The whole shebang

Termino o dia com quatro sugestões de leitura. O Pedro Magalhães está, por coincidência, nos EUA durante este período eleitoral e escreve a partir daí alguns comentários dos mais interessantes. No New York Times de há três dias, um sociólogo claramente com formação em estatística faz algumas observações sobre o carácter arbitrário de resultados eleitorais apurados a partir de margens de diferença muitíssimo pequenas. Sugere que, abaixo de um coeficiente de diferença que ele lá calcula, o melhor é pura e simplesmente convocar uma nova eleição.

«So what should we do in such cases, where no winner can be declared with more than 99 percent statistical certainty? Do the whole shebang all over again. This has the advantage of testing voters’ commitment to candidates.»

Do dia eleitoral no New York Times, vem esta lista de recomendações de voto feita pelo jornal: uma coisa um tanto bizarra, nome-a-nome, sem justificações, e com a observação adicional de que «pode imprimir esta página para usar como referência.» Isto é voto dirigido e com sentido prático.
Num âmbito não-político, também achei muito curioso este artigo de terça-feira, que sustenta que o problema com os casamentos (e as relações amorosas em geral) é que cada vez pedimos mais deles: devíamos diversificar as fontes de satisfação emocional, em vez de avançarmos neste movimento concentracionário e irrealista.

«It has only been in the last century that Americans have put all their emotional eggs in the basket of coupled love. Because of this change, many of us have found joys in marriage our great-great-grandparents never did. But we have also neglected our other relationships, placing too many burdens on a fragile institution and making social life poorer in the process.»

O texto é divertido até ao fim.

Sobre Ivan Nunes

QUINTA | Ivan Nunes
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