Quieta & caladinha, sff.
2 de Maio de 2007 por Joana Amaral Dias(Correio da Manhã, 1 de Maio 2007) Era certinho. Mais cedo ou mais tarde, surgiria um pontapé tipo primeiro Big Brother. Agora, no A Bela e o Mestre, um dos concorrentes agrediu a parceira e o par foi expulso.
Em relação ao agressor, tudo a lamentar. E o ambiente dos reality shows é terreno fértil para estes comportamentos. Estar enjaulado, enquanto o público espreita e atiça, não é para qualquer mamífero. Não, ninguém os obrigou. Mas qual o grau de “publicidade enganosa”? Duvido que alguém os tenha advertido para o stress que se gera quando uma dúzia de pessoas está presa na mesma casa 24 horas/sete dias; a tensão produzida quando se é espiado ininterruptamente; as defesas necessárias para lidar com a exposição súbita e vazia ou com a humilhação pública diária.
Claro que a produtora aplaude. São enredos artificiais que resultam em audiências bem reais. Já o mestre quer processar a Endemol. Portanto, o concorrente atribui a responsabilidade à produtora que, por sua vez, sorri e lava daqui as suas mãos. A bela que levou porrada, cala a boca e vai para casa. Pois é. Se há reflexo da nossa sociedade neste concurso, está aqui.

Comentário de Lopes
Data: 2 de Maio de 2007, 18:30
“A bela que levou porrada, cala a boca e vai para casa. Pois é. Se há reflexo da nossa sociedade neste concurso, está aqui.”
Realmente, não há pachorra. Nem é paciência, essa gasta-se nas filas. É pachorra mesmo. Um dia, ainda haverá de partilhar connosco com que tipo de homens é que a menina convive…
Ó Joana, se é para escrever textos destes mais vale publicar só os rascunhos do decrépito do Rui Tavares. Ou, então, faça um favor aqui a este leitor e deixe que seja o A. Figueira a escrever os seus textos… Pelo menos, sempre nos deparamos com alguém que anseia questionar o pensamento e entender para além dele.
cumprimentos,