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	<title>Comentários em: O veredicto sobre Saddam Hussein</title>
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		<title>Por: Renato de Azevedo</title>
		<link>http://5dias.net/2006/11/08/o-veredicto-sobre-saddam-hussein/comment-page-1/#comment-519</link>
		<dc:creator>Renato de Azevedo</dc:creator>
		<pubDate>Sat, 11 Nov 2006 11:41:23 +0000</pubDate>
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		<description>Saddam – pena de morte 

Sou contrário à pena de morte.
Mas menos entendo que o condenado não possa escolher a forma de execução !
Porquê obrigatoriamente o enforcamento, o garrote, ou mesmo a cadeira eléctrica, quando bastaria, por exemplo, a cápsula de cianeto ?
O desnecessário acréscimo da tortura inerente às usuais modalidades de execução ou é sadismo ou tem o propósito de impor a ordem pelo terror - o que acaba por deslustrar e desautorizar os executores.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Saddam – pena de morte </p>
<p>Sou contrário à pena de morte.<br />
Mas menos entendo que o condenado não possa escolher a forma de execução !<br />
Porquê obrigatoriamente o enforcamento, o garrote, ou mesmo a cadeira eléctrica, quando bastaria, por exemplo, a cápsula de cianeto ?<br />
O desnecessário acréscimo da tortura inerente às usuais modalidades de execução ou é sadismo ou tem o propósito de impor a ordem pelo terror &#8211; o que acaba por deslustrar e desautorizar os executores.</p>
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		<title>Por: António Figueira</title>
		<link>http://5dias.net/2006/11/08/o-veredicto-sobre-saddam-hussein/comment-page-1/#comment-509</link>
		<dc:creator>António Figueira</dc:creator>
		<pubDate>Fri, 10 Nov 2006 14:02:42 +0000</pubDate>
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		<description>Caro Arnaldo Gonçalves,
Assumo que defendo que os valores civilizacionais que perfilho têm uma validade universal; no caso particular da abolição da pena de morte, incarnam-se, hic et nunc, na Europa, que é, em princípio, uma zona livre da pena de morte (e digo em princípio porque tudo leva a crer que na Rússia e na Turquia - ou melhor, na Chechénia e no Curdistão - se praticam execuções extrajudiciais, além de que, como já disse, não sei qual é a situação na Bielorrússia), mas deveriam aplicar-se no resto do mundo. Dito isto, não me parece que defender que a pena de morte está universal e absolutamente errada seja uma forma de eurocentrismo, muito pelo contrário: é porque, para mim, os homens são todos iguais, e a vida de um iraquiano ou de um chinês vale tanto como a de um português, que eu defendo o fim da pena de morte nesses países; o verdadeiro eurocentrismo, que radica na consciência de que os europeus são superiores ou pelo menos diferentes do resto da humanidade, coexiste muito bem com as selvajarias praticadas nos outros continentes e traduz-se numa forma de relativismo cultural que consiste em justificar a barbárie alheia com as suas tradições particulares: como disse um famoso autor inglês, defende o liberalismo para os liberais e o canibalismo para os canibais. Quanto à minha suposta ignorância em matéria de facto, salvo prova em contrário, continuo a pensar que ela é antes sua.
Cordialmente, António Figueira</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Caro Arnaldo Gonçalves,<br />
Assumo que defendo que os valores civilizacionais que perfilho têm uma validade universal; no caso particular da abolição da pena de morte, incarnam-se, hic et nunc, na Europa, que é, em princípio, uma zona livre da pena de morte (e digo em princípio porque tudo leva a crer que na Rússia e na Turquia &#8211; ou melhor, na Chechénia e no Curdistão &#8211; se praticam execuções extrajudiciais, além de que, como já disse, não sei qual é a situação na Bielorrússia), mas deveriam aplicar-se no resto do mundo. Dito isto, não me parece que defender que a pena de morte está universal e absolutamente errada seja uma forma de eurocentrismo, muito pelo contrário: é porque, para mim, os homens são todos iguais, e a vida de um iraquiano ou de um chinês vale tanto como a de um português, que eu defendo o fim da pena de morte nesses países; o verdadeiro eurocentrismo, que radica na consciência de que os europeus são superiores ou pelo menos diferentes do resto da humanidade, coexiste muito bem com as selvajarias praticadas nos outros continentes e traduz-se numa forma de relativismo cultural que consiste em justificar a barbárie alheia com as suas tradições particulares: como disse um famoso autor inglês, defende o liberalismo para os liberais e o canibalismo para os canibais. Quanto à minha suposta ignorância em matéria de facto, salvo prova em contrário, continuo a pensar que ela é antes sua.<br />
Cordialmente, António Figueira</p>
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		<title>Por: Nuno Ramos de Almeida</title>
		<link>http://5dias.net/2006/11/08/o-veredicto-sobre-saddam-hussein/comment-page-1/#comment-508</link>
		<dc:creator>Nuno Ramos de Almeida</dc:creator>
		<pubDate>Fri, 10 Nov 2006 13:04:11 +0000</pubDate>
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		<description>Segundo as enciclopédias, que recomenda a leitura ao António Figueira, a última execução no Brasil é datada de 1855 . Gostava de perceber em quê que se baseia para dizer que o Brasil aplica a pena de morte de uma forma &quot;mitigada&quot;.
Finalmente duas coisas:
1. não consigo concordar consigo na sua defesa da pena de morte. Não me parece uma questão sujeita a relativismos culturais, mas uma questão de civilização que separa bárbaros de civilizados.
2. Chamar julgamento a um processo que é conduzido por um juiz de conveniência e em que três advogados de defesa são assassinados, parece-me muito exagerado...

Link para a encarta: http://encarta.msn.com/media_461543496/Capital_Punishment_Worldwide.html</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Segundo as enciclopédias, que recomenda a leitura ao António Figueira, a última execução no Brasil é datada de 1855 . Gostava de perceber em quê que se baseia para dizer que o Brasil aplica a pena de morte de uma forma &#8220;mitigada&#8221;.<br />
Finalmente duas coisas:<br />
1. não consigo concordar consigo na sua defesa da pena de morte. Não me parece uma questão sujeita a relativismos culturais, mas uma questão de civilização que separa bárbaros de civilizados.<br />
2. Chamar julgamento a um processo que é conduzido por um juiz de conveniência e em que três advogados de defesa são assassinados, parece-me muito exagerado&#8230;</p>
<p>Link para a encarta: <a href="http://encarta.msn.com/media_461543496/Capital_Punishment_Worldwide.html" rel="nofollow">http://encarta.msn.com/media_461543496/Capital_Punishment_Worldwide.html</a></p>
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	<item>
		<title>Por: Arnaldo Gonçalves</title>
		<link>http://5dias.net/2006/11/08/o-veredicto-sobre-saddam-hussein/comment-page-1/#comment-507</link>
		<dc:creator>Arnaldo Gonçalves</dc:creator>
		<pubDate>Fri, 10 Nov 2006 04:34:53 +0000</pubDate>
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		<description>Os comentários supra que agradeço não ilidem uma única das razões que adiantei para procurar &quot;entender&quot;a decisão tomada pelo governo iraquiana quanto a Saddam. Inserem-se na crença intelectualista e optimista da regeneração natural do homem que tem origem no Iluminismo e na postura dos &quot;philosophes&quot;. E que levou ao magníficos frutos que a história documenta em França, na Rússia, em Cuba e na Coreia do Norte a nova estrela vermelha da esquerda comunista. São expressão de um eurocentrismo que acha o mundo para além das fronteiras da Europa estepes da bárbarie. Quanto à situação factual da aplicação da pena no mundo o Dr António Figueira revela uma absoluta ignorância do que se passa. Recomendo-lhe a consulta de qualquer enciclopédia.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Os comentários supra que agradeço não ilidem uma única das razões que adiantei para procurar &#8220;entender&#8221;a decisão tomada pelo governo iraquiana quanto a Saddam. Inserem-se na crença intelectualista e optimista da regeneração natural do homem que tem origem no Iluminismo e na postura dos &#8220;philosophes&#8221;. E que levou ao magníficos frutos que a história documenta em França, na Rússia, em Cuba e na Coreia do Norte a nova estrela vermelha da esquerda comunista. São expressão de um eurocentrismo que acha o mundo para além das fronteiras da Europa estepes da bárbarie. Quanto à situação factual da aplicação da pena no mundo o Dr António Figueira revela uma absoluta ignorância do que se passa. Recomendo-lhe a consulta de qualquer enciclopédia.</p>
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	<item>
		<title>Por: António Figueira</title>
		<link>http://5dias.net/2006/11/08/o-veredicto-sobre-saddam-hussein/comment-page-1/#comment-506</link>
		<dc:creator>António Figueira</dc:creator>
		<pubDate>Thu, 09 Nov 2006 23:48:02 +0000</pubDate>
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		<description>&quot;Mea culpa&quot;, só agora li este post, mas não posso lê-lo sem comentá-lo, mesmo que muito brevemente, porque sou dos que possuem um &quot;prurido infantil&quot; contra a pena de morte, e não relativizo os direitos fundamentais em função dos climas ou das &quot;traditio&quot; jurídicas. Muito poderia dizer sobre os argumentos expendidos ao longo do artigo - nomeadamente sobre a ideia de que esta sentença culmina ou recompensa a resistência &quot;estóica&quot; do povo iraquiano, num país sobre ocupação militar, e na antevéspera das eleições para o Congresso dos EUA - mas limito-me a duas correcções de facto que me parecem particularmente importantes: excepto na Bielorrússia (cuja situação desconheço), não existe pena de morte em nenhum país europeu (na Rússia, onde ainda existe &quot;de jure&quot; há uma moratória, que já dura há anos, que a comuta sempre &quot;de facto&quot; em prisão perpétua, em Chipre não existe e a Latia não sei onde fica) e quanto ao Brasil e à Argentina a pena de morte não se aplica sequer &quot;mitigadamente&quot; (existiu, extrajudicialmente, no tempo das ditaduras, mas não faz parte do arsenal penal desses países desde há largos anos).</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>&#8220;Mea culpa&#8221;, só agora li este post, mas não posso lê-lo sem comentá-lo, mesmo que muito brevemente, porque sou dos que possuem um &#8220;prurido infantil&#8221; contra a pena de morte, e não relativizo os direitos fundamentais em função dos climas ou das &#8220;traditio&#8221; jurídicas. Muito poderia dizer sobre os argumentos expendidos ao longo do artigo &#8211; nomeadamente sobre a ideia de que esta sentença culmina ou recompensa a resistência &#8220;estóica&#8221; do povo iraquiano, num país sobre ocupação militar, e na antevéspera das eleições para o Congresso dos EUA &#8211; mas limito-me a duas correcções de facto que me parecem particularmente importantes: excepto na Bielorrússia (cuja situação desconheço), não existe pena de morte em nenhum país europeu (na Rússia, onde ainda existe &#8220;de jure&#8221; há uma moratória, que já dura há anos, que a comuta sempre &#8220;de facto&#8221; em prisão perpétua, em Chipre não existe e a Latia não sei onde fica) e quanto ao Brasil e à Argentina a pena de morte não se aplica sequer &#8220;mitigadamente&#8221; (existiu, extrajudicialmente, no tempo das ditaduras, mas não faz parte do arsenal penal desses países desde há largos anos).</p>
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	</item>
	<item>
		<title>Por: gogol</title>
		<link>http://5dias.net/2006/11/08/o-veredicto-sobre-saddam-hussein/comment-page-1/#comment-495</link>
		<dc:creator>gogol</dc:creator>
		<pubDate>Thu, 09 Nov 2006 04:24:43 +0000</pubDate>
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		<description>Artigo mentiroso e mal escrito (o que é &quot;certitude&quot;?).

Tanto na Argentina como no Brasil a pena de morte só é prevista para crimes militares cometidos em tempo de guerra, pelo que de facto ela foi abolida nos dois países. Já não há execuções desde o tempo das ditaduras militares, pelo que a pena de morte nem sequer &quot;mitigadamente&quot; agora é aplicada.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Artigo mentiroso e mal escrito (o que é &#8220;certitude&#8221;?).</p>
<p>Tanto na Argentina como no Brasil a pena de morte só é prevista para crimes militares cometidos em tempo de guerra, pelo que de facto ela foi abolida nos dois países. Já não há execuções desde o tempo das ditaduras militares, pelo que a pena de morte nem sequer &#8220;mitigadamente&#8221; agora é aplicada.</p>
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	</item>
	<item>
		<title>Por: ezer</title>
		<link>http://5dias.net/2006/11/08/o-veredicto-sobre-saddam-hussein/comment-page-1/#comment-494</link>
		<dc:creator>ezer</dc:creator>
		<pubDate>Thu, 09 Nov 2006 00:25:33 +0000</pubDate>
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		<description>Só não percebo é que foi preciso matar 655 000 Iraquianos(durante a guerra até  aos dias de hoje,sem falar com  500 000 antes da &#039;guerra&#039; ) para fazer justiça a um assassino.
Também não entendo porque 2 dias antes desta guerra começar, o Bush  deu a oportunidade a Sadam de zarpar do país com a massa e os sequazes mais chegados.Nessa altura não era assassino,era um investidor,não?....</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Só não percebo é que foi preciso matar 655 000 Iraquianos(durante a guerra até  aos dias de hoje,sem falar com  500 000 antes da &#8216;guerra&#8217; ) para fazer justiça a um assassino.<br />
Também não entendo porque 2 dias antes desta guerra começar, o Bush  deu a oportunidade a Sadam de zarpar do país com a massa e os sequazes mais chegados.Nessa altura não era assassino,era um investidor,não?&#8230;.</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: Paulo C Lopes da Silva</title>
		<link>http://5dias.net/2006/11/08/o-veredicto-sobre-saddam-hussein/comment-page-1/#comment-493</link>
		<dc:creator>Paulo C Lopes da Silva</dc:creator>
		<pubDate>Wed, 08 Nov 2006 22:56:25 +0000</pubDate>
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		<description>Não era preciso escrever tanto.

Bastava ter dito: eu sou a favor da pena de morte.

Eu como não sou digo-o. 

Não seja hipócrita e junte-se ao Dr. Vasco da Graça Moura</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Não era preciso escrever tanto.</p>
<p>Bastava ter dito: eu sou a favor da pena de morte.</p>
<p>Eu como não sou digo-o. </p>
<p>Não seja hipócrita e junte-se ao Dr. Vasco da Graça Moura</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: xatoo</title>
		<link>http://5dias.net/2006/11/08/o-veredicto-sobre-saddam-hussein/comment-page-1/#comment-492</link>
		<dc:creator>xatoo</dc:creator>
		<pubDate>Wed, 08 Nov 2006 20:05:28 +0000</pubDate>
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		<description>&quot;abençoados&quot; nazis que servem para branquear todos os crimes de regimes que em tudo se lhe equiparam.
Quando Saddam era um aliado fiel dos americanos por ter assassinado 4000 militantes comunistas iraquianos poucas vozes nos regimes &quot;liberais&quot; se levantaram. Ainda hoje não se levantam - e um bom exemplo disso é este artigo.
Enforcam o homem, a América há-de passar a ser boa e a vida continua, com os militantes de causas de esquerda com a consciência tranquila. A &quot;esquerda&quot; da NATO, entenda-se.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>&#8220;abençoados&#8221; nazis que servem para branquear todos os crimes de regimes que em tudo se lhe equiparam.<br />
Quando Saddam era um aliado fiel dos americanos por ter assassinado 4000 militantes comunistas iraquianos poucas vozes nos regimes &#8220;liberais&#8221; se levantaram. Ainda hoje não se levantam &#8211; e um bom exemplo disso é este artigo.<br />
Enforcam o homem, a América há-de passar a ser boa e a vida continua, com os militantes de causas de esquerda com a consciência tranquila. A &#8220;esquerda&#8221; da NATO, entenda-se.</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: João Miguel Almeida</title>
		<link>http://5dias.net/2006/11/08/o-veredicto-sobre-saddam-hussein/comment-page-1/#comment-489</link>
		<dc:creator>João Miguel Almeida</dc:creator>
		<pubDate>Wed, 08 Nov 2006 14:21:21 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://5dias.net/2006/11/08/o-veredicto-sobre-saddam-hussein/#comment-489</guid>
		<description>Sou contra a pena de morte. Devo acrescentar que não estabeleço uma equivalência entre pena de morte e prisão perpétua. Considero esta última legítima. Apesar de valorizar o perdão, numa linha cristã, acho que o perdão do Evangelho é concedido pela vítima ao agressor e portanto não pode ser transposto para um tribunal que julga em nome de vítimas liquidadas.
Camus não só escreveu páginas claras contra a pena de morte, como tomou posição contra a execução de colaboracionistas com a autoridade moral de ter lutado contra os nazis.
Um argumento contra a pena de morte é o seu carácter premeditado, frio, racional. Acho mais legítima a execução de Mussolini num contexto que ainda é de guerra e em que o ditador ainda é uma ameaça do que a de Saddam, três anos após a invasão do Iraque. Saddam já não ameaça ninguém. 
Os exemplos históricos que apresenta ignoram o facto de os EUA terem sido aliados do Iraque de Saddam Husseim e da sua guerra contra o Irão. O aliado de um criminoso é cúmplice e, logo, se os EUA querem levar a sério a sua cavalgada anti-hipócrita devem julgar os seus compatriotas que apoiaram o governo criminoso de Saddam.
Acho as suas considerações sobre a democracia e o período de transição demasiado optimistas. É muito forçado considerar a actual situação no Iraque uma democracia ou acreditar que o país está a viver um período de transição que rapidamente se transformará em normalização democrática. Tem mesmo um toque surrealista executar Saddam Husseim por ter morto e torturado quando, três anos após a queda do seu regime, o homicídio e a tortura são factos quotidianos no Iraque.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Sou contra a pena de morte. Devo acrescentar que não estabeleço uma equivalência entre pena de morte e prisão perpétua. Considero esta última legítima. Apesar de valorizar o perdão, numa linha cristã, acho que o perdão do Evangelho é concedido pela vítima ao agressor e portanto não pode ser transposto para um tribunal que julga em nome de vítimas liquidadas.<br />
Camus não só escreveu páginas claras contra a pena de morte, como tomou posição contra a execução de colaboracionistas com a autoridade moral de ter lutado contra os nazis.<br />
Um argumento contra a pena de morte é o seu carácter premeditado, frio, racional. Acho mais legítima a execução de Mussolini num contexto que ainda é de guerra e em que o ditador ainda é uma ameaça do que a de Saddam, três anos após a invasão do Iraque. Saddam já não ameaça ninguém.<br />
Os exemplos históricos que apresenta ignoram o facto de os EUA terem sido aliados do Iraque de Saddam Husseim e da sua guerra contra o Irão. O aliado de um criminoso é cúmplice e, logo, se os EUA querem levar a sério a sua cavalgada anti-hipócrita devem julgar os seus compatriotas que apoiaram o governo criminoso de Saddam.<br />
Acho as suas considerações sobre a democracia e o período de transição demasiado optimistas. É muito forçado considerar a actual situação no Iraque uma democracia ou acreditar que o país está a viver um período de transição que rapidamente se transformará em normalização democrática. Tem mesmo um toque surrealista executar Saddam Husseim por ter morto e torturado quando, três anos após a queda do seu regime, o homicídio e a tortura são factos quotidianos no Iraque.</p>
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