No Pobre e Mal Agradecido, o meu texto de sábado no Público sobre o célebre Discurso de Ratisbona do Papa. Começa assim:
Quando no início do ano rebentou a polémica das caricaturas dinamarquesas, o Papa tomou uma posição clara: a liberdade de expressão não inclui o direito a blasfemar. O Vaticano e toda a hierarquia católica foram unânimes em considerar que o jornal dinamarquês não deveria ter publicado as caricaturas porque, como disse então o Patriarca de Lisboa, “com o sagrado não se brinca”, ou melhor ainda, “o respeito pelo sagrado é algo que a cultura não pode pôr em questão, mesmo em nome da liberdade”. Quando a maior parte dos intelectuais defendia que a liberdade de expressão é sagrada, a igreja católica veio pôr as coisas nos seus termos: nem pensar; o sagrado é que é sagrado.
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