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A cobardia nunca é muito generosa

9 de Março de 2007 por Nuno Ramos de Almeida

O Governo português decidiu desactivar a embaixada portuguesa no Iraque por considerar perigos vários e falta gritante de condições de segurança.
Ao mesmo tempo, os Serviços de Estrangeiros e Fronteiras do Ministério da Administração de Interna resolveram recusar o pedido de asilo a um cidadão iraquiano alegando “não estar provado que não existem condições de segurança no Iraque”.

Comentários

Comentário de Jean
Data: 9 de Março de 2007, 9:18

Isso apenas demonstra que os trabalhadores do SEF são mais “bravos” e “corajosos” do que os “mariquinhas” do MNE, que têm medo de tudo!

Comentário de Chuckie Egg
Data: 9 de Março de 2007, 9:45

Que tal uma pequena investigação sobre as normas de direito internacional para os refugiados de guerra? Já trabalhei na bélgica com um curdo que me explicou bastante bem o que era o regime de Saddam para eles e como é que foi depois para sair de lá, já com o Baas derrotado e semi-desmembrado (durante era impossível, razões bastante fortes garantiu, com alguns exemplos fortes). Com ele percebi também os entraves enormes que a UE põe a essas “comunidades emigrantes” à força, que se podem esbater bem contra declarações pseudo-humanistas que alto e em bom som emitem os nossos governantes aquando da mínima conferência/colóquio internacional (onde andará o nosso ex-PM??). Este fds não tenho tempo, caso não o façam ainda hei de escrever qualquer coisa sobre isso no Spectrum. Já agora deve ser interessante saber como, quando e por quem é que esses estatutos são definidos e quantos é que deles beneficiaram, sendo quase certo que 95% dos visados nunca ouviram falar de tal coisa. E se alguém souber de estudos neste sentido também seria interessante.

Comentário de FuckItAll
Data: 9 de Março de 2007, 11:56

Jean, boa explicação!

Eu suponho que o pessoal da embaixada do Irão foi todo transferido para o Iraque, que é mesmo ali ao lado e assim sempre ficam as famílias mais descansadas.

Comentário de Luís Lavoura
Data: 9 de Março de 2007, 12:28

Tenho a impressão de que o SEF é um Estado dentro do Estado.

A não ser que seja pior do que isso, que o SEF seja o próprio Estado.

Comentário de Marco Oliveira
Data: 10 de Março de 2007, 13:03

Este SEF é a Administração Pública portuguesa no seu expoente máximo!

Comentário de Carlos Narciso
Data: 11 de Março de 2007, 16:59

Até parece piada… mas então achas que devíamos dar asilo a todos os iraquianos que o solicitassem?

Comentário de Nuno Ramos de Almeida
Data: 11 de Março de 2007, 17:44

Olá Narciso,

Estou de acordo que tem de haver um processo para ver se a pessoa corre um sério risco e necessita que lhe concedam asilo. Agora, a desculpa para o não o conceder é que não pode ser a ideia de que “não está provado que não existem condições de segurança no Iraque”. É também importante dizer que Portugal não concede o estatuto de refugiado a toda a gente, pelo contrário: é dos países europeus que tem proporcionalmente, e em termo absolutos, menos exilados de toda a Europa.
Finalmente, o trabalho do SEF, nesta área, deve ser fazer um relatório justo sobre a pessoas e não arranjar um pretexto para as expulsar.

Abraço,
Nuno

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