E se contarmos com os gatos? Como o “Não” ainda pode vir a ganhar

No Blogue do Não, no artigo de Luís Delgado no DN, na reacção de Luís Filipe Menezes, nas respostas do CDS e do “Não” (mas, vá lá, o PSD e Marques Mendes evitaram esse caminho) aparece timidamente um tema: o de que se juntarmos os abstencionistas ao voto do “Não”, há uma maioria de pessoa que se opõe à despenalização do aborto. A ideia é tão hilariamente absurda e desajeitada que está para lá de qualquer comentário. Mas os cenários ainda vão mais longe: Luís Filipe Menezes e Pedro Picoito contam com aqueles que não poderão nunca vir a votar, porque não nascerão: os fetos… Bagão Félix poderia até aduzir que se trata do voto do nascituro não concebido, que garantiria naturalmente a vitória do “Não”. E porquê parar por aí? Não viriam esses fetos a ter filhos (eleitores do “Não”, pois claro)? E os netos dos fetos?

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Segunda | Rui Tavares
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