Da cegueira ideológica

Depois de ler este post de Henrique Raposo gostava de lhe corrigir algumas palavras:

Chomsky nunca branqueou o genocídio no Cambodja. Ele apenas afirmou que a divulgação pela a imprensa dos massacres horrendos dependia também das afinidades ideológicas. Para demonstrar isso provou que as notícias saídas na imprensa de referência nos Estados Unidos da América sobre o criminoso massacre dos khmers vermelhos eram centenas de vezes mais frequentes do que as notícias sobre o massacre dos timorenses perpetrado pelos indonésios. As centenas de milhares de pessoas massacradas nestes dois países eram vítimas de um horror inqualificável. Condenável da mesma maneira. Chomsky tinha razão sobre isso. Raposo, como de costume, não.

Adenda ao post:

Chomsky condenou o massacre dos Khemers vermelhos. Não gostando muito do que escreve esse autor, aqui deixo a sua resposta a essas críticas (não dá trabalho pode ser lida na Wikipedia).
” ‘Chomsky responde aos seus críticos, tais como Anthony Lewis, então colunista do New York Times, que acusou Chomsky de fazer apologia do Pol Pot. Chomsky dizendo que ele sempre reconhecera as atrocidades e a opressão desse regime, por exemplo, afirmando no início do livro “Depois do Cataclisma” que “não há dificuldades em documentar as enormes atrocidades e opressão (sofridas pelos cambojados por parte daquele regime), primariamente testemunhadas por refugiados'”.

Reparo agora que Raposo altera o sua posição inicial, afirmando que por “branquear” entendia aquela palavra mais vinte que não escreveu que explicitavam o seu post. Era como se eu dissesse que “o Raposo era um ladrão” e depois viesse a explicar que, por “ladrão”, eu queria dizer que o Raposo nunca fanou nada. Como de costume sou eu o culpado da escrita à la Raposo.
Como o Henrique Raposo não tem caixa de comentários ( gosta da democracia só nos outros) deixo aqui a resposta.

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TERÇA | Nuno Ramos de Almeida
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