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	<title>Comentários em: O pior burro é aquele que não quer aprender</title>
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		<title>Por: Anabela Rocha</title>
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		<dc:creator>Anabela Rocha</dc:creator>
		<pubDate>Thu, 07 Jun 2007 16:24:37 +0000</pubDate>
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		<description>Vejamos então o bendito acórdão, em excerto onde se fundamenta a alteração da medida da pena (que poderia ser entre 3 e 10 anos e é fixada em 4, depois de ter estado em 6 anos e 5 meses):

&quot;há que levar em conta as circunstâncias concretas que modelaram a actuação do arguido. E, dentro dessas circunstâncias, a idade da vítima não é indiferente, muito embora a sua idade - 13 anos - esteja situada dentro dos limites de protecção do bem jurídico especifico aqui em causa, considerando-se a agressão a esse bem jurídico pelas formas indicadas na lei como abuso sexual de criança, desde que o menor tenha menos de 14 anos.
Por outro lado, não sendo necessária a coacção para a relevância da agressão ao referido bem jurídico, nos termos sobreditos, a verdade é que é diferente, em termos de ilicitude, ter ou não existido coacção, assim como é de considerar, em sede de determinação concreta da pena, o grau de desenvolvimento do menor, não sendo certamente a mesma coisa praticar algum dos actos inscritos no âmbito de protecção da norma com uma criança de 5, 6 ou 7 anos, ou com um jovem de 13 anos, que despertou já para a puberdade, como é o caso dos autos, em que a vítima era capaz de erecção e de actos ligados à sexualidade que dependiam da sua vontade, ainda que se possa dizer que essa vontade é irrelevante para efeitos de caracterização do tipo. 
Por último, será necessário atentar em todo o condicionalismo que levou o tribunal de 1.ª instância, com o aval da Relação, a qualificar os diversos actos praticados pelo arguido como um crime continuado - condicionalismo em que avulta o facto de o menor ir comparecendo aos encontros marcados pelo arguido, o que veio a suceder sete vezes. Por sua vez, o arguido foi mantendo o seu comportamento sobre este menor, o que foi sendo propiciado pelo facto de o menor não contar a ninguém o que se ia passando, bem como pelo facto de não ser descoberto. Isto, muito embora, o ofendido FF, como se anota na mesma decisão, aliás de acordo com a matéria de facto, não contasse a ninguém, por vergonha e por receio do arguido, que se limitou a &quot;ordenar&quot; ao ofendido que não contasse o que se passava entre eles.
Neste condicionalismo, considerando que o dolo, sendo directo, não apresenta especificidades em relação ao dolo requerido pelo tipo, e que a ilicitude é mediana, para usar a expressão usada na decisão da 1.ª instância, corroborada pelo acórdão da Relação, considerando ainda as circunstâncias relativas à personalidade do arguido e que foram destacadas na decisão recorrida a partir do relatório social, reproduzido na sua essência na factualidade provada, a sua primariedade, a sua integração familiar e, de acordo com a própria decisão condenatória, a sua estigmatização no meio em face deste processo, apesar de anteriormente se poder considerar que o arguido estava plenamente integrado socialmente , a pena aplicada mostra-se claramente excessiva e desproporcionada, justificando, assim, a intervenção correctiva deste Supremo Tribunal.&quot;

E pergunta-se: é ou não insinuado, sem que isso se possa provar de forma definitiva e clara, que não houve coacção? E porquê? Porque o jovem se encontra com o pedófilo 7 vezes? Porque o jovem tem erecção? Esquece-se que a relação de poder dum adulto com um jovem numa idade de experimentação sexual é muito desiquilibrada e que o adulto deve ser o primeiro a saber disso e a actuar em conformidade. É por isso que a lei vai até aos 14 anos, senão não iria!
Insinua-se ou não que a erecção acontece como manifestação de vontade, quando é por demais sabido que pode ser reflexa, principalmente na adolescência?
São estas duas avaliações erróneas que permitem afirmar que a ilicitude é apenas mediana!
Por fim, o acórdão preocupa-se especialmente com (pasme-se!) a integração social do pedófilo!!! Porque ele seria, previamente a estes processos, um cidadão bem integrado e agora, coitadinho, está estigmatizado... E a integração social da vítima e sua família?!!!
E são estas três deduções que permitem, numa pena que vai de 3 a 10 anos, aplicar apenas 4. Parece-me que a decisão inicial, de 6 anos e 5 meses era bem mais equilibrada...

Por fim, fui ler o que a f. recomenda. E há realmente aqui a necessidade de articular melhor, institucionalmente de preferência (quero com isto dizer com mecanismos que tenham de existir e não simplesmente situações pontuais), o saber/decisão jurídica, a sua leitura pela comunicação social e opinião pública em geral, e a colaboração de outros saberes.

Obrigada a todos pelos comentários, mesmo aqueles que me ignoraram sobranceiramente e se recusam a ver que há aqui questão, e a todos - foram TODOS - os que insistiram em não comentar o caso da exigência de heterosexualidade na transexualidade (e não venham cá com a questão da agenda mediática, com o gosto por bater na f.:), ou com a desconsideração da minha pessoa, porque não é só isso...há mesmo coisas que não se quer aprender...)</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Vejamos então o bendito acórdão, em excerto onde se fundamenta a alteração da medida da pena (que poderia ser entre 3 e 10 anos e é fixada em 4, depois de ter estado em 6 anos e 5 meses):</p>
<p>&#8220;há que levar em conta as circunstâncias concretas que modelaram a actuação do arguido. E, dentro dessas circunstâncias, a idade da vítima não é indiferente, muito embora a sua idade &#8211; 13 anos &#8211; esteja situada dentro dos limites de protecção do bem jurídico especifico aqui em causa, considerando-se a agressão a esse bem jurídico pelas formas indicadas na lei como abuso sexual de criança, desde que o menor tenha menos de 14 anos.<br />
Por outro lado, não sendo necessária a coacção para a relevância da agressão ao referido bem jurídico, nos termos sobreditos, a verdade é que é diferente, em termos de ilicitude, ter ou não existido coacção, assim como é de considerar, em sede de determinação concreta da pena, o grau de desenvolvimento do menor, não sendo certamente a mesma coisa praticar algum dos actos inscritos no âmbito de protecção da norma com uma criança de 5, 6 ou 7 anos, ou com um jovem de 13 anos, que despertou já para a puberdade, como é o caso dos autos, em que a vítima era capaz de erecção e de actos ligados à sexualidade que dependiam da sua vontade, ainda que se possa dizer que essa vontade é irrelevante para efeitos de caracterização do tipo.<br />
Por último, será necessário atentar em todo o condicionalismo que levou o tribunal de 1.ª instância, com o aval da Relação, a qualificar os diversos actos praticados pelo arguido como um crime continuado &#8211; condicionalismo em que avulta o facto de o menor ir comparecendo aos encontros marcados pelo arguido, o que veio a suceder sete vezes. Por sua vez, o arguido foi mantendo o seu comportamento sobre este menor, o que foi sendo propiciado pelo facto de o menor não contar a ninguém o que se ia passando, bem como pelo facto de não ser descoberto. Isto, muito embora, o ofendido FF, como se anota na mesma decisão, aliás de acordo com a matéria de facto, não contasse a ninguém, por vergonha e por receio do arguido, que se limitou a &#8220;ordenar&#8221; ao ofendido que não contasse o que se passava entre eles.<br />
Neste condicionalismo, considerando que o dolo, sendo directo, não apresenta especificidades em relação ao dolo requerido pelo tipo, e que a ilicitude é mediana, para usar a expressão usada na decisão da 1.ª instância, corroborada pelo acórdão da Relação, considerando ainda as circunstâncias relativas à personalidade do arguido e que foram destacadas na decisão recorrida a partir do relatório social, reproduzido na sua essência na factualidade provada, a sua primariedade, a sua integração familiar e, de acordo com a própria decisão condenatória, a sua estigmatização no meio em face deste processo, apesar de anteriormente se poder considerar que o arguido estava plenamente integrado socialmente , a pena aplicada mostra-se claramente excessiva e desproporcionada, justificando, assim, a intervenção correctiva deste Supremo Tribunal.&#8221;</p>
<p>E pergunta-se: é ou não insinuado, sem que isso se possa provar de forma definitiva e clara, que não houve coacção? E porquê? Porque o jovem se encontra com o pedófilo 7 vezes? Porque o jovem tem erecção? Esquece-se que a relação de poder dum adulto com um jovem numa idade de experimentação sexual é muito desiquilibrada e que o adulto deve ser o primeiro a saber disso e a actuar em conformidade. É por isso que a lei vai até aos 14 anos, senão não iria!<br />
Insinua-se ou não que a erecção acontece como manifestação de vontade, quando é por demais sabido que pode ser reflexa, principalmente na adolescência?<br />
São estas duas avaliações erróneas que permitem afirmar que a ilicitude é apenas mediana!<br />
Por fim, o acórdão preocupa-se especialmente com (pasme-se!) a integração social do pedófilo!!! Porque ele seria, previamente a estes processos, um cidadão bem integrado e agora, coitadinho, está estigmatizado&#8230; E a integração social da vítima e sua família?!!!<br />
E são estas três deduções que permitem, numa pena que vai de 3 a 10 anos, aplicar apenas 4. Parece-me que a decisão inicial, de 6 anos e 5 meses era bem mais equilibrada&#8230;</p>
<p>Por fim, fui ler o que a f. recomenda. E há realmente aqui a necessidade de articular melhor, institucionalmente de preferência (quero com isto dizer com mecanismos que tenham de existir e não simplesmente situações pontuais), o saber/decisão jurídica, a sua leitura pela comunicação social e opinião pública em geral, e a colaboração de outros saberes.</p>
<p>Obrigada a todos pelos comentários, mesmo aqueles que me ignoraram sobranceiramente e se recusam a ver que há aqui questão, e a todos &#8211; foram TODOS &#8211; os que insistiram em não comentar o caso da exigência de heterosexualidade na transexualidade (e não venham cá com a questão da agenda mediática, com o gosto por bater na f.:), ou com a desconsideração da minha pessoa, porque não é só isso&#8230;há mesmo coisas que não se quer aprender&#8230;)</p>
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		<title>Por: f.</title>
		<link>http://5dias.net/2007/06/04/o-pior-burro-e-aquele-que-nao-quer-aprender/comment-page-2/#comment-6147</link>
		<dc:creator>f.</dc:creator>
		<pubDate>Wed, 06 Jun 2007 23:46:14 +0000</pubDate>
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		<description>a propósito da minha pergunta à arlete, descobri ino blog sine die a versão de artur costa: http://blogsinedie.blogspot.com/2007/06/os-chiqueiros-onde-chafurda-certa.html

aconselho leitura. parece que o juiz vai mesmo processar o 24 h. eu, que não li o 24h e apenas as declarações do juiz ao correio da manhã -- as mais repetidas neste debate do cinco dias, de resto -- não sei o que lá saiu. mas noto que a intenção naõ parece estender-se ao cm.

ainda sobre o caso, ler, no mesmo blogue, os posts de eduardo maia e costa (procurador-geral adjunto no supremo) e do juiz pedro albergaria (com quem, julgo, estou pela primeira vez em sintonia).
 </description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>a propósito da minha pergunta à arlete, descobri ino blog sine die a versão de artur costa: <a href="http://blogsinedie.blogspot.com/2007/06/os-chiqueiros-onde-chafurda-certa.html" rel="nofollow">http://blogsinedie.blogspot.com/2007/06/os-chiqueiros-onde-chafurda-certa.html</a></p>
<p>aconselho leitura. parece que o juiz vai mesmo processar o 24 h. eu, que não li o 24h e apenas as declarações do juiz ao correio da manhã &#8212; as mais repetidas neste debate do cinco dias, de resto &#8212; não sei o que lá saiu. mas noto que a intenção naõ parece estender-se ao cm.</p>
<p>ainda sobre o caso, ler, no mesmo blogue, os posts de eduardo maia e costa (procurador-geral adjunto no supremo) e do juiz pedro albergaria (com quem, julgo, estou pela primeira vez em sintonia).</p>
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		<title>Por: f.</title>
		<link>http://5dias.net/2007/06/04/o-pior-burro-e-aquele-que-nao-quer-aprender/comment-page-2/#comment-6130</link>
		<dc:creator>f.</dc:creator>
		<pubDate>Wed, 06 Jun 2007 15:55:37 +0000</pubDate>
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		<description>cara arlete, é possível, claro. mas nesses casos costuma haver pedido de rectificaçaõ e/ou direito de resposta ou, ainda, declarações a outros media refutando o conteúdo das incorrectamente plasmadas. isso sucedeu?</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>cara arlete, é possível, claro. mas nesses casos costuma haver pedido de rectificaçaõ e/ou direito de resposta ou, ainda, declarações a outros media refutando o conteúdo das incorrectamente plasmadas. isso sucedeu?</p>
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		<title>Por: Fernando</title>
		<link>http://5dias.net/2007/06/04/o-pior-burro-e-aquele-que-nao-quer-aprender/comment-page-2/#comment-6128</link>
		<dc:creator>Fernando</dc:creator>
		<pubDate>Wed, 06 Jun 2007 14:36:44 +0000</pubDate>
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		<description>Cara Fernanda

Relativamente a este acórdão, quando menciono &quot;peça jornalística&quot; queria-me referir às declarações prestadas pelo Juiz relator ao Correio da Manhã e ao 24 horas, o que em bom rigor não se pode chamar uma peça jornalística. 
 Concordo que as declarações do Juiz em questão suscita polémica, mas eu próprio disse que as mesmas eram fruto de ignorância. Ignorância essa que podia talvez ter sido evitada, se os magistrados do Tribunal de 1ª instância, tivessem solicitado a intervenção de um perito.

Fernando</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Cara Fernanda</p>
<p>Relativamente a este acórdão, quando menciono &#8220;peça jornalística&#8221; queria-me referir às declarações prestadas pelo Juiz relator ao Correio da Manhã e ao 24 horas, o que em bom rigor não se pode chamar uma peça jornalística.<br />
 Concordo que as declarações do Juiz em questão suscita polémica, mas eu próprio disse que as mesmas eram fruto de ignorância. Ignorância essa que podia talvez ter sido evitada, se os magistrados do Tribunal de 1ª instância, tivessem solicitado a intervenção de um perito.</p>
<p>Fernando</p>
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	<item>
		<title>Por: Arlete</title>
		<link>http://5dias.net/2007/06/04/o-pior-burro-e-aquele-que-nao-quer-aprender/comment-page-1/#comment-6127</link>
		<dc:creator>Arlete</dc:creator>
		<pubDate>Wed, 06 Jun 2007 14:22:53 +0000</pubDate>
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		<description>Não é certo, não é nada certo, que o juiz Artur Costa tivesse dito o que o 24 h disse que ele disse e ao menos como dizem ter dito (já estou como a zezinha). Infelizmente não é raro (e é aliás muito comum) a deturpação de palavras, a descontextuação de declarações e outras trambiqueirices jornalísticas. Parece que até uma fotografia sorridente do senhor foram desenterrar dos arquivos, como quem diz &quot;eu até acho bem que o pedófilo se aproveitasse do miúdo&quot;. Por isso, cara F. C., não insitiria em demasia na tese da infelicidade das declarações.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Não é certo, não é nada certo, que o juiz Artur Costa tivesse dito o que o 24 h disse que ele disse e ao menos como dizem ter dito (já estou como a zezinha). Infelizmente não é raro (e é aliás muito comum) a deturpação de palavras, a descontextuação de declarações e outras trambiqueirices jornalísticas. Parece que até uma fotografia sorridente do senhor foram desenterrar dos arquivos, como quem diz &#8220;eu até acho bem que o pedófilo se aproveitasse do miúdo&#8221;. Por isso, cara F. C., não insitiria em demasia na tese da infelicidade das declarações.</p>
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		<title>Por: f.</title>
		<link>http://5dias.net/2007/06/04/o-pior-burro-e-aquele-que-nao-quer-aprender/comment-page-1/#comment-6126</link>
		<dc:creator>f.</dc:creator>
		<pubDate>Wed, 06 Jun 2007 14:14:01 +0000</pubDate>
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		<description>caro fernando, a que &#039;peça jornalística&#039; se refere? não percebi. 

é óbvio que tem razão quando diz -- eu própria creio já o ter dito aqui -- que não se deve discutir um acórdão sem o ler e perceber o que está em causa. mas deve admitir que as afirmações do juiz artur costa permitem em si uma discussão autónoma, que só tem de ter em conta o que ele disse e o que aquilo que ele disse indicia.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>caro fernando, a que &#8216;peça jornalística&#8217; se refere? não percebi. </p>
<p>é óbvio que tem razão quando diz &#8212; eu própria creio já o ter dito aqui &#8212; que não se deve discutir um acórdão sem o ler e perceber o que está em causa. mas deve admitir que as afirmações do juiz artur costa permitem em si uma discussão autónoma, que só tem de ter em conta o que ele disse e o que aquilo que ele disse indicia.</p>
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	</item>
	<item>
		<title>Por: Arlete</title>
		<link>http://5dias.net/2007/06/04/o-pior-burro-e-aquele-que-nao-quer-aprender/comment-page-1/#comment-6124</link>
		<dc:creator>Arlete</dc:creator>
		<pubDate>Wed, 06 Jun 2007 13:22:52 +0000</pubDate>
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		<description>A shyznogud é psicóloga?</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>A shyznogud é psicóloga?</p>
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	</item>
	<item>
		<title>Por: Julia W</title>
		<link>http://5dias.net/2007/06/04/o-pior-burro-e-aquele-que-nao-quer-aprender/comment-page-1/#comment-6122</link>
		<dc:creator>Julia W</dc:creator>
		<pubDate>Wed, 06 Jun 2007 13:09:52 +0000</pubDate>
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		<description>Esta merda era mesmo necessária?

Bolas!</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Esta merda era mesmo necessária?</p>
<p>Bolas!</p>
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	</item>
	<item>
		<title>Por: shyznogud</title>
		<link>http://5dias.net/2007/06/04/o-pior-burro-e-aquele-que-nao-quer-aprender/comment-page-1/#comment-6121</link>
		<dc:creator>shyznogud</dc:creator>
		<pubDate>Wed, 06 Jun 2007 12:44:43 +0000</pubDate>
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		<description>Continuo a abster-me de comentar o acódão, não consigo é ser tão condescendente como o Fernando, &quot;Quanto às declarações prestadas pelo Relator do acórdão à imprensa, as mesmas pecam por infelizes, na medida em que partiu do pressuposto que erecção masculina anda necessariamente associada a desejo sexual.&quot; Para mim não são declarações infelizes as que associam a erecção ao prazer, nem são infelizes as que afirmam que um rapazinho de cinco, seis ou sete anos não tem erecções. É ignorância pura e dura ou, outra possibilidade, estupidez toldada por moralismo. Ninguém obrigava o senhor a justificar publicamente a decisão com estes argumentos, podia limitar-se a questões jurídicas, a partir do momento em q o fez só pode apanhar na cabeça, porque merece. Claro que aqui entra-se noutra questão, q é a q interessou (e ela que me corrija se eu estiver enganada) a Anabela Rocha: como nas decisões judiciais tb. pesam os saberes ou preconceitos ou moralismos ou... etc etc, dos juizes seria bom que, quando são ignorantes sobre os temas q têm de analisar (como notoriamente este era), se socorressem ou de ajudas &quot;externas&quot; técnicas ou, porq não lhes faria mal nenhum, recebessem formação que transcedesse a ciência jurídica.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Continuo a abster-me de comentar o acódão, não consigo é ser tão condescendente como o Fernando, &#8220;Quanto às declarações prestadas pelo Relator do acórdão à imprensa, as mesmas pecam por infelizes, na medida em que partiu do pressuposto que erecção masculina anda necessariamente associada a desejo sexual.&#8221; Para mim não são declarações infelizes as que associam a erecção ao prazer, nem são infelizes as que afirmam que um rapazinho de cinco, seis ou sete anos não tem erecções. É ignorância pura e dura ou, outra possibilidade, estupidez toldada por moralismo. Ninguém obrigava o senhor a justificar publicamente a decisão com estes argumentos, podia limitar-se a questões jurídicas, a partir do momento em q o fez só pode apanhar na cabeça, porque merece. Claro que aqui entra-se noutra questão, q é a q interessou (e ela que me corrija se eu estiver enganada) a Anabela Rocha: como nas decisões judiciais tb. pesam os saberes ou preconceitos ou moralismos ou&#8230; etc etc, dos juizes seria bom que, quando são ignorantes sobre os temas q têm de analisar (como notoriamente este era), se socorressem ou de ajudas &#8220;externas&#8221; técnicas ou, porq não lhes faria mal nenhum, recebessem formação que transcedesse a ciência jurídica.</p>
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		<title>Por: Fernando</title>
		<link>http://5dias.net/2007/06/04/o-pior-burro-e-aquele-que-nao-quer-aprender/comment-page-1/#comment-6118</link>
		<dc:creator>Fernando</dc:creator>
		<pubDate>Wed, 06 Jun 2007 12:18:27 +0000</pubDate>
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		<description>Após ter lido o acórdão em questão na íntegra, vou citar ispis verbis alguns dos factos dados como provados(dado que o acórdão é público, não estarei a cometer qualquer ilegalidade)que não vêm na peça jornalistica e que são exclusivamente a fonte das sentenças dos tribunais, sejam aquelas correctas ou não. Assim sendo, passo a citar:(as menções entre parentesis são da minha exclusiva responsabilidade)

1 - No Verão de 2004, mas ainda durante o ano lectivo, o arguido, que usava um veículo automóvel de cor cinzenta, começou a ir com frequência à casa da sua mãe, que se situa em Vale de Maria, Britelo, Celorico de Basto, a qual é próxima da casa dos pais do menor FF(A vitima, ou em bom rigor uma das vitimas),tendo este começado a vê-lo com frequência:

2 - Quando o FF, então com 13 anos, regressava da escola, tanto à hora de almoço como ao fim da tarde, era abordado pelo arguido, o qual lhe perguntava se queria acompanhá-lo até uma garagem, a qual era próxima de casa, pois deslocando-se a pé levaria cerca de 6 minutos para chegar da casa dos pais do menor até lá;

3 - Num desses dias, em data não concretamente determinada, o menor acompanhou o arguido até à referida garagem, foram a pé, de modo a que o FF aprendesse a como lá chegar;

4 - Uma vez no interior daquela garagem o arguido despiu as suas calças e cuecas,de seguida despiu as calças e cuecas do FF e começou a mexer-lhe no pénis, friccionando-o até este ficar erecto, acto continuo meteu o pénis do menor na boca, começando a chupá-lo;

5 - Como entretanto o arguido também tinha o pénis erecto ordenou ao menor que o chupasse, o que este, apesar de não o querer fazer porque tal lhe suscitava nojo, fez ainda assim por tal lhe ter sido ordenado;

6 - Depois deste dia, o arguido passava a estacionar o seu carro próximo daquela garagem, esperando pelo FF no seu interior, sendo que previamente lhe ordenava que lá fosse ter com ele, o que veio a suceder sete vezes, sendo certo que, em todas elas, sucedia o mesmo, depois de se despirem o arguido estimulava o pénis do menor, com as mãos, depois deste ficar erecto, metia-o na boca chupando-o, de seguida; como ele próprio tivesse já o seu pénis erecto, ordenava ao menor que lhe fizesse o mesmo;

7 - De todas essas vezes o FF não queria fazê-lo uma vez que era uma coisa que lhe metia nojo, por outro lado era grande e fazia-o sentir-se sufocado;

8 - Em dois destes encontros, para além do descrito, o arguido ordenou ao FF que se virasse de costas e esfregou-lhe o pénis erecto no ânus do menor, nele o friccionado com movimentos constantes sem contudo chegar a ejacular. Simultanemante, com as mãos, fricionava o pénis do menor, &quot;para cima e para baixo&quot; até este deixar de estar erecto;

9 - O arguido também disse ao FF que fosse ter com ele ao &quot;monte&quot; por trás da casa dos seus pais, o que veio a suceder por mais três vezes, sendo certo que o ritual era exactamente o mesmo, isto é, depois de despirem calças e cuecas, o arguido estimulava o pénis do menor, com as mãos, depois deste ficar erecto, metia-o na boca chupando-o, de seguida, como ele próprio tivesse já o seu pénis erecto, ordenava ao menor que lhe fizesse o mesmo;

10 - De seguida o arguido ordenou ao FF que se virasse de costas e , mais uma vez esfregou o seu pénis no anûs do menor, friccionando-o com movimentos constantes. Simultaneamente, com as mãos, friccionava o pénis do menor, &quot;para cima e para baixo&quot; até este deixar de estar erecto;

11 - Também por duas vezes o arguido ordenou ao FF que fizessse penetrar o pénis erecto no seu anûs , tendo para esse efeito dito que &quot;lhe metesse a pila no cu&quot;, o que o menor fez efectuando, a seu mando, movimentos &quot;para a frente e para trás&quot;; também desta feita o menor actuou contra a sua vontade fazendo-o apenas por lhe ter sido ordenado que fizesse;

12 - Depois de cada um dos referidos encontros, em que se deram os factos descritos, o arguido ordenava ao FF que não os contasse a ninguém ao que este obedeceu, não só pelo receio que aquele lhe incutia mas também por ter vergonha;

13 - O arguido foi mantendo o seu comportamento sobre este menor, o que foi sendo propiciado pelo facto do menor não contar a ninguém o que se ia passando, bem como pelo facto de não ser descoberto, sendo certo que tal apenas cessou porque o menor,não suportando mais os actos que lhe iam sendo impostos, começou a fugir sempre que o via;

Posto isto, convém tecer alguns comentários pertinentes para se perceber os meandros de um processo judicial,justamente de natureza criminal. Em Direito Penal, vigora um principio basilar, que é a pedra angular do nosso e em regra da generalidade dos sistemas punitivos, que é não há pena sem culpa, ou seja a ninguém pode ser aplicada uma pena sem que se tenha verificado a culpa dessa pessoa no cometimento do acto pelo qual foi condenado. Contudo, uma vez verificada a culpa, esta é necessariamente graduada, isto é, nem toda a culpa tem a mesma intensidade na realização de um crime.Pelo que a pena a aplicar tem que ser proporcional à medida da culpa. Face às circunstâncias do crime objecto deste acórdão, circunstâncias essas supra citadas, o colectivo de juizes(a título meramente informativo, formado neste caso por 4 homens)sem que houvesse qualquer opinião contrária, foram unânimes em considerar, que embora o arguido tenha cometido o crime de abuso sexual de menor na forma continuada(vulgarmente conhecido pelo crime de pedófilia)a circunstância do menor ter aparecido a todos os encontros marcados(7 encontros) pelo arguido,quando podia ter tomado outra opção, é factor expressivo de que a ilicitude do acto é mediana, o que foi factor determinante para a diminuição da pena.Há no entanto um pormenor que se retira da leitura deste acórdão e que quanto a mim é importante, ao qual a imprensa não fez referência que é o seguinte: quer o tribunal que julgou este processo pela 1ª vez(na linguagem juridica tribunal de 1ª instância) quer o tribunal que reapreciou o caso pela 2ª vez(na linguagem juridica tribunal da Relação)concluiram que a ilicitude é mediana. Em suma, o Supremo Tribual de Justiça, utilizou a mesma argumentação dos dois tribunais anteriores, apenas alterando a medida da pena de prisão, por achar ser essa a mais justa, tendo em conta o princípio fundamental de Direito Penal e supra mencionado.

À laia de conclusão, o que eu retiro deste decisão do Supremo Tribunal de Justiça, é que não se pode dizer que a vontade do menor esteve presente em todo o circunstancialismo(e que mesmo presente essa vontade, a mesma seria irrelevante para que o arguido não fosse punido), contudo dado que o menor podia ter se recusado, dada a idade a comparecer a esses encontros, a pena agora aplicada ao arguido é a mais conforme com a lei.

Quanto às declarações prestadas pelo Relator do acórdão à imprensa, as mesmas pecam por infelizes, na medida em que partiu do pressuposto que erecção masculina anda necessariamente associada a desejo sexual. Contudo, reconheço que a causa dessa ignorância vem das fases anteriores do processo, na medida em que no tribunal de primeira instância não foi ouvido nenhum técnico ou perito da área da sexualidade masculina e não foi ouvido por inexistência de lei, dado que o Código Processual Penal português tem normas juridicas sobre a intervenção de técnicos e peritos.

Completamente de acordo que as sentenças judiciais devem ser susceptiveis de serem discutidas por pessoas que não sejam da área do Direito, mormente pelos jornalistas e pelo público em geral, contudo, não se pode discutir uma sentença com sensatez sem conhecimento dos factos que foram dados como provados - e para isso é necessário uma leitura atenta dos respectivos acórdãos-, e conhecimentos básicos de Direito, nomeadamente de Direito Processual, neste caso penal, dado que se trata de um processo criminal. Talvez seja tempo de haver jornalistas com conhecimentos nessa área para tratar de noticias atinentes ao mundo da justiça.

Desculpem lá a extensão do comentário,mas como no atletismo, nem todas as distâncias são adequadas aos velocistas puros,sendo exlusivamente idóneas para os corredores de fundo.

Fernando</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Após ter lido o acórdão em questão na íntegra, vou citar ispis verbis alguns dos factos dados como provados(dado que o acórdão é público, não estarei a cometer qualquer ilegalidade)que não vêm na peça jornalistica e que são exclusivamente a fonte das sentenças dos tribunais, sejam aquelas correctas ou não. Assim sendo, passo a citar:(as menções entre parentesis são da minha exclusiva responsabilidade)</p>
<p>1 &#8211; No Verão de 2004, mas ainda durante o ano lectivo, o arguido, que usava um veículo automóvel de cor cinzenta, começou a ir com frequência à casa da sua mãe, que se situa em Vale de Maria, Britelo, Celorico de Basto, a qual é próxima da casa dos pais do menor FF(A vitima, ou em bom rigor uma das vitimas),tendo este começado a vê-lo com frequência:</p>
<p>2 &#8211; Quando o FF, então com 13 anos, regressava da escola, tanto à hora de almoço como ao fim da tarde, era abordado pelo arguido, o qual lhe perguntava se queria acompanhá-lo até uma garagem, a qual era próxima de casa, pois deslocando-se a pé levaria cerca de 6 minutos para chegar da casa dos pais do menor até lá;</p>
<p>3 &#8211; Num desses dias, em data não concretamente determinada, o menor acompanhou o arguido até à referida garagem, foram a pé, de modo a que o FF aprendesse a como lá chegar;</p>
<p>4 &#8211; Uma vez no interior daquela garagem o arguido despiu as suas calças e cuecas,de seguida despiu as calças e cuecas do FF e começou a mexer-lhe no pénis, friccionando-o até este ficar erecto, acto continuo meteu o pénis do menor na boca, começando a chupá-lo;</p>
<p>5 &#8211; Como entretanto o arguido também tinha o pénis erecto ordenou ao menor que o chupasse, o que este, apesar de não o querer fazer porque tal lhe suscitava nojo, fez ainda assim por tal lhe ter sido ordenado;</p>
<p>6 &#8211; Depois deste dia, o arguido passava a estacionar o seu carro próximo daquela garagem, esperando pelo FF no seu interior, sendo que previamente lhe ordenava que lá fosse ter com ele, o que veio a suceder sete vezes, sendo certo que, em todas elas, sucedia o mesmo, depois de se despirem o arguido estimulava o pénis do menor, com as mãos, depois deste ficar erecto, metia-o na boca chupando-o, de seguida; como ele próprio tivesse já o seu pénis erecto, ordenava ao menor que lhe fizesse o mesmo;</p>
<p>7 &#8211; De todas essas vezes o FF não queria fazê-lo uma vez que era uma coisa que lhe metia nojo, por outro lado era grande e fazia-o sentir-se sufocado;</p>
<p>8 &#8211; Em dois destes encontros, para além do descrito, o arguido ordenou ao FF que se virasse de costas e esfregou-lhe o pénis erecto no ânus do menor, nele o friccionado com movimentos constantes sem contudo chegar a ejacular. Simultanemante, com as mãos, fricionava o pénis do menor, &#8220;para cima e para baixo&#8221; até este deixar de estar erecto;</p>
<p>9 &#8211; O arguido também disse ao FF que fosse ter com ele ao &#8220;monte&#8221; por trás da casa dos seus pais, o que veio a suceder por mais três vezes, sendo certo que o ritual era exactamente o mesmo, isto é, depois de despirem calças e cuecas, o arguido estimulava o pénis do menor, com as mãos, depois deste ficar erecto, metia-o na boca chupando-o, de seguida, como ele próprio tivesse já o seu pénis erecto, ordenava ao menor que lhe fizesse o mesmo;</p>
<p>10 &#8211; De seguida o arguido ordenou ao FF que se virasse de costas e , mais uma vez esfregou o seu pénis no anûs do menor, friccionando-o com movimentos constantes. Simultaneamente, com as mãos, friccionava o pénis do menor, &#8220;para cima e para baixo&#8221; até este deixar de estar erecto;</p>
<p>11 &#8211; Também por duas vezes o arguido ordenou ao FF que fizessse penetrar o pénis erecto no seu anûs , tendo para esse efeito dito que &#8220;lhe metesse a pila no cu&#8221;, o que o menor fez efectuando, a seu mando, movimentos &#8220;para a frente e para trás&#8221;; também desta feita o menor actuou contra a sua vontade fazendo-o apenas por lhe ter sido ordenado que fizesse;</p>
<p>12 &#8211; Depois de cada um dos referidos encontros, em que se deram os factos descritos, o arguido ordenava ao FF que não os contasse a ninguém ao que este obedeceu, não só pelo receio que aquele lhe incutia mas também por ter vergonha;</p>
<p>13 &#8211; O arguido foi mantendo o seu comportamento sobre este menor, o que foi sendo propiciado pelo facto do menor não contar a ninguém o que se ia passando, bem como pelo facto de não ser descoberto, sendo certo que tal apenas cessou porque o menor,não suportando mais os actos que lhe iam sendo impostos, começou a fugir sempre que o via;</p>
<p>Posto isto, convém tecer alguns comentários pertinentes para se perceber os meandros de um processo judicial,justamente de natureza criminal. Em Direito Penal, vigora um principio basilar, que é a pedra angular do nosso e em regra da generalidade dos sistemas punitivos, que é não há pena sem culpa, ou seja a ninguém pode ser aplicada uma pena sem que se tenha verificado a culpa dessa pessoa no cometimento do acto pelo qual foi condenado. Contudo, uma vez verificada a culpa, esta é necessariamente graduada, isto é, nem toda a culpa tem a mesma intensidade na realização de um crime.Pelo que a pena a aplicar tem que ser proporcional à medida da culpa. Face às circunstâncias do crime objecto deste acórdão, circunstâncias essas supra citadas, o colectivo de juizes(a título meramente informativo, formado neste caso por 4 homens)sem que houvesse qualquer opinião contrária, foram unânimes em considerar, que embora o arguido tenha cometido o crime de abuso sexual de menor na forma continuada(vulgarmente conhecido pelo crime de pedófilia)a circunstância do menor ter aparecido a todos os encontros marcados(7 encontros) pelo arguido,quando podia ter tomado outra opção, é factor expressivo de que a ilicitude do acto é mediana, o que foi factor determinante para a diminuição da pena.Há no entanto um pormenor que se retira da leitura deste acórdão e que quanto a mim é importante, ao qual a imprensa não fez referência que é o seguinte: quer o tribunal que julgou este processo pela 1ª vez(na linguagem juridica tribunal de 1ª instância) quer o tribunal que reapreciou o caso pela 2ª vez(na linguagem juridica tribunal da Relação)concluiram que a ilicitude é mediana. Em suma, o Supremo Tribual de Justiça, utilizou a mesma argumentação dos dois tribunais anteriores, apenas alterando a medida da pena de prisão, por achar ser essa a mais justa, tendo em conta o princípio fundamental de Direito Penal e supra mencionado.</p>
<p>À laia de conclusão, o que eu retiro deste decisão do Supremo Tribunal de Justiça, é que não se pode dizer que a vontade do menor esteve presente em todo o circunstancialismo(e que mesmo presente essa vontade, a mesma seria irrelevante para que o arguido não fosse punido), contudo dado que o menor podia ter se recusado, dada a idade a comparecer a esses encontros, a pena agora aplicada ao arguido é a mais conforme com a lei.</p>
<p>Quanto às declarações prestadas pelo Relator do acórdão à imprensa, as mesmas pecam por infelizes, na medida em que partiu do pressuposto que erecção masculina anda necessariamente associada a desejo sexual. Contudo, reconheço que a causa dessa ignorância vem das fases anteriores do processo, na medida em que no tribunal de primeira instância não foi ouvido nenhum técnico ou perito da área da sexualidade masculina e não foi ouvido por inexistência de lei, dado que o Código Processual Penal português tem normas juridicas sobre a intervenção de técnicos e peritos.</p>
<p>Completamente de acordo que as sentenças judiciais devem ser susceptiveis de serem discutidas por pessoas que não sejam da área do Direito, mormente pelos jornalistas e pelo público em geral, contudo, não se pode discutir uma sentença com sensatez sem conhecimento dos factos que foram dados como provados &#8211; e para isso é necessário uma leitura atenta dos respectivos acórdãos-, e conhecimentos básicos de Direito, nomeadamente de Direito Processual, neste caso penal, dado que se trata de um processo criminal. Talvez seja tempo de haver jornalistas com conhecimentos nessa área para tratar de noticias atinentes ao mundo da justiça.</p>
<p>Desculpem lá a extensão do comentário,mas como no atletismo, nem todas as distâncias são adequadas aos velocistas puros,sendo exlusivamente idóneas para os corredores de fundo.</p>
<p>Fernando</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: Gertrudes</title>
		<link>http://5dias.net/2007/06/04/o-pior-burro-e-aquele-que-nao-quer-aprender/comment-page-1/#comment-6108</link>
		<dc:creator>Gertrudes</dc:creator>
		<pubDate>Wed, 06 Jun 2007 09:40:29 +0000</pubDate>
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		<description>O texto de Anabela Rocha denuncia ignorância? De quem? Só vejo ali alegações e impugnações vagas, chavões demasiados chavões para serem comentados. Por isso preferi as reacções de f., bem mais interessantes (mas nem por isso em tudo correctas).</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>O texto de Anabela Rocha denuncia ignorância? De quem? Só vejo ali alegações e impugnações vagas, chavões demasiados chavões para serem comentados. Por isso preferi as reacções de f., bem mais interessantes (mas nem por isso em tudo correctas).</p>
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	</item>
	<item>
		<title>Por: shyznogud</title>
		<link>http://5dias.net/2007/06/04/o-pior-burro-e-aquele-que-nao-quer-aprender/comment-page-1/#comment-6107</link>
		<dc:creator>shyznogud</dc:creator>
		<pubDate>Wed, 06 Jun 2007 09:07:02 +0000</pubDate>
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		<description>Pus-me para aqui a ler todos os comentários e fiquei intrigada com uma coisa: é ou não unânime que a justificação pública que redactor do acórdão apresentou (e q foi muito publicitada em vários meios de comunicação) é demonstrativa de uma ignorância impressionante? Parece-me, mas se calhar sou eu q estou enganada, que era isso o mote do texto da Anabela Rocha e não o acórdão em si.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Pus-me para aqui a ler todos os comentários e fiquei intrigada com uma coisa: é ou não unânime que a justificação pública que redactor do acórdão apresentou (e q foi muito publicitada em vários meios de comunicação) é demonstrativa de uma ignorância impressionante? Parece-me, mas se calhar sou eu q estou enganada, que era isso o mote do texto da Anabela Rocha e não o acórdão em si.</p>
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	<item>
		<title>Por: f.</title>
		<link>http://5dias.net/2007/06/04/o-pior-burro-e-aquele-que-nao-quer-aprender/comment-page-1/#comment-6096</link>
		<dc:creator>f.</dc:creator>
		<pubDate>Tue, 05 Jun 2007 23:20:10 +0000</pubDate>
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		<description>ai, gertrudes. eu juro que estou a tentar ser paciente, e eu não sou uma pessoa paciente. mas é de facto um pouco encanitante ver torcida cada coisa que digo. eu não &#039;irrelevei&#039; a atitude da vítima. disse que o acórdão me suscitava reservas nesse ponto. acha que é o mesmo? alguém em boa fé achará? não me parece. também não me parece que tenha proposto &#039;linearidade&#039; alguma para a &#039;dosimetria penal&#039; (apre!).

já se percebeu -- tornou-o aliás muito claro na sua imorredoura primeira intervenção neste debate -- que a gertrudes sabe muito bem o que eu penso sobre tudo (ciências ocultas e tudo, uau -- serei a maya?). de tal modo que até consegue ler o que eu não escrevo. 

eu, que -- que eu saiba -- não conheço a gertrudes de lado algum, e portanto não tenho o prazer ou o desprazer de poder imputar-lhe qualquer a priori (a não ser, naturalmente, o já citado, em relação a mim, que sou a f. e pronto), até dei comigo a concordar consigo em várias coisas. não quero, nem por sombras, que lhe passe pela cabeça retribuir. mas podia ao menos ter a delicadeza de fingir que não está a tentar rebater tudo o que eu digo nem que para tal tenha de rebater o que eu não disse. até tem graça, mas às tantas cansa.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>ai, gertrudes. eu juro que estou a tentar ser paciente, e eu não sou uma pessoa paciente. mas é de facto um pouco encanitante ver torcida cada coisa que digo. eu não &#8216;irrelevei&#8217; a atitude da vítima. disse que o acórdão me suscitava reservas nesse ponto. acha que é o mesmo? alguém em boa fé achará? não me parece. também não me parece que tenha proposto &#8216;linearidade&#8217; alguma para a &#8216;dosimetria penal&#8217; (apre!).</p>
<p>já se percebeu &#8212; tornou-o aliás muito claro na sua imorredoura primeira intervenção neste debate &#8212; que a gertrudes sabe muito bem o que eu penso sobre tudo (ciências ocultas e tudo, uau &#8212; serei a maya?). de tal modo que até consegue ler o que eu não escrevo. </p>
<p>eu, que &#8212; que eu saiba &#8212; não conheço a gertrudes de lado algum, e portanto não tenho o prazer ou o desprazer de poder imputar-lhe qualquer a priori (a não ser, naturalmente, o já citado, em relação a mim, que sou a f. e pronto), até dei comigo a concordar consigo em várias coisas. não quero, nem por sombras, que lhe passe pela cabeça retribuir. mas podia ao menos ter a delicadeza de fingir que não está a tentar rebater tudo o que eu digo nem que para tal tenha de rebater o que eu não disse. até tem graça, mas às tantas cansa.</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: Gertrudes</title>
		<link>http://5dias.net/2007/06/04/o-pior-burro-e-aquele-que-nao-quer-aprender/comment-page-1/#comment-6089</link>
		<dc:creator>Gertrudes</dc:creator>
		<pubDate>Tue, 05 Jun 2007 22:26:15 +0000</pubDate>
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		<description>Quanto ao seu penúltimo comentário, f. c.:
   Discordo quando irreleva a atitude da vítima. Este é sempre um factor a ter em causa em qualquer tipo de crime, goste-se ou não. Sei que isso não é politicamente correcto, mas é juridicamente correcto. Mesmo em crimes onde o consentimento não tem relevância (como no abuso sexual de criança) isso é assim no que respeita ao preenchimento do crime. Mas já para a dosimetria penal, as coisas não são assim lineares. É preciso valorar todo o comportamento, o seu contexto, os factores exógenos (e não só endógenos) que levaram o agente a um determinado comportamento.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Quanto ao seu penúltimo comentário, f. c.:<br />
   Discordo quando irreleva a atitude da vítima. Este é sempre um factor a ter em causa em qualquer tipo de crime, goste-se ou não. Sei que isso não é politicamente correcto, mas é juridicamente correcto. Mesmo em crimes onde o consentimento não tem relevância (como no abuso sexual de criança) isso é assim no que respeita ao preenchimento do crime. Mas já para a dosimetria penal, as coisas não são assim lineares. É preciso valorar todo o comportamento, o seu contexto, os factores exógenos (e não só endógenos) que levaram o agente a um determinado comportamento.</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: Fernanda Câncio</title>
		<link>http://5dias.net/2007/06/04/o-pior-burro-e-aquele-que-nao-quer-aprender/comment-page-1/#comment-6086</link>
		<dc:creator>Fernanda Câncio</dc:creator>
		<pubDate>Tue, 05 Jun 2007 19:29:28 +0000</pubDate>
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		<description>teresa fm: &#039;há quem, sem o merecer, se quer colocar num pedestal, que não existe&#039;. presumo que está a falar da judicatura portuguesa.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>teresa fm: &#8216;há quem, sem o merecer, se quer colocar num pedestal, que não existe&#8217;. presumo que está a falar da judicatura portuguesa.</p>
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	</item>
	<item>
		<title>Por: Fernanda Câncio</title>
		<link>http://5dias.net/2007/06/04/o-pior-burro-e-aquele-que-nao-quer-aprender/comment-page-1/#comment-6084</link>
		<dc:creator>Fernanda Câncio</dc:creator>
		<pubDate>Tue, 05 Jun 2007 18:22:54 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://5dias.net/2007/06/04/o-pior-burro-e-aquele-que-nao-quer-aprender/#comment-6084</guid>
		<description>olá, lolinhazinha. 

a propósito dos seus comentários, posso dizer que as duas coisas que me suscitaram mais reservas no acórdão foram, por um lado, um certo julgamento da atitude da vítima (que está no acórdão mas mais ainda nas declarações à imprensa do juiz artur costa, ao questionar se o miúdo não poderia ter dito não), e o facto de se dar como provado que o homem há anos que assediava rapazinhos (aliás uma parte da pena a que é condenado, e que não foi objecto de revisão por parte do Supremo, diz respeito a esse assédio na pessoa de três rapazes menores de 13) e portanto tem, digamos, essa prática habitual. parece-me que a existência provada dessa prática deveria ser mais relevante na medida da pena que o facto de o senhor ser &#039;bem integrado socialmente&#039;, até porque, de certo modo, me parecem assunções contraditórias.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>olá, lolinhazinha. </p>
<p>a propósito dos seus comentários, posso dizer que as duas coisas que me suscitaram mais reservas no acórdão foram, por um lado, um certo julgamento da atitude da vítima (que está no acórdão mas mais ainda nas declarações à imprensa do juiz artur costa, ao questionar se o miúdo não poderia ter dito não), e o facto de se dar como provado que o homem há anos que assediava rapazinhos (aliás uma parte da pena a que é condenado, e que não foi objecto de revisão por parte do Supremo, diz respeito a esse assédio na pessoa de três rapazes menores de 13) e portanto tem, digamos, essa prática habitual. parece-me que a existência provada dessa prática deveria ser mais relevante na medida da pena que o facto de o senhor ser &#8216;bem integrado socialmente&#8217;, até porque, de certo modo, me parecem assunções contraditórias.</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: Anabela Rocha</title>
		<link>http://5dias.net/2007/06/04/o-pior-burro-e-aquele-que-nao-quer-aprender/comment-page-1/#comment-6083</link>
		<dc:creator>Anabela Rocha</dc:creator>
		<pubDate>Tue, 05 Jun 2007 18:20:01 +0000</pubDate>
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		<description>Pois, no caso do miúdo a vítima travestida de namorado. E no caso do transexual? Não preocupa ninguém que um transexual tenha de se travestir de hetero? Será porque não há um acórdão mas apenas o testemunho do próprio e dos amigos trans? O testemunho de meia dúzia de leigos? Ainda por cima transexuais?...</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Pois, no caso do miúdo a vítima travestida de namorado. E no caso do transexual? Não preocupa ninguém que um transexual tenha de se travestir de hetero? Será porque não há um acórdão mas apenas o testemunho do próprio e dos amigos trans? O testemunho de meia dúzia de leigos? Ainda por cima transexuais?&#8230;</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: Anabela Rocha</title>
		<link>http://5dias.net/2007/06/04/o-pior-burro-e-aquele-que-nao-quer-aprender/comment-page-1/#comment-6082</link>
		<dc:creator>Anabela Rocha</dc:creator>
		<pubDate>Tue, 05 Jun 2007 18:11:23 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://5dias.net/2007/06/04/o-pior-burro-e-aquele-que-nao-quer-aprender/#comment-6082</guid>
		<description>Gostaria de clarificar alguns aspectos:
- é claro que é menos grave o crime referido quando praticado sobre uma criança de 13 anos do que sobre uma de 7, MAS NÃO porque a de 13 tem erecções (como diz a f. há que atentar no rigor das fundamentações)
- no caso não li o acórdão, não pretendo avaliar o percurso pessoal de quem o fez; preocupa-me sim o facto de determinado tipo de discursos sobre a sexualidade continuarem vigentes
- a dominância deste tipo de discursos (num caso a leitura da sexualidade pelos seus sinais físicos e no outro a presunção de heterosexualidade da pessoal transexual) é ainda mais preocupante por partir de quem interpreta as leis
- mas o que é mesmo mau sinal é que tanto se inista na leitura do acórdão (como tudo se pudesse resumir à sua racionalidade jurídica) e se tenha tanta dificuldade em admitir abrir a discussão da sua fundamentação a outros interessados
- por fim, se os tribunais são assim tão resistentes a ouvir outras especializações (como alguém já aqui referiu) talvez fosse bom pensar noutros mecanismos institucionais para que o fizessem.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Gostaria de clarificar alguns aspectos:<br />
- é claro que é menos grave o crime referido quando praticado sobre uma criança de 13 anos do que sobre uma de 7, MAS NÃO porque a de 13 tem erecções (como diz a f. há que atentar no rigor das fundamentações)<br />
- no caso não li o acórdão, não pretendo avaliar o percurso pessoal de quem o fez; preocupa-me sim o facto de determinado tipo de discursos sobre a sexualidade continuarem vigentes<br />
- a dominância deste tipo de discursos (num caso a leitura da sexualidade pelos seus sinais físicos e no outro a presunção de heterosexualidade da pessoal transexual) é ainda mais preocupante por partir de quem interpreta as leis<br />
- mas o que é mesmo mau sinal é que tanto se inista na leitura do acórdão (como tudo se pudesse resumir à sua racionalidade jurídica) e se tenha tanta dificuldade em admitir abrir a discussão da sua fundamentação a outros interessados<br />
- por fim, se os tribunais são assim tão resistentes a ouvir outras especializações (como alguém já aqui referiu) talvez fosse bom pensar noutros mecanismos institucionais para que o fizessem.</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: Lololinhazinha</title>
		<link>http://5dias.net/2007/06/04/o-pior-burro-e-aquele-que-nao-quer-aprender/comment-page-1/#comment-6081</link>
		<dc:creator>Lololinhazinha</dc:creator>
		<pubDate>Tue, 05 Jun 2007 18:10:44 +0000</pubDate>
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		<description>Relativamente ao comentário da Gertrudes, pretendia apenas lembrar que os danos suportados pela vítima, na aplicação da medida da pena, são muito menos importantes do que a predisposição criminosa demonstrada, ou o alarme social provocado com o crime. Naturalmente, tratando-se um bebé, além de haver maior alarme social, é demonstrada uma maior tendência criminosa, o que justifica uma pena maior, independentemente dos danos reais provocados à vítima.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Relativamente ao comentário da Gertrudes, pretendia apenas lembrar que os danos suportados pela vítima, na aplicação da medida da pena, são muito menos importantes do que a predisposição criminosa demonstrada, ou o alarme social provocado com o crime. Naturalmente, tratando-se um bebé, além de haver maior alarme social, é demonstrada uma maior tendência criminosa, o que justifica uma pena maior, independentemente dos danos reais provocados à vítima.</p>
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	</item>
	<item>
		<title>Por: Fernanda Câncio</title>
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		<dc:creator>Fernanda Câncio</dc:creator>
		<pubDate>Tue, 05 Jun 2007 18:05:19 +0000</pubDate>
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		<description>acrescentaria que, de um modo geral, os abusos sexuais a crianças tão pequenas serão -- felizmente -- de uma ordem menos intrusiva que os ocorridos com crianças mais velhas, podendo limitar-se a carícias de que a criança nem se aperceberá como agressões mas que permitem ao abusador obter satisfação sexual. creio que esta discussão, que ninguém teve, que eu desse por isso, coragem de ter, até agora, a propósito do acórdão, é a mais interessante. e parece-me óbvio que se reagiu a isto tudo com uma enorme dose de histeria, que aliás está sempre presente mal se pronuncia a palavra &#039;pedofilia&#039;.

mas, enfim, eu sou a f.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>acrescentaria que, de um modo geral, os abusos sexuais a crianças tão pequenas serão &#8212; felizmente &#8212; de uma ordem menos intrusiva que os ocorridos com crianças mais velhas, podendo limitar-se a carícias de que a criança nem se aperceberá como agressões mas que permitem ao abusador obter satisfação sexual. creio que esta discussão, que ninguém teve, que eu desse por isso, coragem de ter, até agora, a propósito do acórdão, é a mais interessante. e parece-me óbvio que se reagiu a isto tudo com uma enorme dose de histeria, que aliás está sempre presente mal se pronuncia a palavra &#8216;pedofilia&#8217;.</p>
<p>mas, enfim, eu sou a f.</p>
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	</item>
	<item>
		<title>Por: Lololinhazinha</title>
		<link>http://5dias.net/2007/06/04/o-pior-burro-e-aquele-que-nao-quer-aprender/comment-page-1/#comment-6079</link>
		<dc:creator>Lololinhazinha</dc:creator>
		<pubDate>Tue, 05 Jun 2007 18:04:51 +0000</pubDate>
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		<description>Quero, no entanto, dizer que não deixa de ser chocante perceber que se isto fossem crimes de burla, provavelmente, teriam sido mais fortemente punidos.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Quero, no entanto, dizer que não deixa de ser chocante perceber que se isto fossem crimes de burla, provavelmente, teriam sido mais fortemente punidos.</p>
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		<title>Por: Fernanda Câncio</title>
		<link>http://5dias.net/2007/06/04/o-pior-burro-e-aquele-que-nao-quer-aprender/comment-page-1/#comment-6078</link>
		<dc:creator>Fernanda Câncio</dc:creator>
		<pubDate>Tue, 05 Jun 2007 18:03:58 +0000</pubDate>
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		<description>acho que tem razão na maioria das coisas que diz neste seu último comentário, e acho aliás muito interessante que tenha a coragem de dizer:
 &#039;penso, por exemplo na afirmação de que, pondo de parte certos abusos incompatíveis (e por isso violentíssimos e apesar de tudo, felizmente, raros) com a estrtura física de um bebé de 8 meses, os abusos perpetrados sobre estes podem até ter muito menos consequências do que os abusos perpetrados sobre uma criança com 12 anos. basta pensar que um bebé de 8 meses provavelmente não se lembrará, de futuro, desses abusos&#039;.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>acho que tem razão na maioria das coisas que diz neste seu último comentário, e acho aliás muito interessante que tenha a coragem de dizer:<br />
 &#8216;penso, por exemplo na afirmação de que, pondo de parte certos abusos incompatíveis (e por isso violentíssimos e apesar de tudo, felizmente, raros) com a estrtura física de um bebé de 8 meses, os abusos perpetrados sobre estes podem até ter muito menos consequências do que os abusos perpetrados sobre uma criança com 12 anos. basta pensar que um bebé de 8 meses provavelmente não se lembrará, de futuro, desses abusos&#8217;.</p>
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	</item>
	<item>
		<title>Por: Fernanda Câncio</title>
		<link>http://5dias.net/2007/06/04/o-pior-burro-e-aquele-que-nao-quer-aprender/comment-page-1/#comment-6077</link>
		<dc:creator>Fernanda Câncio</dc:creator>
		<pubDate>Tue, 05 Jun 2007 18:03:05 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://5dias.net/2007/06/04/o-pior-burro-e-aquele-que-nao-quer-aprender/#comment-6077</guid>
		<description>bom, vou tentar aos bocados:

gertrudes, seja de novo bem vinda. a minha referência a &#039;obras de jurisprudência&#039; era uma citação de um comentário da júlia logo acima. e naõ, não vejo nada de mal em citar-se o principezinho. onde viu que eu achava mal? limitei-me a referir o facto, que tinha presente por leitura recente da peça judicial em causa, para responder à júlia.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>bom, vou tentar aos bocados:</p>
<p>gertrudes, seja de novo bem vinda. a minha referência a &#8216;obras de jurisprudência&#8217; era uma citação de um comentário da júlia logo acima. e naõ, não vejo nada de mal em citar-se o principezinho. onde viu que eu achava mal? limitei-me a referir o facto, que tinha presente por leitura recente da peça judicial em causa, para responder à júlia.</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: Lololinhazinha</title>
		<link>http://5dias.net/2007/06/04/o-pior-burro-e-aquele-que-nao-quer-aprender/comment-page-1/#comment-6076</link>
		<dc:creator>Lololinhazinha</dc:creator>
		<pubDate>Tue, 05 Jun 2007 18:01:22 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://5dias.net/2007/06/04/o-pior-burro-e-aquele-que-nao-quer-aprender/#comment-6076</guid>
		<description>O que para aqui vai!
Embora discorde da pena fixada, por entender que a moldura penal para estes crimes deveria ser superior, há uma coisa que se percebe perfeitamente. Sendo a idade para o consentimento sexual os 14 anos (excepto nos casos em que se demonstre que o adolescente, apesar da idade, ainda não tem capacidade para prestar consentimento sexual), os juízes, quando uma situação de abuso sexual - não confundir com violação - ocorre aos 13 anos, estão limitados na aplicação da pena, já que faz sentido aproximar a pena do mínimo previsto na moldura penal. Se a moldura penal não está adequada, como todos sabemos, a culpa não é dos juízes que se limitam a aplicar a lei.
No caso concreto (e eu li o acórdão de passagem) parece-me que o problema nem está tanto na decisão, mas mais na fundamentação, já que, de facto, a vítima está um bocado transvestida de &quot;namorado&quot;.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>O que para aqui vai!<br />
Embora discorde da pena fixada, por entender que a moldura penal para estes crimes deveria ser superior, há uma coisa que se percebe perfeitamente. Sendo a idade para o consentimento sexual os 14 anos (excepto nos casos em que se demonstre que o adolescente, apesar da idade, ainda não tem capacidade para prestar consentimento sexual), os juízes, quando uma situação de abuso sexual &#8211; não confundir com violação &#8211; ocorre aos 13 anos, estão limitados na aplicação da pena, já que faz sentido aproximar a pena do mínimo previsto na moldura penal. Se a moldura penal não está adequada, como todos sabemos, a culpa não é dos juízes que se limitam a aplicar a lei.<br />
No caso concreto (e eu li o acórdão de passagem) parece-me que o problema nem está tanto na decisão, mas mais na fundamentação, já que, de facto, a vítima está um bocado transvestida de &#8220;namorado&#8221;.</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: Fernanda Câncio</title>
		<link>http://5dias.net/2007/06/04/o-pior-burro-e-aquele-que-nao-quer-aprender/comment-page-1/#comment-6075</link>
		<dc:creator>Fernanda Câncio</dc:creator>
		<pubDate>Tue, 05 Jun 2007 17:48:11 +0000</pubDate>
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		<description>caríssimas, tou com dificuldade em postar comentários há horas. tenho aqui um grandalhão que já postei pelo menos 20 vezes. vou continuar a tentar</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>caríssimas, tou com dificuldade em postar comentários há horas. tenho aqui um grandalhão que já postei pelo menos 20 vezes. vou continuar a tentar</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: Julia W</title>
		<link>http://5dias.net/2007/06/04/o-pior-burro-e-aquele-que-nao-quer-aprender/comment-page-1/#comment-6074</link>
		<dc:creator>Julia W</dc:creator>
		<pubDate>Tue, 05 Jun 2007 17:45:30 +0000</pubDate>
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		<description>acinte
substantivo masculino
acção praticada com a intenção de contrariar, irritar ou provocar alguém; teima; pirraça;


engana-se f. Mas não me importo. Não a conheço e voçê não me conhece. As you wish!</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>acinte<br />
substantivo masculino<br />
acção praticada com a intenção de contrariar, irritar ou provocar alguém; teima; pirraça;</p>
<p>engana-se f. Mas não me importo. Não a conheço e voçê não me conhece. As you wish!</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: charles</title>
		<link>http://5dias.net/2007/06/04/o-pior-burro-e-aquele-que-nao-quer-aprender/comment-page-1/#comment-6073</link>
		<dc:creator>charles</dc:creator>
		<pubDate>Tue, 05 Jun 2007 17:44:00 +0000</pubDate>
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		<description>Ui, é infindável o acordo das senhoras, da televisão aos jornais e debates variados, em não distinguir casos de idade ou género ou vontade, porque dizem, na sua imaculada embirração: então não é violação, tudo?
Mas como é que estas senhoras não aceitam distinção entre criancinhas mais verdes e maduras?
Porque há crianças mães e pais de 12 anos e menos, elas, não.
E há-as que roubam e são caprichosas e batem e fogem de casa, por espírito de aventura, desejo, amor, rebeldia, elas não.
Elas não foram pessoas e nunca sentira, imputáveis de qualquer vontade até à idade de casarem, se antes não foram maiores.
E eu penso que o legislador legisla bem quando por bem legisla, a bem de todos e dos mais fracos, mas fá-lo teoricamente, que aos dez anos, aos nove e doze e treze e por aí adiante, uma criança já pensa e de entre as mais livre e menos, há-as carentes e menos e mais, com uma vontade própria moldada nas circunstâncias.

E então é tudo igual do primeiro mês aos 13 anos? 
Não, senhoras, nem pensar!</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Ui, é infindável o acordo das senhoras, da televisão aos jornais e debates variados, em não distinguir casos de idade ou género ou vontade, porque dizem, na sua imaculada embirração: então não é violação, tudo?<br />
Mas como é que estas senhoras não aceitam distinção entre criancinhas mais verdes e maduras?<br />
Porque há crianças mães e pais de 12 anos e menos, elas, não.<br />
E há-as que roubam e são caprichosas e batem e fogem de casa, por espírito de aventura, desejo, amor, rebeldia, elas não.<br />
Elas não foram pessoas e nunca sentira, imputáveis de qualquer vontade até à idade de casarem, se antes não foram maiores.<br />
E eu penso que o legislador legisla bem quando por bem legisla, a bem de todos e dos mais fracos, mas fá-lo teoricamente, que aos dez anos, aos nove e doze e treze e por aí adiante, uma criança já pensa e de entre as mais livre e menos, há-as carentes e menos e mais, com uma vontade própria moldada nas circunstâncias.</p>
<p>E então é tudo igual do primeiro mês aos 13 anos?<br />
Não, senhoras, nem pensar!</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: Julia W</title>
		<link>http://5dias.net/2007/06/04/o-pior-burro-e-aquele-que-nao-quer-aprender/comment-page-1/#comment-6072</link>
		<dc:creator>Julia W</dc:creator>
		<pubDate>Tue, 05 Jun 2007 17:42:42 +0000</pubDate>
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		<description>acinte? nem sequer sei o que isto significa. Vou dar uma olhada no dicionário.  Alemão-inglês são as minhas lingúas maternas-paternas (formei-me em português clássico e vivo em portugal há 17 anos)

Gostaria de saber se a citação foi normativa, isto é, se afectou a deliberação de forma significativa ou se foi uma mera ilustração, alusão etc?</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>acinte? nem sequer sei o que isto significa. Vou dar uma olhada no dicionário.  Alemão-inglês são as minhas lingúas maternas-paternas (formei-me em português clássico e vivo em portugal há 17 anos)</p>
<p>Gostaria de saber se a citação foi normativa, isto é, se afectou a deliberação de forma significativa ou se foi uma mera ilustração, alusão etc?</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: Teresa FM</title>
		<link>http://5dias.net/2007/06/04/o-pior-burro-e-aquele-que-nao-quer-aprender/comment-page-1/#comment-6070</link>
		<dc:creator>Teresa FM</dc:creator>
		<pubDate>Tue, 05 Jun 2007 16:55:06 +0000</pubDate>
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		<description>f.: quanto ao susceptível - idem idem, aspas aspas.
O que também acho é que há quem, sem o merecer, se quer colocar num pedestal, que não existe.
Até mais</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>f.: quanto ao susceptível &#8211; idem idem, aspas aspas.<br />
O que também acho é que há quem, sem o merecer, se quer colocar num pedestal, que não existe.<br />
Até mais</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: Gertrudes</title>
		<link>http://5dias.net/2007/06/04/o-pior-burro-e-aquele-que-nao-quer-aprender/comment-page-1/#comment-6068</link>
		<dc:creator>Gertrudes</dc:creator>
		<pubDate>Tue, 05 Jun 2007 16:17:33 +0000</pubDate>
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		<description>no meu raciocínio troquei o 7 pelo 13. as minhas desculpas</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>no meu raciocínio troquei o 7 pelo 13. as minhas desculpas</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: Gertrudes</title>
		<link>http://5dias.net/2007/06/04/o-pior-burro-e-aquele-que-nao-quer-aprender/comment-page-1/#comment-6067</link>
		<dc:creator>Gertrudes</dc:creator>
		<pubDate>Tue, 05 Jun 2007 16:15:39 +0000</pubDate>
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		<description>mas, cara f., que mal tem citar o pricipezinho? e onde aprendeu que em decisões judiciais se podem citar, apenas, &quot;obras de jurisprudência&quot; (seja isso o que for)? e se fosse uma dessas obras que ensina &quot;o mundo&quot; (seja o que isso for), como refere, já não havia moléstia? e, no entanto, também não são &quot;obras de jurisprudência&quot; (o que apenas intuo, uma vez que não sei o que são uma e outra). mas, fora de brincadeira, e não pretendendo molestá-la, o que é importante é que as decisões sejam justas nos casos concretos. percebo perfeitamente que uma ou outra afirmação numa decisão judicial fuja aos canônes desta ou daquela ciência (quando esse nome mereçam, algumas delas). por exemplo, embora alguns se insurjam contra a ideia de que o abuso sexual de uma criança com 7 anos é menos grave do que o abuso de uma criança com 13, também se insurgiriam, segundo creio, contra a ideia contrária, firmemente alicerçada em muitos estudos. penso, por exemplo na afirmação de que, pondo de parte certos abusos incompatíveis (e por isso violentíssimos e apesar de tudo, felizmente, raros) com a estrtura física de um bebé de 8 meses, os abusos perpetrados sobre estes podem até ter muito menos consequências do que os abusos perpetrados sobre uma criança com 12 anos. basta pensar que um bebé de 8 meses provalvelmente não se lembrará, de futuro, desses abusos. dizer isso sem explicar pode provocar um autêntico tumulto e, no entanto, &quot;ela move-se...&quot;. por outro lado, não obstante a menor gravidade das consequências, o acto pode até revelar uma maior perversidade do agente. quero com isto dizer que é muito problemático criticar uma decisão judicial com base em cosniderações genéricas. as decisões judiciais valem pela sua racionalidade concreta, factual e jurídica. por outro lado, também percebo (embora seja injusto, também aqui, generalizar) o complexo de muitos profissionais, sobretudo daqueles que orbitam em redor dos tribunais (psicólogos, assistentes sociais, etc.), que gostariam de ser muito mais considerados em decisões judiciais, não compreendendo que o seu discurso, a sua racionalidade são muito distintos do discurso e racionalidade judicial (e por vezes, são até incompatíveis, como sucede, segundo o que li em algum sítio, em relação a este caso. li que deveria ser considerado, em primeiro lugar o sacrossanto &quot;interesse da criança&quot;; isto é um disparate; isso não é um princípio cogente do processo penal que é, antes de tudo, a &quot;magna carta do delinquente&quot;). enfim, vejo muito atrevimento, muito acinte, pouca mioleira e pouco estudo.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>mas, cara f., que mal tem citar o pricipezinho? e onde aprendeu que em decisões judiciais se podem citar, apenas, &#8220;obras de jurisprudência&#8221; (seja isso o que for)? e se fosse uma dessas obras que ensina &#8220;o mundo&#8221; (seja o que isso for), como refere, já não havia moléstia? e, no entanto, também não são &#8220;obras de jurisprudência&#8221; (o que apenas intuo, uma vez que não sei o que são uma e outra). mas, fora de brincadeira, e não pretendendo molestá-la, o que é importante é que as decisões sejam justas nos casos concretos. percebo perfeitamente que uma ou outra afirmação numa decisão judicial fuja aos canônes desta ou daquela ciência (quando esse nome mereçam, algumas delas). por exemplo, embora alguns se insurjam contra a ideia de que o abuso sexual de uma criança com 7 anos é menos grave do que o abuso de uma criança com 13, também se insurgiriam, segundo creio, contra a ideia contrária, firmemente alicerçada em muitos estudos. penso, por exemplo na afirmação de que, pondo de parte certos abusos incompatíveis (e por isso violentíssimos e apesar de tudo, felizmente, raros) com a estrtura física de um bebé de 8 meses, os abusos perpetrados sobre estes podem até ter muito menos consequências do que os abusos perpetrados sobre uma criança com 12 anos. basta pensar que um bebé de 8 meses provalvelmente não se lembrará, de futuro, desses abusos. dizer isso sem explicar pode provocar um autêntico tumulto e, no entanto, &#8220;ela move-se&#8230;&#8221;. por outro lado, não obstante a menor gravidade das consequências, o acto pode até revelar uma maior perversidade do agente. quero com isto dizer que é muito problemático criticar uma decisão judicial com base em cosniderações genéricas. as decisões judiciais valem pela sua racionalidade concreta, factual e jurídica. por outro lado, também percebo (embora seja injusto, também aqui, generalizar) o complexo de muitos profissionais, sobretudo daqueles que orbitam em redor dos tribunais (psicólogos, assistentes sociais, etc.), que gostariam de ser muito mais considerados em decisões judiciais, não compreendendo que o seu discurso, a sua racionalidade são muito distintos do discurso e racionalidade judicial (e por vezes, são até incompatíveis, como sucede, segundo o que li em algum sítio, em relação a este caso. li que deveria ser considerado, em primeiro lugar o sacrossanto &#8220;interesse da criança&#8221;; isto é um disparate; isso não é um princípio cogente do processo penal que é, antes de tudo, a &#8220;magna carta do delinquente&#8221;). enfim, vejo muito atrevimento, muito acinte, pouca mioleira e pouco estudo.</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: f.</title>
		<link>http://5dias.net/2007/06/04/o-pior-burro-e-aquele-que-nao-quer-aprender/comment-page-1/#comment-6065</link>
		<dc:creator>f.</dc:creator>
		<pubDate>Tue, 05 Jun 2007 16:05:12 +0000</pubDate>
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		<description>raja = reaja, obviamente</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>raja = reaja, obviamente</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: f.</title>
		<link>http://5dias.net/2007/06/04/o-pior-burro-e-aquele-que-nao-quer-aprender/comment-page-1/#comment-6064</link>
		<dc:creator>f.</dc:creator>
		<pubDate>Tue, 05 Jun 2007 15:59:15 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://5dias.net/2007/06/04/o-pior-burro-e-aquele-que-nao-quer-aprender/#comment-6064</guid>
		<description>devo aliás acrescentar que acho muito curioso e bastante deprimente que se raja de forma tão descabelada a críticas a um acórdão. os acórdãos são públicos, a justiçaé exercida em nome do povo. o povo tem o direito de se interessar pela forma como essa justiça é exercida e de tomar posição. 

concordo que muitas das tomadas de posiçaõ naõ serão exactamente bem informadas. mas, ponto 1: naõ colhe a ideia de que é necessário ser jurista, e de preferência juiz, para poder criticar decisões judiciais; ponto 2, naõ me parece curial vir defender a teoria de que os juristas que criticam o acórdão x o fazem por mera inveja. 

defendam-se as qualidades  e a fundamentaçaõ do acórdão, como a teresa faz em parte do seu post, com base no acórdão. critique-se a ignorância (no sentido de naõ terem sequer lido o que criticam, tendo &#039;emprenhado pelos ouvidos&#039; -- ou melhor, pelas leituras de jornais) de alguns críticos. não se levantem processos de intenções verdadeiramente ridículos a toda a gente que critica. aliás, processos de intenções são coisa verdadeiramente lamentável.

ah, teresa, não, não lhe quis chamar nada. estava só a clarificar. naõ seja tão susceptível -- sobretudo quando não se ensaiou nada para ferir susceptibilidades alheias.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>devo aliás acrescentar que acho muito curioso e bastante deprimente que se raja de forma tão descabelada a críticas a um acórdão. os acórdãos são públicos, a justiçaé exercida em nome do povo. o povo tem o direito de se interessar pela forma como essa justiça é exercida e de tomar posição. </p>
<p>concordo que muitas das tomadas de posiçaõ naõ serão exactamente bem informadas. mas, ponto 1: naõ colhe a ideia de que é necessário ser jurista, e de preferência juiz, para poder criticar decisões judiciais; ponto 2, naõ me parece curial vir defender a teoria de que os juristas que criticam o acórdão x o fazem por mera inveja. </p>
<p>defendam-se as qualidades  e a fundamentaçaõ do acórdão, como a teresa faz em parte do seu post, com base no acórdão. critique-se a ignorância (no sentido de naõ terem sequer lido o que criticam, tendo &#8216;emprenhado pelos ouvidos&#8217; &#8212; ou melhor, pelas leituras de jornais) de alguns críticos. não se levantem processos de intenções verdadeiramente ridículos a toda a gente que critica. aliás, processos de intenções são coisa verdadeiramente lamentável.</p>
<p>ah, teresa, não, não lhe quis chamar nada. estava só a clarificar. naõ seja tão susceptível &#8212; sobretudo quando não se ensaiou nada para ferir susceptibilidades alheias.</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: f.</title>
		<link>http://5dias.net/2007/06/04/o-pior-burro-e-aquele-que-nao-quer-aprender/comment-page-1/#comment-6060</link>
		<dc:creator>f.</dc:creator>
		<pubDate>Tue, 05 Jun 2007 15:50:58 +0000</pubDate>
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		<description>júlia, os juízes citam de tudo, até saint exupery e o seu principezinho -- e estou a falar de um acórdão mui recente e comentado do tribunal da relaçaõ de coimbra -- que, saiba eu, não é exactamente uma obra de jurisprudência. 

muito francamente, naõ percebo esse acinte todo. &#039;a menina&#039;? ó júlia, really.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>júlia, os juízes citam de tudo, até saint exupery e o seu principezinho &#8212; e estou a falar de um acórdão mui recente e comentado do tribunal da relaçaõ de coimbra &#8212; que, saiba eu, não é exactamente uma obra de jurisprudência. </p>
<p>muito francamente, naõ percebo esse acinte todo. &#8216;a menina&#8217;? ó júlia, really.</p>
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	<item>
		<title>Por: Julia W</title>
		<link>http://5dias.net/2007/06/04/o-pior-burro-e-aquele-que-nao-quer-aprender/comment-page-1/#comment-6052</link>
		<dc:creator>Julia W</dc:creator>
		<pubDate>Tue, 05 Jun 2007 14:01:02 +0000</pubDate>
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		<description>Cara Fernanda

então voçê quer &quot;dar mundo&quot; à magistratura? (e, pronto, não é coisa para ficar exaltada...a menina quer dar mundo...ok!..logo concorda com o texto da Anabela, presumo eu. ) Sim, os juizes citam mas citam precedentes relevantes, e obras de jurisprudência cuja aplicabililidade ao(s) caso (s) sob consideração é pertinente. Não se trata do vortex pós-moderno de asneirada sistemática (com algumas excepções). Não compare o incomparável, ou melhor, não construa equivalências falsas. Onde isto chegou?

Melhores cumprimentos
Julia</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Cara Fernanda</p>
<p>então voçê quer &#8220;dar mundo&#8221; à magistratura? (e, pronto, não é coisa para ficar exaltada&#8230;a menina quer dar mundo&#8230;ok!..logo concorda com o texto da Anabela, presumo eu. ) Sim, os juizes citam mas citam precedentes relevantes, e obras de jurisprudência cuja aplicabililidade ao(s) caso (s) sob consideração é pertinente. Não se trata do vortex pós-moderno de asneirada sistemática (com algumas excepções). Não compare o incomparável, ou melhor, não construa equivalências falsas. Onde isto chegou?</p>
<p>Melhores cumprimentos<br />
Julia</p>
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		<title>Por: Julia W</title>
		<link>http://5dias.net/2007/06/04/o-pior-burro-e-aquele-que-nao-quer-aprender/comment-page-1/#comment-6051</link>
		<dc:creator>Julia W</dc:creator>
		<pubDate>Tue, 05 Jun 2007 13:41:12 +0000</pubDate>
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		<description>devo confessar que não li acordão algum. Referia-me apenas e únicamente à ideia peregrina de &quot;formação&quot; da magistratura.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>devo confessar que não li acordão algum. Referia-me apenas e únicamente à ideia peregrina de &#8220;formação&#8221; da magistratura.</p>
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		<title>Por: Teresa FM</title>
		<link>http://5dias.net/2007/06/04/o-pior-burro-e-aquele-que-nao-quer-aprender/comment-page-1/#comment-6048</link>
		<dc:creator>Teresa FM</dc:creator>
		<pubDate>Tue, 05 Jun 2007 12:00:47 +0000</pubDate>
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		<description>Claro, f., claro que era post (como bem percebeu, mas quis fazer de conta que não percebia, para poder dizer a gracinha! - forma &quot;simpática&quot; de me chamar qualquer coisa!, mas não, não é por aí...) Contudo, devo dizer, compreendi muito bem o cinismo. Quanto à frase feita: tanto é feita uma como outra e não há nada de directo a ninguém, da mesma forma como diz não haver também no título do POST!
Quanto ao mais, se há alguem neste país que merece respeito, muito concretamente pela qualidade das decisões que toma, é precisamente o relator deste acórdão que aqui se fala. É ele alguém que ocupa merecidamente o lugar de conselheiro do STJ. Alguns que o criticaram (e era fundamentalmente a esses que me referia, não à autora do post que me parece até que não é da área, posso estar enganada, e vende o peixe como lhe venderam a ela), fizeram-no porque gostariam eles de estar a ocupar a posição que aquele relator hoje ocupa (não é comum chegar onde ele chegou com a idade que tem, classificações que sempre obteve, e percurso que teve, por mérito).
E não pensem que estou a defender &quot;pessoalmente&quot; o relator, porque, embora o conheça, não tenho qualquer relação próxima com o senhor. A verdade é que devemos analisar as coisas objectivamente, sem falsos moralismos, e louvar aqueles que são bons na sua profissão, e criticar aqueles que o não são. Neste caso concreto do acórdão supra, vi, e continuo a ver muita injustiça, o que me repugna!</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Claro, f., claro que era post (como bem percebeu, mas quis fazer de conta que não percebia, para poder dizer a gracinha! &#8211; forma &#8220;simpática&#8221; de me chamar qualquer coisa!, mas não, não é por aí&#8230;) Contudo, devo dizer, compreendi muito bem o cinismo. Quanto à frase feita: tanto é feita uma como outra e não há nada de directo a ninguém, da mesma forma como diz não haver também no título do POST!<br />
Quanto ao mais, se há alguem neste país que merece respeito, muito concretamente pela qualidade das decisões que toma, é precisamente o relator deste acórdão que aqui se fala. É ele alguém que ocupa merecidamente o lugar de conselheiro do STJ. Alguns que o criticaram (e era fundamentalmente a esses que me referia, não à autora do post que me parece até que não é da área, posso estar enganada, e vende o peixe como lhe venderam a ela), fizeram-no porque gostariam eles de estar a ocupar a posição que aquele relator hoje ocupa (não é comum chegar onde ele chegou com a idade que tem, classificações que sempre obteve, e percurso que teve, por mérito).<br />
E não pensem que estou a defender &#8220;pessoalmente&#8221; o relator, porque, embora o conheça, não tenho qualquer relação próxima com o senhor. A verdade é que devemos analisar as coisas objectivamente, sem falsos moralismos, e louvar aqueles que são bons na sua profissão, e criticar aqueles que o não são. Neste caso concreto do acórdão supra, vi, e continuo a ver muita injustiça, o que me repugna!</p>
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		<title>Por: Anabela Rocha</title>
		<link>http://5dias.net/2007/06/04/o-pior-burro-e-aquele-que-nao-quer-aprender/comment-page-1/#comment-6047</link>
		<dc:creator>Anabela Rocha</dc:creator>
		<pubDate>Tue, 05 Jun 2007 11:58:19 +0000</pubDate>
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		<description>O caso de mudança de nome referido no texto é este: http://fishspeaker.blogspot.com/2007/05/o-homem-namorada-e-as-calas-e-saia-dela.html . Por lapso não saiu linkado.
Quanto aos restantes comentários re-lembro que a questão é precisamente a interpretação da lei (e não a sua feitura), ou seja, a interpretação das circunstâncias dos casos CONCRETOS, interpretação essa que exige uma formação concreta (em toda a complexidade e diversidade do dirty world) maior do que a muitas vezes demonstrada.
Formação essa que impediria, por exemplo, continuar a esgrimir a erecção dum adolescente como tendo um significado unívoco, no caso um significado de consentimento.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>O caso de mudança de nome referido no texto é este: <a href="http://fishspeaker.blogspot.com/2007/05/o-homem-namorada-e-as-calas-e-saia-dela.html" rel="nofollow">http://fishspeaker.blogspot.com/2007/05/o-homem-namorada-e-as-calas-e-saia-dela.html</a> . Por lapso não saiu linkado.<br />
Quanto aos restantes comentários re-lembro que a questão é precisamente a interpretação da lei (e não a sua feitura), ou seja, a interpretação das circunstâncias dos casos CONCRETOS, interpretação essa que exige uma formação concreta (em toda a complexidade e diversidade do dirty world) maior do que a muitas vezes demonstrada.<br />
Formação essa que impediria, por exemplo, continuar a esgrimir a erecção dum adolescente como tendo um significado unívoco, no caso um significado de consentimento.</p>
]]></content:encoded>
	</item>
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		<title>Por: f.</title>
		<link>http://5dias.net/2007/06/04/o-pior-burro-e-aquele-que-nao-quer-aprender/comment-page-1/#comment-6046</link>
		<dc:creator>f.</dc:creator>
		<pubDate>Tue, 05 Jun 2007 11:38:30 +0000</pubDate>
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		<description>o título do blog? &#039;cinco dias&#039;? 

presumo que se refira ao título do post. apesar de tudo, teresa, sempre é uma frase feita e não se aplica a ninguém em específico. o seu comentátio qualifica directamente a autora do post em termos desnecessariamente desagradáveis. 

por outro lado, se eu tivesse decidido apagar o seu comentário, teresa, já o teria feito. é impressão minha ou anda aqui gente muito exaltada, hoje? tá um dia tão bonito.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>o título do blog? &#8216;cinco dias&#8217;? </p>
<p>presumo que se refira ao título do post. apesar de tudo, teresa, sempre é uma frase feita e não se aplica a ninguém em específico. o seu comentátio qualifica directamente a autora do post em termos desnecessariamente desagradáveis. </p>
<p>por outro lado, se eu tivesse decidido apagar o seu comentário, teresa, já o teria feito. é impressão minha ou anda aqui gente muito exaltada, hoje? tá um dia tão bonito.</p>
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		<title>Por: Teresa FM</title>
		<link>http://5dias.net/2007/06/04/o-pior-burro-e-aquele-que-nao-quer-aprender/comment-page-1/#comment-6045</link>
		<dc:creator>Teresa FM</dc:creator>
		<pubDate>Tue, 05 Jun 2007 11:26:47 +0000</pubDate>
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		<description>Quanto ao apagar o comentário: o blog é vosse, façam o que quiserem! Adeu</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Quanto ao apagar o comentário: o blog é vosse, façam o que quiserem! Adeu</p>
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		<title>Por: Teresa FM</title>
		<link>http://5dias.net/2007/06/04/o-pior-burro-e-aquele-que-nao-quer-aprender/comment-page-1/#comment-6044</link>
		<dc:creator>Teresa FM</dc:creator>
		<pubDate>Tue, 05 Jun 2007 11:25:45 +0000</pubDate>
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		<description>(escuso de lembrar o título deste blog para não aceitar a crítica feita pela f.)</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>(escuso de lembrar o título deste blog para não aceitar a crítica feita pela f.)</p>
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		<title>Por: f.</title>
		<link>http://5dias.net/2007/06/04/o-pior-burro-e-aquele-que-nao-quer-aprender/comment-page-1/#comment-6043</link>
		<dc:creator>f.</dc:creator>
		<pubDate>Tue, 05 Jun 2007 11:12:23 +0000</pubDate>
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		<description>já agora, solicitaria aos comentadores que se abstenham de insultos e tentem manter a linguagem num nível de correcção aceitável, sob pena de os seus comentários serem apagados. creio que há muitas formas de exprimir indignação e desacordo, inclusive com violência, que não passam por chamar estúpido a ninguém.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>já agora, solicitaria aos comentadores que se abstenham de insultos e tentem manter a linguagem num nível de correcção aceitável, sob pena de os seus comentários serem apagados. creio que há muitas formas de exprimir indignação e desacordo, inclusive com violência, que não passam por chamar estúpido a ninguém.</p>
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		<title>Por: f.</title>
		<link>http://5dias.net/2007/06/04/o-pior-burro-e-aquele-que-nao-quer-aprender/comment-page-1/#comment-6041</link>
		<dc:creator>f.</dc:creator>
		<pubDate>Tue, 05 Jun 2007 11:08:27 +0000</pubDate>
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		<description>luís, creio que a anabela se está a referir aos casos de pessoas que tendio nascido e sido registadas com um determinado género biológico, decidem a dada altura que o seu género é o outro, solicitando alteração do nome no bi. em portugalcreio que isto só é possível, por enquanto, quando há operação de mudança de sexo. noutros países -- espanha, por exemplo, graças a uma lei recente -- a mudança do nome faz-se por vontade do indivíduo.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>luís, creio que a anabela se está a referir aos casos de pessoas que tendio nascido e sido registadas com um determinado género biológico, decidem a dada altura que o seu género é o outro, solicitando alteração do nome no bi. em portugalcreio que isto só é possível, por enquanto, quando há operação de mudança de sexo. noutros países &#8212; espanha, por exemplo, graças a uma lei recente &#8212; a mudança do nome faz-se por vontade do indivíduo.</p>
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	</item>
	<item>
		<title>Por: f.</title>
		<link>http://5dias.net/2007/06/04/o-pior-burro-e-aquele-que-nao-quer-aprender/comment-page-1/#comment-6040</link>
		<dc:creator>f.</dc:creator>
		<pubDate>Tue, 05 Jun 2007 11:02:57 +0000</pubDate>
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		<description>Julia, pensei que por esta altura os leitores do cinco dias já teriam percebido que quando um destes cinco bloggers publica um texto ou uma imagem ou both de outra pessoa isso não significa concordância. 

isto dito, e apesar de não me contar entre os que consideram o acórdão do supremo de que o juiz artur costa foi relator como escandaloso (creio que as explicações do relator aos jornais foram bastante mais infelizes que o texto do acórdão), tenho a certeza de que os juízes portugueses, ou muitos deles, beneficiariam com algum mundo. exactamente como fornecê-lo não sei.

agora, júlia, não sei qual é a sua formação nem quantos acórdãos e sentenças já leu. se leu alguns, deve saber que não é incomum os juízes citarem autores disto e daquilo para sustentar as decisões.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Julia, pensei que por esta altura os leitores do cinco dias já teriam percebido que quando um destes cinco bloggers publica um texto ou uma imagem ou both de outra pessoa isso não significa concordância. </p>
<p>isto dito, e apesar de não me contar entre os que consideram o acórdão do supremo de que o juiz artur costa foi relator como escandaloso (creio que as explicações do relator aos jornais foram bastante mais infelizes que o texto do acórdão), tenho a certeza de que os juízes portugueses, ou muitos deles, beneficiariam com algum mundo. exactamente como fornecê-lo não sei.</p>
<p>agora, júlia, não sei qual é a sua formação nem quantos acórdãos e sentenças já leu. se leu alguns, deve saber que não é incomum os juízes citarem autores disto e daquilo para sustentar as decisões.</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: Teresa FM</title>
		<link>http://5dias.net/2007/06/04/o-pior-burro-e-aquele-que-nao-quer-aprender/comment-page-1/#comment-6039</link>
		<dc:creator>Teresa FM</dc:creator>
		<pubDate>Tue, 05 Jun 2007 10:58:19 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://5dias.net/2007/06/04/o-pior-burro-e-aquele-que-nao-quer-aprender/#comment-6039</guid>
		<description>Gertudes, 100% de acordo! Este poste ou algumas dezenas de comentários, p ex., à notícia do público, são reveladores de uma verdadeira estupidez humana. O acórdão que está (ou pelo menos esteve) disponível na net, é claro, objectivo e justo.
Se nos pomos a exigir penas máximas, ou muito pesadas, para todos os crimes, não temos depois medida para julgarmos os crimes efectivemente GRAVES.
Eu não estou a dizer que este crime não é grave. É! É gravíssimo, até! Mas é que, dentro do mesmo tipo de crime (que é grave, repito), há uns que são mais, outros menos graves. Tipo de crime: abuso sexual de criança (artº 172º C.P.) - pena: prisão de 1 a 8 anos. Este é o crime analisado objectivamente.
Depois, há que analisar as CIRCUNSTÂNCIAS DO CASO CONCRETO. Diz o artº 71º do C.P., sob a epígrafe &quot;Determinação da medida da pena&quot;: 1 - A determinação da medida da pena, dentro dos limites definidos na lei, é feita em função da culpa do agente e das exigências de prevenção. 2 - Na determinação concreta da pena o tribunal atende a todas as circunstâncias que, não fazendo parte do crime, depuserem a favor do agente ou contra ele , considerando nomeadamente: (...) - vão ver. São muitas alíneas, não me apetece transcrever.
No caso concreto, quais os factos PROVADOS? 1- a criança tinha 13 anos; 2 - o arguido combinava um local para se encontrarem, e a criança ia lá ter (sem ser levada); 3 - à criança era dito para não dizer nada, o que ela fazia (mas não está provado que o arguido exercesse coação sobre ela para não contar. A crinça diz:&quot;ele dizia para eu não contar, e eu não contei); 4 - A criança teve erecção de todas as vezes que aconteceu (é um facto! por mais que desagrade às pessoas); 5 - o arguido, familiar e socialmente, é bem aceite (vá-se lá saber porquê, cada um tem as suas razões, mas o certo é que foram feitos relatórios nesse sentido e são também factos provados); 6 - o arguido é profissionalmente estável. 
O nosso sistema jurídico pertende (e quanto a mim muito bem) a ressocialização daquele que comete o crime. Não temos um sistema de &quot;olho por olho, dente por dente&quot;, como existe, p ex., nos EUA, o que muito me agrada. E é com esse sistema que temos que viver, embora desagrade alguns.
Mas vejamos outro caso: Uma criança ( de 5 anos) era frequentemente abusada por um adulto, levada à força para o local do crime, obrigada, por meio de ameaça a estar calada, o agente do crime não estava integrado nem familiar, nem socialmente, e também não tinha emprego certo.
Convenhamos que o caso (embora seja o mesmo tipo de crime) é totalmente diferente.
Quantos anos pediriamos de prisão para este abusador??? Prisão perpétua??? Talves fosse justo (na perpectiva de alguns), mas não podia ser! O agente deste crime seria condenado com uma pena maxima de 8 anos (é o que a lei prevê, e é com esta lei que temos que julgar).
Um julgador deve julgar atendendo aos factos provados, aos não provados, e a partir daí aplicar a lei (a que existe, não a que gostariamos que existisse).
Estava eu no meu estágio, e fui nomeada defensora oficiosa de um abusador (perante a lei).
No caso, o individuo tinha 19 anos, e a criança tinha 13 anos. 
A principal testemunha do dito abusador foi a criança (de 13 anos), que na altura do julgamento já tinha 16 (ainda menor).
O seu (dela) depoimento foi neste sentido: Fui eu que me meti com ele; ele não sabia a minha idade; se fosse hoje fazia exactamente a mesma coisa; a minha mãe não tinha o direito de fazer queixa; só fez queixa quando eu sai de casa, porque queria que eu ficasse lá para trabalhar para ela; só estou à espera de fazer 18 anos para ir viver com ele.
Quando chegou à minha vez de interrogar, eu já não tinha quaisquer perguntas a fazer, porque o representante do MºPº já tinha feito todas as perguntas que deviam ser feitas. O indivíduo foi condenado, porque não havia possibilidade de não o ser, mas foi pelo mínimo possível (teve pena suspensa).
Agora digam-me: são ou não são casos diferentes? Mas todos cabem naquele tipo.
Muitos falaram por protagonismo, muitos por ignorância, mas a verdade é que se pensarmos bem, a pena foi justa.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Gertudes, 100% de acordo! Este poste ou algumas dezenas de comentários, p ex., à notícia do público, são reveladores de uma verdadeira estupidez humana. O acórdão que está (ou pelo menos esteve) disponível na net, é claro, objectivo e justo.<br />
Se nos pomos a exigir penas máximas, ou muito pesadas, para todos os crimes, não temos depois medida para julgarmos os crimes efectivemente GRAVES.<br />
Eu não estou a dizer que este crime não é grave. É! É gravíssimo, até! Mas é que, dentro do mesmo tipo de crime (que é grave, repito), há uns que são mais, outros menos graves. Tipo de crime: abuso sexual de criança (artº 172º C.P.) &#8211; pena: prisão de 1 a 8 anos. Este é o crime analisado objectivamente.<br />
Depois, há que analisar as CIRCUNSTÂNCIAS DO CASO CONCRETO. Diz o artº 71º do C.P., sob a epígrafe &#8220;Determinação da medida da pena&#8221;: 1 &#8211; A determinação da medida da pena, dentro dos limites definidos na lei, é feita em função da culpa do agente e das exigências de prevenção. 2 &#8211; Na determinação concreta da pena o tribunal atende a todas as circunstâncias que, não fazendo parte do crime, depuserem a favor do agente ou contra ele , considerando nomeadamente: (&#8230;) &#8211; vão ver. São muitas alíneas, não me apetece transcrever.<br />
No caso concreto, quais os factos PROVADOS? 1- a criança tinha 13 anos; 2 &#8211; o arguido combinava um local para se encontrarem, e a criança ia lá ter (sem ser levada); 3 &#8211; à criança era dito para não dizer nada, o que ela fazia (mas não está provado que o arguido exercesse coação sobre ela para não contar. A crinça diz:&#8221;ele dizia para eu não contar, e eu não contei); 4 &#8211; A criança teve erecção de todas as vezes que aconteceu (é um facto! por mais que desagrade às pessoas); 5 &#8211; o arguido, familiar e socialmente, é bem aceite (vá-se lá saber porquê, cada um tem as suas razões, mas o certo é que foram feitos relatórios nesse sentido e são também factos provados); 6 &#8211; o arguido é profissionalmente estável.<br />
O nosso sistema jurídico pertende (e quanto a mim muito bem) a ressocialização daquele que comete o crime. Não temos um sistema de &#8220;olho por olho, dente por dente&#8221;, como existe, p ex., nos EUA, o que muito me agrada. E é com esse sistema que temos que viver, embora desagrade alguns.<br />
Mas vejamos outro caso: Uma criança ( de 5 anos) era frequentemente abusada por um adulto, levada à força para o local do crime, obrigada, por meio de ameaça a estar calada, o agente do crime não estava integrado nem familiar, nem socialmente, e também não tinha emprego certo.<br />
Convenhamos que o caso (embora seja o mesmo tipo de crime) é totalmente diferente.<br />
Quantos anos pediriamos de prisão para este abusador??? Prisão perpétua??? Talves fosse justo (na perpectiva de alguns), mas não podia ser! O agente deste crime seria condenado com uma pena maxima de 8 anos (é o que a lei prevê, e é com esta lei que temos que julgar).<br />
Um julgador deve julgar atendendo aos factos provados, aos não provados, e a partir daí aplicar a lei (a que existe, não a que gostariamos que existisse).<br />
Estava eu no meu estágio, e fui nomeada defensora oficiosa de um abusador (perante a lei).<br />
No caso, o individuo tinha 19 anos, e a criança tinha 13 anos.<br />
A principal testemunha do dito abusador foi a criança (de 13 anos), que na altura do julgamento já tinha 16 (ainda menor).<br />
O seu (dela) depoimento foi neste sentido: Fui eu que me meti com ele; ele não sabia a minha idade; se fosse hoje fazia exactamente a mesma coisa; a minha mãe não tinha o direito de fazer queixa; só fez queixa quando eu sai de casa, porque queria que eu ficasse lá para trabalhar para ela; só estou à espera de fazer 18 anos para ir viver com ele.<br />
Quando chegou à minha vez de interrogar, eu já não tinha quaisquer perguntas a fazer, porque o representante do MºPº já tinha feito todas as perguntas que deviam ser feitas. O indivíduo foi condenado, porque não havia possibilidade de não o ser, mas foi pelo mínimo possível (teve pena suspensa).<br />
Agora digam-me: são ou não são casos diferentes? Mas todos cabem naquele tipo.<br />
Muitos falaram por protagonismo, muitos por ignorância, mas a verdade é que se pensarmos bem, a pena foi justa.</p>
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		<title>Por: Luís Lavoura</title>
		<link>http://5dias.net/2007/06/04/o-pior-burro-e-aquele-que-nao-quer-aprender/comment-page-1/#comment-6038</link>
		<dc:creator>Luís Lavoura</dc:creator>
		<pubDate>Tue, 05 Jun 2007 10:01:28 +0000</pubDate>
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		<description>Aliás, os portugueses fartam-se de dar nomes de mulher a homens, e vice-versa. Por exemplo, chamam Vânia a uma mulher, quando Vânia é apenas uma abreviatura russa de Ivan, nome de homem.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Aliás, os portugueses fartam-se de dar nomes de mulher a homens, e vice-versa. Por exemplo, chamam Vânia a uma mulher, quando Vânia é apenas uma abreviatura russa de Ivan, nome de homem.</p>
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		<title>Por: Luís Lavoura</title>
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		<dc:creator>Luís Lavoura</dc:creator>
		<pubDate>Tue, 05 Jun 2007 10:00:21 +0000</pubDate>
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		<description>&quot;um nome de um género diferente ao de nascença&quot;

... uma coisa que é perfeitamente vulgar na língua inglesa. Por exemplo, Robin é em Inglaterra um nome (geralmente) de homem, nos EUA é (geralmente) um nome de mulher. Nos EUA há montes de nomes que tanto podem ser de homem como de mulher.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>&#8220;um nome de um género diferente ao de nascença&#8221;</p>
<p>&#8230; uma coisa que é perfeitamente vulgar na língua inglesa. Por exemplo, Robin é em Inglaterra um nome (geralmente) de homem, nos EUA é (geralmente) um nome de mulher. Nos EUA há montes de nomes que tanto podem ser de homem como de mulher.</p>
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		<title>Por: MPR</title>
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		<dc:creator>MPR</dc:creator>
		<pubDate>Tue, 05 Jun 2007 09:33:26 +0000</pubDate>
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		<description>Meu deus que agressividade. Minhas senhoras, não seria mais simples calçar umas luvas e resolver isto civilizadamente?  Regras do Marquês de Queensberry?</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Meu deus que agressividade. Minhas senhoras, não seria mais simples calçar umas luvas e resolver isto civilizadamente?  Regras do Marquês de Queensberry?</p>
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		<title>Por: Julia W</title>
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		<dc:creator>Julia W</dc:creator>
		<pubDate>Tue, 05 Jun 2007 03:20:14 +0000</pubDate>
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		<description>Anabela, F, c`est la memme chose! Subscreve a &quot;têse&quot; da Anabela ou não, F??? 

Imagino a magistratura a discutir Kristeva, em plena deliberação!  Se há alguém que precisa de lições, de moral, é a classe política e a caterfada de assessoras-es mentecaptos que as-os assiste. São elas e eles que &quot;fazem&quot; as leis. Que ideia peregrina esta. E supõe, porventura, que as diatribes do feminismo etc não são discursos herméticos? Sabe, com toda a certeza, que no que diz respeito ao género, existem mais escolas de pensamento do que...do que...sei lá, piolhitos num cachorrito! Seria um inferno.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Anabela, F, c`est la memme chose! Subscreve a &#8220;têse&#8221; da Anabela ou não, F??? </p>
<p>Imagino a magistratura a discutir Kristeva, em plena deliberação!  Se há alguém que precisa de lições, de moral, é a classe política e a caterfada de assessoras-es mentecaptos que as-os assiste. São elas e eles que &#8220;fazem&#8221; as leis. Que ideia peregrina esta. E supõe, porventura, que as diatribes do feminismo etc não são discursos herméticos? Sabe, com toda a certeza, que no que diz respeito ao género, existem mais escolas de pensamento do que&#8230;do que&#8230;sei lá, piolhitos num cachorrito! Seria um inferno.</p>
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		<title>Por: f.</title>
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		<dc:creator>f.</dc:creator>
		<pubDate>Tue, 05 Jun 2007 01:38:35 +0000</pubDate>
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		<description>ah, e eu, a f., li o acórdão, li. todinho. tem alguma dúvida que eu lhe possa esclarecer? por exemplo, o que EU penso sobre o dito? anytime.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>ah, e eu, a f., li o acórdão, li. todinho. tem alguma dúvida que eu lhe possa esclarecer? por exemplo, o que EU penso sobre o dito? anytime.</p>
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		<title>Por: f.</title>
		<link>http://5dias.net/2007/06/04/o-pior-burro-e-aquele-que-nao-quer-aprender/comment-page-1/#comment-6023</link>
		<dc:creator>f.</dc:creator>
		<pubDate>Tue, 05 Jun 2007 01:36:37 +0000</pubDate>
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		<description>cara gertrudes, muito gosto. por acaso, neste caso, não é a f., é a anabela rocha. a gertrudes se calhar não leu o post -- não esteve para a maçada, ãh?</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>cara gertrudes, muito gosto. por acaso, neste caso, não é a f., é a anabela rocha. a gertrudes se calhar não leu o post &#8212; não esteve para a maçada, ãh?</p>
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		<title>Por: Gertrudes</title>
		<link>http://5dias.net/2007/06/04/o-pior-burro-e-aquele-que-nao-quer-aprender/comment-page-1/#comment-6019</link>
		<dc:creator>Gertrudes</dc:creator>
		<pubDate>Mon, 04 Jun 2007 23:38:22 +0000</pubDate>
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		<description>f. não leu o acórdão. não está para maçadas. sentenceia como uma verdadeira deusa de justiça, de olhos vendados. o que lhe importa é ter algum dislate superficial para debitar à segunda-feira, servido com dose cavalar de arrogância intelectual e decorado com o mesmo paleio pós-moderno de sempre: o &quot;genero&quot;, a &quot;sexualidade&quot;, as &quot;heterosexualidades&quot;, etc., valorização da psicologia, psicanálise e das ciências ocultas em geral. Enfim..., é a f.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>f. não leu o acórdão. não está para maçadas. sentenceia como uma verdadeira deusa de justiça, de olhos vendados. o que lhe importa é ter algum dislate superficial para debitar à segunda-feira, servido com dose cavalar de arrogância intelectual e decorado com o mesmo paleio pós-moderno de sempre: o &#8220;genero&#8221;, a &#8220;sexualidade&#8221;, as &#8220;heterosexualidades&#8221;, etc., valorização da psicologia, psicanálise e das ciências ocultas em geral. Enfim&#8230;, é a f.</p>
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		<title>Por: Ana Matos Pires</title>
		<link>http://5dias.net/2007/06/04/o-pior-burro-e-aquele-que-nao-quer-aprender/comment-page-1/#comment-6016</link>
		<dc:creator>Ana Matos Pires</dc:creator>
		<pubDate>Mon, 04 Jun 2007 22:11:20 +0000</pubDate>
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		<description>Nem sequer para deixar aprender, Anabela. Veja o &quot;sururu&quot; que ouve no final da semana que passou por causa do &quot;filme pornográfico para crianças&quot;. (Caso alguém esteja interessado, o João Pedro Graça do &quot;Apedeites&quot; colocou-o no YouTube http://apdeites2.cedilha.net/?p=495).</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Nem sequer para deixar aprender, Anabela. Veja o &#8220;sururu&#8221; que ouve no final da semana que passou por causa do &#8220;filme pornográfico para crianças&#8221;. (Caso alguém esteja interessado, o João Pedro Graça do &#8220;Apedeites&#8221; colocou-o no YouTube <a href="http://apdeites2.cedilha.net/?p=495" rel="nofollow">http://apdeites2.cedilha.net/?p=495</a>).</p>
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	<item>
		<title>Por: Julia W</title>
		<link>http://5dias.net/2007/06/04/o-pior-burro-e-aquele-que-nao-quer-aprender/comment-page-1/#comment-6013</link>
		<dc:creator>Julia W</dc:creator>
		<pubDate>Mon, 04 Jun 2007 21:42:53 +0000</pubDate>
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		<description>Para aprender sim. Para ser formada não. Que pedagogia pacóvia.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Para aprender sim. Para ser formada não. Que pedagogia pacóvia.</p>
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