O post era sobre o véu em França, o primeiro p.s. era sobre o véu simplesmente, este segundo é sobre a França: antes que se vá embora (e deve estar para breve), quem não tiver visto que veja o “Em Paris”: o filme tem uma frescura e uma joie de vivre que nos reconciliam com esse país tantas vezes irritante mas que se calhar, mais do que qualquer outro na Europa, é o espelho em que nos revemos melhor – nós, que também nos irritamos tanto a nós próprios. A história (se o filme tem uma) está muito bem contada, a interpretação é inteligente, o trabalho de camera tem momentos óptimos, e depois o filme é plasticamente muito bonito, e tem uma música excelente. É óbvio que tem frescuras dispensáveis, e que tem apontamentos de grande cabotinismo – mas afinal estamos a falar de um filme francês; mas sobretudo é um filme que desenjoa, porque é um filme que é feito com poucos meios mas por quem se percebe que gosta do que faz e faz bem – cinema.




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