O tempora, o mores!

Eu tenho um vício (tenho mais, mas os outros não conto): ler o “24 Horas” todas as manhãs, à procura de notícias frescas do país real. Quase sempre encontro peças magníficas – e um exemplo recente foi a revelação de que 31 figuras gradas do nosso establishment – entre as quais pontificavam o lépido António Vitorino, o subtil Vitalino Canas e o impoluto Torres Couto – tinham sido provisoriamente expulsas do Grande Oriente Lusitano por falta de pagamento de quotas! A história é engraçada q.b. (fez-me lembrar a velha tradição dos benfiquistas rasgarem os respectivos cartões de sócios de cada vez que o “glorioso” perdia só para voltarem a inscrever-se como sócios no dia seguinte, até que uma Direcção mais clarividente decidiu plastificar os cartões e acabar com essa comédia), mas ainda assim dá que pensar: o que é que a Maçonaria não tem agora que já teve antes, para merecer tão pouca consideração? A questão coloca-se num plano puramente metafísico, esclareça-se, porque eu tenho a certeza que só razões da mais elevada espiritualidade levariam um ex-Comissário Europeu a aparecer de avental à frente de outras pessoas crescidas.

Sobre António Figueira

SEXTA | António Figueira
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Uma resposta a O tempora, o mores!

  1. torres couto diz:

    Só hoje vi o seu miserável comentário. Não tenho a minima dúvida que sou bem mais impoluto do que você. Dê a cara, identifique-se, não seja cobarde. Pôr-lhe -ei um processo em tribunal por difamação. Não ataque os outros pelas costas, nem fale do que não sabe.

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