Filipe Moura: A liberalização (europeia) dos mercados de viagens

Há pouco menos de um ano, viajei de Lisboa para Berlim numa companhia holandesa, tendo o bilhete sido comprado (electronicamente) numa agência francesa.
Viajo amanhã de Lisboa para Roma numa companhia espanhola, tendo o bilhete sido comprado (electronicamente) na mesma agência francesa.
A razão? O preço anunciado é o total (taxas incluídas), como é honesto, e como desde o princípio deste mês é obrigatório. Mas tem uma distinção que a lei portuguesa não contempla: entre as taxas de aeroporto e as taxas de emissão por parte da agência. São de natureza bem diferente, e nas agências portuguesas vêm sempre indiscriminadas como “taxas”. Só que para o mesmo bilhete (qualquer que este seja), o preço nessa agência francesa é sempre sistematicamente 15 euros inferior ao de uma conhecida agência portuguesa do Grupo Espírito Santo. Na agência francesa a “frais d’émission”, de 5€, é explícito. Naquela agência portuguesa é de 20€, e só é explícito após a reserva do bilhete.

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TERÇA | Nuno Ramos de Almeida
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Uma resposta a Filipe Moura: A liberalização (europeia) dos mercados de viagens

  1. Daniel Marques diz:

    A agência é a netviagens (é bom dizer o nome para que as pessoas possam confirmar). O preço da emissão está discriminado ao contrário do que aqui está escrito.

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