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Atualizado às 4 da tarde: embora sem nenhuma especial novidade, a síntese do Economist é, como habitualmente, útil:

«Militarily, it is withdrawal by any other name, and not far short of precipitate.»

«The biggest obstacles to any grand bargain on Iraq may well be practical rather than ideological. Is Condoleezza Rice up to the job of acting as a regional power-broker? (Her performance during the Israel-Hizbullah war was notably weak.) (…) Is training the Iraqi army anything more than a pipe-dream?»

Enquanto andava na net a tentar perceber o que diz o relatório Baker, o texto que mais me impressionou foi, possivelmente, o de Matthew Yglesias, um blogger e colunista americano que eu não conhecia e tem a bonita idade de 25 anos (nasceu em 1981). Este outro texto dele também é recomendável, para um retrato do que a administração Bush imagina que seja a diplomacia.

O Spiegel online que citei duas vezes no post anterior merece leitura completa. Para uma perspectiva política geral, o artigo de Anatol Lieven publicado já há um mês mantém actualidade, porque ele têm sido um defensor consistente de uma linha «realista» sobre o Iraque, que inclua negociação com o Irão e a Síria. Acho que o texto ajuda a perceber porquê.

Por fim, graças às recomendações de José Manuel Fernandes (em editorial do Público no último domingo), consultei pela primeira vez o site esquerda.net, do BE. Devo dizer que tive uma surpresa. Não tanto por os conteúdos não corresponderem em nada ao anunciado por Fernandes, mas porque foi através do BE que fiquei a conhecer este texto de Fukuyama sobre a Venezuela, que apesar da tradução ainda merece ser lido. Mais recente, há também este artigo de Wallerstein sobre a política americana e a guerra do Iraque após as eleições de Novembro último. «É óbvio que os Estados Unidos perderam irremediavelmente a guerra. O objectivo dos Estados Unidos era pôr no poder um governo estável e amigável, e que permitisse a instalação de bases militares americanas. Hoje, é claro que se for estável não será amigável. E se for amigável não será estável.»

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QUINTA | Ivan Nunes
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