suspeitar que a sua inclusão se deve apenas aos requisitos das lições de Gifford. Mas não passam de pormenores num livro que revela de um modo tão satisfatório a essência daquilo que constitui a revolução conceptual da física moderna. Para isto Heisenberg não utiliza a matemática ou nenhum detalhe técnico. Não é necessário ser físico para seguir os seus argumentos e a tremenda mudança de paradigma que seguiu a revolução relativista e a quântica. O maior apelo que este livro possui é o de encaminhar o leitor com notável clareza a partir do mundo esotérico da física atómica, para chegar ao mundo das pessoas, da linguagem e da nossa realidade comum. 
(Paul Davies, 1989)</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Obrigado lobotomias, já agora acrescento:</p>
<p>As verdadeiras revoluções na ciência envolvem muito mais do que o entendimento de descobertas espetaculares. Elas próprias também alteram os conceitos que temos dos objectos da ciência. Uma destas transformações radicais teve lugar na física nos trinta anos iniciais do século XX e veio a culminar naquilo que foi chamado a Era de Ouro da Física. Desde então a visão do mundo de qualquer físico ficou alterada. A alteração de tão radical ficou irreversível. O eventos que despoletaram toda esta convulsão envolveram a formulação de duas teorias dramáticamente novas. A primeira, foi a teoria do espaço, do tempo e do movimento, chamada da relatividade. A segunda foi uma teoria da natureza da matéria e das forças que nela interagem. Esta última teve as suas origens na observação de Max Planck de que a radiação electromagnética é emitida em pacotes, os <em>quanta</em>. Nos anos vinte esta ‘teoria dos quanta’ desenvolveu-se e elaborou-se numa teoria mais geral, a mecânica quântica. O autor deste livro desempenhou um dos principais papeis na sua formulação e na subsequente clarificação das suas implicações revolucionárias. Os iniciados à <em>mecânica quântica</em> sabem já que o famoso ‘princípio da incerteza’, um componente chave da física quântica, é atribuido a Heisenberg. Apesar do muito que se tem escrito sobre as bizarras fundações conceptuais da mecânica quântica, a importãncia destas deliberações está indelévelmente ligada ao principal arquitecto desta teoria. Heisenberg reteve até à sua morte em 1976 um profundo interesse pela natureza do universo quântico e pelas implicações filosóficas que dela advêm. A exposição que segue neste livro pretende examiná-las a par com uma apreciação da teoria da relatividade e com alguns aspectos da física nuclear e das partículas. É um modelo de clareza e um dos testemunhos mais lúcidos da chamada interpretação de Copenhaga da mecânica quântica, a que hoje é largamente aceite. O tema central da exposição de Heisenberg, baseada nas suas lições Gifford na universidade de St Andrews entre 1955 e 1956, consiste na afirmação que as palavras e os conceitos comuns do dia a dia podem perder o seu significado no mundo da relatividade e da física quântica. Assim sendo, questões relacionadas com o espaço ou o tempo, ou certas qualidades dos objectos materiais como por exemplo a sua posição, que nos parecem inteiramente óbvias e racionais no discurso racional do dia a dia, não podem de facto assumir um significado definido. Este facto tem implicações profundas no nosso entendimento do que é a natureza da realidade e da mundividência. Por variadas razões, o impacto conceptual derivado da teoria da relatividade é mais fácilmente acomodável do que é provocado pela a mecânica quântica. É verdade que a relatividade contém já em si ideias bastante estranhas, a dilatação do tempo e a contração da distância, o espaço curvo e o buracos negros. A relatividade também afirma que certo tipo de questões, cuja resposta aparentemente é óbvia, não têm uma resposta fácil e não ambigua. Perguntar, por exemplo, em que altura um certo evento ocorre, ou se dois eventos em locais distantes ocorrem simultaneamente, pode não levar à resposta normalmente esperada pois a teoria diz-nos que em absoluto não existe um tempo universal, nem é universal o conceito de simultaneadade. Coisas como estas são <em>relativas</em> e requerem por isso um referencial prévio antes de poderem ser respondidas. Apesar de pouco familiares e estranhas elas não são no entanto absurdas. Nem por isso apresentam em si qualquer real problema de interpretação. Devido a este facto, a teoria da relatividade é incontroversa, tanto na sua forma especial como na geral. Provávelmente o problema filosófico mais profundo que a teoria da relatividade apresenta é o da possibilidade do universo ter surgido num dado momento finito do passado e que essa origem representou, não só o aparecimento da matéria e da energia, mas também, do espaço e do tempo. A lição essencial da teoria da relatividade é a de que o espaço e o tempo não constituiem apenas o mero cenário onde se desenrola o drama do universo, eles próprios são parte activa na peça e fazem parte do elenco. Ou seja, o espaço-tempo é uma entidade que partilha o universo físico a par com a matéria; os dois são entre si intimamente dependentes. Como nota Heisenberg, o facto do tempo não se estender indefinidamente pelo passado fora e por toda a eternidade mas de ter sido criado com o universo, foi antecipado já no século V por St. Agostinho. Existe pois um paralelo cientifico à criação <em>ex nihilo</em> da tradição cristâ. A violência destes pressupostos nos nossos conceitos de causalidade física é profunda e só recentemente, no contexto da moderna cosmologia quântica, surgida já depois da morte de Heisenberg, se pode vislumbrar uma explicação satisfatória para a origem do espaço-tempo. Em contraste com a relatividade, a mecânica quântica apresenta-nos problemas conceituais e filosóficos de maior dimensão e são estes que Heisenberg aborda com clareza. Deve desde já ser ressalvado que os estudantes de mecânica quântica apreendem-na por receita e a maioria aplica-a sem sequer abordar as suas implicações filosóficas. A aplicação prática da mecânica quântica é extraordinárimente frutuosa e um caso de sucesso que penetrou em diversas áreas da moderna ciência moderna na tecnologia. Ninguém coloca em questão o que a teoria prediz, aquilo que inevitávelmente se deve de colocar é o que ela significa. No cerne da revolução quântica encontramos o principio da incerteza de Heisenberg. Generalisticamente ele diz-nos que todas as quantidades físicas observáveis estão sujeitas a flutuações imprevisíveis pois os seus valores nunca estão definidos à priori. Cosideremos, por exemplo, a posição x e o momento p de uma particula quântica como as do electrão. Uma determinada experiência permite-nos medir qualquer uma destas quantidades com uma precisão arbitrária, no entanto não o podemos fazer simultaneamente para os dois valores. As margens de imprecisão, a incerteza dos seus valores, que podemos denotar respectivamente por &#916;<em>x</em> e &#916;<em>p</em>, respeitam sempre o facto que o produto dos seus valores, &#916;<em>x</em>&#916;<em>p</em>, nunca é inferior a uma dada constante. Deste modo, uma maior precisão na determinação da posição acarreta uma menor precisão da determinação do momento, e vice versa. A constante em jogo, chamada constante de Planck seguindo o nome do físico que a descobriu Max Planck, é infintésimamente pequena, de forma que só é observável à escala do átomo. No quotidiano ninguém a nota. É essencial aqui sublinhar que esta incerteza é intrinseca à natureza e ao fenómenos que produz e não se trata de uma limitação tecnológica das medidas. Não estamos na presença de uma dificuldade experimental em medir simultanemente a posição e o momento. O que acontece é que a partícula não possui simplesmente, e simultaneamente, dois valores precisos para estes atributos. Nós humanos já estamos habituados a conviver com a incerteza em muitos processos físicos – por exemplo no mercado de valores ou na termodinâmica – mas no entanto estes casos de incerteza são devidos à falta de acesso à informação integral envolvida nestes processos. Na incerteza quântica não é isso que acontece, há um outro tipo de limitação fundamental que nos impede um conhecimento deterministico dos sistemas. Esta incerteza tem implicações profundas. Por exemplo, ela significa que uma certa particula não se move em trajectos definidos no espaço. Um electrão pode partir de um ponto A e chegar a um ponto B, mas é impossível descrever uma trajectória para ele entre os dois pontos. Por isso o modelo do átomo com os electrões que o circundam em órbitas é demasiado enganador. Heisenberg diz-nos que esse modelo pode eventualmente ser util para o imaginarmos visualmente mas que não tem nada a haver com a realidade. A mistura entre a posição e o momento acarreta um indeterminismo inerente no comportamento de qualquer sistema quântico. Mesmo a informação mais completa acerca de um sistema ( a qual pode ser simplesmente uma trajectória de uma particula ) é geralmente insuficiente por forma a permitir prever o comportamento do sistema. Desta forma dois sistemas inicialmente idênticos podem simplesmente, e só por si, ter percursos futuros completamente distintos. Por exemplo, um experimentador pode disparar um electrão contra um alvo e verifica que ele dispersa para a esquerda, depois de repetir a experiência nas mesmas e exactas condições iniciais verifica que o electrão seguinte dispersa para direita. No entanto este indeterminismo dos sistemas quânticos não é equivalente à anarquia. A mecânica quântica define precisamente as probabilidades relativas das várias alternativas. A mecânica quântica é uma teoria estatística. Pode fazer previsões precisas e definidas sobre conjuntos de sistemas idênticos, mas não sobre sistemas individuais ou singulares. Difere de outras teorias estatisticas, como a mecânica estatística, a metereologia ou a economia, no sentido de que o elemento acaso é <em>inerente</em> à própria natureza do sistema quântico, não porque o acesso a todas as variáveis em jogo, de tão díficil, fica impossível de contabilizar. Este facto não é um mero tique de pedantismo cientifico. Einstein ficou tão pasmado com a ideia de um mundo intrinsecamente imprevisível que a rejeitou de imediato com a famosa frase: ‘Deus não joga aos dados com o universo.’ E sustentou que a mecânica quântica, embora possívelmente correcta como conhecida, estava incompleta; que deveria haver níveis mais profundos de causalidade onde se escondiam variáveis dinâmicas que afectavam os sistemas e que provocavam o aparente indeterminismo. Por detrás do caos quântico Einstein acreditava num mundo ordeiro e bem comportado sujeito de um familiar determinismo. Tanto Heisenberg como Niels Bohr opuseram-se firmemente à tentativa de Einstein de fixar as coisas neste estado clássico. O debate, iniciado no inicio dos anos trinta, estendeu-se por muitos anos e Einstein refinou e reformulou os seus argumentos. O mais duro de entre vários que foram propostos foi concebido por Boris Podolsky e Nathan Rosen em 1935. É referido comunemente como o paradoxo EPR ( de facto não se trata de um verdadeiro paradoxo) e aborda a questão das propriedades de um sistema de duas particulas que interagem e que se separam depois a uma grande distância uma da outra. Segundo a mecânica quântica o sistema mantém-se como um todo indivisível, apesar da separação das particulas no espaço. Medidas efectuadas simultanemente sobre as duas, de facto revelam que elas transportam consigo, em termos que podem ser matemáticamente definidos, uma impressão da actividade da outra particula. Este tipo de cooperação tem lugar, apesar da restrição determinada pela teoria especial da relatividade de Einstein, que impossibilita a comunicação física instantanea entre particulas. Segundo Einstein esta esperiência das duas particulas veio demonstrar a incompletude da mecânica quântica, isto porque se as medições forem efectuadas apenas na segunda particula (pressupostamente possibilitando o conhecimento do estado da primeira pela sua capacidade de trnsmissão) o experimentador conseguiria saber a posição e o momento da primeira nesse preciso instante apenas por pura extravagância. Einstein argumenta que a ambas as medidas deve ser atribuido um qualitativo de realidade, já que qualquer uma ( mas nunca ambas!) pode ser obtida pelo experimentador através de uma medição que nunca pode ( por causa da restrição da velocidade da luz ) provocar qualquer disturbio na particula em análise. O paradoxo EPR toca no cerne das diferentes perspectivas do mundo que a física clássica e a quântica nos impoem. A perpectiva clássica, árduamente defendida por Einstein, está de acordo com o senso comum revelando uma realidade objectiva do mundo exterior. Esta reconhece que as observações inevitávelmente se intrometem e disturbam a realidade, mas que este facto é meramente acidental e pode ser reduzido a valores arbitráriamente insignificantes. Neste particular, o micro mundo dos átomos e das particular deve ser considerado a uma escala diferente sem no entanto o seu estatuto ser ontológicamente distinto do da experiência no mundo macro. Assim o electrão, por exemplo, pode ser uma visionado tal uma bola de bilhar mas a uma escala mais pequena, que partilha com esta o mesmo completo conjunto de atributos dinâmicos, como estar em algum lado (i.e. ter uma posição), movimentar-se de uma certa forma (i.e. ter um momento) e assim por diante. No mundo clássico as nossas observação não criam a realidade: revelam-na. Átomos e particulas existem com atributos bem definidos estando nós a observá-los ou não! A interpretação de Copenhaga da mecânica quântica que em contraste Heisenberg expoe lúcidamente, rejeita uma realidade objectiva no micro-mundo. Nega que se possa dizer que o electrão tem uma posição precisamente definida assim como um momento ( e que tanto uma como outro não possuem simultaneamente qualquer valores definido ). Deste modo um electrão ou um átomo não podem de nenhuma forma ser concebidos como coisas pequenas como bolas de bilhar. Não podemos falar do que é um electrão entre duas observações porque são elas que criam aquilo que chamamos ser a sua realidade. Deste modo a observação da posição de um electrão cria um electrão-com-uma-posição; a medida do seu momento cria um electrão-com-um-momento. Mas nenhuma destas realidades existe à apriori da sua observação. O que é, então, de acordo com este ponto de vista, um electrão? Não é tanto uma coisa física mas sim uma codificação de uma série de potencialidades que são acessíveis por medições. É um fenómeno que nomeamos por via de correlação de observações e formalizável na mecânica quântica. A realidade no entanto é a observação e não o electrão. Esta negação do mundo exterior implicada na interpretação de Copenhaga é frequentemente acompanhada por termos mais cautelosos, no entanto Heisenberg defende neste livro uma das posições mais mitigadas deste ponto de vista a que já assisti. Assim: ‘Na experimentação sobre os eventos no átomo estamos a lidar com coisas e factos, com fenómenos que são tão reais como quaisquer outros fenómenos da vida real. No entanto os átomos e as particulas elementares em si não são assim tão reais; formam um mundo de potencialidades e possibilidades para além do que são as coisas ou os factos.’ A opinião de Einstein é apelidada de ‘realismo dogmático’, segundo Heisenberg é uma atitude genuinamente natural. De facto é subscrita pela vasta maioria dos cientistas. Eles acreditam que as suas investigações dizem respeito a algo ‘lá fora’, no mundo físico, e que as leis do universo não são meras invenções dos cientistas. O sucesso inesperado destas leis matemáticas simples fortalece a perspectiva que retrata uma realidade natural externa que existe de facto e à priori. No entanto Heisenberg lembra-nos que estas leis matemáticas são extremamente eficientes na explicação do mundo natural mas no entanto elas não requerem que ele exista independente e autónomo apesar da sua existência num sentido dogmático. Por isso sustenta que a ciência natural é de facto possível sem qualquer suporte básico no realismo. É aqui que chegamos aos tópicos que formam a tese essencial de Heisenberg. Como podemos falar de átomos e do seu comportamento se a sua existência é tão sombria? Que significados podemos nós atribuir ás suas qualidades? Ele reitera repetidamente que os factos sobre o qual construimos a nossa existência são todos referentes de um mundo macroscópico – cliques num contador de Geiger, pontos numa placa fotográfica e coisas semelhantes. São entidades significativas com que nós podemos comunicar uns com os outros na linguagem comum ( segundo as palavras de Bohr). Sem este pano de fundo de senso clássico e comum, das ‘coisas’ familiares ( aquilo que chamamos realidade), não poderíamos de forma nenhuma fazer qualquer sentido do mundo quântico. Porque todas as medidas e observações do micro-mundo são efectuadas com o recurso e por referência ao aparato clássico, sem o qual não as poderíamos comunicar entre nós e sem o qual degenerariam inevitávelmente em ambiguidade e vacuidade ontológica. Heisenberg reforça o seu argumento através do apelo ao principio da complementariedade de Bohr. Este principio reconhece a ambiguidade essencial inerente a um sistema quântico, que ele apresenta propriedades aparentemente contraditórias. Por exemplo que um electrão se pode comportar de igual forma tanto como uma onda tanto como o de uma particula. Bohr afirma que estes comportamentos, não sendo contraditórios, são outrosim complementares e retratam a mesma realidade. Uma experiência pode revelar a natureza ondulatória e outra a de particula. Ambas não se manisfestam simultaneamente; compete ao experimentador escolher qual a faceta que quer examinar na experiência. De igual forma, a posição e o momento são também dois qualificativos complementares. De novo o experimentador tem à sua escolha aquele que quer observar. A questão ‘Um electrão é uma onda ou uma particula?’ está ao mesmo nível epistemológico de se perguntar se ‘A Austrália se situa em acima ou em baixo das Ilhas Britãnicas?’. A resposta é ‘Nenhuma e ambas.’ O electrão possui propriedades de onda e de particula, ambas se podem manifestar, mas nenhuma tem qualquer significado numa ausência de um contexto experimental especifico. Desta forma a mecânica quântica utiliza palavras familiares como onda, particula, posição, etc. no entanto os seus significados são limitados e inevitávelmente sempre vagos. Heisenberg afirma que: ‘ Quando este uso vago e pouco sistemático da linguagem nos remete para dificuldades, a física tem de retroceder para o esquema matemático e para a sua correlação isenta de ambiguidades que explica os factos experimentais.’ Este é no fundo a essência do seu argumento, já que a mecânica quântica é essencialmente um esquema matemático que correlaciona estattisticamente os resultados de observações. Apenas isto. Falar daquilo que se pode estar a passar no mundo quântico não passa de ficção expúria que facilita a sua conceptualização imaginária. Neste particular Heisenberg recorre aos trabalhos de Descartes e de Kant à luz da física moderna e conclui que as palavras e os seus conceitos associados não têm na realidade sentidos precisos e absolutos. Elas nascem da nossa experiência no mundo e não podemos antecipadamente saber quais são os limites da sua aplicabilidade. Não podemos obter do mundo nenhuma verdade absoluta partindo simplesmente das palavras e dos conceitos. Deste modo Heisenberg aceita, sem qualquer tipo de objeção filosófica, que certas palavras e conceitos por nós acarinhados não podem simplesmente ser literalmente transpostos para os domínios quãnticos ou relativistas. Apesar da quase totalidade do debate quântico ter decorrido no nível filosófico, houve um certo número de experiências cruciais directamente relacionadas com o assunto. A mais importante talvez foi a possibilidade da experiência conceptual EPR se concretizar na prática. Em 1965 John Bell estendeu o argumento EPRe provou que, em geral, qualquer teoria baseada na ‘realidade objectiva’ e para a qual a comunicação ou transmissão de informação para além da velocidade da luz, tem de satisfazer um certo número de desigualdades matemáticas. De acordo com a teoria standard, a mecânica quântica deveria quebrar esta restrição, pelo que ou a realidade objectiva teria de ser negada ( com Bohr e Heisenberg ) ou teríamos de negar a relatividade especial. Poucos físicos estão dispostos a concordar com esta última hipótese. Afim de testar as desigualdades de Bell foram efectuadas por Alain Aspect e a sua equipa no Institut d’Optique no inicio dos anos oitenta, uma série de experiências utilizando pares de fotões de uma fonte atómica única. Após variados ensaios os resultados foram claros. As desigualdades de Bell eram de facto violadas conforme o postulado pela mecãnica quântica. Estes resultados só foram conhecidos após a morte de Heisenberg mas eu tive a oportunidade de os discutir com os seus antigos colegas, que com Bohr, ajudaram a formar a interpretação de Copenhaga nos anos trinta. Mostraram-se para meu espanto muito pouco surpreendidos, afirmando que de outra forma não poderia ser. Apesar deste facto, a interpretação de Copenhaga tem a sua corte de detratores. Muitos físicos ainda se sentem pouco confortáveis com uma teoria de cujo necessita uma extensão epistemológica antes de poder ser aplicado. O facto de que a interpretação de Copenhaga se basear na existência do clássico mundo macro aparenta ser circular e paradoxal, já que este mundo é em si <em>composto</em> pelo outro micro-mundo quântico. Apesar dos efeitos quãnticos nos ponteiros dos medidores serem negligenciávelmente pequenos, em principio eles estão lá. Para os físicos seria preferível derivar o mundo clássico de uma especie de limite macroscópico do mundo quântico, e não assumi-lo à <em>priori</em>. A fraqueza da interpretação de Copenhaga é claramente exposta na questão ‘ O que está a acontecer dentro de uma peça de um aparelho de medida quando medimos uma particula quântica?’. A resposta de Copenhaga é de que estamos meramente a lidar com o aparelho na nossa posição clássica; mas se ao invés a interpretarmos ( com mais realismo) como sendo uma enorme colecção de particulas quânticas, o resultado é preocupante. A mesma vagueza e indeterminismo que influencia a particula quântica preenche agora todo o nosso sistema. Em vez do aparelho nos concretizar e mostrar um retrato dentro um conjunto de possibilidades potenciais, o sistema combinado aparelho+particula está ele próprio a assumir potencialidades e possibilidades. Consideremos um exemplo especifico, se tivermos um aparelho que indique se o electrão está no lado direito ou esquerdo de uma caixa através de um ponteiro que indique esquerda ou direita, o resultado final deste ensaio seria obtido quando fosse atingido o estado em que o ponteiro nem estaria do lado direito nem no esquerdo. A este estado corresponderia a sobreposição dos dois estados possíveis, um que consiste no electrão e no ponteiro do lado direito e o outro do lado esquerdo. Desde que estes estados fossem mutuamente exclusivos não se coloca nenhuma objeção, mas no caso geral existe uma interferência entre as alternativas e portanto não há uma verdadeira dicotomia e de facto não se pode dizer que se esteja a efectuar uma medição. Heisenberg dedica bastante atenção ao trabalho efectuado sobre este ‘problema da medida’ por John Von Neumanne outros. Ele atenua o problema admitindo que eventualmente os efeitos quânticos (especificamente as possibilidades de interferência) dissipam-se no ambiente macroscópico. Esta resposta satisfaz a maioria dos físicos mas não satisfaz uma moderna corrente conhecida como cosmologia quântica. Estes teóricos pretendem aplicar a mecânica quântica ao universo global num esforço para revelar a sua origem. Se todo o universo é o sistema quântico que interessa observar, não existe claramente um ambiente macroscópico mais alargado, ou qualquer tipo de aparelho onde os efeitos se desvanecem. A maioria dos cosmologistas quânticos rejeita a interpretação de Copenhaga necessária à maquinaria epistemológica adicional e preferem ao invés, ficar com o formalismo quantico simplesmente tal ele é. Isto significa que todo o espectro das alternativas quânticas esxistem de facto enquanto realidades. Ou seja, na experiência atrás mencionada existem dois universos, um com o electrão e o ponteiro à direita e outro com eles à esquerda. De uma forma geral a medida quântica envolve um necessário postulado da existência de uma infinidade de mundos paralelos ou realidades a coexistirem. Muitos destes desenvolvimentos recentes surgiram já após a morte de Heisenberg que concerteza não lhes terá dedicado nenhuma atenção. Há também outros tópicos abordados neste livro, nomeadamente os primeiros avanços na física nuclear e das particulas. Heisenberg não faz muita referência ás suas própria tentativas de unificação da física das particulas, mas aborda as severas dificuldades em conciliar a mecãnica quântica às particulas relativistas. Também neste caso os acontecimentos ultrapassaram a abordagem do livro. As obscuras divergências, ou infinidades, que menciona, estão hoje em dia acomodadas na maioria das aplicações sem beliscarem o poder preditivo da teoria. Nomedamente podem ser completamente contornadas em algumas teorias modernas e em especial na das super-cordas. Aliás a teoria contemporanea está em muito melhor forma hoje em dia de quando este livro foi escrito e Heisenberg certamente aprovaria a moderna teoria dos quarks e dos leptons. A sua discussão de Deus e da moralidade é certamente superficial e leva-me a suspeitar que a sua inclusão se deve apenas aos requisitos das lições de Gifford. Mas não passam de pormenores num livro que revela de um modo tão satisfatório a essência daquilo que constitui a revolução conceptual da física moderna. Para isto Heisenberg não utiliza a matemática ou nenhum detalhe técnico. Não é necessário ser físico para seguir os seus argumentos e a tremenda mudança de paradigma que seguiu a revolução relativista e a quântica. O maior apelo que este livro possui é o de encaminhar o leitor com notável clareza a partir do mundo esotérico da física atómica, para chegar ao mundo das pessoas, da linguagem e da nossa realidade comum.<br />
(Paul Davies, 1989)</p>
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		<title>Por: lobotomias</title>
		<link>http://5dias.net/2007/07/01/do-enviesamento-ao-principio-da-incerteza/comment-page-1/#comment-7562</link>
		<dc:creator>lobotomias</dc:creator>
		<pubDate>Mon, 02 Jul 2007 17:51:30 +0000</pubDate>
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		<description>&quot;(...)a manifestation of the observer effect. Heisenberg himself may have initially offered explanations which suggested this view. As explained above, this disturbance does not describe the essence of the uncertainty principle as it is now understood.&quot;
Se calhar podiamos ter começado assim- o principio da incerteza segundo a forma como é agora entendido e não como Heisenberg o entendia.
O que nos dá outra metafora sobre o principio da incerteza, a incerteza sobre a forma como deve ser entendido ...</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>&#8220;(&#8230;)a manifestation of the observer effect. Heisenberg himself may have initially offered explanations which suggested this view. As explained above, this disturbance does not describe the essence of the uncertainty principle as it is now understood.&#8221;<br />
Se calhar podiamos ter começado assim- o principio da incerteza segundo a forma como é agora entendido e não como Heisenberg o entendia.<br />
O que nos dá outra metafora sobre o principio da incerteza, a incerteza sobre a forma como deve ser entendido &#8230;</p>
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		<title>Por: aff</title>
		<link>http://5dias.net/2007/07/01/do-enviesamento-ao-principio-da-incerteza/comment-page-1/#comment-7560</link>
		<dc:creator>aff</dc:creator>
		<pubDate>Mon, 02 Jul 2007 17:41:53 +0000</pubDate>
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		<description>Ricardo, explique lá isto: http://en.wikipedia.org/wiki/Brownian_motion
em termos ******quânticos*****</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Ricardo, explique lá isto: <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Brownian_motion" rel="nofollow">http://en.wikipedia.org/wiki/Brownian_motion</a><br />
em termos ******quânticos*****</p>
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		<title>Por: Ricardo Alves</title>
		<link>http://5dias.net/2007/07/01/do-enviesamento-ao-principio-da-incerteza/comment-page-1/#comment-7559</link>
		<dc:creator>Ricardo Alves</dc:creator>
		<pubDate>Mon, 02 Jul 2007 17:36:00 +0000</pubDate>
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		<description>«o modelo quântico (...) É um modelo que serve uma teoria e que está de acordo com muitas observações e inevitávelmente não com todas. Diga-me se tem mais alguma dúvida»

Eu tenho uma: com que observações é que o «modelo quântico» não está de acordo?</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>«o modelo quântico (&#8230;) É um modelo que serve uma teoria e que está de acordo com muitas observações e inevitávelmente não com todas. Diga-me se tem mais alguma dúvida»</p>
<p>Eu tenho uma: com que observações é que o «modelo quântico» não está de acordo?</p>
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		<title>Por: Ricardo Alves</title>
		<link>http://5dias.net/2007/07/01/do-enviesamento-ao-principio-da-incerteza/comment-page-1/#comment-7558</link>
		<dc:creator>Ricardo Alves</dc:creator>
		<pubDate>Mon, 02 Jul 2007 17:31:51 +0000</pubDate>
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		<description>«Não me parece que o que esteja aqui em causa seja propriamente a natureza do eletrão… ou é?»

É.

«Se se pretende atacar Boaventura Sousa Santos»

Atacar um dos maiores obscurantistas portugueses é um dever patriótico.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>«Não me parece que o que esteja aqui em causa seja propriamente a natureza do eletrão… ou é?»</p>
<p>É.</p>
<p>«Se se pretende atacar Boaventura Sousa Santos»</p>
<p>Atacar um dos maiores obscurantistas portugueses é um dever patriótico.</p>
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		<title>Por: aff</title>
		<link>http://5dias.net/2007/07/01/do-enviesamento-ao-principio-da-incerteza/comment-page-1/#comment-7556</link>
		<dc:creator>aff</dc:creator>
		<pubDate>Mon, 02 Jul 2007 17:25:20 +0000</pubDate>
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		<description>Filipe, não é por a física estar cheia de modelos que o modelo quântico não o deixa de ser, não é uma espécie de *estrela* dos modelos da física. É um modelo igual aos outros, ponto final. É um modelo que serve uma teoria e que está de acordo com muitas observações e inevitávelmente não com todas. Diga-me se tem mais alguma dúvida.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Filipe, não é por a física estar cheia de modelos que o modelo quântico não o deixa de ser, não é uma espécie de *estrela* dos modelos da física. É um modelo igual aos outros, ponto final. É um modelo que serve uma teoria e que está de acordo com muitas observações e inevitávelmente não com todas. Diga-me se tem mais alguma dúvida.</p>
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		<title>Por: Filipe Moura</title>
		<link>http://5dias.net/2007/07/01/do-enviesamento-ao-principio-da-incerteza/comment-page-1/#comment-7554</link>
		<dc:creator>Filipe Moura</dc:creator>
		<pubDate>Mon, 02 Jul 2007 17:07:53 +0000</pubDate>
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		<description>aff, quando eu disse que tinha uma grande dificuldade em manter estas discussões, é por isto. Modelos surgem em física todos os dias. Não posso ter um debate sério com alguém que põe a mais bem sucedida, a mais experimentada e verificada de todas as teorias, ao nível de um qualquer &quot;modelo&quot; (o que não quer dizer que seja uma teoria acabada).

Anabela Rocha, conhecimento é certeza, como bem disse o Descartes, e não há nada na relação de Heisenberg que o contradiga. Não temos certeza do momento ou da posição de uma partícula, e por isso não os podemos conhecer com precisão. Mas temos certeza... do princípio da incerteza! Não vejo onde esteja o problema filosófico.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>aff, quando eu disse que tinha uma grande dificuldade em manter estas discussões, é por isto. Modelos surgem em física todos os dias. Não posso ter um debate sério com alguém que põe a mais bem sucedida, a mais experimentada e verificada de todas as teorias, ao nível de um qualquer &#8220;modelo&#8221; (o que não quer dizer que seja uma teoria acabada).</p>
<p>Anabela Rocha, conhecimento é certeza, como bem disse o Descartes, e não há nada na relação de Heisenberg que o contradiga. Não temos certeza do momento ou da posição de uma partícula, e por isso não os podemos conhecer com precisão. Mas temos certeza&#8230; do princípio da incerteza! Não vejo onde esteja o problema filosófico.</p>
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		<title>Por: Lidador</title>
		<link>http://5dias.net/2007/07/01/do-enviesamento-ao-principio-da-incerteza/comment-page-1/#comment-7547</link>
		<dc:creator>Lidador</dc:creator>
		<pubDate>Mon, 02 Jul 2007 15:39:24 +0000</pubDate>
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		<description>O PIH não é susceptível de interpretações subjectivas. 
O que é passível de muitas interpretações é esta tendência impostora de algumas luminárias das &quot;ciências sociais&quot;, de tentar sequestrar a linguagem das ciências exactas e fazer malabarismos retóricos com os seus conceitos, tentando embrulhar o vazio e a militância ideológica em roupas que lhe não pertencem.

Alan Sokal vibrou um tremendo piparote nestes impostores intelectuais e o Dr Boaventura está tb a precisar de levar um, para que toda a  gente veja que o rei vai nu e que, aliás, nem sequer é rei, mas um malabarista da palavra que outrora teria uma boa carreira a vender cobertores na Feira da Ladra.

É sinal dos tempos que esta tipo de impostores tenha relevância.

O que está por detrás desta treta da pseudo aplicação do PIH às ciências sociais é muito simples: é a velha concepção relativista do saber, a ideia de que  anything goes, que desemboca na desvalorização do saber e na sobrevalorização da moral.
São estas boas almas, oriundas quase todas da extrema-esquerda, como o Dr Boavaiela,as responsáveis pelas grandes condenações dos mafarricos que nomeiam, em simultaneo com a derrota do pensamento.

Meus amigos, leiam urgentemente &quot;Imposturas Intelectuais&quot;, de Alan Sokal e por favor, ão misturem a física das partículas com o comércio da banha da cobra.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>O PIH não é susceptível de interpretações subjectivas.<br />
O que é passível de muitas interpretações é esta tendência impostora de algumas luminárias das &#8220;ciências sociais&#8221;, de tentar sequestrar a linguagem das ciências exactas e fazer malabarismos retóricos com os seus conceitos, tentando embrulhar o vazio e a militância ideológica em roupas que lhe não pertencem.</p>
<p>Alan Sokal vibrou um tremendo piparote nestes impostores intelectuais e o Dr Boaventura está tb a precisar de levar um, para que toda a  gente veja que o rei vai nu e que, aliás, nem sequer é rei, mas um malabarista da palavra que outrora teria uma boa carreira a vender cobertores na Feira da Ladra.</p>
<p>É sinal dos tempos que esta tipo de impostores tenha relevância.</p>
<p>O que está por detrás desta treta da pseudo aplicação do PIH às ciências sociais é muito simples: é a velha concepção relativista do saber, a ideia de que  anything goes, que desemboca na desvalorização do saber e na sobrevalorização da moral.<br />
São estas boas almas, oriundas quase todas da extrema-esquerda, como o Dr Boavaiela,as responsáveis pelas grandes condenações dos mafarricos que nomeiam, em simultaneo com a derrota do pensamento.</p>
<p>Meus amigos, leiam urgentemente &#8220;Imposturas Intelectuais&#8221;, de Alan Sokal e por favor, ão misturem a física das partículas com o comércio da banha da cobra.</p>
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		<title>Por: model 500</title>
		<link>http://5dias.net/2007/07/01/do-enviesamento-ao-principio-da-incerteza/comment-page-1/#comment-7534</link>
		<dc:creator>model 500</dc:creator>
		<pubDate>Mon, 02 Jul 2007 13:19:57 +0000</pubDate>
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		<description>Todo o conhecimento científico – natural é científico – social. Os avanços actuais da física e biologia bem como o conteúdo de diversas teorias recentes vêm demonstrar que a distinção entre ciências naturais e ciências sociais deixou de ter sentido e utilidade. O conhecimento emergente tende a ser um conhecimento não dualista, um conhecimento que se funda na superação das distinções tais como natureza/cultura, natural/artificial, vivo/inanimado, mente/matéria, observador/observado, subjectivo/objectivo, colectivo/individual, animal/pessoa.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Todo o conhecimento científico – natural é científico – social. Os avanços actuais da física e biologia bem como o conteúdo de diversas teorias recentes vêm demonstrar que a distinção entre ciências naturais e ciências sociais deixou de ter sentido e utilidade. O conhecimento emergente tende a ser um conhecimento não dualista, um conhecimento que se funda na superação das distinções tais como natureza/cultura, natural/artificial, vivo/inanimado, mente/matéria, observador/observado, subjectivo/objectivo, colectivo/individual, animal/pessoa.</p>
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	</item>
	<item>
		<title>Por: Anabela Rocha</title>
		<link>http://5dias.net/2007/07/01/do-enviesamento-ao-principio-da-incerteza/comment-page-1/#comment-7532</link>
		<dc:creator>Anabela Rocha</dc:creator>
		<pubDate>Mon, 02 Jul 2007 13:18:16 +0000</pubDate>
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		<description>Gostaria apenas de salientar que a própria possibilidade de considerar a incerteza como uma categoria de medição ou de avaliação é profundamente pós-moderna e não seria possível sem uma evolução muito grande da humanidade em geral (de todo o tipo de observadores e observados, portanto).
Relembro que, para Descartes, fundador da modernidade científica, só existia conhecimento verdadeiro na certeza.

Não percebo muito bem onde se quer chegar com este post: se se trata de afirmar a objectividade da incerteza de Heisenberg, ela parece-me tão objectiva quanto queiramos considerar objectiva qualquer outra proposta científica, nem mais, nem menos.

Se se pretende atacar Boaventura Sousa Santos, seja-se claro em quê - salientando desde já que ele é um dos grandes pensadores da incerteza.

Se se pretende criticar os critérios de publicação nas revistas académicas, que até se refere como se calhar tendo que ser assim, discuta-se então outros.

Algo me está definitivamente a escapar aqui.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Gostaria apenas de salientar que a própria possibilidade de considerar a incerteza como uma categoria de medição ou de avaliação é profundamente pós-moderna e não seria possível sem uma evolução muito grande da humanidade em geral (de todo o tipo de observadores e observados, portanto).<br />
Relembro que, para Descartes, fundador da modernidade científica, só existia conhecimento verdadeiro na certeza.</p>
<p>Não percebo muito bem onde se quer chegar com este post: se se trata de afirmar a objectividade da incerteza de Heisenberg, ela parece-me tão objectiva quanto queiramos considerar objectiva qualquer outra proposta científica, nem mais, nem menos.</p>
<p>Se se pretende atacar Boaventura Sousa Santos, seja-se claro em quê &#8211; salientando desde já que ele é um dos grandes pensadores da incerteza.</p>
<p>Se se pretende criticar os critérios de publicação nas revistas académicas, que até se refere como se calhar tendo que ser assim, discuta-se então outros.</p>
<p>Algo me está definitivamente a escapar aqui.</p>
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	</item>
	<item>
		<title>Por: lobotomias</title>
		<link>http://5dias.net/2007/07/01/do-enviesamento-ao-principio-da-incerteza/comment-page-1/#comment-7531</link>
		<dc:creator>lobotomias</dc:creator>
		<pubDate>Mon, 02 Jul 2007 13:14:18 +0000</pubDate>
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		<description>Mas, olhem lá, continuo sem perceber, então pela equação, diminuindo o desvio padrão para a posição não aumenta para a velocidade, ou seja o observador diminuindo a incerteza para um aumenta para o outro.
Ou seja a acção do observador aumenta a incerteza para determinados parametros. Ou não?
Não me parece que o que esteja aqui em causa seja propriamente a natureza do eletrão... ou é?</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Mas, olhem lá, continuo sem perceber, então pela equação, diminuindo o desvio padrão para a posição não aumenta para a velocidade, ou seja o observador diminuindo a incerteza para um aumenta para o outro.<br />
Ou seja a acção do observador aumenta a incerteza para determinados parametros. Ou não?<br />
Não me parece que o que esteja aqui em causa seja propriamente a natureza do eletrão&#8230; ou é?</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: aff</title>
		<link>http://5dias.net/2007/07/01/do-enviesamento-ao-principio-da-incerteza/comment-page-1/#comment-7530</link>
		<dc:creator>aff</dc:creator>
		<pubDate>Mon, 02 Jul 2007 13:11:33 +0000</pubDate>
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		<description>Claro que é um modelo, tão válido para um Heisenberg um Boaventura(?) ou de um aff (não nos desviemos da questão e do texto) antes do mais é um modelo. Quanto à teoria quântica não falta muito para entender, se é uma teoria porque razão não se entende?</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Claro que é um modelo, tão válido para um Heisenberg um Boaventura(?) ou de um aff (não nos desviemos da questão e do texto) antes do mais é um modelo. Quanto à teoria quântica não falta muito para entender, se é uma teoria porque razão não se entende?</p>
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	</item>
	<item>
		<title>Por: Filipe Moura</title>
		<link>http://5dias.net/2007/07/01/do-enviesamento-ao-principio-da-incerteza/comment-page-1/#comment-7525</link>
		<dc:creator>Filipe Moura</dc:creator>
		<pubDate>Mon, 02 Jul 2007 12:41:52 +0000</pubDate>
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		<description>Para si o princípio da incerteza é um &quot;modelo&quot;? 

Se fosse um outro Heisenberg ou Boaventura ou aff a dizer outra coisa teria a mesma validade?

Ainda falta muito para entender na teoria quântica, mas não deixa de ser a nossa melhor teoria, a mais testada, e nunca contrariada. Julgo que merece melhor epíteto que o de &quot;modelo&quot;, como os que se usavam há um século para descrever o átomo. Mesmo o conhecido &quot;modelo padrão das interacções&quot; não é um modelo.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Para si o princípio da incerteza é um &#8220;modelo&#8221;? </p>
<p>Se fosse um outro Heisenberg ou Boaventura ou aff a dizer outra coisa teria a mesma validade?</p>
<p>Ainda falta muito para entender na teoria quântica, mas não deixa de ser a nossa melhor teoria, a mais testada, e nunca contrariada. Julgo que merece melhor epíteto que o de &#8220;modelo&#8221;, como os que se usavam há um século para descrever o átomo. Mesmo o conhecido &#8220;modelo padrão das interacções&#8221; não é um modelo.</p>
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	<item>
		<title>Por: aff</title>
		<link>http://5dias.net/2007/07/01/do-enviesamento-ao-principio-da-incerteza/comment-page-1/#comment-7523</link>
		<dc:creator>aff</dc:creator>
		<pubDate>Mon, 02 Jul 2007 12:33:38 +0000</pubDate>
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		<description>Filipe, pode explicitar melhor essa dificuldade, faltam algumas letras no comentário mas julgo que não é disso que se trata.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Filipe, pode explicitar melhor essa dificuldade, faltam algumas letras no comentário mas julgo que não é disso que se trata.</p>
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	</item>
	<item>
		<title>Por: Filipe Moura</title>
		<link>http://5dias.net/2007/07/01/do-enviesamento-ao-principio-da-incerteza/comment-page-1/#comment-7522</link>
		<dc:creator>Filipe Moura</dc:creator>
		<pubDate>Mon, 02 Jul 2007 12:28:01 +0000</pubDate>
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		<description>&quot;Errado, o príncipio da incerteza de Heisenberg é um modelo que foi elaborado por Heisenber que foi um obervador.&quot;

Eu só a partir daqui tenho uma grande dificuldade em discutir com quem escreve um comentário destes.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>&#8220;Errado, o príncipio da incerteza de Heisenberg é um modelo que foi elaborado por Heisenber que foi um obervador.&#8221;</p>
<p>Eu só a partir daqui tenho uma grande dificuldade em discutir com quem escreve um comentário destes.</p>
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	</item>
	<item>
		<title>Por: Tiago Mendes</title>
		<link>http://5dias.net/2007/07/01/do-enviesamento-ao-principio-da-incerteza/comment-page-1/#comment-7514</link>
		<dc:creator>Tiago Mendes</dc:creator>
		<pubDate>Mon, 02 Jul 2007 11:26:09 +0000</pubDate>
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		<description>&quot;Ou seja, na mecânica quântica, uma partícula, independentemente do observador, nunca tem velocidade nem posição perfeitamente definidas.&quot;

&quot;Ou seja, trata-se de uma caraterística intrínseca da forma como a mecânica quântica descreve as partículas, e não de um qualuer acidente na relação entre o observador e a patícula.&quot;

Exacto. O observador só é relevante no sentido de que essa &quot;limitação&quot; só se &quot;revela&quot; quando alguém resolve fazer uma medição. Mas a sua natureza é diversa.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>&#8220;Ou seja, na mecânica quântica, uma partícula, independentemente do observador, nunca tem velocidade nem posição perfeitamente definidas.&#8221;</p>
<p>&#8220;Ou seja, trata-se de uma caraterística intrínseca da forma como a mecânica quântica descreve as partículas, e não de um qualuer acidente na relação entre o observador e a patícula.&#8221;</p>
<p>Exacto. O observador só é relevante no sentido de que essa &#8220;limitação&#8221; só se &#8220;revela&#8221; quando alguém resolve fazer uma medição. Mas a sua natureza é diversa.</p>
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	</item>
	<item>
		<title>Por: aff</title>
		<link>http://5dias.net/2007/07/01/do-enviesamento-ao-principio-da-incerteza/comment-page-1/#comment-7512</link>
		<dc:creator>aff</dc:creator>
		<pubDate>Mon, 02 Jul 2007 11:02:12 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://5dias.net/2007/07/01/do-enviesamento-ao-principio-da-incerteza/#comment-7512</guid>
		<description>«A incerteza não vem da equação, vem da natureza do electrão.»

A incerteza não virá tb da natureza do observador?</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>«A incerteza não vem da equação, vem da natureza do electrão.»</p>
<p>A incerteza não virá tb da natureza do observador?</p>
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	</item>
	<item>
		<title>Por: Ricardo Alves</title>
		<link>http://5dias.net/2007/07/01/do-enviesamento-ao-principio-da-incerteza/comment-page-1/#comment-7508</link>
		<dc:creator>Ricardo Alves</dc:creator>
		<pubDate>Mon, 02 Jul 2007 10:46:27 +0000</pubDate>
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		<description>«A incerteza vem do facto da equação ter a forma que tem»

A incerteza não vem da equação, vem da natureza do electrão.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>«A incerteza vem do facto da equação ter a forma que tem»</p>
<p>A incerteza não vem da equação, vem da natureza do electrão.</p>
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	</item>
	<item>
		<title>Por: Luís Lavoura</title>
		<link>http://5dias.net/2007/07/01/do-enviesamento-ao-principio-da-incerteza/comment-page-1/#comment-7506</link>
		<dc:creator>Luís Lavoura</dc:creator>
		<pubDate>Mon, 02 Jul 2007 10:39:35 +0000</pubDate>
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		<description>Já agora, e procurando explicar (ainda) melhor:

O princípio da incerteza de Heisenberg nada tem, em rigor, a ver com o observador. Ele tem a ver com a própria forma como a mecânica quântica descreve as partículas. Na mecânica quântica, uma partícula é descrita por uma &quot;função de onda&quot;. A função de onda não tem uma velocidade única nem uma posição única - tem sempre uma certa indefinição na posição e na velocidade. Ou seja, na mecânica quântica, uma partícula, independentemente do observador, nunca tem velocidade nem posição perfeitamente definidas. Tem sempre apenas uma distribuição probabilística de velocidades e de posições, distribuição essa que, como qualquer outra, tem um certo valor médio e um certo desvio padrão. O princípio da incerteza afirma que o produto dos desvios-padrões da posição e da velocidade (mais precisamente, do momento) não pode ser inferior à constante de Planck.

Ou seja, trata-se de uma caraterística intrínseca da forma como a mecânica quântica descreve as partículas, e não de um qualuer acidente na relação entre o observador e a patícula.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Já agora, e procurando explicar (ainda) melhor:</p>
<p>O princípio da incerteza de Heisenberg nada tem, em rigor, a ver com o observador. Ele tem a ver com a própria forma como a mecânica quântica descreve as partículas. Na mecânica quântica, uma partícula é descrita por uma &#8220;função de onda&#8221;. A função de onda não tem uma velocidade única nem uma posição única &#8211; tem sempre uma certa indefinição na posição e na velocidade. Ou seja, na mecânica quântica, uma partícula, independentemente do observador, nunca tem velocidade nem posição perfeitamente definidas. Tem sempre apenas uma distribuição probabilística de velocidades e de posições, distribuição essa que, como qualquer outra, tem um certo valor médio e um certo desvio padrão. O princípio da incerteza afirma que o produto dos desvios-padrões da posição e da velocidade (mais precisamente, do momento) não pode ser inferior à constante de Planck.</p>
<p>Ou seja, trata-se de uma caraterística intrínseca da forma como a mecânica quântica descreve as partículas, e não de um qualuer acidente na relação entre o observador e a patícula.</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: Luís Lavoura</title>
		<link>http://5dias.net/2007/07/01/do-enviesamento-ao-principio-da-incerteza/comment-page-1/#comment-7503</link>
		<dc:creator>Luís Lavoura</dc:creator>
		<pubDate>Mon, 02 Jul 2007 09:54:31 +0000</pubDate>
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		<description>O senhor professor Boaventura de Sousa Santos, tão amado por certa esquerda, deveria vir aqui aprender estas coisas com o Tiago Mendes (um direitista inveterado), e parar de fazer comparações disparatadas entre o PIH e as mais diversas outras coisas.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>O senhor professor Boaventura de Sousa Santos, tão amado por certa esquerda, deveria vir aqui aprender estas coisas com o Tiago Mendes (um direitista inveterado), e parar de fazer comparações disparatadas entre o PIH e as mais diversas outras coisas.</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: João André</title>
		<link>http://5dias.net/2007/07/01/do-enviesamento-ao-principio-da-incerteza/comment-page-1/#comment-7502</link>
		<dc:creator>João André</dc:creator>
		<pubDate>Mon, 02 Jul 2007 09:23:03 +0000</pubDate>
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		<description>lobotomias, essa foi a forma como o PIH foi ensinado na escola, simplesmente porque a realidade é tão abstracta que seria complicado transmiti-la de forma mais rigorosa a estudantes de 15 anos. A questão é que (e corrijam-me se estiver errado) um electrão (por exemplo) não &quot;está&quot; numa determinada posição, com determinadas direcção e velocidade num determinado momento de tempo. O electrão &quot;salta&quot; posições e pode-se dizer que &quot;está&quot; em diversas posições ao mesmo tempo. A forma mais simples de interpretar a coisa será dizer que o electrão está em todo o lado e em lugar nenhum ao mesmo tempo. É essa a incerteza em questão. A única forma de analisar as condições do elecetrão é, então, calcular a probabilidade de estar no tal lugar e a de ter uma determinada velocidade e direcção num determinado momento.

A coisa é altamente abstracta, como disse, e não se podem traçar analogias com o mundo macroscópico, por isso o recurso à matemática. E, precisamente por a questão ser tão abstracta, se usa uma forma errada de formulação para introduzir o princípio. Uma aproximação semelhante é usada com a teoria da relatividade, ao dizer que uma temperatura de 20 graus pode ser quente ou fria dependendo do observador: se for um esquimó é quente, se for um africano subsariano pode ser fria. Será então relativo. Tanto uma como outra aproximações não serão correctas, mas serão formas simples de tentar explicar os princípios.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>lobotomias, essa foi a forma como o PIH foi ensinado na escola, simplesmente porque a realidade é tão abstracta que seria complicado transmiti-la de forma mais rigorosa a estudantes de 15 anos. A questão é que (e corrijam-me se estiver errado) um electrão (por exemplo) não &#8220;está&#8221; numa determinada posição, com determinadas direcção e velocidade num determinado momento de tempo. O electrão &#8220;salta&#8221; posições e pode-se dizer que &#8220;está&#8221; em diversas posições ao mesmo tempo. A forma mais simples de interpretar a coisa será dizer que o electrão está em todo o lado e em lugar nenhum ao mesmo tempo. É essa a incerteza em questão. A única forma de analisar as condições do elecetrão é, então, calcular a probabilidade de estar no tal lugar e a de ter uma determinada velocidade e direcção num determinado momento.</p>
<p>A coisa é altamente abstracta, como disse, e não se podem traçar analogias com o mundo macroscópico, por isso o recurso à matemática. E, precisamente por a questão ser tão abstracta, se usa uma forma errada de formulação para introduzir o princípio. Uma aproximação semelhante é usada com a teoria da relatividade, ao dizer que uma temperatura de 20 graus pode ser quente ou fria dependendo do observador: se for um esquimó é quente, se for um africano subsariano pode ser fria. Será então relativo. Tanto uma como outra aproximações não serão correctas, mas serão formas simples de tentar explicar os princípios.</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: Tiago Mendes</title>
		<link>http://5dias.net/2007/07/01/do-enviesamento-ao-principio-da-incerteza/comment-page-1/#comment-7490</link>
		<dc:creator>Tiago Mendes</dc:creator>
		<pubDate>Mon, 02 Jul 2007 01:34:31 +0000</pubDate>
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		<description>A inequação &quot;exprime&quot; a incerteza quando ao produto dos desvios padrão, estabelecendo um valor mínimo para esse produto. A incerteza não vem da equação, mas é expressa por ela.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>A inequação &#8220;exprime&#8221; a incerteza quando ao produto dos desvios padrão, estabelecendo um valor mínimo para esse produto. A incerteza não vem da equação, mas é expressa por ela.</p>
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	</item>
	<item>
		<title>Por: aff</title>
		<link>http://5dias.net/2007/07/01/do-enviesamento-ao-principio-da-incerteza/comment-page-1/#comment-7488</link>
		<dc:creator>aff</dc:creator>
		<pubDate>Mon, 02 Jul 2007 00:46:38 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://5dias.net/2007/07/01/do-enviesamento-ao-principio-da-incerteza/#comment-7488</guid>
		<description>Não. A incerteza vem do facto da equação ter a forma que tem (deltaPdeltaX&gt;=h)</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Não. A incerteza vem do facto da equação ter a forma que tem (deltaPdeltaX&gt;=h)</p>
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	</item>
	<item>
		<title>Por: lobotomias</title>
		<link>http://5dias.net/2007/07/01/do-enviesamento-ao-principio-da-incerteza/comment-page-1/#comment-7487</link>
		<dc:creator>lobotomias</dc:creator>
		<pubDate>Mon, 02 Jul 2007 00:43:19 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://5dias.net/2007/07/01/do-enviesamento-ao-principio-da-incerteza/#comment-7487</guid>
		<description>Não percebo bem- a minha física já está um bocado distante...
Mas penso que o problema (pelo menos como me ensinaram) residia no facto de que para sabermos o local do electrão com alguma certeza, teríamos que interagir com ele alterando-lhe a velocidade de forma incerta.
Assim de alguma forma seria a observação do local a causar maior incerteza no conhecimento da velocidade. Mantendo-se a possibilidade de o usar como metáfora da interferência do observador... Ou não?
Sinceramente já não me lembro bem.
De qualquer modo a colocação no objecto da incerteza (ou como tão bem coloca -Objecto que imana incerteza), não impossibilita que seja usado como metáfora ,em alguns casos, para as ciências sociais. Não nos esquecendo,claro, que a ciência é construção do observador ( e em última análise o grau de incerteza imana sempre dele).</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Não percebo bem- a minha física já está um bocado distante&#8230;<br />
Mas penso que o problema (pelo menos como me ensinaram) residia no facto de que para sabermos o local do electrão com alguma certeza, teríamos que interagir com ele alterando-lhe a velocidade de forma incerta.<br />
Assim de alguma forma seria a observação do local a causar maior incerteza no conhecimento da velocidade. Mantendo-se a possibilidade de o usar como metáfora da interferência do observador&#8230; Ou não?<br />
Sinceramente já não me lembro bem.<br />
De qualquer modo a colocação no objecto da incerteza (ou como tão bem coloca -Objecto que imana incerteza), não impossibilita que seja usado como metáfora ,em alguns casos, para as ciências sociais. Não nos esquecendo,claro, que a ciência é construção do observador ( e em última análise o grau de incerteza imana sempre dele).</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: Tiago Mendes</title>
		<link>http://5dias.net/2007/07/01/do-enviesamento-ao-principio-da-incerteza/comment-page-1/#comment-7486</link>
		<dc:creator>Tiago Mendes</dc:creator>
		<pubDate>Mon, 02 Jul 2007 00:20:07 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://5dias.net/2007/07/01/do-enviesamento-ao-principio-da-incerteza/#comment-7486</guid>
		<description>&quot;Claro que a incerteza na medição de um par de “características” só se revela quando um determinado observador resolve fazer uma medição.&quot;

A observação é &quot;prévia&quot;, naturalmente. O ponto é que, posto isso (que seria sempre essencial, é impossível alguém dizer o que quer que seja sem que tenha havido alguma interacção com o exterior), a essência do PIH é diferente da do problema do enviesamento do observador, porque lhe é exterior. O PIH é &quot;descoberto&quot;, claro, mas essa descoberta sugere que a incerteza &quot;está lá&quot;, é imanente ao problema (e dadas as restrições de nós, homens, claro que um ser omnisciente saberia tudo, mas aí o problema nem sequer se coloca), independente, nessa medida, do observador.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>&#8220;Claro que a incerteza na medição de um par de “características” só se revela quando um determinado observador resolve fazer uma medição.&#8221;</p>
<p>A observação é &#8220;prévia&#8221;, naturalmente. O ponto é que, posto isso (que seria sempre essencial, é impossível alguém dizer o que quer que seja sem que tenha havido alguma interacção com o exterior), a essência do PIH é diferente da do problema do enviesamento do observador, porque lhe é exterior. O PIH é &#8220;descoberto&#8221;, claro, mas essa descoberta sugere que a incerteza &#8220;está lá&#8221;, é imanente ao problema (e dadas as restrições de nós, homens, claro que um ser omnisciente saberia tudo, mas aí o problema nem sequer se coloca), independente, nessa medida, do observador.</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: aff</title>
		<link>http://5dias.net/2007/07/01/do-enviesamento-ao-principio-da-incerteza/comment-page-1/#comment-7485</link>
		<dc:creator>aff</dc:creator>
		<pubDate>Sun, 01 Jul 2007 23:53:57 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://5dias.net/2007/07/01/do-enviesamento-ao-principio-da-incerteza/#comment-7485</guid>
		<description>&quot;Em suma, no princípio de incerteza de Heisenberg estamos perante uma impossibilidade que é exterior ao observador e à observação, ao contrário do que se passa com os enviesamentos do observador e da observação&quot;

Errado, o príncipio da incerteza de Heisenberg é um modelo que foi elaborado por Heisenber que foi um obervador.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>&#8220;Em suma, no princípio de incerteza de Heisenberg estamos perante uma impossibilidade que é exterior ao observador e à observação, ao contrário do que se passa com os enviesamentos do observador e da observação&#8221;</p>
<p>Errado, o príncipio da incerteza de Heisenberg é um modelo que foi elaborado por Heisenber que foi um obervador.</p>
]]></content:encoded>
	</item>
</channel>
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