A cobardia nunca é muito generosa

O Governo português decidiu desactivar a embaixada portuguesa no Iraque por considerar perigos vários e falta gritante de condições de segurança.
Ao mesmo tempo, os Serviços de Estrangeiros e Fronteiras do Ministério da Administração de Interna resolveram recusar o pedido de asilo a um cidadão iraquiano alegando “não estar provado que não existem condições de segurança no Iraque”.

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TERÇA | Nuno Ramos de Almeida
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7 Responses to A cobardia nunca é muito generosa

  1. Jean says:

    Isso apenas demonstra que os trabalhadores do SEF são mais “bravos” e “corajosos” do que os “mariquinhas” do MNE, que têm medo de tudo!

  2. Chuckie Egg says:

    Que tal uma pequena investigação sobre as normas de direito internacional para os refugiados de guerra? Já trabalhei na bélgica com um curdo que me explicou bastante bem o que era o regime de Saddam para eles e como é que foi depois para sair de lá, já com o Baas derrotado e semi-desmembrado (durante era impossível, razões bastante fortes garantiu, com alguns exemplos fortes). Com ele percebi também os entraves enormes que a UE põe a essas “comunidades emigrantes” à força, que se podem esbater bem contra declarações pseudo-humanistas que alto e em bom som emitem os nossos governantes aquando da mínima conferência/colóquio internacional (onde andará o nosso ex-PM??). Este fds não tenho tempo, caso não o façam ainda hei de escrever qualquer coisa sobre isso no Spectrum. Já agora deve ser interessante saber como, quando e por quem é que esses estatutos são definidos e quantos é que deles beneficiaram, sendo quase certo que 95% dos visados nunca ouviram falar de tal coisa. E se alguém souber de estudos neste sentido também seria interessante.

  3. FuckItAll says:

    Jean, boa explicação!

    Eu suponho que o pessoal da embaixada do Irão foi todo transferido para o Iraque, que é mesmo ali ao lado e assim sempre ficam as famílias mais descansadas.

  4. Luís Lavoura says:

    Tenho a impressão de que o SEF é um Estado dentro do Estado.

    A não ser que seja pior do que isso, que o SEF seja o próprio Estado.

  5. Este SEF é a Administração Pública portuguesa no seu expoente máximo!

  6. Até parece piada… mas então achas que devíamos dar asilo a todos os iraquianos que o solicitassem?

  7. Nuno Ramos de Almeida says:

    Olá Narciso,

    Estou de acordo que tem de haver um processo para ver se a pessoa corre um sério risco e necessita que lhe concedam asilo. Agora, a desculpa para o não o conceder é que não pode ser a ideia de que “não está provado que não existem condições de segurança no Iraque”. É também importante dizer que Portugal não concede o estatuto de refugiado a toda a gente, pelo contrário: é dos países europeus que tem proporcionalmente, e em termo absolutos, menos exilados de toda a Europa.
    Finalmente, o trabalho do SEF, nesta área, deve ser fazer um relatório justo sobre a pessoas e não arranjar um pretexto para as expulsar.

    Abraço,
    Nuno