O guardanapo

Já tinha tido os seus momentos de glória. Quem poderá esquecer a intervenção musculada, de chaves na mão, do contínuo, a mando do presidente do parlamento, para impedir a reunião da comissão de inquérito do Parlamento Europeu aos voos da CIA na sala do senado da Assembleia da República? Qual o comensal que poderá olvidar o lauto e principesco repasto, com cozinheiro de nomeada escolhido a preceito, com que a segunda figura do Estado banqueteou algumas dezenas de convidados para comemorar, de barriguinha cheia, os direitos humanos? Mas, Jaime Gama não ignora que Deus está nos pormenores e que uma história com contínuos musculados e banquetes luxuosos exige algo mais: um guardanapo.

Sobre Nuno Ramos de Almeida

TERÇA | Nuno Ramos de Almeida
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