Sessão de esclarecimento

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O melhor cartaz desta campanha feito pelo Luís do Blocomotiva

Sobre Nuno Ramos de Almeida

TERÇA | Nuno Ramos de Almeida
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8 respostas a Sessão de esclarecimento

  1. mb diz:

    está muito bom mesmo! parabéns! os apoiantes do não esforçam-se por uma imagem terrorista…é a política “choque”. nas urnas veremos o que vale a liberdade!!
    um abraço e muitas felicidades para o blog

  2. M. Beatriz diz:

    se me é permitido…gostaria de partilhar um recém chegado http://porafiar.blogspot.com/

  3. alx diz:

    De facto é exactamente a mesma coisa: uma vida ou um julgamento!?
    Não conseguem perceber pois não?
    E a quetsão é que vão sempre contribuir com os vossos impostos para julgar mulheres por aborto, pelo menos a partir das 10 semanas. Se fosse a v. Ex.cias até pedia que nas declarações de IRS isso fosse considerado para benefício fiscal!!!
    Uma vez mais este cartaz não mexe nas convicções do NÃO, mas revela a frivolidade das do SIM (com o que está em questão neste referendo, estamos no mesmo país, certo!?)

  4. Ezequiel diz:

    Sinceramente, já não há pachorra. A mediatização deste tema fez com que a actual discussão “pública” se transformasse num drama de faca e alguidar estereotipado, imbecil, impossibilitando a tal coisa suspostamente sublime que se espera da muito aclamada “participação” (a participação…fisga-se!!…vão todos para a bordamerda!) …as máquinas de retórica a funcionar a todo o vapor…a reiteração infinita de x versus y, a de-re-composição de argumentos …os totós conservadores do “não” como padrecos, moralistas hipocritcas… e os iluminados irritantes do “sim” como padrecos, moralistas…

    Não há pachorra!

  5. Ezequiel diz:

    cambada de histéricos-as!

  6. pedro diz:

    Contudo, essa frase tão brilhante pode ser facilmente desconstruída, invertendo o sentido da coisa com um: Usar os meus impostos para fazer abortar mulheres? Não Obrigado.
    Não quero com isto marcar a minha posição sobre o aborto, mas apenas demonstrar que se calhar a frase não é assim tão brilhante.

  7. teresa diz:

    Creio que anda tudo a sofrer de hipocrisia congénita…
    Saberão os senhores do “NÃO”, o que diz a actual lei sobre o aborto – crime – e as circunstâncias de DESPENALIZAÇÃO que actualmente estão previstas na lei?
    Não queria ser maçadora, mas talvez seja importante fornecer essa informação, para que não andemos todos aqui a discutir às cegas.
    Prevê o artº 140º do Cód. Penal, o crime do aborto.
    E o artº 142º, do mesmo diploma legal, as circunstâncias em que a “interrupção da gravidez não (é) punível”.
    Diz, então, este último artº que:
    “1 – Não é punível a interrupção da gravidez efectuada por médico, ou sob a sua direcção, em estabelecimento de saúde oficial ou oficialmente reconhecido e com o conhecimento da mulher grávida, quando, segundo o estado dos conhecimentos e da experiência da medicina:
    a) Constituir o único meio de remover perigo de morte ou de grave e irreversível lesão para o corpo ou para a saúde física ou psíquica da mulher grávida;
    b) Se mostrar indicada para evitar perigo de morte ou de grave e duradoura lesão para o corpo ou para a saúde física ou psíquica da mulher grávida e for realizada nas primeiras 12 semanas de gravidez;
    c) Houver seguros motivos para prever que o nascituro virá a sofrer, de forma incurável, de grave doença ou malformação congénita, e for realizada nas primeiras 24 semanas de gravidez, comprovadas ecograficamente ou por outro meio adequado de acordo com as leges artis, excepcionando-se as situações de fetos enviáveis, caso em que a interrupção poderá ser praticada a todo o tempo;
    d) A gravidez tenha resultado de crime contra a liberdade e autodeterminação sexual e a interrupção for realizada nas primeiras 16 semanas.”
    É um contra-senso aceitar a actual lei, e repudiar a despenalização nos moldes que hoje se discute.
    Quem, melhor do que a mulher, que decide por um aborto, saberá se essa é ou não uma circunstância (psicológica) suficientemente forte para o fazer?
    Tantos motivos poderão estar na origem de um aborto, que nós não temos o direito, sequer, de questionar.
    Não acredito que haja quem decida abortar de ânimo leve. E se o houver… teria aquela promitente mãe capacidade para criar saudavelmente um filho?…
    Quem somos nós para dizer que as razões da mulher devem ser criminalmente punidas?
    Quem atesta que o dano é psicologicamente irreversível para a mulher? Um psiquiatra? Claro, mas onde estão os psiquiatras ao dispor de quem não tem possibilidades económicas?
    Quantos dramas assolam as mulheres que não podem (por motivos que aparentemente não estão consignados na lei) optar por um aborto legal? Ou, por outro prisma, optar por criar um filho?
    Poderemos nós dizer que interromper a gravidez quando se sabe que um feto é portador de uma doença ou malformação congénita (por ex, com trissomia 21) não é crime, e aceitar esse facto, mas noutra circunstância qualquer, que desconhecemos, já é?
    Acolá não choca, mas aqui já?
    Então, na actual lei, e concretamente neste artº 142º, o valor vida não tem importância? Aliás, permite que a interrupção seja feita bastante tempo depois das 10 semanas. Ou terá?…
    E porquê? Porque (al. c)) a criancinha não é saudável?
    Só aí é que tem permissão para não ser bem-vinda? E quando realmente não o é, mesmo que sem qualquer má formação, já deve ser criminalmente punível? Porquê?
    Estaremos nós hipocritamente a fazer pré-selecção de seres humanos?
    Quando se trata de julgar os outros, cá estamos nós, levianamente, a fazê-lo – somos peritos nessa arte.
    Deixemo-nos de coisas; “nunca digas desta água não beberei!”
    Outra questão, bem diferente, é lutar para que deixe de haver aborto em Portugal – prevenção/educação/sociabilização/acolhimento/resposta aos problemas – os defensores do SIM acolhem, naturalmente essa máxima. Para isso não é preciso punir! Não é preciso ser intransigente!

  8. Nuno Ramos de Almeida diz:

    Caro Pedro, é exactamente ao contrário do que você disse, este cartazete é uma resposta ao do “não” que diz o que você escreve. Mas isso você já sabia.

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