Filipe Moura: Diz que é uma espécie de manifesto de esquerda

Correu a blogosfera um “manifesto das esquerdas por Israel”, tendo sido divulgado pelo meu muito prezado Tiago Barbosa Ribeiro. Fosse só mais um “manifesto por Israel”, e eu nem lhe prestaria atenção nenhuma. Mas sendo um manifesto “das esquerdas”, julgo que merece a nossa atenção.

Na origem do manifesto está a expulsão de um militante do Bloco Nacionalista Galego. O episódio foi-nos explicado pelo Tiago (sempre atento a estas questões) em termos algo vagos: a expulsão deveu-se a o ex-militante ser dirigente da Associação Galega de Amizade com Israel e “defender o estado de Israel” (defender como?). O que não explica muito, mas (sem querer julgar em definitivo um caso que não conheço) parece-me suficiente para eu não concordar com a sua expulsão, se pertencesse ao referido partido. É possível (e desejável) ser de esquerda e procurar a cooperação com sectores moderados de Israel, que existem, embora sejam escassos.

Mesmo assim, o referido manifesto não pode merecer a minha concordância. E porquê? Porque objectivamente é um manifesto de apoio a Israel e à sua política expansionista e colonialista. Um manifesto de esquerda em apoio a Israel poderia ter feito sentido noutras ocasiões, quando Israel era atacado e teve de se defender. Mas, na sequência da Guerra dos Seis Dias, Israel ocupou (e ocupa, até hoje) ilegalmente territórios que não são seus. Para além disso Israel controla todas as actividades económicas dos territórios palestinianos, cobrando impostos, comissões e portagens e mantendo monopólios no abastecimento. Israel não é um estado laico, não concedendo direitos de cidadania plena aos seus cidadãos não judeus.

Israel é um estado colonialista, e é o estado que mais sistematicamente viola as resoluções do Conselho de Segurança das Nações Unidas. Por isso, não creio que um estado como Israel possa merecer mais apoio de quem se diz de esquerda que não seja simplesmente ao direito a defender-se dos ataques que recebe. É este, e só este, o apoio que eu dou a Israel. Mas não é essa a política externa de Israel, que está muito longe de ser uma mera política de defesa.

Tal como no manifesto, também eu defendo um reposicionamento da esquerda relativamente a Israel, só apoiando este estado na situação que referi (o que equivale a não apoiar a sua política externa e mesmo interna). Também julgo que o que aqui afirmo deve ser dito com “clareza” a Israel. A esquerda não tem (nem deve) de fazer nenhum tipo de cedência relativamente a Israel. É Israel que tem de vir ao encontro da esquerda, se quiser efectivamente o seu apoio. O Tiago enumerou ontem as pessoas que apoiaram na blogosfera portuguesa o manifesto que ele lançou. É curioso que entre os apoiantes (de um manifesto “das esquerdas”) se contem mais pessoas de direita do que de esquerda, sendo que entre as primeiras está André Azevedo Alves, que recentemente se destacou como o maior defensor na blogosfera portuguesa de Salazar para o “maior português de sempre”.

Já todos sabíamos que Israel era apoiado pela direita belicista, religiosa e fundamentalista. O que é curioso é que, em Portugal, essa direita é descendente da Inquisição e de quem expulsou do nosso país os judeus (a começar justamente pelo ultracatólico Azevedo Alves)! Servir como arma de arremesso e instrumento de chantagem da direita e da extrema direita, como este texto tão bem ilustra: é a isso que Israel chegou.

Sobre Nuno Ramos de Almeida

TERÇA | Nuno Ramos de Almeida
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75 respostas a Filipe Moura: Diz que é uma espécie de manifesto de esquerda

  1. boss diz:

    Nenhum militante do BNG foi expulso por pertencer à AGAI, há aliás cerca de 50 militantes do BNG nessa associação. O presidente da AGAI foi, isso sim, expulso de um órgão local (Vigo) do BNG, que pretendia também a sua explusão do partido, coisa que não veio a acontecer. Dava jeito ao argumento de muita gente que a estória fosse outra, mas foi mesmo assim.

    http://www.lavozdegalicia.es/se_galicia/noticia.jsp?CAT=102&TEXTO=5677894

  2. Tcheee,tcheee, parece que a história estava aldrabada.

  3. O link original do Tiago está aqui http://kontratempos.blogspot.com/2007/04/manifesto.html, e nele é referida sem dúvida a expulsão. Obrigado pelo esclarecimento, Boss. Mas o que mais importa, como refiro, nem é o episódio mas o manifesto em si.

  4. TBR diz:

    Caros amigos,

    Não, a história não está «aldrabada». Isso também «dava jeito ao argumento de muita gente», mas é falso. Publiquei as informações que me foram chegando dos amigos espanhóis e, como já tive oportunidade de referir ao boss no meu blogue, há ainda muitas contradições em todo este processo.

    O que importa salientar é que foi aberto há algum tempo atrás um processo de expulsão ao Pedro Valadés por «proisraelismo». Isto, meus caros boss e NRA, é indesmentível. Tanto quanto sei, os outros militantes do BNG que também pertencem à AGAI solidarizaram-se com o Pedro e entregaram os cartões. O processo entretanto seguiu o seu rumo e veremos como se concluirá.

    De uma forma ou de outra, a simples existência deste processo revela a mentalidade absolutamente retorcida existente em alguns sectores da esquerda europeia face a Israel. É no seguimento dessa intolerância que surgiu este manifesto, que excede em muito o «caso Valadés». Mas assim que tenha oportunidade escreverei um texto mais longo sobre este assunto.

    Um abraço, do

    TBR

  5. No estado espanhol estamos en preriodo eleitoral. Autárquicas. Asim que o que o Bloco fixo foi adiar a decision ate após as eleccións. Por que? Para ter as mans livres e poder purgar se fora preciso ao “sionismoimpreialista” infiltrado pelo Mossad no BNG. A situación é sen dúvida delirante, impropria dunha organización no governo da Junta de Galiza na altura do 2007. A única acusación é esa. Sionismoimperialismo. E cando fun removido da minha responsabilidade ao fronte da Comisao de Cultura e Lingua reconheceron que nos últimos tres anos (levaba tres anos ao fronte do organismo) o meu trabalho fora muito bo… mas a minha pertenza a Asociación Galega de Amizade con Israel facia imposível a minha elección. Se iso non é acoso…
    Saúdos desde a Galiza

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  7. boss diz:

    Eu comentei nesse mesmo post, mas nem assim a informação foi rectificada. Mais alguns links, que provam que Pedro Gómez-Valadés continua a ser membro do BNG, ainda que com alguns atritos, e esclarecem melhor a situação:

    http://www.lavozdegalicia.com/se_galicia/noticia.jsp?CAT=102&TEXTO=5627481&idioma=galego

    http://www.lavozdegalicia.es/se_galicia/noticia.jsp?CAT=102&TEXTO=5685708

    http://www.lavozdegalicia.es/se_galicia/noticia.jsp?CAT=102&TEXTO=5680630

    «En la asamblea celebrada en Vigo, a la que acudieron unas 180 personas, 30 de ellas exigieron la expulsión de Valadés, y sólo tres militantes lo defendieron públicamente.»

    Eu também sempre critiquei os excessos e simplismos da esquerda contra Israel, e continuarei a fazê-lo. Mas haja rigor. O BNG não é um obscuro partido radical, é um dos dois membros da coligação que governa a Xunta actualmente.

  8. ezequiel diz:

    Mais uma “sessão de esclarecimento”…Tanta asneira, Nuno!

    Foram as guerras, os ataques de que “Israel teve que se defender” que criaram a maior parte dos probs a que te referes.

    Israel ocupa territórios que não são seus, sem dúvida, e já afirmou repetidamente que negociará a sua retirada destes territórios quando os intervenientes (siria, hezbollah, hamas..e irão, mas esta é outra história) no conflito garantirem a autenticidade dos seus esforços para a paz. os Golan heights, por exemplo. A Siria (etc) atacou Israel. Perdeu a guerra. Israel conquistou os golan, que são um ponto estratégico vital (heights). Israel mantem os Golan devido ao precedente do ataque sirio. Mas nunca afirmou que os Golan pertençem a Israel. Ontem o hamas declarou o fim do armisticio com Israel. Quais foram as “razões” citadas pelo hamas para “justificar” esta decisão??? Cita lá UMA que seja plausivel, caro Nuno. A corrupção incipiente mas inexorável no hamas que cada dia que passa conspurca a “pureza ética” (que os levou à vitoria nas ultimas eleições contra a fatah e que mina internamente a AP etc etc) também é causada por Israel???? E o hezbollah que continua a importar armas do irão e a armar-se até aos dentes na fronteira do norte (de Israel)? Quem foi que entrou em território estrangeiro e raptou e matou soldados? Foi Israel que provocou a ultima guerra com o hezbollah?? Quem foi que, recentemente, disse que SIM à iniciativa para a paz da Arábia Saudita e afirmou que o plano de negociações seria o de 1967? (que foi reclamado pela Aut Palestiniana anteriormente??? Quem foi que disse que NÃO? Aliás, o fim do armisticio tem muito que ver com a tentativa de enterrar de vez esta iniciativa que tem recebido o apoio de muitos países árabes.

    Podes criticar muitas coisas Nuno, muitos erros, excessos e imbecilidades de Israel. Mas, pelo menos, vê lá se escolhes as “coisas” certas para criticar. Este é um texto assertivo. Uma grande treta.

    Haja pachorra.

  9. ezequiel diz:

    e mais uma coisita: Não existe um sector moderado na sociedade Israelita? Não consideras o Partido Trabalhista um sector moderado? Shimon Peres, vice primeiro ministro e possivel president to be, é um radical???? Sharon, acabou a sua vida como um radical??? Não saiu de gaza? (e o que aconteceu depois….mais rocketts, ontem, anteontem, hoje, amanhã..todos os dias) Inumeras sondagens revelam que a grande maioria dos Israelitas é a favor da paz e que acredita que se pode e deve negociar território (conquistado às potencias que atacaram Israel) em troca da PAZ. Sabe so que estás a dizer??? As mesmas sondagens revelaram também que a vasta maioria dos palestinianos tb desejam a paz. Um prog, que passou anteontem (Sinais do Tempo, RTP-N, 23 abril) ilustra mt bem a problemática da sociedade Palestiniana. Foi o melhor doc que eu já vi sobre este assunto, realizado pela tv Francesa. Os palestinianos tb estão fartos até às orelhas dos mafiosos-teocratas que os usam.

    Imagina uma guerra entre a Espanha e Portugal. Imagina tb que enquanto a guerra decorre é atribuida cidadania e direitos (existe discriminação contra os israelitas árabes, e muita, mas os seus direitos são essencialmente os mesmos dos cidadãos judeus israelitas, com alguns provisos especiais, que tem que ver com questões de segurança) aos espanhois que vivem em Portugal. Espanhois no Parlamento Portugues que podem recorrer aos tribunais (e ganharam várias vezes, ou melhor, quase sempre). Qual foi o país Europeu que fez isto (enquanto estava em guerra)????????

    Um outro aspectozinho: Mencionas a inconsistencia ou incongruencia ética na posição de AAAlves (e tens alguma razão: não se pode defender o autoritarismo e depois…)…mas, engraçado, não te preocupas com a tua propria incongruencia no que diz respeito à relação de indiferença ou passividade de um esquerdista laico, progressivo e cosmopolita com o prob obvio do radicalismo RELIGIOSO?? Denial? Não sei. Será que o paradigma do malévolo império americano-zionista é tão tão sedutor e abrangente que consegue obfuscar o Vosso mais antigo e cruel inimigo??? (o radicalismo religioso, obscurantista e regressivo que cultiva a mais prof aversao ao secularismo) Denial, outra vez??? Na politica domestica e Europeia, não se cansam de protestar contra o conservadorismo da igreja e os reacionários conservadores. Quando contemplam a politica externa, tem um ataque repentino de amnésia!!! Ora BOLAS! Eu simplesmente não Vos percebo. A vossa posição é profundamente contraditória. E Voçês sabem-no. Miguel Portas, que visitou Israel, conhece bem o drama de Israel e dos Palestinianos. (ouvi-o falar sobre este assunto há um ou dois anos na rtp…pareceu-me bt equilibrado e honesto)

  10. ezequiel diz:

    E, já agora, Viva o 25 de Abril, Camarada!!! Muita saude e felicidade para ti e para os teus.

  11. Pedro Ferreira diz:

    Num dos 3 comentários precedentes ezequiel afirma:
    “Israel mantem os Golan devido ao precedente do ataque sirio. Mas nunca afirmou que os Golan pertençem a Israel.”

    ora isto não é verdade. Desde 1981 que a knesset pro proposta de Manahem Begin aprovou uma lei conhecida como Golan Heights law que prolonga o estado de Israel aos montes Golan. Se derem uma olhadela ao site http://www.jewishvirtuallibrary.org podem ler:

    “On December 14, 1981, the Knesset voted to annex the Golan Heights. The statute extended Israeli civilian law and administration to the residents of the Golan, replacing the military authority that had ruled the area since 1967.”

    Na verdade tal como Jerusalem Israel anexou os montes Golan e nunca demonstrou, até hoje, qualquer intensão de os devolver à Siria.

  12. Ali Babá diz:

    Israel e os Israelitas são a civilização cercada de barbárie. É destino das civilizações (Babilónia, Egipto, Pérsia, Grécia, Roma, China, Japão,etc) submeterem e dominarem os mais bárbaros, os mais incapazes e, de um modo geral, o estado desordenado do mundo. Mal estaríamos se tivéssemos de capitular perante brutinhos. Dos fracos não reza a história.

  13. Euroliberal diz:

    iSSrael, como “estado judeu” (assim é definido constitucionalmente) NÃO TEM O DIREITIO DE EXISTIR e deverá ser aniquilado (o regime, não as pessoas, pelo menos todas) se não se desmantelar do interior como fez o seu modelo, o regime apartheidesco sul-africano, sob a pressão e o embargo internacional. mesmo nas fronteiras anteriores a 1967, porque ,segundo a carta da ONU, as descolonizações devem-se fazer em relação a TODO o povo colonizado, independemente das religiões existentes, e não a favor de um terceiro colonizador vindo do exterior, e devem ser feitas nas fronteiras da colonização, sem novos traçados. iSSrael é pois um “estado” ilegal desde a Nakba de 1948.

    iSSrael é um estado racista, apartheidesco, fundamentalista, teocrático, ditatorial onde menos de 40% dos residentes de jure (só o “povo eleito”, os que seguem a religião judaica) têm direito de voto e de nacionalidade, onde há mais de 10.000 presos políticos, centenas de crianças incluídas, sem julgamento, alguns há 30 anos, onde há centenas de excuções sumárias de oposicionistas ao regime de apartheid todos os anos (targeted killings).

    Isto é uma democracia ? Isto é algo que um democrata (de esquerda ou direita) deva apoiar ?
    Não ! MORTE A ISSRAEL ! VIVA A PALESTINA LIVRE, DEMOCRÀTICA, MULTICUILTURAL !
    One man, one vote, one land !

  14. viana diz:

    Realmente haja pachorra com as “inverdades” ou “lapsos”, ou serão talvez só asneiras do Ezequiel…

    Vejamos:

    Asneira 1.

    “Israel ocupa territórios que não são seus, sem dúvida, e já afirmou repetidamente que negociará a sua retirada destes territórios quando os intervenientes (…) no conflito garantirem a autenticidade dos seus esforços para a paz.”

    Falso. Nunca o Estado de Israel oficialmente afirmou que aceitaria o princípio de retirada de todos os territórios ocupados em troca da Paz completa com todos os estados que lhe são hostis. Continua a recusar o plano Saudita de troca da terra ocupada pela Paz. Basta um exemplo: Israel declarou **toda** a cidade de Jerusalem como capital indivisível de Israel, incluindo a ocupada Jerusalem Leste.

    Asneira 2.

    “Israel mantem os Golan devido ao precedente do ataque sirio. Mas nunca afirmou que os Golan pertençem a Israel.”

    Falso. E o Pedro Ferreira já o demonstrou em anterior comentário. Israel oficialmente anexou os Golan Heights, e tem recusado devolve-los na totalidade para manter o controlo completo sobre o lago Tiberiades, importante fonte de água para o abastecimento de Israel.

    “Ontem o hamas declarou o fim do armisticio com Israel. Quais foram as “razões” citadas pelo hamas para “justificar” esta decisão??? Cita lá UMA que seja plausivel, caro Nuno.”

    Parece que a morte de palestinianos pelo exército israelita não é “plausível”….

    http://news.bbc.co.uk/2/hi/middle_east/6581465.stm

    Israel mata quem quer durante uma “trégua” e depois há quem ache que é expectável que o outro lado nessa “trégua” se mantenha em “trégua”. Há cada cego…

    “Quem foi que entrou em território estrangeiro e raptou e matou soldados? Foi Israel que provocou a ultima guerra com o hezbollah??”

    Certo… Uma parte num conflito, ainda activo pois quer parte do Libano continua ocupada aos olhos do governo libanês quer prisioneiros libaneses são mantidos em cadeias israelitas, captura e mata alguns soldados, “justificando” assim uma invasão que mata centenas de pessoas, destrói a infraestrutura dum país e deixa propositadamente milhões de bombas por explodir para impedir a população de voltar às suas casas. Invasão essa preparada há meses, apenas há espera dum pretexto:

    http://news.independent.co.uk/world/americas/article1219021.ece

    O Ezequiel não parece perceber o conceito de resposta desproporcionada. Suponho que gostaria que o Reino Unido tivesse declarado guerra ao Irão assim que soube que marinheiros britânicos tinham sido capturados…

    “Quem foi que, recentemente, disse que SIM à iniciativa para a paz da Arábia Saudita e afirmou que o plano de negociações seria o de 1967? (que foi reclamado pela Aut Palestiniana anteriormente??? Quem foi que disse que NÃO?”

    Mentira. Israel recusou o plano Saudita, com o pretexto que não podia aceitar o direito de retorno dos refugiados palestinianos. Na verdade o plano saudita não exige que todos os refugiados palestinianos e seus descendentes voltem a Israel, mas sim que **pelo menos sejam compensados** (e sairia muito mais barato aos EUA e à UE assumir esse encargo do que pagar pela situação actual). Mais, todos os países árabes aceitaram o plano, todos, e a autoridade palestiniana sob a forma do seu presidente Abbas. O primeiro ministro do Hamas absteve-se, e tem havido afirmações contraditórias de responsáveis do Hamas sobre o plano. Mas efectivamente não teriam qualquer capacidade de se opôr à sua total implementação, dado o total isolamento em que ficariam, em particular da esmagadora maioria da população palestiniana.

    http://www.haaretz.com/hasen/spages/842661.html

    “Uma grande treta. Haja pachorra.”

    Grande treta são os comentários preguiçosos, cheios de falsidades do Ezequiel. Mas cada um constrói a sua “credibilidade” como quer.

    “Não existe um sector moderado na sociedade Israelita? Não consideras o Partido Trabalhista um sector moderado?”

    Está a gozar!… O actual presidente do Partido Trabalhista, ministro da Defesa, foi um feroz defensor da invasão do Líbano. Não é política oficial do Partido Trabalhista a troca da totalidade dos territórios ocupados por Paz, e o Ezequiel acha-os “moderados”?! Só se fôr em comparação com a extrema-direita do lunático Avigdor Lieberman…

    Mas existe efectivamente um sector moderado na sociedade israelita, sob a forma do partido Meretz e principalmente do movimento Gush Shalom

    http://gush-shalom.org/english/intro.html

    Mas é fortemente minoritário… o que contradiz “um pouco” mais uma das tiradas “ligeiramente ao lado da verdade” do Ezequiel:

    “Inumeras sondagens revelam que a grande maioria dos Israelitas é a favor da paz e que acredita que se pode e deve negociar território (conquistado às potencias que atacaram Israel) em troca da PAZ.”

    “Imagina uma guerra entre a Espanha e Portugal. Imagina tb que enquanto a guerra decorre é atribuida cidadania e direitos (…) aos espanhois que vivem em Portugal.”

    ???!!! Todos os residentes no território constituído como Estado de Israel em 1948 automaticamente tornaram-se ISRAELITAS. Ou agora só os residentes de religião judaica é que inicialmente se podiam considerar israelitas?! O Ezequiel parece partilhar das teorias racistas do lunático Avigdor Lieberman que acha que só judeus é que podem ser verdadeiros cidadãos de Israel.

    “não te preocupas com a tua propria incongruencia no que diz respeito à relação de indiferença ou passividade de um esquerdista laico, progressivo e cosmopolita com o prob obvio do radicalismo RELIGIOSO??”

    1) O que é que isso tem a ver com o facto de Israel oprimir milhões de pessoas?

    2) Israel é um estado de cariz religioso, que se define como um Estado Judaico.

    “A vossa posição é profundamente contraditória. E Voçês sabem-no.”

    Algumas expicações:

    1) a esquerda opõe-se à opressão, vinda ela de onde vier, não há “preferências”;

    2) na zona em questão quem oprime é Israel e não um qualquer estado fundamentalista islâmico;

    3) coerente é defender sempre o mesmo princípio, por exemplo oposição a toda a opressão, e não apoiar opressores porque “eles são inimigos do meu inimigo”.

    Se o Ezequiel conseguir perceber o que acabei de escrever, terá compreendido um pouco mais sobre o significado de coerência.

  15. Nuno Ramos de Almeida diz:

    Ezequiel,
    Com todo o respeito que tenho pelos teus comentários. Sobre a questão israelita, o teu grau de seriedade é igual ao teu grau de atenção na leitura. O texto que comentas não é meu. É do Filipe Moura (este facto está em letras grandes no título).

    Abraço,
    Nuno

  16. f. diz:

    ó nuno e filipe, por favor. os sectores moderados em israel são ‘escassos’? o que é escasso, de cada vez que se fala deste assunto, é o bom senso.

    o manifesto em causa é exagerado e vai além daquilo que considero ser o apoio sensato a israel. não o subscrevi por isso, apesar de o ter mencionado por considerar ser uma iniciativa interessante. no entanto, percebo o exagero. é uma espécie de espelho do habitual exagero daqueles que se dizem de esquerda quando falam de israel e sacam de chavões do género ‘estado colonialista’.

    achas o quê, filipe, que se israel abandonar todos os territórios ocupados, os vizinhos/ou os grupos que os vizinhos albergam deixam de lhe fazer guerra? achas que vão deixar de morrer israelitas nos autocarros e nas pizzarias? achas que o hamas e o hezbollah querem paz? querem diálogo? ou querem aquilo que sempre quiseram, que é riscar israel do mapa?

    não estou com isto a querer dizer que israel não deve negociar ou tentar negociar a saída dos territórios, mas a situação está longe de ser tão simples como a pintas. a maior parte desses territórios são zonas tampão, usadas para criar distância entre os israelitas e os seus inimigos.

    israel é muito pequeno e está cercado e em guerra desde 1948. é muito tempo de guerra, não? mais tempo que o da tua vida e da minha. isso tem um efeito, claro. mas é bom ver as causas dos efeitos em vez de olhar só para os efeitos.

  17. ezequiel diz:

    Vou adorar isto. Ponto por ponto. Depois do duche.

  18. ezequiel diz:

    E do cafezinho que ainda estou com soninho.

  19. João diz:

    Alguém que se digne recordar aqui a história de Israel nos últimos 50 anos.

    Para perceber toda esta encrenca é necessário ir à raiz.

    mesmo assim é óbvio que não subscrevo extremismos palestinianos.

    mas quem conhece a história sabe que Israel nasceu e cresceu “terrorista”.
    As primeiras bombas por aqueles lados foram Judaicas.

    Ou não foi assim?

  20. R. diz:

    “Alguns atritos”?

    Boss: ABRIRAM UM PROCESSO DE EXPULSÃO

  21. ezequiel diz:

    Caro Nuno,

    Realmente leio as coisas depressinha. O teu ultimo comment leva-me a pensar que compartilhas da opinião do Filipe. Seja como for, o me interessa é o texto e os seus argumentos. Pensei que o nome Filipe Moura fizesse parte do titulo do teu post. As minhas desculpas, quanto a este (e só este) erro.

    Ainda ontem, numa entrevista à France 24, Shimon Peres mencionou os Golan como ponto de discussão.É provável que os Golan nunca serão devolvidos dada a sua importancia geoestrategica e o facto de não ser possivel confiar num “país” que pretende a destruição do estado de Israel ( atacou Israel sem ser provocada). MAs a questão da devolução dos Golan foi e continua a ser discutida como uma possibilidade, paesar de altamente improvavel dado os precedentes de antagonismo (apoio da Siria ao hezbollhah- o lider do hezbollah reside em damascus-etc etc). A minha opinião pessoal é a de que os Golan NUNCA deverão ser devolvidos enquanto a Siria for dominada por uma dinastia absolutista que cultiva um ódio especial por Israel. Quando, e se, a Siria se democratizar e as relações dos dois países atingirem um grau de normalidade e de interdependencia real…talvez! Israel não atacou a Siria.

    http://www.cfr.org/publication/12553/

    http://www.arabnews.com/?page=7&section=0&article=50597&d=28&m=8&y=2004

    Eu não concordo com a opinião do General Moshe Yalon (arab news) de que a questão essencial é água. A questão essencial é, a meu ver, militar.

    O que isto demonstra é que os Golan são um ponto de discussão e que não é um fait accompli que fiquem Israelitas para todo o sempre (como Olmert, afirmou) O grande prob é que os Golan são a única “coisa” que os Israelitas possuem para negociar com os Sirios. Depois de os devolver, Israel perde quase toda a sua capacidade negocial com a Siria além de se sujeitar, mais uma vez, às “vicissitudes” da sensibilidade siria. Ou seja, Israel tem que ter a melhor das certezas e garantias que ao devolver os Golan que as suas exigencias tb serão honradas (fim do apoio ao hezbollah e ao hamas). Repara numa coisa Nuno: A siria estaria a negociar a troca de um TERRITORIO pelo fim das suas acções de apoio ao hezb e os hamas. Acções por território. A transferencia de um território é algo que se pode confirmar sem qq prob. Confirmar o fim das acções de apoio ao hezb e ao hamas…é muito mais dificil!

    O principio de troca de território por paz é um dos principios elementares das negociações Israelo-Palestinianas. Foi praticado por Sharon e pelo Fatah em Gaza, em partes da Cisjordania (retirada forçada de colonatos ilegais).

    Este Viana não sabe ler.
    Primeiro, o artigo do Haaretz que o Sr Viana cita consiste essencialmente de declarações do Pres Abbas e dos dirigentes da A Saudita.

    Mas, no ARTIGO QUE CITA, diz isto:

    http://www.haaretz.com/hasen/spages/842661.html

    “Hamas has refused to recognize Israel and given only vague support for the Arab initiative. Palestinian officials say the Islamist group has agreed not to go against the plan during the summit.”

    “Israel rejected the Arab peace initiative when it was first offered but has recently been more upbeat. It has refused to deal with the Palestinian government. ”

    Além disso, não leio nada relacionado com a “compensação”

    Peres, ontem na France 24, afirmou mais uma vez que a questão de Jerusalem está na mesa: que ” a parte Muçulmana de Jerusalem deverá ficar sob jurisdição Palestiniana e que a parte Judaica deverá ficar sob jurisdicção Israelita.” (east and west Jerusalem)

    Este critério foi reconhecido e aplicado nas negociações Isr-Pal promovidas por Clinton.

    Bem, penso que isto já basta para revelar a credibilidade das posições do Viana e do P Ferreira…

    A “invasão” não estava preparada coisa alguma. Se assim fosse, a iniciativa teria partido de Israel. Estava tão tão preparada que Israel nem sabia exactamente o que se passava a norte ( a propria guerra demonstrou isto). O que existe, de facto, são planos de defesa, automatismos. Não é de admirar pois é sabido quem é que anda por ali continuamente a lançar rockets para Israel: hezbollah. Um plano de defesa não é um plano de invasão. Uma verdadeira pirueta hermeneutica: transformar a porvocação que levou à guerra do libano numa intenção Israelita. Só a mais desonesta das parcialidades ou das ignorancias é que pode confabular uma treta destas.

    Cito o Viana:

    “Todos os residentes no território constituído como Estado de Israel em 1948 automaticamente tornaram-se ISRAELITAS”

    Sim, é verdade. E continuam a ser Israelitas. Os “outros” poderão e deverão fazer parte do outro estado, também contemplado em 1948 pelas NU: Um estado Palestiniano. este sempre foi o sonho da maioria dos Palestinianos, tanto quanto sei. Bem, mas é verdade que a maioria dos Palestinianos-Arabes-Israelitas que vivem em Israel preferem viver no estado judaico. Mas esta é outra história. Porque será??? O que se pretende, hoje, com a questão do direito de retorno é ocupar Israel com uma maioria não Judaica, inviabilizando a existencia de um estado Judaico. Um estado Judeu para os Judeus. Um estado Português para os Portugueses e por aí fora…Não há nada de novo ou de necessariamente perverso nesta lógica. Penso que é legitimo desde que não negue aos outros este mesmo direito.

    A questão do direito de regresso, tal como ela é colocada hoje, ignora décadas de conflito. Não surpreende que a Arábia Saudita, que não é propriamente um estado amigo de Israel, tenha insistido na questão do regresso. Seria, de facto, o fim do estado Israelita. E, como é obvio, isto não pode acontecer. Não é preciso aceitar as teses lunáticas e minoritárias de Lieberman para compreender isto. Sim, é um estado Judaico (com 2 milhoes de Arabes Palestinianos, Cristãos, Druzos, Arménios…). É tambem, em termos de jurisprudencia, um estado laico. Uma democracia liberal. E depois?? Qual é o problema?

    A f. coloca o dedo na ferida, mesmo em cima da ferida.

  22. ezequiel diz:

    “The bulk of the proposed Jewish State’s territory, however, consisted of the Negev Desert. The desert was not suitable for agriculture, nor for urban development at that time. The Jewish state was also given sole access to the Red Sea and the Sea of Galilee (the largest source of fresh water in Palestine). The land allocated to the Jewish state was largely made up of areas in which there was a significant Jewish population.[9]”

    http://en.wikipedia.org/wiki/1947_UN_Partition_Plan

    Não gosto de recorrer ao wikipedia…mas, sinceramente, não tenho pachorra para transcrever os (muitos textos) relevantes…

    Entre eles, o trabalho de Charles Tripp, eminente professor da School of Oriental and African Studies (SOAS), parece-me um bom ponto de partida…controverso…mas pertinente…

  23. ezequiel diz:

    Caro Nuno,

    Realmente leio as coisas depressinha. O teu ultimo comment leva-me a pensar que compartilhas da opinião do Filipe. Seja como for, o me interessa é o texto e os seus argumentos. Pensei que o nome Filipe Moura fizesse parte do titulo do teu post. As minhas desculpas, quanto a este (e só este) erro.

    Ainda ontem, numa entrevista à France 24, Shimon Peres mencionou os Golan como ponto de discussão.É provável que os Golan nunca serão devolvidos dada a sua importancia geoestrategica e o facto de não ser possivel confiar num “país” que pretende a destruição do estado de Israel ( atacou Israel sem ser provocada). MAs a questão da devolução dos Golan foi e continua a ser discutida como uma possibilidade, paesar de altamente improvavel dado os precedentes de antagonismo (apoio da Siria ao hezbollhah- o lider do hezbollah reside em damascus-etc etc). A minha opinião pessoal é a de que os Golan NUNCA deverão ser devolvidos enquanto a Siria for dominada por uma dinastia absolutista que cultiva um ódio especial por Israel. Quando, e se, a Siria se democratizar e as relações dos dois países atingirem um grau de normalidade e de interdependencia real…talvez! Israel não atacou a Siria.

    http://www.cfr.org/publication/12553/

    http://www.arabnews.com/?page=7&section=0&article=50597&d=28&m=8&y=2004

    Eu não concordo com a opinião do General Moshe Yalon (arab news) de que a questão essencial é água. A questão essencial é, a meu ver, militar.
    O que isto demonstra é que os Golan são um ponto de discussão e que não é um fait accompli que fiquem Israelitas para todo o sempre (como Olmert, afirmou) O grande prob é que os Golan são a única “coisa” que os Israelitas possuem para negociar com os Sirios. Depois de os devolver, Israel perde quase toda a sua capacidade negocial com a Siria além de se sujeitar, mais uma vez, às “vicissitudes” da sensibilidade siria. Ou seja, Israel tem que ter a melhor das certezas e garantias que ao devolver os Golan que as suas exigencias tb serão honradas (fim do apoio ao hezbollah e ao hamas). Repara numa coisa Nuno: A siria estaria a negociar a troca de um TERRITORIO pelo fim das suas acções de apoio ao hezb e os hamas. Acções por território. A transferencia de um território é algo que se pode confirmar sem qq prob. Confirmar o fim das acções de apoio ao hezb e ao hamas…é muito mais dificil!

    O principio de troca de território por paz é um dos principios elementares das negociações Israelo-Palestinianas. Foi praticado por Sharon e pelo Fatah em Gaza, em partes da Cisjordania (retirada forçada de colonatos ilegais).

    Este Viana não sabe ler.

    Primeiro, o artigo do Haaretz que o Sr Viana cita consiste essencialmente de declarações do Pres Abbas e dos dirigentes da A Saudita.

    Mas, no ARTIGO QUE CITA, diz isto:

    http://www.haaretz.com/hasen/spages/842661.html

    “Hamas has refused to recognize Israel and given only vague support for the Arab initiative. Palestinian officials say the Islamist group has agreed not to go against the plan during the summit.”

    “Israel rejected the Arab peace initiative when it was first offered but has recently been more upbeat. It has refused to deal with the Palestinian government. ”

    Além disso, não leio nada relacionado com a “compensação”

    Peres, ontem na France 24, afirmou mais uma vez que a questão de Jerusalem está na mesa: que ” a parte Muçulmana de Jerusalem deverá ficar sob jurisdição Palestiniana e que a parte Judaica deverá ficar sob jurisdicção Israelita.” (east and west Jerusalem)
    Este critério foi reconhecido e aplicado nas negociações Isr-Pal promovidas por Clinton.

    Bem, penso que isto já basta para revelar a credibilidade das posições do Viana e do P Ferreira…

    A “invasão” não estava preparada coisa alguma. Se assim fosse, a iniciativa teria partido de Israel. Estava tão tão preparada que Israel nem sabia exactamente o que se passava a norte ( a propria guerra demonstrou isto). O que existe, de facto, são planos de defesa, automatismos. Não é de admirar pois é sabido quem é que anda por ali continuamente a lançar rockets para Israel: hezbollah. Um plano de defesa não é um plano de invasão. Uma verdadeira pirueta hermeneutica: transformar a porvocação que levou à guerra do libano numa intenção Israelita. Só a mais desonesta das parcialidades ou das ignorancias é que pode confabular uma treta destas.

    Cito o Viana:

    “Todos os residentes no território constituído como Estado de Israel em 1948 automaticamente tornaram-se ISRAELITAS”

    Sim, é verdade. E continuam a ser Israelitas. Os “outros” poderão e deverão fazer parte do outro estado, também contemplado em 1948 pelas NU: Um estado Palestiniano. este sempre foi o sonho da maioria dos Palestinianos, tanto quanto sei. Bem, mas é verdade que a maioria dos Palestinianos-Arabes-Israelitas que vivem em Israel preferem viver no estado judaico. Mas esta é outra história. Porque será??? O que se pretende, hoje, com a questão do direito de retorno é ocupar Israel com uma maioria não Judaica, inviabilizando a existencia de um estado Judaico. Um estado Judeu para os Judeus. Um estado Português para os Portugueses e por aí fora…Não há nada de novo ou de necessariamente perverso nesta lógica. Penso que é legitimo desde que não negue aos outros este mesmo direito.
    A questão do direito de regresso, tal como ela é colocada hoje, ignora décadas de conflito. Não surpreende que a Arábia Saudita, que não é propriamente um estado amigo de Israel, tenha insistido na questão do regresso. Seria, de facto, o fim do estado Israelita. E, como é obvio, isto não pode acontecer. Não é preciso aceitar as teses lunáticas e minoritárias de Lieberman para compreender isto. Sim, é um estado Judaico (com 2 milhoes de Arabes Palestinianos, Cristãos, Druzos, Arménios…). É tambem, em termos de jurisprudencia, um estado laico. Uma democracia liberal. E depois?? Qual é o problema?

    A f. coloca o dedo na ferida, mesmo em cima da ferida.

  24. ezequiel diz:

    desculpas pelos erros ortograms “Ainda ontem…”

  25. ezequiel diz:

    …eu enviei-vos uma longa resposta às divagações absurdas do Sr. Viana.

  26. ezequiel diz:

    ah, ok, muito obrigado.

  27. ezequiel diz:

    Só para concluir …

    Peretz não aprovou a invasão do Libano. Aprovou a resposta de Israel ao assassinio e sequestro dos seus soldados que se encontravam em território ISRAELITA. Respondeu a um ataque terrorista, a um sequestro completamente injustificado, e a uma violação da integridade territorial de um estado soberano. (para não falar dos rockets que são disparados diariamente contra Israel, antes e depois da guerra do libano)

    Sim, fiquei a saber mais qualquer coisinha acerca da coerencia (pela via do confronto dialectico com a incoerencia)…e da ignorância também.

    Caro Nuno, Qt ao apoio ou não apoio da esquerda. Façam o que lhes apetecer! Suspeito que Israel já se habituou, há muito, a contar com poucos aliados.

    Israel não tem petroleo, know what I mean??? Mas tem leis e tem uma democracia liberal vibrante. Bolas, até tem comunistas. Mas isso não importa.

    Tenho a certeza que Israel saberá defender-se, com ou sem aliados de esquerda, de direita ou do centro. Os Judeus já perceberam, há muito, que tem que contar com as suas capacidades. A balbúrdia histérica que uma expressão de apoio por Israel provocou na Galiza (e não só) já é, per si, elucidativa. Muito elucidativa. Um sacrilégio intolerável? Porquê? Porque os Americanos que libertaram a Europa do jugo nazi e do totalitarismo Soviético os apoiam!?!?!? Porque, de um deserto abandonado criaram uma sociedade dinâmica, instruida, rica e livre? (um contraste insuportável para muitos no Médio Oriente) Uma sociedade que recebe centenas de gays Árabes que fogem à repressão que se pratica nos seus países? Um país que mantem, deligentemente, a paz que conquistou à força com o Egipto e a Jordânia?

  28. a.pacheco diz:

    Israel assenta a sua fundação em massacres, limpeza etnica, actos terroristas.

    Lembrar só um, soldados sionistas capturaram 3 militares ingleses, para trocar por sionistas presos por terrorismo.

    Os ingleses recusaram, os 3 militares ingleses foram enforcados, e os seus corpos armadilhados com bombas.

    Quando os seus companheiros de armas lhes pretenderam dar uma sepultura digna os corpos explodiram fazendo mais vitimas entre os soldados ingleses.

    Passou-se em 47 , onde pensam que os bombistas que se fazem explodir em Israel aprenderam…..

    Não dizem que o Hamas foi ajudado treinado e apoiado pela Mossad israelita….com o intuito de combater Arafat.

  29. João diz:

    mas onde começa e acaba o território Israelita?
    Quem definiu?
    Quem teve direito a dar opiniões sobre isso?
    Que resoluções internacionais cumpre Israel?
    Quantos Israelitas morreram às mãos dos árabes e quantos árabes morreram às mãos de Israel?
    Israel quer o estado palestino à sua porta?
    e quer que esse estado seja viável?
    Quem matou o primeiro ministro israelita que mais caminhou para a paz com a Palestina?
    O povo Judeu tem direito a um País!?
    O povo Palestino tem direito a um País?
    Que países existiram naquela região nos últimos 5 séculos?

    Podem os árabes reclamar o reino dos Algarves?
    Podem os árabes reclamar Lisboa?

    A paz apenas se consegue pela via da força?
    A via da força será, neste caso, a via da razão?

  30. ezequiel diz:

    Uma enxurrada de perguntas muito interessantes João, que poderão ser colocadas a cada sociedade, de cada país, à face da terra…

    O território de Israel foi definido pelas NU e pelas potencias administrativas da altura, França e GB…(o mesmo aconteceu com todos os paises Europeus…todas as potencias importantes tiveral algo a dizer..)

    Todos tiveram direito a dar a sua opinião, nas NU mais precisamente. Uma maioria nas NU votou a favor da criação do estado de Israel, reconheceno como válida a aspiração dos judeus à criação de um estado.

    Muitas resoluções. Todos os lados infringem resoluções. Israel viola as resoluções que tem que ver com a ocupação. Os grupos radicais islâmicos Palestinianos e Libaneses violam as resoluções que tem que ver com o terrorismo e a integridade territorial Israelita.

    Nunca fiz a contabilidade. Teria que incluir todas as guerras, atentados etc. No que diz respeito à intifida, o numero de vitimas Palestinianas é muito maior, apesar dos “assassinios selectivos.” Este facto tem mt que ver com a lógica perversa e macabra luta anti terrorista, com o facto que os grupos islâmicos escondem-se entre, e usam , as populações inocentes (e outras que participam activamente no esforço de guerra. Na guerra de 1967 foram muitos os Palestiniamos que se juntaram aos exercitos arabes. Consulte o livrinho do Sr Prof. Charles Tripp, ou outros) precisamente para maximizar o impacto social das intervençoes militares..que..por sua vez, alimenta o esforço de recrutamento. Mas, apesar disto, não sei. Ou seja, tem que ver com uma estratégia, que foi detalhadamente elaborada, por exemplo, por alguns membros fundadores da Irmandade Islâmica, entre eles Azzam. É, também, uma tactica conhecida e praticada por anarquistas e outros que tais.

    Evidente:
    O povo Judeu tem direito a um estado.
    O povo Palestiniano tem direito a um estado.

    Os Árabes reclamam o Algarve, que foi conquistado pela força das armas (Os Judeus nunca abandonaram a Judeia, perdão, a Palestina: Obedecendo à mais elementar hermeneutica, consulte a etimologia dos termos Israel e Palestina) . De acordo com a lei islâmica uma região que tenha feito parte do Dar as Islam (terra do Islâo) pode e deve ser reclamada ou reconquistada aos infieis.

    Não existiram países alguns. Existiam regiões. Uma delas, a biblica Judeia (ou Israel) era, e é, culturalmente (historicamente, linguisticamente, politicamente e até . por vezes, até geograficamente) distinta, apesar de ter sido submetida à opressão Egipcia e Àrabe diversas vezes. No entanto, os Hebreus mantiveram sempre a sua identidade distinta…o seu sensus communis, por outras palavras. Nunca abandonaram a sua terra, mantendo um elo de pertença inquebrável…Os Romanos ocuparam a Judeia mas nunca eliminaram os Judeus…etc etc É um dos mitos mais sordidos: que os Judeus aparecem, quase que misteriosamente, com o findar da segunda guerra mundial (a maioria foi, de facto, composta por emigrantes, antes e depois da segunda guerra)

    A Paz, neste caso melindroso, consegue-se, a meu ver, através do equilibrio perspicaz e atento da força com a razão.

    Presumo que a pergunta tenha sido dirigida a outra pessoa. Desculpa a intrusão.

  31. ezequiel diz:

    João, isto talvez te interesse…(sobre o conceito de dar as islam e outros que tais…)

    http://www.monde-diplomatique.fr/2002/04/ROY/16336

    http://www.pbs.org/wgbh/pages/frontline/shows/front/interviews/kepel.html

    http://www.opendemocracy.net/xml/xhtml/articles/1152.html

    O Sr. Olivier Roy e o Sr. Gilles Kepel são os dois mais importantes especialistas (Europeus) do mundo muçulmano.

    Espero que gostes de ler sobre este assunto fascinante.

    Agora é que me vou embora. (good riddens)

    Regresso em meados de Maio. Para onde vou não há computadores, felizmente.

    au revoir

  32. J diz:

    Na narrativa (ideológica) do Nuno R Almeida, Israel é o agressor, os Palestinianos as vítimas (nas narrativas de Esquerda existe sempre um opressor e um oprimido, e o opressor é o rico e o oprimido é o pobre- o mundo é sempre tão simples).

    Mas nesta narrativa não entram alguns aspectos curiosos sobre o “oprimido”:

    – O povo “oprimido” escolheu ser liderado por um grupo militar / político (Hamas) que afirma abertamente pretender a obliteração total de Israel. Ou seja, o pseudo-oprimido quer destruir, aniquilar o pseudo-agressor. E o motivo é simples: é esta a vontade de Allah. Se o meu vizinho do lado tiver uma faca na mão e me quiser matar, quem me poderá negar o direito de lhe agarrar o braço?

    – No seio dos palestinianos existe um herói comemorado – Amin Al-Husseini, o antigo mufti de Jerusalém. Colaboracionista de Hitler, importou as doutrinas nazis anti-semitas para a região, bem como tentou estender o Holocausto aos judeus que viviam na Palestina. Desconfio que tentar fazer a paz com um povo cuja sua actual ideologia passa pela celebração do Hitler local não é tarefa fácil.

    – Existe um acordo de paz celebrado em Oslo. No entanto nunca os atentados terroristas cessaram. Mesmo assim Israel saiu unilateralmente de Gaza. O resultado? Mais kassams e atentados.

    – Os regimes que mais apoiam Hamas e Fatah (Irão, Síria, Arábia Saudita e, antes, Iraque) NÃO estão interessados nos Palestinianos. Utilizam-nos como peões para fins ideológicos internos. A última coisa que estes regimes querem é a paz duradoura entre Israel e a Palestina. Especialmente se a Palestina se transformasse num país rico, próspero, democrático, com liberdade de expressão e amigo de Israel. Se isto acontecesse, estes regimes dificilmente se conseguiriam manter, pois perderiam a sua principal arma de propaganda.

  33. ezequiel diz:

    Caro Joao

    sobre o conceito dar as islam e outras coisas que tais…espero que este assunto fascinante te interesse.

    http://www.opendemocracy.net/xml/xhtml/articles/1152.html

    http://www.monde-diplomatique.fr/2002/04/ROY/16336

    http://www.pbs.org/wgbh/pages/frontline/shows/front/interviews/kepel.html

    (já escrevi esta merda mas não registou…ponho os Francius porque, cruzes credo, se citasse especialistas Americanos poderia correr perigo de vida…eh ehe eheh)

    Vou-me embora, de vacances. Para onde vou pas de computadores, heureusement.

    Em fins de Maio apareço por cá. Espero ainda Vos encontrar por aqui. Estou certo que sim.

    au revoir mes chéres coquettes…eh ehe eh he he he he h 🙂

    Estranho: Acho que vou sentir saudades Vossas. Esta merdas cibernéticas estão-me a fazer mal ao cerebelum.

    Lets go dancing!

  34. viana diz:

    “Este Viana não sabe ler.(…)Hamas has refused to recognize Israel and given only vague support for the Arab initiative. Palestinian officials say the Islamist group has agreed not to go against the plan during the summit.”

    Eu disse explicitamente que o Hamas tem enviado mensagens contraditórias sobre o plano. E também que efectivamente ficaria completamente isolado e sem qualquer margem de manobra interna e externa se Israel o aceitasse. O que é que Israel quer? Que todos os habitantes do planeta Terra assinem um documento de Paz com Israel?! O interesse de Israel está em fazer a Paz com os estados da região e eliminar as causas que alimentam a maioria do extremismo nos Territórios Ocupados, e olhe que entre estas não está a existência do Estado de Israel. A esmagadora maioria dos palestinianos está-se a borrifar para os israelitas desde que os deixam em Paz na sua terra.

    “Israel rejected the Arab peace initiative when it was first offered but has recently been more upbeat. It has refused to deal with the Palestinian government. ”
    Além disso, não leio nada relacionado com a “compensação”

    “More upbeat….” Certo. A ingenuidade fica mal ao Ezequiel. A verdade é que Israel está numa posição de fraqueza, e tem de projectar uma imagem moderada para tentar evitar que em particular a EU decida voltar a financiar a Autoridade Palestiniana. Quanto à compensação, está aqui:

    “The final communiqué, officially known as the Riyadh declaration, offers Israel normal ties with all Arab countries in return for its withdrawal from land occupied in the 1967 Middle East war, the creation of a Palestinian state and a “just solution” for Palestinians displaced in 1948.”

    http://www.guardian.co.uk/israel/Story/0,,2045761,00.html

    Lendo o texto da iniciativa saudita (só encontrei o de 2002, mas foi afirmado que se mantinha igual), este diz que:

    “2- Further calls upon Israel to affirm:

    b. Achievement of a just solution to the Palestinian Refugee problem to be agreed upon in accordance with UN General Assembly Resolution 194.”

    Portanto, o plano de paz árabe, ao pedir uma solução justa para o problema dos refugiados, e não afirmando explicitamente o direito de retorno, abre a porta a que a maioria destes sejam apenas compensados, como prevê a resolução 194 no caso dos refugiados que não voltem a Israel.

    “Peres, ontem na France 24, afirmou mais uma vez que a questão de Jerusalem está na mesa: que ” a parte Muçulmana de Jerusalem deverá ficar sob jurisdição Palestiniana e que a parte Judaica deverá ficar sob jurisdicção Israelita.” (east and west Jerusalem)
    Este critério foi reconhecido e aplicado nas negociações Isr-Pal promovidas por Clinton.”

    Em Taba (http://en.wikipedia.org/wiki/Taba_summit), isso foi realmente reconhecido, mas desde então a colonização israelita em redor de Jerusalem intensificou-se. Diria que é uma daquelas situações onde se aplica bem o ditado: olha para o que faço, não para o que digo.

    “A “invasão” não estava preparada coisa alguma. Se assim fosse, a iniciativa teria partido de Israel.”

    Sim, senhor, o Ezequiel anda melhor informado do que um dos melhores jornalistas americanos, o Seymour Hersh, que efectuou a investigação sobre a qual assenta a noticia do Independent cujo link coloquei. E continua tãoooo ingénuo…. por acaso o pretexto apareceu, senão… tinha na mesma “aparecido”.

    “Uma verdadeira pirueta hermeneutica: transformar a porvocação que levou à guerra do libano numa intenção Israelita. Só a mais desonesta das parcialidades ou das ignorancias é que pode confabular uma treta destas.”

    Diz bem, provocação que levou à guerra. Já reparou que são duas categorias bem distintas de eventos? Quantas “provocações” **não** levaram a guerras?… A “efabulação” não é minha. Quem publicou o trabalho de investigação que demonstra o que digo foi Seymour Hersh. Alguém conhecido por ser totalmente parcial e ignorante….

    “Um estado Judeu para os Judeus. Um estado Português para os Portugueses e por aí fora…Não há nada de novo ou de necessariamente perverso nesta lógica.”

    Há o “pequeno detalhe” dos não-judeus que viviam e vivem no território de Israel, que de maneira “não-perversa” tiveram e têm de ser convencidos a “pôr-se a andar”. Será que se a dada altura no futuro os imigrantes e descendentes de imigrantes, ou seja todos os que não tiverem “puro sangue português nas veias”, estiverem perto de constituir uma maioria de habitantes do Estado Português o Ezequiel também acha que devem ser “convidados” a pôr-se a andar? A analogia foi sua.

    “Seria, de facto, o fim do estado Israelita. E, como é obvio, isto não pode acontecer.(…)Sim, é um estado Judaico (…). É tambem, em termos de jurisprudencia, um estado laico.(…)”

    Um estado que se afirma judaico, mas que também é laico?! Alguém anda muito confuso…

    O direito à auto-determinação territorial duma cultura ou etnia não pode ser feita à custa dos habitantes do território em causa. É da mais elementar justiça. Mas talvez o Ezequiel não se importe se um dia a “a etnia zambinba” resolver ocupar a sua casa, afinal eles também “merecem um território que sintam como seu”.

  35. ezequiel diz:

    correção: Acho que vou sentir saudades de vocês..

    bolas, hoje o meu português está uma desgraça franciscana…a minha prof de port do 9 ano..deve estar furiosa…

    sorry

  36. ezequiel diz:

    “I am the last person who will say I want to negotiate with Syria,” Olmert said in a meeting with Kiryat Shmona city councilmen, in response to Dichter’s comments on Army Radio Monday morning. Dichter said he would be willing to withdraw from the Golan Heights in return for REAL peace with Syria.”

    http://www.jpost.com/servlet/Satellite?cid=1154525914354&pagename=JPost%2FJPArticle%2FShowFull

  37. ezequiel diz:

    Israel deverá poder usufruir do principio da compensação. O país foi atacado diversas vezes injustamente. Aliás, o problema dos refugiados Palestinianos foi, em grande parte, causado por guerras que Israel não iniciou.

    “O interesse de Israel está em fazer a Paz com os estados da região e eliminar as causas que alimentam a maioria do extremismo nos Territórios Ocupados, e olhe que entre estas NÃO ESTÁ a existência do Estado de Israel.” ????????

    Mais uma vez, a senhorita Viana demonstra a sua ignorância. O reconhecimento de Israel é uma das questões cruciais em toda esta problemática.

    Posição de fraqueza? O problema do Libano e do hezbolah foi internacionalizado e o hezbolah (leia-se: irão) continua a tentar minar um governo legitimamente eleito e, por esta via, estabelecer e consolidar a hegemonia xiita no libano. Será esta a “fraqueza” de Israel? O tempo dirá. Todavia, é verdade que a guerra do Libano revelou que Israel terá que reformular a sua estratégia. A liderança de Olmert, Peretz e de alguns generais foi posta em causa e hoje ainda se sentem as repercussões dos erros da guerra do libano (a aprovação publica de Olmert ronda os 2%). É muito dificil combater uma organização terrorista que não hesita recorrer ao uso cobarde de civis, muitas vezes através da intimidação, para levar a sua avante. No entanto, como já afirmei aqui antes, considero que a estratégia que se adoptou na guerra do libano foi mal pensada e desastrosa.

    Viana, tu gostas de dar tiros nos pés. A continuar assim, vais precisar de uma AK 47.

    LAND FOR PEACE

    “Arab nations today formally approved a unified LAND FOR PEACE plan to be put to Israel, calling it a historic chance to secure lasting stability in the region.”

    Sobre a banalidade da questão do reconhecimento de Israel:

    “In practice, the 22 Arab states that have signed up – only two of which, Jordan and Egypt, currently recognise Israel – could well end up compromising in certain areas.”

    Isto é fantástico. Eu nem sequer tenho que me esforçar muito.(tudo isto consta no artigo do Guardian que tu citas aqui…oh dear…oh dear…what a twat! :))

    Também não li nada sobre compensação neste artigo. Li “just solution”…o resto , a interpretação de “just solution” (como compensação) é inteiramente sua. Acredito que seja, ou que possa vir a ser, uma proposta. Mas ainda não demonstraste que ela foi proferida por alguém. Enfim…

    (e recordo-te da tua afirmação anterior acerca do principio land-for-peace…contradição flagrante…Tens que ter calma darling!)

    Qt a S Hersh…

    http://www.newyorker.com/archive/2006/08/21/060821fa_fact

    Um plano de “retaliatory attacks.” (RETALIAÇÃO)

    Ninguem teria conseguido convencer a opinião publica Israelita a apoiar uma invasão injustificada, um plano de ataque puro e simples. É evidente que existem planos de invasão, de defesa, de retaliação e que estes planos devem ser conjuntamente avaliados por Israel e os seus principais aliados. Em politica internacional é assim mesmo. O hezbolah não para de lançar rockets para Israel. Há anos que o faz. Será tão anormal ter um plano para lidar com esta situação?

    “por acaso o pretexto apareceu, senão… tinha na mesma “aparecido”….

    Tem que me emprestar esta sua bolinha de cristal…este seu determinismo cognitivo é uma preciosidade (“tinha na mesma aparecido”…Uauuu!)

    Todos os dias caem em Israel dezenas de “pretextos” para acabar de uma vez por todas com o hezbolah.

    “Há o “pequeno detalhe” dos não-judeus que viviam e vivem no território de Israel, que de maneira “não-perversa” tiveram e têm de ser convencidos a “pôr-se a andar””

    Estude as guerras do medio oriente Vianinha…o problema dos refugiados surge com as guerras(civis e internacionais)…Leia o o Prof Charles Tripp…que é, às vezes, um feroz, mas credivel, critico de Israel….Não há pachorra! É obvio que eu nunca defenderia um criterio racial de pertença(sangue nas veias). Não confunda as coisas. Israel é tão tão tão racista…que conferiu direitos de pertença aos Arabes-Palestinianos Israelitas…apesar da discriminação social )

    Muito confuso?? O estado Israelita emanou da aspiração cultural de um povo. O povo Judeu. Em termos de jurisprudencia é laico: as suas leis são elaboradas e aplicadas através de um processo de deliberação democrático que não é determinado por concepções teológicas. Interessante, não é? A identidade do estado, qua nação, é Judaica. A lógica funcional, operacional, é laica. Talvez tenha que fazer um grande esfroço para compreender isto. Asseguro-lhe que não se trata de uma novidade. OS estados tendem a reflectir as culturas de onde provem, mas não tem de o fazer de forma absolutista. Neste caso, não reflecte completamente, felizmente. Talvez seja porque os fundadores de Israel sabiam que nem todos os Israelitas eram, ou seriam, Judeus. Maleabilidade mental!

    au revoir…

  38. Euroliberal diz:

    Lamento que este blogue, que pensava ser sério, esteja reservado a sionistas ignorantes como esse tal de Ezequiel (ou a anti-sionistas que não sabem desmontar a propaganda apartheidesca) e que os comentários que fariam facilmente embatucar sejam censurados. É politicamete incorrecto para a esquerda defender povos ocupados contra terroristas apartheidescos ocupantes ? Antes a esquerda era lírica, era irresponsável, era utópica, mas era corajosa e destemida. Agora nem isso. Porca miséria…

  39. ezequiel diz:

    fuck off you kunt!

  40. Euroliberal diz:

    Como o heróico Hezbolah derrotou os terroristas das SS Tsahal…

    O Hezbolah tinha todo o direito de fazer prisioneiros terroristas das SS Tsahal na Palestina ocupada, por 2 razões, entre outras: Há patriotas libaneses presos nas masmorras sionistas há mais de 30 anos (Samir Kuntar e camaradas), os quais só poderão ser libertados por troca com os terroristas sionistas. Além disso, há milhares de compatriotas palestinianos presos, e a Nação árabe é una. Um libanês tem o direito de legítima defesa de tudo fazer para arrancar da prisão camaradas semitas (como eles) da resistência ao inimigo comum. Tinham ainda o direito de abater terroristas sionistas em retaliação pelos hediondos massacres que nesse mesmo momento nazi-sionistas faziam em Gaza (centenas de mortos).

    E ainda mais se justificou o memorável coçóide que os 3.000 bravos do hezbolah ferraram na soldadesca nazi-sionista (30.000) que não chegaram sequer a conquistar nenhuma aldeia libanesa fronteiriça. Os terroristas perderam 120 soldados, 5 helicópteros, 50 tanques Merkavas e uma fragata, e retiraram humilhados, vingando-se na população civil libanesa (1.300 mortos). Todo o democrata, de esquerda ou direita, deve saudar o exemplo heróico dos leões do Hezbolah, que mostraram a todo o mundo islâmico invadido pelos terroristas cruzados a via para a aniquilamento final dos ocupantes sionistas e bushistas.

  41. a.pacheco diz:

    Os Judeus têm direito a um Estado diz o Ezequiel, talvez aqui tenha inicio a grande contradição e o cerne de toda esta questão.

    Ser judeu é UNICAMENTE abraçar uma religião, como ser da Igreja Maná, ou ser protestante…

    Será que isso dá direito aos manás ou aos protestantes a terem um país só para eles.

  42. ezequiel diz:

    http://en.wikipedia.org/wiki/Hebrew

    http://en.wikipedia.org/wiki/Jewish_identity

    http://en.wikipedia.org/wiki/Israel

    http://en.wikipedia.org/wiki/Judea

    I really do not feel like speaking portuguese today.

    Is this enough, or should they feel that your approval is necessary?

    Please provide historical illustration of all cases of state-constitution in western Europe and compare with the case of Israel?

    What is the philosophical status of plurality in the Jewish identity? Is it a contradiction? Consider Levinas concept of “alterity” in this context.

    How does Judaism, as a religious practice, differ from Protestantism, Catholicism and Budhism??

    Best wishes. You have 3 hours to complete the exam. It is advisable to think, gracefully, if at all possible.

  43. Euroliberal diz:

    E as testemunhas de Jeová, não têm direito a um paísito ? Talvez aquele onde vive o Ezequiel… estou certo que a casa do Ezequiel agradaria a muitas famílias de testemunhas de Jeová… Está certo, ó Ezequiel ? Por outro lado, se todas as religiões não têm de ter necessariamente um estado (a não ser que seja como o Vaticano com 44 hectares…), também não há nada que o impida, A NÃO SER QUE ESSE ESTADO SEJA ROUBADO, EXPULSANDO DAS SUAS CASAS E TERRAS O POVO QUE AÍ VIVIA ! É o caso da Palestina com a Nakba de 1948, um CRIME CONTRA A HUMANIDADE que devrá ser severamente punido !

    ISSrael NÂO É UMA DEMOCRACIA: não permite o voto da maioria dos residente de jure (só votam os de religião judaica), tem 10.000 presos políticos (Cuba: 150) e executa sumariamente centenas de oposicionistas ao regime de apartheid por ano. Se isto é uma democracia, então Salazar era um super-democrata…

  44. ezequiel diz:

    for a pacheco

    ooops…I forgot

    ofra haza (to clik)

    http://ruadajudiaria.com/?p=536

    http://en.wikipedia.org/wiki/Judaism

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