O Golpe de Estado

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O golpe foi rápido e preciso, o António Figueira ainda tentou resistir com dois bem pronunciados “Hélas”. Mas, o mal estava feito, um comando do 31 da Armada tomou de assalto o 5 dias. As primeiras medidas foram simbólicas: mudança de cabeçalho (Moita de Deus é agora o segundo a contar da esquerda) e a anulação dos feriados do 25 de Abril e do 1º de Maio. O revanchismo instalou-se. Durante a noite ouviu-se apenas fado marialva. Todos gritaram, em êxtase cadenciado: Quem vive? Portugal! Portugal! Portugal! Ao grito de “quem manda?”, Henrique Raposo enganou-se e berrou: “Oakeshott…”. Rodrigo Moita de Deus franziu o sobrolho e disse agastado: “lá estás tu, com essas paneleiradas estrangeiras”. Durante a noite, a genebra correu a rodos e as tropas foram animadas com algumas estrofes escolhidas sobre D. Miguel. Infelizmente, a gloriosa jornada não acabou sem vítimas. Paulo Pinto Mascarenhas estava a um canto, a cofiar o terço, enquanto justificava o voto “não” no referendo, quando Diogo Belford Henriques tropeçou e a revista Atlântico ficou órfã.
Mas a maior surpresa chegou na segunda-feira. Rui Tavares, sem ter reparado em nada, postou a sua crónica do Público de sábado.

P.S. – Estou refugiado em Bruxelas, vou tentar postar uns textos ao longo do dia, para já, podem ler o Filipe Moura.

Sobre Nuno Ramos de Almeida

TERÇA | Nuno Ramos de Almeida
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Uma resposta a O Golpe de Estado

  1. Ezequiel diz:

    sexyyyyyyy ah ah aha ha ha ha ha h ah

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