Até que a morte os separe.

Autora: Violeta Salgado.

 

Finalmente ela mudou-se para sua casa. Sem que a nova inquilina soubesse, ele decidiu instalar câmaras de videovigilância em todas as divisões. Gravou todos os momentos que aí passaram. Filmou, com o seu consentimento, todas as viagens, muitos dos jantares fora, quase todas as idas ao cinema, os encontros com os amigos, as festas de família, as idas à praia, às livrarias, ao supermercado e ao café. A relação terminou, claro. Ou não. Nos anos que se seguiram ele passou todo o seu “tempo livre” a ver as imagens. Depois, morreu.

Sobre Joana Amaral Dias

QUARTA | Joana Amaral Dias
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3 respostas a Até que a morte os separe.

  1. two towers diz:

    E o que lhe aconteceu a ela?
    Ela ficou eternizada, em fitas magnéticas, em micro-furos de bits…

    Excelente parábola!

  2. Luísa diz:

    joana: a tua escrita faz falta. q tal voltar a fazer posts inteligentes? nomeadamente para mandar este post bolorento para o arquivo histórico?

  3. CARLOS CLARA diz:

    Coitado!!!! E quando estava vivo, ele era cego?

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