Filósofos da nossa terra

Disse o Dr. Ribeiro e Castro (Presidente do CDS-PP, para os mais distraídos) este fim-de-semana numa aldeia qualquer do Norte de Portugal, enquanto invectivava a desertificação do interior: “É preciso transformar o interior num novo litoral!”

Lendo o que escreveu Pedro Arroja esta fim-de-semana no seu “Blasfémias”, fica-se na dúvida sobre se este distinto pensador sabe a diferença entre “redundante” e “retumbante” – mas teme-se que a resposta seja um retumbante “não” (onde é que este senhor dá aulas?)

Não obstante a competição feroz, o prémio “Delírio” da política portuguesa vai para a recente proposta do BE de proporcionar, nas escolas públicas portuguesas, uma educação bilingue aos filhos dos nossos imigrantes – com quotas mínimas de 30% de portugueses nas turmas com ensino em crioulo e ucraniano, para não “guetizar” as crianças.

O melhor filósofo do fim-de-semana falou na segunda-feira: foi José Miguel Júdice, numa excelente crónica na “Antena Um”, sobre a triste propensão nacional para gastar muito naquilo que é fácil (a fazer obras, a comprar equipamentos, a contratar pessoas) e pouco naquilo que realmente conta, mas é difícil (a conservar o que está construído, a manter os equipamentos, a organizar as pessoas – em suma, a fazer as coisas funcionar).

Sobre António Figueira

SEXTA | António Figueira
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2 respostas a Filósofos da nossa terra

  1. Ezequiel diz:

    “um redundante não” ah h ah ah ah aha isto é de chorar de rir

  2. Sérgio diz:

    Este Prof. Pedro Arroja…

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